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O vestido de Maria Bonita está no acervo do Museu Nacional na cidade do Rio de Janeiro desde a década de 1970
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de junho de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.243
Entra o mês de
junho com aquela esperança do todos os junhos da tradição junina. Uma esperança
forte de que o mês traga boas chuvas e naturalmente, a colheita de milho que se
tenta adivinhar. Já se disse que as chuvas chegaram atrasadas para o plantio e por
isso não teremos milho no mês de junho e nem julho, isto é, sobre os terrenos
normais sob as ordens das chuvas. Tudo nos conformes para o plantio das áreas
irrigadas. Aí chega o produto no tempo certo para a canjica, a pamonha os
diversos bolos de milho das nossas mães, avós ou mesmo esposas, exímias na
cozinha sertaneja. O tal “quentão” não vemos mais que era aquela bebida à base
de cachaça e gengibre, feita pelas próprias mulheres para os homens. Olho no
céu, olho na terra.
O céu passa o
tempo todo nublado, branco como marfim, as chuvas são muito poucas, mas, dizem
os especialistas que esse tempero entre Sol e chuva, é muito bom para as
plantas. É muito certo que a lavoura agradece e vamos para o próximo inverno
num cenário bonito e verdejante no Sertão. Porém, quem cria todo o tipo de
gado, não vai gostando muito, não. Diz ele que a água que estar vindo dos céus,
não vai dar para encher barreiros e açudes e assim poderá tornar mais difícil a
travessia para o próximo inverno. Na verdade, ninguém nunca está satisfeito com
o tempo, reclamando de alguma coisa como se Deus não entendesse o que estivesse
fazendo. É preciso entender somente o seguinte: tudo tem uma razão de ser.
Podemos dizer,
entretanto, que o céu do primeiro dia de junho, foi de um domingo belo, de Sol,
de vitalidade e desejos de passear pelos campos. Um domingo para o abrir um mês
radiante e feliz. Mas, isso não assegura de forma alguma um bom inverno. Vamos
confiar no Divino, olhar para frente e marchar sempre confiante e feliz. E como
o mês é de forró junino, nem estou bem-informado, onde é que vai haver forró
para você aqui na cidade. Raramente uma bomba estoura por aqui, um foguete ou
coisa parecida. Como foi dito, a medida em que o tempo passa, muitas coisas das
tradições da gente vai arrefecendo e morre. Fazer o quê? Tudo se transforma e
ainda somos felizes em vivermos essa transformação. Lembre-se das pregações de
uma Nova era. Vamos com ela.
RUA E CHUVA (FOTO: B. CHAGAS).
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Histórias do Brasil
Em 1941, já
anistiado, Manoel Pereira de Azevedo, o agora ex-cangaceiro Juriti, decide
retornar ao sertão sergipano. Ali ele pretendia rever pessoas e fazer algumas
cobranças.
Mal ele sabia
que seu fim estava próximo, a notícia da chegada de Juriti na região chega logo
aos ouvidos de Amâncio Ferreira da Silva, o temido Sargento Deluz.
Juriti estava
na casa do seu amigo Rosalvo Marinho, acreditava que sua anistia o protegeria
de qualquer represália com relação a polícia. Triste engano, Deluz acompanhado
de alguns homens, cercam o local.
Deluz assim
falou : “Mais qui surpresa! Nunca pensei qui Juriti fosse um pásso tom manso,
tom faci de ser agarrado. Teje preso cabra. Eu num quero cangaceiro perto de
mim não"
O
ex-cangaceiro questiona a ação, queria prevalecesse sua anistia, mesmo diante
de um Deluz irredutível.
Juriti se
recompõe da surpresa e desafia Deluz, dizendo: “Deluz, você é covardi. Eu sei
quem você é. Um covardi. Mostri qui é homi e mi sorte. Só assim você vai ficar
sabeno quem sou eu. Vamu, mi sorti, covardi. Você é um covardi”. Amarrado a uma
corda, Deluz transporta Juriti na direção de Canindé.
Ao chegar a
uma localidade chamada Roça da Velhinha, nas proximidades da fazenda Cuiabá, o
sargento, friamente, ordena que se faça uma fogueira e quando as labaredas
começam a lamber a caatinga e torrar a mataria e o chão daquele triste cenário
da vida sertaneja, Juriti é jogado, sem dó e sem piedade no meio do fogaréu. Em
poucos minutos o corpo do antigo cangaceiro havia se transformado em um monte
de cinzas. Ficando, por várias décadas, como testemunha daquele medonho momento
os botões da braguilha da calça de Juriti, além do negrume deixado pelo fogo no
local do monstruoso assassinato do antigo Manoel Pereira de Azevedo, do Salgado
do Melão.
Vale lembrar
que por coincidência, Juriti foi um dos cangaceiros que participaram da morte
de Zé Vaqueiro ( aquele do caso do cangaceiro Novo Tempo ), esse homem foi
torturado de todas as formas e também foi queimado em uma fogueira ainda com
vida.
Foto :
Benjamin Abrahão Calil Botto
Edição Arquivo
Digital Helton Araújo
Partes do
texto : Alcino Alves Costa
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
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Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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Os dois
historiadores estiveram traçando um dos mais famosos Roteiros do Cangaço em
Paulo Afonso e demarcamos um dos mais famosos pontos da história em nossa
região.
Na Lagoa do
Mel colocamos uma cruz marcando o local da morte de Ezequiel e onde também
morreram 16 soldados.
PARA ENTENDER
UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA SOBRE O LOCAL ONDE ESTIVEMOS E ONDE MORREU EZEQUIEL,
IRMÃO DE LAMPIÃO.....
Um dos mais
ferrenhos combates de Lampião na Bahia aconteceu em Paulo Afonso, no povoado
Baixa do Boi. Nesse confronto morreu, a principio, 16 soldados e
posteriormente, em fuga e perdidos, morreram mais 3 policiais.
O cangaço era
movido por tiroteios, mortes e ferimentos. Lampião foi grande estrategista e
astucioso, com uma grande capacidade de pressentir o perigo que constantemente
o rondava. O famoso cangaceiro vivia dividido entre os inúmeros combates e
mesmo tendo desenvolvido uma quase perfeita estratégia de segurança, contando
com o apoio dos numerosos coiteiros, tinha sempre a morte rondando seus dias e
sofreu consideráveis baixas em seu contingente. Entre seus maiores dissabores
ele sofreu trágicas perdas e ver alguns irmãos sucumbirem em combates sobre sua
proteção, foi doloroso. No campo de luta ele viu três irmãos morrerem. O
primeiro morto em combate foi o Livino ferreira da Silva, no abno de 1925, em
um tiroteio acontecido na fazenda baixa do Juá, próximo a cidade de Flores,
Pernambuco, com volantes paraibanas comandadas pelos sargentos José Guedes e
Cícero de Oliveira. Livino faleceu oito dias após esse tiroteio, com 29 anos de
idade.
O segundo
irmão a deixar o mundo dos vivos foi Antonio Ferreira, nascido em 1896 e morto
em janeiro de 1927, na fazenda poço do ferro, Tacaratu, Pernambuco, propriedade
do coronel Ângelo da Jia, em decorrência de um acidente ocasionado por Luiz
Pedro, que disparou sua arma acidentalmente atingindo o próprio amigo.
O terceiro
morto em combate foi Ezequiel Ferreira da Silva, o mais jovem irmão, nascido em
1908. Ezequiel passou a acompanhar Lampião em 1927, junto com o cunhado
Virgínio. Ele tinha o apelido de Ponto Fino, alcunha adquirida pela justeza do
seu tiro.
Sua morte
aconteceu em Paulo Afonso, Bahia, no povoado Baixa do Boi, terras pertencentes
na época a santo Antonio da Glória do curral dos Bois.
O tenente
Arsênio Alves de Souza chegou ás imediações do povoado Riacho com uma volante
composta por aproximadamente 20 soldados e tendo como guia os dois irmãos
Aurélio e Joví, que eram fugitivos da cadeia de Glória, preso pelo inspetor de
quarteirão, o senhor Pedro Gomes de Sá, pai da cangaceira Durvinha. A volante
chegou ao povoado riacho no dia 23 de abril de 1931, trazendo entre seu aparato
bélico uma metralhadora Hotchkiss. O primeiro contato do tenente no lugar foi
com Zé Pretinho e o jovem foi forçado a seguir com os policiais. Cruzaram o
terreiro de dona generosa Gomes de Sá, coiteira de Lampião e foram armar
acampamento na Lagoa do Mel, um tanque construído por Antonio Chiquinho.
Enquanto a
policia se preparava para passar a noite na lagoa do Mel, outras fontes
confiáveis de informações de Lampião se dirigiam para o povoado Arrasta-pé para
avisar ao Rei do Cangaço sobre a presença dos militares nas proximidades.
Lampião mandou avisar Corisco e Ângelo roque, que estavam arranchados bem
próximos e junto com eles combinaram um ataque aos soldados.
Ainda com o
escuro da noite, próximo ao amanhecer, Lampião recolheu alguns chocalhos com
Pedro Gomes e seguiu as veredas que davam a cesso a lagoa do mel.
No coito da
policia, prestes a amanhecer, o Zé Pretinho saiu com o intuito de pegar um bode
para fazer parte do desjejum de todos ali.
Com a
escuridão se transformando em luz, os soldados ouviram o tilintar de chocalhos
e imaginaram que seriam os bodes se aproximando para beber água (um dos
sobreviventes desse combate, o soldado José Sabino, ordenança do tenente,
relatou, anos depois, que realmente confundiram os chocalhos, achando que eram
alguns caprinos se aproximando para beber água na lagoa). Na verdade eram os
cangaceiros cercando o coito.
Despreocupados,
os policiais sofreram um forte e inesperado ataque, uma verdadeira chuva de
balas caiu sobre eles. Vários corpos caíram atingidos por balas mortais e
certeiras. A dificuldade encontrada pelos soldados foi que eles cometeram um
grande vacilo. A lagoa do Mel era rodeada por uma cerca de varas e eles haviam
dormido dentro do cercado. Quando eles tentavam transpor as madeiras se
transformavam em alvo fácil e caiam mortalmente feridos. Um exemplo dessas
mortes trágicas foi a do sargento Leomelino Rocha que morreu e ficou de pé
pendurado nas madeiras. Em um dos bolsos desse sargento lampião encontrou um
bilhete do coronel Petro indicando alguns locais onde ele se escondia.
O tenente
Arsênio diante o desespero do momento, conseguiu efetuar uma rajada de
metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. A arma depois
emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) da arma e fugiu
levando a peça que deixaria a arma inutilizável.
Nesse dia
Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a
ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel.
Era a vida dos
que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante
do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do
cangaço no nordeste brasileiro.
João de Sousa
Lima
Paulo Afonso
12 de julho de 2018
Membro da
SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Membro da
Academia de Letras de Paulo Afonso – cadeira 06
tenente
Arsênio de souza
Ezequiel
ferreira e Virginio
sargento
leomelino Rocha
Amaury,
Antonio Chiquinho (enterrou Ezequiel) e João de sousa Lima
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Por Denilson Menezes
... e, faleceu
um dos Grandes LUTADORES pelas CULTURAS POPULARES de nosso País !!!!! ...
ficará em nossa História NICANOR JACINTO (Criador da "Tv ArtMulticultural)
!!!!! ... este LUTADOR corria os "Centros Culturais" da Cidade São
Paulo e Cidades 'circunvizinhas', há muitos anos, para gravar vídeos dos
ARTISTAS POPULARES, editar, e divulgar !!!!! ... ele fazia isso sem custo
(nenhum) para os Artistas ! ... era com DINHEIRO do próprio bolso, recursos que
lhe fazia falta por ser APOSENTADO !!!!! ... sim, PERDEMOS um GRANDE Defensor
de nossas CULTURAS POPULARES do Brasil !!!!! ... que DEUS nosso PAI MAIOR o
receba nos SARAUS CELESTIAIS, e que conforte a FAMÍLIA, os AMIGOS, e os
inúmeros ARTISTAS POPULARES, que com tristeza, já sentem sua FALTA !
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Padre Cícero, ao lado do renomado médico Isaac Salazar, no dia 08 de Junho de 1934, em Juazeiro do Norte, o Padre sofria com várias enfermidades, dentre elas, a catarata. Aos 90 anos, decidiu trazer para cidade mencionada, o médico especialista, chegou e condenou seu olho esquerdo, mas conseguiu recuperar o direito, mas pouco se beneficiou do resultado da cirurgia, adormeceu no Senhor, no mês seguinte, nas primeiras horas da manhã do dia 20 de Julho. "A vida têm dessas coisas..."
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Lima BarretoLima Barreto
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Lima Barreto
Por João de Sousa Lima
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Por Paulo Dias Pereira
Local onde está enterrado Antônio Ferreira, irmão de
Lampião. Fazenda Poço do Ferro. Ibimirim -PE.
Narciso Dias "in memoriam" e meu primo Jorge
Remígio.
Foto colhida na pagina do promo Jorge Remígio.