Seguidores

segunda-feira, 19 de abril de 2021

A CONVERSA DO CORONEL JOAQUIM REZENDE COM LAMPIÃO

 Por Ticianeli em Eventos

Joaquim Rezende (à esquerda) conversa com Melchiades da Rocha. Foto: Maurício Moura - A Noite

A notícia da morte de Lampião, em 28 de julho de 1938, chegou ao conhecimento dos jornais da então capital do país, Rio de Janeiro, pelas mãos de um alagoano, Melchiades da Rocha, que era repórter do jornal carioca A Noite.

Foi ele quem recebeu o telegrama do seu irmão Durval da Rocha, despachado de Santana do Ipanema, em Alagoas, comunicando que “onze bandidos, inclusive Lampião, foram mortos pela polícia alagoano na fazenda Angico, em Sergipe”.

A Noite de 28 de julho de 1938, edição das 19 horas, anuncia a morte de Lampião

Naquele dia, às três horas da tarde, Melchiades havia deixado a redação quando a última edição do jornal já estava sendo impressa. Já na rua, lembrou que tinha uma carta para levar ao correio e voltou para apanhá-la.

“Nesse momento fui abordado por um solícito contínuo que me entregou um telegrama, dizendo-me: ‘é para o senhor e chegou agorinha mesmo'”, relatou o repórter.

Essa informação gerou um dos maiores furos de reportagem daquela época. Meia hora depois uma edição do jornal circulava com a seguinte título: “Morto Lampião“.

A título de curiosidade, a participação da família da Rocha no episódio não foi somente esta. Quando as cabeças dos cangaceiros chegaram à Santa Casa de Misericórdia de Maceió, foram autopsiadas pela equipe chefiada pelo Dr. Ezechias da Rocha, outro irmão de Melchiades.

Como prêmio pelo furo de reportagem, e também porque era alagoano, Melchiades recebeu a incumbência de viajar no dia seguinte para a sua terra natal e acompanhar os acontecimentos.

Na madrugada do dia seguinte, 29 de julho, o alagoano e seu colega Maurício Moura, repórter fotográfico, embarcaram no avião Tupã, do Sindicato Condor, no aeroporto do Caju, com destino a Maceió, onde chegaram às 15 horas.

Da capital alagoana, o repórter se dirigiu imediatamente para Santana do Ipanema, onde as cabeças iriam ser expostas.

No dia 30 de julho de 1938, Melchiades, já em Santana, descobriu que naquela cidade do sertão alagoano se encontrava também o prefeito recém-eleito de Pão de Açúcar, Joaquim Rezende, identificado por alguns como sendo um amigo de Lampião.

O Coronel Joaquim Rezende foi prefeito de Pão de Açúcar entre 1938 e 1941. Segundo Etevaldo Amorim no livro Terra do Sol, Espelho da Lua, a sua administração foi marcada por investimentos importantes para cidade, principalmente na melhoria das condições de moradia da população mais pobres.

Morreu assassinado em 1954, quando ocupava o cargo de delegado de Polícia. Os assassinos formam os irmãos Elísio e Luiz Maia. Elísio era então prefeito do município.

Melchiades da Rocha, em Bandoleiros das Catingas, lançado em 1942, recorda do encontro que teve com Joaquim Rezende em Santana do Ipanema.

Ele se refere ao prefeito de Pão de Açúcar como sendo “um abastado proprietário em seu município” e que ele estava em Santana também “à espera da cabeça de Lampião, pois desejava certificar-se se de fato ele havia morrido”.

A condição de amigo de Lampião ostentada por Joaquim Rezende aguçou os instintos do repórter, que começou a se perguntar o que teria levado um rico cidadão a “se tornar um afeiçoado do Rei do Cangaço”, quando era prefeito de uma cidade que poderia ser alvo das ações do bandido.

A narrativa a seguir é um valioso documento de como se davam as relações de Lampião com o poder político e econômico das regiões sertanejas vítimas do cangaço. Com a palavra Melchiades da Rocha:

Sem quaisquer etiquetas, pois nós sertanejos não somos, apenas, iguais perante a lei, apresentei-me ao Cel. Rezende e lhe disse à moda da terra:

— “Seu” Rezende, eu queria uma palavrinha do senhor!

— Pois não! — respondeu-me, amavelmente, o prefeito de Pão de Açúcar.

Momentos depois o Sr. Rezende e eu nos achávamos na sede da Prefeitura de Santana. Em poucas palavras relatei os meus propósitos ao cavalheiro que me fora apontado como sendo grande amigo de Lampião.

Após ter-me oferecido uma cadeira, o Sr. Rezende sentou-se e narrou, pormenorizadamente, como e por que se tornara amigo do Rei do Cangaço, amigo ocasional, bem entendido, pois não poderia ter sido de outro modo.

Fala o Coronel Rezende

- Conheci Lampião em 1935, época em que me escreveu ele, pedindo mandasse-lhe a importância de quatro contos de réis, prometendo-me, ao mesmo tempo, tornar-se meu amigo se fosse atendido.

 

Frente do Salvo-conduto entregue por Lampião ao Coronel Joaquim Rezende

Em resposta à carta do terrível bandoleiro, mandei dizer-lhe pelo mesmo portador que lhe daria de muito bom grado o dinheiro, mas que só o faria pessoalmente.

Três dias depois Lampião mandou-me outro bilhete do seu próprio punho, dizendo-me que me esperava às 10 horas da noite na fazenda Floresta, município de Porto da Folha, em Sergipe, recomendando-me que fosse até ali, mas não deixasse de levar o dinheiro.

Não obstante os naturais receios que tive, à hora aprazada cheguei ao local do encontro, onde permaneci até uma hora da manhã, quando surgiu um cangaceiro que, ao ver-me, perguntou-me se eu era o moço que desejava falar ao capitão. Respondi que sim.

Dentro de poucos minutos, então, o Rei do Cangaço ali se apresentava acompanhado de quatro homens, “Juriti”, “Zabelê”, “Passarinho” e “Nevoeiro”.  Ao ver o grupo aproximar-se, identifiquei logo Virgulino e a ele me dirigi, cumprimentando-o.

O famoso bandoleiro, ao contrário do que eu esperava, recebeu-me amavelmente e foi logo perguntando sobre o que lhe havia levado. Sabendo que o Rei do Cangaço gostava de beber, eu, que levava comigo três litros de conhaque, lhos ofereci.

A fim de que desaparecesse logo qualquer suspeita do bandoleiro, prontifiquei-me a ser o primeiro a provar a bebida. Encarando-me com olhar firme, Lampião me disse em tom natural: “Concordo em que o senhor beba primeiro, mas não é por suspeita e sim porque o senhor é um moço decente e eu sou apenas um cangaceiro”.

Verso do Salvo-conduto, com os seguintes dizeres:“Au Amo Joaquim Rezendis, como prova di amizadi e garantia perante os Cangaceiro. Offereci C. Lampião.”

Tomamos, então, o conhaque e, em seguida, abordei o Rei do Cangaço sobre o dinheiro que ele me havia pedido. Como resposta, disse-me ele: “O senhor dá o que quiser, pois eu dou mais por um amigo do que pelo dinheiro”.

— Esse fato — disse o conceituado comerciante de Pão de Açúcar — teve lugar no mês de agosto de 1935, e a minha palestra com Lampião durou três horas, tendo ele me falado de vários assuntos, entre os quais o relativo à perseguição de que era alvo, acrescentando que, de todas as forças que andavam em seu encalço, a que mais o procurava era a do então Major Lucena, dada a velha inimizade que o separava desse oficial da polícia alagoana, a quem reconhecia como homem de fato e dos mais corajosos.

Quanto às forças dos outros Estados, disse-me Lampião que se arranjava “a seu gosto…”, fazendo nessa ocasião graves acusações a vários oficiais dos que andavam em sua perseguição.

— Aí está como foi o meu primeiro encontro com o Rei do Cangaço. — Depois — acrescentou o prefeito de Pão de Açúcar — Lampião mandou pedir-me bebidas, charutos e também objetos de uso doméstico. Mais tarde, porém, fui informado de que ele estava empregando esforços no sentido de matar o Sr. José Alves Feitosa, ex-prefeito de minha terra que, como eu, o esperara muitas vezes ali, a fim de fazer-lhe frente, pois foi das mais terríveis a ação de Virgulino em nosso município.

Tratando-se de um amigo meu o homem que estava destinado a morrer às mãos de Lampião, procurei um pretexto para me avistar com este e não me foi difícil encontrá-lo. Todavia, após uma série de considerações, em que fui até exigente demais, Lampião, dizendo ao mesmo tempo que só fazia tal “sacrifício” para me satisfazer, prometeu-me sustar a realização de sua sanguinária intenção, declarando-me naquele momento que já tinha em campo dois homens para fazer o “serviço” lá mesmo na cidade de Pão de Açúcar, já que o visado andava resguardado, não saindo para parte alguma.

Tal conhecimento com Lampião, deixou-me, aliás, em situação crítica, pois inimigos meus denunciaram ao Coronel Lucena que eu era um dos coiteiros do celerado cangaceiro.

Ao ter ciência de tal acusação, dirigi-me ao referido oficial e lhe expus as razões que me levaram a ter contato com o Rei do Cangaço, após ter andado prevenido contra ele, longo tempo. Jamais faria isso se não fosse a situação em que, como muitos outros sertanejos, me encontrei durante longo tempo.

Intercedi, depois disso, em favor de várias firmas comerciais de Maceió e Penedo, cujos representantes teriam caído às garras do bando sinistro se não fora a minha intervenção junto a Lampião. Há dois meses passados, fui forçado, do que não guardei reserva ao Coronel Lucena, a intervir novamente em defesa de algumas vidas preciosas, no que fui feliz, conseguindo que Virgulino desistisse dos seus sinistros propósitos.

Outras informações

Expedita Ferreira Nunes filha de Lampião aos 21 anos de idade, com seu filho Dejair. Foto de setembro de 1953 Revista O Cruzeiro

Após este depoimento, Joaquim Rezende continuou a conversar informalmente com o repórter e revelou que Lampião confessara a ele que tinha uma filha fruto da relação com Maria Bonita. A menina, então com 12 anos, estava sob a guarda de um vaqueiro no município de Porto da Folha, que a adotara.

Lampião também disse a ele que entrou para o cangaço aos 16 anos de idade, aderindo ao grupo do bandoleiro Antônio Porcino. Tinha a intenção de vingar a morte do pai e de um irmão que tombaram num choque com a Polícia alagoana.

Joaquim Rezende contou ainda que Lampião tinha vontade de abandonar o cangaço para se dedicar à pecuária, pois gostava da vida no campo. O cangaceiro disse ainda que havia adquirido duas fazendas no município de Porto da Folha pela quantia de nove contos de réis e comprado dois belos cavalos em Xorroxó, na Bahia, arreando-os luxuosamente.

Diante da possibilidade apresentada pelo prefeito de Pão de Açúcar de negociar a sua rendição às autoridades de Alagoas, poupando-lhe a vida, Lampião achou boa a ideia, mas argumentou que seria impossível isso acontecer por considerar que os governos da Bahia e de Pernambuco fariam tudo para eliminá-lo.

“Não tenho dúvidas de que Lampião, se tivesse podido, havia mudado de meio de vida, pois sei que nestes últimos tempos ele não atacava senão quando se via forçado a assim proceder”, concluiu Joaquim Rezende.

…

A filha de Lampião citada por Joaquim Rezende era Expedita Ferreira Nunes. Foi criada em Porto da Folha pelo casal Manoel Severo e Aurora, que também tomavam conta de duas fazendas — provavelmente as que Lampião citou como suas, mas que são citadas numa entrevista de Expedita como de Juca Tavares, padrinho dela.

Quando Lampião morreu, Expedita tinha cinco anos e nove meses. Isso indica que a informação de Joaquim Rezende sobre a idade da filha, 12 anos, estava errada. É possível que Lampião tenha falado 2 anos e não 12.

Expedita, depois dos 8 anos, foi viver com seu tio João Ferreira da Silva, o Joca Ferreira.

 https://www.historiadealagoas.com.br/a-conversa-do-coronel-joaquim-rezende-com-lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

" TÚMULO DA FAMÍLIA SILVA BRITO ". Cemitério Público de JATI-Ce.

 Por Luis Bento

Sepultado neste " Túmulo " o jovem cobrador de Imposto Estadual do então Macapá atual Jati-Ce, " Antônio Marrocos de Carvalho ". Mais uma vítima do sombrio apogeu do Coronelismo em terra cearense.

Marrocos foi covardimemto assassinado com um tiro a queimar-roupa, pelas costas, da arma do Tenente Veríssimo Alves Gondim na fazenda " Guaribas " propriedade de Chico Chicote no município de Porteiras-Ce em primeiro de fevereiro do ano de 1927.

Foto:

Antônio Marrocos de Carvalho.

Pesquisador:

LUÍS BENTO.

JATI 18/04/21/

 https://www.facebook.com/photo?fbid=931748767589842&set=pcb.931748824256503

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA

Por Serra Talhada

Virgolino Ferreira da Silva, serra-talhadense, é o nome de nascimento do Rei do Cangaço, mais conhecido como: Lampião. Mas por que o Rei do Cangaço recebeu este "apelido"?

Lampião era um cabra desconfiado e perverso. O apelido que usava era o seu maior orgulho. Foi lhe dado num combate quando se filiou ao cangaço do famoso Luiz Padre. Na peleja, travada ao descambar da tarde, Virgolino atirava com tanta rapidez que da boca do seu rifle saia verdadeira faixa de fogo, iluminando o chão.

- Disseram: "Nós não precisa mais de Sol porque já temos um lampião". Gritavam os cangaceiros. E desde aí ficou ele com o seu nome de guerra consagrado.

Foto: "Este registro foi feito quando o grupo de Lampião invadiu e saqueou a cidade de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, em 15 de Junho de 1927". O autor é desconhecido. O acervo de origem é o Museu do Ceará.

  https://www.facebook.com/groups/508711929732768

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NASA DIVULGA IMAGENS DE HELICÓPTERO FUNCIONANDO EM MARTE

Jornal O Globo

https://www.youtube.com/watch?v=7GlW9bgctXo&ab_channel=JornalOGlobo

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA divulgou a primeira imagem de um helicóptero funcionando em Marte, o Ingenuity. É apenas um teste para, pela primeira vez, a aeronave decolar e realizar o primeiro voo, previsto para 12 de abril. 

ASSINE O GLOBO: http://assineoglobo.globo.com/​ 

INSCREVA-SE NO CANAL: http://bit.ly/2BQvqB4​ 

O SITE: https://www.oglobo.globo.com​ 

OS PODCASTS: https://oglobo.globo.com/podcast/​ 

O FACEBOOK: https://www.facebook.com/jornaloglobo​ 

O TWITTER: https://twitter.com/jornaloglobo​ 

O INSTAGRAM: https://www.instagram.com/jornaloglobo/​ 

AS NEWSLETTERS: https://oglobo.globo.com/newsletter/c...

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PARA DESOPILAR E RECORDAR - CANTOR CARLOS ALEXANDRE

https://www.youtube.com/watch?v=EWTttrvEGLU&ab_channel=RegivandoAlves

Pedro Soares Bezerra, conhecido como Carlos Alexandre, (Nova Cruz, 1 de junho de 1957 — São José do Campestre, 30 de janeiro de 1989) foi um cantor brasileiro.

Biografia

Filho de Gennaro Bezerra Martins e Antonieta Feconstinny Bezerra, Carlos Alexandre nasceu em Nova Cruz, e viveu toda a sua vida no bairro Cidade da Esperança, na Zona Oeste de Natal. A carreira de Carlos Alexandre começou em 1975 quando, ainda utilizando o nome artístico de "Pedrinho",[1] teve sua primeira música gravada. Em 1977, foi rebatizado como Carlos Alexandre[2]. O radialista Carlos Alberto de Sousa levou-o para a RGE, pela qual gravou um compacto simples com as canções "Arma de Vingança" e "Canção do Paralítico" que vendeu 100 000 cópias, seguindo-se o grande sucesso, "Feiticeira", com 250 000 cópias vendidas.

No dia 30 de janeiro de 1989 o cantor se envolveu em um acidente na estrada estadual RN-093, que liga os municípios de Tangará e São José do Campestre, na região da Borborema potiguar, divisa das regiões Agreste com Trairi do Rio Grande do Norte, quando havia saído de um show e seguia para sua casa em Natal, na época o cantor havia lançado recentemente o disco Sei, Sei. No seu repertório de sucessos, encontramos canções como "Feiticeira", "Cartão Postal", "Sertaneja" e "A Ciganinha".

O cantor morreu em 30 de janeiro de 1989 em um acidente de carro entre São José de Campestre e Tangará, quando voltava de um show[3] em Pesqueira, em Pernambuco. O velório ocorreu no ginásio de esportes de Cidade da Esperança e o enterro, que reuniu milhares de fãs foi no Cemitério Bom Pastor, no dia 31 de janeiro. Segundo matérias publicadas na época, ele foi sepultado ao som da multidão cantando Feiticeira.[4]

“

Até hoje sinto muito a falta dele. Ainda guardo a camiseta suada que ele vestia antes de viajar. As últimas palavras que disse a ele foram: leve um pedaço do meu coração e deixe um pedaço do seu.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

domingo, 18 de abril de 2021

MIGUEL SARAIVA, PERSONAGEM EMBLEMÁTICO DA HISTÓRIA LAMPIÔNICA DE AURORA.

Por Por José Cícero

Quando se vai discorrer sobre as últimas duas passagens de Lampião e seu bando pelo município de Aurora no Cariri cearense e, principalmente, no que se refere a terrível trama para à invasão de Mossoró no ano de 1927 é preciso nunca esquecer do papel exercido pelo rurícola e vaqueiro Miguel Saraiva do Diamante.

Um personagem que, embora ainda hoje seja pouco conhecido e quase nunca relatado na literatura do fato, pelo menos, a altura da real importância que desempenhou para o desenrolar dos acontecimentos. Antes, durante e depois(junho e Julho) da fracassada invasão à cidade potiguar. Que, ao lado de Angico, foi um dos pontos mais relevantes e discutidos da história do cangaço nordestino

De modo que é preciso por conta desta lacuna histórica, lançar nova luz sobre a famosa reunião ocorrida na fazenda Ipueiras de propriedade de Zé Cardoso e do coronel Isaías Arruda, dois afamados coiteiros do rei do cangaço da região, assim como o coronel Santana da Serra do Mato em Jamacuru, Missão Velha.

No encontro da Ipueiras estiveram presentes, além dos dois proprietários e de Lampião com parte do seu bando, Massilon Leite e Júlio Porto, este último, como representante do potentado Décio Holanda de Pereiro.

Há rumores, inclusive, de que outros ricaços tb participaram da reunião.Uns, com interesses financeiros e outros, de caráter meramente políticos.

Presente ou não no citado encontro da Ipueiras, Miguel Saraiva foi a ponte confiável de comunicação entre Lampião e o coronel. Dado que, Virgulino nunca pernoitou de fato, nem ficava muito tempo na fazenda de Cardoso, visto que a mesma era muito próxima da cidade que já possuía a estação de trem e o aparelho de código morse, duas coisas que não agradavam o temido e experiente cangaceiro.

De modo que, todas às vezes que esteve em Aurora. Lampião preferiu a segurança do coito oferecido por Miguel Saraiva no serrote do Diamante a ficar na tal fazenda.

O serrote do Diamante era um local distante, inóspito e de difícil acesso. O que garantia segurança, melhor descanso e tranquilidade para o bando, além de ser um lugar bastante elevado que possibilitava uma boa visão do ambiente no seu entorno pelos olheiros de plantão. Como ainda, a farta alimentação oferecida por Saraiva, Cardoso e o coronel.

Desconfiado como era, Lampião num primeiro momento só confiava nas informações de Miguel Saraiva. Assim, o mesmo logo se transformou no homem de confiança do cangaceiro.

De sorte que, toda comunicação, recados, alimentos, contatos pessoais, armas e munições entre o QG da Ipueiras e o Diamante eram feitos por intermédio de Saraiva sob às ordens expressas de Lampião.

Cumpre destacar ainda que alguns jagunços de Aurora precisamente do riacho das Antes, bem como do próprio bando particular do coronel Isaías Arruda também se juntaram aos de Lampião para a empreitada do rio grande. Mas antes tiveram necessariamente que ter o confiável aval de Miguel Saraiva. Do contrário, segundo dizem, Lampião não aceitaria como forma de evitar algum engodo no aspecto de espionagem.

Existem tb algumas informações esporádicas de que durante o cerco da Ipueiras, no retorno do bando de Mossoró, Lampião com os seus, só não foi envenenado durante o episódio da comida oferecida, porque Miguel Saraiva não concordou com tal ação. Tendo alertado o rei do cangaço sobre a suposta tentativa de envenenamento. Os cangaceiros milagrosamente conseguiram se safar de ambos os planos com o objetivo de dar cabo de Lampião.

Além do cerco e do tiroteio que se seguiram e que culminou com o Incêndio da 'manga', esta foi mais uma estratégia fracassada dos que tentaram prender ou aniquilar Lampião.

Tendo assim Saraiva salvo a vida do chefe cangaceiro e por via de consequência de todos os que compunham o seu bando.

Miguel Saraiva dos Santos, leal e autêntico trabalhador do eito sertanejo da Aurora, morreu aos 62 anos de ataque cardíaco. Deixou uma grande prole familiar, quer seja, 22 filhos: 17 homens e 5 mulheres dos quais atualmente apenas 6 ainda se encontram vivos, residentes nas cidades de Aurora, Barro e Juazeiro do Norte.

# Prof. José Cícero

Escritor, poeta e pesquisador.

> foto: Miguel Saraiva e sua esposa Josefa Saraiva dos Santos.

cortesia do amigo V. Zelto, neto do casal.

www.prosaeversojc.blogspot.com

https://www.facebook.com/profile.php?id=100011331848533 

VOCÊ SABE O QUE É UMA FACA GP?

Por Heitor Feitosa Macedo

Foto de Oriosmídio

As facas estão intimamente ligadas à história dos sertões. Quando os europeus chegaram ao Brasil, já encontraram os índios utilizando a quicé, tipo de ferramenta perfuro-cortante feita de rochas ou pedaços de meteoritos. Durante as marchas invasoras dos portugueses, espanhóis, franceses e holandeses, as facas metálicas caminhavam nos cós assegurando o esfolamento das caças; bem como o corte de varas para a cobertura das latadas dos ranchos e arraiais.

Elas também eram úteis aos vaqueiros para "dar o tope" nos bois "erados" que, com chifres amolados, se viravam para brigar, pois, não raro, os cornos atravessavam a gualdrapa das selas e espatifavam as tripas dos cavalos. Na chamada "civilização do couro", as facas eram imprescindíveis para o corte das solas, no fabrico de alpercatas, chapéus, gibões, arreios, entre outros. Além disso, as facas de ponta eram fundamentais para decidir as guerras do sertão, as guerras basílicas (que não seguiam as regras dos códigos militares da Europa). Antes da invenção das armas de repetição, os bacamartes, depois de acionados, deveriam ser recarregados, tal qual as espingardas socadeiras, e, nesse intervalo, os índios levavam vantagem sobre seus adversários lançando dezenas de flechas e dardos de projeção das "hyhyté". 

As espadas não tinham muita utilidade nas refregas dentro das matas, pois a folhagem emperrava a amplitude das longas lâminas. A solução era "bater mão" das facas de ponta e "cair pra dentro". Os estilos dessas facas são bem tradicionais. Existem as Mineiras, com lâminas num formato mais triangular; as Sorocabanas, disseminadas pelo Terço dos Paulistas (tropas militares irregulares contratadas para lutar contra a revolução de Palmares e contra os índios dos sertões do Nordeste), dotadas de lâminas compridas e cabos com declive nas extremidades; e as Nordestinas, com lâminas extremamente pontiagudas, a exemplo das que são denominadas "língua de peba" (mais estreitas) e as "cumatãs" (com folhas mais espessas, geralmente, com formato semelhante a uma espécie de peixe dos sertões nordestinos conhecido por curimatã, daí, "cumatã). Dentre as Nordestinas, têm fama as Carocas, Santa Luzia, Pajeuzeiras e Bartas do Jardim. 

Nos documentos do século XVIII, é comum encontrar relatos de tais "facas de ponta" ("parnaíbas") e outras "armas curtas" (pistolas, semelhante às garrunchas) serem proibidas por lei. Afora o primeiro cuspe de fogo dos trabucos, a outra arma que colocava as facas de ponta na desvantagem eram os cacetes de jucá, de preferência os "quiri" ou "quinrim", os quais eram mais curtos e, por isso, de melhor manuseio no meio da vegetação. No Cariri cearense, essa tradição parece ser bem antiga e, no início do século XX, um grupo de ferreiros fez história, os da Barra do Jardim, no município do mesmo nome. 

Lá, a família Pereira (aparentada da família dos "Caboco") montou uma tenda ou loja de ferreiro vindo a produzir facas e punhais até mesmo para o célebre Lampião. Essas "lambedeiras" foram batizadas por "barras do Jardim" ou "jardineiras". Um desses ferreiros era Geraldo Pereira (filho do artesão José Pereira), o qual assinava suas obras com a sigla GP. Entre os irmãos, Geraldo era conhecido pelo trabalho mais refinado. Um acabamento impecável. 

Os cabos, principalmente, são de uma arte genuína, únicos, tudo feito à mão, em metal amarelo, em alpaca (falsa prata), chifre de boi; e, algumas, com pedras preciosas, alianças de ouro, a depender do bolso do dono da encomenda. No ano de 2018, recebí de um colega a foto dessa GP, cujo dono desconheço. A foto pode ser ruim, mas a arte é das melhores. Atualmente, estou edificando um museu particular, tímido e despretensioso, no qual junto essas "catrevagens", para que, assim, possamos lembrar dessa arte afiada, dotada de lâmina já cega e (re)corte histórico interessantíssimo (Texto: Heitor Feitosa Macêdo/ Foto: Orismídio).

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1626412084234396&notif_id=1618767830230964&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PARA DESOPILAR E RECORDAR

 https://www.youtube.com/watch?v=Ias6-s8OTxg&ab_channel=Kadupopmusic

José Roberto (Cantor)

José Roberto Sá, conhecido como José Roberto, (Salvador, 25 de setembro de 1952) é um cantor e compositor brasileiro. Teve auge na carreira durante a Jovem Guarda onde emplacou grandes sucessos como "Benzinho", "Pra nunca mais chorar" e "Lágrimas nos olhos". Possui mais de 45 anos de carreira.

Nascido em Salvador vivia cantando musicas de Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves e Antonio Dias, ídolos da década de 1960. Descobriu o dom artístico em 1966, quando se apresentou em uma programa de calouros chamado "Céu ou Inferno". Acompanhado pelo maestro "Carlos Lacerda", fez sua apresentação interpretando uma música italiana e recebeu nota "8".

Se tornou um cantor profissional em 1967 quando foi para o Rio de Janeiro a convite de "Evandro Ribeiro", na época um gerente geral de uma gravadora "CBS" (hoje Sony Music). "Mãe Iê" e "Deixa meu cabelo em paz" foram seus primeiros sucessos.

Durante a carreira, José Roberto foi interprete de grandes canções. "Eu não presto, mas eu te amo" que também foi gravada pelo cantor Demétrius e "Lágrimas nos olhos", composta por Raul Seixas, abriram os caminhos de sua trajetória no Estado de São Paulo. Na época de lançamento de "Lágrimas nos olhos", foi também lançada a canção "Skyline Pigeon" do britânico Elton John que tomou o primeiro lugar nas paradas de sucesso no Brasil deixando José Roberto em segundo lugar. José Roberto tem 18 LPs gravados além de diversas coletâneas em CD.

Vida Pessoal[editar]

Foi casado com uma das bailarinas do programa do Chacrinha chamada "Angélica a quem compôs uma canção de mesmo nome. Deste casamento teve um filho e uma filha, dos quais já lhe deu um neto cada um. O divórcio com a ex chacrete foi amigável. Atualmente é casado com a ex modelo fotográfico Adriana Curvelo.

Curiosidades[editar]

Durante uma entrevista cedida a Rádio 9 de julho José Roberto foi perguntado se tinha medo de morrer. Em resposta o cantor afirmou que não tinha medo da morte, mas sim medo de como iria morrer, pois há muitos tipos de morte. Afirmou ter medo de ser assassinado e de sofrer na hora da morte. Gostaria morrer como seus familiares, sem sofrimento.

 https://pt.everybodywiki.com/Jos%C3%A9_Roberto_(Cantor)

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ADÍLIA A VAIDOSA.

 Por Alves Heverson

Adília em 2002, meses antes de falecer aos 82 anos.

Nasceu em Sergipe no ano de 1920. Entrou para o cangaço em 1936 aos 16 anos de idade. Extremamente vaidosa, adorava se maquiar e usar adornos de ouro e prata. Por 2 anos viveu o inferno nas mãos do companheiro Canário que por várias vezes tentou matá-la. 

Entregou-se às volantes em 1938 após a morte de Lampião. Ficou 4 dias presa. Em liberdade se casou e constituiu família.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ARIANO SUASSUNA: NÃO TROCO O MEU "OXENTE" PELO...


https://www.pensador.com/frase/NTk2MDE0/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


FESTA DE CANTADORES

 Por José de Rosa Maria



Hoje às dezenove e trinta

Vai ter festival aqui.

E eu vou com Zé Albino

Cantar como Bem-ti-vi...

Josué ou Serrador-

Na festa do cantador...

Janailson de Apodi.

 

https://www.facebook.com/photo?fbid=1554643758065558&set=a.125013001028648

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sábado, 17 de abril de 2021

RASTEJADORES - HOMENS-CHAVES DAS VOLANTES POLICIAIS NO COMBATE AO CANGAÇO. FINAL.

https://www.youtube.com/watch?v=NydctEvbSVo&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

DOCUMENTÁRIO: RASTEJADOR, SUBSTÂNTIVO MASCULINO. Origem: Canal Thomaz Farkas. Sinopse: Relato de um rastejador, que ajudava as volantes a encontrar rastros dos cangaceiros na caatinga e seus conhecimentos para sobreviver neste ambiente. Batista e Joaquim Correia Lima são profissionais que trabalharam como rastejadores, pessoas dedicadas a caçar animais e que posteriormente foram usadas para rastrear pessoas, servindo como fiel e eficiente auxiliar nas volantes, durante o movimento do cangaço no nordeste brasileiro. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Data e local de produção Ano: 1969 País: BR Cidade: São Paulo Estado: SP Certificados Certificado de Produto Brasileiro: B0600502100000 de 28.04.2006. Data e local de lançamento Data: 1972.08.28 Local: Rio de Janeiro Gênero: Documentário. Termos descritores: Caça; Agricultura; Nordeste; História; Fazenda; Igreja Católica Descritores secundários: Alimentação; Cangaço. Termos geográficos: Santa Brigida - BA. Produção: Produção: Farkas, Thomaz. Produção executiva: Pallero, Edgardo; Muniz, Sergio. Distribuição: Companhia(s) distribuidora(s): Difilm - Distribuição e Produção de Filmes Brasileiros Ltda. Argumento/roteiro: Roteiro: Cinema de Cordel Pesquisa: Muniz, Sérgio Direção: Direção: Muniz, Sérgio Assistência de direção: Trevisan, João Silvério Fotografia: Direção de fotografia: Farkas, Thomaz. Assistência de câmera: Trevisan, João Silvério Som: Som direto: Lopes, Sidnei Paiva Montagem Edição: Muniz, Sérgio. Assistente de montagem: Machado, Maria Alice. Dados adicionais de música: Instrumentista: Calunga, Antonio - berimbáu de bôca. Locação: Nordeste. Identidades/elenco: Batista Lima, Joaquim Correia Narração: Bastos, Othon.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RASTEJADORES - HOMENS-CHAVES DAS VOLANTES POLICIAIS NO COMBATE AO CANGAÇO. PARTE I.

https://www.youtube.com/watch?v=mcmVfDRj968&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

DOCUMENTÁRIO: RASTEJADOR, SUBSTÂNTIVO MASCULINO. Origem: Canal Thomaz Farkas. Sinopse: Relato de um rastejador, que ajudava as volantes a encontrar rastros dos cangaceiros na caatinga e seus conhecimentos para sobreviver neste ambiente. Batista e Joaquim Correia Lima são profissionais que trabalharam como rastejadores, pessoas dedicadas a caçar animais e que posteriormente foram usadas para rastrear pessoas, servindo como fiel e eficiente auxiliar nas volantes, durante o movimento do cangaço no nordeste brasileiro. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Data e local de produção Ano: 1969 País: BR Cidade: São Paulo Estado: SP Certificados Certificado de Produto Brasileiro: B0600502100000 de 28.04.2006. Data e local de lançamento Data: 1972.08.28 Local: Rio de Janeiro Gênero: Documentário. Termos descritores: Caça; Agricultura; Nordeste; História; Fazenda; Igreja Católica Descritores secundários: Alimentação; Cangaço. Termos geográficos: Santa Brigida - BA. Produção: Produção: Farkas, Thomaz. Produção executiva: Pallero, Edgardo; Muniz, Sergio. Distribuição: Companhia(s) distribuidora(s): Difilm - Distribuição e Produção de Filmes Brasileiros Ltda. Argumento/roteiro: Roteiro: Cinema de Cordel Pesquisa: Muniz, Sérgio Direção: Direção: Muniz, Sérgio Assistência de direção: Trevisan, João Silvério Fotografia: Direção de fotografia: Farkas, Thomaz. Assistência de câmera: Trevisan, João Silvério Som: Som direto: Lopes, Sidnei Paiva Montagem Edição: Muniz, Sérgio. Assistente de montagem: Machado, Maria Alice. Dados adicionais de música: Instrumentista: Calunga, Antonio - berimbáu de bôca. Locação: Nordeste. Identidades/elenco: Batista Lima, Joaquim Correia Narração: Bastos, Othon.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A MEMÓRIA DE UM COMBATENTE CANGACEIRO.

Por Geovan Farias

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 

VIÚVA FALA SOBRE CHICO ANYSIO DEIXAR FILHO FORA DO TESTAMENTO: 'A RELAÇÃO DELES ERA COMPLICADA’ - "SÓ COMO ARQUIVO NO BLOG"

 

Nesta segunda-feira, dia em que completa 8 anos da morte de Chico Anysio, Malga de Paula, viúva do comediante, concedeu uma entrevista ao canal "Na Lata", de Antônia Fontenelle, falando pela primeira vez sobre a anulação do testamento do ex-marido. A escritora e empresária, de 50 anos, contou como era a relação de Lug de Paula, o intérprete de Seu Boneco, da "Escolinha do Professor Raimundo", com o pai. Para quem não sabe, o nome de Lug ficou de fora da partilha de bens do comediante.

“A relação deles era muito complicada. Eu fiquei casada com o Chico durante 14 anos, e nesse momento tiveram umas cinco, seis, sete vezes que o Lug desaparecia. Ele implicava com alguma coisa que o pai ou os irmãos tivessem feito e desaparecia, não falava com ninguém”, contou Malga.

Ela também lembrou que Lug não compareceu ao velório do pai: “Os irmãos ficaram muito chateados com isso. Chamavam ele porque o pai estava morrendo. Ele não veio e dizia ‘que o pai já tinha morrido há muito tempo’. Quando o pai morreu, ele não veio, na cremação do pai, ele não veio, na missa de sétimo dia, ele não apareceu. Na missa de um mês, ele ficou furioso com a minha secretária, que deixou um recado para ele", lembra ela.

Malga lembrou como Chico Anysio se referia a Lug: “Apesar desse relacionamento complicado, ele amava o Lug. "Ele achava que o Lug era o filho mais talentoso que ele tinha”.

Ela acredita que Chico tirou o nome do filho do testamento num momento de impulsividade, quando o comediante estava internado num hospital.

"Ele estava bravo com o Lug por alguma razão e chamou o testamenteiro incompetente e mandou tirar o filho do testamento. Três meses depois de fazer esse testamento, o Chico foi para o CTI e veio a falecer. Tenho certeza que se o Chico tivesse vivido mais um ano, ele teria mudado", lembra ela, contando que o filho só apareceu quando soube que o nome dele não constava no testamento.

Divisão do patrimônio

Inventariante do testamento, Malga di Paula conta na entrevista que Chico deixou os bens materiais para ela e o patrimônio intelectual para os seis filhos. "Não faço a menor ideia de quanto realmente vale", afirma. Malga diz ainda que não fala com os filhos do comediante desde da morte do ex-marido e confirmou que o apresentador Silvio Santos chegou a oferecer, na época, R$ 70 milhões pelo patrimônio intelectual de Chico.

https://extra.globo.com/famosos/viuva-fala-sobre-chico-anysio-deixar-filho-fora-do-testamento-relacao-deles-era-complicada-24324229.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

" TÚMULO DA FAMÍLIA PEREIRA ".

 Por Luís Bento

Cemitério Público de JATI-CE.

Foi sepultada neste " Túmulo " em 15 de julho de 1972, " Alina Epolina de Sá, Dona Lina, primeira companheira de Sebastião Pereira da Silva, Senhor Pereira, primeiro chefe Cangaceiro de Lampião.

Alina Epolina de Sá, nasceu em 02 de fevereiro de 1903, em Vila Bela atual Serra Talhada Pe,

Filha de: José Oliveira de Souza e

Filomena Epolina de Sá.

Certidão de Óbito:

Fonte, Cartório Silva

Tabelião, Wilton da Silva Brito.

Pesquisador:

LUÍS BENTO

JATI 17/04/21/.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

REVISITANDO A FAZENDA ESPADUADA QUE PERTENCEU AO CÉLEBRE CORONEL BAIANO JOÃO SÁ.

Por Geraldo Júnior 

https://www.youtube.com/watch?v=6N3zZ2rdP6E&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

INSCREVAM-SE TAMBÉM NO CANAL "ARQUIVO NORDESTE". ACESSEM: https://www.youtube.com/channel/UCjSU...​ Visitamos novamente a famosa Fazenda Espaduada que no passado pertenceu ao célebre coronel baiano João Sá, notório coiteiro de Lampião e um dos coronéis mais influentes do estado da Bahia em sua época. Os amigos pesquisadores e colaboradores do canal, José Francisco Gomes de Lima e Sandro Leite Cavalcanti "Sandro Lee" estiveram na fazenda e fizeram uma minuciosa varredura por toda a extensão da fazenda e no interior da casa grande, como nunca antes realizada. Uma viagem ao passado rumo ao tempo dos jagunços, cangaceiros e coronéis. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. 

Seja membro deste canal e ganhe benefícios: 

https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANGAÇO - CERCADO PELA VOLANTE - PEDRO DE TERCILA

 Por Aderbal Nogueira

Terceiro vídeo em sequência de seu Pedro de Tercila. Agradeço aos amigos Jairo Luiz Oliveirae Washington Rodrigues por essas imagens importantíssimas de um amigo e coiteiro de Lampião. 

https://www.youtube.com/watch?v=ZleJ3cvLEHc&fbclid=IwAR05-YoJ3Jrz8J5vBF4RSEEJZxyoIdrmjJsm1s3wxmiB19jSFcNS1VDbRGs&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Seu Pedro era vaqueiro do coronel Eronildes. Quem ainda não assistiu as duas primeiras partes elas estão no meu canal no youtube "Aderbal Nogueira cangaço".

https://www.youtube.com/watch?v=ZleJ3cvLEHc&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PUBLICAÇÃO DE GRUPO Lembranças em papel A MORTE DE JARARACA NA LITETATURA DO CANGAÇO

Por Marcílio Falcão - Professor de história da UERN

Resumo:

O presente artigo analisa a produção da escrita morte do cangaceiro jararaca ( José leite de Santana) à partir das obras Lampião em Mossoró( Raimundo Nonato), A flor de romances trágicos ( Câmara Cascudo) e A Marcha de Lampiãoà Mossoró ( Raul Fernandes), debatendo sobre as construções das narrativas sobre o assassinato do cangaceiro Jararaca, em 19 de junho de 1927 na cidade de Mossoró.

Em 1955, RaimundoNonato pública pela Potengi, o livro " lampião em Mossoró" . O autor reuniu muitos documentos sobre ataque dos cangaceiros a Mossoró. Notícias de jornais, depoimentos de autoridades civis e militares, boletins bibliográficos da coleção mossoroense, trabalhos em literatura de cordel como os de José Pereira lira ( a derrota de lampião em Mossoró) e " À vida de Lampião nos sertões" bem como o diário do coronel António Gurgel e os depoimentos dos cangaceiros Francisco Ramos de Almeida ( mormaço) Miguel Inácio dos Santos ( casca groca) é Manoel Ferreira( bronzeado) que apresentam informações sobre a presença de lampião no Rio Grande do Norte e a trajetória dos seus comandados em Mossoró.

Quando se refere à morte de Jararaca, Nonato utilizá as i formações e impressões do livro " nos tempos de lampião", do escritor cearense Leonardo Mota. Publicado em 1930, foi esse trabalho que apresentou de forma impressa, os primeiros comentários sobre a possibilidade de Jararaca ter sido assassinado pela polícia em Mossoró. No entanto, essa versão só ganha força, em Mossoró com RaimundoNonato ( lampião em Mossoró, 1955) é Câmara Cascudo ( flor de romances trágicos,1966) quando suas obras passam a ser lidas tanto pela elite local, como nos espaços de leitura da cidade ( biblioteca Municipal do colégio diocesano.

A partir de "lampião em Mossoró" , outros escritores se debruçam em comentar sobre as condições em que ocorreu a morte de Jararaca é produzir outros comentários sobre o acontecimento. Assim, após 28 anos as notícias sobre o falecimento de Jararaca reaparecem e apresentam detalhes omitidos em 1927. À maior parte dessas particulidades parte da publicação de LeonardoMota, que escrevendo sobre o acontecimento, comentava sobre o fim de um dos mais perigosos cangaceiros que o sertão conhecerá, estando o seu corpo no cemitério São Sebastião, em Mossoró.

O que continuava intrigando não eram os diversos é contraditórios relatos que levaram a sua morte do cangaceiro, mas os significados que passam a ser dados a essas narrativas sobre a morte de Jararaca. Porque levou tanto tempo para o trabalho do escritor ser utilizado? As lembranças sobre o ataque traziam à tona as lembranças sobre a trajetória de Jararaca em Mossoró. Os relatos dos jornais locais, que na época só publicaram pequenos fragmentos do acontecimento, com poucas informações, cedia espaço após três décadas as narrativas que tinham sido silenciadas.

Citando Leonardo da Mota, RaimundoNonato pública a versão que afirma que "jararaca morreu, mas não foi de morte morrida, foi de morte matada" é ampliando-a, do memorialista cearense, cita que ao chegarem ao cemitério, os policiais mostraram ao cangaceiro: uma cova aberta lá no canto, quase fora do

" sagrado" e lhe perguntaram para o que era aquilo... foi quando jararaca falou froncado e destemido. Saber de certeza não sei não mas estou calculando...

Não é para mim? Agora isso só se faz porque me vejo nessas circunstâncias, com as mãos inquiridas e desarmado! Um gosto não deixo pra vocês: é se gabarem de eu pedir que não me matassem.

Matem!matem!, que matam mas é um home! Fique sabendo que vocês vão matar o homi mais valente que pisou nesta.

Essa narrativa apresenta jararaca como o cangaceiro valente, destemido, que não se curva diante dos seus inimigos, mesmo que seja em condições que levam à sua morte. Jararaca é apresentado como um sujeito que desafia seus inimigos mesmo em condições desfavoráveis. Não foge de seus posicionamentos, não pede perdão ou misericórdia aos seus carrascos. Mantem-se a imagem do homem valente, destemido, corajoso, que não se curva diante dos seus adversários. Nota-se que essas narrativas divulgam certas características dos cangaceiros que estavam presente no imaginário popular, isto é, os cangaceiros são idealizados como sujeitos FORTES e corajosos até na hora da morte.

A idealização de Jararaca como o homem mais valente que já pisou nesta terra vai de encontro da dubiedade da imagem do cangaceiro para uns, era sanguinário, frio e cruel, mas para outros era um ser valente, vingador, cumpridor da palavra é que protege os amigos.

Jararaca passa a ser apresentado como um sertanejo valente, destemido, que não se abate diante da morte anunciada. Sua vida de cangaceiro é a tensão de suas atividades no cangaço em torno da violência podem ter contribuido para transformar suas preocupações diante da morte, a ponto de te-la como algo muito próximo. As empreitadas as vilas e pequenas cidades no intuito de saquea-las, fizeram com que o apego ao sagrado fosse uma constante a esses indivíduos, mas isso não impedia que o perigo da morte não estivesse presente no quotidiano desses indivíduos.

Por outro lado existe a possibilidade do desespero ante a morte anunciada. Nessas condições, as expressões, matem! Matem! Podem funcionar como válvula de desespero diante da morte real ou de sua possibilidade. Essas expressões levam os escritores depoentes a recorrer em e produzirem lembranças sobre tal situação, mesmo sabendo que a morte não é " fácil de ser encarada como fato corriqueiro", banal e sem significado mesmo sendo essa sua única condição. Querer dar a morte um significado é uma tentativa da nossa espécie para nós proteger do desconhecido e da própria morte. O significado sobre a morte, nesse caso, passa a ser produzidas em memórias fragmentadas diferentes, presentes nas obras sobre o cangaço, e que fez circular a noção de morte trágica como condição que favorece uma ressignificacao do ser social ( no caso o cangaceiro jararaca) diante da morte, permitindo-lhe a possibilidade do perdão pelos crimes cometidos em sua vida de cangaceiro.

Assim, quem morre em junho de 1927 é o cangaceiro jararaca, e quem nasce para uma nova vida, é o homem José leite de Santana, isso se torna possível na medida em que os crimes praticados é justificado por sua trágica morte. É nesse momento que as práticas religiosas presentes na sociedade brasileira, através do catolicismo popular, são visíveis e produzem a distinção entre o ser cangaceiro( marcado pela experiência de um espaço social marcado pela exclusão e violência que fez produzir a imagem do cangaceiro) e o homem José leite de Santana, vítima de uma feroz agressão. Essas condições são gerenciadas pela presença de longas tradições cristãs no imaginário religioso em relação à morte trágica. Sensibiliza-se com o outro, ou com " a morte do outro, mostram a complexidade da formaçãocultural do nordestino no que diz respeito à suas práticas e posturas em relação ao mistério da morte.

Essas obras fizeram circular os acontecimentos que marcaram a morte de Jararaca como uma transgressão da polícia de Mossoró em 1927. Com mais rigor, o Leonardo Mota , narra a cena de morte do cangaceiro da seguinte forma:

Por trás dele um soldado, naturalnente de combinação com os outros, deu-lhe um tiro de revolver na cabeça. À bala pegou bem no mole do pé do ouvido, lá nele. O jararaca amunhecou das pernas e caiu de olho virado. Aí, os soldados o empurraram com os pés para dentro da sepultura. Só demoraram enquanto tiravam os ferros das algemas. Quando o cadáver rolou para a cova, fizeram luz é espiaram:o finado tinha caido de bruços. Mas ninguém se embarcou com isso:por cima do corpo ainda quente, as pás de terra deram o serviço.

A morte trágica é narrada de forma objetiva. Jararaca foi morto sumariamente, sem tempo para se defender e Ainda foi jogado na cova como um animal que não tiveram direito a um sepultamento. Seu corpo, segundo Leonardo é profanado no ato do sepultamento, mas com espanto o autor permite entendermos que não houve nenhuma piedade por parte dos construtores da situação em relação ao corpo que fora jogado na cova.

Nas duas obras citadas, percebe-se as diferentes formas de expor a trajetória de Jararaca após sua prisão. Na primeira o cangaceiro aparece recorrendo ao sagrado como única forma de se livrar daquela situação, isso favorece sua redenção diante dos que se sensibilizaram com sua trágica morte. Na segunda, encontramos uma narrativa que apresenta de forma minuciosa o desenrolar de um extermínio frio e calculado, quando a vítima se mantém irredutível diante da polícia e os desafia não temendo a situação que o levaria à sua morte é continua citando a forma como veio a óbito o cangaceiro é a maneira como seu corpo foi sepultado.

Em uma cultura influenciada pelo catolicismo, cujos valores relacionados à piedade e misericórdia são marcantes, a sensibilidade dos indivíduos com as narrativas orais e escritas das atrocidades cometidas por jararaca, em sua vida de bandoleiro, ganham novo sentido é passam por um processo de ressignificacao, tendo como suporte para tal a justificativa de que sua trajetória de bandido era culpa de uma sociedade que excluía é conduzia à condição de bandido.

CâmaraCascudo escreveu em flor de romances trágicos(1966) um breve comentário sobre a vida do cangaceiro Jararaca, desde sua participação no exército, até sua morte em Mossoró. À narrativa do trabalho de cascudo é ancorada por escritores como José Otávio Pereira lima, João Martins de Ataíde é LeonardoMota, ambos tecem comentários sobre o cangaceiro, os dois primeiros através da literatura de cordel.

Cascudo organizou essa obra que os fatos são narrados à partir de versos, seguidos de brevissimos comentários, onde jararaca representa o pior dos cangaceiros. Busca -se uma sequência cronológica que dê sentido à sua trajetória, desde a participação no exército, entrada no cangaço, ataque à Mossoró, sua prisão e morte.

O último poema do livro é intitulado:vida e morte de Jararaca, nele são expostas certas particulidades da relação que jararaca mantinha com suas vítimas, na maioriadas vezes um assassino frio e cruel. É importante frisar que esses poemas circulavam com facilidade em Mossoró, facilitando o acesso dessa literatura as camadas mais humildes da população local, bem como a reafirmação(ou nao) dessas representações de Jararaca. Embora jararaca fosse apresentado como o piordos cangaceiros, por sua violência, não se deve esquecer que essa literatura também faz descrições sobre sua morte é mantém a imagem que caracterizou os cangaceiros como feras vis e asquerosas como apresentam as estrofes abaixo:

No dia 19 à madrugada,

A noite estava escura e tenebrosa,

O tenente em condução bem preparada,

Transportou a fera vil e asquerosa,

Na estrada jararaca quis correr,

Foi pior, que mais tarde veio a morrer!

Pesada luta a fera assim travou

é quase que fugia dessa vez

Se não fora um soldado que o agarrou

Com força destemida altivez

Jararaca foi morto de punhal,

E enterrado num puro lamaçal

CASCUDO,Camara jararaca,2 Ed. Mossoró.

Fundação vingt un

Rosado

ICOP

REVISTA DO

INSTITUTO

CULTURAL

DO OESTE

POTIGUAR

NÚMERO12

SETEMBRO DE 2010

 https://www.facebook.com/groups/GrupoCangacologia/?multi_permalinks=4014663328590610&notif_id=1618663586072286&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com