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terça-feira, 19 de novembro de 2019

RAIMUNDO SOARES DE BRITO - O GUARDIÃO DA HISTÓRIA

Por Geraldo Maia do Nascimento

Palestra proferida no 4º ENOAL – Encontro Norte-Nordeste de Autores Literários da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores, no dia 12 de agosto de 2006, no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania.                                                
Camões, no Canto III dos “Lusíadas” tem um verso onde diz: “Não me mandas contar estranha história, mas mandas-me louvar dos meus a glória”. Faço minha as palavras do poeta, para louvar um pesquisador mossoroense. Um homem que dedica a sua vida ao estudo da história da região. E que por sua dedicação, é considerado por todos como o “Guardião da Cultura Mossoroense”.                

No último dia 23 de abril, o pesquisador Raimundo Soares de Brito, o nosso “Raibrito” completou 86 anos de idade. Nascido em Caraúbas, a 23 de abril de 1920, veio para Mossoró em 1940, ainda jovem, e permanece até os dias atuais. Segundo Raibrito, o seu interesse para a pesquisa histórica começou quando foi fazer o treinamento para a admissão como Agente de Estatística, em Natal, no ano de 1941/42, e teve que preencher dados sobre a história sócio-econômica de sua terra natal. Aquilo o levou a iniciar as suas anotações para o futuro. Essas anotações viriam a se tornar, mas tarde, no livro “Caraúbas Centenária”, em 1959. Um pesquisador incansável, que sem qualquer ajuda de governo, instituições ou pessoas organizou um arquivo fabuloso com mais de quinze mil biografias de tantos quantos têm ou tiveram alguma influência em Mossoró e região. Sua dedicação a pesquisa é tanta, que nem mesmo um acidente vascular cerebral foi capaz de tirar o seu entusiasmo. Aos 86 anos de idade, mantém a rotina de acordar cedo e ler os jornais, de onde tira o material que alimenta o seu acervo. Mossoró inteira, estudantes, jornalistas e pesquisadores, recorrem diariamente a sua casa, a casa de número 23 da rua Henry Koster, em busca de informações. Raimundo Brito, o intelectual, é um homem simples que se orgulha de poder ajudar a todos que o procuram.                
Como pesquisador e historiador já publicou mais de quarenta títulos pela Coleção Mossoroense, sobre temas de versam principalmente sobre Mossoró e o Oeste Potiguar. Como disse certa vez o saudoso mestre Vingt-um Rosado, \"Os seus livros e as suas plaquetes permanecerão, através do tempo, como uma contribuição extraordinárias ao conhecimento da gente e da terra do oeste potiguar\".                

A sua dedicação pela história de Mossoró tem lhe rendido frutos nos últimos anos. Foi destacado em 1995 com o título de “Doutor Honoris Causa” da então Universidade Regional do Rio Grande do Norte e em 1997 agraciado com o diploma “Amigo da Cultura”. Raibrito, um autodidata, é hoje presidente da Academia de Letras de Mossoró (AMOL), sócio fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e sócio efetivo do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).                

Raimundo Brito é um homem de memória privilegiada. Testemunha ocular da nossa história viu e vivenciou os homens e fatos que fazem parte da história potiguar. Uma conversa informal com Raibrito, se constitui numa verdadeira aula de conhecimentos gerais, principalmente no que diz respeito a região de Mossoró.                

Um pesquisador incansável, capaz de estudar um mesmo assunto por quase quarenta anos, como é o caso do livro que escreveu sobre os patronos das ruas de Mossoró.                

No seu último trabalho publicado, digo último publicado porque vários títulos estão aguardando ainda publicação, intitulado “Eu, Ego e os outros, raibrito traça uma espécie de auto-biografia através dos tipos populares que foi encontrando ao longo da vida, em cada cidade onde morou. Esse trabalho foi publicado graças a um patrocínio da Petrobras e eu tive a honra de escrever uma das orelhas do livro, em nome do Instituto Cultural do Oeste Potiguar. O Dr. Dix-sept Rosado Sobrinho, Presidente da Fundação Vingt-un Rosado me dizia, a poucos dias, que a Fundação estava relançando o Diário do Cel. Gurgel”, um dos livros de Raibrito que se acha esgotado.                

Mas Raimundo é um homem de 86 anos de idade, doente e só, já que perdeu sua companheira, Dona Dinorá, em 1º de agosto de 2004. Sempre houve a preocupação com o destino que teria seu arquivo depois de sua ida para o além. Representantes da Fundação José Augusto informaram que havia naquela instituição um projeto para a construção do Memorial Raimundo Soares de Brito. O projeto previa a aquisição de um prédio para onde deveria ser transportado todo o acervo do pesquisador. Esse projeto nunca saiu do papel, se é que um dia chegou ao papel. A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte também tinha um projeto semelhante, segundo nos informaram. Esse também nunca se concretizou. E há um outro problema: como tirar o acervo da casa de Raimundo, se esse acervo é a própria vida da casa, ou seja, sua razão de viver? Era mister procurar uma outra maneira de preservar o valioso arquivo. Foi aí que surgiu a idéia da biblioteca virtual.                

A idéia de criar uma biblioteca virtual com o acervo do professor Raimundo Soares de Brito surgiu de uma conversa nossa com Vinícius Barreto, que naquela época era o Gerente da Assessoria de Comunicação Empresarial da PETROBRAS em Mossoró. Falávamos da biblioteca do professor Raimundo, quando Vinícius perguntou: Já que você faz parte de tantas instituições culturais da cidade, por que não tenta aprovar um projeto pela “Lei de Incentivo a Cultura” para preservação dessa biblioteca? Lembro ter respondido no momento que aprovar um projeto pela Lei de Incentivo a Cultura, talvez não fosse tão difícil. Difícil seria conseguir o financiamento depois. Mas Vinícius insistiu dizendo que um projeto dessa natureza era capaz da própria Petrobras financiar. E disse mais: “Se você aprovar o projeto, eu prometo me empenhar por ele”.                

Essa conversa com Vinícius me deixou eufórico. Comecei a pensar no que poderíamos fazer. Surgiu daí a idéia da Biblioteca Virtual. Seria um portal na Internet, onde poderíamos disponibilizar todo o acervo que Raimundo Brito juntou ao longo de sua vida, que sabíamos ser composta, entre outras coisas, da biografias de mais de quinze mil pessoas que tiveram alguma influência no oeste potiguar.                

Resolvido o teor do projeto, faltava buscar o apoio de uma das instituições culturais. Recorria ao ICOP – Instituto Cultural do Oeste Potiguar – por dois motivos: primeiro por fazer parte do seu quadro social; depois por ser o ICOP a instituição cultural mais antiga de Mossoró, o que daria credibilidade ao projeto.                

Marquei com o professor Wilson Bezerra, presidente do ICOP, uma reunião no Museu Municipal (que na época era a sede do ICOP) para falarmos sobre o projeto. A princípio o professor Wilson ficou temeroso, mas com o desenrolar da conversa, foi se convencendo da importância do projeto para a área cultural, não só de Mossoró como de todo o Estado.                

Marcamos então uma segunda reunião que deveria acontecer na casa do professor Raimundo Soares de Brito para explicar-mos o projeto ao mesmo. Terminada a explicação, Raimundo disse que nos termos que estávamos expondo, ele aprovava a idéia e liberaria o material de sua biblioteca, desde que os trabalhos fossem feitos em sua casa. Acertados os detalhes, passamos a execução do projeto.                

O projeto consistiu na digitalização de aproximadamente trezentos mil documentos (textos, foto, recortes de jornais e revistas), disponibilização desse material num portal da Internet, aquisição de três computadores com mesas e cadeiras que deveriam ser distribuídos da seguinte forma: 01 computador no Museu Municipal, 01 no Museu do Petróleo e o última na residência de Raimundo Soares de Brito.                

O valor do Projeto foi orçado em R$ 120.532,32 (cento e vinte mil, quinhentos e trinta e dois reais e trinta e dois centavos), sendo que desse montante 80% será do Programa Estadual de Incentivo a Cultura e os 20% restante de recurso próprio do patrocinador, que no caso é a Petrobras. O prazo para execução dos serviços era de 240 dias corridos.                

Iniciamos o projeto com uma equipe de aproximadamente 10 profissionais trabalhando na catalogação e digitalização do acervo, de modo que em 03 de agosto de 2005 podemos presentear Mossoró com a disponibilização da Biblioteca Raimundo Soares de Brito.                

Entendemos que com a concretização desse sonho, demos um grande passo para a preservação do acervo de Raibrito. Muito há ainda por fazer. Mas a semente foi plantada e está germinando, pois a própria Petrobras já anunciou que vai continuar patrocinando esse projeto.                
Para finalizar essa palestra, bem que podemos plagiar Camões e dizer: “Porque de feitos tais, por mais que se diga, mais me há de ficar inda por dizer”.                                

Da terra de Santa Luzia do Mossoró, Santa da eterna claridade visual, aos 12 dias do mês de agosto de 2006.


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PARA NÃO ESQUECER RAIMUNDO SOARES


Tomislav R. Femenick – Jornalista e historiador – Do IHGRN

O Rio Grande do Norte é pródigo em esquecer os grandes nomes de sua história. Em Mossoró, menos. No entanto, até lá há uma seletividade no que deve ser cultuado. Há quase 20 anos, coloquei à disposição das autoridades locais os originais de 5 (cinco) livros, nos quais descrevo a história da cidade entre 1963 e 1972 (período que cobre todo o mandato de Raimundo Soares de Souza como prefeito, de 1963 a 1968). Na ocasião ouvi de um prócer local: “Vamos estudar”. Até hoje não recebi resposta.

Mossoró teve dois grandes prefeitos. Padre Mota em cujo mandato, segundo Câmara Cascudo, “tudo se agita e se modifica”, em um “ambiente de vibração, de tarefa contínua, de labor sem pausa”. Em seu governo de quase dez anos, transformou a quase vila em uma cidade pujante; industrial, centro comercial e irradiadora do progresso. O desafio de Raimundo Soares foi atualizar e dinamizar essa lógica, para o que era necessário uma nova infraestrutura.

A primeira luta foi a busca pela água, um problema secular na cidade, que se agravava com o seu crescimento. O problema foi resolvido com o descobrimento de um lençol aquífero, com profundidade em torno de 700/800 metros. Alguns “poços resolveriam o abastecimento de uma população de 400 mil pessoas”. Naquele momento, a população era de 80 mil habitantes. A segunda foi a busca pela energia elétrica. Na ocasião, o então prefeito disse: “A luta pela energia foi um dos esforços mais dramáticos da minha administração”(Diário de Natal, 19.03.1967). Para tanto contou com a ajuda da SUDENE, dos Senadores Dix-huit Rosado e Dinarte Mariz e do Deputado Vingt Rosado, que empenharam verbas no orçamento da União para a construção do linhão e da modernização da rede local de distribuição.

Outra frente que a administração Raimundo Soares abriu foi pela modernização e ampliação do ensino. A rede municipal de ensino básico foi ampliada, as escolas antigas foram remodeladas, os professores receberam cursos de aperfeiçoamento e atualização, foi construído o prédio e inaugurado o primeiro Ginásio Municipal, que atendia a quase 500 alunos. Mas o grande passo foi a criação das primeiras faculdades (Economia, Filosofia e Serviço Social) e, depois, duas instituições que deram origem às duas universidades públicas que ainda hoje têm sede em Mossoró: a Universidade Regional do Rio Grande do Norte (hoje Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) e a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (a atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido). Nos trabalhos que resultaram na estruturação do segmento de ensino superior, houve participação significativa de João Batista Cascudo Rodrigues, Vingt-un Rosado e Dix-huit Rosado; foi uma tocata a oito mãos.

No final do seu governo, Raimundo Soares enfrentou um sério desequilíbrio financeiro, reflexo da crise que atingia alguns dos mais expressivos setores da economia mossoroense – sal, algodão e cera de carnaúba – e das alterações da política econômica e fiscal da União. Falando sobre o assunto, afirmou: “Determinei rígido regime de economia, não preenchi cargos vagos e extingui outros. Acresce que a Prefeitura tem pesados ônus. Inclusive de 70 poços tubulares perfurados pelo meu governo. Além de despesas com ensino, cultura, saúde, eletrificação [...]. Deixei o governo em ótima situação econômico-financeira e com o funcionalismo pago em dia [...]. Mas ainda: deixei condições para que o meu sucessor realize uma grande administração. Imprimi à administração de Mossoró um tal ritmo (inclusive através de uma reforma administrativa) que dificilmente, alguém poderá mudá-lo”.

Apesar de todo o seu trabalho por Mossoró, o prefeito Raimundo Soares de Souza somente é homenageado dando nome a uma escola, uma rua (que nem é encontrada no Google Maps), um prédio de uma central de abastecimento e um ala da Universidade Estadual. Era nome da Estação Rodoviária. Quando inauguraram um prédio novo tiraram o seu nome.

Tribuna do Norte. Natal, 14 nov. 2019


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

LUIZ GONZAGA - HORA DO ADEUS


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VAMOS FICAR COM FORRÓ


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A GUERRA NO SERTÃO E O NOVO CANGAÇO: 86 MORTOS EM 15 BATALHAS ENTRE POLICIAIS E QUADRILHAS

Ciosac, atual Bepi: inspiração nas volantes que combateram o cangaço para enfrentar criminalidade no Sertão pernambucano – Foto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco
Utilizando o levantamento realizado pelo Portal OP9, vemos uma verdadeira guerra entre policiais e assaltantes de bancos no Nordeste deixou rastro de quase 90 mortes, sendo 79 suspeitos, seis inocentes e um policial.
Utilizar o termo “Novo Cangaço”, como vem sendo chamado o fenômeno dos grupos criminosos fortemente armados que atacam instituições financeiras e comerciais, quase nada tem haver com o Cangaço dos tempos de Lampião. Talvez a imprensa nordestina utilize em abundância esse termo para buscar uma referência que possa enquadrar, classificar essa violência atual. Mas é uma referência que acredito ser muito pouco utilizável quando observamos o que foi o Cangaço e o que é essa bandidagem dos dias atuais. Não vejo nenhuma ligação mais expressiva, com exceção de uma coisa que para mim é bem clara – O medo que esses meliantes criam na população sertaneja, tal como acontecia na época dos cangaceiros.
E o medo é real, presente, forte e cada vez mais violento. Com certos aspectos, equipamentos, armas e números que não me fazem lembrar o combate aos cangaceiros que ocorria em tempos passados, mas algo mais próximo de uma conflagração. A situação atual é muito pior!
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Talvez seja exagero de minha parte, mas tendo como base o interessante material produzido pelo Portal OP9, do Grupo Opinião de Comunicação, onde são apontados a morte de pelo menos 79 suspeitos de participação em quadrilhas de assaltos a bancos, carros-fortes e comércios, em confrontações contra forças policiais em cidades do interior do Nordeste desde setembro de 2017. O levantamento do Portal OP9 contabilizou 15 ocorrências fatais envolvendo policiais e integrantes desse chamado “Novo Cangaço”.
Seis pessoas inocentes e um soldado da PM também foram vítimas fatais da guerra contra os assaltantes.  Do total de mortes, 55 foram registradas entre 2017 e 2018, e 31 em 2019.
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O último e sangrento episódio dessa verdadeira guerra ocorreu em 2 de julho de 2019, uma terça-feira, quando uma quadrilha formada por oito pessoas foram mortos durante operação conjunta das polícias militares de Pernambuco e da Paraíba.
De acordo com as autoridades o grupo era composto por seis homens, um deles um adolescente de 17 anos, e duas mulheres e faziam parte de um bando armado especializado em investidas contra bancos e comércios.
Uma parte do grupo era formada por suspeitos da participação de assaltos contra um mercadinho e uma casa lotérica na cidade pernambucana Santa Cruz do Capibaribe e do assassinato do policial militar André José da Silva. Fatos esses ocorridos na segunda-feira (1º). Já outra parte das pessoas envolvidas no caso tentava realizar o resgate dos comparsas na região. Ainda segundo as autoridades alguns integrantes desse grupo eram pessoas de uma mesma família e havia igualmente a viúva de um assaltante de banco.
Treinamento de policiais no sertão nordestino. Treinamento, capacitação, equipamentos adequados, apoio, valorização do policial, retaguarda tranquila são algumas das ações primordiais para o bom desenvolvimento da atividade – Fonte – https://www.facebook.com/ciosac.noticias/photos/pcb.343799999529916/343796366196946/?type=3&theater
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A ação que culminou na morte dessas oito pessoas teve início quando os quatro suspeitos de praticarem os assaltos e o assassinato do policial em Santa Cruz do Capibaribe fugiram e se encontravam escondidos nas terras do Sítio Boi Brabo, localizado no limite entre os municípios de Riacho de Santo Antônio e Barra de São Miguel, ambos na Paraíba, e próximo a fronteira com Pernambuco. Os fugitivos foram localizados por volta das 3h30 pelos serviços de inteligência das policias estaduais, em uma área de matagal.
De acordo com o tenente-coronel Lúcio Flávio de Campos, comandante do 24° Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, quando outros quatro suspeitos chegaram ao local em dois carros para resgatar os demais. Nesse momento os policiais buscaram capturar o grupo, quando foram recebidos a tiros no local e se iniciou o confronto. Segundo o tenente-coronel Lúcio Flávio de Campos tentou-se a rendição, mas “Como já é uma prática desse tipo de criminosos, eles atentaram contra a vida dos policiais. Socorremos feridos para uma unidade de pronto atendimento, mas não resistiram. Eram extremamente perigosos”, afirmou o, comandante do 24° Batalhão da PM.
A Polícia Civil de Pernambuco informou que foram apreendidos com a quadrilha o dinheiro dos assaltos em Santa Cruz do Capibaribe, duas pistolas calibre 380, dois revólveres calibre 38 e uma espingarda de repetição calibre 12, além de munição. 
Viatura policial atingidas por vários disparos de arma de fogo — Foto: WhatsApp/Reprodução – Fonte – https://www.portaldiario.com.br/noticias/policial/425420/oito-suspeitos-de-envolvimento-na-morte-de-pm-sao-mortos-na-paraiba-vereador-faz-parte-do-grupo.html
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Um dos mortos na operação foi o vereador da cidade pernambucana de Betânia, Andson Berigue de Lima, conhecido como Nanaca, do Partido Progressista. Ele teria ido resgatar o irmão, conhecido como Galego de Lena, suspeito de participação no crime em Santa Cruz do Capibaribe. Esse era o líder do grupo, formado ainda por um primo desses irmãos, conhecido como Edys de Gevan.
Ainda segundo a Polícia Civil de Pernambuco, além desses três, um dos mortos é um homem conhecido como Wellington Cabeludo, também da cidade de Betânia, e uma mulher identificada apenas como Jácia de Siba, que manteria um relacionamento amoroso com Galego de Lena. Wellington e Galego possuíam mandados de prisão expedidos em ações criminosas contra bancos.
Os corpos de seis homens e duas mulheres foram empilhados na caçamba de uma picape e levados pelos policiais até a UPA de Santa Cruz do Capibaribe. No caminho até a unidade de saúde, a população aplaudiu o comboio com os cadáveres enquanto os PMs respondiam acenando para os moradores. Em tom de desabafo, o comandante do 24º Batalhão chegou a discursar e foi bastante aplaudido. Ele disse que os criminosos reagiram à abordagem e que foram socorridos pelos policiais. Os corpos foram levados ao IML de Caruaru na tarde desta terça-feira (2).
A estratégia policial de atirar para matar vem dando resultados geralmente comemorados pelos secretários de Defesa Social do Nordeste. Também não é a primeira vez que os corpos dos suspeitos são empilhados em caçambas de veículos. Bastante descentralizadas e fortemente armadas, as quadrilhas de assaltos a bancos não costumam atuar no estado de origem, o que dificulta o trabalho de investigação.
Mortes em conflitos entre quadrilhas e policiais no Nordeste:
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1 – Entre Janduís e Campo Grande (Rio Grande do Norte) – 03 de setembro de 2017.
As Polícias Militares da Paraíba e do Rio Grande do Norte apreenderam três fuzis, entre eles um AK-47, três espingardas calibre 12, duas pistolas, vários explosivos, sete coletes e dois carros, após um confronto que teve mais de meia hora de intensa troca de tiros, entre as cidades de Janduís e Campo Grande, Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Na ação, quatro criminosos que receberam os policiais a tiros foram baleados, ainda chegaram a ser socorridos pela própria PM, mas não resistiram e morreram. Eles fazem parte da quadrilha responsável por atacar, por volta das 4h40 da manhã, a agência do banco do Bradesco da cidade de Brejo do Cruz, no sertão da Paraíba.
2 – Lagoa Grande (Pernambuco) – 08 de novembro de 2017
Dois integrantes de uma quadrilha de assaltos a bancos e carros-fortes morreram em confronto com policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado na Caatinga (CIPE-Caatinga), da Bahia. Os suspeitos transitavam num veículo e foram interceptados na PE-555, em Lagoa Grande (PE), no Sertão do São Francisco. Durante a troca de tiros, três homens conseguiram fugir. A quadrilha vinha sendo monitorada pela Polícia Federal (PF) e a operação contou também com a participação da CIOSAC, equipe da Polícia Militar pernambucana especializada em combater a criminalidade no sertão.
Armas também foram apreendidas com suspeitos de ataques a bancos no interior de Alagoas — Foto: Ascom/Polícia Civil – Fonte – https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/operacao-tem-mortes-e-prisoes-de-suspeitos-de-roubo-a-banco-em-agua-branca-al.ghtml


3 – Água Branca (Alagoas) – 14 de abril de 2018.
Dois homens suspeitos de envolvimento em assalto a agências bancárias morreram durante confronto com a polícia no município de Água Branca, Sertão de Alagoas. três pessoas foram presas, além disso, quatro fuzis, escopetas, dinamites e espoletas também foram apreendidos. Os detidos e o material foram levados para a delegacia em Delmiro Gouveia.-AL.
4 – Amontadas (Ceará) – 26 de julho de 2018.
Um confronto entre policiais civis e criminosos acusados de tráfico, assalto a banco, homicídios e furtos, terminou com três mortos e um agente ferido de raspão. A operação aconteceu em Amontada, Município localizado na Zona Norte do Estado do Ceará. De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência tinha como objetivo capturar o trio, que já vinha sendo investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), e estava escondido na zona rural dessa cidade.
5 – Japaratuba (Sergipe) – 4 de setembro de 2018.
Uma troca de tiros entre policiais civis e um grupo suspeito de realizar assaltos em Sergipe deixou sete mortos na cidade de Japaratuba, além disso, foi apreendida uma grande quantidade de armas. A Secretaria de Segurança de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), informou que ação policial tem ligação com a investigação de um assalto realizado a uma agência bancária na cidade Itabaianinha-SE, realizado no início do mês de agosto.


6 – Salgueiro (Pernambuco) – 26 de setembro de 2018.
Seis homens foram mortos e um ficou ferido quando tentavam roubar um avião de transporte de valores na pista de pouso do aeroporto de Salgueiro. O dinheiro seria utilizado para abastecer um banco da cidade. De acordo a Polícia Federal, os assaltantes invadiram a pista no momento da aterrissagem do avião e abordaram o os vigilantes dos carros-fortes que transportariam o dinheiro. Os suspeitos atiraram no piloto e o obrigaram a parar a aeronave. Com os suspeitos mortos, a polícia encontrou seis fuzis e uma metralhadora ponto 50 que estava instalada em um dos veículos utilizados. 
7 – Santana de Ipanema (Alagoas) – 8 de novembro de 2018.
Uma operação da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) de Alagoas, ocorrida na zona rural de Santana do Ipanema deixou 11 mortos.  O grupo estava envolvido em um assalto a uma agência do Bradesco, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, em Águas Belas, no agreste de Pernambuco. Na operação, foram apreendidos explosivos, armas, dinheiro e uma caminhonete.
8 – Quixeré (Ceará) – 23 de novembro de 2018.
Uma tentativa de assalto a um carro-forte terminou com sete suspeitos mortos num confronto com a polícia em Quixeré. Seis fuzis e munições de diversos calibres, explosivos, coletes balísticos e outros artefatos foram apreendidos. O grupo criminoso estava dividido em três carros, em direção ao Rio Jaguaribe, para interceptar o carro-forte. O Gate foi ao local e foi recebido com disparos. Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) deu apoio aos policiais em terra. A maior parte dos criminosos transitava entre São João do Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte, Quixeré e Morada Nova. Dois eram potiguares.
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9 – Bacabal (Maranhão) – 25 de novembro de 2018.
Um grupo de criminosos calculado em 50 homens assaltou duas agências bancárias, ateou fogo em veículos e atacou um quartel militar na noite deste domingo (25) na cidade de Bacabal (MA), que fica a cerca de 240 km de São Luís, capital do estado. Três suspeitos foram mortos no confronto com policiais, sendo um deles do Tocantins.
10 – Milagres (Ceará) – 07 de dezembro de 2018
Uma tentativa de assalto a duas agências bancárias na cidade de Milagres, distante 482 km de Fortaleza, no estado do Ceará, deixou doze mortos, sendo seis suspeitos do crime e seis reféns, cinco destes de uma mesma família. Antes da investida em Milagres, a mesma organização já tinha participado de assaltos a bancos, incluindo um em Belo Jardim e outro em Santa Cruz do Capibaribe,  ambas em Pernambuco. Esse crime foi o de maior número de mortos envolvendo civis. 
11– Arapiraca (Alagoas) – 24 de fevereiro de 2019.
Quatro suspeitos foram mortos durante confronto com a Polícia Militar na madrugada do dia 24 de fevereiro após ação criminosa na agência dos Correios no município de Arapiraca, em Alagoas. Eles são suspeitos de integrar uma quadrilha de roubo a banco em Mato Grosso com atuação em outros estados. Outros três membros da quadrilha foram presos em Maceió.
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12- Lauro de Freitas (Bahia) – 13 de maio de 2019.
Três suspeitos de fazer parte da quadrilha que atacou a agência do Banco do Brasil na cidade de Barreiras, oeste da Bahia, foram mortos na tarde do dia 13 de maio em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A PM baiana informou que os suspeitos estavam em uma pousada e reagiram quando foram baleados.
13- Cocal (Piauí) – 5 de maio de 2019.
Seis suspeitos foram mortos em confronto com a polícia na zona rural de Cocal, no Norte do Piauí. Outros três foram localizados em um acampamento na região da cidade de Barras e o resultado foi o mesmo. Os grupo faria parte de uma quadrilha de roubos a bancos de Minas Gerais e teriam participado do assalto a duas agências bancárias que ocorreu no dia 30 de março, na cidade de Campo Maior, também no Piauí. Outros cinco membros do grupo foram presos.Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, todos foram mortos após reagirem à prisão.
14 – Lagarto (Sergipe) – 03 de abril de 2019.
O Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil e a Polícia Militar de Sergipe desencadearam no município de Lagarto uma operação que resultou na prisão de três integrantes de uma quadrilha baiana especializada em assaltos a banco. Seis integrantes da organização criminosa reagiram à prisão e foram mortos em confronto. Segundo investigação, eles pretendiam explodir as agências bancárias do município de Simão Dias, e se esconderam em uma casa no Povoado Açu Velho, na cidade de Lagarto, onde houve o confronto com a polícia.
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15- Barra de São Miguel (Paraíba) – 02 de julho de 2019.
Um policial militar e oito suspeitos morreram durante uma ação de uma quadrilha de assaltos a bancos no Agreste de Pernambuco no dia 1º de julho. Após parte da quadrilha assassinar um soldado da PM, oito integrantes do grupo foram mortos pelas PMs da PB e de PE em Barra de São Miguel, na Paraíba.
O OP9 é o portal que integra o maior grupo de comunicação do Nordeste. Cinco emissoras de TV e uma de rádio compõem o Sistema Opinião: TV Clube/Record (Pernambuco), TV Ponta Negra/SBT (Rio Grande do Norte), TV Borborema/SBT (Campina Grande), TV Manaíra/Band e Rádio Band News FM (João Pessoa) e TV Ponta Verde/SBT (Alagoas). Esse grupo de comunicação alcança mais de 50 milhões de pessoas mensalmente, em média.
Do blog https://tokdehistoria.com.br/tag/lampiao/ do historiógrafo Rostand Medeiros
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