Por Rubens Antonio
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segunda-feira, 3 de junho de 2024
MARIA BONITA COLORIDA
O BURRO DO IGNORANTE
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de junho de 2024
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.054
O cavaleiro montou defronte o “Bar de Maneca” e instigou o animal em direção ao rio Ipanema, descendo à Rua Barão do Rio Branco. Chegando entre a padaria e o cinema, o burro empancou. O cavaleiro o esporeou. O burro não quis prosseguir e preferiu rodopiar com o cavaleiro. Este, claramente começou a babar de ódio e a esporear o animal, sem trégua. O burro continuava rodopiando, mas não avançava um palmo na direção que o cavaleiro queria. O povo parava para contemplar a cena de tortura animal. Da barriga do burro, o sangue espanava e escorria perigosamente. Não vimos um só adulto interferir na cena que chocava a população. E o bicho bruto montado continuava sua tortura revoltante por longo período de tempo. Não podemos afirmar o que aconteceu depois, pois foge à lembrança.
Mas é sabido que os muares, principalmente, costumam ver cenas do outro mundo nas suas viagens com montaria. Muitas dessas visões acontecem em beira de riachos com espíritos ou com objetos sobrenaturais. Como o insensível é bruto, tortura o animal na espora desesperadamente e muitos ainda acham pouco e passam a lhe bater com pau na cabeça. E se visse o que estava vendo o burro, seria machão suficiente para disparar numa corrida louca de volta a casa. O trato dos humanos com os animais, ainda está longe da compreensão de simbiose entre ambos.
Afinal de contas, quem é o mais estúpido, o que é montado ou o que monta?
domingo, 2 de junho de 2024
SOBRINHAS DA EX-CANGACEIRA INACINHA
Por Sandro Lee
Relembrando
esse fantástico dia. Quando eu Sandro Lee, e meu compadre Osly Oliveira,
fizemos esse grande encontro das duas parentes, que a décadas não se viam.
Petronilia ( Dona Mocinha ). E a senhora, Dona Camilla ( Lila ). Ambas
sobrinhas da ex - cangaceira, do bando de Lampião, Inacinha. Fotos de Inacinha
mim foram gentilmente doadas nesse dia ...
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/2447175362158060/
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PRA DESOPILAR - jOSÉ rOBERTO
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MESTRE SIVUCA
Postado em seu blog do Inharé Giovani Costa - Pesquei.
Nascido em Itabaiana no dia 26 de maio de 1930, Sivuca aprendeu a tocar sanfona ainda criança, quando, aos 09 anos de idade, começou a tocar escondido o instrumento dado pelos pais a um dos irmãos mais velhos!
O RASO DA CATARINA E A PERSEGUIÇÃO A LAMPIÃO
Por Beto Rueda
Era o mês de novembro de 1932, as tropas baiana e pernambucana surpreenderam Lampião na Caverna do Chico, no Raso da Catarina (ecorregião localizada na parte centro-leste do bioma caatinga, no Estado da Bahia). Firmou-se um convênio entre os interventores da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco no sentido de prender o chefe cangaceiro. O chefe da polícia baiana instituiu um prêmio de 10 contos de réis pela captura, vivo ou morto. A polícia seveciava os coiteiros para obter confissões.
Os tenentes do exército Ladislau, Liberato, Manuel Arruda, Filadelfo Neves, Campos de Menezes, Luís Mariano e Osório Cordeiro comandavam as tropas. Partiram de Jeremoabo. Atravessar aquela imensa região inóspita era um feito extraordinário. Nos lajedos a água era invisível, o ar sufocante. Cangaceiros e soldados convergiram para um combate, isolados e sedentos. Resistir, ficar exposto ao calor abrasador, acima de 40 graus, ao sol forte, com sede e desespero, era necessário ser um forte. A vida para todos naquele momento parecia odiosa.
Lampião olhou em torno da paisagem rala, avistando apenas garranchos cinzentos, na terra esturricada. Não existia casa, nem água, muita tristeza. Fez-se uma trégua. As volante retornaram na perseguição com a certeza do êxito. Os cangaceiros fugiram e deixaram os seus pertences na caverna. Os soldados recolheram armas, munição, jogos, alpercatas, chapéus enfeitados, perfumes, moedas e o livro História de Christo, de Papini.
O livro foi oferecido pelo comerciante Jackson Alves Carvalho em 29.11.1929 - Capela, Sergipe. Maria do Capitão saiu ferida. Lampião foi para Itapicuru e quase matou o coiteiro, Dr. João da Costa Pinto Dantas, filho do Barão de Jeremoabo, que fugiu para Salvador.
Lampião atribuía-lhe a denúncia. Em itapicuru assaltou armazéns e seguiu para Massaracá, onde uma força de contratados, sob o comando do sargento José Joaquim de Miranda, apelidado de Bigode de Ouro, o esperava para um ataque. Lampião matou Bigode de Ouro e dividiu o bando em três grupos. Vivia Lampião mais uma situação limite de resistência física e arrojo nos confins do sertão. REFERÊNCIAS: OLIVEIRA, Aglae Lima de. Lampião, Cangaço e Nordeste. Rio de Janeiro: Editora O Cruzeiro, 1970. CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1981.
http://blogdoinhare.blogspot.com/2019/04/o-raso-da-catarina-e-perseguicao.html
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RANULFO PRATA - ESCRITOR DO TEMA CANGAÇO
Por Beto Rueda
Ranulpho Hora
Prata Nasceu em 4 de maio de 1896 na cidade de Lagarto, Sergipe. Filho do
Coronel Felisberto da Rocha Prata e Ana de Vasconcelos Hora.
Iniciou os
estudos primários no colégio Camerino em Estância, Sergipe. Certificou-se do
curso ginasial em Salvador. Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia onde
estudou até o quarto ano. Concluiu o curso no Rio de Janeiro, em 1919.
Formado, foi
para Minas Gerais e clinicou na cidade de São Tomás de Aquino e, no interior de
São Paulo, na cidade de Mirassol. Conheceu e casou-se com dona Maria da Glória
Prata nessa cidade em 1923.
Retornou ao
Rio de Janeiro em 1925, por curto período. No mesmo ano mudou-se para Aracaju e
implantou o serviço de radiologia do Hospital de Cirurgia. Em 1927
transferiu-se para Santos como radiologista na Santa Casa de Misericórdia e da
Benefiência Portuguesa.
Colaborou com
artigos em jornais e revistas da época. Escreveu várias obras como "O
Tropeiro, 1916", "O Triunfo, 1918", "Dentro da vida,
1922", "A Longa Estrada, 1925", "O Lírio na Torrente, 1927,
o qual ganhou o prêmio de melhor romance pela Academia Brasileira de Letras,
"Lampeão, 1934" e "Navios Iluminados, 1937". É Patrono da
cadeira sete da Academia Sergipana de Letras e da cadeira vinte e três da Academia
Santista de Letras.
Médico,
escritor, romancista, contista, historiador, conferencista, faleceu de
tuberculose aos 46 anos na cidade de São Paulo em 1942.
REFERÊNCIAS:
PRATA,
Ranulfo. Lampião. 2. ed. São Paulo: Editora Piratininga, 2010. (Fac-símile de
1934).
GASTÃO, Paulo Medeiros.
Quem é quem no cangaço. Natal: Sebo Vermelho, 2013.
SANTOS,
Gilfrancisco. Ranulfo Prata: vida e obra. Aracaju: Edise, 2018.
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sábado, 1 de junho de 2024
CORONEL PEREIRA
Por José Mendes Pereira
A GARRUCHA DE JESUÍNO BRILHANTE
Por Epitácio de Andrade Filho
Garruchas são armas de cano curto e tiro único, produzidas a partir do século XIX, sobretudo na Europa Ocidental em países como Bélgica e Espanha. Existe um exemplar dessas “pererecas”, como ficaram chamadas no Brasil, cuja propriedade era atribuída ao cangaceiro Jesuíno Brilhante. Em 2001 ou 2002, as lentes do fotógrafo Joanilson Araújo, “Saci”, profissional que acompanhava o repórter F. Gomes, captaram uma imagem dessa relíquia na Casa da Cultura de Campo Grande/RN, onde fazia parte do acervo museológico. Em 2015 e 2016, o escritor Epitácio de Andrade Filho lançou, em Natal, a obra romanesca Fui ao Croatá e a fotografia creditada a “Saci” está contida na iconografia do livro. Essa preciosidade se constitui em importante ferramenta museológica da história do cangaço pré-lampiônico.
Enviado pelo autor Dr. Epitácio de Andrade Filho.
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PEDRA DE TURMALINA
Por José Mendes Pereira
Foi nesta cidade de Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba, que o famoso cantor José Ramalho nasceu e foi criado, entre as imediações desta Pedra de Turmalina e no terreiro da Usina, segundo diz o artista em sua linda música Avôhai.
Avôhai é um neologismo idealizado pelo cantor e compositor brasileiro José Ramalho Neto, conhecido por Zé Ramalho, e consiste na aglutinação das palavras “avô” e “pai”.
De acordo com a história divulgada na biografia do artista – “Zé Ramalho: o poeta dos abismos” – esta palavra teria surgido durante uma experiência com drogas alucinógenas.
É filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, que era seresteiro. Quando o Zé tinha dois anos de idade, seu pai faleceu afogado em uma represa no município de Teixeira, no sertão da Paraíba, e com o desaparecimento do pai, passou a ser criado por seu avô de nome também Zé Ramalho. O avô desempenhou um importante papel paterno para o cantor.
O cantor homenageou o seu avô na canção "Avôhai". Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Zé ingressou no curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba.
Na interpretação de Zé Ramalho, o “avôhai” é a sabedoria que consegue passar por gerações, seja de avô para pai, pai para filho, ou mesmo avô para filho.
“Um velho cruza a soleira / De botas longas, de barbas longas / De ouro o brilho do seu colar / Na laje fria onde coarava / Sua camisa e seu alforje / De caçador / Oh meu velho e invisível / Avôhai / Oh meu velho e indivisível / Avôhai / Neblina turva e brilhante / Em meu cérebro, coágulos de sol / Amanita matutina / E que transparente cortina / Ao meu redor / Se eu disser / Que é mei sabido / Você diz que é bem pior / E pior do que planeta / Quando perde o girassol / É o terço de brilhante / Nos dedos de minha avó / E nunca mais eu tive medo / Da porteira / Nem também da companheira / Que nunca dormia só / Avôhai! / Avôhai! / Avôhai! / O brejo cruza a poeira / De fato existe / Um tom mais leve / Na palidez desse pessoal / Pares de olhos tão profundos / Que amargam as pessoas / Que fitar / Mas que bebem sua vida / Sua alma na altura que mandar / São os olhos, são as asas / Cabelos de avôhai / Na pedra de turmalina / E no terreiro da usina / Eu me criei / Voava de madrugada / E na cratera condenada / Eu me calei / E se eu calei foi de tristeza / Você cala por calar / E calado vai ficando / Só fala quando eu mandar / Rebuscando a consciência / Com medo de viajar / Até o meio da cabeça do cometa / Girando na carrapeta / No jogo de improvisar / Entrecortando / Eu sigo dentro a linha reta / Eu tenho a palavra certa / Pra doutor não reclamar / Avôhai! Avôhai! / Avôhai! Avôhai!”
https://chrisfuscaldo.com.br/2010/02/09/a-foto-de-avohai-as-primeiras-historias-sobre-ze-ramalho-e-a-materia-do-jornal-da-paraiba/VAI FAZER FESTA E PRETENDE CONTRATAR POETAS E VIOLEIROS PARA ANIMAREM A SUA SOLENIDADE?
Por José Mendes Pereira
ribamarpoeta@outlook.com
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LIVRO
Por José Bezerra Lima Irmão
Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.
Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.
Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.
Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.
Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.
Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.
A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.
Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.
......................
Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.
Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.
Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.
Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),
Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.
A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.
As Revoltas Tenentistas.
Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...
Vejam aí as capas dos três livros:

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