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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Bibliografia Gonzageana

Por: Kydelmir Dantas
Infogravura de Arievaldo Viana

O pesquisador Kydelmir Dantas, radicado em Mossoró-RN, fez um levantamento dos livros que foram lançados por ocasião do centenário de Luiz Gonzaga. Segundo ele, foram lançados mais de 60 folhetos de cordel, além dos livros abaixo relacionados:

BIBLIOGRAFIA GONZAGUIANA 2012

Kydelmir Dantas (*)

·        VIANA, Arievaldo. O Rei do Baião - Do Nordeste para o Mundo. Planeta Jovem. São Paulo. 2012.

·         ARLÉGO, Edvaldo. Luiz Gonzaga Centenário. Editora Edificante. Recife, 2012.

·         MATRICÓ, Paulo. Luiz Lua Alegria. Ensinamento. 2012.

·         VIEIRA, Jonas & KHOURY, Simon. Gonzagão e Gonzaguinha: Encontros e Desencontros. Viaman Gráfica e Editora. Rio de Janeiro. 2012.

·        ECHEVERRIA, Regina. Gonzagão e Gonzaguinha: uma História brasileira. 2ª edição. Leya. 2012.

·         LIMA, João de Sousa. Centenário de Luiz Gonzaga e a passagem do Rei do Baião em Paulo Afonso. Paulo Afonso – BA: Fonte Viva. 2012.

·         DANTAS, Kydelmir. Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte. Mossoró, RN. Queima-Bucha. 2012.

·        ÂNGELO, Assis. Lua Estrela Baião: a história de um Rei. São Paulo: Cortez Editora. 2012.

·        BARBOSA, José Marcelo Leal. Luiz Gonzaga: 100 anos do Eterno Rei do Baião”. Fortaleza-CE. 2012.

·        HOLANDA, Arlene & VIANA, Arievaldo. O “beabá” do sertão na voz de Gonzagão. Armazém da Cultura. 2012.

·        MARCELO, Carlos & RODRIGUES, Rosualdo. O Fole Roncou! Uma história do Forró. Zahar. 2012.

·        ANLIC – Marcos Antonio de Andrade Medeiros (org.). Luiz Gonzaga em Cordel. Academia Norteriograndense de Literatura de Cordel. EDUFRN. 2012.

·        CASTRO, Maurício Barros de & RODRIGUES, Wesley. Luiz Gonzaga - Asa Branca - O Menino Cantador (HQ).  Retina78. 2012.

·        ZEPRAXEDI. Luiz Gonzaga e Outras Poesias. Sebo Vermelho, Natal. 2ª edição. 2012.

·        ARAÚJO, Iramir (org.). Asa Branca – Traços de Canções. Dupla Criação. São Luiz. 2012.

·        MORAES, Jonas Rodrigues. Sons do Sertão: Luiz Gonzaga, música e identidade. Annablume. Teresina. 2012.

·        GALINDO, Carlos. Luiz Gonzaga: O Rei do Baião (Palavras Cruzadas). Passatempo. Paulo Afonso-BA. 2012.

(*) Pesquisador, poeta e cordelista.
De Nova Floresta – PB,
radicado em Mossoró – RN.
Fonte: www.acordacordel.blogspot.com
de: Arievaldo Viana

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...Ficar na Memória do Verdadeiro Nordestino

Por: Archimedes Marques
Archimedes Marques e Manoel Severo

Amigo Manoel Severo, dentre as muitas tristezas que tive no final de ano passado, em especial as perdas do nosso querido e inesquecível amigo Alcino Alves Costa em 01/11/2012 e da minha estimada mãezinha Maria Isabel Melo Marques em 18/12/2012, recebo agora com imensa alegria a noticia da efetiva realização do CARIRI CANGAÇO 2013, que absoluta certeza tenho, além de um evento grandioso, será dos melhores de todos os tempos. Assim, dentro desse contexto, o amigo pode contar com a nossa presença, além de contar também conosco para qualquer tipo de ajuda que for possível.

O sucesso do CARIRI CANGAÇO 2013 será também o sucesso dos seus organizadores e de todos os presentes, que aliás forma uma grande familia, uma familia composta de pessoas comprometidas com a verdade, com o resgate da verdadeira história do cangaço, esse tema tão empolgante quanto intrigante e misterioso que não pode e não deve se perder no tempo, muito pelo contrário, precisa mais e mais ficar na nossa memória, na memória do verdadeiro nordestino.

Saúde, Paz e Prosperidade!
Archimedes Marques
Aracaju-SE

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Luiz Gonzaga prestou serviço ao Exército no Ceará por nove anos

Moradores relembram passagem de Luiz Gonzaga em Ouro Fino, MG (Foto: Reprodução EPTV)
Moradores relembram passagem de Luiz Gonzaga em Ouro Fino, MG (Foto: Reprodução EPTV)

Músico pernambucano teve de mentir idade para se alistar.
Admiradores celebram nesta quinta (13) centenário de Luiz Gonzaga.

O pernambucano Luiz Gonzaga prestou serviço ao Exército no Ceará durante nove anos, entre 1930 e 1939. Gonzaga faria 100 anos nesta quinta-feira (13). Quando ele chegou ao Ceará, então com 17 anos, Luiz Gonzaga aumentou a idade para se alistar. As Forças Armadas exigiam idade mínima de 21 anos para ingressar.

“Ele fugiu porque queria ver coisas diferentes. Dos filhos de Januário e Santana [pais de Luiz Gonzaga], ele era o que tinha mais visão, tanto que, quando ele saiu daqui, todos foram atrás”, diz o sobrinho do Rei do Baião, Joquinha Gonzaga. Antes de decidir sair de casa, ele havia levado uma surra dos pais por causa de uma história de amor mal resolvida.

Até de se alistar no 23º Batalhão, Luiz Gonzaga teve que viajar no lombo de um animal da cidade natal, Exu, em Pernambuco, até Crato, no Sul do Ceará, e depois viajou de trem para Fortaleza. No Crato, ele se maravilhou com as belezas naturais da Chapada do Araripe, de acordo com o sobrinho. O gosto pela cidade o levou a gravar a música “Eu vou pro Crato”.

Ele recebeu baixa das Forças Armadas em 27 de março de 1939, em Barbacena, Minas Gerais. “De Minas Gerais, ele foi ao Rio de Janeiro, onde ia pegar um navio de volta pro Recife”, diz o sobrinho. “Nesse intervalo, ele foi ficando e os amigos sempre pediam para se ele se apresentar em um cabaré, em algum lugar. Foi quando ele teve coragem e se apresentou para uma turma de universitários”, conta Joquinha Gonzaga.

Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga

Outra forte relação que Luiz Gonzaga tinha com o Ceará era a amizade com Humberto Teixeira, com quem escreveu dezenas de música em parceria, inclusive o maior sucesso do Rei do Baião: Asa Branca.

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/12/luiz-gonzaga-prestou-servico-ao-exercito-no-ceara-por-nove-anos.html

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Kydelmir Dantas

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Lançamento livro PROSCRITOS



Praça Deodoro, Centro - São Luís - MA

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Kydelmir Dantas

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"... O Sertão ao Grandioso !"

Por: Wesclei Rodrigues

Meu nobre amigo Manoel Severo,Saudações cangaceiras! Muito me alegro em receber a notícia sobre o início dos trabalhos para a realização do Cariri Cangaço 2013, um encontro de estudiosos, amigos e, por que não dizer, da grande família que se reuni para estudar e festejar o passado, sem apologia ao banditismo, a criminalidade ou exaltação das ações bestiais, por vezes, de Lampião, seus cabras e outros cangaceiros. 

É , sem sombra de dúvidas, um momento propício para repensarmos a história do nosso belo e grande Nordeste, do bravo e “perverso” sertão, do seus dilemas e riquezas, pois, como bem disse o paraibano Ariano Suassuna: “A Zona da Mata está ligada ao gracioso, o Sertão ao grandioso”. Grande e ao mesmo tempo desafiador.

Eventos como esses contribuem para reconstrução da ponte que liga Presente ao Passado, pois não podemos nunca perdermos como norte essa bela dialética que relaciona o Presente ao Passado. Sem a grandeza do Cariri Cangaço o sertão seria mais pobre, nós estudiosos seríamos mais pobres. Desde já, com o espírito em festa esperando o encontro da nossa família, me coloco a disposição para ajudar em tudo o que for necessário.

Abraço fraterno,
Prof. Wescley Rodrigues
Catolé do Rocha – PB

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Gonzagão 100 anos - Dragão do Mar promove show em homenagem a Luiz Gonzaga no CE


Show é gratuito e ingressos podem ser retirados no Centro Dragão do Mar. Diversos cantores cearentes participarão da homenagem ao "Rei do Baião".

Um show de homenagem a Luiz Gonzaga, conhecido como o Rei do Baião, será realizado nesta quinta-feira (31), no anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), na Praia de Iracema, em Fortaleza, a partir das 20 horas,  pela passagem do centenário de seu nascimento celebrado no ano passado.

A apresentação terá participação de Chambinho (músico que interpretou o sanfoneiro no cinema), Waldonys, Manassés, Nonato Luis, Adelson Viana, Cainã Cavalcante, Rodolfo Forte, Cirano e Sirino e a Orquestra da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

O acesso ao show será gratuito e serão disponibilizados 400 ingressos. Os interesados em assistir ao espetáculo deverão retirar o ingresso na na bilheteria do CDMAC, no dia do show, no horário 14h às 20 horas.

Show "Homenagem do Ceará aos 100 anos de Luiz Gonzaga"

Data: 31 de janeiro
Horário: 20 horas
Local: 
Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/01/dragao-do-mar-promove-show-em-homenagem-luiz-gonzaga-no-ce.html

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Kydelmir Dantas

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Vem aí o Cariri Cangaço 2013 !


Foi dada a largada para o Cariri Cangaço 2013. O evento que se configura como o maior de todo o Brasil envolvendo a temática do cangaço, reunirá um número jamais visto de estudiosos, pesquisadores, escritores, historiadores, dentre muitos outros profissionais interessados neste que é, um dos fenômenos  mais intrigantes da história do nordeste; segundo o assessor de mídias digitais e marketing do Cariri Cangaço, jornalista Heldemar Garcia, o número de presenças no evento em 2013 “deve chegar de 150 a 170  personalidades de todo o Brasil , pessoas envolvidas no universo da pesquisa do cangaço, um numero realmente surpreendente e nunca visto em nada parecido no país inteiro, é sensacional”. 

Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo esse número “reflete a credibilidade alcançada pelo evento em todo o Brasil e também fora do país, pois estaremos recebendo pesquisadores do exterior esse ano, graças ao trabalho dedicado de uma grande equipe, primeiro das cidades anfitriãs de nosso Cariri e também do apoio das Organizações envolvidas”. O certo é que mais uma vez o cariri cearense estará recebendo visitantes de todo o país e que durante 6 dias estarão em nossa região, além de participando do Cariri Cangaço, conhecendo o que de melhor temos e fazemos, gerando riqueza e consolidando também o Turismo de Conhecimento.

O Cariri Cangaço acontece nos dias 17 a 22 de setembro de 2013 e terá como palco as cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro e Porteiras; para o Vice-Presidente do GECC, Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, pesquisador Bosco André, “um ponto importante do Cariri Cangaço é perceber o grande trabalho de integração entre todos os municípios, hoje  são  sete  cidades e já temos Lavras da Mangabeira e Brejo Santo ensaiando uma participação. Acho que nenhum outro Projeto tem essa capilaridade e esse nível de trabalho em conjunto em nosso cariri”. 

Todo o trabalho de construção e formatação do evento, a programação, as conferências, os convidados, as visitas técnicas, os debates e todas as novidades do Cariri Cangaço, vc acompanha aqui, através deste:

Blog do Mendes ou visitando: 

www.cariricangaco.com

Cariri Cangaço - Redação

Rio Preto: A revolta extrema de um negro humilhado

Por: José Romero Araújo Cardoso(*)

Luiz era seu nome de batismo, mas foi imortalizado tragicamente nas crônicas da violência do século dezenove pelo apelido cangaceiro de Rio Preto. Não tinha bando próprio, agia sozinho, pois preferiu destilar seu ódio solitário pelas quebradas do sertão.

Luiz nasceu em Pombal (PB), foi criado, melhor dizer acolhido na humilhação extrema, pelo sacerdote católico Amâncio Leite, que não poupou em nenhum momento o pobre Luiz das mais vexatórias e ignominiosas manifestações de escárnio visando massagear ego doentio condicionado pelo histórico racismo que marca o imaginário de pessoas sem formação e detentor de falsa devoção a Deus, que não difere negros, brancos, amarelos ou vermelhos.
          
Não seria de estranhar que nêgo Luiz despertasse revolta incontida contra a sociedade de sua época. Ganhou as caatingas sertanejas feito fera bravia sem limites para a violência que disseminou.
          
Sequestrava mocinhas brancas, seviciava-as e depois de torturá-las ao extremo, reservava-lhes morte cruel e desumana. O covil no qual se homiziava era cheio de ossos dessas infelizes que tiveram a desdita de cair em suas garras tenebrosas.

Imitava com invulgar perfeição o rincho de um jumento, razão pela qual o terror era instalado no coração das pessoas quando ouviam o som estridente do animal que conduziu Jesus quando da fuga para o Egito, fugindo das perseguições romanas impostas por Heródoto.
          
Rio Preto foi um cangaceiro semelhante a Lucas da Feira, cuja perversidade marcou época na Bahia. O modus operandi de ambos foi marcado pela ferocidade como agiam, pela forma como extravasou o ódio contra as estruturas da sociedade de suas épocas.
          
Diziam que Rio Preto tinha feito pacto com o demônio, pois se propalou que o cangaceiro era imune a facas e balas, nada o atingia, pois além de tudo era dotado de “encantamentos”, transformando-se em tocos ou pedras quando alguma força volante estava em diligência a fim de capturá-lo.
          
Rio Preto tinha inúmeras mortes nas costas, era o terror de Pombal (PB) e áreas fronteiriças das Províncias Parahybana e norte-riograndense. A ira implacável de nêgo Luiz fez muitos sertanejos tremerem de medo durante décadas.
          
Afirmo categoricamente que o responsável pela gênese do malvado cangaceiro paraibano foi o Padre Amâncio Leite. Esse foi o principal responsável pelo terror instalado no sertão devido a forma extremamente perversa como tratou a criança desde a mais tenra idade, infringindo-lhe castigos terríveis que forjaram a personalidade doentia e criminosa de Rio Preto.
          
Mas nêgo Luiz não tinha o corpo fechado como se dizia. Responsável pela morte de um fazendeiro em Pombal (PB), Rio Preto foi alvo de uma tocaia montada pelos filhos do sertanejo assassinado. Chovia aos tântaros quando os adolescentes escalaram os clavinotes em direção ao cangaceiro. Haviam colocado algodão nas agulhas das armas, para facilitar os disparos na enxurrada.
          
A fama de mau de Rio Preto era tão conhecida que os dois rapazes não esperaram para constatar se havia consumado a vingança. Mas Rio Preto resistiu com estoicismo aos disparos, sendo encontrado por forças policiais estertorando. Conduzido à cadeia de Pombal (PB), considerada a mais segura do sertão setentrional, Rio Preto faleceu em uma das celas, morrendo sem se arrepender dos crimes abomináveis que cometeu em suas estrepolias violentas pelas veredas da terra do sol.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Membro do Instituto do Oeste Potiguar (ICOP). Contato: romero.cardoso@gmail.com.

Enviado pelo o autor: José Romero Araújo Cardoso

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


À venda nos seguintes locais 
Mossoró - RN:
Praça da Convivência - Corredor cultural - Centro
CAFÉ E ARTESANATO 
Natal - RN:
LIVRARIA NOBEL - Avenida Senador Salgado Filho, 1782. fone: (0xx) - 84 - 3613-2007 
Campina Grande - PB:
Vila do Artesão
FURLÃO ARTE EM COURO - Biagio Grisi
R$ 35,00
OBS: Para encomendas externas, há o acréscimo da taxa dos correios.

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Lançamento em cordel - A saga de Jesuíno Brilhante

Por Varneci Nascimento

Quando se fala em cangaço, o personagem mais lembrado é aquele considerado o maior deles, o primeiro sem segundo, o intrépido e temível Lampião. Todavia a história nos mostra que outros abriram o caminho para que ele passasse e reinasse praticamente incólume, sem que fosse abatido. Mas a história deixa as suas marcas e os historiadores poetas ou poetas historiadores estão sempre em busca destas para inovar sua arte, criar novas obras, encantar seus leitores. O cangaço de fato é um dos assuntos preferidos do cordel, mas não o único, pois a literatura é abrangente, está em busca dos mais simples aos mais complexos dramas humanos.

É o caso do cordelista natalense Nando Poeta radicado em São Paulo há cerca de cinco anos e que espalhou a sua poesia para o Brasil. Chegou tímido na Luzeiro buscando ler os clássicos dos cordéis brasileiros. Mas o seu apelido - Poeta, somado à sua história de vida que inclui engajamento nos movimentos sociais, aos poucos se tornaram um convite para lançar as redes em águas mais profundas no mar gigantesco do cordel. E ele seguiu um conselho interessante: “não tenha medo”. Corajoso, arriscou-se a escrevinhar as primeiras estrofes. De uma humildade singular, virtude nem sempre presente na maioria dos escritores, foi mostrando seus versos aos amigos que tem em boa parte do país. Os verdadeiros o incentivaram e corrigiram, os falsos elogiaram, os orgulhosos o mandaram parar e seguir no sindicato, os bondosos o abraçaram e o cordel mandou que ele seguisse lendo Leandro Gomes de Barros, José Camelo de Melo entre tantos outros gênios dessa arte secular.

O mundo vivia o auge da crise financeira e em pouco tempo estava pronto o primeiro trabalho de sua verve, A Turbulência Econômica. E começava bem, pela maior e mais importante editora de cordel do Brasil, a Luzeiro, sonho de todo poeta que conheceu o gênero através de suas publicações. Em poucos meses, graças ao  engajamento a edição se esgotara, pois os sindicatos acolheram sua obra e a partir dela promoveram importantes debates. Mas o potiguar ousado percebeu que havia uma lacuna a ser preenchida no meio de outras categorias; foi quando homenageou as mulheres em Mulheres em luta; depois os trabalhadores com O primeiro de maio, e em seguida, sonhou longe querendo  a construção de uma nova central sindical de luta publicando então, A arte de lutar.

O sociólogo Nando sabe da importância do estudo e por isso buscou conhecer mais e melhor a história do cordel, seus autores, suas influências, o meio em que viveram e as condições em que espalharam sua poesia. Partindo deles também espalhou a sua. Após a experiência acumulada lança agora um trabalho a respeito do Jesuíno Brilhante, um homem bem sucedido em sua época, mas que resolveu trilhar pelo cangaço, deixando que a vingança e a violência dominassem o seu coração. Depois de ler quase tudo que se referisse ao cangaceiro, é assim que Nando o apresenta:

Jesuíno Alves Brilhante,
Agricultor, fazendeiro,
Um homem bem-sucedido
Laçador e bom vaqueiro.
Mas querendo se vingar
Passou a ser cangaceiro.

Escrever sobre Jesuíno tornou-se um desafio, já que pouco se contou sobre ele. Mas o poeta cônscio de sua arte não o teme. É feito o garimpeiro que busca a pedra mais preciosa. Nestas estrofes encontraremos a intrepidez e a coragem de um cangaceiro que enxergava à frente do seu tempo. Homem que respeitava as mulheres, dando-lhes voz, vez, espaço e respeito.

Para entrar no seu bando,
Cumpriria o mandamento:
Não tocar no que é alheio,
Mulher, só no casamento.
Todos os membros que entrassem
Faziam esse juramento.

Roubar era de fato proibido ainda que fosse para servir ao bando. Mesmo entre os violentos existem regras a serem cumpridas. Mas viver à margem da lei e da ordem tem seu preço e com Jesuíno não fora diferente. A perseguição e a espada, a bala e o punhal estavam em seu encalço e por conta da sua rebeldia terminou tombando pelo poder constituído. O Estado só não tem força maior que o povo, pois este, caso queira, poderá desestruturá-lo. Todavia, no caso de Jesuíno era apenas ele o seu bando.

Aqui, Nando Poeta conduz o leitor a conhecer a saga de um dos mais importantes cangaceiros da história. Boa leitura.


www.varnecicordel.blogspot.com.br
http://lampiaoaceso.blogspot.com

Barro confirma presença forte no Cariri Cangaço 2013

Por: Manoel Severo
Matriz de Santo do Antônio do Barro

Uma das revelações da terceira edição do Cariri Cangaço: Barro, consolidou na manhã do último dia 26 de janeiro sua participação  como um dos principais anfitriões do Cariri Cangaço 2013.

Cenário dos mais importantes dentro da história do cangaço, sobretudo no que diz respeito ao inicio dos bandos cangaceiros de Sinhô Pereira e Virgulino Ferreira, Barro é o berço de uma das mais emblemáticas personalidades de toda essa Saga: Major José Inácio do Barro.

Manoel Severo e Sousa Neto: Barro confirmado como um dos anfitriões do Cariri Cangaço 2013


O Secretário de Cultura do município, pesquisador e escritor Sousa Neto, na ocasião representando o prefeito Neneca Tavares, assegurou a presença desse importante município na quarta edição do Cariri Cangaço 2013. Para Sousa Neto a presença de Barro no evento "é motivo de muita alegria e satisfação, uma vez que nossa cidade é um dos mais importantes cenários do cangaço do nordeste. Já estamos aqui nos preparando para acolher a todos os convidados do Cariri Cangaço 2013, para fazer uma grande festa nordestina".

Para Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço "é impossível pensar em cangaço em nossa região e não ter o município de Barro entre os principais protagonistas desta história tão marcante para todo o nordeste. aqui em Barro temos o berço do bando de Sinhô Pereira, foi aqui em Barro que se ensaiou o primeiro bando de Lampião, foi aqui em Barro que fez história o Major José Inácio; então, trazer novamente o Cariri Cangaço até essas terras é motivo de muita alegria e a certeza de satisfação garantida a todos os pesquisadores, historiadores e escritores que vierem ao evento a partir do dia 17 de setembro".

Heldemar Garcia

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17 a 22 de Setembro Cariri Cangaço 2013


Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha,
Missão Velha, Aurora, Barro e Porteiras

Cariri do Ceará - Brasil

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Seu Pedro Leão e o alicate

Por: José Mendes Pereira

Apesar de ter sido um homem de boas condições financeiras Seu Pedro Leão não era arrogante, mas não dava chance a certas pessoas oportunistas. 

Foi um dos mais velhos comerciantes de Mossoró, período em que ela caminhava para o desenvolvimento. Seu Pedro Leão era um homenzarrão, de andar lento, conduzia sempre o seu paletó em um dos braços, não lhe faltava na boca um enorme charuto; tranqüilo quando alguém perdia a paciência com ele, igualmente quando chamava a atenção de alguém.

Em sua loja, no centro da cidade de Mossoró, no ramo de ferragens, vendia todos os tipos de ferramentas para marceneiros, pedreiros, agricultores, como por exemplo: pás, enxadas, alavancas, picaretas, lâminas serras, fechaduras, dobradiças, goma laca, alicates...

Certo dia, um sujeito fez-lhe uma compra em sua loja de um alicate de boa qualidade. Envolvido com um dos seus concorrentes, que no momento também fazia compras de outros utensílios, o sujeito esqueceu de examinar a ferramenta, isto é, se tinha algum defeito de fabricação. Pagou-a, recebeu-a juntamente com a nota de conferência, saindo da loja do seu Pedro Leão às pressas em busca da sua oficina.

Ao chegar, percebeu que as garras (boca) do alicate não casavam uma com a outra, e não querendo ficar com o prejuízo, sendo conhecedor dos direitos que o consumidor tem, resolveu voltar até a loja do seu Pedro, para lhe devolver o objeto defeituoso e receber outro sem aquele probleminha.

Logo que chegou à loja de ferragens seu Pedro estava ocupado com um freguês. Não querendo atrapalhar o atendimento do comerciante, resolveu esperar um pouco, até que ele despachasse o seu cliente.

Assim que seu Pedro liberou o freguês, disse-lhe que tinha voltado à sua loja, para fazer a troca de um alicate que havia comprado horas antes. E em seguida entregou-o acompanhado da nota de conferência, que era a verdadeira prova que tinha comprado lá.

Seu Pedro examinou o alicate, e vendo que estava defeituoso, mesmo assim disse-lhe que não o recebia.

O sujeito esbravejou dizendo-lhe que era sua obrigação, e não iria ficar com o prejuízo.

Usando a sua esperteza, Seu Pedro perguntou-lhe:

- Você não quer perder o alicate, não é?

- Quero não seu Pedro. Eu comprei ao senhor e é um direito seu fazer a troca da ferramenta.

- Troco não.

- Mas seu Pedro...

- Você que comprou só um não quer perder, imagine eu que vou perder esta ruma todinha aí! – disse ele apontado para a porção de alicates que estava na prateleira.

Seu Pedro não fez a troca, pois ele achava que todos os alicates que estavam no monte, estariam com o mesmo defeito de fábrica. Como ele iria perder todos os outros, não fazia mal o freguês perder só um.

Minhas simples histórias

Observação:

Até o momento não consegui a foto do seu Pedro Leão. Já estive no seu túmulo, mas não tem foto sua. Apenas a de seu Aluízio Leão, que era seu filho, proprietário de uma farmácia ao lado do Mercado Central. Já estive em sua casa, mas não consegui falar com a viúva do seu Aluízio. Como eu tenho na mente a pessoa de seu Pedro, se eu soubesse desenhar, o desenharia.

Clique no link ou o leve para o GOOGLE:


http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2011/07/maria-dos-anjos.html

Reclus De Plá e José Peixoto Júnior no Cariri Cangaço 2013.

Por: Reclus De Pla e Sant'anna

Meu prezado companheiro e amigo Severo, saudações. 
Fiquei feliz com a informação sobre o Cronograma de Atividades para a construção do Cariri Cangaço 2013.  
Desejo que a construção seja coroada de êxito. Fiquei feliz também por ter merecido a sua honrosa atenção no sentido de me informar a respeito desse Evento que reputo de altíssima importância. 
Peço que desde já me considere desejoso de participar INCONDICIONALMENTE. Na época que for estabelecida apresentarei o meu pedido formal de inscrição.
Agradeço a sua consideração e peço que aceite o meu cordial abraço.

Reclus De Plá e Sant'anna
Rio de Janeiro

Por: José Peixoto Júnior

Amigo Severo.
Agradeço e retribuo a sua mensagem pela boa vinda de nosso Cariri Cangaço. 
Sejamos felizes, com saúde e paz. 
Estou entusiasmado com o Cariri Cangaço 2013. 
Um abraço.

José Peixoto Junior
Presidente da Associação Nacional dos Escritores
Brasília - DF

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GECC à frente do Cariri Cangaço 2013 !


Caro amigo Severo, saudações.

Ficamos muito felizes com a alvissareira notícia.
O nosso GECC como sempre, está firme e forte no propósito de colaborar com a realização do IV Cariri Cangaço. A perspectiva de encontrar toda aquela turma já nos deixa ansiosos para que chegue rapidamente mais uma edição do maior encontro sobre cangaço do Brasil.
Um grande abraço e estamos as ordens.

Ângelo Osmiro Barreto
Presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
Fortaleza-CE

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Cangaceira Maria Bonita e Sua Verdadeira Data de Nascimento Na Revista Contexto Em Artigo do escritor João de Sousa Lima

Por: João de Sousa Lima(*)

A cangaceira Maria Bonita foi notícia na Revista Contexto, da Secretaria de Educação de Petrolina, Pernambuco.


Uma análise sobre a data de nascimento da cangaceira mais famosa,  Maria Bonita, Pesquisa realizada pelo padre Celso Anunciação nos arquivos da Igreja Católica, na Cúria de Paulo Afonso, Bahia.


A Revista Contexto merece uma leitura obrigatória tanto por seus temas atuais e dinâmicos quanto por sua qualidade de impressão.


A Rainha do Cangaço mais uma vez é tema de um artigo que foi minuciosamente analisado.


O texto foi  escrito tendo por base um artigo vinculado no Jornal Folha Sertaneja de 30 de setembro 2011, ano VIII, edição número 91, páginas 05 e 06.

(*) Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 e-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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