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quinta-feira, 5 de maio de 2022

O ÚLTIMO DIA DE LAMPIÃO, O REI DO CANGAÇO E MARIA BONITA (DOCUMENTÁRIO).

Por No Rastro do Cangaço 

https://www.youtube.com/watch?v=hEZ9Ifp0AFI&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Um dos melhores documentários já produzidos sobre os momentos finais da vida de Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o Rei do cangaço, Maria Bonita e parte de seu bando de cangaceiros. O dia da morte do homem que trouxe terror ao sertão nordestino. Um trabalho sensacional acerca das últimas horas do Rei do Cangaço. Rico em detalhes e com depoimentos raríssimos, inclusive de Joca Bernardo, aquele que, segundo a história do cangaço nordestino, foi o traidor e o grande responsável pela derrocada de Lampião, sua morte, extermínio de alguns de seu grupo, e por conseguinte, o fim do Cangaço. Fato ocorrido no dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico na época pertencente ao município de Porto da Folha/SE. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço Vejam também: https://youtu.be/xxI3SMSW_d0 https://youtu.be/rdsFsqPrINU https://youtu.be/WgJ2gzzmbXQ https://youtu.be/w689lMdvUN0 https://youtu.be/sqhWYPAy2uE https://youtu.be/ZEE32oCF7oA https://youtu.be/HH4xN9FOiQg https://youtu.be/cRvkUIonWEc https://youtu.be/3wuCmkQyaII https://youtu.be/Y1kh7Js_lhA https://youtu.be/rl0RucODGec https://youtu.be/pmPvnN9JRL8 https://youtu.be/cPMXW02sFGs UM FORTE ABRAÇO!

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

CANTORES DA ÉPOCA DA JOVEM GUARDA QUE JÁ FALECERAM

 Por Eudes Alves Oficial

https://www.youtube.com/watch?v=JkVaJM1zbsw&ab_channel=EUDESALVESOFICIAL

ATENDENDO A MUITOS PEDIDOS VAMOS HOMENAGEAR GRANDES NOMES QUE FIZERAM PARTE DE UMA DAS MELHORES FASES DA NOSSA MÚSICA. A JOVEM GUARDA. JERRY ADRIANI MÁRCIO ANTONICCI DOS VIPS. CANTORA VANUSA. VALDIR ASSUNÇÃO DOS GOLDEN BOYS. ROBERTO CORREA DOS GOLDEN BOYS. CANTOR ANTÔNIO MARCOS. RENATO BARROS DO RENATO E SEUS BLUE CAPS. BATERISTAS GELSON MORAES E GELSINHO MORAES DO RENATO E SEUS BLUE CAPS. CANTOR ED WILSON DO RENATO E SEUS BLUE CAPS E FUNDADOR DO THE ORIGINALS. COM MEMBROS DOS FEVERES. RENATO E SEUS BLUE CAPS E OS INCRÍVEIS. CANTOR AGNALDO TIMÓTEO. CANTOR PAULO SÉRGIO. CANTOR WILSON MIRANDA. CANTOR SÉRGIO MURILO CANTOR EVALDO BRAGA. CANTOR DEMÉTRIOS CANTOR E LOCUTOR BARROS DE ALENCAR. CANTOR MARCOS ROBERTO. CANTORA CELLY CAMPELO CANTOR JOSÉ RICARDO. CANTOR SIMONAL CANTOR RONNIE CORD. CANTORA SYLVINHA CANTOR DORI EDSON CANTORA CLEIDE ALVES CANTORA MEIRE PAVÃO. CANTOR DELIO SCARPELLI O DINO DA DUPLA DENY E DINO. CANTOR TIM MAIA. MINGO VOCALISTA DO GRUPO OS INCRÍVEIS. WALDEMAR MOZEMA O RISONHO GUITARRISTA DO GRUPO OS INCRÍVEIS. MANITO SAXOFONISTA DO GRUPO OS INCRÍVEIS. NENE BENVENUTT. NENO. LAFAYETTE E SEU CONJUNTO. CANTOR ROSSINI PINTO.

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ATORES QUE MORAM NO RETIRO DOS ARTISTAS

 Por Curiosidades 501

https://www.youtube.com/watch?v=1Xs2ndNBxAk&ab_channel=Curiosidades501

Olá gente veja nesse vídeo ''ATORES QUE MORAM NO RETIRO DOS ARTISTAS'' espero que gostem e não esqueça de se inscrever no canal e ativar as notificações,compartilhe,comente e dê o seu like Obrigado ! Veja também - ATORES GALÃS QUE FALECERAM JOVENS - https://youtu.be/LOPi-9Suj7o PADRE FÁBIO DE MELO QUASE LARGOU A BATINA PARA VIVER UM GRANDE AMOR,CONHEÇA ESSA HISTÓRIA AGORA ! - https://youtu.be/ZCXQZIPoA0U PAIS E FILHOS FAMOSOS QUE MORRERAM JOVENS DEMAIS - https://youtu.be/z9T8LYuE00Y FAMOSOS QUE MORRERAM ANTES DOS 30 ANOS #1 - https://youtu.be/y50VqGzd078 FAMOSOS QUE NÃO ACREDITAM EM DEUS #1 - https://youtu.be/qeLFOd6PnOo FAMOSOS QUE FORAM ENTERRADOS VIVOS - https://youtu.be/IiPRPlG2xHs

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POVOADO ÓLEO

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.696

MUDANDO O ÓLEO (IMAGEM: PIXABAY).

Entre nomes de sítios e povoados santanenses um nos chama à ordem, mas só sabe a origem da sua denominação quem já leu da minha autoria algo a respeito. Continuo com um trabalho rural em mais de 60% e interrompido que fala sobre o significado dos nomes dos mais de 130 sítios e povoados do município. O mistério do povoado Óleo é um deles. Estranho nome povoado Óleo! Localiza-se bem perto de São Félix. Antes, 2 ou 3 casas num terreno insalubre, esburacado, dentro de   olaria. Hoje, segundo Jorge Santana, secretário, maior do que o tradicional povoado São Félix. Sua evolução aconteceu com bastante rapidez graças aos inúmeros benefícios solicitados pelos seus representantes, a luta do seu povo e a boa vontade da gestora municipal.

Pois bem, o vereador Jaime Costa tinha uma fazenda ali perto e sempre passava pelo futuro povoado. Certa feita viu alguns trabalhadores deixando o trabalho na hora da refeição e disse: “Olhem ali a turma do Óleo!”. Estava o vereador referindo-se a uma comparação que se diz na cidade com frequência: Turma do óleo, aqueles que trocam o óleo dos automóveis nos postos de gasolina e outros serviços relativos. O apelido pegou imediatamente, segundo contou-me de viva voz o saudoso vereador.  E assim, de um lugar que não tinha nada de óleo e sim, barro de olaria, passou a ser chamado estranhamente: “povoado Óleo”.

Sendo o povoado Óleo no mesmo roteiro do povoado São Félix, para os lados da serra do Caracol (falada no primeiro documento sobre Santana do Ipanema), naturalmente é contramão e só vai lá quem tem negócio; mesmo assim encontrou fôlego suficiente para crescer e progredir. Como existe quase uma conurbação entre ambos os povoados, esta conurbação acontecerá em breve. E para quem não sabe, conurbação (palavra feia!) é a ligação de uma cidade a outra devido a expansão das duas, o que pode acontecer também entre povoados. Quando o asfalto for para aquelas bandas, com certeza chegará garbosamente até o lugar Óleo, quem duvida? A propósito, seguindo margeando a serra do Caracol, além do povoado Óleo, pode se chegar por entre grotas e montanhas, às terras queridas do município de Dois Riachos.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/05/povoado-oleo-clerisvaldo-b.html

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ENCONTRO DO MENINO JOÃO PRACHEDES COM O CANGAÇO DE LAMPIÃO - PARTE 01.

 Por Edgar Gomes

https://www.youtube.com/watch?v=nuDdhvU2PeQ&ab_channel=EdgarGomes
https://www.youtube.com/watch?v=nuDdhvU2PeQ&ab_channel=EdgarGomes

Relato de Meu Avô "João Prachedes" que na decada de 30 aos 13 anos seus caminhos se cruzaram com os do bando de Lampião no Povoado do Caldeirão, município de Sertania/ PE. Vídeo gravado na escola da Aldeia indígena da etinia Kapinawá, Vale do Catimbau, Buíque/ PE. #JoaoPrachedes #Lampião #Cangaço #Buique #Prachedes #Catimbau #ValeDoCatimbau #Kapinawa #Caldeirão #Sertania #Pernambuco

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COMO ERAM OS IRMÃOS FERREIRAS

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=j3n8AAJ92w0&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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HÁ 73 ANOS UM DOS MAIORES CANGACEIROS DA ÉPOCA FOI ENTERRADO EM CAMPINA GRANDE

Por TV Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=iQrgYPBuzNY&ab_channel=TVBrasil

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TRÊS ADEPTOS DA ANTIGA CASA DE MENORES MÁRIO NEGÓCIO.

 Por José Mendes Pereira


Da esquerda para a direita:- António Jorge de Medeiros Braz, infelizmente nos deixou este ano de 2022. João Augusto de Medeiros Braz é irmão do Jorge Braz. Duas personalidades que eu não os vi nascer, mas os vi crescer no meio de tanta gente boa e honesta. A Casa de Menores teve este belo papel de educadora, onde de lá, saíram grandes pessoas. A Casa de Menores formava uma criança num homem do bem, com caráter e nunca nenhum foi julgado como marginal. Era um tempo de paz no meio de tanta gente que lá vivia. 

Adeus mano Jorge Braz, um dia nós estaremos lá com você. Não sabemos se a estrada é a mesma, mas o caminho será o mesmo que por ele foi foi para a Casa do Senhor. 

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MISTÉRIO QUE PERDURA

 Por Aderbal Nogueira

Essa para mim ainda é a grande incógnita do Cangaço. Alguns dizem com certeza absoluta que era, e outros que não era, eu acho que ainda merece investigação. Ainda não temos como asseverar se era ou não, pelo menos assim penso eu.

Clique no link e se possível dê sua opinião

https://youtu.be/j3n8AAJ92w0

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1696375350706769%2C1694717007539270%2C1694861917524779&notif_id=1651508769894144&notif_t=group_activity&ref=notif

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(QUIZ)

 Por Guilherme Machado

Da série quem pergunta quer saber! Quem este Bandoleiro??? Perguntado e Respondido! Para quem gosta de armas de fogo e seus Pistoleiros.

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LAMPIÃO E ZÉ BAIANO EM CANINDÉ – O CARRASCO FERRADOR

Por No Rasto do Cangaço
https://www.youtube.com/watch?v=2qVfxWQ_Udo&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, juntamente com seu Bando, do qual fazia parte cangaceiros afamados do cangaço nordestino como Zé Baiano, Luiz Pedro, Zé Sereno, Mariano e outros cabras, após deixar Maria Bonita, Lídia de Zé Baiano, Otília de Mariano e outras mulheres de cangaceiros no coito da fazenda Maranduba, resolvem invadir o povoado de Canindé, e para isso Lampião usa um coiteiro de sua confiança para enganar o chefe da Volante Policial local, fazendo com que eles se deslocassem, deixando o Povoado sertanejo totalmente desguarnecido, ocasião em que o cangaceiro Zé Baiano aproveitou para vingar-se da família Marques, ferrando cruelmente, com ferro de marcar gado, três mulheres, entre elas a Maria Marques, num episódio terrível que lhe rendeu o título de O Carrasco Ferrador.

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terça-feira, 3 de maio de 2022

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE

 Por Kydelmir Dantas


Uma ideia surgida há 15 anos acaba de se tornar realidade. O professor e historiador Kydelmir Dantas lançou no final do ano passado, na capital potiguar, durante a II edição da Feira de Livros e Quadrinhos, o título "Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte", no ano do centenário de nascimento do "Rei do Baião", data celebrada em todo o país com uma série de atividades.

"Esse é o resultado de uma pesquisa de pelo menos 10 anos, que a realidade surgiu a partir de uma palestra na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), semente plantada em 1997 e que foi se desenvolvendo até transformar-se neste livro", conta Kydelmir Dantas.
Para concretizar o desejo de eternizar em uma obra a relação do compositor pernambucano com o Rio Grande do Norte, o historiador recorreu desde acervos pessoais a arquivos do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande, Paraíba. "As pesquisas foram realizadas na bibliografia Gonzaguiana, com mais de 30 livros no meu acervo, e nos acervos de Raibrito, Lei de Câmara em Natal, e em viagens pelo interior do Nordeste", complementa.

No livro, Kydelmir Dantas aborda a afinidade das músicas do "Rei do Baião" com o RN, encontrada em canções como Asa Branca, 13 de dezembro, A volta da Asa Branca e ABC do Sertão. "Essa relação com o nosso Estado também é mostrada através das canções de compositores potiguares: Celso da Silveira (Renascença), Chico Elion (Ranchinho de Paia), Frei Marcelino (Meu Padim), Henrique Brito (Queixumes), Jandhuy Finizola (Jesus Sertanejo) e Severino Ramos (Ovo de Codorna). Sem deixar de citar os intérpretes do RN", destaca.

Kydelmir Dantas

Para o escritor, o livro não representa apenas uma homenagem a Luiz Gonzaga, mas sim um documento que revela um capítulo da história do compositor popular. "Está além dessa homenagem. É um capítulo da história dele, sua ligação com nosso Estado potiguar", enfatiza. Apesar de não considerar seu livro apenas uma homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, Kydelmir Dantas avalia como muito positivas as atividades que estão sendo promovidas em alusão à data. 

"A meu ver, nenhum artista brasileiro foi tão homenageado no seu centenário quanto o 'Gênio da Música Popular Nordestina' e um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, Luiz Gonzaga, que levou o Nordeste pro mundo, através do 'Baião' bem que merece todas as homenagens. Um bom exemplo deste reconhecimento é o filme 'Gonzaga: de pai pra filho'. Mais do que um filme é uma história de vidas paralelas e unidas pelos laços de sangue e da música. E, após a gravação da 'Marcha da Petrobras', em 1959, talvez seja esta a primeira vez que a empresa apoia algo tão consistente em torno do "Rei do Baião". De parabéns estamos todo(a)s os seguidores e os fãs de Gonzaguinha e Gonzagão, por tão bela homenagem", conclui. 

Fonte: Jornal O Mossoroense - Redação


O Título Já está à venda na LIVRARIA NOBEL
Avenida Senador Salgado Filho, 1782 - Lagoa Nova  - Natal - RN
CEP - 59022-000
fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Parceiros potiguares

com verbetes:

Celso da Silveira, Chico Elion, Henrique Brito, Elino Julão, Frei Marcelino, Jandhuy Finizola e Severino Ramos.
Parceiros e intérpretes potiguares

com verbetes:
Ademilde Fonseca, As Potiguaras, Carlos Zens, Coral da Petrobras Mossoró, Khrystal, Marina Elali, Meirinhos, Mirabô Dantas, Nenem do Baião, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra Sanfônica de Mossoró, Paulo Tito, Roberto do Acordeon, Terezinha de Jesus, Trio Irakitan, Trio Mossoró, VINA e Zé Lima.

Adendo - blogdomendesemendes.

Através deste e-mail, veja se o poeta, escritor, pesquisador de Luiz Gonzaga, Trio Mossoró e do Cangaço Kydelmir Dantas, ainda tem este livro para demanda:

kydelmirdantas@hotmail.com

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CANGAÇO - A MORTE DE NENÉM POR ARQUIMEDES MARQUES

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=pOxV91wIGgs

Cangaço - A morte de Neném por Arquimedes Marques Link desse vídeo: https://youtu.be/pOxV91wIGgs

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JOÃO GOMES DE LIRA

 Por José Bezerra Lima Irmão

Amigos do Cariri Cangaço, quando se fala em João Gomes de Lira, é preciso dizer quem foi ele, para que os novos "internautas" fiquem sabendo quem foi essa extraordinária figura humana. No último dia do encontro do Cariri Cangaço Princesa 2015, liderado pelo nosso abnegado Manoel Severo , em março passado, a caravana de estudiosos do fenômeno do cangaço esteve na gloriosa vila de Nazaré e tirou fotos na fazenda Jenipapo, do legendário Antônio Gomes Jurubeba (Seu Gomes), pai de João Gomes de Lira. Registre-se bem: João Gomes de Lira, filho de Nazaré, ex-soldado de volante, é autor do livro "Lampião: Memórias de um Soldado de Volante", uma obra indispensável para quem estuda e leva a sério os assuntos do cangaço. 


Para escrever um grande livro, não é preciso muita erudição. O que é preciso mesmo é afinco. João Gomes de Lira tinha pouca instrução, mas escreveu um dos mais importantes e mais completos livros sobre o cangaço. Suas versões dos fatos são objetivas e confiáveis. As datas e os lugares são citados com precisão. Estive com ele três vezes. Grande figura. Sempre que passo por Nazaré, entro no povoado, faço uma volta pela pracinha histórica e, antes de sair, me demoro um pouco em frente à casa onde viveu seus últimos dias o grande João Gomes de Lira. Toda manhã, ele se sentava debaixo de uma das árvores em frente a sua casa, onde cumprimentava os que passavam ou iam vê-lo. Sua bênção, querido João Gomes de Lira.

José Bezerra Lima Irmão
Pesquisador e Escritor

João Gomes de Lira e a homenagem do Cariri Cangaço

NOTA CARIRI CANGAÇO: Nascido em 13 de julho de 1913 na Fazenda Jenipapo, distrito de Nazaré do Pico – Município de Floresta/PE, viveu ali parte de sua vida. Ingressou na Polícia Militar do Estado de Pernambuco em 16 de Julho de 1931. Com dezessete anos de idade integrou na volante que tinha como comandante o Cel. Manoel Neto que perseguia Virgolino Ferreira da Silva, o "Lampião". Depois do fim da campanha contra o cangaço, foi destacar nos municípios de: Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Tabira, Carnaíba e Flores todas cidades do interior pernambucano, onde foi delegado de polícia. Foi várias vezes ouvido pela imprensa para contar relatos da luta dos seus conterrâneos contra o bando de Lampião. Enquanto vereador de Carnaíba, João Gomes de Lira escreveu sua Obra: "Memorias de um soldado de volante", narrando sua vida e suas andanças em busca de cangaceiros. João Gomes de Lira faleceu no dia 04 de Agosto de 2011, na cidade do Recife, aos 98 anos.

E de 25 a 28 de Julho

Cariri Cangaço Piranhas 2015

http://cariricangaco.blogspot.com/2015/04/joao-gomes-de-lira-porjose-bezerra-lima.html

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SEXTA-FEIRA NO YOUTUBE - COM O PROFESSOR ÂNGELO OSMIRO BARRETO.

 Por Aderbal Nogueira

Sexta-feira no YouTube, Dica de Leitura com o professor Ângelo Osmiro Barreto . Teremos também um bate papo especial com o renomado fotógrafo Gentil Barreira, contando como eram feitas e reveladas as fotos no tempo do cangaço.





https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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TEMPO RICO

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.695

Fui me vacinar contra a influenza, sob uma chuvarada que pode enganar, mas tem tudo para ser o início da nossa época invernosa. É certo que o mês de maio é o início, mas costuma ser do meio para o fim. Agora vem aguando a terra mesmo antes do final de abril. Ao chegar ao Posto de Saúde São José, tem-se uma visão maravilhosa dos arredores distantes; foi aí que pude ver as colinas que circundam Santana, completamente tomadas de chuvas sobre os nossos belos campos ora dominado pelo verde escuro. Nada teve diferente do inverno, a paisagem e a friezinha conhecida nossa. Por isso não me contive e exclamei para o agente: “Tempo rico!”. E de fato o tempo estava como o sertanejo gosta. Voltei com prazer sob a garoa que ornava o espaço.

CHUVA NA BAIXA E NAS COLINAS (FOTO: B. CHAGAS).

Água escorrendo pela sarjeta, passarinhos encolhidos na fiação da rua, urubus recolhidos aos montes e gatos na beira do fogão. Cenário de inverno que nos faz refugar em algumas tarefas e pensar num agasalho, daqueles mais velhos que a gente tem em casa. Um café pequeno vez em quando, um naco de bolo de macaxeira, uma boa melodia cavernosa e um saudosismo dos melhores momentos da vida. A chuva tamborilando no telhado, as plantas agradecendo no jardim, trazem uma melancolia para matar na cama. E aquela espiada obrigatória para a rua deserta, faz parte do ritual molhado que nos iguala aos passarinhos dos fios. Estendo a vista pela crônica em acabamento e o Divino Espírito Santo cuida da devida generosa inspiração.

O cenário rural é de limpar o mato, cortar terra, fazer roça. Pena que em pleno Século XXI, ainda se veja no Sertão o cenário arcaico dos nossos antepassados: O agricultor cortando terra com arado à antiga puxado por parelhas de garrotes. Em muitos casos, nem parelhas de garrotes, mas sim, parelhas de jumentos, outros, nem parelhas, mas com uso apenas de um jumento só. Estão aí os vídeos postados na Internet pelos próprios matutos, o que fazer? Faltam os cooperativismos quando todos podem usar máquinas modernas através das suas parcerias. Mesmo assim, contemplamos a alegria sertaneja no uso do ditado popular: “Quem não tem cão, caça com gato”, embora seja ainda um processo extenuante, traz ao homem do campo a sensação do dever cumprido e comprido. Deus nos dê coragem e um coração feliz.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/05/tempo-rico-clerisvaldo-b.html

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 10 DE MAIO DE 1959 -"A vida do Rei do Cangaço esteve em minhas mãos”

 Por Valdir José Nogueira de Moura

Assim declarou o belmontense “Sinhozinho Alencar” durante entrevista que o mesmo concedeu ao “Diário de Pernambuco”, e que foi publicada na edição de número 00106, que circulou no Domingo, 10 de maio de 1959, pág. 31.

Nascido no dia 13 de março de 1892 na Fazenda Várzea, em São José do Belmonte, o Coronel José Alencar de Carvalho Pires, tratado carinhosamente pelos seus parentes e amigos como “Sinhozinho”, oficial reformado da Polícia Militar de Pernambuco, durante dez anos, percorreu o interior nordestino, enfrentando o cangaceiro Lampião, em combates violentos, arrojados e memoráveis.

Seu depoimento espontâneo, inédito e corajoso, é de um valor extraordinário para quantos se debruçam nos estudos do polêmico tema “Cangaço”.

COM O DEDO NO GATILHO:

A volante comandada pelo sargento Alencar corta rios e caatingas, no rastro do bandoleiro.

Lampião, segue para a Vila de Nazaré, distrito de Floresta. Vai assistir o casamento de uma prima.
Terminada a cerimônia, ao ter início o baile de homenagem aos noivos, começa o tiroteio. Os cabras avistaram os soldados.

Lampião oculta-se numa casa da vila, e dali, com gritos insultuosos, dirige à reação. Portas e janelas se fecham e o fuzilar das balas é impressionante.

O sargento Alencar, avança debaixo do fogo, indo esconder-se no oitão do casebre. Desafia Virgulino a lutar em campo aberto. Escuta então quando o bandido grita:

- Vou pular pro meio da rua prá brigar, almofadinha, pras moças ver!

Volante de Sinhõzinho Alencar em São José do Belmonte, PE 1927

Acervo do autor

O sargento Alencar aguarda, com o dedo no gatilho. Vê Lampião como um gato, pular a janela e cair em frente da casa. Exatamente atrás, o olho na pontaria visa as costas de Virgulino. Vai atirar. Puxa o gatilho, e a arma nega fogo. O cartucho falhou.

Lampião sente o perigo. Pula novamente para dentro da casa. E logo mais, abrindo violentamente a porta dos fundos, precipita-se de rua afora. Corre a toda velocidade. O cano do fuzil voltado para a retaguarda.

Atirando sem parar.

O sargento Alencar faz nova pontaria. A mira, nas costas do bandoleiro. Puxa o gatilho mais uma vez. E a arma falha novamente.


- A vida de Lampião esteve nas minhas mãos. Mas o destino não quis que eu o matasse.”

Coronel José Alencar de Carvalho Pires "Sinhozinho Alencar".

Herói do combate de Belmonte contra o bando de Lampião, Tiburtino Inácio e outros cangaceiros, na época em que chefiava volantes pelo interior de Pernambuco.

Adendo Lampião Aceso. 

O episódio descrito acima se passa em 1º de agosto de 1923.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2020/03/diario-de-pernambuco-10-de-maio-de-1959.html

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segunda-feira, 2 de maio de 2022

AMIGOS

 Por Aluísio Barros Oliveira

Nonato Gurgel... No Ato. Que saudades sentimos de vc. Quem diria q "essa gripezinha"...

Nos ilumine com a tua luz de sabedoria e bondade.

Melhor Amigo a gente carrega no q diz e faz.

Sonhadores da literatura e da música. Queríamos ser. E fomos ser professores. Na e pela literatura, construímos nossos castelos e países.

Até talvez.

Até quem sabe.

#PrimeiroDeMaio

#DiadoExalunooEAJ

#konkas77

Na foto: Kydelmir Dantas, Nonato Gurgel e euzinho. Nonato tinha vindo ministrar um curso sobre "A Prosa do Sertão" na UERN/FALA. Nosso último encontro.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10229007246511205&set=a.1905461681595

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ANTÔNIO ROSA – O CUSTO DA LEALDADE À FAMÍLIA FERREIRA

 Por João Costa

O cangaceiro Antônio Rosa, segundo relatos orais e textos de pesquisadores abalizados, é considerado uma lenda entre todos os bandoleiros do início do século XX; pagou caro pelo fato de demonstrar gratidão infinita à família Ferreira que lhe deu um lar na infância; manter fidelidade canina a Lampião, ser destemido, extremamente capaz na arte da guerra e sua morte desperta atenção para o mais infame dos sentimentos: a traição.

Antônio Rosatambém atendia pelos nomes de Antônio Ventura, Antônio Mansinho e Antônio do Gelo, este, o último apelido pelo qual é mais conhecido na galeria dos cangaceiros mais famosos do Pajeú, embora suas origens não sejam pernambucanas.

Certa feita, não se sabe quando, uma família de retirantes procedente da Mata Grande, Alagoas, de passagem pela propriedade de José Ferreira, pediu e obteve abrigo, mas ao partir, deixou um garoto para que José Ferreira e Maria Sulema da Purificação dessem seguimento à sua criação e educação.

Assim, o garoto Antônio Rosa, branco, magricela, cresceu sob o abrigo da família Ferreira, ao lado dos irmãos Ferreira, Virgulino, Antônio e Livino.

Na adolescência, o garoto tomou coragem e arribou para Pedra de Delmiro(AL), onde arranjou emprego de operário na Fábrica Estrela, de fiação e tecelagem, atuando na produção de gelo, daí o seu mais famoso apelido: Antônio do Gelo.

No decorrer do ano da graça de 1916, Antônio do Gelo, toma conhecimento que a família Ferreira está mergulhada em disputas violentas com outras famílias proprietárias de terra na Serra Vermelha, os Nogueira e Saturnino.

Mais que ligeiro, Antônio Rosa larga o emprego, volta para junto da família Ferreira e não vacila em ingressar no cangaço com “seus parentes” por afinidades de criação, Virgulino, Antônio e Livino Ferreira que, àquela altura da vida no cangaço, estavam sob o comando de Antônio Matilde, tio “postiço” dos irmãos Ferreira.

Ao lado dos irmãos Ferreira vai à guerra com Zé Saturnino, segue os irmãos quando estes ingressam no bando de Sinhô Pereira, e aí começa o seu protagonismo como cangaceiro valentíssimo, intuitivo e competente na arte da guerra como conhecedor e manipulador de táticas guerreiras na caatinga, por ter se mostrado profundo conhecedor do bioma.

Sua trajetória de combates e razias o coloca ao lado dos irmãos Ferreira nos ataques a propriedades, incêndios e matança de gado de Zé Saturnino; também figura como cangaceiro muito capacitado nos entreveros entre o bando de Sinhô Pereira e as volantes pernambucanas.

Em 1922, por encomenda do major e coiteiro José Inácio do Barro, do Carto(CE), e sob o comando de Sinhô Pereira ataca o povoado de Jericó, na Paraíba, onde os bandoleiros saquearam as propriedades dos poderosos do lugar coronéis Valdevino Lobo, Adolfo Maia e Rochael Maia, assaltos que renderam uma fortuna em dinheiro vivo, moedas de ouro e joias.

Antônio Rosa também chegou junto aos irmãos Ferreira em ação de vingança quando estes emboscaram e mataram um certo Manoel Cipriano de Souza, o delator que apontou para a volante do tenente José Lucena onde morava o velho José Ferreira, pai de Lampião.

Também esteve sob as ordens de Lampião quando este assumiu o comando do grupo de Sinhô Pereira, quando deixou o cangaço, realizando, a pedido do próprio Sinhô Pereira, o famoso ataque a São José do Belmonte, para vingar uma surra aplicada por ordens do coronel Gonzaga em um certo Yoyô Maroto, pequeno proprietário de terra.

Antônio Rosa se agigantou ao lado de Lampião, quando este enfrentou e saiu em desvantagem nos combates com a volante paraibana chefiada por Clementino Quelé e as volantes nazarenas, lideradas pelo major Theóphanes Torres – combates que resultaram em ferimento grave em Lampião, tirando o “rei do cangaço” de combate por um bom tempo.

A morte de Antônio Rosa, ou do Gelo, lança luz sobre muitos mistérios em torno de Lampião e seus irmãos e tem três versões com base em relatos orais.

A primeira delas: que Antônio do Gelo foi morto num tiroteio com a volante nazarena, em Triunfo(PE).

Mas os pesquisadores atribuem mais crédito na segunda versão, que relata a morte de Antônio Rosa em decorrência de um ato vil de traição.

Tombou crivado de balas de rifle disparados por Livino Ferreira em conluio com os cangaceiros Enéias e Mourão, atendendo ordens de Virgulino.

Lampião, relatam, não suportava dentro do bando o protagonismo e a capacidade de liderança de Antônio do Rosa no planejamento e no desenrolar dos ataques.

Um terceiro relato dá conta que um fazendeiro e coiteiro amicíssimo de Lampião se queixara de saque e roubo de uma arma por parte de Antônio Rosa, fato este a gota d’água na relação de Rosa com os irmãos Ferreira; para se livrar do suposto estorvo, Lampião, mandou executá-lo.

Uma quarta versão atribui a Antônio Ferreira (irmão por parte de mãe de Lampião) a tarefa de eliminar Antônio Rosa, também numa ação traiçoeira, motivada por inveja e também para atender ordens de Vigulino Ferreira, em junho de 1924, dois anos após Lampião assumir, definitivamente e agora sem sombra de contestação, o comando do bando deixado por Sinhô Pereira.

Fonte de consulta; Cangaceiros de Lampião de A à Z, autoria de Bismarck Martins de Oliveira, segunda Edição.

Lampião na Paraíba – Notas para a História, de Sérgio Augusto de Souza Dantas.

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Imagens de domínio público.

Foto do bando em 1922. Antônio Ferreira, Virgulino e seu irmão de criação Antônio Rosa. Fazenda Pedra, em Patos de Irerê(PB).

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