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terça-feira, 12 de junho de 2018

LAMPIÃO E A MORTE DO CANGACEIRO SABIÁ

O site não diz quem é o autor deste

Lampião tinha sido convidado por um de seus coiteiros, chamado de Chico Gordo, para comer um peru em sua casa. Lampião então escolheu alguns cangaceiros para ir com ele, os demais mandou que o esperassem na Lagoa do Rancho, na casa de outro coiteiro chamado Silvestre. (1).

Como todos nós sabemos, ele além de ser muito religioso, (nesse caso essa religiosidade para mim era mera conduta supersticiosa, pois temia desagradar a Deus, ao Santos e aos padres) também se achava um homem decente. Gostava de mostrar isso quando se tratava mulheres violentadas, nunca admitiu que um "cabra" de seu bando violasse uma mulher e continuasse vivo. O amor era livre, mas o amor correspondido, nunca o amor forçado, amor de violência... (alguns autores mostram que ele próprio cometeu em algumas ocasiões, violências contra algumas mulheres).

Pois bem, esse fato se deu com o bando em Lagoa do Rancho, no interior da Bahia. O bando estava aguardando a volta de Lampião da casa de Chico Gordo, quando soube que Sabiá(2) - Terceiro Sabiá, e se chamava Antonio Caboclo - havia estuprado a filha do fazendeiro/coiteiro.

Lampião foi ver a filha de Silvestre e deparou-se com as queixas do pai e o desespero da mocinha, que tinha apenas 13 anos de idade. Esta, chorava e estava em estado lastimável. O autor do crime, Sabiá, era um rapaz forte, com dezoito anos de idade e era novo no bando.

Lampião ficou furioso e mandou que chamassem Sabiá, que a estas alturas já tinha "voado" e encontrava-se entrincheirado em umas pedras, pois não tinha ido muito longe. (O relato dessa estória, encontramos em diversos livros - Aglae Lima de Oliveira; Oleone Coelho Fontes; Bismarck Martins Oliveira, e jornal o Globo)  



Na estória contada por Volta Seca (3) - Sabiá tomando consciência que seria morto por Lampião, caíra no mato a uns quinhentos metros da fazenda. Lampião, depois do ver o estado que ficou a filha do fazendeiro, falou para Volta Seca e Gavião irem buscar Sabiá.

"Eu e Gavião saímos em busca de Sabiá e o encontramos em umas pedras grandes, e quando nos aproximamos ele gritou: "Não avancem mais um passo que abro a cabeça dos dois a bala!" - Olhei para Gavião e certifiquei-me que ele faria mesmo o que prometera, mas mesmo assim lhe falei: Sabiá, o Capitão quer lhe falar, e nos mandou buscar você. A resposta não tardou; "Pois eu não vou e vocês não se aproximem. Se o Capitão quer falar comigo que ele mesmo venha me buscar!" 

Volta Seca nessa entrevista disse: "Achei muita ousadia, mas não tentei captura-lo. Seria loucura, pois estando num ponto ideal para defender-se, mataria nós facilmente. Olhei para Gavião e retornamos à fazenda. Lampião, quando nos viu perguntou intrigado: "Cadê ele? Fugiu?" - "Não, senhor, respondi, "Sabiá está entrincheirado ali numas pedras aqui perto". - "Por quê não trouxeram ele?" retornou Lampião - "Porque ele nos mata. Nós dissemos a ele que o Capitão queria lhe falar, mas ele disse que o senhor vá buscar ele, se quiser."

Foi a conta, relatou o menino cangaceiro; "A testa de Lampião franziu, os lábios apertaram e rilhando os dentes falou: "Cachorro! Pois vou buscar esse cão." Fomos até o local onde Sabiá se encontrava. Sabiá estava ainda no mesmo lugar, como se nos esperasse. Quando estávamos a uma boa distância paramos, mas Lampião continuou andando no mesmo passo sem ligar pra nós dois.

Sabiá, ao ver Lampião cada vez mais perto disse: "Pare, Capitão, ou eu atiro!"Lampião só parou a uns cinco metros da pedra. Segurava o fuzil nas duas mãos na posição de soldado que se prepara para uma carga de baioneta. Eu e Gavião à distância olhávamos admirados com o que víamos e pensamos que dessa vez Lampião seria morto, pois Sabiá era um rapaz muito valente."

- Você, não atira em ninguém! disse Lampião gritando.
- Não avance nem mais um passo Capitão, que eu atiro! Ninguém vai me pegar! disse Sabiá.

Lampião olhou pra ele por um instante e disse:

- Você não atira em ninguém, menino!

E avançou. Avançou resoluto, com Sabiá fazendo pontaria pra ele. A todo instante eu esperava o estampido do tiro do assassino fuzil de Sabiá, mas o tiro não saiu.

- Atira cachorro! Atira! disse Lampião.

E Sabiá não atirou, arriou o fuzil e foi o seu fim. Lampião deu com a coronha de seu rifle na cara de Sabiá que rolou pelo chão, ensanguentado. Lampião mandou a gente levar o rapaz para a fazenda e nós desarmamos Sabiá e o conduzimos, com Lampião na frente a passos largos. Ele, com a boca toda arrebentada e os dentes da frente quebrados."

(N.A. - Aqui nesse relato, encontramos Lampião fazendo o justiçamento por tiros. Mas outros autores nos dizem que Sabiá foi morto a pauladas pelos cangaceiros Mourão e Labareda. (4) Já no livro Lampião - A Raposa das Caatingas, de José Bezerra Lima Irmão, pg 356, citando Estácio de Lima, diz que quem matou Sabiá foi o cangaceiro Ângelo Roque, que lhe deu um tiro a mando de Lampião.)

Mas continuemos avaliando esse relato de Como se forja um cangaceiro - jornal O Globo 8/11/58 onde notamos romancismo demais e como diz meu amigo Jorge Remígio - Conselheiro do Cariri Cangaço e membro do GPEC (GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO) que, essas estórias "só servem para solidificar o mito".

Na fazenda todos se acercaram de Sabiá e sabiam que a coisa iria sair ruim para o estrupador. Ele iria ter um fim trágico.

Continua Volta Seca: "Lampião estava furioso e olhava sem afastar por segundos, seus olhos de Sabiá. Olhava-o com ódio sem dizer nada, em silêncio completo, pois ninguém ousava falar. Sabiá mal se aguentava de pé. Estava vencido.

Lampião então pôs-se a falar: "Vai morrer porque não prestas cão! E por causa dessas coisas que falam mal da gente por ai. Mas eu te dou um exemplo pra todos saberem que o bando de Lampião tem vergonha!"

Apontando para dois empregados da fazenda, mandou-os cavar uma cova e quando essa estava com apenas dois palmos, mandou parar e apontou a arma para o rosto impassível de Sabiá e atirou gritando; "vai-te pros infernos, cão!" Sabiá caiu morto mas Lampião continuou atirando. Houve quem contasse quinze tiros. Essa expressão "vai-te pros infernos" era muito comum a ele. Depois de assassinar o rapaz, Lampião disse para os dois empregados: "Joga esse peste ai pois cachorro a gente enterra de qualquer jeito."

Vemos assim como se constrói um mito. Em várias referências a esse evento, vemos discrepâncias nos relatos.

Mas gostaria de fazer menção ao livro recentemente lançado por ocasião do grande encontro de estudiosos do cangaço, que se deu na cidade de Floresta. O livro tem o título de As Cruzes do Cangaço, de autoria de dois jovens escritores, Marcos Antonio de Sá e Cristiano Luiz Feitosa Ferraz, que nas páginas 204-212 que nos fala do segundo Sabiá, que parece ter-se espelhado o terceiro de nosso relato, pois esse também era um estuprador.

Depois de passarem-se mais de dez anos da morte desses "sabiás estupradores" tivemos então em 1937 o quarto e último "Sabiá" no bando de Lampião, seu nome, João Alves dos Santos, vulgo João Preto. Mas esse não seguiu os passos dos dois anteriores, a não ser, ser cangaceiro.(5)

(1) - Lampião - A Raposa das Caatingas, de José Bezerra Lima Irmão, pg 356
(2) - Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços, de Renato Luiz Bandeira, pg 288
(3) - Como se forja um cangaceiro - jornal O Globo 8/11/58
(4) - Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços, de Renato Luiz Bandeira, pg 288
(5) - Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços, de Renato Luiz Bandeira, pg 289


http://meneleu.blogspot.com/2016/06/lampiao-e-morte-do-cangaceiro-sabia.html

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OS GUERRILHEIRO DE LAMPIÃO EM MOSSORÓ NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

Por José Mendes Pereira
Apesar de ter sido feita após a visita de Lampião à Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte, esta foto foi feita em Limoeiro do Norte, no Estado do Cerá.

Segundo o escritor e pesquisador do cangaço Sérgio Augusto de Sousa Dantas em seu livro, “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA – 2ª. Edição, páginas: 377 e 378, afirma que os cangaceiros que participaram da tentativa de assalto à cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte foram os seguintes:

Virgolino Ferreira da Silva (Lampião), o mais biografado e estudado cangaceiro de todos os tempos, no Nordeste Brasileiro. Este levou três dos seus irmãos para o cangaço, dispensando a presença de João Ferreira da Silva no seu grupo. (Segundo os pesquisadores Sabino Bassetti e Voltaseca algumas vezes, o João tentou participar do seu grupo de facínoras, mas o velho guerreiro deu um basta na conversa dizendo: “-Vá cuidar dos nossos irmãos, mano!”. Os irmãos que Lampião se referia eram as suas irmãs e o Ezequiel Ferreira que ainda era muito jovem.


Foram eles:

Massilon Leite o Antonio Benevides Leite; Sabino Gomes de Gois ou “Gore”, ou ainda Sabino Barbosa de Melo. Moderno o Virgínio Fortunato da Silva, este fora cunhado de Lampião. Posteriormente a sua esposa faleceu e no cangaço vivia com Durvalina. Há quem diga que ele poderia ser lá da cidade de Alexandria, não comprovado ainda, precisa ser pesquisado. 

Jararaca o José Leite de Santana este era pernambucano da cidade de Buíque, mas segundo um pesquisador do cangaço (não me recordo o seu nome no momento e não disponho da fonte), diz que ele nasceu na cidade de Sertânia, também em Pernambuco. Jararaca foi capturado após a tentativa de ataque à cidade de Mossoró, e foi justiçado pelos policiais da época. Está enterrado no Cemitério São Sebastião em Mossoró, frente ao túmulo do cangaceiro Asa Branca.

Luiz Pedro Cordeiro este nasceu lá no Retiro, no Estado de Pernambuco. No cangaço não ganhou apelido, exceto o nomeado por Maria Bonita, Catitu. Mas eu já li, não tenho o nome do autor e nem a fonte no momento, que Luiz Pedro era apelidado pelos companheiros de príncipe do cangaço. 

Ponto Fino o Ezequiel Ferreira da Silva o irmão mais novo do rei Lampião. João Vinte e Dois o João Marcelino que era irmão de Lua Branca o Vicente Marcelino. Mormaço este era o Francisco Ramos de Almeida e que me parece ter sido justiçado no Rio Grande do Norte, foi premeditada a sua morte pelos policiais da época. Mergulhão o Antônio Juvenal da Silva. Não confundir este Mergulhão com o que morreu na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, na madrugada de 28 de julho de 1938. Coqueiro o João Cesário da Silva. Menino de Ouro – Oliveira ou ainda Alagoano, o José Zeferino Andrelino dos Santos. Pinga Fogo o Manoel Leite irmão do cangaceiro Massilon. Mariano o Mariano Laurindo Granja. Este foi morto pelo policial Bem-te-vi da volante do tenente Zé Rifuno. Não confundir o Bem-Te-Vi cangaceiro com o Bem-Te-Vi Poicial. 

Vila Nova o Lídio Tiago da Silva. Moreno o Caetano José da Silva ou Heleno Caetano da Silva. Não confundir este Moreno com Moreno de Durvalina. Casca Grossa o Miguel Inácio dos Santos. Quindu o Euclides Arsênio Gomes da Silva. Serra D’uman ou Mão Foveira o Domingos dos Anjos de Oliveira. Azulão o Patrício Preto – Patrício dos Anjos de Oliveira. Tenente o José de Souza. Doutor o Vicente Feliciano. Delfino da Silva. Asa Branca o Antonio Luiz Tavares. Este após ter sido liberado da prisão morou em diversas cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. Por muitos anos residiu na cidade de Mossoró, e faleceu naturalmente nos anos 80, e está enterrado no Cemitério São Sebastião de Mossoró, nos fundos do túmulo do cangaceiro Jararaca.

Félix o Felão. Mourão o Genésio Vaqueiro. Barra Nova o Manoel Barbosa da Silva. Candeeiro conhecido por Antônio de Qrelé. Não confundir este candeeiro com Candeeiro de nome Manoel Dantas Loyola. Este último Candeeiro só passou, no máximo, 2 anos no cangaço. Ele estava na Grota do Angico-SE na madrugada do ataque aos cangaceiros. Saiu baleado, mas não foi muito grave.

Capão o Ângelo Emídio dos Santos. Ferrugem o Manoel Francisco de Lucena Sobrinho. Jatobá o José Isidoro. Guará o Fortunato Domingos. Lavandeira o Manoel Antonio Vale. Jurema o Inácio Medeiros. Cobra Verde o Antonio Terto dos Santos. Nevoeiro o  Severino da Silva. Luiz de Sabino. Este era filho de criação de Sabino Gomes. Juriti o João Soares. Sabiá o Antonio Caboclo. 

Este cangaceiro Sabiá foi o que Lampião matou por ele ter estuprado a filha do seu coiteiro Silvestre na Lagoa do Rancho, no interior da Bahia. O bando estava aguardando a volta de Lampião da casa de "Chico Gordo", quando soube que Sabiá havia estuprado a filha do fazendeiro/coiteiro.

Trovão o Cecílio Batista. Craúna o Hortêncio de Tal. Colchete. Este foi morto em Mossoró na tarde de 13 de junho de 1927, no momento do tiroteio. Cordeiro. Zé Latão. José Roque. José Pretinho o Cajazeira. Não confundir este Cajazeira com o Zé de Julião companheiro da cangaceira Enedina.

Pinhão. Português. Cocada. João Ligório. Miúdo. Gavião, Fortaleza, Às de Ouro, Navieiro. Palmeira. José Coco. Chá Preto. Vereda. Braúna. Marreco. Carcará. Capuxú. Benedito. Dois de Ouro.

Ainda o escritor Sérgio Augusto de Souza Dantas diz que o cangaceiro Mormaço afirmou que lá no coito da Serra do Diamante ou em Serra do Mato ficaram cangaceiros que não participaram da marcha pelo Rio Grande do Norte: 

Foram eles: 

Chumbinho o Hermínio Xavier este esteve no Juazeiro do Norte, quando de visita ao padre Cícero Romão. Relâmpago, Balão. Este Balão, acho, que não era o cangaceiro Guilherme Alves, porque ele só entrou para o cangaço no ano de 1929. Cansanção, Bem-te-vi e Manoel Maurício.

Fonte: livro:
“LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA"

2ª. Edição
Páginas: 377 e 378
Autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

O CANGACEIRO ZÉ GATO - ZÉ GATO ENTROU PARA O CANGAÇO QUANDO SUA IRMÃ FUGIU COM O CANGACEIRO PASSARINHO.

Reportagem Juarez Gaudencio

O CANGACEIRO ZÉ GATO

Esse Era o nome de Guerra de Ze Vicente no Cangaço de Lampião.

A Revista TERRA do Mes de Outubro traz uma reportagem sobre os ultimos sobreviventes do cangaço. e Ze Vicente se destaca como o unico do bando que vive com sua familia. pois os outros tiveram que fugir de casa. A materia traz desde Angico em Sergipe. ate a Baixa do Chico. em destaque uma foto com Ze Vicente e Maria São Pedro (peda)

Veja Abaixo uma parte da reportagem por Ricardo Beliel

ZE GATO ENTROU PARA O CANGAÇO QUANDO SUA IRMÃ FUGIU COM O CANGACEIRO PASSARINHO.

Num povoado ainda menor Juá. Encontro Jose Vicente Xavier conversando com sua filha Maria São Pedro. Os dois sentados em frente a casa onde moram. Ele me fuzila com seu olhar ainda intimidador aos 96 anos. Confirma que sua irmã fugiu com o cangaceiro passarinho e ele ainda muito jovem também não resistiu ao fascino daquela aventura. Mas não da muito detalhe. Sua admiração pelo chefe escapa em poucas palavras que cortam seu profundo silencio interior. "era um homem que cabia um abismo dentro de si", diz sobre Lampião. O velho Xavier desconversa. Mas segundo os pesquisadores Antonio Amaury de Araújo e João de Souza Lima. Ele não e outro senão o próprio cangaceiro Zé Gato. Volto a Paulo Afonso com Antonio Amaury. Que tem 250 horas gravadas com entrevistas de personagens do misteriosos mundo do cangaço. Para um derradeiro encontro com o passado. 


Dona Antonia ex-companheira do cangaceiro gato e o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.

Chegamos ao anoitecer no bairro do Mulungu para visitar dona Antonia. Considerada a mais velha das cangaceiras que ainda restam. Mas encontramos a casa dela trancada e as escuras ficamos sabendo pela vizinha Cida Pretinha que dona Antonia avia morrido. Apenas um Mes antes. Ao completar 108 anos. Resta-nos ouvi as muitas historias que dona Antonia compartilhou com vizinhos. Como a do seu conturbado caso de amor com o cangaceiro Gato. 

Dona Antonia companheira do Gato e o escritor e pesquisador do cangaço Sérgio Augusto de Souza Dantas

A velha Antonia lembram seus amigos do Mulungu. Foi mulher do bandoleiro mas não se conformava de dividi-lo com sua prima Inacinha. Para resolver o impasse. Pediu pediu permissão ao próprio Lampião para deixar o casamento e o cangaço.

Reportagem Juarez Gaudencio

  Web site: www.freewebs.com/jornalpiao/noticia64.htm  Autor:   www.freewebs.com

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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LAMPIÃO E MARIA BONITA

https://www.youtube.com/watch?v=bJPsM4jIXn4&t=7s

Publicado em 3 de dez de 2017

Lampião e Maria Bonita sequestraram um geólogo inglês e pediram um resgate por sua vida. Enquanto o governo e a Embaixada da Inglaterra estudam o problema, a patrulha do tenente Rufino se aproxima do esconderijo dos cangaceiros. Em meio a muita ação, lutas e traições de parte a parte, anuncia-se a batalha final entre o bando de Lampião e os “macacos” do governo, com ordens de aniquilá-lo.

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MULHERES NO CANGAÇO : 80 ANOS DA MORTE DE MARIA BONITA E LAMPIÃO

Por João de Sousa Lima

Há caminhos que são descaminhos
Bárbaros trajetos com sabor de aço
Histórias escritas em pergaminhos
Capítulos eternizados no cangaço

(João de Sousa Lima)


Amanhecer do dia 28 de julho de 1938, manhã nublada e fria. No coito da Grota do Angico, alguns cangaceiros dormiam e outros agiam na lentidão da fadiga e envolvidos pela friagem da neblina gerada pelo mês chuvoso.

Tenente João Bezerra à esquerda, Aspirante Ferreira de Melo ao centro e Sargento Aniceto Rodrigues à direita

Os policiais volantes comandados pelo tenente João Bezerra e seus imediatos, o aspirante Francisco Ferreira de Mello e o sargento Aniceto Rodrigues armavam o cerco final ao Lampião e Maria Bonita, Rainha do Cangaço e mais alguns companheiros que também tombaram naquela manhã, em um total de 11 cangaceiros. No confronto a polícia sofreu uma só baixa, perecendo o irmão de armas, o soldado Adrião Pedro de Souza.

Cabeças de 11 cangaceiros assassinados na Grota do Angico

Doze pessoas totalizaram as mortes daquele dia e que por tantos anos se busca subsídios para análises e entendimentos dos fatos que permanecem cercados de tantos mistérios.

Soldado Adrião Pedro de Souza

Era o fim de uma página da história do banditismo rural Nordestino. Era o fim do cangaceiro de maior destaque dentro deste contexto histórico. Era o fim de um capítulo onde a mulher teve grande referência enquanto estilo de vida diferenciada das vidas de tantas sertanejas que viviam nas escondidas veredas dos sopés de serras das caatingas bravias.

Maria Bonita e Lampião - Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio
    
Pode-se dizer que Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita Rainha do Cangaço, rompeu parâmetros na sociedade e se fez diferente. Dentre tantas mulheres Lampião escolheu uma baiana da Malhada da Caiçara, povoado pertencente a Santo Antônio da Glória do Curral dos Bois e que desde 28 de julho de 1958, pertence a Paulo Afonso.

Otacílio Batista http://narotadapoesia.blogspot.com/2011/05/otacilio-batista-orgulho-da-poesia.html

Maria Bonita foi eternizada por tantos artistas populares do Brasil e uma dessas referências artísticas foi através da arte do poeta repentista Otacílio Batista como “A Morena da Terra do Condor”, em música gravada por Amelinha e também Zé Ramalho, em alusão aos poemas do conterrâneo poeta baiano Castro Alves, o Poeta dos Escravos, que inseria suas poesias em defesa da diferenças sociais, seguindo a corrente literária do “Condoreirismo”, que defendia os direitos dos oprimidos. Poema marcante dessa linha quando escreveu “Espumas Flutuantes”. Outra vertente que ele seguiu foi a do Romantismo-Lírico-Amoroso, também defendendo em versos os direitos do Povo:
  
O cangaço enquanto fenômeno social ganhou ênfase através dos diversos artistas populares que divulgavam as infinitas peripécias vividas nesse período.

A expansão dos fatos se deu através das cantorias dos repentistas, dos folhetos dos cordelistas, dos xilogravuristas, músicos, grupos de danças, artistas circenses e outros segmentos.

Foram formas distintas de propagação dos fatos históricos e esse alastramento aconteceu justamente onde a concentração do povo era mais frequente: nas diversas feiras, latadas, circos e ruas.

A mídia mais simples se encarregou de colocar no imaginário popular as façanhas vividas no cangaço, episódios decorridos nas mais ermas matarias catingueiras, transformando e mitificando os grupos e subgrupos de cangaceiros, principalmente as mulheres que a esse mundo diferenciado se lançaram, muitas delas, quase inocentes meninas, para viverem tantas e perigosas aventuras, à margem da lei.


Maria Gomes de Oliveira, a Maria de Déa, em referência ao apelido de sua mãe, Dona Déa, de nome batismal Maria Joaquina Conceição Oliveira, foi sem sombras de dúvidas, por ser a companheira do chefe supremo do cangaço, o famoso Lampião, a mais famosa mulher cangaceira. No cangaço ela foi a Maria do Capitão ou a dona Maria. Ficou imortalizada como Maria Bonita, apelido esse oriundo dos versos cantados e rimados pelos policiais volantes, que vivam nas inacabáveis persigas das diferentes veredas com seus combates ferrenhos e quase diários.

Maria Bonita foi a mais expressiva cangaceira. Tivemos outras de renome como no caso de Dadá de Corisco, Lídia de Zé Baiano, Nenê de Luis Pedro, Inacinha de Gato, Durvinha de Virgínio e Moreno, Mariquinha de Ângelo Roque, Catarina de Nevoeiro, Aristéia de Catingueira, Otília de Mariano, Maria de Pancada, Dulce de Criança, Moça de Cirilo de Engrácia.

Várias outras mulheres passaram por esse mundo tão conturbado e de futuro duvidoso. Muitas delas perderam suas vidas nos combates, outras foram assassinadas por seus próprios companheiros. Sofreram perseguições, foram baleadas, feridas, humilhadas, mal amadas, maltratadas. Outras viveram seus amores, tiveram filhos, foram mães sem o direito de ser mãe no sentido mais figurado e sublime da palavra mãe. Dentre todas as dores das mulheres a maior foi ser mãe e não exercer a função de cuidar de sua prole, não poder zelar de seus pequenos, ver secar no seio o leite materno destinado a alimentar seus inocentes.

À mulher ficou resguardado somente o direito de seguir seus homens, seus grupos, fugindo das duradouras perseguições dos rastejadores contratados dos grupos policiais. No dizer sertanejo: “Uma vida sem futuro”.

Mas as mulheres não puderam fugir a esse capitulo da nossa historiografia sertaneja, se bem que levou tempo para acontecer a entrada feminina nessa conjuntura.

Perguntamo-nos às vezes o que levou as mulheres a encarar uma forma de vida tão violenta e longe das perspectivas geradas pelas famílias com seus conceitos, educação traçada dentro das normas rígidas das religiões e das tradições de um Nordeste desassistido.

Algumas me confidenciaram que seguiram esse caminho por amor, umas poucas segredaram que foram forçadas, por motivos diferentes, uma só falou que foi porque achou bonito o “TRAJAR” dos cangaceiros, se embelezou pela profusão de cores nos bordados e a grande quantidade do metal nobre amarelado, correntes, anéis, alianças, moedas e brincos de ouro.

Dentre todas elas, sem exceções, em seus depoimentos, a pior coisa foi não poder cuidar dos filhos. Suas crianças eram todas deixadas aos cuidados dos padres, coronéis, coiteiros e amigos.

As Mulheres viveram no cangaço uma aventura sem precedentes e deixaram seus nomes registrados na página da história dos levantes do Nordeste do Brasil.

Foi Maria Gomes de Oliveira, a famosa cangaceira Maria Bonita, morena nascida no povoado Malhada da Caiçara, terras na época do cangaço pertencentes a Santo Antônio da Glória e hoje à Paulo Afonso, a mulher mais referenciada no contexto histórico do mundo feminino cangaceiro.

A data de nascimento de Maria Bonita se divide entre 1910 e 1911, registrado por vários pesquisadores em tantos livros, pondo em dúvida também o dia 08 de março. A verdade é que ela encontrou a morte ainda muito jovem, morrendo na trágica manhã do dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe, com sua idade variando entre 27 ou 28 anos de vida.

Quantas e tantas mulheres viveram esse capitulo para, inocentemente, escreverem suas próprias histórias. Histórias de amores roubados e permitidos, histórias de lutas e fugas, de tiros e mortes, de caminhadas incessantes e dormidas incertas, de filhos gerados na rispidez das matas pontiagudas e ferinas. Histórias de servidão e desilusão.

Muitas delas adentraram no movimento, no esplendor de suas inocências de meninas-moças, trajando as vestes das “Mulheres das Caatingas”, levadas, talvez, pela ilusão de uma vida melhorou no mínimo, uma vida diferenciada das que vivam nos sopés das serras de suas moradas.

Ao período destinou-se o estigma de andarilhos errantes, acobertados apenas pela razão de suas decisões individuais. Sem entendimento adequado do andar “À MARGEM DA LEI”. Donas de seus mundos imaginários, pequenos e próprios.

A mulher cangaceira marcou seu tempo, escreveu sua história, traçou seu perfil de mulher obstinada e diferenciada das mulheres de sua época. Todas elas deixaram por insignificante que possa parecer, seus rastros marcados eternamente nas infindas veredas circundadas de pedras e espinhos do Sertão Nordestino.

À frente de seu tempo, a mulher cangaceira deixou vestígios no registro da história do Brasil.

Tempo presente, agora em 2018, marca 80 anos da Morte de Lampião e Maria Bonita, tantas e quantas análises surgiram sobre o fatídico dia 28 de julho de 1938, inúmeros registros, apreciações diversas, umas abalizadas e outras desprovidas dos critérios sérios que a história merece.

Nas fendas pedregosas da Grota do Angico, fato certo, que a morte lacerou doze corpos, onze cangaceiros e um soldado encontraram seu dia final. Entre os cadáveres duas mulheres, duas almas femininas adornando o quadro funesto dos últimos momentos do Rei do Cangaço.
Entorpecida, a Grota do Angico perpetua seus mistérios e um grito feminino paira no ar, como último refúgio de dor, na etapa final do cangaço...

João de Sousa Lima
Paulo Afonso 06 de junho de 2018
Membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso - Cadeira 06.
Membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.
Membro do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
Membro do IGH – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso
Membro do Instituto Geográfico e Histórico do Pajeú.

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FUTEBOL: UMA ESPERANÇA


        Nesse momento de aflição em que passa o nosso país, a Seleção Brasileira de Futebol, parece um alento, um refúgio para fugir dos complicados problemas cabeludos. Não é preciso gostar de esporte para entender que um gol lá fora, alivia a alma aqui dentro. E João vai vibrar comendo pipoca. Maria quer o resultado, lá da pia da cozinha. E até mesmo o assaltante grita eufórico com os tentos nacionais. Não é que a Seleção vá prender corruptos e soltar inocentes, mas por enquanto vai garantindo um longo sorriso verde e amarelo que abre porteiras. O importante é um tronco para se pegar, um arbusto, uma saliência... Um garrancho. E é nesse papel de fuga o que representa a Seleção, mesmo naquela antiga desconfiança com a Alemanha.


Analisando o jogo de ontem, o apito foi buscar longe a esperança que ainda estava sem miolo, perdida e sem alento. Bater a Áustria lá dentro da casa foi um feito e tanto, sem nenhuma dúvida a declarar. Um dos países mais ricos do mundo, vindo de três vitórias importantes na bola, inclusive, batendo o nosso algoz, Alemanha, curvou-se ante o Brasil mulato. E assim vamos prosseguindo a jornada com o treinador psicólogo, filósofo e observador, no momento o melhor do mundo. Falando antes do jogo dissemos que o Brasil, ganhando ou perdendo, estava com o que tinha de melhor em campo. E de fato, para quebrar uma retranca daquela só sendo mesmo “tampa de crush” como diz a linguagem da nossa juventude.
E para provar que Jesus estava conosco, ele mesmo fez o gol que desmantelou o ferrolho. No primeiro tempo não nos agradou a falta de concentração de alguns que perderam muitos passes bestas. Mas o segundo tempo ferveu bem o sentimento nativista brasileiro, pois mostrou descontração, destemor e alegria eficiente, voltando às épocas do nosso auge futebolístico. Mais para frente, no verdadeiro “pega pra capar”, Não queremos ver a surpresa na Rússia de tudo virar ruço. Afinal, no meio de tantas lindas russas, queremos trazer a beldade mais formosa de todas que dizem se chamar: Taça do Mundo. Assim repetimos a pergunta do mote cordelista: O Brasil ganha ou não ganha/sem Pelé na Seleção?

NEYMAR EM AÇÃO. (FOTO: REDE GLOBO).


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AS BELEZAS FORJADAS NAS REDES SOCIAIS

*Rangel Alves da Costa

Vou fazer assim: vou pegar uma foto minha, daquelas que eu mais goste, então vou jogar ela em algum programa de computador que dê um trato melhor que qualquer pintura. O photoshop faz essas maluquices, não é? Pois bem. Rugas? Nem pensar. Pelo contrário, pele de anjo, de seda, de pétala, de papel vegetal ou asas de borboleta. Marcas do tempo ou estrias na pele? Nem pensar. Pelo contrário, tudo tão lisinho e perfeito que nem pele de bebê se aproxima. Sinais, cicatrizes ou qualquer outro declive na pele? Nem pensar. Pelo contrário, pois tudo tão perfeitamente belo que mais vai parecer uma cuidadosa pintura. Sorriso feio ou triste? Nem pensar. Pelo contrário, um sorriso tão belo, suave e angelical, que cada olhar vai logo se enamorar. Lábios muito finos ou muito grossos? Nem pensar. Pelo contrário, pois beiços tão perfeitamente espalhados, eróticos e sensuais, que muita gente vai querer beijar a foto. Olheiras? Nem pensar. Vixe Maria, de jeito nenhum. Pelo contrário, um olhar tão sublime e encantador que tudo mundo vai achar que está diante de um deus da beleza. Depois disso tudo, certamente eu vou me apaixonar por mim mesmo. E igual a Narciso que não pode ver espelho, me lançar nos reflexos da hipocrisia, da idiotice, do não ter o que fazer. Ora, se eu sei que não sou eu aquilo que quero forjar que sou, então por que não reconheço o que sou e como sou e deixo de mentir a mim mesmo e aos outros?


Vou fazer assim: já que certamente alguma desprevenida ou desatenciosa vai apenas me achar um gato, um lindo, uma gracinha, sem observar atentamente a arrumação que foi feita na minha fotografia, então vou me esmerar o máximo possível para parecer um galão de novela, um artista do cinema, um famoso e simpático roqueiro. Logicamente que surtirá um efeito devastador. Ora, verdade é que muitas pessoas não estão nem aí para outra coisa senão a beleza exterior, a aparência, aquilo que apenas se mostra. Não vão querer saber se sou casado, viúvo, divorciado, solteirão, ou qualquer outra coisa. Também não vão querer saber se sou andarilho, sou jardineiro, locutor de porta de loja, profissional liberal ou fazendeiro. Não vão querer saber de nada disso, apenas que sou bonitinho, um gatinho, um “simproso”. O mais incrível é que não querem saber de nada além do que está falsamente retratado. E retrado de forma até acintosa, pois muitas uma boca tão trabalhada que mais parece feita por famoso escultor, um olhar tão belo e encantador que mais parece saído do pincel de um renomado pintor, um corpo tão torneado que mais parece a estátua de um deus grego. Isso provoca um encantamento tamanho que muitas chegam a delirar. Querem o contato via celular, querem o número do whatsapp, querem saber se tem Messenger, instagram, etc. E vão delirando sem temer consequências. Quem está realmente do outro lado? Nunca se perguntam. E eis o erro maior, vez que muitas vezes as mais perversas armadilhas são criadas assim. E acabam os namoros, as promessas e juras, os casamentos. E tudo por causa de um retrato forjado nas redes sociais e postado como se verdadeiro fosse.
O facebook é um verdadeiro álbum de mentiras assim. Mas com uma clientela feliz por ser deslavadamente enganada. Que assim seja, até que marque o primeiro encontro com aquela beldade de sorriso lindo, olhos perfeitos e pele angelical. Um monstro!

Escritor
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PROGRAMAÇÃO POÇO REDONDO 2018



PROGRAMAÇÃO CARIRI CANGAÇO 
POÇO REDONDO 2018

CELEBRANDO O CHÃO SAGRADO DE ALCINO

QUINTA-FEIRA 
Dia 14 de Junho de 2018 

6h00min - Alvorada Festiva e Queima de Fogos

19h00min – Noite Solene de Abertura 
Praça de Eventos
Poço Redondo-Sergipe

19h20min – Formação da Mesa de Autoridades
19h30min – Hino Nacional e Hino de Poço Redondo

19h40min – Apresentação do Cariri Cangaço
Por Conselheiro
RAUL MENELEU MASCARENHAS 
Aracaju-SE

19h50min - Fala das Autoridades

20h20min - Entrega de Comendas
Por Conselheiros 
CELSINHO RODRIGUES E MANOEL SERAFIM

20h20min - Entrega de Diplomas de Honra ao Mérito
Por Pesquisadores 
RODRIGO HONORATO E VOLDI MOURA RIBEIRO

Homenageados
Padre Mário César de Souza
Zefa da Guia
Guiomar Vito
Manoel Dionízio da Cruz - "in memoriam"

20h50min - Cariri Cangaço, 
Mais que um Evento, um Sentimento 
MANOEL SEVERO BARBOSA

21h15min - Lançamento de Livro
Roteiro Histórico e Anotações do Cariri Cangaço Poço Redondo 2018
RANGEL ALVES DA COSTA
MANOEL BELARMINO

21h30min - Apresentação de Grupos Folclóricos
Feira de Cordéis, Xilogravuras e Literatura do Cangaço

22h00min - Show em Praça Pública

SEXTA-FEIRA
Dia 15 de Junho de 2018

8h30min - Saída para Curralinho

9h00min - Inauguração dos Marcos Históricos 
na Estrada Antônio Conselheiro

Cangaceiro Canário
Zé de Julião
As Cruzes dos Soldados
Tonho Canela
RANGEL ALVES DA COSTA
Poço Redondo-SE
MANOEL BELARMINO
Poço Redondo-SE

10h00min - Alto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Conferencia - Antônio Conselheiro: O Mito
CARLOS ALBERTO SILVA
Natal-RN
WESCLEY RODRIGUES
Sousa-PB
OLEONE COELHO FONTES
Salvador-BA

10h40min - Caminhada pelas ruas do povoado de Curralinho

11h00min - Margens do Rio São Francisco - Orla de Curralinho
Conferência - Lampião e as Novidades na Historiografia do 
Cangaço em Sergipe
ARCHIMEDES MARQUES
Aracaju-SE

12h00min - ALMOÇO

14h00min - Saída para Fazenda Maranduba

Visitações aos Marcos Históricos
Brió e Zé Joaquim
RANGEL ALVES DA COSTA
Poço Redondo-SE
MANOEL BELARMINO
Poço Redondo-SE

15h00min - Recepção na Fazenda Maranduba
GRUPO TEATRAL RAÍZES NORDESTINAS

15h30min - Inauguração dos Marcos Históricos
Serrote da Maranduba 
Cruz dos Nazarenos

16h30min - Capela da Maranduba
Conferência - O Fogo da Maranduba: Vitoria de Lampião ou Derrota 
das Forças Volantes?
IVANILDO SILVEIRA
Natal-RN

19h00min - Lançamentos de Livros
Praça de Eventos
Poço Redondo-SE

A Revolução Praieira no Sertão
LEONARDO FERRAZ GOMINHO

As Quatro Vidas de Volta Seca
ROBÉRIO SANTOS

Lampião, o Cangaço e outros fatos no Agreste Pernambucano
JUNIOR ALMEIDA

21h00min - Shows na Praça de Eventos

SÁBADO
Dia 16 de Junho de 2018

8h30min - Saída para Serra Negra
Pedro Alexandre - Bahia

9h30min - Solenidade de Abertura
Câmara de Vereadores de Pedro Alexandre

9h50min - Fala das Autoridades

10h00min - Entrega de Comendas por Conselheiros
ANA LUCIA SOUZA e LUIZ RUBEN BONFIM

10h15min - Conferência
A Importância de Serra Negra para a História do Cangaço
ORLANDO DE CARVALHO
Serra Negra - BA

10h50min - Visitação aos pontos Históricos de Pedro Alexandre

Quartel das Volantes
Praça João Maria de Carvalho
Rua Velha 
Praça General Liberato de Carvalho

12h30min - ALMOÇO

14h00min - Retorno para Poço Redondo

15h00min - Cortejo Festivo
Avenida Alcino Alves Costa
Poço Redondo-SE

15h30min - Inauguração do Marco em Homenagem a
ALCINO ALVES COSTA

16h30min - Inauguração da Reforma da Praça Lampião

17h00min - Feira de Livros e Artesanato
Praça da Matriz

19h00min - Praça de Eventos
Poço Redondo - SE

19h20min - Entrega de Certificados
FAMILIARES DE REMANESCENTES DO CANGAÇO
Por Conselheiros
KYDELMIR DANTAS e ELANE MARQUES
 ANTONIO VILELA e EDVALDO FEITOSA

Homenageados:

Família dos ex-cangaceiros Sila, Novo Tempo , Mergulhão e Marinheiro 
  Família dos ex-cangaceiros Adília e Delicado 
  Família do ex-cangaceiro Cajazeira (Zé de Julião)
  Família da ex-cangaceira Enedina 
  Família das ex-cangaceiras Rosinha e Adelaide 
 Família da ex-cangaceira Áurea 
 Família do ex-cangaceiro Zabelê
  Família do ex-cangaceiro Canário
  Família do  coiteiro Manoel Félix 
  Família do coiteiro Adauto Félix 
  Família do coiteiro Messias Caduda  
19h30min - Conferência
O Legado de Alcino Alves Costa: Vida e Obra
RANGEL ALVES DA COSTA
Poço Redondo-SE

Depoimentos
JULIANA PEREIRA
Quixadá-CE

21h00min - Apresentações Artísticas

22h00min - Shows em Praça Pública

DOMINGO
Dia 17 de Junho de 2018

Aniversário de Nascimento de Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo

6h00min - Alvorada Festiva e Queima de Fogos

7h00min - Missa de Aniversário
78 Anos de Nascimento de Alcino Alves Costa
MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA
Poço Redondo - SE

8h30min - Café Sertanejo de Encerramento
Grupos Folclóricos
Forró Pé de Serra


Cariri Cangaço Poço Redondo 2018
Realização
INSTITUTO CARIRI DO BRASIL
Co-realização
PREFEITURA MUNICIPAL DE POÇO REDONDO
MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA

Apoio
SBEC- SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO
GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DO CEARÁ
ICC - INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI
GPEC-GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO PAJEÚ

Mídia e Redes Sociais
GRUPO LAMPIÃO CANGAÇO E NORDESTE
GRUPO OFICIO DAS ESPINGARDAS
COMUNIDADE O CANGAÇO
GRUPO HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO
GRUPO DE ESTUDOS CANGACEIROS
O CANGAÇO NA LITERATURA
GRUPO SERTÃO NORDESTINO

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