Seguidores

sábado, 14 de junho de 2014

Antonio Conselheiro (Quixeramobim, CE. - Canudos, BA.)


A religiosidade praticada em torno de Antonio Conselheiro cuja figura é conhecida no desenho de Acquarone publicado na revista Dom Casmurro (1946), representava o uso da crença como “contestação” política e social sobre o palco da peça do teatro do agreste em que um bom título seria: “mais fácil abrir as portas do céu do que as portas da terra para os esquecidos”.

Antonio Vicente Mendes Maciel ou “Antonio Conselheiro”,* nasceu em Quixeramobim, sertão do Ceará,  em 13 de março de 1830 e morreu de causas ignoradas em 22 de setembro de 1897, quando foi arrazado o arraial de Canudos pelas tropas do Exército, no governo de Prudente de Morais. Aos 44 anos, abandonado por sua mulher, tornou-se pregador. Peregrinou pelo Nordeste acompanhado de muitos adeptos. E sua figura despertou inquietação entre representantes da Igreja católica, que solicitaram ações por parte das autoridades contra o beato. Foi preso diversas vezes, acusado de perturbar a ordem pública e encorajar a desobediência às institiçoes civis e religiosas. Mas, sua fama se espalhava pelo Nordeste, era tido como um profeta, um homem de Deus, apesar de os conselheiristas não se considerarem eleitos à espera da salvação, mas, sim, como manifestantes de uma entrega total a Deus e buscando os recursos para a manutenção da vida e melhores condições para o povo do sertão abandonado e oprimido pelo latifúndio, pelo Estado e por uma Igreja distante e ausente.


Antonio Conselheiro e seus adeptos queimaram publicamente numa localidade baiana, os editais do governo. Foram então, mandados ao local 35 soldados da polícia para prendê-los, mas, os soldados foram derrotados pelos beatos. Alguns anos depois, Antonio Conselheiro decidiu deixar a vida de peregrinação e fundar uma comunidade que chegou a ser composta de 25 mil pessoas habitantes de 5 mil casas. Ergueu um arraial em um latifúndio (grande extensão de terras), abandonado no sertão da Bahia. Perto de lá havia um rio temporário chamado “Vaza-Barris”, (porque a lata furava batendo nas pedras do raso rio) onde moravam em humildes choças de palha, umas poucas famílias. A região era árida, o solo pedregoso e nas secas prolongadas o rio secava e a água só era obtida cavando profundamente o barro do leito ressecado do rio.  Mas, Antonio Conselheiro chamou o lugar de Belo Monte. No entanto, devido a abundância de uma vegetação chamada “canudo-de-pito”, o lugar ficou conhecido como Canudos. O maior perigo de Canudos às autoridades, residia no exemplo da comunidade religiosa que não se isolava, mas, sim, mantinha contatos com as outras vilas e arraiais, propagando assim, uma forma organizativa que colidia de frente com o Estado dos senhores de terras.

"O SERTÃO VAI VIRAR MAR E O MAR VAI VIRAR SERTÃO"

Uma profecia de Antonio Conselheiro diz que "O Sertão Vai Virar Mar e o Mar Vai Virar Sertão", hoje, passados mais de 100 anos da existência de Canudos (1896 a 05 e 06 de outubro de 1897), o arraial de Canudos está submerso nas águas do açude de Cocorobó. Outra região do sertão baiano também 'virou mar': No vale do rio São Francisco foi construída a imensa barragem de Sobradinho e deixou submersas várias cidades.

"Um problema comercial acerca de uma compra de madeira na cidade de Juazeiro deu motivo para que uma tropa de soldados da polícia baiana investisse contra os seguidores de Conselheiro em novembro de 1896.

A derrota dos policiais deu início a um conflito que ficou conhecido como Guerra de Canudos, que assumiu enormes proporções. Mobilizaram-se tropas do exército em três ou quatro expedições militares que, enfrentando enorme resistência da população de Canudos, promoveram um massacre no arraial. O confronto estendeu-se até 5 de outubro de 1897, quando o exército tomou definitivamente o arraial com 5 mil soldados. Segundo relatos do livro "OS Sertões" de Euclides da Cunha, no penúltimo capítulo ("Canudos Não Se Rendeu"), os últimos a se renderem foram 4 sertanejos: "1 velho; 2 homens feitos e 1 criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados". 

Antônio Conselheiro já havia morrido, não se sabe exatamente como". Seu corpo foi levado para exames antropométricos do crânio pelo Dr. Nina Rodrigues e ficou para estudos médicos por 8 anos. Em 03 de março de 1905 um incêndio na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesús, em Salvador, Bahia, destruiu a cabeça de Antonio Conselheiro que ali estava desde outubro de 1897, final definitivo de Canudos.

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/historia-do-cangaco-verdades

http://blogdomendesemendesa.blogspot.com

Padre Cícero Romão Batista (Crato, 1844 - Juazeiro do Norte, 1934)


A religiosidade praticada em torno do padre Cícero representava “aceitação” das regras políticas e sociais da República

Cícero Romão Batista* é cearense, o líder religioso do povo sertanejo oprimido pelo latifúndio, pelo Estado e por uma Igreja distante e ausente. Nasceu no Crato, em 1844 e faleceu em Juazeiro do Norte em 1934, aos 90 anos de idade. O “padroeiro do Nordeste”, pessoa influente na região, foi o  fundador de Juazeiro do Norte, em 1872. Além de orações e bençãos, “padim” aconselhava seus “afilhados” sobre atividades econômicas, doenças, questões familiares, desavenças, e sugeria nomes de candidatos para as eleições.  Participante ativo da política, envolveu-se nas disputas que envolviam mortes entre as oligarquias das famílias dos “coronéis” do sertão nordestino. Ligado aos “coronéis”, aos jagunços e aos cangaceiros.   Foi prefeito, deputado federal, e vice-governador. “Padim”, é lider, mediador, curador, aconselhador, padrinho e santo.

Ainda jovem, aos 28 anos, foi suspenso pelo Vaticano do cargo de vigário de Juazeiro, mas, construiu uma igreja em torno da qual se formou uma comunidade. Sua liderança foi ainda mais misturada ao intenso misticismo e fanatismo do seu povo, que padecia fome e sede no sertão do Ceará. No início do Século XX surgem bandos com o intuito de vingar injustiças e mortes de suas famílias. Para combater esse novo fenômeno social, o Poder Público cria as "volantes". Nestas forças policiais, os seus integrantes se disfarçavam de cangaceiros, tentando descobrir os seus esconderijos. Logo, ficava bem difícil saber ao certo quem era quem. Do ponto de vista dos cangaceiros, eles eram, simplesmente, os "macacos". E tais "macacos" atuavam com mais ferocidade do que os próprios cangaceiros, criando um clima de grande violência em todo o sertão nordestino. Nesse contexto, surge a figura do Padre Cícero Romão Batista, apelidado pelos fanáticos até hoje, de “Santo de Juazeiro”, que nele vêem o poder de realizar milagres. Endeusado nas zonas rurais nordestinas, o Padre Cícero conciliava interesses antagônicos e amortecia os conflitos entre as classes sociais. Em meio a crendices e superstições, os milagres (muitas vezes, resumidos a simples conselhos de higiene ou procedimentos diante da subnutrição) atraem grandes romarias para Juazeiro, ainda mais porque os seus conselhos erão gratuitos. O Santo de Juazeiro, contudo, a despeito de ser um bom conciliador e uma figura querida entre os cangaceiros, utilizava a sua influência religiosa para agir em favor dos "coronéis", desculpando-os pelas violências e injustiças cometidas. Teve como ferrenho inimigo o bispo Dom Joaquim, que o delatou a Roma, o que veio a causar o impedimento de padre Cícero ministrar os sacramentos, realizar missas, batizados e casamentos, e, até hoje ainda não estar reabilitado perante o clero romano. Padre Cícero encontrava soluções para tudo: Segundo referem alguns velhos que ouviram de seus ascendentes, a festa de Nossa Senhora das Candeias em Juazeiro se deve ao fato de um seu afilhado ir queixar-se de estar passando fome porque não estava vendendo nada na sua sucata, então o padre Cícero mandou que ele começasse a fabricar lamparinas de latas, o homem obedeceu e no domingo, na hora da missa o padim anunciou que doravante haveria uma procissão de Nossa Senhora das Luzes e que todos levassem não velas, mas lamparinas, então, todos passaram a se apegar a Nossa Senhora das Candeias. O sucateiro não dava vencimento e trabalhava: Abria as latas durante a noite e pela manhãzinha ia soldar, fato que lhe trouxe algumas reclamações “de incomodar o sono dos vizinhos”, mas que também foi resolvido pelo padim. Mas não foi só isso. Com o aviso da procissão toda a cidade (que andava meio parada), se mobilizou: chegavam e partiam caminhões para abastecer com o querosene e os caminhoneiros levavam a notícia, chegavam os caminhões pau-de-arara com romeiros, abriram-se mercadinhos, restaurantes, hospedarias, o povo apanhava latinhas nas ruas, as sucatas compravam e vendiam, os artesãos fabricavam terços, as gráficas catecismos e santinhos, os mascates se misturavam às multidões de romeiros de todos os lugares... A um ato do padim Ciço Juazeiro prosperava... Hoje a cidade de Juazeiro do Norte, do Ceará, é local de peregrinação e túmulo do padre Cícero. É centro comercial, centro de artesanato e centro turístico, para lá afluem durante todo o ano peregrinos para pagarem promessa de curas e milagres do "padim", visitarem a sua casa onde tem estátuas dele e seu cotidiano, comprarem fitas bentas e santinhos, assistirem missas, principalmente a missa do chapéu em que a multidão agita chapéus de palha de carnaúba, (contam que o corpo de padre Cícero foi exposto por um momento, aos fiéis na janela de sua casa, e, um de seus afilhados - como eram todos - rapidamente subiu atá a janela, tirou o chapéu e tapou o sol do rosto do "padim" impedindo que o sol lhe incomodasse) e subirem até o monte do horto onde está a sua 

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/historia-do-cangaco-verdades

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Casa histórica. Aí, aconteceu um fato que foi decisivo para a derrocada do cangaceirismo.


Casa histórica. Aí aconteceu um fato que foi decisivo para a derrocada do cangaceirismo. Que lugar é este e sua relação como o cangaço?


O pesquisador Rivanildo Alexandrino opinou: 

- Seria a casa de Pedro de Candida?


José Mendes Pereira disse:

- Grande Rivanildo Alexandrino: É verdade. É a casa do coiteiro Pedro. Apenas houve um trocadinho no seu apelido, que não é Pedro de Cândida, e sim Pedro de Cândido, faz referência ao seu pai, que era Cândido. Algumas pessoas ainda escrevem o nome do coiteiro Pedro de Cândida, inclusive eu. Só deixei de usar quando fui informado pelo escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa que não é Pedro de Cândida, e sim Pedro de Cândido.


Fui informado através de e-mail, que segundo Alcino conheceu muito a mãe do Pedro, e ela se chamava Guilhermina. Estas foram as palavras que me enviou o Alcino Alves Costa: 

"- Amigo Mendes, afirmo-lhe com toda certeza que a mãe do coiteiro Pedro, irmão de Durval Rosa, não se chamava Cândida, e sim Guilhermina. Conheci muito esta senhora...".

  
O pesquisador Ernani Neto disse:

- Casa da Fazenda Angico, onde morava a mãe de Pedro de Cândido e Durval Rosa.


O pesquisador Sálvio Siqueira disse:

- Errando no meu comentário, com certeza, o amigo Jairo Luiz Oliveira acertou, com o seu, no 'miolo' da questão. (...) "Casa da mãe de Pedro de Cândido, coiteiro que indicou que o grupo de Lampião estava próximo à margem do Rio São Francisco (SE), em 1938 (...)". Fonte portal do Cangaço.


Já o pesquisador Voltaseca Volta disse:

-  O Dr. Jairo arrebentou, juntamente com o senhor Ernani Neto! De fato, essa era a casa de dona. Guilhermina Rodrigues Rosa, mãe de Pedro e de Durval. E foi nessa casa sob tortura que Pedro chamou o irmão Durval e levaram a volante do tenente João Bezerra até o coito de Lampião, dizimando ao raiar do dia 28 de Julho de 1938, o rei do cangaço e mais 10 (incluindo Maria Bonita). É uma pena, que, hoje, essa casa não exista mais, nem os escombros... Abraço Volta Seca.


O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti disse:

- Em companhia de Francisco, descendente da família, cheguei a ver os escombros dessa casa. Foto raríssima.


O pesquisador Jairo Luiz Oliveira disse:

- Casa de Pedro Rodrigues Rosa filho Cândido e Guilhermina Rodrigues Rosa, portanto seu apelido era Pedro de Cândido fazendo referência ao pai dele.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

E assim se passaram 87 anos da tentativa de assalto à Mossoró por Lampião


Exatamente nesse horário 17:30 do dia 13 de Junho de 1927 acontecia em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, o confronto do bando de LAMPIÃO com sua população, digo seus defensores... E assim se passaram 87 anos...

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Foto das cangaceiras Áurea de Mané Moreno e Rosinha de Mariano


Raríssima fotografia na fazenda Barra do Ipanema, 1936. Áurea, esposa de Manoel Moreno e Rosinha, grávida de Mariano. O retratista foi o dono da fazenda, Julio de Freitas Machado.

Fonte: facebook

Nota do:
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"Segundo o escritor Alcino Alves Costa em seu livro "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico" a cangaceira Rosinha, filha do vaqueiro Lé Soares e irmã da cangaceira Adelaide, foi assassinada porque não obedeceu o que  Lampião lhe dissera, que a liberava para fazer visitas aos seus familiares, mas não se demorasse. Rosinha achando que Lampião esqueceria do que lhe dissera, não retornou ao coito no prazo estipulado pelo rei.

Temendo que ela poderia ser presa por alguma volante, e com certeza denunciaria a localização do seu coito, Lampião ordenou que alguns cangaceiros fossem à procura da Rosinha, e lá mesmo a matassem. E assim foi feito o assassino da ex-companheira do cangaceiro Mariano, que nesse período já havia sido abatido pela força policial do tenente Zé Rufino.

Grande pesquisador Antonio de Oliveira:

Mais uma foto que eu não a conhecia. 
Eu já conhecia a Rosinha do cangaceiro Mariano, mas isoladamente. 
Em companhia da Áurea do cangaceiro Mané Moreno eu ainda não tinha visto".

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Propriedade Cacimba de Vaca


Aspecto atual da sede da propriedade Cacimba de Vaca, atacada por Lampião e seus homens, encontrava-se vazia e foi depredada.

Seguem depois para outras propriedades, mas Lampião tem a informação que o melhor está cerca de meia légua para frente e é uma fazenda denominada Cacimba de Vaca. 

O seu proprietário, Joaquim Dias da Cunha, tido como homem de dinheiro, soube do avanço da tropa de sicários e não perdeu tempo. Pegou seu povo e suas riquezas e tratou de fugir. 

Esta fuga enraiveceu Lampião e o bando descontou a desdita numa extensa lista de depredações, um incêndio criminoso ao paiol de cereais e de utensílios rurais.

Adendo: - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Grande pesquisador Sérgio Roberto:

As sua informações são valiosas para todos nós estudantes do cangaço, só que o pesquisador nesta não colocou o Estado em que está localizada esta casa. 

Nós estudantes do cangaço que moramos distante das regiões que mais sofreram depredações por Lampião, sem a informação do Estado, ficaremos no mato sem cachorro, já que não temos a mínima ideia onde isto ou outros fatos aconteceram. 

Tenho certeza que o pesquisador sabe muito bem que não se refere à críticas, e sim para que nós tenhamos ideias do local ou locais afetados pelos cangaceiros.

Parabéns pelas suas excelentes informações.

Fonte: facebook
Página: Sergio RobertoLampião, Cangaço e Nordeste

O amigo Sálvio Siqueira disse em sua página no facebook o seguinte:

No época do ataque a casa sede da fazenda Cacimba de Vaca, município de Lucrécia-RN, no ano de 1927, aconteceram vários outros ataques em fazendas circunvizinhas e povoados. Como por exemplo: a Vila de Boa Esperança, fazenda Mombança cujo proprietário chamava- se Frutuoso Gomes, a qual estavam rezando uma novena, invadem a casa de José Gomes, Joaquim Dias, a sede da fazenda Castelo Branco, a casa de Raimundo Alves de Oliveira, por fim a fazenda Serrota ou Serrota dos Leites, cujo proprietário era Egídio Dias da Cunha, filho de Joaquim Dias. O qual Lampião sequestrou e pediu resgate. Fonte blog Tok de História por Rostand Medeiros

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O Baixo São Francisco recebe o Cariri Cangaço Piranhas 2014; entre os dias 24 a 27 de Julho.


Semana do Cangaço! O Baixo São Francisco receberá o Cariri Cangaço Piranhas 2014; entre os dias 24 a 27 de Julho. 

O Conselheiro Cariri Cangaço; Jairo Luiz Oliveira, o prefeito Dante Bezerra e Manoel Severo Barbosa, recebem a todos para mais uma festa nordestina. Programação Oficial na próxima semana. 

Os vaqueiros da história já começam a confirmar presença: Confirmados no Cariri Cangaço Piranhas 2014: Sousa NetoAntonio VilelaArchimedes Marques, Jadilson Ferraz, João PauloWescley Rodrigues, Tomaz e Afranio Gomes e Jorge Remígio.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MENINOS, EU VI

Por Clerisvaldo B. Chagas, 13 de junho de 2014 - Crônica Nº 1.209

Ontem, dia 12 de junho, pela primeira vez o Dia dos Namorados ficou escondido. Cadê condições de sair do esconderijo se as cores do Brasil  não permitiam. Os comerciantes e marqueteiros que promoviam Santo Antônio como chefe de compras para movimentar o comércio, deixaram o amigo protetor à parte. Não se falava em outra coisa nos quadrantes brasileiros, cobrindo-se essa nação de verde, amarelo, azul e branco.

Foto: g1.globo.com

Após a criativa festa de abertura, a bola rolou sob inúmeras vozes narradoras do mundo, entre elas a conversa chata de Galvão Bueno. No conforto da poltrona, pouco me importava conversa de homem da cobra, mas procurava perceber claramente como se comportaria a Seleção Brasileira de Futebol. Assisto jogo com meus próprios olhos e não com a opinião alheia, pois chega de “Maria vai com as outras". Televisão não é rádio onde você somente ouve sem oportunidade de apreciar.

Logicamente no início do jogo Brasil X Croácia, os brasileiros da Seleção estavam visivelmente nervosos, permitindo constantes ataques croatas. Todavia, todos estavam prevenidos sobre o que a Croácia iria fazer no início. Não tem justificativa, portanto, do Brasil em ficar encurralado tomando cascudos o tempo todo.

No geral, contudo, o time de Felipão firmou-se e deu um espetáculo de garra e determinação. Quanto  ao brilho, o próprio treinador já dizia que o time não estava 100%, mas na casa dos 80%, o que acabou sendo confirmadas as palavras prévias do técnico brasileiro.

Deu para empolgar, o jogo Brasil X Croácia, principalmente porque o Brasil conseguiu sair de uma situação adversa em relação ao placar. Se o pênalti apontado foi verdadeiro ou não, fez parte do jogo, cujo Brasil marcou um de quebra para que as línguas não amarrassem na questão do pênalti.

No que observei pessoalmente, todos jogaram com fibra, mas os destaques ficaram para o meia/atacante Neymar, naturalmente; David Luiz, extraordinariamente e Oscar, inspirado. Apesar dos gols de Neymar, tenho como o zagueiro David o gigante da partida. Venho acompanhando o zagueiro desde a sub-20, impressionado com a elegância do moço em campo, aliada à segurança.

Namorados e namoradas que me perdoem, mas ontem deu somente mesmo para a Seleção Brasileira e aquela onda amarela que tomou conta do estádio. MENINOS, EU VI.



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UMA FOGUEIRA SÓ!

Por Rangel Alves da Costa*

Este mês de junho promete, e promete muito. Se historicamente o mês junino é tido como um dos mais animados, festivos e barulhentos, agora as coisas prometem ficar mais aquecidas, muito mais crepitantes. Além dos acordes forrozeiros, bombas e chiados de chinelas, gritos, brados e palavras de ordem certamente serão ouvidos. E por algumas razões que ultrapassam os limites das festanças e das comidas típicas ao redor de fogueiras.

As ruas já estão sendo enfeitadas, bandeirolas coloridas já dançam ao sabor do vento, balões são pendurados em barbantes, os ingredientes dos pratos típicos logo estarão à disposição da panela e da fogueira. Já se sente o cheiro e o sabor do milho, das comidas com coco, do cheiro bom de canela e de cravo da índia. Tudo para dar mais sabor ao arroz doce, à canjica, ao mungunzá e logo mais ao quentão. É um mês de muitas iguarias e opções de divertimentos.

Aqui e ali já se ouve o barulho dos fogos sendo pipocados, os céus noturnos já começam a ser iluminados com brilhos faiscantes, as cantorias e os acordes forrozeiros avisam que logo mais as quadrilhas e os arrasta-pés darão a feição da festa. Sobressaindo-se em meio às cores juninas, o verde e amarelo vão pontuando em cada lugar, eis que também é mês de copa do mundo, de motivações ainda maiores para comemorações. E como o brasileiro vive procurando motivos para se divertir, não há período e motivos maiores que os atuais.

Mas, como dito, muito mais será ouvido além do barulho do foguete e do rojão, muito mais será saboreado além da comida junina, muito mais será erguido além das bandeirolas de enfeites e bandeiras com as cores da nação de chuteiras. Muitos começam a aquecer suas gargantas para os gritos, para os desabafos e cobranças desde muito guardadas. As ideologias vão reacendendo suas chamas, as vozes da indignação vão ganhando fôlego. Chega a hora também da prestação de contas.

Se é um período onde os cachorros ficam em tempo de endoidar, correndo para debaixo dos móveis toda vez que ouvem ribombo dos fogos, não será muito diferente para a classe política, principalmente para a presidente Dilma que tentará a reeleição e terá nesse mês junino um verdadeiro teste de fogo. Eis que as lascas da revolta e as toras da repulsa já estão sendo apinhadas para a grande fogueira. E esta, aliás, já foi acesa em muitas regiões do país.


Desde muito que os noticiários dão conta do preparo do povo para a festança. Aproveitando o período junino e principalmente os eventos e jogos da copa do mundo, os foliões que desejam um Brasil mais ético e justo, e os torcedores por uma nação com menos gastança para o agrado da Fifa e mais investimentos na saúde e educação, prometeram sair às ruas em profusão. Vai ser um misto de comemoração e de rebeldia, de erguimento da bandeira pela seleção e contra os políticos e a política, de fazer ecoar o grito de paixão e de aversão.

Até poderia ser festa de aniversário, pois também foi em junho que teve início a onda de manifestações por todo o país. Naquela oportunidade - e fato que fez tremer as bases palacianas e causou insônia na classe política -, os manifestantes abriam seus baús e reivindicavam desde diminuição no valor da passagem de ônibus a aprovação de leis. E foi um rebuliço danado, um corre-corre desenfreado dos políticos e governantes para apagar aquelas imensas fogueiras que já ameaçavam seus gabinetes.

Em pouco tempo poucas chamas ainda se mostravam vivas. E como sempre acontece nos meandros do poder e da governança, basta que as ameaças imediatas se dissipem para que tudo volte ao normal, eis que contam a seu favor com o esquecimento do brasileiro com o acontecido no instante atrás. Desse modo, as promessas foram esquecidas, as mudanças foram postergadas, e tudo a acontecer como antes no reino das espertezas, improbidades e corrupções. Mas a fogueira do povo não estava morta, apenas encoberta de cinzas. E agora renasce novamente assustando os donos do poder.

As ameaças de estrondosamente retornarem às ruas podem não ser confirmadas, mas nunca se sabe o que pode acontecer num povo que de vez em quando faz menção de levantar decidido do sono secular em berço esplêndido. Verdade é que prometeram voltar às ruas para buscar respostas de algumas questões omitidas pelo governo. Querem saber, por exemplo, por que a Fifa mudou a legislação brasileira a seu bel-prazer, por que as obras de interesse da população não foram concluídas no mesmo esforço que os estádios, por que muito do prometido jamais será realizado.

Estas são apenas algumas das muitas questões que estarão no bojo das velhas e nunca atendidas reivindicações. Contudo, o que causa medo aos políticos e governantes não são as manifestações nem as palavras de ordem. O que causa verdadeiro terror no poder é não saber ou não prever até onde e quais os rumos e forças que tomarão tais manifestações. É a perda do controle da situação que faz o milho do governo assar sem ao menos chegar perto da fogueira.

Mas quem viver verá. O mês promete, e muito. As fogueiras logo serão acesas e ninguém sabe ao certo os danos que um eventual descontrole das chamas poderá provocar.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Vamos revê-lo? Os Labirintos de Lampião Parte II

Por Alcino Costa

Conforme prometi aqui estou para discorrer sobre alguns dos famosos mistérios e extraordinárias mentiras de Angico. Os mistérios e as mentiras que perduram até os dias atuais e que foram perpetuadas como verdades intocáveis, acreditadas e defendidas por muitos.
Eis alguns mistérios e famosas mentiras.

1 – O antigo cangaceiro Candeeiro, num seminário realizado na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe, afirmou que quando Lampião estava no Estado de Alagoas, antes de atravessar para Sergipe e se homiziar em Angico, reuniu seu grupo e avisou que iria realizar uma longa viagem; dizendo que qualquer um de seus comandados ficasse à vontade para decidir se o acompanharia ou não.
Que viagem era essa? Para onde?

2 – No livro “Assim morreu Lampião”, página 101, o irmão de Pedro de Cândido – Durval – disse que na terça-feira à noite levou dois sacos de balas para Lampião que João Bezerra mandava, e ainda, afirmou categoricamente que Lampião ficou um longo tempo, afastado do bando, em uma conversa sigilosa com Pedro de Cândido. “Muito novo, com uns 18 anos, num conhecia nada disso i o Pedro palestrou muito com Lampião. Até de madrugada” – asseverou convicto Durval Rodrigues Rosa que prosseguiu em seu depoimento dizendo: “Os dois. Dentro do mato. Us cangaceiros tudo calmo”.

“Elis cunversaram, i dispois si dispidiram” – ainda testemunhou Durval.

Estas afirmações são verdadeiras? Se forem como é que fica a história? 

É inacreditável que um comandante militar cometesse a loucura de municiar um homem como Lampião para depois ir cercá-lo e com ele e seu bando ser travado um combate mortal.

O que é que você, meu querido estudioso e apaixonado pela saga cangaço e Lampião, tem a dizer sobre esta afirmativa? O que os historiadores têm a comentar sobre este depoimento de Durval?
 
3 – No livro de João Bezerra, páginas 204 e 207, quando da viagem da volante de Pedra (Delmiro) para Piranhas, na quarta-feira pela manhã, o famoso comandante diz que: “estávamos consertando os nossos planos quando me chegou um coiteiro que eu já esperava – atentem bem para este: “eu já esperava” – trazendo outras notícias das zonas suspeitas que coincidiam perfeitamente com o que sabíamos. Assim juntou-se a sopa no mel...”

...E finalmente, que ele lhe perguntara (a ele coiteiro que esteve pouco antes no meio do grupo)...

Ora, na minha visão estes testemunhos contidos nos livros de Amaury e de João Bezerra, estão envoltos num tremendo mistério. Se Pedro na terça-feira conversou por longas horas, dentro do mato, com Lampião, e na quarta-feira um coiteiro – “que eu já esperava”, diz o tenente – esteve com ele no trajeto Pedra/Piranhas, e que, ainda mais, o comandante afirma: “a ele coiteiro que esteve pouco antes no meio do grupo”, este coiteiro não há dúvida de que era o mesmo que na terça-feira à noite havia trocado confidências com o rei dos cangaceiros, ou seja, Pedro de Cândido.

E porque João Bezerra diz que “assim deu a sopa no mel”, se na terça-feira à noite ele havia enviado pelo próprio Pedro dois sacos com balas? Por que o tenente municiou Lampião para depois ir cercá-lo e atacá-lo?
Quem era na verdade este coiteiro?

4 - Se foi Pedro o coiteiro que teve o encontro com o tenente Bezerra entre Pedra e Piranhas, porque na noite da quarta-feira, quando a volante estava na fazenda Remanso, o tenente mandou que os soldados Bida e Elias fossem buscá-lo em sua casa em Entre Montes: E porque o famoso coiteiro desdenhou a intimação da famosa autoridade, num tempo em que todos os sertanejos morriam de pavor perante uma ordem de qualquer militar, em especial de um comandante de volante? E qual a ascendência que Pedro tinha sobre João Bezerra para não atender o seu chamado? E mais misterioso ainda é que na segunda tentativa dos dois soldados em levá-lo até onde o tenente estava, aconteceu um fato incrível e que os historiadores nunca atentaram para ele. É que em vez, como era de se esperar e não podia ser diferente, do intimado ser escoltado pelos militares, ele viajou por terra, acompanhado apenas por Bida, um veterano soldado, amigo da família Rosa, e que havia destacado por muito tempo ali mesmo em Entre Montes. É incompreensível que Elias tenha retornado na canoa, separado do colega, enquanto este e aquele caminhavam sozinhos, na calada da noite, conversando sigilosamente por uma estradinha. Conversando o quê? Qual o assunto entre um soldado e um coiteiro que o seu companheiro de farda e de missão não podia participar? E olhem que se comentava abertamente que Pedro de Cândido era a ponte segura e confiável que ligava Lampião ao tenente João Bezerra.

Se Pedro de Cândido esteve na terça à noite com Lampião; na quarta pela manhã com João Bezerra, com o tenente sabendo que ele estivera no coito, qual o imperioso motivo que João Bezerra tinha com aquele tão importante coiteiro para mandar buscá-lo altas horas da noite em sua residência em Entre Montes? E porque armar um escarcéu, uma farsa, fingindo obrigá-lo a dizer onde estava Lampião, se ele (Bezerra) sabia, pelo próprio coiteiro, que o grande cangaceiro estava no outro lado do rio?

Vamos lá, senhores historiadores, digam o que vocês pensam dessa história? Ela realmente aconteceu? Ela é mais uma das deslavadas mentiras que cercam a Grota de Angico?

5 - Se o mosquetão que foi mostrado ao Brasil e ao mundo como o de Lampião é falso, não era aquele que consta do inventário dos bens do rei dos cangaceiros, como é que fica a história? E olhem que esta afirmativa obedece ao criterioso estudo de um dos maiores estudiosos do cangaço, o famoso historiador Frederico Pernambucano de Melo.

Se esta arma apresentada como a de Lampião era falsa, como é que fica a história da Grota de Angico? Qual a prova que possa indicar o que foi feito do mosquetão verdadeiro? E porque um falso mosquetão foi apresentado no meio dos pertences do grande chefe cangaceiro? Aquilo de se dizer: “eu penso”, “eu acho”, não vale e não convence ninguém. Onde está o verdadeiro mosquetão de Lampião?

Eu sei! Aqueles que fazem questão de preservar – não se sabe o real motivo – as mentiras e mistérios de Angico irão arrumar qualquer desculpa. E essa desculpa será prazerosamente aceita. Você é um desses que irão aceitar qualquer desculpa?

E o chapéu de Lampião? Existe uma versão de que não é aquele que aparece nas fotos. Você quer detalhe sobre se este chapéu é o verdadeiro ou não entre em contato como o respeitabilíssimo Dr. Ivanildo Silveira, do Rio Grande do Norte.

6 – E o dinheiro de Lampião? Quem o achou? Quem ficou com ele? Quanto era? Nada de concreto existe. Não se conhece nenhuma prova convincente de que este ou aquele soldado achou ou ficou com o dinheiro de Lampião.

Sobre o cerco, o combate e os que morreram não é preciso nem se falar. Em meu livro “Lampião além da versão” eu já discorri tudo de estranho que ali aconteceu.Todavia, não posso deixar de registrar o meu aborrecimento em saber que muitos imaginam, e outros dizem para me chatear, que eu digo que Lampião não morreu em Angico. Eu não sou louco para dizer tal barbaridade. Se dissesse tal coisa era porque eu tinha condições absolutas para fazer tão séria afirmativa.No entanto, o que eu posso afirmar com total convicção é que a história da chacina de Angico, aquela registrada nos livros; bem como os testemunhos dos que ali estavam são tão conflitantes que se chega a terrível conclusão de que nem uma criança de oito anos tem o direito de acreditar em tantas contradições dos envolvidos na trama daquele riacho.É de se estranhar e de se lamentar que muitos pesquisadores sérios, cuidadosos, e de enorme responsabilidade, foram vencidos por um estranho sentimento de perpetuação de tais absurdos que maculam uma história tão fascinante; assim deixando que as mentiras e os mistérios de Angico se tornassem verdades absolutas e sem direito à correção do que ali realmente aconteceu.
É uma pena!

Alcino Alves Costa
Poço Redondo SE

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2010/06/os-labirintos-de-lampiao-parte-ii-por.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
.


O Memorial da Resistência em Mossoró


Se você está querendo conhecer Mossoró no Rio Grande do Norte, não deixe de visitar  o Memorial da Resistência, patrimônio da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Não é pintura, a foto foi gravada em cerâmica na parede do prédio

O Memorial da Resistência em Mossoró é um museu de exposições que destacam o tema do Cangaço e a resistência da cidade de Mossoró ao bando de Virgulino Ferreira da Silva - vulgo Lampião - que tentou invadir a cidade no ano de 1927.



Composto por três andares, que abrigam cinco módulos para destacar diferentes temas e aspectos do Cangaço, o memorial apresenta exposição de vários painéis.


Nesta imagem tem um senhor que no momento da foto estava visitando o memorial. Através dele calcule o tamanho das fotos dos cangaceiros.

O módulo (1) -  conta a história do movimento; O módulo (2) apresenta as biografias dos heróis da resistência mossoroense, ilustradas com fotografias. O módulo (3), denominado "A Cidade", exibe fotografias que revelam a evolução da fisionomia arquitetônica de Mossoró. O módulo quatro, chamado "Portal", tem um salão de exposição, salas de projeção de filmes e consultas virtuais sobre temas relativos ao Cangaço e café literário.

Nesta imagem tem uma senhora que no momento da foto estava visitando o memorial. Através dela calcule o tamanho das fotos dos cangaceiros.

Aqui começa o Memorial da Resistência de Mossoró

Mossoró é conhecida como a única cidade do Nordeste a expulsar Lampião e o seu bando sem a ajuda das forças militares e unicamente com a participação do povo da cidade que se armou e abateu um dos mais importantes membros do bando de Lampião, um cangaceiro chamado de Jararaca. Desde então, a cidade ficou conhecida como a terra da resistência.

Wikipedia

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminasimpleshistorias.blogspot.com

Cangaceiros Cariri - Manoel Severo


Em 2013, o SESC Crato recepcionou grande debate sobre Angico; na foto:Antonio VilelaAngelo Osmiro BarretoNarciso DiasNeli ConceiçãoJorge Remígio, Ivanildo Silveira e Manoel Severo Barbosa. Em Julho: Piranhas !

Fonte: facebook
Página: Cangaceiros Cariri

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Grande Festa em Dores

Por João Paulo

João Paulo à direita, Vasko vasconcelos e confrades da ALAS, AGL, AEL, ALLE e ADL

A instalação da nossa Academia Dorense de Letras, dada ontem pela manhã, acabou se transformando num grande encontro acadêmico, pois, lá estavam representadas todas as arcádias sergipanas. Foi um bonito momento de unidade entre a Academia Sergipana de Letras e as arcádias municipais (Dorense - ADL, Lagartense - ALL, Laranjeirense - ALLE, Estanciana - AEL, Itabaianense - AIL, Gloriense - AGL, Tobiense - ATLAS) e também a regional (Academia de Letras do Amplo Sertão Sergipano - ALAS). Afinal, elas convergem para um mesmo objetivo: fomentar a arte literária entre as comunidades nas quais estão inseridas.

Ao final do evento, pude dialogar com alguns dos confrades e este objetivo comum foi o assunto mais comentado. O presidente da ALAS, professor Vasko, representou todas as arcádias interioranas na mesa de honra daquela solenidade e ministrou algumas palavras que, pela sua representatividade solicitei a permissão para compartilhá-las aqui. 
  



"Onde quer que esteja, Pero Novais de Sampaio que no início do século XVII fundou o lugarejo que seria denominado Enforcados, está muito feliz por este momento. Nem imaginava ele, naquela quarta-feira, 4 de outubro de 1606, que nas duas léguas de terras doadas pelo capitão-mor Nicolau Felipe de Vasconcelos, brotaria um polo de desenvolvimento não apenas comercial, mas sobretudo cultural. Graças à sabedoria de um missionário, Enforcados, no início do século XIX, passou a chamar-se Nossa Senhora das Dores, nome que conserva até hoje. Exatos 34.199 dias. Este foi o tempo transcorrido de 23 de outubro de 1920, elevação à categoria de cidade de Nossa Senhora das Dores; até hoje, 11 de junho de 2014, dia da glorificação literária do município. Tal como quem espera um Messias Prometido, a população desta comuna aguardou pacientemente todos esses dias, para presenciar a instalação da ADL – Academia Dorense de Letras.

Não. Não é a primeira. Também não será a última a ser implantada no interior de Sergipe; mas, por enquanto, é a nossa querida irmã caçula. Outras virão, porque, como vulgarmente se diz, a “fila tem que andar”. 

Em breves dias, esta província do Cacique Serigy assistirá ao despontar do primeiro sodalício literário de âmbito regional no Estado e quiçá no Brasil. Virá em missão de paz, com o escopo de colaborar com o trabalho já brilhantemente desenvolvido pelas coirmãs municipais e estadual. Refiro-me à ALAS – Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano que engloba 12 (doze) municípios criteriosamente eleitos para comporem o mapa literário do Alto e Médio Sertão desta unidade federativa. Nós, alanos, Leunira Batista Santos Sousa, Edivan de Jesus Santos e este que lhes dirige a palavra, representando todos os outros confrades e confreiras do conglomerado acadêmico de Sergipe que, pelos mais diversos e justos motivos, não puderam comparecer a esta solenidade; prestamos as mais sinceras homenagens à vizinha coirmã, desejando-lhe, e aos seus membros, o mais retumbante sucesso. Obrigado." Palavras de Vasko Vasconcelos

João Paulo
Nossa Senhora das Dores
Sergipe

http://cariricangaco.blogspot.com.br/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com