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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

OPINIÕES CITAÇÕES SOBRE JOÃO BEZERRA. (#)

Por Paulo Britto

O artigo a seguir é uma breve compilação de algumas referências/citações ao Coronel João Bezerra da Silva, feitas por pessoas de realce dentro do contexto do tema Cangaço, as mais diversas possíveis: coiteiros, soldados, oficiais, respeitados pesquisadores e escritores, autoridades militares, renomados chefes de volantes de outros Estados, etc.

Meu intuito é único e exclusivo, levar ao público informações para que diante delas, tirem suas próprias conclusões...



Att Paulo Britto
"Filho de João Bezerra"

Boletim Regimental número 179, de 12/08/1938 (Grafia original)

Não se enganou, portanto, o Exmº. Sr. Interventor Osman Loureiro, nem tampouco este comando. A perseguição se iniciou de forma tenaz e vigorosa, e não tardou a raiar da manhã de 28 de Julho, onde um punhado de 45 bravos comandados pelo Capitão João Bezerra da Silva, 1º Tenente Francisco Ferreira de Melo e Aspirante a oficial Aniceto Rodrigues dos Santos numa arrancada de heróis, atacaram de surpresa, na Fazenda “Angicos” município de Porto da Folha, no Estado de Sergipe, o grupo de famigerado “Lampeão” composto de nada menos de 58 bandidos e com eles numa luta tremenda conseguiram abater 11 sicários, inclusive o Rei do cangaço, pondo os demais em debandada, sem que tivesse tempo, os restantes, de conduzir do campo da luta os seus apetrechos e material de guerra que abandonaram.


 João Bezerra "Foto inédita em livros". 
Arquivo do Jornal Diário de Pernambuco
Acervo Lampião Aceso 

... O Exmº Sr. Interventor Federal Dr. Osman Loureiro, vendo realçada, com o mais significativo êxito, a missão de que fora e ainda se acha encarregado o II Batalhão, houve por bem premiar os que tomaram parte na refrega, e assim sendo, graduou no posto de Coronel, o Tenente Cel. José Lucena de Albuquerque Maranhão e promoveu por ato de bravura, a Capitão, o 1º Tenente João Bezerra da Silva, a 1º Tenente, o aspirante a oficial Francisco Ferreira de Melo, a aspirante, o 3º sargento Aniceto Rodrigues dos Santos...

Coronel Lucena
Louvor do Coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão comandante do II Batalhão, transcrito no III item do Boletim nº 285, do II Btl, de 17 de dezembro de 1938. (Grafia original)

Lucena. Acervo Ivanildo Silveira
 “Tendo o Sr. Capitão João Bezerra da Silva, sido desligado deste Batalhão, a fim de assumir a função na sede do Regimento. Louvo-o pelo modo brilhante com que soube espontâneamente cumprir as árduas missões de que foi incumbido, quando neste batalhão, mormente na campanha contra o orda de facínoras, perturbadores da paz sertaneja que há tanto tempo vinha sofrendo as agruras consequentes da ação do banditismo.

Este oficial, demonstrou os nobres predicados de que é possuidor; trabalhador incansável que nunca ousou dar tréguas a tal corja, combatendo-a bravamente até o momento máximo em que assediou com a sua fôrça o conjunto chefiado pelo célebre “Lampeão” que não podendo vazar tal assédio, caiu sem vida, quando para os supersticiosos já era tido como imortal.

Jornal de Alagoas

O Chefe de Polícia de Alagoas relata como se deu o encontro em que morreu o “Rei do Cangaço”. Quem é o Tenente João Bezerra. A Agência Nacional, do Departamento de Propaganda, procurou ouvir pelo telegrapho, o Secretário do Interior e Chefe de Polícia de Alagoas Sr. José Maria das Neves. O Sr. José Maria das Neves informou o seguinte.
- O Sr. João Bezerra da Silva, nasceu em Pernambuco a 4 (*) de junho de 1898, verificando praça em 29 de novembro de 1921. Foi 2º Sargento em 29 de março de 1922... e 1º Tenente por merecimento em 30 de setembro de 1936. Teve vários encontros com bandidos, tendo de uma feita morto três dos comparsas de Lampeão. ... É official valoroso da Polícia Alagoana e de immediata confiança do governo...
Entre os prêmios recebidos por João Bezerra, a sua família guarda, zelosa e orgulhosamente, uma Espada que ele recebeu do povo de Piranhas em 1938, expressão de gratidão pela morte de Lampião, em cuja “Copa” está escrito: “Ao Capitão João Bezerra pela sua bravura e heroísmo. Offerece o povo de Piranhas.”

Durval Rosa
Colocações de Durval Rodrigues Rosa, irmão de Pedro de Cândido, no livro “Assim morreu Lampião” de autoria do pesquisador e escritor Antônio Amaury, página 105.


... João Bezerra disse que tava certo e dividiu todo mundo.
Avisou:
- Não conversa ninguém. Puxem o ferrolho dos fuzis. Não dá tiro a tôa.
Passou uma ordem severa.
- Vou passar uma ordem pra todo mundo. Não se dá um tiro sem se vê em quem . Só se atira em cangaceiro. Soldado não briga deitado, o qui eu encontrá deitado, ou outro qualquer encontrar deitado, atire e mate que esse é covarde. Quando vocês me verem deitado atirem em mim também.
Quando eu gritar, avança, aí eu quero Lampião pegado hoje de qualquer maneira. Ou morto ou pegado a mão!


Nisso Antonio Jacó chegou perto dele, tirou o chapéu, botou no chão, pisou em cima e disse assim.
- Mi solte logo “Seu” tenente, que eu quero saber se Lampião é mais homem que eu.
Ficou doido, doido, doido.

O tenente falou:
- Espere aí, i tenha calma!” ...


Afirmativas como esta feita pelo coiteiro que não tinha necessidade alguma para enaltecer a coragem do comandante da tropa e seu subordinado, não são consideradas por certos pesquisadores que se apegam a comentários tendenciosos que não tem relevância.

Antônio Jacó

"Mané Véio e Paulo Britto"
Colocações de Antônio Jacó no livro “Assim morreu Lampião” de autoria do escritor e pesquisador Antônio Amaury Correa de Araújo, página 117, Edição 1982.

João Bezerra armou uma rede, botou os bornaes pendurados num galho e disse assim:
- Mané Véio, deita aqui debaxo da minha rede:
Eu respondi:
- Voce tá pensando qui eu sou mulher? Prá seiscentos diabos!
Mas deitei no chão, que eu obedecia a ele. ...

Quando estive com Antônio Jacó na cidade de Pires do Rio em Goiás, ele bastante emocionado, sem acreditar que estaria ao lado do filho de Ten. João Bezerra, em longa entrevista me disse:

- O seu pai, eu considerava como meu pai.

Elias Marques
Sgt. Elias e o autor
Em conversa com Elias Marques, soldado da volante do meu pai, que residia em Olho D`Água do Casado, onde lá estive por diversas vezes. A foto ao lado é registro de uma destas ocasiões.

Perguntei a ele: – Elias e essas conversas que meu pai se encontrava com Lampião, etc?
Ele respondeu:
– Paulo você vai acreditar nisso, seu pai não se afastava pra lugar nenhum que não levasse um de nós e nós nunca vimos falar nisso. O Tenente não era de brincadeira”. ...

Estas colocações são para demonstrar a confiança e o respeito de Antônio Jacó e Elias Marques pelo então Tenente João Bezerra, demonstrando que pessoas como estas jamais se insubordinariam ao seu comando, a consideração e a confiança do comandante por eles.

Ferreira de Melo
O coronel Francisco Ferreira de Melo no livro do Dr. Estácio de Lima “O Mundo Estranho dos Cangaceiros”, páginas 285, 286 e 287:

O veterano Ferreira
 -Lastimamos a perda de meu excelente soldado Adrião, ou Adrião Pedro de Souza. Também foi baleado o nosso digno Comandante e mais um praça que teve o braço partido.

-De qualquer forma, Lampião foi liquidado pela tropa sob o comando geral de Bezerra.

- As precauções e as providências. Bezerra nunca se mostrava egoísta, ou vaidoso. Gostava de ouvir a opinião dos comandados.




Manoel Neto
Comentário de Manoel de Souza Neto em um Jornal do Nordeste


Manoel Neto
O capitão Manoel Netto reconstitue, para esta folha, a luta em que se empenhou durante 12 anos.

Pertencente à Brigada Militar do Estado, tem a sua carreira ligada ao combate sistemático e constante ao cangaceirismo no nordeste.

Por fim, o capitão Manoel Neto allude a antigos companheiros de jornada, destacando os nomes do Tenente Coronel Hygino, do Tenente Arlindo Rocha, Luiz Mariano, Capitão Optato Gueiros, Major José de Alencar, concluindo refere-se ao Tenente João Bezerra dizendo:

- O Tenente João Bezerra a quem conheço pessoalmente, é um official disposto, disciplinado e muito bem quisto no seio da Polícia alagoana e dos Estados vizinhos.

Coronel José Rufino
Trecho de uma Carta do Cel José Osório de Farias; Jeremoabo, datada de 1 de abril de 1964.


Zé Rufino
 Amigo Cel João Bezerra,
... Aqui fica o teu velho amigo que muito te estima.
Olha João, eu ainda hoje sonho com aqueles tempos daqueles em que nós vivíamos naquela mardita campanha.



Manoel Flor
Carta do Coronel Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor)

Manoel Flor
João Bezerra, Recebi sua carta, ontem, 19 de agosto de 1961, quando me preparava para um ligeiro passeio pela cidade. Seria faltar a primorosa verdade se lhe afirmasse ter sido um momento de alegria ao recebê-la. Foi meu caro amigo muito mais do que uma satisfação passageira. Ela veio me transportar a terreno mais profundo, o qual ficou no passado, mas de meandro crateroso, contemplado por mim com tantas emoções.
Emoção pelo desaparecimento de velhos companheiros, cujas cinzas veneramos com admiração e respeito, pela bravura e respeito; Emoção pelo verdadeiro espírito fraternal que sempre existiu entre as tropas pernambucanas e alagoanas. A confiança fazia com que considerássemos Pernambuco, um pedaço de Alagoas e Alagoas, um pedaço de Pernambuco; Emoção dos dias cruentos que enfrentamos, apesar da dureza da campanha, ocasionada pela fadiga, apreensão e responsabilidade, os nossos encontros efetivados na maior cordialidade, ou melhor festivos. ...
Do amigo e companheiro Manoel de Souza Ferraz (Manoel Flor)
Floresta, 20/9/1961

Frederico Pernambucano de Melo
Colocações feitas por este escritor e pesquisador na introdução do Livro “Como Dei Cabo de Lampião” de autoria do Capitão João Bezerra, página 38, 3ª edição.

... as curtas memórias do coronel Bezerra nos revelam um homem eleito pela fatalidade de um destino de aventuras permanente, pondo-lhe a vida a cada passo um obstáculo para saltar e lhe proporcionando a aventura capaz de fazer lamber os beiços a um jovem do Pajeú da época, de poder provar, em pelejas sucessivas, aos seus próprios olhos e aos de terceiros que se tratava de “cabra disposto”. Metido no interminável steeple–chase que culminaria com a destruição do “Rei do Cangaço”, Bezerra há de ter-se considerado um homem de sorte, sob esse aspecto. Pois olhe que até uma onça cruzaria seu caminho para lhe dar oportunidade de tirar uma das mais invejadas cartas de valente: a de matador de onça. ...

Frederico
Outro comentário de Frederico no Livro “Como Dei Cabo de Lampião” de autoria do Capitão João Bezerra, página 55 e 56, 3ª edição:
... Fico à vontade, portanto, para reconhecer em Bezerra o homem que não tremeu no momento em que o destino o aceitou como seu agente e ponta de lança, dando-lhe a chance de virar uma das páginas mais expressivas da história do Nordeste rural. ...

... No cenário de Angico, Bezerra não foi outra coisa. Sujeito e objeto da história, soube fazer-se templo da síntese magnífica. Como um Ahab original, mil vezes afortunado, cuidou em atropelar tudo o que se levantou entre ele e o cangaceiro. E ao lhe tomar no último instante a porta, quem sabe não o terá desenganado de um possível brilho derradeiro das estrelas de seu chapéu, sentenciando como o capitão da perna de marfim:

Louco! Sou o lugar-tenente do destino. Apenas cumpro ordens ...

Billy Jaynes Chandler
Repúdio ao Professor Billy Jaynes Chandler, no Livro da escritora Marilourdes Ferraz “O Canto do Acauã”, 3ª Edição – 2011, página 476:

- Pág. 252: “Estas histórias são repetidas pelos pernambucanos, principalmente por aqueles que, como os da família Flor e outros nazarenos, se sentem ludibriados porque, segundo eles, Lampião foi morto por um oficial de Alagoas, corrupto e covarde, indigno de tal honra. Esta honra, de direito, deveria ter sido deles. Bezerra infame, como era, só pode ter...“ Estas referências aéticas lançadas contra o Coronel João Bezerra não podem ser atribuídas a quem não as deu, no caso os Flor de Nazaré que nem ao menos foram entrevistados pelo professor. E, além de tudo, não concordam com esse tratamento contra o colega de outro Estado.

(Marilourdes Ferraz é filha do Coronel Manoel de Souza Ferraz – Manoel Flor).

Belarmino Neto
Carta do Major da Polícia Pernambucana, Belarmino de Souza Neto, dirigida à escritora Marilourdes Ferraz e publicada em seu livro “O Canto do Acauã” – 3ª Edição – 2011, páginas 486 e 487.

Há anos li uma obra de Rodrigues de Carvalho, sobre Lampião tratando do tema, aquele autor não tem dúvida: Afirma que a morte foi mesmo por veneno, obscurecendo o trabalho de João Bezerra a quem não poupa ofensas e cobre de ridículo.

Lendo aquela obra, comentei à margem: “Lampião foi um bandido, sem nobreza, sem ética, sem piedade. Seria um injustificável exagero que se fosse exigir, para a sua destruição, o emprego de princípios, de lealdade cavalheiresca que ele nunca usara para com suas vítimas. Teria sido ele envenenado? Para mim o assunto é irrelevante e não conduz a nada.

O Coronel João Bezerra continuará a ser o homem que livrou o nordeste brasileiro daquela praga de vândalos. Que o tenha feito a bala, pelo arsênico, pela surpresa ou através de qualquer artifício, isso não vem ao caso, negar seu mérito pelo extermínio de Lampião, é como negar a Colombo o mérito pelo descobrimento da América. E no entanto, depois de vinte anos de escaramuças através do nordeste, entre o bandido e as forças policiais de 7 Estados, foi o Coronel João Bezerra o único que conseguiu quebrar a calota do ovo e colocá-lo de pé sobre a mesa. ...

Antonio Amaury
Correspondência enviada a mim em 6 de Julho de 2002 pelo escritor e pesquisador Antônio Amaury Correa de Araújo:

Amaury em foto do coroné Severo
... Não é novidade para os pesquisadores que seu pai foi amplamente injuriado, invejado e que teve sua imagem denegrida por comentários oriundos de mentes tacanhas pelo fato de haver sido o comandante que eliminou Lampião e parte do seu bando cangaceiro, ... Isso causou-lhes profundo ressentimento e usaram então dos mais baixos argumentos para achincalhar o episódio da Fazenda Angico.

... Pelo que pude observar nesses 53 anos de pesquisas e com seis mil entrevistas realizadas qualquer pessoa, em qualquer época usando de qualquer método para eliminar Lampião, ... ... seria questionado e destratado e sua atuação estaria sempre em dúvida na visão daqueles que não conseguiram o mesmo desideratum. A imaginação humana não tem limites e até mesmo episódios claros como cristal são colocados sob suspeita.... Para terminar, a polêmica não tem fim. É traição, veneno, tiro e Lampião ainda vivo até a década de 1990. Viva a fantasia, a ficção, a criatividade de alguns pesquisadores menos cuidadosos e pouco honestos para com a história...

PS. Faça o uso que quiser destas, pois é a expressão do meu pensamento e da verdade que obtive de cangaceiros, soldados, coiteiros e outras pessoas envolvidas no episódio de Angico.

Gazeta de Alagoas
06.12.1970 – 1º Caderno, página 3. "Matador de Lampião sepultado em Maceió com honras militares"

...O Coronel (de Exército) Carlos Eugênio Pires de Azevedo, comandante da Polícia Militar conheceu pessoalmente o Coronel Bezerra há 02 anos em Garanhuns. Lamentou a sua morte. Como última homenagem a corporação da qual é comandante, satisfazia o pedido de João Bezerra de ser sepultado em solo alagoano.

Pelos bons serviços prestados à Polícia Militar de Alagoas e a todo o nordeste, não há tributo que pague ao Coronel Bezerra, pelo que ele realizou, disse o comandante da Polícia Militar de Alagoas. ... “O Coronel Bezerra era um militar cônscio de suas responsabilidades e tratava a todos os seus comandados com igualdade de condições. Devido esse comportamento, diante das tropas, que comandava no Quartel é que ele grangeou a simpatia de todos e consequentemente foi conquistando as promoções, todas elas por relevantes serviços prestados à nossa Polícia, ao Estado e à Nação”.

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Espero que estas citações consigam demonstrar, um pouco, de quem foi o homem, o policial militar, o maçom, grau 18 que, em todas as suas ações e missões, só fez enaltecer o nome da instituição a que pertenceu, e que, graças a Deus, teve o privilégio do reconhecimento e do respeito dos familiares, amigos, superiores e subordinados.
Sempre estive e continuo disponível aos amigos, para poder contribuir com o modesto conhecimento que tenho.
Att Paulo Britto 
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ADENDOS
(*) A data correta do nascimento do Coronel João Bezerra é 24 de junho de 1898.

(*) Frederico Pernambucano, durante sessão de fotos no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, em Maceió em agosto de 2009 para ilustrar o livro "Estrelas de Couro - A Estética do Cangaço".


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QUEM É O CARA? CHEGAMOS A UMA CONCLUSÃO

Amigos que opinaram ou que aguardavam o resultado de nossa investigação. Após realizar uma pesquisa, acho que encontrei a solução para o nome  do cangaceiro, o qual nós queremos identificar, na foto postada,  semana passada.

Após o celebre Benjamin Abrahão realizar as filmagens com o bando de Lampião no ano de 1936, o mesmo fez uma série de reportagens para um grande jornal de circulação no nordeste, no caso o "Diário de Pernambuco "..

Em uma dessas matérias ( vide, logo abaixo), datada de 27 de dezembro de 1936,  o mesmo fez a identificação do " cangaceiro " (inclusive, conviveu com ele), como sendo o "Marreca " que na foto publicada no jornal, posa ao lado do famoso "Jurity"..
  

Uma outra foto dos dois cabras em boa resolução para melhor comparação.


Abraço a todos, e respeito quem pensa de forma diferente, portanto estamos disponíveis para o debate se necessário.

Ivanildo Alves  da Silveira
Colecionador do cangaço
Membro do Cariri Cangaço e da SBEC
Natal/RN

Obs.: Na pesquisa dessa foto, agradecemos ao amigo Rostand, pelo envio do material.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2013/05/quem-e-o-cara.html

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CARIRI CANGAÇO 10 ANOS!


Por Manoel Severo

De 24 a 28 de Julho de 2019 o Brasil de Alma Nordestina volta seus olhos para o Sul do Estado do Ceará para testemunhar o maior evento de Cangaço de todos os tempos ! Aguardem.


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=948409335362620&set=a.112850422251853&type=3&theater

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BENJAMIN ABRAHÃO BOTTO REALMENTE TERIA SIDO SECRETÁRIO DO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA?


Por Sálvio Siqueira

Nessa pesquisa necessito da ajuda dos senhores estudantes, pesquisadores, autores, leigos e curiosos para esclarecermos um ponto muito importante da nossa historiografia.


Em alguns livros, todos eles referentes ao Fenômeno Social Cangaço, sempre topamos com a frase que cita Benjamin Abrahão sendo ‘secretário particular’ do sacerdote cearense.


No entanto, oficialmente, nos livros dedicados ao estudo exclusivo sobre a vida do padre não aparece Benjamin Abrahão como secretário.

Vamos juntos tentarmos desvendar esse mistério que tanto me intriga e que pode estar interferindo na real explanação histórica da personagem.


Perguntamos aos senhores:

1º - Quem sabe ter sido Benjamin Abrahão, realmente, o Secretário Particular da autoridade eclesiástica?

2º - Citem por obséquio a fonte caso a pergunta acima tenha sido no sentido afirmativo.

Nós que sempre procuramos buscar a verdade, ou estarmos bem próximo a ela, lhes agradecemos.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/997029440506000/?comment_id=997689910439953&notif_id=1548865458901978&notif_t=group_comment_mention

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AMIGOS LEITORES DO NOSSO BLOG.

Por José Mendes Pereira

Desculpem-me por eu ter deixado de fazer postagens em nosso blog por mais de 3 dias. Foi que o meu computador apresentou defeito e o técnico me disse que eu tenho que comprar outro, mas logo farei isso.

As postagens de hoje serão feitas em computador de amigo.

Agradeço a compreensão dos que acompanham os trabalhos do http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

AUGUSTO SANTA CRUZ UM CANGACEIRO DOUTOR

Por: Pedro Nunes Filho

Pedro Nunes Filho
Um dia, Antônio Silvino, vendo sua fama declinar, queixou-se enciumado: ”De uns tempos desses para cá, só se quer saber de cangaceiro-doutor!”

Referia-se ao Dr. Augusto de Santa Cruz Oliveira, graduado pela Faculdade de Direito do Recife, em 1895. Moço, esquentado e imbuído dos ideais libertários da Casa de Tobias, foi nomeado promotor público em Alagoa do Monteiro, sua terra natal. Naquele tempo, existia a politicagem togada. Juízes e promotores podiam envolver-se em política e até disputar eleições majoritárias. Numa dessas disputas calorosas, Augusto se indispõe com seu opositor, juiz José Neves, de quem descende a clã dos Neves, que até hoje matém tradição de honradez e dignidade na vida privada e no mundo jurídico do Recife. 

Fonte: Tok de historia "Rostand"
Augusto (foto a esquerda) não demora também a discordar da oligarquia que dominava a Paraíba do Norte, rompendo com o presidente da província, João Lopes Machado. Sentindo-se com suas prerrogativas políticas abolidas e com o direito de defesa cerceado, recruta 120 cabras dos porões do cangaço e, no dia 6 de maio de 1911, invade a cidade de Monteiro, quebra a cadeia pública, solta um protegido seu e os demais presos que se incorporam ao grupo armado. Em seguida, encarcera o destacamento de polícia local, pego de surpresa ainda dormindo, numa madrugada-manhã invernosa e fria. 

Depois, os revoltosos avançam contra a cidade, vencem a resistência armada que lhe fizeram as autoridades auxiliadas por alguns cidadãos desafetos do chefe. No final da tarde, a cidade resta dominada e presos o prefeito Pedro Bezerra, o promotor público José Inojosa Varejão, capitão Albino, major Basílio e capitão Victor Antunes, pai do ilustre professor internacionalista da Faculdade de Direito do Recife, Mário Pessoa. No tiroteio, morreram algumas pessoas e, em pavorosa, a população da cidade evade-se, deixando suas casas comerciais e residências abandonadas.Sem condições de resgatar os reféns, o governador João Machado pede ajuda ao governador de Pernambuco, Herculano Bandeira.

Corria o ano de 1911 e confrontavam-se em acirrada disputa pelo governo de Pernambuco, o prestigiado político, comendador Rosa e Silva, e o general Dantas Barreto, herói da Guerra do Paraguai. Em sua mocidade, antes de ir para a guerra, Dantas Barreto havia morado em Monteiro, onde exercia a profissão de relojoeiro e fez amizade com a família Santa Cruz. Por esta razão, o general resolve dar apoio ao bacharel revoltoso. Temendo que durante a disputa política Dantas Barreto pudesse se socorrer do braço armado das hostes guerreiras do paraibano rebelado, o governador de Pernambuco, que era rosista, autorizou um batalhão de 240 praças e 10 oficiais, sob o comando do Major Alfredo Duarte, invadir a Paraíba, munidos de 40 mil cartuchos mauser para guerrear o bacharel-cangaceiro, como o chamavam seus inimigos.

Ao contingente de Pernambuco, somaram-se 120 homens da polícia paraibana. No dia 27 de maio de 1911, um século atrás, atacam a Fazenda Areal, onde o bacharel estava aquartelado e mantinha os reféns prisioneiros. O combate dura uma manhã inteira. Não conseguindo resistir, Dr. Augusto bate em retirada e vai se refugiar no Juazeiro, levando consigo os prisioneiros. Ao longo da fatigante trajetória de muitos dias, vai libertando os reféns um por um, pois não ficaria bem chegar com prisioneiros no reduto sagrado. Na condição de perseguido político, entra no Juazeiro e é recebido pelo padre Cícero que o acolhe, desarma seus homens e arranja-lhes trabalho digno. Naquele mês de junho, o Juazeiro estava em pé de guerra com o Crato, lutando por sua independência e o padre precisava mostrar-se forte.

Homens do Cangaceiro Doutor
O patriarca tenta pacificar a Paraíba e não consegue. O conflito se estende até o ano seguinte e é chamado Guerra de 12. Frustrada em seu intento de resgatar os reféns, antes de deixar o palco da luta, a polícia destrói e queima a fazenda Areal e mais algumas propriedades de familiares do bacharel Santa Cruz.Em 1912, o Dr. Augusto retorna à Paraíba e se junta com o médico-fazendeiro Franklin Dantas, pai de João Dantas. Igualmente insatisfeitos com o desprestígio político que suas famílias estavam sofrendo, os dois doutores formam um exército de 500 homens e saem invadindo as principais cidades do sertão paraibano, com o propósito de depor o governador João Machado. Não conseguindo o intento desejado, Augusto refugia-se em Pernambuco, sob a proteção de Dantas Barreto que havia assumido o governo do Estado. Alguns anos depois, é nomeado Juiz de |Direito de Afogados da Ingazeira. Correto, exemplar e temido por sua história de vida, fez justiça e impôs respeito nas comarcas por onde passou. Morreu na comarca de Limoeiro em 1944. Esse fato histórico está minuciosamente descrito no livro Gurreiro Togado, do autor desta coluna.

Pedro Nunes Filho é advogado tributarista e escritor, sendo o livro Guerreiro Togado a sua obra de mais destaque.
Contato: pnunesfilho@yahoo.com.br


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A QUESTÃO COM ZÉ SATURNINO DEPOIMENTO DO FILHO DO 1º INIMIGO DE LAMPIÃO

Documentário da Laser Vídeo com direção de Aderbal Nogueira.

João Saturnino é filho do célebre Zé Saturnino, primeiro inimigo de Virgulino. Participação do escritor José Alves Sobrinho, filho de Luiz Cazuza.






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ALAGOAS:TURISMO REPETE COLONIZAÇÃO

Clerisvaldo B, Chagas, 29 de janeiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.049


   Notícias sobre turismo em Alagoas, nessa época do ano, são sempre auspiciosas. É aquela eterna citação de percentagem ocupacional dos hotéis da capital.  Nas praias da cidade, principalmente em Pajuçara, Jatiúca, Ponta Verde, é apresentada uma verdadeira babel de visitantes, pelas origens das Cinco Grandes Regiões Geográficas. Os atrativos principais para os viajantes são as praias mais bonitas do Brasil. Depois da caprichada urbanização naquela área e a intensa divulgação das belezas da orla, o fluxo turístico tem aumentado sensivelmente e no comércio praieiro é só comemoração. Mas também são procuradas outras fontes como museus, gastronomia, passeios lagunares e mesmo compras e visitas ao Comércio local. Atualmente o Turismo faz parte da cabeça econômica do estado.

(SISTEMA CHESF/DIVULGAÇÃO)

       O sertão alagoano foi conquistado através do rio São Francisco. As expedições exploradoras e colonizadoras chegaram pela foz do Grande Rio, navegaram à montante e ocuparam gradativamente toda a região sertaneja. Somente muito depois foram surgindo com imenso sacrifício estradas para a capital. Atualmente, após centenas de anos no marasmo, o turismo vai chegando também seguindo as pegadas dos colonizadores, no sertão. Penedo, que sempre reinou só na área turística do interior, vai dividindo espaço com outros municípios ribeirinhos. Depois das filmagens da Globo em Piranhas, houve um despertar gigantesco para a hidrelétrica de Xingó, cânions da região, e roteiro para a fazenda Angicos onde foram assassinados Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros em1938.
       A tendência é que a expansão turística de Piranhas continue através de Pão de Açúcar, Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado e Belo Monte, na área de caatinga. Mas nada vem de graça e será preciso muito empenho de prefeitos interessados em atrativos mínimos para os visitantes. Enquanto isso o Sertão mais distante do rio não acena uma palha para essa atividade. Parece dormindo em relação aos dólares e, ao que parece, está aguardando mais cem anos para que o Turismo venha após a consolidação no São Francisco. Não se considera o turismo religioso, de fazendas, de trilhas, de escaladas, religioso e gastronômico... Nada, absolutamente nada. Esta visão medieval é irritante e só deságua no umbigo dos coronéis
       Arre!  Quanto  egoísmo nos feudos!

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AS FLORES QUE ESTAVAM ALI

*Rangel Alves da Costa

E de repente, a normalidade se transforma em caos, os passos seguros se tornam em correria, as palavras passam a ecoar em gritos, e tudo também aflige as flores. As flores que estavam ali...
Flores de Brumadinho. E quantas flores. Flores humanas, flores da terra, flores nas plantas, flores nos bichos, flores nas vidas.
E de repente as comportas se rompem, as engenharias cedem às pressões dos descasos e das omissões, as estagnações transbordam em rios de lama, as furiosas enxurradas se lançam derramam em mar de sofrimento e morte. E levam as flores que estavam ali...
Flores que apenas queriam viver, brotar, florescer. Flores acostumadas com os seus dias, até sem medo, e que jamais esperaram que o horror viesse na fúria da lama.
E de repente, quando a brisa se transforma em ventania, quando a ventania logo se torna em vendaval, quando a calmaria se transmuda em todo o mal, logo as flores se vão. As flores que estavam ali...
Flores dando vida aonde a morte se espreitava em sombras. Às sombras dos minérios, dos dejetos mortais, dos metais perigosos, da química acumulada em lamaçais ferozes.
E de repente, os rejeitos rejeitando a vida. E sobre as vidas avançando sem piedade. Não adiantou correr, não adiantou fugir, não adiantou gritar, não adiantou chorar. Quanto mais se abraçava à esperança de salvação, mais os braços do lodo sufocando a existência. A existência das flores que estavam ali...
Flores da Mina Córrego do Feijão, flores de jardim e de algodão. Flores com nomes, sobrenomes, famílias, vidas. Flores nas espécies, nas feições, nos arredores de tudo.


E de repente o outono mais perverso, desumano e furioso, que pudesse existir. Não o outono da natureza, do desfolhamento de folhas e murchamento de pétalas, mas o outono da insensatez humana, da ganância, da ambição, dizimando tudo o que encontrasse pela frente. Dizimando as flores que estavam ali...
Flores do Igarapé, flores das nascentes e das corredeiras, das fontes e das junções. Flores aguadas não pela água boa, água limpa, mas do lixo, do lixo e da química putrefação.
E de repente as pessoas sendo arrastados, encobertas, sumidas, desaparecidas. De repente os gritos sufocados e as agonias pela incapacidade de salvação. De repente apenas a lama, o terrível e voraz lamaçal, encobrindo e levando tudo. Levando as flores que estavam ali...
Flores do Rio Paraopeba, flores de outras águas, flores são franciscanas, flores que um dia nasceram em jardim e que de repente se transformaram em espinhos na alma.
E de repente o bicho feito um brinquedo miúdo sendo revirado, sacudido e levado pela voracidade da lamacenta correnteza. Casas, veículos, utensílios domésticos, pequeninos animais, tudo de repente tornado em triste folha seca sendo açoitada. E na imensidão jazendo as flores que estavam ali...
Flores da Bacia do São Francisco, flores de um mundo ajardinado e que de repente se viu em escombros de guerras. As mãos implorando salvação apenas afundando na fúria sem fim.
E de repente apenas o luto e a certeza da incerteza de quantos partiram assim, na agonia, no sofrimento e na aflição. Sequer partiram, pois simplesmente afundados e levados pelos esgotos humanos da ganância e da ambição, do lucro e da insensatez. E assim morreram as flores que estavam ali...
Flores da dor, do choro, da lágrima. Flores sem vida, pois flores mortas. O que vale uma vida para uma Vale que negligenciou a vida e gestou a morte das flores que estavam ali?

Escritor
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NAS VEREDAS DA HISTORIOGRAFIA CANGACEIRA.


Por Sálvio Siqueira

O INCANSÁVEL PESQUISADOR/POETA EGIPCIENSE -PAULOAFOSINO, JOÃO DE SOUSA LIMA É CONSIDERADO UMA DAS MAIORES AUTORIDADE NO TEMA ATUALMENTE.






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CARTA DE THEOPHANES FERRAZ PARA EUCLIDES DE SOUZA FERRAZ


Por Geraldo Ferraz

Carta de Theophanes Ferraz para Euclides de Souza Ferraz (Euclides Flor). Correspondência cedida, gentilmente, pelo primo Hildebrando Nogueira Neto.





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VÁRZEA DA EMA, UM PEQUENO POVOADO NO MUNICÍPIO DE CHORROCHÓ NO ALTO SERTÃO BAIANO! NINHO DE ANTIGOS CANGACEIRO!!!!


Por Guilherme Machado

O calor do sertão deixa a terra seca, porém permite as cores reluzentes, as marcas nas peles, as texturas das paredes de adobe e da aridez do chão. Várzea da Ema, povoado pertencente a Chorrochó (Bahia), com todo o emaranhado de tradição sertaneja, povoou a concentração fotográfica do baiano Luciano Carcará. “Mostrar essa realidade para o público foi a minha intenção, sobretudo, pela grande chance de trazer, ao debate, as condições de vivência do sertanejo que, acima de tudo, mantêm vivas suas raízes e heranças culturais. O sertanejo é patrimônio brasileiro”, resume Carcará.

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O PUXA SACO DE DOM PEDRO


Por Junior Almeida

Conta a piada que o cabra era tão babão, mas tão babão, que disse ao homem para quem trabalhava e puxava muito o seu saco, que “só tinha duas coisas na vida que gostava: uma era ele, seu patrão...”
E a outra? Quis saber o chefe.
A outra o senhor escolhe. Disse o adulador
O safado da piada era de um jeito, que quando saía de perto do chefe já se adiantava dizendo:
Meu patrão, tô indo ali, se por acaso senhor espirrar e eu não estiver aqui, saúde!

Anedotas à parte, encontrei numa passagem do livro do confrade Antônio Corrêa Sobrinho, sobre a visita do imperador Dom Pedro II à Piranhas, Penedo, Entremontes, Curralinho e Paulo Afonso, dentre outras, em outubro de 1859, um personagem que se encaixaria perfeitamente no anedotário popular. O repórter do “Jornal da Bahia” que não tem seu nome citado fazia parte da grande comitiva do monarca, sendo um correspondente de viagem. O cabra safado, para usar um adjetivo bem leve, só passou para os seus leitores o glamour da viagem, se preocupando até em informar as cores das roupas e lenços de Dom Pedro. Quem lesse o relato deve ter imaginado um conto de fadas das 1001 noites, ou algo parecido. Imagino que o então dirigente do Brasil não tenha tomado banho no Velho Chico, isso apenas com receio de afogar o informante do jornal baiano. Vejam uma parte do texto bajulador do dito repórter:
Os penedenses vos esperam, e a concessão de uma
semelhante graça será recebida por eles como uma
esperança do pobre e uma aventura do infeliz, porque
esta cidade jamais pode esquecer os dias de sua maior
glória; aqueles em que V.M. Imperial, estando nela,
demonstrou ainda uma vez ao mundo inteiro que o
Imperador D. Pedro II, presidindo os destinos gloriosos
do Império do Brasil, deixa por onde passa os vestígios
de que é ele a verdadeira imagem de Deus cá na terra.
É mole ou quer mais?!

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HERÓI


Adquiri no acervo da Roberta Lacertda

Jefferson, 34 anos, desempregado, viu sua pequena casa ser levada pela barragem, lutou contra a lama. Ajudou a salvar 40 pessoas, ficou ao lado de uma mulher no chão reanimando-a até os bombeiros chegarem. A irmã dele ainda está desaparecida. 

Jefferson perdeu tudo que tinha, até a família. Mas, dentro dele existe uma força que é maior que tudo debaixo do sol: a força que vem de Deus e o sentimento de nunca se entregar e ajudar o próximo. 

Jefferson é um herói, daqueles que a gente só vê nas séries da netflix. 

Quando te falarem que participantes do BBB são heróis, você dê aquele sorriso de canto de boca e pense em jefferson. O cara que não precisou de holofotes pra se jogar na lama e ajudar 40 pessoas, mesmo tendo perdido tudo.

#Repost Amigos de luz

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