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terça-feira, 20 de junho de 2017

EX-ALUNO DA UERN CONQUISTA PRÊMIO SESC DE LITERATURA


Egresso do curso de Direito da UERN, o defensor público José Almeida Júnior conquistou um dos prêmios literários mais concorridos do país – a 14ª Edição do Prêmio SESC de Literatura. O livro “Última Hora”, de autoria de José Almeida Júnior, foi vencedor na categoria romance. Este é o romance de estreia do autor e será editado pela Record.


José Almeida Júnior é mossoroense, tem pós-graduação em Direito Processual pela Universidade do Amazonas-UNAMA e em Direito Civil pela Universidade Anhanguera. Há 10 anos mora em Brasília/DF, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal.

O prêmio SESC de Literatura é considerado o mais importante para o autor estreante, especialmente por revelar talentos. “É muito importante porque proporciona a publicação numa grande editora e insere o autor no circuito cultural do SESC em todo país. Já fui convidado para participar da programação do SESC na Flip desse ano”, comentou José Almeida.

A previsão de entrega do prêmio é para novembro. “Em dezembro pretendo fazer o lançamento em Mossoró, provavelmente na UERN. O gosto pela literatura veio dos tempos do Colégio Diocesano. Tínhamos uma turma que se reunia para conversar sobre literatura. Íamos, após a aula, à biblioteca municipal, sebos e lojas de 1,99, que vendiam livros de coleções antigas da Folha e Estadão”, afirmou José Almeida.

  SOBRE O LIVRO – “Última Hora” trata de uma romance histórico passado no jornal homônimo fundado por Samuel Wainer, em 1951, com ajuda de Getúlio Vargas, para fazer um contraponto à imprensa que era oposição ao presidente. O livro é narrado sob ponto de vista de um personagem fictício chamado Marcos. Por ter sido vítima de tortura no Estado Novo, Marcos reluta em trabalhar para o periódico, mas acaba aceitando a oferta de Wainer em razão de problemas financeiros. Vivendo o dilema de escrever para um jornal que apoia o governo de Vargas, Marcos acompanha a Última Hora desde a fundação até as crises que quase levam ao seu fechamento.

Para embasar os fatos históricos narrados no romance, o autor consultou jornais da época, anais da Câmara dos Deputados, autos da CPI que investigou o Última Hora, além de vasta bibliografia, que incluiu biografias, livros de história, dissertações de mestrado e teses de doutorado a respeito do tema.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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OBRIGADO, AMIGA LÍGIA MORAIS!

Por Jose Ribamar Alves

OBRIGADO, AMIGA! Esta é Lígia Morais! Ela é universitária, artista plástica, atriz, dançarina e declamadora de poesia. 

Lígia Morais

Ela tem participação especial no meu DVD (Momentos de Poesia), quando recita A Casa Que a Fome Mora, do poeta Antônio Francisco, Refém do Pensamento, de minha autoria. 

E declama comigo Desigualdade e Lados da Vida, também de minha autoria. muitíssimo obrigado, LÍGIA!!!


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

Você também irá adquir esta obra com Francisco Pereira Lima E-mail: franpelima @bol.com.br

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CAGEPA DEVE ANTECIPAR FIM DO RACIONAMENTO EM CAMPINA GRANDE


Meus Prezados,

A notícia da Cagepa, de antecipação do término do racionamento de água de Campina Grande, está fora de contexto. Não se deve falar no término do racionamento, estando o canal da transposição interrompido em Custódia (PE). Nesse caso, a principal fonte hídrica que abastece a represa de Boqueirão, não está fluindo. Se ainda está chegando um bom fluxo de água na represa, conforme informado pela Cagepa, este é devido ao trânsito das águas oriundas do bombeamento em Itaparica. Além do mais, o MPF-PB constatou riscos e falta de um plano emergencial de manutenção para o canal da transposição, cujas ações avaliadoras e reparadoras já estão em curso, providenciadas pelo Ministério da Integração. Portanto, um pouco mais de cautela em relação ao racionamento de Campina, seria a medida mais sensata para a condução, em bons termos, desse grave problema ocorrido no canal que abastece a represa de Boqueirão de Cabaceiras, e que vem preocupando todos os paraibanos.


Abraço

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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OS DOIS IRMÃOS — A HISTÓRIA DE ANEPU E BATAU.

Por Pedro Monteiro

Senhoras e senhores e demais público! É com muita alegria que anuncio o mais recente rebento da minha modesta lavra, Os dois Irmãos — A História de Anepu e Batau! A obra tem por base um conto Egípcio escrito em papiro e descoberto em 1852, no museu da Inglaterra. O papiro está assinado pelo escriba Anana, período da 19ª dinastia dos Faraós (1200 a.C.). 

Aqui narrado em 73 estrofes setilha de Cordel, com ilustração de Nireuda Longobardi e publicado pela Edicon. Abaixo, as estrofes iniciais:




Nos alinhavos dos versos
Teço na mente um sarau.
No seio da realeza,
Gesta de primeiro grau,
Clareio a minha memória
Para narrar a história
De Anepu e Batau.

História que foi contada
Para o príncipe herdeiro,
De nome Seti Mernefta,
Na sucessão o primeiro.
Miamum, o seu genitor,
Anana, o preceptor,
E razão deste roteiro.

Há mais de trinta e dois séculos,
Como um bom educador,
Anana contava história
Para o pequeno senhor,
O primeiro na fileira,
Do Egito, nação guerreira,
Seu futuro imperador.

Dos personagens narrados
Aqui em versos, por mim,
Uma mulher enfeitiça
O seu cunhado e, por fim,
Com ódio e paixão teimosa
Numa trama curiosa,
Cujo começo é assim:

— Eram dois irmãos unidos,
Sendo o Anepu casado.
Batau, mais jovem e solteiro,
Pela cunhada, tentado
Com afã nada indiscreto,
Porém ele agiu correto,
Neste dilema narrado.

(...)

Batau ficou assustado
Temendo a situação,
Ao perceber o intento
Da mulher do seu irmão,
Com um olhar diferente,
Como se fosse corrente
Atando seu coração.

Expondo maldosamente
O seu corpo escultural,
Embelezando os cabelos
Com destreza sensual.
De forma desinibida,
Ela o abraça e convida
A um ato de amor carnal.
Contatos com o autor:

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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ATRAÇÕES NO MAR

Clerisvaldo B. Chagas, 19 de junho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.685

 E falando sobre o relevo submarino ele apresenta algumas regiões com sua profundidade e suas formas. Ramos da Geografia e ciências afins desvendam, aprofundam e esclarece os mistérios oceânicos. Aqui apenas limitamos o conhecimento mais simples, como uma puxada sem muito compromisso da terra para as águas.

Falésia na praia do Gunga, Alagoas. (Imagem gov.)
E se os oceanos não nos despertam grandes interesses, mas pelo menos o seu encontro com a terra sempre foi um atrativo para todos.
Assim temos a plataforma continental que se estende pela orla marítima chegando a atingir duzentos metros de profundidade. Essa parte recebe sedimentos dos rios retirados dos continentes, inclusive alimentação para os peixes. Sofre as ações de geleiras, ventos, enxurradas e correntes marinhas. A maior parte da riqueza oceânica se encontra na plataforma continental como os animais aquáticos e o petróleo, por exemplo.
O talude continental vem logo após a plataforma, sendo uma região com grande declividade que pode chegar a três mil metros de profundidade.
A região pelágica é correspondente aos fundos dos oceanos podendo atingir até os cinco mil metros em sua fundura.
Considerando ainda a região abissal, pode se dizer que aí estão as maiores profundidades das águas marítimas. A região é formada pelas chamadas fossas submarinas com mais de cinco mil metros de profundidade, podendo chegar aos onze mil metros. Os estudos dizem que nessa região existem poucos seres vivos devido à baixa temperatura e também a falta de nutrientes.
Os pesquisadores apontam como o lugar mais profundo dos oceanos, a depressão Challenger pertencente à Fossa das Marianas, lado leste das Filipinas.
Como a riqueza do mar se concentra na plataforma continental, todos os países que têm condições de proteger seu mar da pirataria de outros países, reivindicam maior área na plataforma para proteger essas riquezas.
A Oceanografia (ciência do mar) fornece inúmeras respostas a quem deseja se aprofundar no assunto.


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SEM MACARRONADA, STROGONOFF OU CARNE FRITA

*Rangel Alves da Costa

Aos domingos, em grande parte das residências é dia de uma comida especial, diferenciada, mais apetitosa ou apenas para sair da rotina. Um dia de macarronada, de lasanha, de strogonoff, de cozidos gordos, de lombos assados, de iguarias de todo jeito.
Mas ali, naquela casa, o domingo vai passar sem macarronada, lasanha, strogonoff, cozidos gordos, lombos assados, sem qualquer tipo de iguaria. Já não teve nada para o café da manhã, certamente não terá para o almoço e a janta.
Aliás, em muitas moradias se torna absolutamente desnecessário que se use os termos café da manhã, almoço ou janta, para nomear as normais refeições do dia. Nestas residências empobrecidas, de miséria absoluta ou chegando a este patamar, é apenas o de comer. O de comer na manhã, ao meio-dia, depois da boca da noite.
Amanhece e anoitece sem ter o de comer. Sem ter o de comer na panela, no prato, em riba da mesa. O adulto sofre, entristece, fica agoniado, mas acaba suportando forçadamente. Mas diferente quando há criança que precisa ser alimentada.
Nada mais triste que um lar onde a criança passa fome pela ausência absoluta de comida, onde a infância esmorece por falta de alimento, onde a pele chega ao osso por falta de pão. E também nada mais ao pai e à mãe ouvir o choro do seu e nada ter para aliviar a fome.
Nestes lares, em tantos lares espalhados pelas distâncias, sertões adentro e escondidos do meio do mundo, não há farinha seca muito menos feijoada, não há pão com ovo e muito menos risoto, não há tripa assada com farinha e muito menos frango ao molho pardo.
Casa de barro, levantada na ripa e no cipó, com móveis de tamborete, de tronco e resto de madeiro, com esteira fazendo às vezes de cama, com fogão de lenha e prato de plástico ou alumínio, não conhece a fartura nem o sabor da macarronada ou da carne frita bem temperada.


Sorte na vida quando há fubá de milho para um cuscuz, uma papa, um mingau. Vida feliz quando há um pão, uma bolacha, um bolachão, um pedaço de qualquer coisa. Grande acontecimento quando a panela ferve e nela uma carne com água e sal, tempero e um cheiro bom que chega a se espalhar pelos ares.
Mas no domingo nenhum macarrão, nenhuma macarronada, nenhum sarapatel, nenhum buchada, nenhum frango assado ou cozido, nenhum pernil de porco. Nenhuma cerveja, nenhum guaraná, nenhum vinho, nenhuma bebida gelada. Mas a mesma família de carne e osso como as demais famílias. Mas no prato a diferença.
Não significa dizer que as famílias empobrecidas vivam na eterna penúria, sem comida à mesa ou algum alimento no seu dia, mas tão somente que sua sobrevivência é muito diferente daquela de mercadinho, de feira, de compra disso ou daquilo. E no domingo o nada ou quase nada como alimentação.
Convidados não chegam aos casebres para o almoço, churrasqueiras não são abrasadas nas casas pobres e tristes, isopores não são preparadas para guarnecer bebidas nas casas carentes de quase tudo. Há mesas, porém nelas o vazio perante olhares que tantas vezes choram suas carências.
Quando há quintal e neste duas ou três galinhas, talvez o almoço seja exatamente farofa de ovo, ovo com pão, ovo com cuscuz, ovo com ovo. Acaso a galinha vá pra panela, em dois ou três dias e novamente a fome sobre a mesa e sem o ovo do dia a dia. Por isso a pobreza tudo faz para não puxar o pescoço daquela que lhe forneça a esperança do alimento.
Enquanto isso, enquanto a mesa vazia se mostra imensa perante barrigas vazias e olhares entristecidos, talvez as sobras do fausto almoço dominical sejam logo lançadas em lixeiras, em sacos plásticos em vasilhames para os monturos. É o desperdício diante da fome.
Mas assim mesmo a vida. Enquanto uns adormecem depois do farto e sortido almoço, outros apenas tentam enganar, de olhos abertos ainda que adormecidos, a fome mais feia do mundo.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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IAMAKÁ


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CORDELARIA FLOR DA SERRA


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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INVASÃO E RESISTÊNCIA - OS 90 ANOS DA DERROTA DE LAMPIÃO NO CONFRONTO COM O POVO DE MOSSORÓ - LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE - PARTE I

Por José de Paiva Rebouças
Jornalista José de Paiva Rebouças - Fonte: Blog do Josenias Freitas

Antes de pisar em Mossoró, o mais conhecido cangaceiro da história nordestina realizou uma peregrinação de mais de 200km, espalhando medo, terror e sangue. Mas talvez ele não tivesse vindo se não fosse o ataque de Massilon a Apodi, uma parte da história que poucos conhecem ou dão atenção.

Fonte: http://cariricangaco.blogspot.com

Para a maioria dos pesquisadores, o grande incentivador do ataque de Lampião a Mossoró, em 13 de junho de 1927, foi Massilon Leite, capanga de coronéis da Paraíba que teve vida curta no cangaço.

Fonte da imagem - http://sorayavieira.com.br

Natural de Timbaúba dos Mocós-PB, segundo pesquisa de Honório de Medeiros esta figura emblemática do cangaço da década de 1920 viveu em Cacimba de Areias, em Patos/PB, depois do Sítio São Joaquim, em Pombal/PB,até, finalmente, chegar ao Sítio Japão, no município de Luiz Gomes/RN onde viveu até sumir do mapa. 

Fonte da imagem: http://lavrasce.blogspot.com.br

Massilon ou Benevides como também é chamado, teria sido o responsável por persuadir o coronel Isaías Arruda a convencer Lampião do ataque. Coiteiro afoita do Ceará, Arruda era chefe político em Missão Velha/CE e costumava dar guarida aos cangaceiros no município de Aurora/CE, onde também tinha propriedade.

Fonte da imagem: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O argumento principal para fazer a cabeça de Virgolino, no entanto, foi a invasão promissora de Massilon à cidade de Apodi, no dia 10 de maio de 1927, atendendo solicitação do fazendeiro Décio Holanda de Pereiro/CE.

Genro de Tylon Gurgel, chefe político de Pedra de Abelha, distrito da zona rural apodiense onde hoje é o município de Felipe Guerra, Hollanda queia notoriedade política para ele e para o sogro.


Tylon Gurgel - Fonte: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Na oposição, vivia de atacar a família Pinto, especificamente o presidente da Intendência Municipal, Francisco Ferreira Pinto e era perseguido politicamente por isso. 


Acontece que a oligarquia Pinto tinha ligação com o poder em Apodi desde 1780 quando tomou posse na cidade o capitão Pinto Machado. Esse grupo se tornou tão poderoso que possuía representação política em toda região - de Portalegre à Mossoró.

Como Décio Hollanda não conseguiu assumir a posição desejada, só lhe restou a vingança. Para isso, procurou o coronel Isaías Arruda. Este, por sua vez, contratou Massilon Leite para montar um grupo e pôr em prática o crime encomendado. 

Continuaremos amanhã com o título:
"Massilon Leite e a tomada de Apodi"

Fonte: Jornal De Fato
Revista: Contexto Especial
Nº: 8
Página: 9 e 10
Ano: 6
Cidade: Mossoró-RN
Editor: José de Paiva Rebouças
E-mail: josedepaivareboucas@gmail.com
Ilustrado por: José Mendes Pereira

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AGUARDEM!

Por José Mendes Pereira

A partir de hoje, 19 de junho de 2017, irei publicar em nosso blog o material da Revista Contexto, publicado pelo "Jornal De Fato" de Mossoró, com o título "INVASÃO E RESISTÊNCIA - OS 90 ANOS DA DERROTA DE LAMPIÃO NO CONFRONTO COM O POVO DE MOSSORÓ", tendo como editor o jornalista José de Paiva Rebouças que gentilmente, através de e-mail, autorizou-me as postagens em nossa página. 

Jornalista José de Paiva Rebouças - Fonte: Blog do Josenias Freitas

Lembrando que as postagens serão divididas em partes I, II, III..., para que o leitor leia todo o material publicado na revista citada acima, e possa arquivá-lo gradativamente.

Comunico ao leitor que é um excelente material, e não deixe de acompanhar todas as postagens que durante alguns dias serão feitas no nosso blog: http://blogdomendesemendes.blogspot.com.

Aguardo a sua visita ao blogdomendesemendes.

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EXPEDITA FERREIRA FILHA DO CASAL CANGACEIRO "LAMPIÃO E MARIA BONITA" E SILA EX INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO...

Por Geraldo Júnior

EXPEDITA FERREIRA FILHA DO CASAL CANGACEIRO "LAMPIÃO E MARIA BONITA" E SILA EX INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO...

... em fotografia registrada durante um encontro ocorrido na cidade de Aracaju/SE. Provavelmente ocorrido na década de 1980.

Fotografia pertencente ao acervo da família do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=783734271790471&set=gm.662703273938620&type=3&theater

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domingo, 18 de junho de 2017

ANTÔNIO PEREIRA DE LUCENA OU ANTÔNIO CAICÚ: 52° ANIVERSÁRIO DE FALECIMENTO.

 Por Edson Alencar

Antônio Pereira de Lucena foi um destacado comerciante na Pombal da década de 50. Começou com uma bodega na rua Padre Amâncio Leite,onde anos mais tarde José Martins de Sousa, Fiel, se estabeleceria com a sua, a Casa Fiel. Mudou-se depois para o Centro,ampliou e diversificou o seu comércio: foi um pioneiro na venda de eletrodoméstico. Muita geladeira Frigidaire, rádio, radiola, sanfona e outros instrumentos musicais saíram do seu estabelecimento para as residências pombalenses e circunvizinhas. Assim como louças, miudezas, artigos para presentes em geral.

Sua loja ficava vizinha á de Maurício Bandeira e atualmente o prédio abriga a Farmácia do Trabalhador. Antônio Pereira era também conhecido por Antônio Caicú, herdando esse apelido do seu local de nascimento,a Fazenda Caicú, então no município de Pombal, hoje pertencente ao de Vista Serrana. Dera ali seus primeiros vagidos a 19 de janeiro de 1923. Seus pais foram Joaquim Antônio de Lucena e Maria Vitalina da Conceição, falecida em Condado na época da construção do açude,vitimada como outras pessoas por uma moléstia infecto-contagiosa. Seus irmãos foram Cristiano(aquele que consertava bicicletas na rua do Cine Lux), Raimundo Mundico e Zumira.


Antônio tinha um hobby, a caça. Era exímio atirador com espingarda 28.Até hoje, esclarece o filho Pereira, mais de meio século de sua morte, ninguém o superou em Pombal. Muito vaidoso e atraente, os cabelos negros sempre untados e luzidios com brilhantina Promessa, vestido impecavelmente, exalando Madeira do Oriente (perfume cujo frasco continha um pedacinho de madeira semelhante a um palito de fósforo), cigarro Continental sem filtro na boca, a sua curta existência.

Casou com Cecília Alencar de Sousa em 10 de setembro de 1951 na Matriz do Bonsucesso. O celebrante foi Monsenhor Vicente de Freitas e as testemunhas Cesar Lopes de Sousa e Chateaubriand de Sousa Arnaud. Foram residir na rua Padre Amâncio Leite, na casa onde funcionou anos atrás o consultório de dr. Verissinho, pertencente naqueles idos ao pai de Cecília,Sinhozinho de Sousa. Antônio botou a bodega do outro lado da rua como disse acima.

Nessa casa nasceram Bernadete, Antônio Pereira Filho e Antoniel Alencar. Joaquim, o caçula, nasceu na rua de João Pessoa, na casa hoje ocupada pelos primos Teínha e Rosângela. Antônio Pereira faleceu a 16 de junho de 1965, de câncer, na casa hoje dos herdeiros de Olívio veterinário. Minha geração não o conheceu.

Para finalizar quero agradecer aos primos Antônio Pereira de Lucena Filho e Antoniel Alencar pelas informações prestadas e o envio do raro registro iconográfico (prima Fabiana o fez também), sem os quais essa postagem não seria possível. O meu muito obrigado.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MAGUÍ, A QUE MORREU DE MENTIRA

*Rangel Alves da Costa

Com passos muito diferentes de antigamente, ainda hoje Magnólia perambula pelos mercados da capital, de sacola na mão e passo lento, comercializando umas poucas cuecas, bermudas, calcinhas. Afirma que é desse pequeno comércio ambulante que praticamente tira o seu sustento, mas quem a conhece diz que toda lucratividade é repassada ao seu “bofe”. Más línguas, talvez, vez que a própria Maguí, como é mais conhecida, diz que já distante vai o seu tempo de paixões e entregas.
Maguí acostumou com sua venda ambulante, uma forma de se sentir encorajada a deixar sua humilde residência nas vizinhanças do centro da cidade e caminhar pelos arredores onde, noutros tempos, muito percorreu nas suas andanças noturnas, pelas esquinas, cabarés, inferninhos, casas luminosas e até palacetes encantados. Num tempo onde o seu homossexualismo aflorava e tanto espanto causava. Ser bicha - e assumida - era não estar só na boca do povo como no olho do camburão. Hoje sobrevive mesmo de uma ínfima aposentadoria.
O tempo transformou muito suas feições. A opção sexual e suas consequências ainda num tempo de machismos perversos, perseguições e violências, causaram grandes impactos em sua vida. Noitadas, bebedeiras, as caçadas noturnas, o viver desregrado, dentre tantas outras situações desgastantes, certamente provocaram cansaços, deterioração física, doenças. Sem falar no peso da maquiagem escondendo a feição do homem um dia surgido e deixando transparecer apenas a Magnólia. Ou a própria feição de uma Aracaju antiga e sua sexualidade aflorada nos escondidos dos bordéis e meias-luzes.
Seu nome de batismo? Everaldo Alves Campos. Sua idade está escondida na pesada maquiagem que ainda usa. Pouco importa nome tão masculino se todo mundo só conhece a Maguí ou a Magnólia, ou aquela que um dia, pelo porto de Santos, em São Paulo, se descobriu como verdadeira diva. E ao retornar simplesmente se transformou no mais conhecido homossexual de Aracaju. E nas suas recordações noturnas, jamais se esquece de citar que ainda naqueles tempos era de rodo o número de viados incubados na capital, de paletó e graveta.


Mas uma maldade sem tamanho foi perpetrada contra Magnólia nos últimos dias: espalharam sua morte pelas redes sociais. E espalharam de tal modo que só faltou indicar a causa mortis, o local do velório e do enterro. Também seu retrato foi divulgado quase como um santinho de despedida. Maguí não merecia isso, ainda que depois de tudo apenas sorrisse pelo seu inventado defuntismo.
De qualquer modo, a mentira levada a efeito e corrida rapidamente com manifestações impressionantes, demonstrou o quanto Magnólia, a nossa Maguí, é querida pelos aracajuanos e pelos sergipanos, ao menos por aqueles surpreendidos com a notícia. Num repente, e as mais diversas expressões de pesar pelo falso acontecimento. Muitos até esboçaram curtas biografias, relatando a sua fama nascida já desde os anos 60, ainda num tempo onde o homossexualismo era quase visto como coisa do outro mundo. Também citando os noturnos da capital, as boates e os negócios de esquinas e outras vias.
E nos esboços biográficos logicamente que não faltaram aspectos acerca de sua vida mais recente de vendedor ambulante de calcinhas, calçolas, bermudas, cuecas e outras roupas de baixo. Sempre maquiada, pacífica, amigueira, a Maguí sempre levando seu comércio aos mercados e ruas adjacentes. Muitas foram às referências ao seu jeito simples de ser depois do envelhecimento, mas também de quando era famosa na noite aracajuana. Noites de Beco dos Cocos e tantos outros becos onde principalmente o homossexualismo era para alguns poucos encorajados. A Maguí valente, da navalha, do canivete, do enfrentamento de brutamontes e até da preconceituosa polícia.
Mas também a Magui de agora, de rosto sempre maquiado, de batom aflorado à boca, de lápis moldurado os olhos cansados, com seu passo lento e sua mão levando a bolsa com os objetos que dispõe pra vender. A Maguí que sai já perto do meio-dia de sua residência pobre na Rua Vitória, extensão da Carlos Bulamarqui, e vem seguindo um tanto cabisbaixa sempre em direção ao mercado. Cumprimenta todo mundo e por todos é cumprimentada. Todo dia pode ser avistada assim passando, assim caminhando. Uma pessoa decente.
Em tom de brincadeira, muitos diziam que um ou outro amigo naquele momento deveria estar enlutado pelo passamento daquela que lhe serviu de companhia e travesseiro pelos cabarés de Augusto, dos arredores do cemitério, do Ciganinha e tantos outros. A intenção era mostrar que a mocidade de muitos teve o convívio furtivo da grande Maguí. Mas ela sempre negou ser de qualquer um. Afirma até já ter ricaço caindo a seus pés, muito poderoso apaixonado por aquela Elizabeth Taylor aracajuana.
E em tom de brincadeira repete que era costumeiro perguntarem se entre as pernas ela tinha sexo masculino ou feminino. Ao que respondia: “Pegue pra ver!”. Como diz o outro, Maguí é imorrível. E em borboleta se transformará assim que der, verdadeiramente, o último suspiro.

Escritor
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