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sábado, 15 de março de 2025

A MENINA DOS OLHOS DO SOL

Por Hélio Xaxá


De longe, olho o aeroporto
E fico quase morto
De saudades da terra-natal...
Mossoró, minha pequena
Cidade de pele morena
Rainha do petróleo e do sal...
A paisagem à beira-rio
Os bares de braços macios
Cervejas coroadas pelo arrebol.
Alvorada alegre de passarinhos
Sorrisos brilhando nos rostinhos
Da Menina dos Olhos do Sol.
Seu abraço de rio quente...
As praças cheias de gente
Pintam um quadro de poesia.
Pomar de frutas gostosas
Fontes de águas miraculosas
Espaço reservado à fantasia...
Peixes, verduras: a comida.
Uma suave carícia da vida
Que a Natureza dá à sua filha...
Por que o Oceano vem e beija
Por ser rodeada de beleza
Mossoró é uma belíssima ilha.
Com quatro torres de bondade
Foi a primeira a dar liberdade
Aos filhos negros do meu Brasil...
Quanta coragem tem essa pequena
E assim, reconta-se a lenda
Lampião correu a mais de mil...
Pedaço de meu coração juvenil
Todo o meu mundo infantil
Meu desejo é voltar a viver lá um dia...
À enfileirar a procissão submissa
Para assistir de novo às missas
Os sonhos das festas de Santa Luzia.
Não existe porto sem tristeza
E sem felicidade com certeza
Qualquer coisa me faz pensar:
Ali o contraste se espelha
Dor que parte, alegria que chega
Num eterno vai e vem de mar...
Fecho os olhos num esforço
E até parece que já ouço
O canto do sabiá ou do rouxinol...
Cidade sedução de sereia
Sou menino descalço na areia
Da Menina dos Olhos do Sol.
O autor

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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JERRY ADRIANI EM MOSSORÓ.

 Por Relembrando Mossoró

Emery Costa observando o cantor Jerry Adriani cantando na Praça Vigário Antônio Joaquim, Centro de Mossoró - 1976.

ADENDO:

Deve ter sido na época do programa a mais bela voz potiguar, promovido pela Emissora de Educação Rural de Mossoró. - J. Mendes Pereira.

Jerry Adriani, nome artístico de Jair Alves de Sousa (São Paulo, 29 de janeiro de 1947 – Rio de Janeiro, 23 de abril de 2017),[1] foi um cantor e ator brasileiro. Iniciou sua carreira como vocalista do conjunto Os Rebeldes. Depois apresentou na TV Tupi, de São Paulo, programas de rock e A Grande Parada, com Betty Faria, programa que apresentava intérpretes notórios da música brasileira.[2]

Vida e carreira

Nascido Jair Alves de Souza em 29 de janeiro de 1947 no bairro do Brás, na cidade de São Paulo,[1] começou a sua vida profissional em 1964, com a gravação do seu primeiro LP, Italianíssimo,[3] e no mesmo ano gravou seu segundo LP, Credi a Me. Seu nome artístico foi inspirado em dois artistas estrangeiros: o ator americano Jerry Lewis e o cantor italiano Adriano Celentano.[4]

Em 1965 lançou Um Grande Amor, seu primeiro disco gravado em português. Tornou-se apresentador do programa Excelsior a Go Go, na antiga TV Excelsior de São Paulo, ao lado do comunicador Luís Aguiar; apresentava músicas d'Os Vips, Os Incríveis, Trini Lopez, Cidinha Campos, entre outros.[5]

Entre 1967 e 1968, já na TV Tupi de São Paulo, passou a apresentar A Grande Parada, ao lado de artistas, como Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marília Pera.[1] Era um musical ao vivo que apresentava grandes nomes da música popular brasileira.

No cinema participou de três filmes como ator/cantor: Essa Gatinha é Minha (com Peri Ribeiro e Anik Malvil), Jerry, A Grande Parada, Jerry em busca do tesouro (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Em 1969 recebeu o título de cidadão carioca.[6]

Foi responsável pela ida de Raul Seixas para o Rio de Janeiro. Eles eram amigos desde a época em que Raul tinha uma banda em Salvador, chamada Raulzito e os Panteras, que posteriormente foi a banda de apoio de Jerry durante três anos.[6] Entre as músicas que a banda tocava, ambas compostas por Raulzito, estão "Tudo Que É Bom Dura Pouco", "Tarde Demais" e "Doce, Doce Amor".[1]

Entre os anos de 1969 a 1971, Raul Seixas foi seu produtor, até iniciar a carreira solo.[1]

Na década de 1970, fez shows na Venezuela, Peru, Estados Unidos, México, Canadá e outros países.Em 1975, participou de um musical no Hotel Nacional, denominado Brazilian Follies, dirigido por Caribe Rocha, ficando um ano e meio em cartaz. Nesse período, incursionou pela soul music, gravando canções de Hyldon, Paulo César Barros[7] e Robson Jorge.[8]

Em julho de 1981 Jerry teve um de seus maiores públicos em apresentações ao ar livre. Contratado pelo radialista Marcos Niemeyer, ele fez um show no parque de exposição de Governador Valadares, em Minas, para mais de trinta mil pessoas. No dia do espetáculo, o cantor foi ao programa de variedades "Resenha do Jegue", que Marcos apresentava diariamente ao lado do saudoso comunicador Beto Teixeira na extinta Rádio Ibituruna de Valadares. Solícito, Jerry chegou a caminhar pelo centro da cidade abraçando fãs e distribuindo autógrafos.

No começo da década de 1990, gravou um disco que trazia de volta as origens do rock and roll, intitulado Elvis Vive, um tributo a Elvis Presley, sendo este o 24º disco da sua carreira.

Em 1994, a convite de Cecil Thiré, participou da novela 74.5: Uma Onda no Ar, produzida pela TV PLUS e exibida pela Rede Manchete,[9] exibida também em Portugal, com grande sucesso. Em 1999 lançou o álbum Forza Sempre, gravado apenas com músicas da banda Legião Urbana, em italiano. O álbum foi um de seus maiores sucessos na carreira pós Jovem Guarda, atingindo a marca de 200 mil cópias vendidas. A canção "Santa Luccia Luntana" foi incluída na trilha sonora da novela Terra Nostra.

Em 2013
Morte

Jerry Adriani morreu aos setenta anos, em 23 de abril de 2017, vítima de um câncer de pâncreas. A doença evoluiu rapidamente, depois de duas semanas de internação no Hospital Vitória da Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. Desde 2 de março, o cantor já vinha fazendo tratamento de uma trombose venosa na perna, mas continuou a fazer shows até o final do mês. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju.[10][1] Jerry tinha três filhos e um neto.[11]

Acervo e preservação

Em 12 de setembro de 2023 a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) anunciou que recebeu o acervo do cantor e ator Jerry Adriani para preservação.[12]

Doados pelo diretor Thadeu Vivas, filho de Jerry, o acervo reúne letras de canções, instrumentos musicais e outros objetos importantes da carreira do artista. Será posteriormente inventariado e catalogado pela instituição, pra poder ser colocado a disposição de pesquisadores e especialistas.[12]

https://www.facebook.com/groups/768856323197800

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sexta-feira, 14 de março de 2025

PERFURATRIZ

 Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.207

EDIFÍCIO PUJANTE DO FOMENTO AGRÍCOLA, ESTREMECENDO PARA MORRER. (Foto B. Chagas).

Prédio elegante, semelhante a um pequeno sobrado, era atração entre o final da Rua São Paulo e o rio Ipanema. Era o edifício que guardava o complexo de máquinas que perfuravam o solo e enviavam água para o edifício do Fomento Agrícola, situado na Rua de São Pedro, onde havia o primeiro tanque de bombeiros de Alagoas. O elegante prédio era rodeado de janelas, tinha calçada alta e quase sempre se encontrava fechado. Defronte, a estrada de rodagem que levava até Olho d’Água das Flores, também fazia parte da Rua São Paulo. Ali, todas as tardes, rapazes jogavam bola numa animação grande, principalmente os sapateiros da fábrica de calçados do senhor Elias, em final de expediente.

Ambos os prédios faziam parte da revolução agrícola que estava sendo implantada em Alagoas, juntamente com o sítio experimental, Sementeira. Foi época em que havia um curral de gado na rua vizinha onde se originou a Rua de Zé Quirino, ainda hoje assim chamada, porém, com o nome oficial de Rua Prof. Enéas. Todos esses temas com foco na pobreza social da região, estão no mais novo romance AREIA GROSSA, que possivelmente será lançado no segundo semestre. Resgatamos mais de 60 personagens que viveram por ali, edifícios como: Perfuratriz, Fomento Agrícola, Escola Bacurau, Igrejinha de São Pedro, Fábrica de calçados, de colchões, de malas. Sorveteria Maringá, Hotel de Maria Valério, Canoeiros do Ipanema, Olarias e o movimento da luta santanense pela energia elétrica de Paulo Afonso. Têm algumas ilustrações desses prédios.

O romance mistura personagens reais com fictícios, assim como várias situações excelentes que dão sabor ao romance. AREIA GROSSA, diferente dos outros seis romances do autor, não é do ciclo do cangaço. É um romance social, específico das margens do rio Ipanema, profundamente humano, mas com todos os ingredientes de um bom romance/novela: amor, sexo, paixão, ternura, violência, lutas sociais.

OBS. Devido a agenda lotada pelo lançamento de livros no sábado,15, entrevistas, filmagens, aulas no serrote das Micro-ondas, voltaremos somente após a segunda-feira.



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RUA DOS RESTAURANTES

 Clerisvaldo B. Chagas, 12 de março de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.206I

RUA DELMIRO GOUVEIA EM 2006 (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO O  BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA.

Não. A rua não tem nome de Rua dos Restaurantes. Ela foi trecho de rodagem de Delmiro Gouveia que saía de Pedra e chegava até Palmeira dos índios, Quebrangulo, Garanhuns. Era a porta principal da cidade, para quem chegava do alto Sertão alagoano. Nos tempos do coronel Lucena, este querendo justificar a morte do tenente Porfírio, acusou moradores daquela artéria de formarem bando de cangaceiros com Porfírio. Isso não era verdade, mas a via passou a ser conhecida como Rua dos Coiteiros. Esta rua, margeia o rio Ipanema em toda a sua extensão e tem seus quintais da parte de baixo, voltados para o rio. Tempos depois, a Rua dos Coiteiros foi reconhecida como trecho da rodagem de Delmiro e recebeu o nome oficial de Rua Delmiro Gouveia.

Um dos seus moradores fundou o BIU’S BAR E RESTAURANTE, com ampla paisagem aos fundos para o rio Ipanema. Outro morador, trezentos metros adiante, fundou outro restaurante, considerado de luxo, o RESTAURANTE JOÃO DO LIXO. O nome não compreendido pelos de fora, deve-se ao proprietário que trabalhava na prefeitura no setor de coleta de lixo. Tempos depois, chegou à rua, vindo do Comércio, outra casa denominada “BAR DE ZÉ PEDRO, que também é restaurante. Um no início da rua, outro no meio e outro ainda quase na outra extremidade. Bom que foram investimentos santanenses, valorizando a cidade. Surgiu um quarto restaurante, sendo este de fora, mas durou pouco, cerrou as portas. Os três restaurantes santanenses persistem na Rua Delmiro Gouveia até o presente momento.

Dia de sexta-feira, a rua fica estreita por causa do grande número de veículos ali estacionados. Promoções, cantores, reuniões e tudo o mais faz a badalação da “Rua dos Restaurantes”. Outros estabelecimentos similares estão espalhados pela cidade, porém, aqueles da rua do Bairro Camoxinga, estão há muito consolidados. Acho que donos de estabelecimentos e seus frequentadores, não irão protestar com essa nossa afirmação de RUA DOS RESTAURANTES.  E para seguir a tradição, além do nome de antiga Rua dos Coiteiros, a sua vizinha também era chamada de Rua da Poeira. O motivo nem precisa dizer. Mudou de nome popular após calçamento e passou a ser chamada Manoel Medeiro, um saudoso morador da artéria. Foi ali onde se formou a resistência contra uma possível invasão de Lampião, que não entrou na cidade, em 1926.

Restaurante dá fome. Estou indo...

 http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/03/rua-dos-restaurantes-clerisvaldo-b.html

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MORTE DO CANGACEIRO PAU FERRO E A VINGANÇA DOS CABRAS DE LAMPIÃO - MORTES DE TONHO VICENTE E SISI

 Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=BIvC9SJwSpU

Um grupo de cangaceiros de Lampião, o Rei do Cangaço, dentre os quais Corisco, Mariano, Zé Sereno, Juriti e Mané Moreno repousa tranquilamente nos arredores de um riacho quando é surpreendido por tiros de Policiais do Destacamento de Poço Redondo, que acabam atingindo mortalmente o cangaceiro Pau Ferro, gerando assim a ira dos cabras que por vingança assassinam os Policiais Tonho Vicente e Sisi. Curta mais essa emocionante história do cangaço nordestino. Fonte: Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico - Alcino Alves Costa Temas relacionados:

Sertão Nordestino, Lampião e Maria Bonita, Grota de Angico, Contos do Cangaço no Sertão, Cangaço Lampiônico, Cangaceiros de Lampião, cabras de Lampião, História Nordestina, Literatura do Sertão Brasileiro, Crime de castração, história do eunuco, lampião a raposa das caatingas, o governador do sertão, lampião mata inocente, crimes de Lampião, lampião herói ou bandido, Volantes Policiais no cangaço, volante policial Nazarenos, Volante Zé Rufino, Volante Mané Neto, Tenente José Lucena, Padre Cícero, Rota do cangaço, cangaceiro Corisco, cangaceiro Moreno, Cangaceiro Zé Baiano, cangaceiro Gato, histórias e contos, filmes completos, canais de cangaço, A morte do cangaceiro Corisco, Sinhô Pereira deixa o Cangaço. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #norastrodocangaço Vejam também:    • LAMPIÃO EM NOVA OLINDA  - O  HOMEM QU...      • A MORTE DO CANGACEIRO CALAIS O FEITIC...      • LAMPIÃO EM NOVA OLINDA  - O  HOMEM QU...      • LAMPIÃO FURIOSO ATACA A CIDADE DE CAPELA      • LAMPIÃO CONTRA O TENENTE JOSÉ LUCENA ...      • LAMPIÃO É FERIDO NO COMBATE DO TABULE...      • LAMPIÃO, A MORTE DE ANTÔNIO CURVINA E...      • LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO E LUIZ GONZA...      • LAMPIÃO E ZÉ RUFINO – BATALHA DE DOIS...      • LAMPIÃO DESAFIA AS FORÇAS VOLANTES, A...   UM FORTE ABRAÇO!

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PASSANDO O DETECTOR DE METAIS ONDE LAMPIÃO BRIGOU ,NA FAZENDA PIÇARRA 94 ANOS DEPOIS.

 Por Lampião, Cangaço e Sertão

https://www.youtube.com/watch?v=rX2GYrt5qNU

94 anos depois do Fogo da piçarra, nós conseguimos achar provas do grande combate envolvendo Lampião e as forças volantes de Pernambuco e Ceará no ano de 1928.

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IRMÃ DULCE.

 Por Robério Santos


Uma das imagens mais lindas de Irmã Dulce! O que vocês acham?

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EZEQUIEL IRMÃO DE LAMPIÃO OU IMPOSTOR?

 Por Robério Santos

Seria Ezequiel Ferreira mesmo este personagem enigmático? Amanhã posto a entrevista com a viúva. Na segunda foto, Ezequiel no Juazeiro do Norte em 1926.

https://www.facebook.com/roberio.santos

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VOLTA SECA E IRMÃ DULCE

 Por Robério Santos

Volta Seca e Irmã Dulce conversando na cadeia em Salvador. Hoje é aniversário de nascimento do cangaceiro e data de morte da Santa. Sabiam disso? Também aniversário de Antonio Conselheiro e do amigo @heltonaraujo9 do @cangacoeternooficial Deixem os parabéns para ele!

https://www.facebook.com/photo?fbid=10162408042527840&set=a.486697157839

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NOTA DE FALECIMENTO!

Por Robério Santos

É com imenso pesar que anuncio o falecimento na data de hoje (13/03/2025) de Maria Celeste Medeiros Silva, filha de Corisco e Dadá. Que Deus a coloque ao seu lado pela eternidade. Fotografia me foi passada por Indaiá.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10162408126152840&set=a.486697157839

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quinta-feira, 13 de março de 2025

DOM GABRIEL MARCHESI

Por Valdir José Nogueira

Foto: Com o Bispo Diocesano de Floresta Dom Gabriel Marchesi e o pároco da Paróquia São José, de São José do Belmonte Padre Américo de Sá Leite Neto.

Presidiu a Celebração da 1ª Noite de Novena da 168ª Festa em honra do Excelso Padroeiro São José de São José do Belmonte Dom Gabriel Marchesi, Bispo Diocesano de Floresta. Foi a terceira vez que um Bispo de Floresta visitou São José do Belmonte. O primeiro a visitar nossa Paróquia foi Dom Augusto Álvaro da Silva entre os dias 5 a 10 de março de 1913; o segundo foi Dom José de Oliveira Lopes entre os dias 23 a 28 de maio de 1916. Lembrando que no passado a Paróquia São José, de Belmonte pertenceu a Diocese de Floresta, fundada pela Igreja de Roma em 5 de dezembro de 1910, a primeira do Sertão pernambucano, desmembrada da então Diocese de Olinda, que na mesma data foi elevada a Arquidiocese. No dia 20 de dezembro de 1910 foi nomeado D. Augusto Álvaro da Silva seu primeiro bispo. Tendo existido até 2 de agosto de 1918, a Diocese de Floresta foi substituída pela Diocese de Pesqueira. Todavia a Diocese de Floresta foi restabelecida a 15 de fevereiro de 1964, pelo Papa Paulo VI, desmembrada da Diocese de Pesqueira.

A Paróquia São José de São José do Belmonte pertenceu a Diocese de Floresta (1910 a 1918), a Diocese de Pesqueira (1918 a 1956) e hoje pertencente a Diocese de Afogados da Ingazeira erigida a 2 de julho de 1956, pelo Papa Pio XII, desmembrada da Diocese de Pesqueira, por meio da bula "Qui volente Deo", tendo como padroeira Santa Maria Madalena, celebrada aos 22 de julho. Sua instalação, entretanto, só ocorreu aos 19 dias do mês de maio de 1957, quando da tomada de posse do seu primeiro bispo diocesano, Dom João José da Mota e Albuquerque. Este bispo - que mais tarde se tornaria arcebispo de São Luís, escolheu como lema do seu episcopado "In manus tuas" (Em tuas mãos), e por quatro anos foi o pastor diocesano.
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NO INTERIOR DO CASARÃO QUE FICA LOCALIZADO NA CIDADE PERNAMBUCANA DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE NO ESTADO DE PERNAMBUCO, QUE NO PASSADO PERTENCEU AO CORONEL LUIZ GONZAGA GOMES FERRAZ, ASSASSINADO POR LAMPIÃO E BANDO NO DIA 22 DE OUTUBRO DO ANO DE 1922.

 Por Geraldo Júnior

O casarão foi palco de um crimr terrível praticado por Lampião e seus comandados, crime esse que foi encomendado por Sinhô Pereira, que pouco antes de abandonar o cangaço e passar a chefia do bando à Lampião, por questões pessoais e familiares, encomendou a morte do coronel Luiz Gonzaga.

O casarão foi cercado e atacado pelos cangaceiros no amanhecer do dia 22 de outubro de 1922. Sem chances de defesa o coronel, em ato desesperado, tentou se resguardar subindo no sótão de madeira da casa, porém devido ao seu peso e ao estado crítico das madeiras o sótão cedeu e o coronel caiu no meio da sala que naquela ocasião já estava infestada de cangaceiros, selando assim o seu destino. Durante a invasão do casarão também foi morto o cangaceiro Baliza, morte que ainda hoje gera dúvidas em relação à real autoria, levantando a suspeita de morte por fogo-amigo, já que Baliza ameaçava a liderança de Lampião à frente dos remanescentes do bando deixado por Sinhô Pereira. Assunto para outra matéria.
Na fotografia anexada a essa matéria estou ao lado da amiga Perginha Machado, atual moradora do histórico casarão que no longínquo ano de 1922, recebeu a indesejada visita de Lampião.
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UMA RARIDADE FOTOGRÁFICA ONDE APARECEM OS EX-CANGACEIROS CRIANÇA (TERCEIRO) E SILA, COMPANHEIRA DO EX-CANGACEIRO ZÉ SERENO.

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior
Fotografia registrada pelo fotógrafo Jorge Bodanzki e cedida gentilmente ao nosso canal pelo jornalista Humberto Mesquita.
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Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal Cangaçologia.

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