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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ANGICO NO CARIRI CANGAÇO EM MANHÃ MEMORÁVEL NO CAFÉ PATRIOTA

Por Manoel Severo
Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço abre a manhã de Angico no Café Patriota
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Em mais uma manhã espetacular, a parceria Cariri Cangaço e Café Patriota proporcionou a Fortaleza a aguardada apresentação do Vídeo-documentário "Angico 80 Anos" do documentarista e Conselheiro do Cariri Cangaço, Aderbal Nogueira. Por longas e intrigantes 3 horas os convidados do Cariri Cangaço puderam conhecer mais de perto tudo o que cercou o ultimo dia de vida do Rei dos Cangaceiros numa manhã dedicada à memória do Mestre Jonas Luis da Silva, de Icapuí. "Para nós do Cariri Cangaço é uma grande honra dedicar esta manhã aqui no Café Patriota ao amigo mais que querido, um grande ser humano, um Mestre:Jonas Luis  da Silva, de Icapuí".

"Este documentário não contém uma unica intervenção de pesquisadores ou dos produtores; contém inteiramente depoimentos daqueles que estiveram lá, no fatídico 28 de julho de 1938 e vivenciaram na Grota do Angico o último ato de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião" confirma o produtor do documentário Aderbal Nogueira.
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 Anapuena Havena e as Boas Vindas ao Cariri Cangaço
Manoel Severo apresenta Régis Frota
Régis Frota, presidente da Academia Cearense de Cinema
Documentarista Aderbal Nogueira apresenta Angico:80 Anos...
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Mais uma vez os convidados do Cariri Cangaço lotaram todos os salões do Café Patriota, "observamos que o Cariri Cangaço é uma verdadeira família e além da maravilhosa manhã de conhecimento vivenciamos uma verdadeira festa e congraçamento, é uma honra o Café Patriota receber o Cariri Cangaço" revela sua proprietária, empresária Anapuena Havena. "O grande intuito da parceria Cariri Cangaço-Café Patriota é justamente possibilitar ao maior número de pessoas a possibilidade de aprofundar o estudo e o conhecimento desta temática tão forte e tão capilar para nossa gente, que é o Cangaço, como também outras temáticas que versam sobre a história e os principais personagens de nosso sertão. Nas duas primeiras palestras, em agosto e agora em setembro trouxemos Lampião, em Outubro será a vez de Fideralina Augusto Lima, em Novembro Padre Cícero e assim por diante, estamos muito felizes pelo espetacular acolhimento do público da capital cearense à nossa iniciativa" comemora o curador do Cariri Cangaço Manoel Severo.
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Um público de mais de 80 pessoas compareceu à manhã Cariri Cangaço-Café Patriota. O debate ficou a cargo dos pesquisadores; Manoel Severo, Aderbal Nogueira e Ângelo Osmiro. A presidente da Academia Lavrense de Letras, Cristina Couto, o presidente da Academia Cearense de Cinema, Régis Frota, o secretário de cultura de Crato, Wilton Silva, os pesquisadores Lívio Ferraz e Lynda Veríssimo, Tomaz Cisne, Comendador Mariano, Afrânio Gomes, Ezequias Meneses, Edílson Filho, Alberto George, Cláudia Carvalho, Beto Souza, José Roberto Braga, Malvinier Macedo, Leo Henriques, Daniel Catunda, Lurdinha Linhares e Rosa Firmo estavam entre os presentes.
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Manoel Severo e o Debate: Angico no Café Patriota
Ângelo Osmiro: Presidente do GECC e Conselheiro Cariri Cangaço
Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Ângelo Osmiro
Secretário de Cultura de Crato, Wilton Silva, Edílson Junior e na esquerda, Presidente da Academia Cearense de Cinema, Regis Frota e escritora Cláudia Carvalho
Ingrid Rebouças, Dra Maria Amélia, Manoel Severo e Comendador Mariano
Ingrid Rebouças, Manoel Severo, Ana Pinto Albuquerque, 
Aderbal Nogueira e Sandra Cordeiro
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Por mais de tres horas foi possível passar pelos principais pontos e polêmicas que envolveram o cerco, o combate e a morte de Virgulino Ferreira da Silva e Maria Bonita. A manhã começou com a tradicional boas vindas pelo Café Patriota através de Anapuena Havena para em seguida termos as palavras do Presidente da Academia Cearense de Cinema Régis Frota, que ressaltou a importância dos vídeos documentários; em seguida Manoel Severo contextualizou o cenário e as circunstâncias do episódio Angico para na sequencia Aderbal Nogueira apresentar o Documentário "Angico-80 Anos", ao final da apresentação, Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Ângelo Osmiro formaram uma "bancada" para responder as perguntas dos convidados que lotavam o espaço cultural e gastronômico. 
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 Brener Cavalcante e Manoel Severo
Ruy Gabriel e Cristina Couto
 José Roberto Braga, Arnaldo Nogueira, Manoel Severo e Beto Souza
 Dr Lino Máximo e Manoel Severo
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"Quem teria sido realmente o grande herói de Angico? O tenente João Bezerra? O aspirante Ferreira de Melo? O soldado Antônio Jacó, conhecido por Manel Véi? Para mim o grande herói de Angico foi mesmo Virgulino Ferreira da Silva, que há 72 atras armou esse labirinto que é Angico e que até os dias de hoje não conseguimos sair dele...Vocês podem até achar que é uma bobagem o que eu digo, mas velho acaba ficando mesmo meio bobo e abestalhado, rsrsrs"
Alcino Alves Costa em depoimento a Manoel Severo no ano de 2010 em uma das visitas do Cariri Cangaço ao Angico 
no município de Poço Redondo, Sergipe...
Alcino Alves Costa é o autor da festejada obra,
"Lampião, Além da Versão:Mentiras e Mistérios de Angico"

Manoel Severo, Ingrid Rebouças e Aderbal Nogueira
Dr Lino Máximo, Manoel Severo, Alberto George e Aderbal Nogueira
Manoel Severo e Cláudia Carvalho
Manoel Severo e pesquisador Fred
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Presenças ilustres como o professor Joélcio Alves, dos empresários Jório Silveira, Marciano Silva, Carlos Manso, Dra Maria Amélia, Eveline Correia, Brener Cavalcante, do cineasta Ricardo Meira Arruda, Paulo Victor Gadelha, Radialista Roberto Gomes, Dr Lino Máximo e Lorena; ilustres componentes do Instituto Patriota; representados entre outros por, Sandra Cordeiro, Ana Pinto Albuquerque, Marcelo Filho e Arnaldo Nogueira; além de Magno Carvalho, Daniel Cruz, Ricardo Alan, Carlos Guillard, Felipe Mafuz e Ruy Gabriel formavam dentre outros a qualificada platéia do Cariri Cangaço-Café Patriota.
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Joélcio Alves e Manoel Severo
 Rosa Firmo, Lourdinha Linhares, Manoel Severo e Malvinier Macedo
Teresinha Silva, Jório Silveira, Marciano Silva e Eveline Correia
Lynda Veríssimo, Lívio Ferraz e Manoel Severo
 Manoel Severo e Carlos Manso
 Manoel Severo e José Roberto Braga
Manoel Severo e Ricardo Meira Arruda
Dra Maria Amélia, Maristela Mafuz e Ingrid Rebouças
Dona Lenilse e Daniel Catunda
Leo Henriques, Manoel Severo e Magno Carvalho
Felipe Mafuz, Afrânio Gomes, Beto Souza e Tomaz Cisne
Marcelo Filho, Aderbal Nogueira e Ana Pinto Albuquerque

"Esta manhã de 15 de setembro foi espetacularmente especial, nossa segunda agenda no Café Patriota reuniu mais uma vez um extraordinário e qualificado público numa demonstração inequívoca da grande força da temática e da credibilidade de todo o Cariri Cangaço. O Café Patriota em si já é uma iniciativa coroada de êxito, proporcionando o equilíbrio perfeito entre a máxima gastronomia e o que temos de melhor em nossa cultura e historia, estão de parabéns os amigos Lincoln e Anapuena Havena, sensacionais. Sem dúvidas estamos particularmente muito felizes por essa nova empreitada que já demonstra seu grande sucesso na capital cearense. E para os amigos de Fortaleza o Cariri Cangaço está firmando mais uma grande parceria, desta vez com o Náutico Atlético Cearense através de seu Presidente, amigo Jardson Cruz, vem ainda muita coisa boa por aí, aguardem..." revela um entusiasmado Manoel Severo.

Flagrantes de uma manhã especial,
Parceria Cariri Cangaço-Café Patriota:ANGICO...


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Cariri Cangaço e Café Patriota apresentam:
Angico, 80 Anos - Um vídeo de Aderbal Nogueira
15 de Setembro de 2018
Café Patriota, Fortaleza, CE

https://cariricangaco.blogspot.com/2018/09/angico-no-cariri-cangaco-em-manha.html

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BRIGA DE CACHORRO GRANDE


Por Geziel Moura

É notório na literatura do cangaço, a presença de cachorros entre os cangaceiros, e muito já se falou deles, temos portanto, pelo menos, quatro desses animais, registrados pelas lente de Benjamim Abrahão Botto, a saber: Ligeiro e Guarani de Lampião e "Seu Colega" e Jardineira de Corisco.

Não vou entrar no mérito da questão, das funções destes canídeos, diante dos cangaceiros, se eram adestrados ou não para detectarem a presença das volantes, pois não tenho propriedade suficiente, pela literatura, para afirmar tal entendimento, mesmo com a declaração feita pelo ex - cangaceiro José Alves de Matos, o Vinte e Cinco, na entrevista que ele concedeu à Gazeta de Alagoas: "Os cachorros de nome “Seu Colega” e “Guarani” exerciam papel importante, haja vista que, além de serem adestrados para despertar a atenção do grupo quando algum estranho se aproximasse, muitas vezes comiam antes uma parte das comidas que seriam servidas aos cangaceiros para terem a certeza de que não estavam envenenadas".

Diante disso, quero pensar com os amigos, outra situação, vividas pelos cães dos cangaços, e que me chamaram atenção, isto é, as pelejas (brigas) entre eles. Os escritores Hilário Lucetti e Margébio de Lucena, em seu livro "Lampião e o Estado Maior do Cangaço" nos conta do entrevero entre Luiz Pedro e Lampião, por causa de seus cães, o causo é mais ou menos assim:

O bando de Lampião encontrava-se no Estado da Bahia, na região de Curituba e Brejo do Burgo, próximo ao Raso da Catarina, e com eles estavam dois cachorros, o de D. Maria cujo nome era "Zé Rufino" e o de Neném de Luiz Pedro denominado "Mané Henrique", homenagens, nada elegantes, aos seus inimigos e comandantes das volantes baianas.

O que os autores relatam, é que depois de certa refeição, os dois cachorros passaram a disputar um osso, o que levou a briga renhida, sem no entanto, as duas mulheres conseguirem separar os dois animais. Além disso, o episódio tomou proporções de campeonato, entre os cabras que assistiam a tudo e gritavam como num campo de futebol, cada um animando seu atleta preferido.

Após algum tempo, o cachorro "Zé Rufino" de D. Maria leva a pior e começa a ser liquidado por "Mané Henrique" de Nenêm de Luiz Pedro, o que leva a companheira de Virgolino reclamar a ele, que tudo via e nada fazia, ato continuo, Lampião saca a pistola e quando aponta para o cachorro adversário, não teve tempo de executá-lo, pois Luiz Pedro aponta para ele seu mosquetão e anuncia: "Compadre, se atirar no cachorro morre, só lhe considerei até hoje. Já perdi meu pai, minha mãe, não tenho mulher nem filho, sou como um urubu! Mas é como estou dizendo: Se atirá no cachorro morre."

Assim, Lampião vendo que a promessa, do fiel amigo, era séria responde: 'O que é isto meu compadre, você acha pouco os nossos a policia já ter matado e ainda vamos nos acabar por via de uma besteira dessa, para dar mais gosto a eles? Quem está certo é nosso compadre Anjo Roque quando diz que depois que entrou para o bando cachorro e mulher, nada mais deu certo, só dá nisso mesmo" e Lampião desistiu da intenção de matar o cão de Neném de Luiz Pedro.

Se a narrativa acima, produzido por Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena não passa de mais um causo do cangaço, não sei dizer, entretanto, as brigas de cachorros no bando encontram eco, na fala do último coiteiro de Lampião e Corisco que tive a honra de entrevistar, o Sr. Cadim Machado, juntamente com o escritor Sérgio Dantas, no povoado Caboclo (AL) sertão de Alagoas e que nos contou episódio, vivenciado por ele, com o famoso cachorro "Seu Colega" de Corisco, que passo a compartilhar, a partir de sua própria narrativa, que gravei naquele noite barulhenta de 2014.

P.S: Relevem os ruídos/sons externos, produzidos durante a gravação.
Imagens: Benjamin Abrahão Botto
Texto: Geziel Moura

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A MORTE DE EZEQUIEL FERREIRA - AS CRUZES DO CANGAÇO NOS ROTEIROS DE PAULO AFONSO -


Por João De Sousa Lima / pesquisador e escritor

Os dois historiadores estiveram traçando um dos mais famosos Roteiros do Cangaço em Paulo Afonso e demarcamos um dos mais famosos pontos da história em nossa região.

Na Lagoa do Mel colocamos uma cruz marcando o local da morte de Ezequiel e onde também morreram 16 soldados.

PARA ENTENDER UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA SOBRE O LOCAL ONDE ESTIVEMOS E ONDE MORREU EZEQUIEL, IRMÃO DE LAMPIÃO...

Um dos mais ferrenhos combates de Lampião na Bahia aconteceu em Paulo Afonso, no povoado Baixa do Boi. Nesse confronto morreu, a principio, 16 soldados e posteriormente, em fuga e perdidos, morreram mais 3 policiais.


O cangaço era movido por tiroteios, mortes e ferimentos. Lampião foi grande estrategista e astucioso, com uma grande capacidade de pressentir o perigo que constantemente o rondava. O famoso cangaceiro vivia dividido entre os inúmeros combates e mesmo tendo desenvolvido uma quase perfeita estratégia de segurança, contando com o apoio dos numerosos coiteiros, tinha sempre a morte rondando seus dias e sofreu consideráveis baixas em seu contingente. Entre seus maiores dissabores ele sofreu trágicas perdas e ver alguns irmãos sucumbirem em combates sobre sua proteção, foi doloroso. No campo de luta ele viu três irmãos morrerem. O primeiro morto em combate foi o Livino ferreira da Silva, no abno de 1925, em um tiroteio acontecido na fazenda baixa do Juá, próximo a cidade de Flores, Pernambuco, com volantes paraibanas comandadas pelos sargentos José Guedes e Cícero de Oliveira. Livino faleceu oito dias após esse tiroteio, com 29 anos de idade.

O segundo irmão a deixar o mundo dos vivos foi Antonio Ferreira, nascido em 1896 e morto em janeiro de 1927, na fazenda poço do ferro, Tacaratu, Pernambuco, propriedade do coronel Ângelo da Jia, em decorrência de um acidente ocasionado por Luiz Pedro, que disparou sua arma acidentalmente atingindo o próprio amigo.

O terceiro morto em combate foi Ezequiel Ferreira da Silva, o mais jovem irmão, nascido em 1908. Ezequiel passou a acompanhar Lampião em 1927, junto com o cunhado Virgínio. Ele tinha o apelido de Ponto Fino, alcunha adquirida pela justeza do seu tiro.

Sua morte aconteceu em Paulo Afonso, Bahia, no povoado Baixa do Boi, terras pertencentes na época a santo Antonio da Glória do curral dos Bois.

O tenente Arsênio Alves de Souza chegou ás imediações do povoado Riacho com uma volante composta por aproximadamente 20 soldados e tendo como guia os dois irmãos Aurélio e Joví, que eram fugitivos da cadeia de Glória, preso pelo inspetor de quarteirão, o senhor Pedro Gomes de Sá, pai da cangaceira Durvinha. A volante chegou ao povoado riacho no dia 23 de abril de 1931, trazendo entre seu aparato bélico uma metralhadora Hotchkiss. O primeiro contato do tenente no lugar foi com Zé Pretinho e o jovem foi forçado a seguir com os policiais. Cruzaram o terreiro de dona generosa Gomes de Sá, coiteira de Lampião e foram armar acampamento na Lagoa do Mel, um tanque construído por Antonio Chiquinho.

Enquanto a policia se preparava para passar a noite na lagoa do Mel, outras fontes confiáveis de informações de Lampião se dirigiam para o povoado Arrasta-pé para avisar ao Rei do Cangaço sobre a presença dos militares nas proximidades. Lampião mandou avisar Corisco e Ângelo roque, que estavam arranchados bem próximos e junto com eles combinaram um ataque aos soldados.

Ainda com o escuro da noite, próximo ao amanhecer, Lampião recolheu alguns chocalhos com Pedro Gomes e seguiu as veredas que davam a cesso a lagoa do mel.

No coito da policia, prestes a amanhecer, o Zé Pretinho saiu com o intuito de pegar um bode para fazer parte do desjejum de todos ali.

Com a escuridão se transformando em luz, os soldados ouviram o tilintar de chocalhos e imaginaram que seriam os bodes se aproximando para beber água (um dos sobreviventes desse combate, o soldado José Sabino, ordenança do tenente, relatou, anos depois, que realmente confundiram os chocalhos, achando que eram alguns caprinos se aproximando para beber água na lagoa). Na verdade eram os cangaceiros cercando o coito.

Despreocupados, os policiais sofreram um forte e inesperado ataque, uma verdadeira chuva de balas caiu sobre eles. Vários corpos caíram atingidos por balas mortais e certeiras. A dificuldade encontrada pelos soldados foi que eles cometeram um grande vacilo. A lagoa do Mel era rodeada por uma cerca de varas e eles haviam dormido dentro do cercado. Quando eles tentavam transpor as madeiras se transformavam em alvo fácil e caiam mortalmente feridos. Um exemplo dessas mortes trágicas foi a do sargento Leomelino Rocha que morreu e ficou de pé pendurado nas madeiras. Em um dos bolsos desse sargento lampião encontrou um bilhete do coronel Petro indicando alguns locais onde ele se escondia.

O tenente Arsênio diante o desespero do momento, conseguiu efetuar uma rajada de metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. A arma depois emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) da arma e fugiu levando a peça que deixaria a arma inutilizável.

Nesse dia Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel.

Era a vida dos que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do cangaço no nordeste brasileiro.

João de Sousa Lima
Paulo Afonso 12 de julho de 2018
Membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso – cadeira 06

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HÁ 92 16/09/1926 LAMPIÃO ESTAVA NUM FORRÓ NA FAZENDA FORTALEZA

https://www.youtube.com/watch?v=Uq6T8kv5tBQ


Publicado em 16 de set de 2018

O Odisseia Cangaço foi até o Floresta, no Pernambuco, percorrer trilhas de caatinga para contar sobre o Fogo na Fazenda Tigre, o qual Lampião saiu gravemente baleado. Vamos contar essa aventura em um cenário lindo de caatinga e o Rio São Francisco. Se inscreva no Canal Odisseia Cangaço.

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VEM AÍ MAIS UM SUCESSO ABSOLUTO DO CARIRI CANGAÇO


 Por Léo Cangaceiro

Junte-se a nós, e vamos mergulhar de corpo e alma na nossa historia.

Cariri Cangaço São José de Belmonte-PE.

 De 11 a 14 de outubro 2018

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