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segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Rei do Baião e seu filho Gonzaguinha: uma relação conturbada.

Por: Diego Vieira

Quando o filho nasceu, em 1945, Gonzagão já tinha 25 discos gravados como sanfoneiro e estreava como cantor. Aos dois meses, o bebê foi afastado da mãe, a cantora Odaléia Guedes dos Santos, que contraíra tuberculose. Foi criado no Morro de São Carlos, no bairro do Estácio, por Leopoldina de Castro Xavier e seu marido, Henrique Xavier Pinheiro, o Baiano do Violão, amigos de Gonzagão. Foi com o pai de criação e não com o biológico que o menino deu os primeiros passos na música. Quando o filho tinha 3 anos de idade, o Rei do Baião se casou com outra mulher, e Odaléia morreu.


Como estava sempre fora do Rio fazendo turnês e tanto a sua nova mulher quanto a sogra rejeitaram Gonzaguinha, ele teve de deixar o filho sob os cuidados de Leopoldina e Xavier. O casal levava o garoto para visitar o pai, então não houve corte de relações. Mas quando o menino começou a crescer, em contato com a malandragem do Morro de São Carlos, e a ficar indisciplinado, Gonzagão o botou num colégio interno. O velho acreditava que o filho não daria em nada. Gonzaguinha precisou mostrar ao pai que podia vencer na vida, que tinha talento. Seu primeiro público foi o pai. Foi para ganhar seu respeito e seu amor que ele batalhou tanto.

Gonzaguinha se engajou no movimento político-estudantil de esquerda, e isso foi mais um ponto de conflito com o pai, que era de direita e tinha passado nove anos no Exército. O rebelde jovem conseguiu formar-se em Economia pela Universidade Cândido Mendes, mas seu gosto era para música, tendo-se firmado como um dos mais brilhantes compositores e intérpretes daquela época.

Felizmente, em 1979, ambos se entenderam e fizeram uma vitoriosa turnê pelo Brasil. Tornaram-se, enfim, amigos. Luiz Gonzaga morreu em 1989, vítima de uma parada cardio respiratória, tendo sido velado em Juazeiro do Norte e, mais tarde, conduzido para sua terra natal. Gonzaguinha, após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico de 1991.


Texto de Diego Vieira

Administração Imagens Históricas


Adquiri no facebook - página do pesquisador Guilherme Machado
O vídeo - página do Youtube

Aniversário de Ana Beatriz - neta do administrador deste blog

Inscrições Parahyba Cangaço

Por: Wescley Rodrigues

Nobres amigos e amigas,

Através do presente queremos externar a nossa satisfação e alegria para com o público por ele ter acolhido a nossa proposta do Parahyba Cangaço, uma promoção do Cariri Cangaço e do Centro Cultural Banco do Nordeste. Em três dias de inscrições já temos, só da Universidade Federal de Campina Grande, 50 inscritos. São acadêmicos dos mais diversos cursos que voltam o olhar para o movimento do cangaço e o contexto social promotor do banditismo no sertão nordestino no início da República brasileira.

Saudações cangaceiras!
  
Wescley Rodrigues

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HISTORIADOR E ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA PARTICIPA DO 11º SALÃO DO LIVRO DO PIAUÍ - SALIPI, ONDE REPRESENTARÁ JUNTO COM O ESCRITOR RUBINHO LIMA, A CIDADE DE PAULO AFONSO.

Por: João de Sousa Lima
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Rubinho Lima

Bate-papo Literário

O Bate-Papo Literário, mediado pelo professor Luiz Romero, com a participação de entrevistadores convidados, é a vitrine do Salão do Livro do Piauí. Trata-se do espaço destinado aos lançamentos de livros e aos bate-papos com escritores consagrados e principiantes, que falam de suas produções e de cultura em geral. É no espaço do Bate-Papo Literário que acontecem os saraus, recitais, debates culturais, os “Diálogos Poéticos” e shows musicais intimistas com artistas da terra. Toda a programação é transmitida pela Rádio Antares e outros meios de comunicação instalados no espaço da Praça Pedro II.

PROGRAMAÇÃO

SEGUNDA- FEIRA – 03.06.2013

15h– O Saci é verde: Um exemplo de arborização em Teresina
Autor: José Marques
16h– Estórias de minha gente
Autor: Constâncio Furtado Rêgo
17h– Cinturão de fogo
Autor: Toni Rodrigues
17h30– O mistério da estrela Tainahakã
Autor: Assis Brasil
18h– Futebol e Vida: Qualquer semelhança é mera coincidência
Autor: Raimundo Clementino Neto
18h 30– Revista Atente
Autor: Francisco Carlos Mascarenhas
19h– O Buraco e outras histórias
Autora: Fernanda Paz
19h 30min– A descoberta do quintal
Autora: Áurea Belfort

TERÇA- FEIRA – 04.06.2013

15h– Existirmos a que será que se destina? O Brincar na Educação Infantil
Autora: Grasiela Coelho
15:30h – Trabalho docente na educação à distância: Saberes e Práticas
Autora: Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira
16h– Nonon – O menino da lagoa grande / Parabélum / 15:50 / O turco e o cinzelador
Autor: Eneas Barros
17h– Elementos da língua Latina
Autor: Carlos Evandro Eulálio
18h– The Dark Night: A noite da paixão e do medo (romance)
Autora: Fran Lima
18h30– A última estação
Autor: Jacob Fortes
19– Poemas insidiosos
Autor: Caio Negreiros
20h– Identidades e diversidade cultural: Patrimônio arqueológico e  antropológico do Piauí, Brasil e Alto Ribatejo, Portugal.
Organização: Marleide Lins, Síria Borges e Luís Osterberk

QUARTA-FEIRA – 05.06.2013

15h– Repugnações & Desejos
Autor: Eduardo Dantas
16h– O rato da roupa de ouro
Autor: Dilson Lages
17h– Academia Juvenil de letras
Colégio Pro Campus
17h30 – À Espera dos Bandidos / Vermelho Brasil
Autor: Mílton Borges
18h– Conversa com o autor Fabrício Carpinejar
18h 30min– Imprensa: Perfis e contextos
Organizadora: Ana Regina Rêgo
19h– Antologia Transcultural de poesia
Organização: Algemira Mendes e Marleide Lins
20h– Um olhar retrospectivo sobre a Vaidade Feminina
Autora: Elizabeth de A.G. Nogueira.

QUINTA-FEIRA –06.06.2013

15h– Breve dicionário de expressões do Piauí
Autora: Aldeia Marathoan
15:30h  – Poesias
Autor: Luno Gomes
16h– No Rumo das Areias
Autor: José Gregório da Silva Júnior
17h– Pedra de cantaria
Autora: Graça Vilhena
18h– Da Bula à Liberdade: escritos e descritos de médicos escritores piauienses
Sociedade Brasileira de Médicos Escritores
19h– Objeto presença
Autor: Santos Júnior
19h30– Os grilos de estimação e A festa lendária de Gó
Autora: Aurilene Andrade Leal.
20h– Dança do ventre

SEXTA-FEIRA –07.06.2013 (PARTICIPAÇÃO DO HISTORIADOR E ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA, DA CIDADE DE PAULO AFONSO-BAHIA)

15h– Pulsações na Tela
Autora: Salette Jacques Marsal
15:30h- Meio ambiente: cuide do seu presente para haver mais no futuro
Escola Municipal Delfina Borralho
16h– O olhar e a palavra: Fotojornalismo de José Medeiros na revista O Cruzeiro
Autora: Ranielle Leal
17h– Luiz Gonzaga: 100 anos de Eterno Rei do Baião
Autor: José Marcelo Barbosa
17:30h – Nas trilhas do cangaço – Seu Cristino: um sertanejo que conheceu Lampião
Autor: João de Sousa Lima (Paulo Afonso-BA) 
18h– Ode ao amor desvanecido
Autor: Gilvanni de Amorim
19h– O uso do cordel no ensino de ciências
Autor: Wilson Seraine
19h30– Os intrépidos andarilhos e outras margens
Autor: Adriano Lobão Aragão
20h– Cabeça de sol em cima do trem
Autor: Thiago e

SÁBADO – 08.06.2013

15h– A Arte de transmitir a mensagem
Autor: Josselmo Batista
15:30h – Direitos da Mulher: O que toda mulher precisa saber e todo homem entende
Autor: Juscelino Oliveira
16h– Pedra negra
Autor: Halan Silva
17h– Enfileirador de Palavras
Autor: Joca Nettu
18h– Um narizinho no fundo do mar
Autor: Flávio Stambowsky Nogueira
19h– Corações juvenis / Paulo e Estêvão para jovens leitores
Autor: Adeílson Salles

DOMINGO – 09.06.2013 - 15h– Traço e riso

Autor: Jota A
16h– Sons do sertão: Luiz Gonzaga, música e identidade
Autor: Jonas Rodrigues
17h – Torquato Neto Inédito: O fato e a coisa
Organização: George Mendes
18h – Revista Acrobata
Organização: Demétrios Galvão, Aristides Oliveira e Thiago




Enviado peço escritor e pesquisador do cangaço:
 João de Sousa Lima

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Artista é assim!


Só para apresentar o artista.

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Lançamento de livro

Lançamento de livro!

O professor, escritor, pesquisador e fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço lançará em Junho deste ano de 2013, o seu mais novo trabalho, com o título:

Sítio dos Nunes de Flores vive saga do cangaço.

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domingo, 2 de junho de 2013

E agora José? - O sobrinho de Lampião

Por Ivanildo Silveira
Rostand Medeiros, João de Sousa Lima, Neli Conceição Ivanildo Alves Silveira, Alcino Alves Costa e Juliana Ischiara

Muitos estudiosos do cangaço ignoram a existência de “José“, sobrinho de Lampião, e que estava na Grota do Angico/SE, no fatídico 28 de julho de 1938 (morte do Rei do cangaço).

Desculpem a má qualidade. Esse é o "melhor" aliás o único registro existente.

A literatura lampiônica fala que na quarta-feira, 27 data esta, que antecedeu o massacre, a pedido de Lampião, a cangaceira “Cila” costurava o culote para “José” que, três dias antes, se incorporara ao bando.

A cangaceira Sila - companheira do cangaceiro Zé Sereno

José Ferreira dos Santos era um rapazote com aproximadamente 17 anos de idade na época do fato, sendo filho de Virtuosa, irmã de Lampião, que vivia no Juazeiro do Norte/CE, desde o convite e proteção do padre Cicero.

Lampião segurando uma garrafa - talvez, cerveja

O Jornal "A Tarde" da Bahia, em sua edição de 02 de março de 1939, apresentou importante entrevista com a personagem  José, o qual narra para o repórter, a sua entrada no bando, bem como a sua prisão, que ocorreu na cidade sergipana de Canindé.

Esse indivíduo cumpriu sentença, e, depois, desapareceu. Sabe-se que, ainda, alguns anos depois, ele fez contato com alguns familiares. Visitou sua tia "Dona Mocinha" quando esta residia no estado de Pernambuco, e desapareceu no ôco do mundo. Não se sabe, se o mesmo, ainda hoje é vivo, pois estaria com precisos 91 anos de idade...

É mais um mistério do cangaço. Pergunta-se: JOSÉ, PARA ONDE?

Abraço a todos

Ivanildo Alves Silveira
Colecionador/Estudioso do cangaço
Natal/RN

Matéria do jornal - Cortesia do Dr. Sérgio Augusto S. Dantas / Luiz Ruben

Publicado nos blogs:

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br
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O cangaceiro Jesuíno Brilhante


Jesuíno Brilhante, cronologicamente o primeiro, na nossa região, não foi um celerado qualquer, salteador e sanguinário como tantos. Não. Tinha os seus homens, o seu grupo, é certo; muito mais para se defender da polícia e dos seus numerosos inimigos, do que para a prática do assalto criminoso à propriedade alheia. 

Jesuíno Brilhante não roubava. Sensível ao sofrimento dos humildes, dos injustiçados e desprotegidos da própria sorte, se fez deles protetor. Dizem que assaltou comboios do governo em época de seca, distribuindo os gêneros com os flagelados. A sua história se acha contada pelo escritor conterrâneo Raimundo Nonato em “Jesuíno Brilhante – O Cangaceiro Romântico”.

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?tid=5699668056273456232&cmm=23048293&hl=pt-BR

Lembranças do Passado - 03 de Junho de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Quem vê hoje Mossoró agitada e violenta, não imagina como ela era no passado. Uma calma, bucólica e tranquila cidade onde o povo conversava nas calçadas, em rodas de amigos, vez por outra degustando um quente e saboroso cafezinho servido pelos anfitriões. Como registrou Raul Fernandes, “tesouravam a vida alheia, engrossavam mexericos, alardeavam boatos e criticavam políticos, horas a fio”. Vamos fazer uma viagem ao passado, vamos rever Mossoró nos primeiros anos do século XX, através das reminiscências de dois grandes da cultura local que foram os escritores Raul Fernandes e José Octávio. Vamos lembrar a Mossoró que eles conheceram.


Naquela época, o comércio já era movimentado, mas as mercadorias eram transportadas em carro de boi ou em lombos de muares, levando tudo o que o sertão comprava em mercadorias mais variadas e trazendo algodão, as peles e demais produtos regionais dos sertões cearenses e paraibanos.
               
Existiam grandes lojas comerciais, como: Casa Mota, Cavalcante Irmãos, Delfino Freire, Francisco Marcelino, a casa bancária S. Gurgel, Monte Primo, Camilo Figueiredo, a grande firma exportadora M. F. do Monte, além de dezenas de outros comerciantes que enchiam as então ruas do Comércio, Praça 6 de Janeiro, rua Gurgel e suas transversais.
               
Possuía o maior parque salineiro do País. Três firmas descaroçavam e prensavam algodão. Era centro comprador de peles, algodão e cera-de-carnaúba. Exportava pelo Porto de Areia Branca.
               
Circulavam jornais como “O Comércio de Mossoró”, onde o Cel. Bento Praxedes, Dr. Felipe Guerra e outros vultos proeminentes da terra publicavam as suas matérias. O jornal “O Mossoroense” já se destacava nas suas lutas políticas e se constituía numa verdadeira escola de jornalismo. Em suas páginas, os grandes da terra deixaram seus escritos. No campo artístico, existiam duas bandas de música que animavam os principais eventos da cidade, o Club Dramático, o Instituto 2 de julho (Clube Literário), o Democrático Club, escolas de piano, violino e música de banda. O folclore mantinha presente fatos distanciados que impressionavam a região. A canção Corujinha evocava o lendário e romântico cangaceiro Jesuíno Brilhante, dos idos de 1876. A música mais conhecida era a melodia Vassourinha, com letra adaptada à campanha política contra a oligarquia dos Maranhão. Havia poetas e literatos como Antônio Gomes, Vasconcelos, Tércio Rosado, maestros como Alpiniano e Canuto. Na arquitetura existia o grande artista do estuque, do cinzel e da pintura, o famoso Francisco Paulino, cujas obras de arquitetura desafiam os tempos como a Estátua da Liberdade de Mossoró, o Monumento da Independência, e os frontispícios de algumas igrejas e prédios.
               
O casario apresentava delicioso tom de colonial, nas palavras de Raul Fernandes. Haviam bicas imitando bocas de onça e jacaré que pendiam das cornijas. Jorravam águas pluviais nas calçadas, onde a meninada se banhava em larga recreação, gazeando aulas. Aos primeiros sinais de inverno, a população regozijava-se. Com certeza, haveria fartura próxima. Em compensação durante os longos períodos de seca, a cidade enchia-se de flagelados.
               
A energia elétrica alimentava várias indústrias nascentes. Em 1926 já havia uma agência do Banco do Brasil, que era o único estabelecimento de crédito da região.
               
Já no início dos anos 20, a cidade era ligada ao litoral por estrada de ferro que se estendia ao povoado de São Sebastião, atual município de Governador Dix-sept Rosado, na direção Oeste, percorrendo quarenta e dois quilômetros. Estradas e rodagens convergiam de vários recantos, sulcadas por caminhões que, aos poucos, substituíam as bestas de carga. Uma delas internava-se, cortando essa faixa, até os confins do Sertão da Paraíba.
               
Outros tempos aqueles. Mossoró é uma das cidades que mais cresce no Brasil. O sal, o petróleo e a fruticultura irrigada são os sustentáculos de sua economia. Segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas e revista “Você S/A”, Mossoró está entre as 100 melhores cidades para trabalhar. Em 2004, por exemplo, a cidade saltou da 80ª colocação para a 20ª, superando Natal e Fortaleza. Mas é uma cidade que cultua sua história através de seus museus e dos grandes espetáculos encenados anualmente. E assim, passado e presente convivem em harmonia nessa cidade protegida por Santa Luzia, a Virgem da Eterna Claridade Visual.

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:

http://www.blogdogemaia.com 

          
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SBEC Promove XV Fórum do Cangaço !


10 a 13 de junho de 2013
Local Museu Histórico Lauro da Escóssia
Mossoró-RN

Cronograma de atividades

Dia 10/06/13 – Segunda-Feira

19h15min
Local: Salão nobre do Museu Histórico Lauro da Escóssia
Solenidade de abertura

20:00h
Conferência de abertura
Tema: Plantas medicinais dos sertões Nordestino
Conferencista: Prof. Dr. Larry Barbosa

21:00h
Programação cultural
Coquista: Concris

Dia 11/06/13 – Terça-feira
08:00h
Palestra:
Tema: A ilusão do cangaço
Palestrante: Aderbal Nogueira Simões
Representante do 3º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, o Sr. Ângelo Osmiro Barreto

08h45min
Debate
Debatedor
Manoel Severo Barbosa
Moderador(a)
Geraldo Maia do Nascimento

Dia 12/06/13 – Quarta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: O cangaço e a literatura popular:
Palestrante: Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira
2º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço

08h45min
Debate
Debatedor
Josué Damasceno Pereira
Moderador(a)
Elizabeth Oliveira Amorim

Dia 13/06/13 – Quinta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: 20 anos da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC
Palestrante: Paulo Medeiros Gastão
1ªº Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

08h:45m:
Debate:
Debatedores:
Antônio Vilela de Souza
Emanuel Pereira Braz
Moderador:
Lemuel Rodrigues da Silva

15:00h
Lançamento do livro: Religião e cangaço na cidade de Mossoró
Autor: Cláudio José Alves Viana
Fonte Editorial

http://cariricangaco.blogspot.com
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Qual teria sido o Jararaca? - 1, 2 ou 3?

Por: Cabo Francisco Carlos Jorge de Oliveira

Amigo Mendes,

Uma vez ouvi uma história contada por um cabra daí, das bandas do nordeste, isto é, do Cariri Velho de Baixo, e segundo este homem, o tal cangaceiro por alcunha Jararaca não fazia tanto jus ao apelido recebido, comparando-o ao comportamento super- agressivo e cruel da tal serpente peçonhenta.

Isto aconteceu em Sergipe, numa manhã ensolarada do mês de agosto, mais ou menos nove horas, quando se ouvia ao longe a cantiga dos cocões de um velho carro de bois, carregado de troncos de aroeira, que a passo lento vinha pela estrada estreita, subindo a longa rampa no sopé de uma serra. O aboio do carreiro que conduzindo seis juntas de bois, ecoava à léguas de distâncias, dentro daquele sertão bravio.

Bem adiante, quando o referido carro de bois alcançava o alto do espigão, o carreiro viu à sua frente, sentado sobre uma pedra, à sombra de uma barriguda, um homem negro, alto, cabelos de carapinha, cansado, faminto e com a roupa toda rasgada. Esse estava com um punhal atravessado no cinturão, desprovido de munição e segurava um fuzil que num gesto súbito, se levantou e acenou para o carreiro parar, aproximando-se então do carreiro, pediu-lhe água e comida.

Aproveitando a sombra da árvore, o carreiro deu um descanso aos bois, em seguida pegou uma patrona de couro e também uma cabaça repleta de água fresca, descendo do carretão, sentou-se ao lado do estranho, dando-lhe a porunga com água.

O cabra bebeu gorgolejando e derramando água pelo peito a fora, limpou a boca com a costa da mão, pegando uma cuia com um bocado de farinha e alguns nacos de jabá cozido. Alimentando-se com muita avidez, notava-se que o cabra era um cangaceiro, e estava foragido há dias em meio às caatingas do sertão, e era isto mesmo. Mas mesmo assim, o carreiro não demonstrou medo, nem fez perguntas ao estranho, que lhe pediu uma carona ao carreiro até mais adiante, e assim, durante a viagem, ele adormeceu, vindo a despertar-se assustado com o solavanco do atrito das rodas de madeira com as pedras do caminho. Isto já a algumas léguas de distância. Eles estavam perto de um riacho, dai o cabra pediu para o carreiro parar. Logo após ele apear, perguntou-lhe:

- O senhor é casado?
- Sim.
- E quantos filhos o senhor tem?
- Três.
- O senhor é dono de terras?
- Não. Sou empregado. 

Daí, o cabra tirou de dentro do cinto quatro patacas de ouro maciço e entregou ao velho carreiro dizendo-lhe:

- Isto, meu amigo, é um presente do cangaceiro Jararaca. Vá com Deus,  e que o meu Padim Ciço lhe proteja pelo caminho.

O carreiro agradeceu com um gesto de cabeça e partiu feliz, tangendo os bois pela longa estrada poeirenta.

Já o cangaceiro Jararaca embrenhou-se caatinga à dentro, rumo à uma fazenda por nome "Toca do Mocó", para se abastecer de munição e suprimentos, e se reagrupar com os demais cangaceiros, dispersados pelo confronto com a volante do tenente Zé Rufino.


Esta é mais uma das mil histórias do cabo Francisco Carlos Jorge de Oliveira.

Enviado pelo autor

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sábado, 1 de junho de 2013

Sgtº De Luz, o matador do cangaceiro JURITI

Escrito por Alcino Alves Costa

O escritor Alcino Alves Costa diz em seu livro "Lampião Além da Versão - Mentira e Mistérios de Angico” que uma das autoridades mais perversa e sanguinária foi Amâncio Ferreira da Silva, que os cangaceiros já com documento de Soltura, ele os perseguia só para ter o prazer de matá-lo. 

Diz o escritor: "Amâncio Ferreira da Silva era o verdadeiro nome do sargento De Luz. Nascido no  dia 11 de agosto de 1905, este pernambucano ainda muito jovem arribou  para o Estado de Sergipe, indo prestar os seus serviços na polícia militar sergipana. Os tempos tenebrosos do banditismo levaram De Luz para o último porto navegável do Velho Chico, o arruado do Canindé Velho de  Baixo. Por ser um militar extremamente genioso, violento e perverso, ganha notoriedade em toda linha do São Francisco e pelas bibocas das caatingas do sertão. Dos tempos do cangaço ficou na história, e está  registrada no livro “Lampião em Sergipe”, o espancamento injusto que ele deu no pai de Adília e Delicado, o velho João Mulatinho, deixando-o  para sempre aleijado". 

Cangaceiro Juriti

Continua o escritor: "Um de seus maiores prazeres era caçar ex-cangaceiro para matá-los sem perdão e sem piedade. Foi o que fez com Juriti, prendendo-o na fazenda Pedra D`água e o assassinando de maneira vil e abjeta jogando-o em uma fogueira nas proximidades da fazenda Cuiabá. Foi em virtude de desavenças com o seu sogro, o pai de Dalva, sua esposa, que naquele dia 30 de setembro de 1952, quando viajava de sua fazenda Araticum para o Canindé Velho de Baixo, se viu tocaiado e morto com vários tiros. Morte atribuída ao velho pai de Dalva, o senhor João Marinho, proprietário da famosa fazenda Brejo, no hoje município de Canindé de São Francisco".

Juriti e outros cangaceiros

Continua o escritor: "Diz a história que João Marinho foi o mandante, chegando até ser preso; e seu genro João Maria Valadão, casado com Mariinha, irmã de Dalva, portanto cunhado de De Luz, ainda vivo até a feitura desse artigo, com seus 96 anos de idade, completados no mês de dezembro de 2011, foi quem tocaiou e matou o célebre militar e delegado que aterrorizou Canindé e o Sertão do São Francisco. Foi o sargento De Luz o matador de Manoel Pereira de Azevedo, o perverso e famoso Juriti. Manoel Pereira de Azevedo era um baiano lá das bandas do Salgado do Melão. Um dia arribou de seu inóspito sertão e viajou para as terras do Sertão do São Francisco, indo ser cangaceiro de Lampião, recebendo o nome de guerra de Juriti".

Este material foi publicado em vários blog, mas com autorização do próprio escritor. Neste blog foi postado apenas uma pequena parte do todo.


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Cangaço me fascina!

Por: Linda Marta de Medeiros

Amigo José Mendes:

Venho acompanhando suas publicações sobre o cangaço, e as curto demais.  Meu pai e meus avós eram de uma cidade do Rio Grande do Norte, chamada São Miguel de Jucurutu, nos dias de Hoje, Jucurutu.

Cresci ouvindo eles contando histórias sobre o cangaço. Papai era analfabeto, mas, como todo nordestino, era muito inteligente.

Adorava literatura de cordel, comprava e me pedia para ler. Ele ouvia e fazia comentários. Era muito bom aquele tempo.

Eu tenho um fascínio, até estranho, de tão grande, tudo que diz respeito ao nordeste, em especial, a literatura, me encanta. Para mim, o nordeste tem uma magia, mas muito especial. 


Vou ver se consigo o livro: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico.

Obrigada pela publicação.

Grande abraço fraternal.
Linda Marta de Medeiros

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O cangaceiro Pancada

O cangaceiro Pancada ainda em traje de cangaceiro

Lino José de Souza, seu nome verdadeiro, mas alcunhado no cangaço por (pancada). Afirmam os pesquisadores que este cangaceiro era muito malvado. Era companheiro de Maria, conhecida como Maria de Pancada.

Pancada, Maria , sua companheira e cangaceiro não identificado

Após a morte de Lampião e Maria Bonita Pancada resolve se entregar à polícia do Estado de Alagoas  no ano de 1939. Pancada era chefe de subgrupo de Lampião.

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Dimas Macedo e o Cariri Cangaço


"Este título eu o guardarei com a máxima honra."
Dimas Macedo

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Depoimento sobre o Dr. Antonio Rodrigues de Carvalho

Por: Josafá Inácio

Convite Honroso

Recebi do professor Xavier Gondim o honroso convite para escrever um depoimento sobre o conterrâneo Dr. Antonio Rodrigues de Carvalho, falecido a 03 de dezembro do corrente ano, aos 82 anos de idade. Caindo a tarefa sobre mim, muito me enobrece desempenhá-la, pois tive contatos importantes com Antonio Rodrigues, alguns no início de minha vida profissional e outros no período de nossa aposentadoria. No intermeio nos encontrávamos pouco. Ele ocupado nas suas funções e eu nas minhas.
A história de Antonio Rodrigues é daquelas que dão novelas e filmes. Não foi uma história comum às demais pessoas, não.

Uma Caminhada Diferente

Ter nascido no Sítio Capim Grosso, a 13 de junho de l927, quando Upanema nem era ainda vila, mas estava apenas na condição de simples povoado, tudo indicava que o caminho do Toinho era o roçado, para plantar milho, feijão e batata; ou era a várzea do rio, para amassar o barro, bater tijolo e queimar caieiras; ou era, ainda, o carnaubal, para cortar palhas e sacudir o pó. Era o que fazia seu pai, o trabalhador braçal Luiz Rodrigues de Carvalho, conhecido por Lucas Sebo, casado com Cosma Martiniano de Carvalho.

O sobrenome Carvalho destes Rodrigues não é o mesmo dos Carvalhos do Sítio Umari, não. A saída dos filhos de Seu Lucas, ainda na infância, e a separação da terrinha por longo tempo, dificulta um melhor esclarecimento de suas origens. Mesmo assim podemos apontar a família Ferreira de Aquino, os chamados Bacurinhos (e ainda Bacurins), como parentes dos Rodrigues de Carvalho.

Antonio Rodrigues de Carvalho

Voltemos a Antonio Rodrigues, que saiu de Upanema com sete anos de idade, pelo desejo de duas irmãs suas que já estavam vivendo em Mossoró. Tropeiros fizeram o favor de levar Toinho no lombo de um jumento. Sair de Upanema era se desviar dos caminhos percorridos por todos de sua época: o roçado, a várzea e o carnaubal. Mas suas irmãs não eram folgadas não. As atividades desenvolvidas por elas em Mossoró eram aquelas de empregadas domésticas. Ainda em Upanema, Toinho aprendera as primeiras letras com a sua irmã Francisca Rodrigues, mais conhecida por Chicuta.

O Início dos Estudos

O menino Toinho frequentava escola em Mossoró, iniciando o Primário com sete anos de idade. Corria o ano de 1934. Concluinte deste curso, e garoto com dez anos, angariou a simpatia do vereador mossoroense João Manoel, que o adotou como afilhado. O vereador já era amigo de suas irmãs.

Depois do curso primário, o estudo devia ser pago. Na década de 1930 não havia escola pública que oferecesse o curso ginasial (hoje ensino fundamental maior). Só o Ginásio Diocesano Santa Luzia (depois Colégio) oferecia o curso. Mas o garoto conseguiu por carta uma bolsa de estudo do então Governador do Estado Rafael Fernandes.

Rafael Fernandes

Aluno, Professor e Deputado

Adiantar-se no estudo implicava em sair para Natal, pois Mossoró não tinha o curso médio (o clássico, o científico ou o magistério). Fez o Clássico no Colégio Estadual Ateneu, onde também foi professor. Morava na Casa do Estudante, revelando-se líder entre os colegas. Ser conversador, ter sensibilidade às causas estudantis, transpirar ideais políticos e falar bem, foram as credenciais para chegar à política. Assim é que apareceu o convite para completar a chapa para deputado estadual. Em 1948, aos vinte e um anos de idade, ele chegou à Assembléia Legislativa.

O estudo continuava sendo um sonho permanente. Sua boa oratória o levou ao curso de Direito. Não havendo esse curso em Natal se deslocava periodicamente para Maceió-AL. Ser estudante em terra alagoana, e em Natal desempenhar as funções de professor e deputado era a confirmação de uma história singular.

Deputado, Prefeito e Médico

Reelegeu-se deputado em 1952. Foi quando Upanema pode contar com os seus préstimos. Ainda Vila, pertencente a Campo Grande, Upanema vivia um momento político favorável à sua emancipação. A Câmara de Vereadores de Campo Grande tinha como Presidente o nosso conterrâneo Vicente de Paula Rocha (Vicente Rocha), que propôs aos seus pares a emancipação de Upanema. Proposta aceita por todos os vereadores e Decreto assinado por Vicente Rocha. Mas o Decreto devia receber a sanção da Assembléia Legislativa e se transformar em Lei. O deputado conterrâneo abraçou a causa, fez a devida justificativa perante os seus pares, e Upanema foi desmembrado de Campo Grande, tornando-se Município pela Lei de N 874, de 16/09/1953.

Antonio Rodrigues foi ao terceiro mandato de deputado. O passo seguinte foi chegar à prefeitura de Mossoró, em 1958, ainda com 31 anos de idade. Volta à Assembléia, em 1966, de onde sai mais uma vez, para enfrentar, em l968, a mais emocionante e equilibrada eleição já vista em Mossoró. Seu opositor era o Dr. Vingt-un Rosado, que no embate era chamado de “Touro” e ele de “Capim”. Saiu vitorioso, com maioria de 98 votos.

Vingt-un Rosado

Largou a política no final deste mandato (1973) para se formar em medicina. Formou-se com a idade passando dos 50 anos. Sua atuação como clínico geral perdurou até às vésperas do seu falecimento.

Encontro de Conterrâneos

Devo me envolver, agora, nesta história de Antonio Rodrigues, com muita honra. Chegava eu em Mossoró, em l969, para começar uma nova etapa de minha vida. No mesmo ano, assumi um trabalho social no Bairro Alto do Xerém. A primeira etapa do trabalho previa a construção de um chafariz. A comunidade, devidamente conscientizada, se responsabilizaria pela mão de obra voluntária, e as outras despesas seriam assumidas pelo poder público. Levei o projeto para o prefeito Antonio Rodrigues que o apreciou e fez a seguinte observação: “Josafá, ontem recebi vários pedidos de vereadores, sendo um deles também para construção de um chafariz. Minhas respostas foram negativas. Diante do seu projeto, porém, sinto-me motivado e obrigado a atender”.

Uma semana depois da aprovação do projeto, fui convocado pelo prefeito para uma reunião no seu gabinete. Estava eu com poucos meses na minha nova etapa de vida. Saía de um internato vivido em alguns seminários, durante treze anos, sem nenhuma experiência no serviço público. E recebi o convite para assumir a Secretaria de Administração ou a recém criada Secretaria de Planejamento. Não sabia eu que um simples projeto, o primeiro que fiz, fosse motivo para chegar a uma secretaria da Prefeitura de Mossoró. E não sabendo disso, mas sabendo que ia comandar chefes de departamentos, com idade variando entre 40 e 50 anos de idade, enquanto estava eu com 27, temi assumir a tarefa, cuja responsabilidade não seria correspondida pela minha inexperiência, assim pensava eu naquela época. Só depois, aos 35 anos entrei na Prefeitura, como Secretário de Administração.

O Desejo de Voltar à Terra Natal

O que destaco em Antonio Rodrigues, indo além do que muitos falaram e escreveram sobre ele, são os três envolvimentos que ele teve com Upanema. Aquele, de 1952 para 1953, relativo à emancipação política; o convite que me fez, também na lembrança de Upanema, assim me disse ele; e o terceiro envolvimento, ainda comigo, se deu há apenas dois anos, já na nossa aposentadoria. Nossos encontros se davam na Praça da Catedral de Santa Luzia, na calçada da Rádio Rural ou no Banco do Brasil. Foi maravilhoso ouvir dele o desejo de voltar para Upanema, na altura dos seus 80 anos. Comprar uma faixa de terra no Capim Grosso, e ali erigir uma capela, um posto de saúde e uma escola, era o último sonho do advogado, do deputado, do prefeito e do médico Antonio Rodrigues de Carvalho.

Complemento Indispensável

Este parágrafo e o seguinte trazem um complemento indispensável para esta história. Pouco foi dito sobre suas irmãs, nada sobre seu irmão, sua esposa e seus filhos. Antonio Rodrigues, ainda não era rapaz feito, quando repetiu o gesto de suas irmãs, de voltar a Upanema para trazer o irmão que tinha ficado aqui. Cresceram juntos, sofreram juntos e venceram juntos. As irmãs, Luiza e Romana, estavam no apoio apertado, e aquele vereador, o Sr. João Manoel teve participação importante. O irmão, Francisco Rodrigues de Carvalho, formou-se em medicina (Dr. Chico Rodrigues), e agora goza a aposentadoria. Portanto, o amor fraterno não faltou.

Não poderia faltar também aquele amor, que do abraço quente nascem filhos. Namorou 10 anos com a mesma moça. Em 1956, na Igreja de Nossa senhora do Perpétuo Socorro, Antonio prometeu viver até morrer com a mossoroense Maria Augusta Filgueira, mulher de fé e de caridade. A humildade e a simplicidade são outras virtudes da esposa. O que importava para ela era o crescimento do marido. A propósito alguém disse: “Atrás de um grande homem existe uma grande mulher”. Antonio Rodrigues deixou, por morte, além da mulher, a filha Nairma Filgueira de Carvalho, formada em psicologia, viúva que deu um neto aos pais. Maranto Filgueira Rodrigues de Carvalho, casado, deu dois netos, e é promotor de justiça.

Figura Ímpar e Exemplar

Este depoimento se confundiu com a própria história de Antonio Rodrigues. A história enriquece o depoimento, e este não pode alterar nada da história. Ser este trabalho menos depoimento do que história, é se comportar como tal. Contudo, não deixei de depor a favor do personagem central da história, e espero, com o depoimento, ter realçado a figura ímpar e exemplar do Dr. Antonio Rodrigues de Carvalho.
Texto do professor Josafá Inácio publicado na edição 68 do Jornal de Upanema

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