Por Rangel Alves da Costa
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Por Rangel Alves da Costa
Por Instituto Museu do Sertão
https://www.youtube.com/watch?v=d09Bx_ah3_g&ab_channel=InstitutoMuseudoSert%C3%A3oLuiz Gonzaga, programa Conexão Nacional da Rede Manchete Parte - 03
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Josenir Lacerda, cordelista, poetisa, artesã de mão cheia, "bonequeira" talentosa; de fundadora da Academia de Cordelistas do Crato direto para a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, dedicada à cultura popular, folclore e tradições em suas próprias palavras, sou uma “sonhadora poetisa, que aplica rimas na saia, põe babados no folheto, canta o sertão e a praia”.
Visitar Josenir Lacerda e Miguel é certeza de uma maravilhosa prosa, com muitas pitadas de poesia, a residência na verdade é um Templo, onde se cultua afeto, talento e criatividade. Josenir e Miguel são companheiros e entusiastas do empreendimento Cariri Cangaço desde nossos primórdios, lá atrás em 2009 em nossa primeira edição, Josenir Lacerda nos levou para conhecer ao lado do mestre Luciano Carneiro a Academia de Cordelistas do Crato, parceiro importante de nosso projeto e de lá ate os dias de hoje, sempre que o Cariri Cangaço aporta no cariri cearense, eles estão ao nosso lado.
É Miguel quem nos conta: "Severo nós temos aqui um corcel 1978 , cor: bege; que já faz parte da família, houve uma época que me atrevi a vende-lo, fui lá e vim cá e nada de vender, foi aí que ele foi quase responsável pelo fim do casamento, risos; Josenir me chamou para uma conversa e disse _Olhe Miguel, quando vc quiser vender nosso corcel me ofereça, que eu compro !!! Pronto a partir daí o corcel passou a ser integrante oficial da família, vender...nem pensar”.
Josenir Lacerda, cordelista festejada, produziu centenas de folhetos, em sua casa encontramos não só sua produção, mas cordéis de muitos amigos; de todo o nordeste; que acostumaram-se a ter em seu espaço um lugar de encontros e reencontros. Nesta nossa ultima visita que aconteceu agora no último dia 04 de março, estávamos juntos declamando uma poesia do grande pernambucano Chico Pedrosa "O erro da vendedora", quando o telefone toca, do outro lado da linha estava Chico Pedrosa, vai entender essa sintonia do mundo das artes e da inspiração...
Estávamos nós a declamar o poema "O erro da vendedora" quando o telefone de Josenir, toca; do outro lado da linha: Chico Pedrosa, eita "coincidência da molesta"
Redação Cariri Cangaço, Crato 04 de Março de 2022
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Clerisvaldo B, Chagas, 14 de março de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.672
Não estamos tão distantes da Semana Santa, tempo em que nos dá bastante vontade para mudar de ares nas belas praias do Miaí de Baixo, litoral de Coruripe. Era uma viagem longa que passava em Arapiraca, São Sebastião, Penedo, Piaçabuçu e Feliz Deserto. Não compensava sair de Santana do Ipanema para Miaí, para ficar na praia por apenas um dia. Segundo boas informações, o governo estadual encurtou a distância quando asfaltou o trecho Colônia Pindorama – Coruripe. Após Arapiraca entra-se por atalho via Usina Pindorama, uma das cooperativas mais pujantes do Brasil. Já andamos outra vez ali por aquele atalho, porém sem asfalto e por dentro de desertos canaviais. Falam que agora é apenas um pulo de Arapiraca para Miaí, fora o direito de visitar a Colônia Pindorama já em terras de Coruripe, com seus fabricos de deliciosos sucos tendo como carro-chefe o de maracujá.
O pequeno povoado litorâneo ainda é um bom refúgio para quem quer descansar, mas no Carnaval descanso no lugar é perdido, tanto no Miaí de Baixo quanto no Miaí de Cima até a Lagoa do Pau. O que sempre nos chamou atenção por ali foi a praia que faz recuar suas águas fazendo o banhista andar muito ao encontro das ondas. Vezes que não se vê viva alma nas extensas praias desertas. Os mercadinhos se encarregam de abastecer a dispensa e, a feira do peixe na sede municipal é uma delícia para quem aprecia o pescado. Ainda é possível comprar camarão em barcos pesqueiros se o turista assim o preferir. Caso a preguiça não chegue dá para conhecer a cidade de Feliz Deserto e a própria Coruripe. Muito coqueirais e comidas típicas: paraíso alagoano.
Mesmo com esse atalho pela Colônia Pindorama, era muito bom rever os casarões e a orla de Penedo, cidade extremamente limpa e turística. A movimentação da cidade ensolarada de Piaçabuçu com seus barcos pesqueiros ancorados. Os infinitos coqueirais que levam até o Miaí de Baixo. O esforço de Feliz Deserto para progredir... Dunas, vegetação de beira de rio, vegetais praianos, atrações para uma boa câmera fotográfica. Geografia profunda na Foz do São Francisco, na Praia do Peba, nos desenhos dos encantadores cenários.
Alagoas, onde a felicidade mora.
“A gente faz uma latada
Cobre com paia de coco
De noite vê-se o pipoco
Da rapaziada...”
Obrigado, saudoso Jacinto Silva, forrozeiro do litoral.
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