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domingo, 16 de maio de 2021

TRABALHO DA INDAIÁ SANTOS

 

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UMA HISTÓRIA QUE ENCANTA!

 Por Anildomá Willans

Através das histórias do CANGAÇO mergulhamos em nossa ancestralidade.

Venham conhecer o Sítio Passagem das Pedras - onde nasceu Lampião, em Serra Talhada, a antiga Vila Bela.

Na casa da Dona Jacosa - avó materna do Rei do Cangaço - um belo museu retrata a vida rural das primeiras décadas do século passado e o início da vida de Lampião no Cangaço.

Agende sua visita pelo telefone (87) 3831 3860 ( Museu do Cangaço).

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SOLDADO ADRIÃO MORTO NA CHACINA DE ANGICO

 

Soldado Adrião Pedro de Souza, o único volante morto em Angicos em 28/07/1938.

Fonte: Assim Morreu Lampião, de Antônio Amaury Corrêa de Araújo. Pág 224.

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LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO filme completo 1964

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MORRE EVA WILMA, AOS 87 ANOS, DE CÂNCER NO OVÁRIO. - SÓ COMO ARQUIVO NO BLOG.

 

Globo/Divulgação

Resumo da notícia

Aos 87 anos, morre a atriz Eva Wilma por insuficiência respiratória, decorrente de um câncer

Na TV, a atriz estreou na Tupi, em 1953, no seriado "Namorados de São Paulo" 

Em setembro de 2020, a atriz comemorou 70 anos de carreira

A atriz Eva Wilma morreu neste sábado, dia 15, aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, de câncer no ovário disseminado, que levou a uma insuficiência respiratória. A paulista estava internada desde o dia 15 de abril. A informação foi confirmada ao Extra pela assessoria de imprensa da artista. 

Eva Wilma Riefle Buckup Zarattini nasceu em São Paulo, em 1933, filha de um metalúrgico alemão e uma portenha judia. Em setembro do ano passado, a atriz comemorou 70 anos de carreira. 

Leia também:

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No início da década de 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica, ela estreou como figurante em filmes italianos e fez dois filmes com o diretor Armando Couto e o ator Procópio Ferreira, "O Homem dos Papagaios" e "A Sogra". Ao longo da carreira, trabalhou com diretores como Walter Hugo Khouri ("A ilha"), Luiz Sérgio Person ("São Paulo S.A") e Roberto Farias ("A cidade ameaçada").

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Zara

Na TV, a atriz estreou na Tupi, em 1953, no seriado "Namorados de São Paulo" (depois rebatizado para "Alô, doçura"). Ao GLOBO, ela relembrou que eram horas de ensaio antes da ação acontecer em tempo real, diante das câmeras. Na época, a televisão era toda feita ao vivo — o videotape só chegou em 1959, na TV Continental, no Rio.

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— Tudo era muito artesanal. A gente ensaiava e combinava tudo antes. Chegava ao fim da tarde e era “vamos ao ar, salve-se quem puder” — contou a atriz, lembrando-se dos textos que eram escondidos no cenário. — Em São Paulo, se chamava cola; no Rio, dália (gíria que surgiu após um ator colar suas falas num vaso de dálias). Usávamos nossa marcação de cena para escolher peças do cenário para colar a dália.

 https://br.noticias.yahoo.com/morre-eva-wilma-aos-87-021427383.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAALMcI09rbFnyuAytIjZSCknBSi8RhEyRYa87UrE6jg_P1SAb48j-xUSmQbzIZxW-I8mb7dcFaboEsxjztiH5c8aadrFvqX1-MHSqrxp5-tZAXyoGRPmQxOFDdDIy6LhZfceZo0LQvT8NIbyDDeTzJmKVqz8kAAEZrFh8VX9YofCl

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ITINERÁRIO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE - MAPA DA ZONA OESTE

 

Norte-rio-grandense

Ribeira do Apodi é Mossoró.

O trabalho cartográfico sobre o itinerário de Lampião na Zona Oeste foi levantado pelo Engenheiro Francisco Monte.

Fonte: Nonato, Raimundo

Lampião em Mossoró. Fundação Vingt Un Rosado 2015. 7.edição

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sábado, 15 de maio de 2021

A JORNADA E O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ

Por Beto Rueda

A decisão de atacar Mossoró, cidade próspera e populosa, centro salineiro importante no Brasil, no início de junho de 1927, foi uma ação ousada.

A idéia de assaltar uma nova região parecia inovadora. A notória fama e riqueza do lugar atraía a cobiça dos bandidos pois as ações em Pernambuco, Alagoas e Paraíba estavam limitadas devido à ação da polícia, e no Ceará, pelo acordo informal com as autoridades locais.

O plano foi arquitetado pelo coronel Isaías Arruda, chefe político do Cariri e coiteiro de cangaceiros, residente em Missão Velha mas com fazendas imensas no município de Aurora(CE).

Isaías convidou Lampião para a empreitada. No início ele recusou. Achou a idéia um absurdo, alegando ser uma grande cidade e muito distante, cerca de 100 léguas.

Encorajado e com ajuda financeira, armas e munição fornecidas pelo grande latifundiário, aceitou e preparou o bando. Sabino trouxe quinze cabras, Jararaca dezoito. Massilon Leite, nascido na fazenda Timbaúba(PB), ambicioso, falador, destemido, arrojado, corajoso e pronto para tudo e que gabava-se de conhecer o Estado do Rio Grande do Norte palmo a palmo, onde trabalhou como almocreve e mais tarde como pistoleiro de aluguel, foi integrado ao grupo como figura de destaque.

A viagem para Mossoró foi combinada inicialmente na primeira semana de maio de 1927. O bando saiu em dois grupos: um conduzido por Massilon que subiu pelo interior do Ceará à altura de Pereiro, seguiu à direita penetrando no Rio Grande do Norte ao anoitecer, em Apodi. Saquearam a cidade no dia 10 de maio. No dia 11, entraram no povoado de Gavião. Massilon seguiu para a Serra do Martins, local marcado para o encontro com o grupo de Lampião.

O grupo chefiado pelo rei vesgo, subiu pela Paraíba por Catingueira, foi por Bom Jesus e passou a noite no sítio Formigueiro. No dia seguinte chegou no sítio Caiçara. Ao anoitecer em Belém do Rio do Peixe, divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte.

Houve um tiroteio nessa localidade; o delegado Nelson Furtado leite que contava com apenas um soldado convocou civis a fim de proteger o lugar. No tiroteio o chefe cangaceiro descobriu que as balas fornecidas pelo coronel Isaías eram velhas(1912) e a cada dez, apenas uma detonava. Diante disso, resolveu cancelar a viagem.

Lampião reuniu-se com Massilon e seu grupo no Serrote Cantinho afim de encontrar-se com o coronel e refazer os planos de ataque a Mossoró. Voltou ao seu coito na Serra do Diamante.

O problema com as balas foi rapidamente solucionado e, no início de junho, deslocou-se ao Ceará para os ajustes finais da jornada.

A nova incursão iniciou-se no dia 9 de junho, deixando a fazenda Ipueiras(CE) em direção ao norte, a cavalo. Chegaram rapidamente ao Rio Grande do Norte, no dia seguinte, de tarde.

Durante a longa jornada rumo ao alvo principal, atacaram e roubaram povoados(Vitória, Pau Ferros, Boa Esperança, Mumbaça, Segunda tentativa de ataque a Apodi, São Sebastião) e diversas fazendas(Baixio, Nova, Bom Jardim, Diamantina, Aroeira, Caiçara, Lajes, Caricé, Morada Nova, Morcego, Cacimba de Vaca, Jurema, Campos, Santana e sítios(Carnaubinha, Panati, Juazeiro, Corredor, Buracos, Cajueiro, Cachoeirinha de Vítor, Castelo, Serrota, Traíras, Arção, Gangorrinha, São Vicente, Camorim, Ipueiras, Canudos, Lagoa de Paus, Camurupim, Picada). Saquearam, queimaram uma estação da estrada de ferro e cortaram fios telegráficos. Fizeram reféns como Francisco Germano da Silveira, Joaquim Germano, Manoel Barreto Leite, Egídio Dias, Amadeu Lopez, D. Maria José Lopez, Pedro José, Azarias Januário, Júlio Soares, Guilherme de Melo, Belarmino de Morais, Sancho Amaro, Geraldo Oliveira e o coronel Antônio Gurgel, um comerciante importante, preso na fazenda Canto do Saco, no dia 12 de junho, já próximo a Mossoró.

A notícia da proximidade de Lampião chegou rápido. Iniciou-se uma fuga em massa. Famílias inteiras deixaram as suas casas, a pé, a cavalo, de automóvel, de caminhão. Uns embrenharam-se no mato. As famílias mais abastadas sabendo da notícia começaram enviar as mulheres e crianças às fazendas do litoral. Foi um alvoroço geral. Os homens da cidade reuniram -se com o prefeito e trabalharam a noite inteira preparando a defesa.

No dia seguinte, às cinco horas da manhã, os cangaceiros partiam para o ataque. Chegaram ao meio dia nos arredores da cidade. Lampião escreveu ao prefeito exigindo grande quantia para não invadir. O chefe político em resposta, mandou uma mensagem: "Recebi o seu bilhete e respondendo-lhe dizendo que não tenho a importância que pede e nem também o comércio. O banco está fechado, tendo os funcionários se retirado daqui. Estamos dispostos a acarretar com tudo que o Sr. queira fazer contra nós. A cidade acha-se firmemente inabalável na sua defesa, confiando na mesma. Rodolfo Fernandes - prefeito. 13 - 06 - 1927".

Dentro da cidade, foram feitas trincheiras com fardos de algodão, feijão, pedras e troncos de árvores. Um grande destacamento, entre 150 e 300 homens esperando em pontos estratégicos como a prefeitura, estação ferroviária, telégrafo, uma escola, um hotel, diversas residências e casas comerciais. Além dos campanários da igrejas que dominavam o lugar, todos muito bem equipados. Por ordem do padre Luis Mota, os sinos das três igrejas da cidade começaram a tocar. Foram acionados também os apitos das caldeiras a vapor das fábricas.

À tarde, os cangaceiros deixaram as montarias no lugar "Saco", dois quilômetros de distância da urbe e a pé atravessaram a ponte metálica do rio Apodi e avançaram pelo Alto da Conceição, prontos para atacar.

Debaixo de chuva fina e trovões ao fundo, com os reféns na frente como escudo humano, os cangaceiros foram divididos: Sabino comandava duas colunas de vanguarda com Jararaca pela ala central e Massilon com os seus cabras. Lampião com os seus homens de confiança na retaguarda, mantinha uma certa distância dos demais.

Os grupos de Sabino e Jararaca foram acompanhando a linha do trem, perto da estação ferroviária, em direção ao fundo da Igreja São Vicente de Paula, para atacar a casa do prefeito pelo lado direito. Massilon seguiu adiante tentando invadir a parte posterior.

Vila Nova foi pela Lagoa dos Canudos, beirando o rio, no bairro dos Pereiros, perto da barragem à esquerda, completando o cerco pelo outro lado da casa.

Lampião seguiu com Moreno e seu pequeno grupo pelos trilhos da estrada de ferro, depois foi em busca do cemitério público municipal.

O alvo principal era portanto a casa do prefeito - O bandoleiro justificou: "A cobra se mata pela cabeça". A fim de impressionar mandou o corneteiro Mormaço seguir na frente soprando o instrumento, dando assim ao evento um tom de batalha. Rodolfo Fernandes percebendo o perigo gritou "atirem". Começou a fuzilaria.

No centro, muitas trincheiras dificultavam o avanço do grupo em direção à casa do prefeito. Sabino valente, vestido de soldado, roupa caqui, consegue entrar na casa do genro do prefeito Joaquim Perdigão Nogueira e recebe dois tiros de raspão. Um no quepe, outro na perneira. Ficou em uma posição privilegiada, bem em frente da igreja e de vinte a trinta metros do objetivo.

Sem poder seguir, Massilon ficou disperso, não conseguiu sincronizar sua ação com os companheiros. Isolado do resto do grupo, recuou.

Estava difícil quebrar a defesa, o grupo de Sabino ainda tentou atacar a Prefeitura mas recebeu uma saraivada de balas da torre de uma das igrejas e de outros lugares vizinhos. Não conseguiu mais avançar.

Colchete em ação individual, com o punhal entre os dentes e fuzil na mão em delírio, correu para alcançar os fardos das trincheiras. Foi atingido por um balaço no rosto, caiu, estrebuchou. Um outro tiro também o atingiu na região dorsal, estava acabado. Jararaca embriagado, tentou rever as armas e munição do companheiro e também foi ferido mas conseguiu escapar.

Um outro grupo tentou tomar a estação ferroviária mas encontrou uma forte resistência e também teve que fugir. Outros cangaceiros foram feridos. Não restou outra alternativa senão abandonar a cidade.

Sabino ordenou a retirada com tiros de pistola para o alto. Abandonam o campo de batalha, o ataque chegou ao fim. A malta deixou para trás Mossoró e foi embora a cavalo com os reféns. Assim terminou a tentativa frustrada e insana de conquistar a cidade.

Saindo depressa, Lampião e seus comandados, voltaram para o acampamento. Dos sobreviventes, Virgínio tinha uma bala encravada na coxa esquerda, Às de Ouro um arranhão no nariz, Alagoano com o lábio inferior partido. Dois de Ouro com um ferimento na nuca, não tinha nem forças para gemer. Chumbinho, atingido nas costelas, com uma toalha atada na barriga, gritava: "Vale-me Nossa Senhora!!.

Jararaca, depois de fugir, foi encontrado inoportunamente e preso. Mais tarde concedeu entrevista ao jornal local. Sua morte é um mistério, muitos dizem que ele foi assassinado.

Com receio da volta dos sicários, os defensores de Mossoró ficaram entrincheirados, de plantão, a noite toda. Sossegaram quando tiveram certeza de que não havia mais perigo.

No dia seguinte, com a vitória confirmada, muitos mossoroenses saíram efusivos, orgulhosos, comemorando a grande resistência ao ataque dos cangaceiros de Lampião. Outros por curiosidade foram ver o corpo fétido de Colchete, ainda estendido na escadaria da igreja Santa Luzia, como um troféu macabro.

A próxima parada foi a Chapada do Apodi e depois Limoeiro do Norte, situada às margens do rio Jaguaribe, no Ceará. Saindo de Limoeiro, rumaram para o sul em direção à Aurora(CE). O grupo agora estava menor, um contigente tinha ficado para trás.

A jornada em terras potiguares foi inesquecível. Uma mistura de ganância, aventura e terror representaram a maior derrota do Rei dos Cangaceiros.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA, Aglae Lima de. Lampião, cangaço e nordeste. Rio de Janeiro: O Cruzeiro S.A, 1970.

CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

FERNANDES, Raul. A marcha de Lampião - assalto a Mossoró. Natal: Universitária, 1985.

IRMÃO, José Bezerra Lima. Lampião a raposa das caatingas. Salvador: JM Gráfica e Editora, 2014.

DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Lampião e o Rio Grande do Norte: a história da grande jornada. 2. ed. Cajazeiras: Real, 2014.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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A JORNADA E O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ

 Por Beto Rueda

A decisão de atacar Mossoró, cidade próspera e populosa, centro salineiro importante no Brasil, no início de junho de 1927, foi uma ação ousada.

A idéia de assaltar uma nova região parecia inovadora. A notória fama e riqueza do lugar atraía a cobiça dos bandidos pois as ações em Pernambuco, Alagoas e Paraíba estavam limitadas devido à ação da polícia, e no Ceará, pelo acordo informal com as autoridades locais.

O plano foi arquitetado pelo coronel Isaías Arruda, chefe político do Cariri e coiteiro de cangaceiros, residente em Missão Velha mas com fazendas imensas no município de Aurora(CE).

Isaías convidou Lampião para a empreitada. No início ele recusou. Achou a idéia um absurdo, alegando ser uma grande cidade e muito distante, cerca de 100 léguas.

Encorajado e com ajuda financeira, armas e munição fornecidas pelo grande latifundiário, aceitou e preparou o bando. Sabino trouxe quinze cabras, Jararaca dezoito. Massilon Leite, nascido na fazenda Timbaúba(PB), ambicioso, falador, destemido, arrojado, corajoso e pronto para tudo e que gabava-se de conhecer o Estado do Rio Grande do Norte palmo a palmo, onde trabalhou como almocreve e mais tarde como pistoleiro de aluguel, foi integrado ao grupo como figura de destaque.

A viagem para Mossoró foi combinada inicialmente na primeira semana de maio de 1927. O bando saiu em dois grupos: um conduzido por Massilon que subiu pelo interior do Ceará à altura de Pereiro, seguiu à direita penetrando no Rio Grande do Norte ao anoitecer, em Apodi. Saquearam a cidade no dia 10 de maio. No dia 11, entraram no povoado de Gavião. Massilon seguiu para a Serra do Martins, local marcado para o encontro com o grupo de Lampião.

O grupo chefiado pelo rei vesgo, subiu pela Paraíba por Catingueira, foi por Bom Jesus e passou a noite no sítio Formigueiro. No dia seguinte chegou no sítio Caiçara. Ao anoitecer em Belém do Rio do Peixe, divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte.

Houve um tiroteio nessa localidade; o delegado Nelson Furtado leite que contava com apenas um soldado convocou civis a fim de proteger o lugar. No tiroteio o chefe cangaceiro descobriu que as balas fornecidas pelo coronel Isaías eram velhas(1912) e a cada dez, apenas uma detonava. Diante disso, resolveu cancelar a viagem.

Lampião reuniu-se com Massilon e seu grupo no Serrote Cantinho afim de encontrar-se com o coronel e refazer os planos de ataque a Mossoró. Voltou ao seu coito na Serra do Diamante.



O problema com as balas foi rapidamente solucionado e, no início de junho, deslocou-se ao Ceará para os ajustes finais da jornada.

A nova incursão iniciou-se no dia 9 de junho, deixando a fazenda Ipueiras(CE) em direção ao norte, a cavalo. Chegaram rapidamente ao Rio Grande do Norte, no dia seguinte, de tarde.

Durante a longa jornada rumo ao alvo principal, atacaram e roubaram povoados(Vitória, Pau Ferros, Boa Esperança, Mumbaça, Segunda tentativa de ataque a Apodi, São Sebastião) e diversas fazendas(Baixio, Nova, Bom Jardim, Diamantina, Aroeira, Caiçara, Lajes, Caricé, Morada Nova, Morcego, Cacimba de Vaca, Jurema, Campos, Santana e sítios(Carnaubinha, Panati, Juazeiro, Corredor, Buracos, Cajueiro, Cachoeirinha de Vítor, Castelo, Serrota, Traíras, Arção, Gangorrinha, São Vicente, Camorim, Ipueiras, Canudos, Lagoa de Paus, Camurupim, Picada). Saquearam, queimaram uma estação da estrada de ferro e cortaram fios telegráficos. Fizeram reféns como Francisco Germano da Silveira, Joaquim Germano, Manoel Barreto Leite, Egídio Dias, Amadeu Lopez, D. Maria José Lopez, Pedro José, Azarias Januário, Júlio Soares, Guilherme de Melo, Belarmino de Morais, Sancho Amaro, Geraldo Oliveira e o coronel Antônio Gurgel, um comerciante importante, preso na fazenda Canto do Saco, no dia 12 de junho, já próximo a Mossoró.

A notícia da proximidade de Lampião chegou rápido. Iniciou-se uma fuga em massa. Famílias inteiras deixaram as suas casas, a pé, a cavalo, de automóvel, de caminhão. Uns embrenharam-se no mato. As famílias mais abastadas sabendo da notícia começaram enviar as mulheres e crianças às fazendas do litoral. Foi um alvoroço geral. Os homens da cidade reuniram -se com o prefeito e trabalharam a noite inteira preparando a defesa.

No dia seguinte, às cinco horas da manhã, os cangaceiros partiam para o ataque. Chegaram ao meio dia nos arredores da cidade. Lampião escreveu ao prefeito exigindo grande quantia para não invadir. O chefe político em resposta, mandou uma mensagem: "Recebi o seu bilhete e respondendo-lhe dizendo que não tenho a importância que pede e nem também o comércio. O banco está fechado, tendo os funcionários se retirado daqui. Estamos dispostos a acarretar com tudo que o Sr. queira fazer contra nós. A cidade acha-se firmemente inabalável na sua defesa, confiando na mesma. Rodolfo Fernandes - prefeito. 13 - 06 - 1927".

Dentro da cidade, foram feitas trincheiras com fardos de algodão, feijão, pedras e troncos de árvores. Um grande destacamento, entre 150 e 300 homens esperando em pontos estratégicos como a prefeitura, estação ferroviária, telégrafo, uma escola, um hotel, diversas residências e casas comerciais. Além dos campanários da igrejas que dominavam o lugar, todos muito bem equipados. Por ordem do padre Luis Mota, os sinos das três igrejas da cidade começaram a tocar. Foram acionados também os apitos das caldeiras a vapor das fábricas.

À tarde, os cangaceiros deixaram as montarias no lugar "Saco", dois quilômetros de distância da urbe e a pé atravessaram a ponte metálica do rio Apodi e avançaram pelo Alto da Conceição, prontos para atacar.

Debaixo de chuva fina e trovões ao fundo, com os reféns na frente como escudo humano, os cangaceiros foram divididos: Sabino comandava duas colunas de vanguarda com Jararaca pela ala central e Massilon com os seus cabras. Lampião com os seus homens de confiança na retaguarda, mantinha uma certa distância dos demais.

Os grupos de Sabino e Jararaca foram acompanhando a linha do trem, perto da estação ferroviária, em direção ao fundo da Igreja São Vicente de Paula, para atacar a casa do prefeito pelo lado direito. Massilon seguiu adiante tentando invadir a parte posterior.

Vila Nova foi pela Lagoa dos Canudos, beirando o rio, no bairro dos Pereiros, perto da barragem à esquerda, completando o cerco pelo outro lado da casa.

Lampião seguiu com Moreno e seu pequeno grupo pelos trilhos da estrada de ferro, depois foi em busca do cemitério público municipal.

O alvo principal era portanto a casa do prefeito - O bandoleiro justificou: "A cobra se mata pela cabeça". A fim de impressionar mandou o corneteiro Mormaço seguir na frente soprando o instrumento, dando assim ao evento um tom de batalha. Rodolfo Fernandes percebendo o perigo gritou "atirem". Começou a fuzilaria.

No centro, muitas trincheiras dificultavam o avanço do grupo em direção à casa do prefeito. Sabino valente, vestido de soldado, roupa caqui, consegue entrar na casa do genro do prefeito Joaquim Perdigão Nogueira e recebe dois tiros de raspão. Um no quepe, outro na perneira. Ficou em uma posição privilegiada, bem em frente da igreja e de vinte a trinta metros do objetivo.

Sem poder seguir, Massilon ficou disperso, não conseguiu sincronizar sua ação com os companheiros. Isolado do resto do grupo, recuou.

Estava difícil quebrar a defesa, o grupo de Sabino ainda tentou atacar a Prefeitura mas recebeu uma saraivada de balas da torre de uma das igrejas e de outros lugares vizinhos. Não conseguiu mais avançar.

Colchete em ação individual, com o punhal entre os dentes e fuzil na mão em delírio, correu para alcançar os fardos das trincheiras. Foi atingido por um balaço no rosto, caiu, estrebuchou. Um outro tiro também o atingiu na região dorsal, estava acabado. Jararaca embriagado, tentou rever as armas e munição do companheiro e também foi ferido mas conseguiu escapar.

Um outro grupo tentou tomar a estação ferroviária mas encontrou uma forte resistência e também teve que fugir. Outros cangaceiros foram feridos. Não restou outra alternativa senão abandonar a cidade.

Sabino ordenou a retirada com tiros de pistola para o alto. Abandonam o campo de batalha, o ataque chegou ao fim. A malta deixou para trás Mossoró e foi embora a cavalo com os reféns. Assim terminou a tentativa frustrada e insana de conquistar a cidade.

Saindo depressa, Lampião e seus comandados, voltaram para o acampamento. Dos sobreviventes, Virgínio tinha uma bala encravada na coxa esquerda, Às de Ouro um arranhão no nariz, Alagoano com o lábio inferior partido. Dois de Ouro com um ferimento na nuca, não tinha nem forças para gemer. Chumbinho, atingido nas costelas, com uma toalha atada na barriga, gritava: "Vale-me Nossa Senhora!!.

Jararaca, depois de fugir, foi encontrado inoportunamente e preso. Mais tarde concedeu entrevista ao jornal local. Sua morte é um mistério, muitos dizem que ele foi assassinado.

Com receio da volta dos sicários, os defensores de Mossoró ficaram entrincheirados, de plantão, a noite toda. Sossegaram quando tiveram certeza de que não havia mais perigo.

No dia seguinte, com a vitória confirmada, muitos mossoroenses saíram efusivos, orgulhosos, comemorando a grande resistência ao ataque dos cangaceiros de Lampião. Outros por curiosidade foram ver o corpo fétido de Colchete, ainda estendido na escadaria da igreja Santa Luzia, como um troféu macabro.

A próxima parada foi a Chapada do Apodi e depois Limoeiro do Norte, situada às margens do rio Jaguaribe, no Ceará. Saindo de Limoeiro, rumaram para o sul em direção à Aurora(CE). O grupo agora estava menor, um contigente tinha ficado para trás.

A jornada em terras potiguares foi inesquecível. Uma mistura de ganância, aventura e terror representaram a maior derrota do Rei dos Cangaceiros.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA, Aglae Lima de. Lampião, cangaço e nordeste. Rio de Janeiro: O Cruzeiro S.A, 1970.

CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

FERNANDES, Raul. A marcha de Lampião - assalto a Mossoró. Natal: Universitária, 1985.

IRMÃO, José Bezerra Lima. Lampião a raposa das caatingas. Salvador: JM Gráfica e Editora, 2014.

DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Lampião e o Rio Grande do Norte: a história da grande jornada. 2. ed. Cajazeiras: Real, 2014.

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CANGAÇO - CASA DE MARIA BONITA

Por Aderbal Nogueira - Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=TlU32ybgNHw&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Pesquisador João de Sousa Lima fala do local onde nasceu Maria de Déa, que se tornaria a famosa Maria Bonita, a mulher de Lampião. Link desse vídeo: https://youtu.be/TlU32ybgNHw

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O FOGO DOS PILÕES

Por Geraldo Júnior 

https://www.youtube.com/watch?v=sodtQ1_Jdnk&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Ameaçado pelo cangaceiro Antônio Padre que pretendia tomar a sua filha à força, Arlindo Rocha, então delegado de Salgueiro no estado de Pernambuco, resolve reunir homens e lançar sobre Antônio Padre e seus comparsas, ambos elementos integrados ao bando de Lampião, um ataque surpresa e mortal. O "Fogo dos Pilões" ocorreu nos primeiros meses do ano de 1924 no sítio Pilões no município de Salgueiro em Pernambuco e resultou na morte dos cangaceiros Antônio Padre e Gavião (João Ricart (Ricarte), na ocasião acoitados nas terras do sítio Pilões. O ataque resultou, além das mortes supracitadas, no esfacelamento dos cangaceiros que ali se encontravam reunidos. Após esse episódio Arlindo Rocha, com o apoio do governo estadual, conseguiu formar sua própria Força Policial Volante, formada basicamente por familiares e pessoas próximas, tornando-se em pouco tempo um dos maiores perseguidores e inimigos de Lampião e aliados. Uma história formidável que está sendo disponibilizada em primeira mão aqui no nosso canal... 

CANGAÇOLOGIA. Assistam e, se possível, deixem ao final seus comentários, críticas e sugestões. 

Compartilhem e curtam os vídeos do canal. Grato. Geraldo Antônio de Souza Júnior

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QUEM ESCREVEU A PATENTE DE LAMPIÃO

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=S0mlewdb8IA&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Outra formidável história retirada do livro "No tempo de Lampião" de Leonardo Motta, onde ele fala a respeito do autor da assinatura do documento que concedeu a Lampião a "patente" de Capitão do Batalhão Patriótico do Juazeiro, Ceará, em março de 1926. Nesse documentário vocês conhecerão todo o desenrolar dessa história. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! 

Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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LAMPIÃO E SEUS PERSEGUIDORES

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=fp3u0zTeI1g&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Mais uma sensacional e empolgante história retirada do livro "NO TEMPO DE LAMPIÃO" do jornalista e escritor Leonardo Motta, onde o principal assunto abordado é a conduta e o "modus operandi" de muitos daqueles que caçavam os cangaceiros naquela época. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! 

Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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UMA EMBOSCADA PARA LAMPIÃO.

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=ZtA09PiOzT4&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Um plano traçado para pegar Lampião. Por: José Mutti de Almeida "Mutti".

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O RELACIONAMENTO DE "MUTTI" COM ANTÔNIA IRMÃ DE MARIA BONITA.

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=5nb7K97ugGU&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

SEGUNDA PARTE... ... do documentário: MEMÓRIAS DE UM EX-COMANDANTE DE VOLANTES. Nessa segunda parte do documentário o antigo comandante de Forças Volantes baianas, José Mutti de Almeida "Mutti", que teve papel de extrema importância no combate e repressão ao banditismo e cangaceirismo, narra suas histórias e fala a respeito do relacionamento que manteve com Antônia Maria de Oliveira conhecida como "Deusinha", irmã de Maria Bonita. Nascendo um filho dessa relação. Um trabalho produzido para quem gosta de ouvir as histórias cangaceiras sendo contadas por aqueles que participaram diretamente dos fatos e que estiveram no calor dos acontecimentos. 

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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A RENDIÇÃO DO CANGACEIRO ESPERANÇA II E A MORTE DE COCADA.

Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=yQ9wOCPFCq0&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

A entrega (Rendição) do cangaceiro Esperança II e a morte e degola do cangaceiro Cocada, são alguns dos assuntos abordados pelo ex-comandante de Forças Volantes baianas, José Mutti de Almeida "Mutti". Um relato surpreendente que dispensa maiores apresentações. Forte abraço a todos e continuem acompanhando os nossos trabalhos, afinal tem muito material e assunto para ser abordado. 

INSCREVAM-SE. Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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CANGACEIRO DESCONHECIDO

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=E9Z4Equkfdg&t=190s&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Por mais de setenta anos um dos cangaceiros mortos em Angico, teve o seu nome/apelido desconhecido e apagado das páginas da história cangaceira, porém no ano de 2014 a descoberta de uma matéria que foi publicada no Jornal de Alagoas em sua edição de 09 de novembro de 1938, pôs fim ao mistério e identificou o cangaceiro em questão. Um formidável trabalho de pesquisa que elucidou aquilo que era considerado até então um dos grandes mistérios de Angico. Vamos ao desdobramento dos fatos. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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MOSSORÓ - A HISTÓRIA DO CANGACEIRO ASA BRANCA - UM DOS CABRAS DE LAMPIÃO

 

https://www.youtube.com/watch?v=wMj5qrgdPzs&ab_channel=NordesteFant%C3%A1stico

Nordeste Fantástico

O vídeo Trata-se da história de Antônio Luiz Tavares, o Asa Branca, que era conhecido como um cangaceiro de bons modos e de trato amável. Porém, enquanto permaneceu no bando, ele vivenciou todas as peripécias que faziam parte do cotidiano dos cangaceiros: ataques, saques, sequestros, mortes, agruras e, também, fugas. #Cangaço #AsaBranca #Nordeste #Documentário #Lampião #Cangaceiro

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sexta-feira, 14 de maio de 2021

MEDO!

 Por Antonio Xavier

(Foto do meu avô)

No dia 03 de Fevereiro de 1927, aconteceu um grande combate entre a família Xavier, Lampião e seu bando. Foi um corre-corre desgraçado, uns armados para enfrentar os cangaceiros, e outros preocupados em defender a família, foi o caso do meu avô Aristides Sampaio Xavier, dirigiu-se a sua esposa Francisca Grangeiro Xavier, com as seguintes palavras; 

- Arrume as trouxas (embrulho que contém roupas) vamos dá no pé (fugir), enquanto é tempo. 

Meu avô colocou uma trouxa de roupa na cabeça e gritou:

- Quem tiver juízo, siga-me! 

A carreira foi grande, fugiram com destino a Fazenda Pitangal, do meu bisavô Totó Grangeiro. A trouxa de roupa caiu de sua cabeça e ele não percebeu, continuou com os braços erguidos como se estivesse segurando um volume. Chegando ao local do refúgio, meu avô quase sem voz exclamou:

- Ou diacho pesado, gesticulando os braços como se estivesse livrando-se de um peso, jogando em cima de uma mesa. 

Infelizmente não herdei a "prudência" do meu avô. Zulive! (Deus me livre!) Antônio Xavier (Foto do meu avô).

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OS CINCO NOMES DA TERRA SANTANENSE

 Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.533

 


Como temos falado bastante em Santana do Ipanema, podemos também esclarecer sobre seus títulos anteriores, segredos ou detalhes importantes, despercebidos pelos filhos da terra. E o bom santanense deve se esforçar para conhecer melhor a torrão em que nasceu.

O primeiro nome da região aonde escorria o rio Ipanema, em Alagoas, era chamada de Ribeira do Panema. Leva-se em conta que a palavra “ribeira”, significa rio, pelo menos em todo o Nordeste, assim como a palavra “barra” é usada em todo o Brasil como “foz”, lugar onde um rio despeja suas águas. Essa denominação abrangente de Ribeira do Panema, perdurou até 1787, antes da construção da capela que deu origem à cidade.

É bom salientar que o rio tanto é chamado Ipanema, quanto Panema. Esta é uma forma carinhosa e popular em Santana.

Após a fundação da capela que recebeu a imagem de Senhora Santana como padroeira, a região passou a se chamar: Sant’Anna da Ribeira do Panema. Esta denominação foi de 1787 até 1836 quando Santana passou a Povoado Freguesia.

Quando Santana passou de Povoado Freguesia à vila (1875) teve novamente alterada sua denominação. Ficando nos anais Sant’Anna do Panema. Saiu o nome ribeira.

Desde Santana vila (1875) até 1921, Santana cidade, escrevia-se Sant’Ana do Ipanema. Santana perde um “N” e entra Ipanema pela primeira vez.

A partir de 1921, elevada à cidade, Santana passou a ser chamada e escrita SANTANA DO IPANEMA.

Santana, devido à Santana Ana, avó do Cristo.

Ipanema, água ruim, salobra, na língua indígena Fulni-ô.

O Sertão alagoano foi explorado através do rio São Francisco, quando os navios entravam pela sua foz e subiam até Pão de Açúcar. Dali os sertanistas penetravam pela foz do rio Ipanema, do rio Riacho Grande, Capiá, Traipu e outros que despejam no “Velho Chico”. O Sertão foi habitado por criadores de gado em consórcio com a lavoura, numa manobra autossustentável. As exportações e importações aconteciam através do porto de Pão de Açúcar, guando frotas de carros de boi embarcavam e recebiam mercadorias. A comunicação do semiárido com a capital, também só poderia ser feita por navios na rota, São Francisco, Penedo, Oceano, capital. Não havia estradas por terra Sertão-Maceió.

RIO SÃO FRANCISCO NO POVOADO BARRA DO IPANEMA, EM 1914. (FOTO: B. CHAGAS).


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CANGAÇO - COMBATE DA SERRA GRANDE_PARTE 2

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=rh_EDvRRDyY&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - Combate da Serra Grande_parte 2 

Segunda parte do vídeo onde os pesquisadores Louro Teles e Luiz Ferraz narram como foi o maior combate da história de Lampião, onde ele venceu uma força volante com mais de duas centenas de homens, mostrando a sua supremacia na arte da guerrilha. Link desse vídeo: https://youtu.be/rh_EDvRRDyY

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