Por José Mendes Pereira
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quarta-feira, 28 de setembro de 2022
ANTONIO FERREIRA DA SILVA, IRMÃO DE LAMPIÃO
APRENDENDO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de setembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.775
No Sertão, o
costume de tradições centenárias é chamar os rios de ribeira. A
foz, independente do seu tipo, é denominada barra. Entretanto, o termo
barra, é utilizado em todas as regiões do estado. É uma herança portuguesa,
inclusive documentada nas famosas sesmarias e que se perpetua até os tempos
presentes. Lembre-se do litoral: Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel...
(barra do rio Santo Antônio, barra do rio São Miguel). A foz de um rio é o
lugar onde o rio termina, onde despeja suas águas. Também é chamada de barra,
desaguadouro e desembocadura. A foz pode ser em forma de delta, de estuário e
mista. A forma delta é caracterizada por obstáculos que dificultam o
pleno escoamento das águas. Exemplos: ilhas grandes ou pequenas, altas ou
baixas. Na forma estuário, não existem obstáculos, as águas escoam
livremente. E na forma mista, são encontrados os dois modelos e
cabe distingui-la.
Existe em
nosso litoral uma forma generalizada de costas de rias. Isso acontece
na vertente dos nossos rios que escorrem para o oceano Atlântico. Temos muitas
costas baixas e o mar invade a foz do rio, até penetrando pela terra adentro.
Também essas rias são chamadas de barras afogadas. Os nossos rios
alagoanos que escorrem na zona da Mata, são da vertente do oceano, isto é,
despejam no oceano atlântico. Já os rios do Sertão e do Agreste, pertencem a
vertente do São Francisco. Assim como são formadas as lagunas nas costas baixas
do litoral, também acontece a formação de lagoas ao longo do rio São Francisco.
Essas lagoas são formadas pelas águas do “Velho Chico” que invadem as partes
mais baixas (várzeas) dos terrenos das margens. Nem todos os municípios do São
Francisco têm os terrenos rebaixados, isto quer dizer que não são todos que
possuem lagoas. Elas são regionalmente famosas e de nomes interessantes.
As várzeas
estão ou não ocupadas pelas águas do São Francisco, conforme as cheias do rio.
Quando cheias, elas são excelentes lugares de pesca. Quando secas, abalizados
lugares para o criatório – pela sua pastagem fertilizada pela última cheia – e
para produção de frutas como a chamada “manga Maria” de excelente qualidade.
Muitos rios
famosos do Sertão desembocam nas imediações de Piranhas, Pão De Açúcar, Belo
Monte e Traipu. Outros, no município de Delmiro Gouveia. Rios do sertão:
Traipu, Ipanema, Capiá, Moxotó, (rio de fronteira), Farias, Riacho Grande,
Desumano, Jacaré e outros mais.
Esperamos que
tenha gostado da revisão de hoje.
LAGUNA PARANÁ,
SECANDO, EM TRAIPU – RIO CAPIÁ, CHEIO, EM OURO BRANCO: FOTOS: “REPENSANDO À
GEOGRAFIA DE ALAGOAS). AINDA INÉDITO.
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QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA?
terça-feira, 27 de setembro de 2022
MARIA BONITA ESTEVE EM MOSSORÓ NO ANO DE 1927 ?
Por José Mendes Pereira
Então, para conhecimento dos que estão começando a estudar cangaço, no tempo do cangaço, nenhuma cangaceira esteve em Mossoró. Somente a ex-cangaceira Sila, veio aqui como palestrante do cangaço em 1994, e recebeu da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC o título de Sócia-Honorária, das mãos do sócio fundador Raimundo Soares de Brito.
Não tenho o dia e mês da sua visita à Mossoró..
LIVRO
Por José Mendes Pereira
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LIVRO
Por Valdir José Nogueira
Com Prefácio do historiador e escritor Sérgio Augusto de Souza Dantas, Apresentação do artista plástico Manuel Dantas Suassuna, e Orelha do historiador e escritor Igor Cardoso, o presente livro, ora editado sob a chancela do CEHM – CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA MUNICIPAL, promete trazer luz a um dos mais polêmicos episódios do cangaço, que no dia 20 de outubro do corrente ano completará 100 anos.
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NOVO LIVRO DO DR. EPITÁCIO DE ANDRADE FILHO
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LIMÕES X JESUINO ACHADOS DO CANGAÇO DA FAMÍLIA LIMÃO
Por Epitácio de Andrade
“José Rodrigues de Barros ficou considerado como o patriarca dos Limões, porque se casou com Maria Rosalina da Conceição, irmã de Preto Limão”, assim afirmou José Alves Rodrigues, conhecido como “Zé Limão”, neto do “patriarca”, em entrevista a Epitácio de Andrade Filho, autor de “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, no último dia 15 de dezembro, em sua residência no Bairro Paulo VI, na cidade de Caicó, na região do Seridó do Rio Grande do Norte.![]() |
O Patriarca aos 100 anos Reprodução: Epitácio Andrade |
A primeira imagem do “Patriarca dos Limões” foi resgatada pelos pesquisadores Emanoel Amaral e Alcides Bezerra de Sales, em 1981, quando levantavam dados para a elaboração da Revista “Jesuíno Brilhante em História de Quadrinhos”, na Comunidade Saco dos Limões, na zona rural do município de Patu/RN, terra natal do Cangaceiro Jesuíno Brilhante (1844). A fotografia é datada do início do século passado e foi apresentada pelo neto José Alves Rodrigues, 60 anos, o mesmo membro da família Limão, que trinta anos depois, apresentou a fotografia do avô aos 100 anos (1963), para ser reproduzida pelo Escritor Epitácio de Andrade Filho.
No ano de 1963, a família Limão comemorou festivamente o centenário do Patriarca José Rodrigues de Barros, que nunca participou de atividades cangaceiras, mas teve a tarefa de proteger a família das possíveis recidivas do conflito, depois da morte de Jesuíno Brilhante, organizando inclusive, um esconderijo inexpugnável e recôndito, o “Saco dos Limões”. Na festa do centenário, o grande líder já não contava com sua companheira Maria Rosalina da Conceição, a Limão genuína, que faleceu com cerca de 50 anos, provavelmente no final da década de 20 para início dos anos 30 do século passado, e se encontra sepultada no cemitério de Catolé do Rocha, no vizinho estado da Paraíba.
Em 1898, nasceu Luiz Limão ou Luiz Catonho que se casou com Anelita Alves Rodrigues, afilhada de Valdivino Lobo, o mais abastado dos fazendeiros inimigos de Jesuíno Brilhante e coiteiro dos Limões na região do Catolé do Rocha e Brejo do Cruz, na fronteira paraibana. Em 1981, o pesquisador Emanoel Cândido do Amaral também fotografou Luiz Limão.
José Alves Rodrigues, Zé Limão, é filho de Luiz Catonho com Anelita Alves Rodrigues, e em 1981, acolheu Emanoel Amaral e Alcides Sales para prestar informações sobre a família Limão e posar para uma fotografia nas adjacências do “Saco dos Limões”, com seus filhos Ângelo Márcio e Marcélio Alves, que na época tinham sete e três anos, respectivamente.
Seu Zé Limão, aos 60 anos, está na terceira geração posterior ao cangaço da segunda metade do século XIX. O seu pai, Luiz Limão com os irmãos, compõem a segunda geração pós-cangaço jesuínico, e o casamento do “Patriarca” com Rosalina Limão é o representante da primeira geração, imediatamente posterior ao cangaço dos Brilhantes com os Limões. Esta sequência geracional pode ser observada no álbum familiar, exposto na sala principal da casa de Seu José Limão, em Caicó/RN.
Contemporânea do período do Cangaço dos Brilhantes com os Limões (1870-1880), Seu Zé Limão apresentou uma faca, cujo cabo de madeira se desgastou ao longo de mais de uma centena de anos, sendo substituído por uma haste de aço, porém a grande lâmina de ferro fundido foi preservada.
Seu Zé Limão preserva uma cédula antiga, “do tempo do cruzeiro”, com a imagem de Duque de Caxias, para preservar a memória de que “os Limões resistiram ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai”.
O acervo de moedas cunhadas em 1870 preserva a memória da proteção dos comboios do comércio primitivo do sertão, que era promovida pelos membros da família Limão, depois da aliança com os Lobos e os Lobatos, controladores da economia loco - regional. Não seria desnecessário afirmar que os Limões foram agentes pró-ativos de importantes lutas sociais, e como afirma Alicio Barreto em “Solos de Avena”, “é possível que voltaram ricos do quebra-quilos”.
Com muita cordialidade e presteza o Aposentado José Alves Rodrigues (Zé Limão) e sua esposa Maria Emília Cordeiro Alves, que é da descendência de Jesuíno Brilhante, prestaram as informações solicitadas pelo pesquisador Epitácio Andrade e serviram café num bule datado do início do século passado.
Igualmente gentil foi o filho de Seu Zé Limão, Ângelo Márcio, que tem total lembrança da visita feita por Emanoel Amaral e Alcides Sales no início dos anos 80 do século passado, ao “Saco dos Limões”.
Os próximos passos serão uma visita ao “Saco dos Limões”, na zona rural do Patu, ao Sítio São Francisco, no Catolé do Rocha, e uma entrevista com Manoel Catonho, para consolidar informações para a segunda edição ampliada de “A Saga dos Limões”.
*Epitácio de Andrade Filho é autor do livro "A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, Médico Psiquiatra e Pesquisador Social.
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