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terça-feira, 25 de abril de 2017

OS TRÊS CASARÕES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 25 de abril de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.667

É complicado para a Cultura manter os velhos casarões históricos. Geralmente quando pertencem a particulares estes procuram modernizá-los ou partir radicalmente para a demolição. No local levanta-se um prédio de características novas, geralmente para o aluguel. Pronto. Desapareceu o vestígio do passado.
Quando o poder público é mais ativo, procura fazer o tombamento, ato que nem sempre agrada ao dono do imóvel. Uma vez tombado, o proprietário nada pode fazer e, praticamente, perdeu tudo sem poder mexer no prédio e nem vendê-lo. Muitas vezes acontece no Brasil, não existir verbas para a conservação do imóvel tombado. Assim o edifício vai sendo submetido às ações do tempo igual a uma pessoa envelhecendo sem amparo. Os casarões passam a enfear a paisagem, ameaçando ruir a qualquer momento pondo em risco à vida dos transeuntes.

Casarão da esquina. Foto: do livro "230" (Clerisvaldo B. Chagas).

Na minha terra, demolidos com ignorância e tudo, sem a devida atenção das inúmeras gestões municipais, fica ao prazer da vontade de cada um. Atualmente, três edifícios antigos chamam atenção em pleno Comércio de Santana do Ipanema. Todos os três construídos no tempo de Vila pelo, então, coronel Manoel Rodrigues da Rocha, comerciante, fazendeiro e industrial, falecido em 1920.
O conhecido “casarão da esquina”, com várias modificações no térreo, continua resistindo. Foi construído com várias divisórias para fins comerciais e ali já funcionou tudo, inclusive hotel e biblioteca no primeiro andar.
Outro casarão fica logo perto e tem a estátua do deus mercúrio no topo da fachada. Também já foi biblioteca, grande parceira da minha adolescência. Ali o coronel passou uma porção de tempo, morando.
O terceiro casarão está próximo dos outros dois. Foi morada definitiva do coronel Manoel Rodrigues da Rocha.
Seria uma grande satisfação guiar um grupo de pessoas interessadas pelo comércio e bairros de Santana mostrando a história viva. Fico às ordens para quem quiser organizar grupo de até quinze pessoas.


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SERTÃO MOLHADO

*Rangel Alves da Costa

Desde cedinho da Sexta-Feira Santa (e mesmo dias antes) que passou a chover no sertão sergipano, principalmente na região onde as estiagens já se demoram pra mais de quatro anos. Não significa dizer que as chuvas caídas coloquem um fim na secura da terra, mas que as plantas logo verdejarão e as paisagens trocarão a roupagem cinzenta por um esverdeado esperançoso.
Ao menos na cidade de Poço Redondo e arredores mais próximos, as chuvas que caem servem apenas para molhar a terra e não para encher tanques, barragens e açudes. As chuvas sequer são constantes, geralmente apenas chuviscos, faltando uma assiduidade que faça lembrar os tempos de invernada. Tempos estes onde o sertanejo se vê diante da iminência da aragem e da plantação.
Mas desde mais de quatro anos que não se fala em invernada pelos sertões sergipanos. A seca prolongada já foi até lembrada como uma das maiores da história. Com efeito, os campos ficaram completamente devastados, os rebanhos sumiram na magreza, os esqueletos de animais se avolumaram pelas malhadas e pastos esturricados. Tanques sem gota d’água, cactos definhados, escassez e absoluta falta de comida tanto para o homem como para o bicho.
Numa situação tal, qualquer nuvem carregada é logo tida como esperançosa. A cada alvorecer o sertanejo se põe a olhar os horizontes e nestes as barras avermelhadas prenunciando um tempo bom. Mas nada de nuvem chegar. E a cada ano de sofrimento maior a desvalia de um povo inteiro. Dificilmente se viu uma situação de penúria tal como esta que vem sendo amargada pelo já empobrecido homem.
Verdade que passou o Dia de São José e não choveu. Costuma-se acreditar que chovendo nesse dia haverá certeza de mais chuvaradas mais adiante. Planta-se para a colheita no São João e para a festança ao redor das fogueiras. E quando não chove também o esmorecimento no homem ávido por sulcar a terra para lançar sua semente boa.
Contudo, após o Dia de São José começou a serenar com mais frequência, a chuviscar bem mais que em meses e até anos seguidos. De vez em quando uma chuva mais forte, porém localizada e sem afastar do sofrimento o bicho sedento. Chuvinha pouca e sem juntar qualquer meio palmo de água no tanque. Já ao entardecer e o barro já se formou novamente.
Nos últimos dias, entretanto, as torneiras de riba se abriram mais. Ao invés do sol escaldante e do calorão de ferver asfalto, as nuvens chegaram e nublaram tudo. O sertanejo que esperava chuva forte, de correr por cima da terra, encher tanque e fazer enxurrada, teve de se contentar com o pingar miúdo, fino, sem força de juntar água. Um alento, apenas.
A serventia da pouca chuva de agora é somente para molhar a terra e diminuir o calor. A água juntada vai logo embora pela secura que forma barro no fundo do poço. No conhecimento matuto, chuva para juntar água e plantar só serve aquela que desce em trovoada e depois permanece caindo com mais vagar. A chuva forte serve ao tanque, ao barreiro, ao açude, enquanto a mais fina serve para molhar a terra até sua fundura.
Mas o sertão vem aos poucos se molhando. E terra molhada é sinal de que não demora muito e a planta retoma seu viço e sua cor, que o pé de pau logo vai se encher de folhagem novamente, que as plantas rasteiras e os capins logo terão vida nova. Mesmo sem água juntada, a fome do gado será logo diminuída pelos brotos que surgirão por cima da terra renascida.
De qualquer modo, a chuva ou chuvisco que de repente cai é sempre uma benção ao sertanejo. Não demora muito e pelas estradas e veredas sertões adentro, onde tudo estava morto ou esturricado de sol, o que se terá adiante será uma colcha de cores muito diferentes daqueles que o sertanejo tem se acostumado a presenciar. Corre-se o risco de as nuvens prenhes sumirem e tudo definhar novamente, mas no presente a esperança maior.
Um novo olhar do sertanejo perante o seu mundo já é reconhecido de passo a passo. Muitos já não suportavam mais a dor pelo sofrimento do seu bicho de cria. Já não havia mais a aquém correr senão às forças do alto. E bastou que serenasse um dia e no outro os pingos já começassem a cair com mais força que toda esperança foi renovada. E não haverá festa maior se de repente os trovões e os relâmpagos anunciarem a chegada das trovoadas.
Ainda não será tempo de juntar farta comida para o bicho, mas não demora muito e o animal vai ser avistado de cabeça baixa catando seu pão. A graça divina chegada ao sertão molhado, com a esperança de que as torneiras de riba se abram de vez para que o homem se ajoelhe somente perante Deus para agradecer, e não perante qualquer político para implorar um pão, uma cuia d’água.

Escritor
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COM ÁGUA DA TRANSPOSIÇÃO, VOLUME DE BOQUEIRÃO AUMENTA E CHEGA A 3,1%

Por João Suassuna

Meus Prezados,

Esse diferencial volumétrico na represa de Boqueirão, em parte, foi devido às chuvas caídas, na semana da Páscoa, na bacia do rio Paraíba, na região do Cariri paraibano. As águas do São Francisco, que atualmente abastecem a referida represa, estão chegando em volumes muito reduzidos (1,5 m³/s, apenas), o que não daria, no intervalo de tempo no qual estão sendo bombeadas, proporcionar esse diferencial de acréscimo.


Abraço

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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TUDO PRONTO PARA O ESPERADO CARIRI CANGAÇO EXU 2017

Bibi Saraiva, Rodrigo Honorato e Manoel Severo

Novamente e pela quarta vez Exu recebe o Cariri Cangaço, dessa vez, na tarde-noite da última sexta-feira, 21 de abril, feriado de Tiradentes. Uma reunião de trabalho firmou os últimos detalhes para a Programação Final do Cariri Cangaço Exu 2017, reunindo os municípios de Exu e Serrita, num dos mais esperados encontros da marca Cariri Cangaço.

O encontrou reuniu o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e os promotores do evento no município, Rodrigo Honorato, secretário de Turismo, Esporte e Cultura , representando a municipalidade e o pesquisador e escritor Bibi Saraiva, ícone cultural do município. “Neste momento estamos alinhando os últimos detalhes desse grande evento, sem dúvidas estaremos divulgando a programação completa já nos próximos dias, tudo está pronto para recebermos o Brasil aqui em Exu” revela Bibi Saraiva.

 Ponto a ponto a programação final do Cariri Cangaço Exu é finalizada

Manoel Severo completa: “Todos os pontos da programação; envolvendo os temas, os palestrantes, as visitas, a infraestrutura, a logística, enfim, foram alinhados de forma definitiva, amanha estaremos no município de Serrita e também na Ipueira dos Xavier para acertarmos os detalhes finais. Os nossos esforços são na direção de proporcionar um Cariri Cangaço inesquecível tanto para quem virá de todo o Brasil como para as famílias de Exu e Serrita, esse é o nosso compromisso”. 

Rodrigo Honorato, secretário municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Exu ressalta o total apoio da municipalidade: ”Exu está de braços abertos para receber o Cariri Cangaço, o prefeito Raimundinho Saraiva e toda a equipe do governo está comprometida em realizar esse grande evento, dando o melhor para receber nossos convidados, será um evento inesquecível, Exu se sente honrada em esta recebendo e promovendo um dos mais respeitados eventos do nordeste, que é o Cariri Cangaço".

 Rodrigo Honorato, Cláudia Pereira e Manoel Severo
Estátua de Luiz Gonzaga, magnifica obra que será inaugurada durante o Cariri Cangaço Exu em julho de 2017

Um dos pontos altos da programação do Cariri Cangaço Exu será a inauguração da estátua do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. A obra magnifica atualmente em estágio de finalização está localizada às margens da Rodovia Asa Branca , em frente ao Parque Aza Branca. Rodrigo Honorato assegura: "O prefeito Raimundinho Saraiva esta reunindo todos os esforços e com certeza essa grande obra será entrega ao Brasil dentro do Cariri Cangaço Exu em julho".

Os encontros de trabalho prosseguiriam por toda a noite ainda em Exu por ocasião da Mostra de Cinema do Araripe na praça da Matriz de Exu como também durante as visitas técnicas da manha do dia 22, nas fazendas Caiçara e Araripe e ainda em Serrita e Ipueira dos Xavier.

Mostra de Cinema na Praça...

Ainda na noite da sexta-feira, dia 21, Exu recebia o 1º Curta no Araripe Mostra de Cinema. Tendo a frente Bibi Saraiva o evento com o apoio do governo do estado de Pernambuco e da Prefeitura Municipal tendo a praça da Matrix e com a presença de grande público, dentre artistas, personalidades da vida cultural da cidade e da região, exibiu 3 curtas de inteira produção exuense.

  Secretário Rodrigo Honorato e Bibi Saraiva na Mostra de Cinema na praço
Um dos pontos altos da noite foi a apresentação do curta metragem "Dona Barbara do Araripe" 

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, falou em nome da Curadoria do evento para os presentes à Mostra, ressaltando a importância do fortalecimento e do resgate da historia e da cultural local, além da grande integração regional promovida pelo Cariri Cangaço. "Gostaria de parabenizar a Bibi Saraiva, a Rodrigo Honorato, a Raimundinho Saraiva, enfim a toda família Exuense por esse manancial tão extraordinário que vocês possuem aqui, sem dúvidas vamos realizar grandes parcerias!" Diz Manoel Severo.
 
 Helenilda Moreira, Manoel Severo e Carminda
 Bibi Saraiva e Manoel Severo

Cariri Cangaço
Exu, 21 de Abril de 2017
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TV MISÉRIA MOSTRA DETALHES DAS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO DO EIXO NORTE, EM BREJO SANTO - CE

Por João Suassuna

Meus Prezados,

A matéria acima dá uma ideia precisa do problemão criado na transposição das águas do rio São Francisco para o Nordeste Setentrional. Isso não foi por falta de aviso! Doravante, a discussão a ser feita acerca desse projeto, passa, necessariamente, pelo questionamento das possibilidades de o rio vir, ou não, suprir as demandas hídricas daquela região. Esqueceram que o São Francisco é um rio de múltiplos usos e que já apresenta sérias limitações para o fornecimento suas águas para a solução dos problemas de abastecimento do povo. Aliás, esse foi o ponto focal de nossa luta empreendida por 22 anos, mostrando que existiam alternativas mais sensatas para a solução dos problemas hídricos do Nordeste seco. A razão disso, é que, no Eixo Leste do projeto, cujas águas do São Francisco vão ser utilizadas prioritariamente para o abastecimento de populações, está chegando com volumes ínfimos na represa de Boqueirão, que abastece Campina Grande, fato que vem provocando insatisfações populares, tanto em Campina, como nos municípios localizados na rota dessas águas. Em Campina, por exemplo, está chegando apenas 1,5 m³/s, volume esse que protela, por mais algum tempo, o enorme racionamento existente no município. Imaginem vocês essas limitações ocorrendo no Eixo Norte do projeto, cujo objetivo das águas do Velho Chico é para satisfação do agronegócio e, inclusive, gerando energia elétrica no percurso das águas. Volto a esclarecer as autoridades responsáveis pelo projeto, de que o rio São Francisco não está localizado na bacia amazônica e, sim, na região Semiárida brasileira, portanto, está sujeito a todas as consequências de um caudal que flui em ambiente sujeito à secas sucessivas, em geologia cristalina, e cuja bacia está completamente degradada, necessitando dos cuidados necessários para voltar a ser o rio da Integração Nacional. É imprescindível que esse povo detentor do poder tenha mais juízo ao tratar dessas questões.     


Abraço

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SESSÃO MAGNA DE ELOGIOS - 22 DE ABRIL DE 2017


Na noite do dia 22 de Abril de 2017, na Casa de Cultura Popular de Martins, a Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM) Promoveu Sessão Magna de Elogios aos Patronos das cadeiras 22, 26 e 27.

Elogiados e Elogiantes abaixo citados:

João Vicente da Costa - Acadêmico Manoel Onofre de Souza Neto.

Manoel Onofre de Souza - Acadêmico Manoel Onofre de Souza Júnior.

João Onofre Pinheiro de Andrade - Acadêmico Cícero Onofre de Andrade Neto.

O Evento contou com as presenças do público, autoridades locais e regionais e com a brilhante apresentação e agradável sonoridade da Orquestra Filarmônica Pe. Dário Tórbolli da cidade de Viçosa.

A Presidente da Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM) a Dra. Taniamá Vieira da Silva Barreto, agradece aos que atenderam aos convites, aos colaboradores e pelas bençãos de Deus.



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Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MEMÓRIAS DA PMBA #2 - O MASSACRE DE QUEIMADAS

https://www.youtube.com/watch?v=B7H5RT1NFCo

Publicado em 4 de agosto de 2016

Em 1929 o bando de Lampião esteve no município de Queimadas, saqueando a cidade que contava com 8 policiais militares em sua guarnição. Este documentário conta o desfecho sangrento dessa investida criminosa do cangaceiro.

PRODUÇÃO:
Cap PM Bandarra
Cap PM Danillo Ferreira
St PM Luciano Macêdo
ROTEIRO
Cap PM Raimundo Marins
Cap PM Danillo Ferreira
PESQUISA
Cel PM Souza Neto
Cap PM Raimundo Marins
DIREÇÃO E EDIÇÃO
Cap PM Danillo Ferreira
IMAGENS
ST PM Luciano Macêdo
SD PM Orlando Junior
Daniel Pujol
Jonatan Costa
ASSISTENTES
SD PM Orlando Junior
SD PM Igor Freitas
AGRADECIMENTOS
Moacir Mancha e ao povo de Queimadas
REALIZAÇÃO
Polícia Militar da Bahia
Departamento de Comunicação Social
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=B7H5RT1NFCo

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SENSACIONAL!!! RELÍQUIA.

Por Sálvio Siqueira

Nosso amigo João Tavares Calixto Júnior, descobre uma relíquia documental, e, gentilmente, divide com a gente.

Nela, vemos a descrição, em punho, do padre Cícero, onde ele informa, com nítida preocupação, a seu superior na ordem eclesiástica, o ataque d'um bando de cangaceiros tendo como chefe um dos 'Calixtos'.

por João Tavares Calixto Júnior

Em carta de 26 de abril de 1915 (exatamente há 102 anos), o Pe. Cícero Romão Batista informava ao Bispo Dom Quintino sobre sua preocupação com o ataque dos Calixtos (Manoel Calixto e cerca de 40 cangaceiros) à Serra de São Pedro (atual Caririaçu). 

Obs.: Documento de caráter inédito (Fonte: DHDPG - Cúria Diocesana do Crato);

Não se trata (a referência feita pelo Pe. Cicero) dos Calixtos (Calixtos de Araújo) de Amaniutuba/Aurora/Acopiara/Iguatu.

https://www.facebook.com/

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CANGACEIROS QUE ENTRARAM NO RIO GRANDE DO NORTE COM LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira
Adquira-o através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço Sérgio Augusto de Sousa Dantas em seu livro, “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA – 2ª. Edição, páginas: 377 e 378, afirma que os cangaceiros que participaram da marcha contra o Rio Grande do Norte foram os seguintes:

Virgolino Ferreira da Silva (Lampião), o mais biografado e estudado cangaceiro de todos os tempos, no Nordeste Brasileiro. Este levou três dos seus irmãos para o cangaço, dispensando a presença de João Ferreira da Silva no seu grupo. (Segundo os pesquisadores Sabino Bassetti e Voltaseca algumas vezes, o João tentou participar do seu grupo de facínoras, mas o velho guerreiro deu um basta na conversa dizendo: “-Vá cuidar dos nossos irmãos, mano!”. Os irmãos que Lampião se referia eram as suas irmãs e o Ezequiel Ferreira que ainda era muito jovem.

“Massilon Leite o Antonio Benevides Leite”; “Sabino Gomes de Gois ou “Gore”, ou ainda Sabino Barbosa de Melo”. “Moderno o Virgínio Fortunato da Silva, este fora cunhado de Lampião. Posteriormente a sua esposa faleceu e no cangaço vivia com Durvalina”. Há quem diga que ele poderia ser lá da cidade de Alexandria, não comprovado ainda, precisa ser pesquisado. 

“Jararaca o José Leite de Santana este era pernambucano da cidade de Buíque, mas segundo um pesquisador do cangaço (não me recordo o seu nome no momento e não disponho da fonte), diz que ele nasceu na cidade de Sertânia, também em Pernambuco. Jararaca foi capturado após a tentativa de ataque à cidade de Mossoró, e foi justiçado pelos policiais da época. Está enterrado no Cemitério São Sebastião em Mossoró, frente ao túmulo do cangaceiro Asa Branca.” 

“Luiz Pedro Cordeiro este nasceu lá no Retiro, no Estado de Pernambuco. Ele no cangaço não ganhou apelido, exceto o nomeado por Maria Bonita, Caititu. Mas eu já li, não tenho o nome do autor e nem a fonte, que Luiz Pedro era apelidado pelos companheiros de príncipe do cangaço”. 

“Ponto Fino o Ezequiel Ferreira da Silva o irmão mais novo do rei Lampião.” “João Vinte e Dois o João Marcelino que era irmão de Lua Branca o Vicente Marcelino”. “Mormaço este era o Francisco Ramos de Almeida, e que me parece ter sido justiçado no Rio Grande do Norte, foi premeditada a sua morte pelos policiais da época. ” 

“Mergulhão o Antônio Juvenal da Silva. Não confundir este Mergulhão com o que morreu na Grota de Angico no Estado de Sergipe na madrugada de 28 de julho de 1938.” 

“Coqueiro o João Cesário da Silva”. “Menino de Ouro – Oliveira ou ainda Alagoano o José Zeferino Andrelino dos Santos”. Pinga Fogo o Manoel Leite irmão do cangaceiro Massilon”. “Mariano o Mariano Laurindo Granja. Este foi morto pelo policial Bem-te-vi da volante do tenente Zé Rifuno”. “Vila Nova o Lídio Tiago da Silva.” “Moreno o Caetano José da Silva ou Heleno Caetano da Silva. Não confundir este Moreno com Moreno de Durvalina.” “Casca Grossa o Miguel Inácio dos Santos”. Quindu o Euclides Arsênio Gomes da Silva”. Serra D’uman ou Mão Foveira o Domingos dos Anjos de Oliveira” “Azulão o Patrício Preto – Patrício dos Anjos de Oliveira”. “Tenente o José de Souza”. “Doutor o Vicente Feliciano”. Delfino da Silva”. 

"Asa Branca o Antonio Luiz Tavares. Este após ter sido liberado da prisão morou em diversas cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. Por muitos anos residiu na cidade de Mossoró, e faleceu naturalmente nos anos 80, e está enterrado no Cemitério São Sebastião de Mossoró, nos fundos do túmulo do cangaceiro Jararaca.” 

“Félix o Felão.” “Mourão o Genésio Vaqueiro.” “Barra Nova o Manoel Barbosa da Silva” “Candeeiro conhecido por Antônio de Qrelé.” “Capão o Ângelo Emídio dos Santos.” “Ferrugem o Manoel Francisco de Lucena Sobrinho.” “Jatobá o José Isidoro.” “Guará o Fortunato Domingos.” “Lavandeira o Manoel Antonio Vale.” “Jurema o Inácio Medeiros.” “Cobra Verde o Antonio Terto dos Santos”. “Nevoeiro o  Severino da Silva.” “Luiz de Sabino. Este era filho de criação de Sabino Gomes.” Juriti o João Soares. ” “Sabiá o Antonio Caboclo.” Trovão o Cecílio Batista.” Craúna o Hostêncio de Tal.” Colchete. Este foi morto em Mossoró na tarde de 13 de junho de 1927, no momento do tiroteio.” “Cordeiro.” “ Zé Latão.” José Roque.” José Pretinho o Cajazeira. Não confundir este Cajazeira com o Zé de Julião companheiro da cangaceira Enedina.” “Pinhão.” “Português.” “Cocada.” “João Ligório.” “Miúdo.” “Gavião” “Fortaleza” “Às de Ouro.” “Navieiro.” “Palmeira.” “José Coco.” “Chá Preto.” “Vereda.” “Braúna.” “Marreco.” “Caecará.” “Capuxú.” “Benedito.” “Dois de Ouro.”

Ainda o escritor Sérgio Dantas diz que o cangaceiro Mormaço afirmou que lá no coito da Serra do Diamante ou em Serra do Mato ficaram cangaceiros que não participaram da marcha pelo Rio Grande do Norte: Foram eles: Chumbinho o Hermínio Xavier este esteve no Juazeiro do Norte quando de visita ao padre Cícero Romão. Relâmpago, Balão. Este Balão, acho, que não era o cangaceiro Guilherme Alves, porque ele só entrou para o cangaço no ano de 1929. Cansanção, Bem-te-vi e Manoel Maurício.


Fonte de pesquisa: 
“LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA
2ª. Edição
Páginas: 377 e 378
Autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas
Editora: Gráfica Real
Cidade: Cajazeiras Estado da Paraíba

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O CÍRCULO DA MÃE DE DEUS (OU TRINCHEIRAS E VALADOS DE JUAZEIRO-CE)

(Por Fernando Maia Nóbrega)

A mais significativa forma de defesa usada pela cidade de Juazeiro do Norte, durante a sua sedição em 1914, foi a edificação dos valados e trincheiras, chamados pelos romeiros de “Círculo da Mãe de Deus.”

A brilhante ideia de cercar Juazeiro com um enorme valado partiu de Antônio Vilanova, ex-combatente da Guerra de Canudos, residente em Assaré (01) e que fora chamado pelo doutor Floro Bartolomeu para ajudar na revolta de Juazeiro. Milhares de pessoas, mais precisamente cinquenta mil, segundo Xavier de Oliveira(02), foram convocadas para fazer essas escavações, circundando Juazeiro, em apenas seis dias! A terra retirada dos valados foi colocada a três metros, para o lado dentro da cidade, constituindo as trincheiras.

Hoje, quase não restam vestígios do “Círculo da Mãe de Deus” e há divergências mesmo entre os escritores quanto a extensão, largura e sua localização. O mais antigo deles a expor o assunto foi Xavier de Oliveira que desta forma se expressou: 

 “O valado, a trincheira inexpugnável do Juazeiro, tem de profundidade dez, e de largura doze palmos. Toda terra foi carregada para dentro, a alguns metros de distância, formando uma barreira de seis palmos de altura(...)”

São três léguas de vallados” (03)(sic)

Segundo esse eminente historiador, tendo um palmo o tamanho de 22 centímetros, eis as especificações:

1- Profundidade: 2.20 metros
2- Largura: 2.64 metros
3- Extensão: 18 quilômetros
4- Localização: Informa, tão somente, que circundava o Juazeiro.

Já Manuel Diniz, em 1936, especifica:

“(..) em quanto milhares de pessoas cavavam, dia e noite, o grande valado para circundar a cidade, exceto do salgadinho(04) (...) ocupavam posições nas trincheiras que bordavam o valado mais ou menos na extensão de dez quilômetros e formando um semicírculo do Nascente, Poente e sul desta cidade(05)

Não especificando as medidas, Diniz ressalta, apenas, a extensão de dez quilômetros, e a não existência de valados para os lados do rio Salgadinho.

A respeitável escritora Amália Xavier, irmã de Xavier de Oliveira, nos dá a seguinte informação: “(...) em 6 dias, 9 quilômetros de valados, em extensão, com 8 metros de largura por cinco de profundidade estavam terminados. O monte de areia jogado para o lado de dentro, tinha de dois a três metros de altura, bombeados, numa distância de 3 mts de um para o outro.(...)”(06)

Em assim sendo, vejamos a configuração dos valados aos olhos de Amália Xavier:

1- Profundidade: 5 metros
2- Largura: 8 metros
3- Extensão: 9 quilômetros
4- Localização : especifica somente a trincheira das malvas.

Otacílio Anselmo afirma:

“9...0 a verdade, porém, é que a fortificação, em cujo trabalho se empenharam a fundo, dia e noite, milhares de homens e mulheres de todas as idades, utilizando até latas e panelas de barro na remoção da terra, foi praticamente concluído em 5 dias”(07)...

Mais adiante o autor sobredito informa que não havia valados e trincheiras do lado que corre o rio salgadinho. (08)

A escritora Fátima Menezes, ao contrário dos autores supracitados, baseando-se no “ Diário de Fausto Guimarães” sustenta a tese da existência de valados no salgadinhos e os nomeia:

“ 20 de dezembro (Sábado) – Segundo combate. Desta vez na trincheira de Santo Antônio que tem duração de quinze horas. Os rabelistas atacam em três partes ao mesmo tempo; em volta dos valados: do “Salgadinho”, “Santo Antônio” e “Quadro Pio X”(09)

Conclui-se, por conseguinte, não haver uniformidade dos informes sobres os valados e trincheiras edificados em Juazeiro em 1913, no tocante a profundidade, largura, extensão e localização. Sabe-se, entretanto, que foram erguidos nos arredores da cidade os seguintes valados: Malvas, Santo Antônio e Quadra Pio X. A existência no Salgadinho é negada por escritores mais próximos do episódio: M. Diniz e Xavier de Oliveira. Somente Fátima Menezes o cita baseando-se num mapa, sem muita precisão, constante no “Diário de Fausto Guimarães”.

Quanto às especificações físicas, se todos essas escavações obedeceram a uma medida uniforme, vendo-se as fotos existentes dos valados e trincheiras, dá-se para se ter uma ideia que a profundidade e largura mais se assemelham às descritas por Xavier de Oliveira: 2.20 por 2.64 metros.

Em referência a extensão territorial a tese mais aceitável é que seja de 09 a 10 quilômetros conforme depoimentos de Xavier de Oliveira e Amália Xavier de Oliveira, haja vista sua abrangência ir das Malvas ao Horto, percurso este que se aproxima mais da realidade. No tocante à localização, Fátima Menezes nomeia quatro valados e trincheiras: Malvas, Santo Antônio, Quadra Pio X e Salgadinho. Aceitamos também o ponto de vista da maioria dos autores sobre a inexistência de valados para os lados do Salgadinho, como afirma Fátima Menezes existindo, tão somente, por aqueles lados, uma muralha na Serra do Horto, mais precisamente no Santo Sepulcro, da qual ainda restam vestígios.

N O T A S

01- Amália Xavier de Oliveira – O Padre Cícero que eu conheci (verdadeira história de juazeiro) pag. 151
02- Xavier de Oliveira –Beatos e Cangaceiros pg.56-
03- Idem. ibidem
04- Manuel Diniz – Mistérios do Joazeiro pg.129
05- Idem pg 130
06- Amália Xavier, o.c. pag. 152
07- Otacilio Anselmo –Mito e Realidade pag.400
08- Idem pag 407
09- Fátima Menezes- Homens e Fatos na História de Juazeiro, pag 79
BIBLIOGRAFIA
Anselmo,Otacílio –Padre Cícero –Mito e Realidade –Ed. Civilização Brasileira Rio de Janeiro 1968
Cava,Ralph Della – Milagre em Joaseiro.Paz e Terra.Rio de Janeiro 1976
Diniz,Manuel – Misterios do Joaseiro – Tipografia do Joaseiro. Juazeiro 1935
Filho, M.B.Lourenço – Juázeiro do Padre Cícero -3ª Edição – Companhia Melhoramento de são Paulo
Montenegro,Abelardo – Fanáticos e Cangaceiros –Ed.Henriqueta Galeno.fortaleza 1973
Menezes,Fátima – Homens e Fatos na história de Juazeiro.Ed. Universitária da UFPE.Recife 1989
Oliveira, Amália Xavier – O Padre Cícero que conheci(verdadeira história de Juazeiro).Rio de janeiro 1969
Oliveira, Xavier de – Beatos e Cangaceiros Rio de janeiro 1920

Acervo Voltaseca Volta

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ABRIL É O MÊS DO TÉRMINO DA QUADRA CHUVOSA NAS REGIÕES DO ALTO E MÉDIO SÃO FRANCISCO

Por João Suassuna


Meus Prezados,

Abril é o mês do término da quadra chuvosa nas regiões do Alto e Médio São Francisco. As chuvas até o final do mês estão caindo abaixo da média, o que tem resultado em um cenário preocupante ao longo de toda bacia do Rio São Francisco.  Nesse cenário, os bombeamentos do projeto da transposição têm agravado, ainda mais, o quadro de penúria hídrica existente nas referidas regiões.

A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco encontra-se no final do período das águas, com as chuvas caindo bem abaixo da média histórica nas regiões do Alto e Médio São Francisco. A represa de três Marias começou a depreciar sua capacidade acumulatória. Está com uma afluência de 79 m³/s e uma defluência de 218 m³/s. O rio continua não encontrando forças suficientes para promoção de mudanças em seu quadro hidrológico, fato esse que irá se tornar mais grave ainda até o final do mês. O projeto da transposição continua interferido, nesse processo, de forma negativa, com as retiradas volumétricas para o atendimento das demandas hídricas da região Setentrional nordestina.A exploração descontrolada das águas subterrâneas nos aquíferos (Urucuia e outros), também faz com que a vazão do Velho Chico caia para valores inferiores a montante do município de São Romão, mesmo recebendo as águas de um afluente importante como o rio Urucuia. Esse fato que está acontecendo possivelmente ao longo de toda bacia do rio São Francisco (vide gráficos de Pereira Bode Velho, abaixo). Não havendo mais a probabilidade da ocorrência de chuvas de maior intensidade na região, isso tornará difícil à recuperação, tanto da represa de Três Marias, como de Sobradinho. Preocupado com isso, o Ministério de Minas e Energia (MME) emitiu nota estabelecendo critérios de gestão volumétrica do rio, principalmente no tocante às defluências de Sobradinho.  As fracas ou mesmo inexistentes precipitações, nessa semana, resultaram em um cenário hidrológico preocupante, com as vazões nos postos de observação da Chesf despencando de forma significativa: no de São Romão, que na semana anterior estava com 540 m³/s, passou, nessa semana, para 414 m³/s. Nos demais postos, a situação não é diferente: no de São Francisco, que na semana anterior estava com 706 m³/s, passou para 375 m³/s; no de Bom Jesus da Lapa que estava com 944 m³/s, passou para 520 m³/s e no de Morpará, que na semana anterior estava com 898 m³/s, agora encontra-se com 664 m³/s, respectivamente. A afluência volumétrica na represa de Sobradinho caiu de 930 m³/s, na semana passada, para 720 m³/s nessa semana. A defluência da represa permaneceu estável, passando de 767 m³/s, da semana anterior, para 766 m³/s nessa semana. O percentual volumétrico de Sobradinho ficou praticamente estável. Na semana anterior havia sido registrado 15,94% de seu volume útil. Na atual está com 16,11%. A barragem continua com o seu percentual volumétrico cerca da metade do que aquele verificado em igual período do ano anterior (atualmente 16,11% - ano anterior 32,20%).

Uma curiosidade: em 2015, ano no qual a represa de Sobradinho chegou a 1% de seu volume morto, no dia 24/04, daquele ano, a represa apresentava percentual volumétrico de 21,30%. No dia 24/04 de 2017, Sobradinho está com 16,11%, apenas, um fato preocupante tendo em vista o atual cenário de desidratação existente na bacia do rio. Portanto, o alcance do volume morto de Sobradinho, em 2017, é um fato concreto.

Na semana (24/04), devido ao início do período de redução das precipitações nas regiões do Alto e Médio São Francisco, somada à retirada volumétrica do projeto da transposição, é muito provável que no mês de novembro, a represa de Sobradinho alcance o volume morto. O quadro atual de penúria hídrica já vem trazendo reflexos negativos ao projeto da transposição. As águas do Velho Chico estão chegando na represa de Boqueirão, em volumes muito reduzidos (certa de 1,5 m³/s, apenas), o que obrigou as autoridadesdivulgarem nota esclarecendo o atraso no encerramento do racionamento de água, na cidade de Campina Grande. Houve, também, incertezas da chegada da água nas torneiras dos municípios atendidos pelo projeto, motivando a população de Monteiro, na Paraíba, aprotestar pela falta d´água na localidade, exigindo providências junto ao governo estadual, para as soluções cabíveis.É importante observar, também, que a continuidade das baixas defluências de Sobradinho (766 m³/s) vem agravando o quadro da progressão da cunha salina na foz do rio (ver a excelente análise de José do Patrocínio Tomaz Albuquerque, abaixo). Existem relatos de pescadores que estão capturando peixes de hábito marinho na região do Baixo São Francisco. A cunha salina tem trazido, também, certos transtornos no abastecimento do município alagoano de Piaçabuçu, que tem servido à população uma água de péssima qualidade, com elevados teores de sais (água salobra). Em igual situação vivem 70% da população de Aracaju, que são abastecidos com as águas do Rio São Francisco, por intermédio de uma adutora, em Propriá, município sergipano localizado em sua margem direita, a cerca de 60 km da foz.

Com a proximidade do período de estiagem na região, é ficar na torcida para que as medidas sugeridas pelo MME sejam efetivadas e que surtam os efeitos esperados, a fim de que os volumes do Velho Chico voltem a se utilizados dentro da normalidade esperada. Para tanto, continuaremos atentos para as questões das defluências de Sobradinho (766 m³/s) e, agora, de Três Marias (218 m³/s), pois houve determinação das autoridades do setor, para que essas defluências ficassem estabelecidas em patamares da ordem de 700 m³/s e 160 m³/s, respectivamente, conformedivulgadas na mídia e atualmente praticadas.


João Suassuna 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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