Seguidores

sábado, 18 de maio de 2019

SOB A PROTEÇÃO DO CEL. SANTANA ANTÔNIO SILVINO EM MISSÃO VELHA, CE

Por João Bosco André
"O governador do Sertão"

O afamado cangaceiro Paraibano, Antonio Silvino, esteve também por estas bandas de Missão Velha, sob a proteção do Cel. Antonio Joaquim de Santana, juntamente com alguns dos seus irmãos. Um dos irmãos de Silvino, de nome Pedro Silvino, mantinha uma casa de comércio na Cidade, isso entre os anos de 1902 para 1904 e tendo um dos irmãos do cangaceiro Paraibano, andado metendo os pés pelas mãos em Missão Velha, um belo dia do mês de abril, Antonio Silvino recebeu um recado do Cel. Santana, convocando-o até o seu Quartel General na Serra do Mato. Antonio Silvino, imediatamente selou um animal e se pôs à viagem, ali chegando, já se encontrava à mesa para o jantar o Cel. Santana, que o convidou para sentar-se e jantar, Silvino atendeu ao convite, se sentado para jantar, mais com o seu rifle nas pernas. Terminado o jantar o Cel. Santana, usando o seu linguajar roceiro, disse: 
“Sim senhor Antônio Silvino, mandei lhe chamar aqui, para lhe dizer que você não tem mais a minha proteção em missão velha”; “O lugar do seu rifle aqui na minha casa, era ali no canto daquela parede, hoje você jantou na minha mesa com o rifle nas pernas”. 

  
Cel. Santana

Imediatamente Antônio Silvino se levantou e convidado pelo cel. Santana, para tomar o café, Antônio Silvino respondeu-lhe: “na sua casa eu não tomo mais, nem água” e de rifle em punho e já engatilhado, saiu de costas até o alpendre onde se encontrava o seu animal amarrado e pulando de costas em cima do animal, cortou-lhe a corda que o amarrava na varanda do alpendre e desceu para missão velha, isso já tudo escuro, pois já era noite e chovia muito, só via a estrada quando o relâmpago abria. 

Chegando em Missão Velha, já noite velha, foi acordar os irmãos e ordenou-lhes que deveriam deixar Missão Velha, antes do dia amanhecer, pois temia um ataque do Cel. Santana. O seu irmão que era comerciante, foi acordar os seus vizinhos para vender as mercadorias existentes na sua bodega. Os colegas de comércio, sabendo que os Irmãos Silvinos, tinham que deixar Missão Velha às pressas, ficaram se amarrando para ficar com as mercadorias de graça, foi quando  Pedro Silvino, notando a matreirice dos seus colegas de comércio, começou a espalhar umas latas de gás dentro da sua mercearia e começou a furá-las a punhal. Perguntaram o que ele iria fazer, ao que ele respondeu-lhes: 
“- Vocês acerem o que é de vocês, porque eu vou queimar o que é meu”; “não vou deixar nada de graça prá ninguém”.
Neste instante, os comerciantes que eram seus vizinhos, resolveram a comprar as mercadorias de Pedro Silvino, más o que é certo que antes de amanhecer o dia seguinte, os irmãos Silvinos desocuparam Missão Velha e nunca mais voltaram aqui.

História que me foi contada pelo Sr. José Gonçalves de Lucena. O comércio de Pedro Silvino ficava localizado na Rua Cel. José Dantas, onde hoje funciona atualmente o Café de Dona Didi Fideles.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM


ASCRIM/PRESIDENCIA – NOTA DE GRANDE PESAR PELA PARTIDA DA MÃE DO PADRE GUIMARÃES - OF. Nº 005/2019.

MOSSORÓ-RN, 17 de MAIO de 2019.

“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).” 

NOTA DE GRANDE PESAR PELA PARTIDA DA MÃE DO PADRE GUIMARÃES

O PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, EM NOME DE TODO O CORPO SOCIAL, CONSTERNADO COM A “PARTIDA PARA O CÉU” DA DEVOTÍSSIMA SENHORA ANGELITA FERNANDES DA MOTA GUIMARÃES, MÃE DO ACADÊMICO MANOEL VIEIRA GUIMARÃES NETO, VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM, ACONTECIDA HOJE,
PESAROSAMENTE,
TRANSMITE AO PADRE GUIMARAES, PROFUNDAS CONDOLÊNCIAS PELA DOLOROSA PASSAGEM, ROGANDO DEUS O CONFORTE E AOS SEUS FAMILIARES E AMIGOS NOS MOMENTOS DA SAUDADE, TRANSFORMANDO O SOFRIMENTO DA PERDA EM RESIGNATÁRIO DA PAZ, CONAÇÃO PARA RECORDAR A COSTUMEIRA ALEGRIA DO CONVÍVIO MATERNO EM FAMÍLIA.
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS INSIGNES DIGNITÁRIOS:

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.

DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.

Enviado pela ASCRIM 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

LAMPIAO NA SERRA GRANDE, 26-11-1926:


Por Virgulino Ferreira da Silva

Em março de 1926, Lampião recebeu do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte, a patente de capitão. Mesmo considerando que a patente não era legítima, o cangaceiro se tornou mais fortalecido e mais violento, também. Nesse ano, ocorreu uma série de atentados na região do Pajeú, com diversas mortes e sequestros, episódios que culminaram com a famosa Batalha da Serra Grande, ocorrida em 26 de novembro de 1926, a cinco quilômetros do distrito de Varzinha município de Serra Talhada. Lampião tinha sequestrado Pedro Paulo Magalhães Dias, um inspetor da Standard Oil Company. O fato aconteceu na estrada de Triunfo para Vila Bela (atual Serra Talhada). Pedro Paulo era natural da cidade de Sabará, em Minas Gerais, e, por isso, ficou conhecido como Mineiro. Lampião pedia vinte contos de réis para libertá-lo, o dinheiro deveria ser entregue na Fazenda Varzinha, local indicado por Lampião.

Quando o bando chegou a Fazenda Varzinha, foi direto à residência de Silvino Liberalino, o qual tinha sido subdelegado de Vila Bela, no ano de 1911. Logo que viu a tropa, Silvino não percebeu que estava diante dos comandados de Lampião, pois, naquela época, as roupas dos cangaceiros eram iguais às da polícia. Então, saltou na calçada, com um rifle na mão, e fez a seguinte pergunta:

- É Lampião ou é Força?

O bando respondeu:

- É a Força Volante.

Silvino Liberalino se sentiu mais seguro e disse:

- Então podem entrar. Se fosse Lampião, ia comer bala.

Os cangaceiros entraram e pediram água para beber, quando Silvino colocou a mão no pote para retirar água, os cangaceiros o seguraram e se identificaram:

- Você está falando é com Lampião cabra.

E o prenderam, e para comemorar, deram alguns tiros em frente da residência, ainda hoje, existem algumas marcas de balas nas portas da casa. Os bandoleiros, que já vinham com o refém, Pedro Paulo Magalhães Dias (o Mineiro), levaram também, Silvino Liberalino, os dois presenciaram a Batalha na Serra Grande.

A intenção do bando de Lampião na Fazenda Varzinha, além de receber o resgate, era uma vingança por um antigo assassinato, ocorrido na Serra Negra, no município de Floresta, cometido por José de Esperidião, que se mudara para Varzinha.

O resgate foi levado por intermédio de Manuel Macário, homem da confiança de Cornélio Soares, no entanto, já na Fazenda Varzinha, o portador foi flagrado pela força policial do sargento Manuel Neto, que lhe aplicou severas torturas e recolheu o dinheiro.

O bando seguiu em direção à casa de José de Esperidião, cuja esposa, Rosa Cariri de Lima, ao ver de longe, a multidão, avisou o marido, alertando-o para que se retirasse. José de Esperidião perguntou:

- Quantas pessoas você acha que vêm?

Ela respondeu:

- Uns vintes homens.

Ele disse:

- Não corro com medo de vinte homens.

A mulher calculou muito mal, o quantitativo do bando era de aproximadamente, 68 cangaceiros.

José de Esperidião pegou seu rifle e dois bornais de balas e ficou entrincheirado no quarto. O tiroteio foi grande, de toda ribeira se ouvia o barulho das balas, após certo tempo de tiroteio, o bando resolveu colocar fogo na casa. Para tanto, retiraram toda madeira do curral, que ficava em frente da residência. Segundo o livro, o Canto do Acauã de Mariloudes Ferraz, na Varzinha o bando encurralou um rapaz que, sozinho, lutou até esgotar a munição.

Tiburtino Estevão ainda tentou socorrer o amigo. Pegou seu rifle e tentou se aproximar, mas foi visto por alguns cangaceiros, que passaram a atirar em sua direção. Uma bala atingiu uma galha de xique-xique, próximo da cabeça de Tiburtino. Vendo que nada podia fazer, o homem retornou à sua residência.

No dia seguinte, foram retirar o corpo de José de Esperidião para fazer o sepultamento, não encontraram marcas de balas no corpo dele, portanto, chegou-se à conclusão de que a morte fora por asfixia provocada pela fumaça.

José Pereira Lima, conhecido por Cazuza, filho da vítima, com apenas sete dias de nascido, encontrava-se deitado em uma rede na sala, no momento do tiroteio. Foi baleado, ficando com uma marca no pé pelo resto de sua vida. Geralmente, quando ia comprar sapatos, adquiria dois pares, um par 41 e outro par 42, pois o pé defeituoso ficara menor.

O bando seguiu viagem rumo às ribeiras do tamboril, chegando até o Sítio dos Nunes no município de Flores, de onde voltaram. Ao chegar ao Sítio Morada, hoje município de Calumbi, Lampião estava ciente que a policia estava no seu encalço, portanto, ali mesmo, abasteceu o bando e pegou o rumo da Serra Grande.

O sequestro de Pedro Paulo Magalhães Dias e os fatos acontecidos na Fazenda Varzinha foram interpretados como sendo um desrespeito às autoridades, por terem ocorridos na comarca de Vila Bela, na época, a sede do comando militar de combate ao cangaço no interior de Pernambuco. Portanto, foi preparado um destacamento com mais de 300 soldados, chefiados por seis comandantes de volantes, todos fortemente armados, inclusive com duas metralhadoras Hotchkiss, e muita munição, era um verdadeiro exército. Tudo inspirava confiança e dava a certeza da vitória.

Lampião estrategicamente com seus 68 cangaceiros, subiram a serra, e prepararam uma emboscada, em um local onde existem grandes pedras e fendas profundas, que lhe dava uma visão completa sobre o campo da batalha.

O combate teve início antes das 9 horas da manhã e terminou ao anoitecer, a polícia mesmo com um quantitativo superior, e os soldados atacando corajosamente, não conseguiram vencer a resistência do capitão Virgulino Ferreira e seus comandados.

A localização dos cangaceiros era ótima, conforme disseram os policias. Segundo o cangaceiro Ventania, no local que Lampião estava, nem canhão tirava ele de lá, no entanto, a posição dos soldados era extremamente precária, entrincheiravam-se como podia, sem comando, sem tática, salve-se como puder.

Arlindo Rocha recebeu um balaço no rosto que lhe fraturou o maxilar inferior, ainda no início do tiroteio, Manuel Neto foi baleado nas pernas, Luiz Careta de Triunfo faleceu com uma bala na cabeça, Euclides Flor recolocou ainda em combate as vísceras abdominais de Vicente Ferreira (Vicente Grande), atingido na altura do umbigo, o soldado Luiz José sofreu um ferimento na coxa. Para provocar os policiais, o cangaceiro Genésio deu um aboio triste e sonoro, os soldados se sentiram encurralados como gado, Antônio Ferreira não se conteve e se expôs totalmente, gritando como vaqueiro: Ei, booooi... Nesse momento, o sargento Filadelfo Correia de Lima, deu-lhe uma rajada de metralhadora, a partir de então, a polícia acreditava que Antônio Ferreira tinha morrido no combate. Com a chuva de balas vindas de cima da serra, os soldados ficaram desesperados, portanto, aproveitavam a cobertura de fogo das metralhadoras para se debandar na caatinga, deixaram grande quantidade de armas, munições, cartucheiras, cantis, bornais, etc. Levavam apenas alguns companheiros feridos, quando podiam. Após a batalha, os cangaceiros recolheram 27 fuzis e mosquetões.

A Batalha da Serra Grande é considerada a mais violenta da história do cangaço, segundo o historiador Frederico Bezerra Maciel, morreram "26" policias e "38" saíram feridos, no bando dos cangaceiros não houve registro de morte.

Foram a Serra Grande verificar os fatos de perto, o Major Theóphanes Torres comandante de Vila Bela, o juiz de direito Dr. Augusto de Santa Cruz e o promotor de Salgueiro.

Antes do regresso para Vila Bela, o Tenente Higino ainda providenciou o sepultamento de sete corpos em uma única cova, no rancho de Pedro Rodrigues (proprietário local). Tomaram parte na batalha os seguintes cangaceiros: Luiz Pedro, Maquinista, Jurema, Bom Devera, Zabelê, Colchete, Vinte e Dois, Lua Branca, Relâmpago, Pinga Fogo, Sabiá, Bentevi, Chumbinho, Ás de Ouro, Candeeiro, e seu irmão Vareda, Barra Nova, Serra do Mar, Rio Preto, Moreno, Euclides, Pai Velho, Mergulhão, Coqueiro, Quixadá, Cajueiro, Cocada, Beija-Flor e seu irmão Cacheado, Jatobá, Pinhão, Mormaço, Ezequiel e seu irmão Sabino, Jararaca, Gato, Ventania, Romeiro, Tenente, Manuel Velho, Serra Nova, Marreca, Pássaro Preto, Cícero Nogueira, Três Coco, Gaza, Emiliano, Acuana, Frutuoso, Felão, Biu, Cordão de Ouro, Genésio, Ferreirinha, Antônio Ferreira, Lampião e outros.

No dia seguinte à Batalha da Serra Grande, Lampião, já na Fazenda Barreiros, entregou uma carta a Pedro Paulo Magalhães Dias, endereçada ao então governador de Pernambuco, Dr. Júlio de Melo, propondo dividir o estado em dois, com os seguintes limites:

"Governo o sertão até as pontas dos trilhos em Rio Branco (Arcoverde), e vosmecê daí até a pancada do mar no Recife..."

O relato sobre a Batalha da Serra Grande encontra-se no processo criminal contra Virgulino Ferreira et al., de 28 de novembro de 1926, 1° Cartório de Serra Talhada PE:


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UMA CANOA DENTRO DO MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA

*Rangel Alves da Costa

Não faz muito tempo que fiz uma postagem afirmando que não demoraria muito para que uma canoa (inteira e de verdade) passasse a fazer parte do acervo do Memorial Alcino Alves Costa, em Poço Redondo, sertão sergipano.
Afirmei ainda que ela seria colocada numa das dependências e que em nada tomaria os espaços dos outros objetos do acervo, pois uma atitude devidamente planejada para tal. Nada feito sem o planejamento adequado para tudo desse certo.
As críticas logo surgiram. As afirmações eram no sentido de que corria o risco de o Memorial ficar abarrotado demais. Contudo, mostrei que não. A canoa foi colocada e os espaços até parecem ter ficado maiores.
E realmente ficaram, e pelo simples fato de que uma dependência que servia como quarto de dormir teve suas paredes modificadas, as portas retiradas, e passou a servir como local para exposição permanente da canoa. E completa.

E quem doravante visitar o Memorial vai logo avistar a canoa toda bonita, pintada, com os panos em vermelho e amarelo, com remo e até com uma tarrafa numa das laterais. O nome: Dona Peta, uma justa homenagem a uma das mulheres mais singelas nascidas em Poço Redondo. E minha falecida mãe.
Contudo, a presença da canoa no Memorial não significa apenas uma embarcação como parte do acervo, pois muito mais, envolvendo principalmente aspectos históricos e culturais da povoação e do sertão sergipano.
Com efeito, num tempo onde a mata era senhora e dona de todo o sertão, onde a vegetação nativa fazia pujança por todos os quadrantes, somente através do Rio São Francisco, o querido Velho Chico, foi possível o desbravamento destas terras inóspitas e desconhecidas.
O rio foi, efetivamente, o primeiro e grande caminho dos sertões. Foi através de seu leito que despontaram as embarcações com os primeiros habitantes. Foi nas suas beiradas que surgiram os primeiros currais. Foi nas suas ribeiras que surgiram as primeiras povoações.
E a canoa simboliza tudo isso. Simboliza o transporte do homem ribeirinho, seu meio de sobrevivência, seu objeto adorado de uso. A canoa e o rio representam aqueles sertões molhados e que, mais adiante, foram encontrando os outros sertões da terra seca, esturricada de sol.


A canoa simboliza ainda o viver ribeirinho em toda a sua feição. O beiradeiro na sua lide de todo dia, ora lançando a tarrafa ora colhendo seu fruto de sobrevivência. Canoa que sempre voltava cheia de peixe, de frutos das margens, de esperanças e de tanta fé.
Desse modo, a canoa do Memorial homenageia o sertão de beira de rio, o sertão dos currais ribeirinhos, o sertão das pequenas povoações e aldeias de pescadores, o sertão nostálgico e saudoso demais.
Daí sua importante presença no Memorial. Perante sua visão, certamente um livro aberto em páginas do passado, mas sem o qual não seria possível a presença deste sertão de agora.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


CONVITE TEM CANGAÇO NA SEMANA DOS MUSEUS DA BAHIA


O historiador e geólogo Rubens Antonio fará a palestra "Cangaço ... fenômeno, crime e arte", nesta quinta (16), às 17 horas, no Palacete das Artes. O encontro integra a programação da Semana dos Museus que tem como tema “A Cultura do Sertão da Bahia nos Museus do IPAC”.

A programação completa está no site www.ipac.ba.gov.br

Entrada gratuita - Rua da Graça, 289


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

OPINIÃO O VERDADEIRO HERÓI DE ANGICO

O escritor e jornalista Valdemar de Souza Lima,  (Foto) natural de Palmeira dos Índios, nos deixou um dos melhores estudos sobre o cangaço. O seu livro "O Cangaceiro Lampião e o IV Mandamento", lançado em 1977, traz informações detalhadas sobre as andanças do Rei do Cangaço e seu bando pelo Nordeste.

Até no prefácio do livro, que reproduzimos abaixo, encontramos informações importantes. Nele, o autor comenta sobre quem verdadeiramente conseguiu conduzir a Polícia Militar de Alagoas a cumprir o seu papel no combate ao cangaço. Valdemar de Souza Lima relata o papel destacado que teve o comandante Teodoreto Camargo do Nascimento, um nome pouco citado quando se conta a história do cerco a Angicos.

Nas próximas postagens, vamos reproduzir capítulos do livro com outras histórias sobre o cangaço. Agradecemos antecipadamente a Hugo Lima, filho de Valdemar, que nos cedeu o exemplar do livro e autorizou a publicação.

Duas palavras

Valdemar de Souza Lima

No ano de 1936 chegou em Maceió um rapaz moreno, alto e esbelto, natural de Sergipe — era capitão do Exército e se chamava Teodoreto Camargo do Nascimento. Tinha sido convidado pelo governador de Alagoas, professor Osman Loureiro, para comandar a Policia Militar do Estado.
Teodoreto Camargo do Nascimento chegou a Maceió como tenente do Exército e assumiu o comando da Polícia Militar.

Teodoreto Camargo do Nascimento chegou a Maceió como tenente do Exército e assumiu o comando da Polícia Militar.

De pronto se ficou sabendo que o órgão de segurança a cuja frente se colocara, passava por uma série de reformas, de vez que sua preocupação não se limitava a manter ou aumentar os efetivos da milícia, mas, sobretudo, pugnar pela indispensável qualidade deles. Talvez por isso o jovem comandante não conseguiu se transformar na moeda-de-vinte-patacas, que agrada a todos. Pelo contrário, passou a ser apontado como um homem arguto como poucos e extremamente duro, a ponto de descambar às vezes para a mordacidade, como recurso para se fazer mais facilmente compreendido. E o certo é que ninguém brincou com ele.

 Atravessávamos então uma fase verdadeiramente crítica. Convencido de que era mesmo “senhor e possuidor” do Nordeste semiárido, pois realmente, não tropeçava em obstáculos maiores para pousar onde queria, Lampião convertera aquilo numa ilimitada faixa de areia movediça, onde ninguém dispunha de um mínimo de confiança para arrumar sua magra economia primária e viver com relativa tranquilidade no seio de uma sociedade, ainda que obscura, organizada.

De posse dos elementos que julgou indispensáveis para dar um balanço em tão indesejável situação e após chancelar um plano estratégico que lhe parecera satisfatório, o novo comandante da Força Pública sugeriu ao governo a criação do 2° Batalhão da Polícia, com sede em Santana do Ipanema, cujo comando seria confiado ao major José Lucena de Albuquerque Maranhão, oficial reconhecidamente destemido e afeito ao combate à desordem na zona explosiva — e era assim de esperar que a partir daí o temível bandoleiro não contasse mais com as facilidades de praxe para cometer impunemente as suas tropelias.

Infelizmente essas avaliações otimistas e que oneravam extraordinariamente o orçamento estadual, não iriam acenar na prática com os frutos desejados. Nos últimos anos de sua tumultuosa existência, Lampião jamais se mostrara tão nocivo à nossa vida; enquanto isso, ao invés de reencontros decisivas das volantes com o seu bando, as medições constantes dos boletins não passavam de meras escaramuças.
Bando de Lampião em foto de Benjamin Abrahão


O coronel Teodoreto sentiu os riscos que afetavam a sua posição — embora não parecesse perceber os que pessoalmente corria, pois, eu mesmo, que nunca sequer troquei com ele um cumprimento, vi-o, por vezes, cruzando, quase sem escolta, a zona convulsionada, sujeito a cair de um instante para outro nas malhas da “gang” sanguinária — e evidentemente não iria contemporizar com uma colocação que se chocava com o seu temperamento e formação.

Chamou, portanto, Lucena a Maceió, visando identificar o dedo misterioso que incidia sobre o contexto e levava àquele resultado deplorável. É claro que ele não punha em dúvida a lealdade e competência do seu subordinado, mas precisava descobrir a causa da frustração e eliminá-la, custasse o que custasse. Cumpria restaurar a confiança das populações massacradas pelo cangaço, nas providências do governo, em última análise o responsável pela sua segurança.

Teodoreto não abriria mão a partir de agora de ação efetiva e ajustada, sob pena de apelar para medidas drásticas — e até arbitrárias — contra aqueles que fossem apanhados violando suas determinações. José Lucena revelou, no dia imediato, em casa de seu amigo Pedro Rodrigues Gaia, em Palmeira dos Índios, que saíra do encontro tão amargurado, que rumara dali para a Catedral, a fim de orar e pedir a Deus ânimo e luzes para se safar do sério embaraço em que se via metido.

E uma vez de volta a catinga, reuniu os comandantes de volantes, passou-lhes o ocorrido, frisando que não estava ali apenas como um emissário do seu chefe para fazer-lhes uma advertência, mas, na verdade como um executor inflexível de suas novas ordens. Menos de um mês após isso, Lampião tombava em Sergipe e o seu bando se desintegrava para sempre.

O tumulto que o extraordinário episódio motivou, desencadearia uma onda de publicidade como jamais imaginamos nos nossos mundos obscuros. Tudo agora a imprensa escrita e falada queria saber a respeito das figuras que, de uma forma ou de outra, tinham contribuído para aquele resultado. O comandante da Polícia não teve, porém, encontros com repórteres, segundo penso, pois, naquele instante seus cuidados se voltavam para um assunto mais humano e cristão, que era arrebanhar e cercar das necessárias garantias pessoais os remanescentes da quadrilha que se entregavam às autoridades — dando por essa forma o primeiro passo para sua recuperação. Eles eram irmãos nossos, reduzidos à mais extrema miséria — pelo rigor do meio-ambiente, pela seca, pelo analfabetismo e outras tantas mazelas que não vale repetir. E afinal, bem poucos entre os comparsas do terrível bandoleiro, preferiram prosseguir na senda do crime.

O general Teodoreto Camargo do Nascimento já não pertence mais ao número dos vivos. Pouco importa, para mim ele permanece como o artífice máximo do feito de Angicos — e mais do que isso: o homem escolhido pelo destino para vibrar o golpe de misericórdia no banditismo militante do Nordeste brasileiro. Este livro constitui, pois, o testemunho de minha veneração à sua memória.

Brasília, Setembro de 1977.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com


sexta-feira, 17 de maio de 2019

O MASSACRE DE QUEIMADAS

Por José Mendes Pereira
Esta foto não pertence ao livro do escritor e nem consegui o seu link porque não abre.

Se você quiser conhecer mais um pouco sobre o "Massacre de Queimadas" feito pelos cangaceiros da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., empresa do afamado e perverso capitão Lampião adquira o livro "Lampião a Raposa das Caatingas" escrito por José Bezerra Lima Irmão através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br.

O autor José Bezerra Lima Irmão e o escritor João de Sousa Lima.

Se você o adquirir irá fazer uma gostosa  leitura, e este assunto está no livro a partir da página 340 até a página 344. Não deixa de adquiri-lo, pois será imediatamente atendido pelo professor Francisco Pereira Lima lá em Cajazeiras no estado da Paraíba.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO.



TEM VÍDEO NOVO CHEGANDO LÁ NO CANAL CANGAÇOLOGIA (YouTube). 

Uma entrevista exclusiva com Dulce Menezes dos Santos a última cangaceira do bando de Lampião, sobrevivente de Angico, ainda viva.

Dulce Menezes dos Santos foi retirada do ambiente familiar contra sua vontade aos 14 anos de idade e forçada a acompanhar um cangaceiro do bando de Lampião conhecido como Criança (Vitor Rodrigues Lima), integrante do subgrupo liderado pelo cangaceiro Zé Sereno (José Ribeiro Filho), grupo pertencente ao bando de Lampião. 


Durante aproximadamente sete meses, Dulce Menezes acompanhou o bando em companhia do seu "companheiro" e esteve presente em Angico na ocasião do ataque da Força Policial Volante alagoana ao bando, onde forma mortos onze cangaceiros, incluindo o casal Lampião e Maria Bonita, além de um soldado pertencente a Força policial, morto durante o confronto.

Dulce e Criança foram alguns dos cangaceiros que conseguiram escapar do ataque e sobreviver ao cangaço.

Pouco tempo após a morte de Lampião alguns dos remanescentes do bando começaram a se entregar às autoridades e foram agraciados com a anistia presidencial concedida pelo então presidente Getúlio Vargas, obtendo a liberdade definitiva e o perdão pelos atos cometidos durante o tempo em que estiveram na lida da canga.

Dulce ainda acompanhou o cangaceiro durante algum tempo após ter deixado o cangaço, porém se separaram pouco tempo depois e seguiram rumos diferentes.

Dulce Menezes dos Santos completará noventa e seis anos de idade no próximo dia 23 de maio de 2019, sendo a última sobrevivente de Angico e a última testemunha ocular dos acontecimentos que acarretaram na morte de Lampião e parte de seu bando, na manhã fria do dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico em Sergipe.

Nesse documentário vocês terão acesso a uma entrevista exclusiva concedida ao nosso canal, com essa "peça" legítima da nossa história e conhecerão alguns fatos e acontecimentos que foram por ela presenciados durante o período em que esteve integrada ao cangaço.

Ao final deixem seus Linkes e suas opiniões, críticas e sugestões.

Meus agradecimentos em especial a Martha L. Anastácio Menezes, filha de dona Dulce Menezes dos Santos, sem a qual não teríamos conseguido realizar esse trabalho e a todos vocês que fazem do nosso canal uma referência sobre o assunto. 

Geraldo Antônio De Souza Júnior


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO CANÁRIO E SEU SUBGRUPO



Canário o primeiro da direita para esquerda, e seu algoz, terceiro da direita para esquerda. Está ao meio dos dois cangaceiros. Penedinho matou Canário e levou sua cabeça em busca da anistia do governo, um caso igual o de Barreira com Atividade.





O cangaceiro Barreira e a cabeça de Atividade, 5 de setembro de 1938, propriedade Santo Antônio, Pão de Açúcar, Alagoas. 



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PROFESSOR FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA

Por José Mendes Pereira

A vida ou a morte ninguém sabe bem explicar, mas uma delas é covarde. A gente batalha, batalha para se manter, finalmente, viver, mas de repente, a gente é surpreendido por uma delas. Vem de mansinho, sem avisar e logo interrompe todos os nossos desejos, os nossos sonhos, as nossas amizades, afasta-nos dos nossos ente queridos, seja quem for, vai embora sem nem ao menos dizer adeus aos que fizeram parte da sua amizade aqui na terra! 

Francisco das Chagas Silva era natural da cidade de Augusto Severo, atualmente Campo Grande, no Estado do Rio Grande do Norte, mas há anos que era radicado em Mossoró residindo no bairro Doze Anos. Nasceu no dia 30 de setembro de 1950 e  Faleceu no dia 13 de janeiro de 2016 e a causa da morte ataque do coração.

Este é seu irmão Francisco de Assis Silva mais conhecido por "Chiquito", também nasceu na cidade de Campo Grande-RN, no dia 23 de setembro de 1937. Foi Professor no Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte também em Mossoró. Atualmente se encontra com Alzheimer em sua residência, no bairro Doze Anos, grande Professor de Matemática.

Foto feita hoje pelo escritor Lindomarcos Faustino do professor Chiquito

Era filho de Francisca Beatriz Silva dona Loló costureira, e de José Adones. Irmão de  Francisco de Assis Silva (Chiquito) professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN. Fransquim era casado com Maria Vanusa Oliveira sua prima e pai de Maria e Marlane. Ele deixou uma neta filha da Marlane.

Engenheiro e radialista Antonio dos Santos Lima

Segundo seu primo e cunhado (porque Francisco era casado com uma irmã do Dr. Lima) engenheiro Agrônomo Antônio dos Santos Lima que  reside na cidade de Cruz no Estado do Ceará, antes de ser professor Francisco das Chagas foi sapateiro. Ganhou um jumento de presente de seu tio Benedito que era tropeiro e denominou-o de Menino. Era Espírita. Fez Ginásio e Científico no Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró. Certo dia, vinha da faculdade de moto, quando foi atropelado e fraturou um perna.

Escola Estadual José Martins de Vasconcelos

Fui professor com ele no meio de uma porção de professores e amigos, como: Juciene Veríssimo, Lirete Rocha, professor Rocha, pastor Antonio Teixeira, Terezinha, Genivaldo Galdino, Geriluz Batista, Rosa Pinto, Laete Vital Amorim, Lassali, Benedita, Chaguinha, Riomar Mendes ..., na Escola Estadual Professor José Martins de Vasconcelos em Mossoró, e juntos, trabalhamos mais de 15 anos, tanto no turno vespertino como no turno noturno. 

Francisco das Chagas foi um professor que viveu alguns anos naquela escola e que era querido por todos alunos, alunas, professores, professoras e funcionários. Mantinha um respeito e tranquilidade com todos os seus colegas, alunos e funcionários.

Adeus meu grande amigo professor Francisco das Chagas, você foi muito cedo. Mas todos daqui têm certeza que você está num lugarzinho bem cuidado por Deus.

Um dia nós nos encontraremos, mas desta vez na casa do Senhor. A estrada poderá ser outra, mas o caminho será exatamente o mesmo que você foi em busca do pai eterno. 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CALDEIRÕES E TANQUES DAS CAATINGAS


Por Sandro lee

Uma das formas em que mais servio de armazenamento de água pura e saudável sem soma de dúvidas foram os famosos "Caldeirões das caatingas", também conhecidos como pias e tanques, variam de nomes em cada Estado.


São largas, fendas escupidas pelo tempo em Rochas de formas Arredondadas ou compridas com funduras entre 5.E.6.E.1. metro, varia a profundidade aos períodos chuvosos enchem esses tanques naturais com as águas das chuvas, podendo ficarem até dois anos cheios servindo a sim, as famílias para consumo e atividades do lar, como lavar e cozinhar. 


Esses dois caldeirões nas fotos serviram muitas vezes para Lampião e seu bando. O caldeirao grande fica nas terras de seu Pedro Gomes pai da cangaceira Durvinha a Durvalina e o outro fica no Raso da Catarina na Baixa do Chico.


O caldeirão grande servio de água para banho e bebedouro para os cabras Lampião, Virgílio e volta seca, Ezequiel, Corisco, Ângelo Roque e tantos outros cabras em que cruzaram aquelas terras no ano de 1931.


hoje esta la apenas para admiração pois o progresso já chegou com a água em canada no povoado a Rasta pé...em paulo Afonso Ba.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com