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terça-feira, 16 de abril de 2024

O PEIXÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de abril de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.034



Não, não é uma mulher boa. Trata-se de um peixão verdadeiro capturado por pescadores santanenses. Isso Aconteceu no riacho periódico, afluente do rio Ipanema, João Gomes.  Desconhecido fora do território da “Rainha do Sertão”, o riacho João Gomes, ganhou recentemente uma barragem, no trecho alto João Gomes, cujas pessoas  denominarem a barragem ou açude de REPRESA, talvez porque o nome repercute com mais ênfase nos ouvidos alagoanos. Não se podem negar os benefícios da Represa para o meio ambiente, para a agropecuária local, para os gastos domésticos e também para os pescadores da área que estão se juntando para uma associação.

Além disso, o benefício da ponte é inconteste tanto para zona rural quanto para a sede do município, inclusive, para a cidade de Senador Rui Palmeira, que também tem trânsito de atalho por ali na grande região rural de Olho d’Água do Amaro.

Voltando, porém ao peixão, os pescadores capturaram, fotografaram e publicaram a foto de um Pirarucu da Represa do riacho João Gomes. A espécie originária do rio Amazonas pesou 50 quilos, segundo os pescadores e tinha em torno de dois metros de comprimento. Foi manchete nos sites de Santana e em outros do estado. O Pirarucu é o maior peixe de água doce do Brasil, mas que terá colocado um simples filhote em águas nordestinas tão longínquas do seu habitat? Não sabemos. Mas a prova de que tendo os cuidados técnicos guiados pelos especialistas, podem resultar num povoamento profícuo para qualquer espécie aquática que se queira produzir nas águas sertanejas da Represa santanense.

Para se chegar a Represa, sando da cidade de Santana do Ipanema, o caminho é pelo Bairro Domingos Acácio, Bairro antigo Floresta cruzando toda a extensão da Rua Joel Marque e entrando para a direita no final da rua. Segue pelas fraldas da serra Aguda até encontrar o que procura. Assim foi lembrado na história o riacho da infância do saudoso escritor Oscar Silva, que dizia que “o riacho estava esquecido de todos os geógrafos do Brasil”.

Os banhistas que se cuidem para não baterem de frente com o pai do Pirarucu nas águas da Represa.


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O DESTINO DE MARIA LOPPES MÃE DE LAMPIÃO

 Por Kinko Peregrine

https://www.youtube.com/watch?v=-83B0uayWQE&ab_channel=KinkoPelegrine

Reza a historiografia de José Ferreira ter sido um apaixonado por sua mulher muito antes de terem se casado. Para ver seu amor, José sempre passava na casa dos pais dela, como desculpa, e pedia água. Ela, claro, sabia disso e era quem corria em levar água para ele. Sabendo que Maria estava havia ficado noiva do rapaz chamado Venâncio Barbosa Nogueira alcunhado de Venâncio da Mutuca. Não tendo outra solução em vista, a ‘sede’ de José acaba e ele deixa de passar no terreiro da casa, e pedir água de Manoel Pedro, pai de Maria... Além de ser um cabra honesto, José Ferreira estava arriado os quatro pneus mas o de suporte pela cabocla do Pajeú. Não pensou duas vezes. Prontifica-se no mesmo instante em assumir ela e a gravidez. Sem se importar com o futuro. O que importava realmente, o que era importante naquele momento, era estar ao lado daquela mulher que balançou seu coração.

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CANGAÇO: PADRE MANOEL FIRMINO E A SAGA DE LAMPIÃO

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=lTfsmk9My9U&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

"...o padre Manoel Firmino Pinheiro foi pároco da histórica São José do Belmonte, PE entre 1914 e 1916, que nesta época pertencia a diocese de Floresta, teria sido o padrinho de Crisma do menino Virgolino em 1912. Pouco mais de duas décadas depois, este sacerdote teria nova participação quando o cangaceiro..."

Referências: "Padre Manoel Firmino - Dois momentos deste sacerdote na saga lampiônica" - Blog Lampião Aceso Imagens: Lampião Aceso

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DEFENSORES DE PATU - RN.

 Por Guilherme Machado

Defensores da cidade de Patu(RN), Junho de 1927.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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LAMPIÃO PISOU AQUI - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=2E5_8NY11Ks&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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ROBERTO CARLOS EM SANTA BÁRBARA D'OESTE

Por - O Rei Roberto Carlos de fãs para fãs.

No dia 29 de julho de 1970, Roberto Carlos enfrentou um contratempo com seu automóvel, um Jaguar E-Type, em Santa Bárbara D'Oeste. O veículo sofreu um problema na mangueira superior do radiador, obrigando Roberto a parar imediatamente na Avenida Monte Castelo, próximo ao primeiro posto de gasolina. Enquanto aguardava a indicação de um mecânico, ele e sua esposa Nice refugiaram-se em um bar local, saboreando um lanche, mais precisamente um sanduíche de mortadela, quando foram abordados por Isaias Hermínio Romano, proprietário da "Auto Peças Romaninho". Romano convidou o casal para aguardar na sua residência, situada acima da loja, a fim de evitar o assédio dos fãs saísse do controle.

Durante esse período, o carro foi encaminhado para a oficina de Valdomiro Satti, localizada na Rua João Lino, 627. Em meio a essas circunstâncias, Roberto Carlos aproveitou para realizar um pequeno show particular na casa de Romaninho, encantando os presentes com duas canções, sendo uma delas "Os velhinhos".

Vale destacar a habilidade de Valdomiro Satti, apelidado de "Meia-noite", responsável pelo reparo do carro. O Jaguar E-Type, um modelo excepcionalmente raro no Brasil devido às restrições de importação da época, apresentava um design avançado e mecânica complexa, o que frequentemente desafiava sua manutenção.

No dia 7 de setembro de 2023, foi verificado que o Sr. Valdomiro Satti, aos 78 anos, mantinha operacional sua oficina de radiadores localizada na cidade. Ele compartilhou conosco, com evidente satisfação, vários aspectos do incidente. Contudo, de forma inesperada, o Sr. Satti faleceu no dia subsequente, 8 de setembro de 2023.

Por estar profundamente envolvido na tarefa de consertar rapidamente o carro do Rei, o Sr. Valdomiro, infelizmente, não foi capturado na única fotografia desse inusitado do a acontecimento.

A passagem por Santa Bárbara D'Oeste era um destino frequente para Roberto Carlos, especialmente para chegar em Piracicaba, onde ele alugava e depois adquiriu uma propriedade. Naquela época, a rodovia SP-304 ainda não existia, tornando a passagem pela cidade uma necessidade para os viajantes com destino a Piracicaba.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=418847637542803&set=a.274963078597927

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MOMENTOS ANTES DA EXIBIÇÃO DO FILME/DOCUMENTÁRIO "ACORDO COM LAMPIÃO? SÓ NA BOCA DO FUZIL!"...

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

... com o publicitário e cineasta Márcio Pitliuk (Esquerda), o renomado jornalista e escritor paraibano José Neumane Pinto, eu, Ligia Uchiyama e o nosso amigo jornalista e escritor Moacir Assunção. Moacir Assunção que foi um dos produtores do filme/documentário que foi inspirado em sua obra "OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA".

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=2702326053264607&set=a.110305082466730

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segunda-feira, 15 de abril de 2024

CANGAÇO: PERIPÉCIAS DE ZÉ SERENO EM SERGIPE

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=WuYcMhx68sY&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

Narrativa sobre as "peripécias" dos bandos dos cangaceiros Zé Sereno (principalmente), Balão e Mané Moreno em terras Sergipanas. Referências: "ZÉ BAIANO E OS ENGRÁCIA", de José Bezerra Lima Irmão Imagens: .Benjamin Abrahão .Blog do Mendes e Mendes .Pinterest .Livro "ZÉ BAIANO E OS ENGRÁCIA".

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DONA EXPEDITA FERREIRA FILHA DE LAMPIÃO E MARIA BONITA.

 Por Raimundo Macedo

Vi que algumas pessoas têm curiosidade em ver como está a filha de Lampião e Maria Bonita. Achei essa foto da Expedita homenageando os pais em uma escola de samba no Rio de Janeiro.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844

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RESPONDEU ANTONIO FERREIRA A LAMPIÃO...

Por Helton Araújo

https://www.facebook.com/photo?fbid=437239265453114&set=gm.954258476361641&idorvanity=414354543685373

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COLUNA PRESTES.

 Por Robério Santos



Pra você, o que representou a Coluna Prestes? Vocês sabiam desta batalha?

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domingo, 14 de abril de 2024

QUERO CANTAR MEU SERTÃO...

Por José G. Diniz 


Quero cantar meu sertão

A bela paisagem do campo'

Uma borboleta tricolor

Pisca pisca do pirilampo

Quem não gosta do estilo
De abraço em crocodilo

coma arame com grampo


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AS CABEÇAS DE LAMPIÃO E MARIA BONITINHA

 Por Ernane Santana Santos

Multidão espera as cabeças dos cangaceiros em Santana do Ipanema

Nos anos de 1930, as famílias do sertão e do agreste nordestino viviam assombradas com os ataques e as atrocidades praticadas por Lampião e seus cangaceiros. As notícias corriam de boca em boca dando conta da audácia e das estripulias dos bandidos, que mesmo perseguidos pela polícia, percorriam os Estados nordestinos, já há uma década.

O imaginário popular, a literatura de cordel, os violeiros e repentistas enalteciam seus feitos, relatando sua trajetória de fora da lei ou de vingador dos sertões. Quase sempre era elevado à categoria de herói do povo nordestino, impressionado com suas façanhas e astúcias para conseguir enganar as forças policiais.

Foi ao amanhecer do dia 28 de julho de 1938, que Lampião foi emboscado, após ser traído por um dos seus coiteiros, segundo alguns historiadores. Assim, Lampião, Maria Bonita e parte do seu bando sucumbiram aos tiros de metralhadora disparados pela volante policial alagoana comandada pelo tenente João Bezerra, numa grota existente na Fazenda Angicos, na margem do Rio São Francisco, município de Porto da Folha em Sergipe.

Todos tiveram suas cabeças decepadas a golpe de facão e colocadas em latas contendo querosene. Esse troféu macabro foi exposto ao público de várias cidades alagoanas, antes de chegar à Maceió, onde foram levadas ao Instituto Médico Legal Estácio de Lima para comprovação da identidade dos mortos.

As rádios transmitiam diariamente o ocorrido e os jornais estampavam em suas primeiras páginas as fotografias das cabeças decepadas dos cangaceiros. Todos queriam comprar o jornal como lembrança e para saber dos detalhes da empreitada que culminou com a morte e o esfacelamento do bando. Não havia jornal para todos.

Cine Santa Leopoldina Colônia Leopoldina

Colônia Leopoldina

Em 1938, Leopoldina era uma pequena cidade cortada por umas poucas ruas de barro batido. A Rua 15 de Novembro, mesmo sendo a principal artéria da cidade, também não tinha pavimento.

Nessa rua morava meu avô materno, o comerciante e agricultor Francisco Santana, mais conhecido como Chiquito. Proprietário de fazendas e negociante de secos e molhados. Também era dele uns quartinhos de duas portas e apenas uma janela, que eram alugados aos bodegueiros, sapateiros, tamanqueiros, barbeiros e vendeiros.

O juiz municipal, Dr. Jerônimo Accioly Lins, mais conhecido como Dr. Gila, era auxiliado pelo oficial de justiça Pedro José de Souza, o polivalente Pedro Alfenim, que também era o único coveiro da cidade, fabricante dos doces alfenins, feirante e dono do carrossel.

Foi exatamente nesse período efervescente da histórica desarticulação do bando liderado por Lampião que o inefável Pedro Alfenim teve a brilhante ideia de procurar Chiquito para que ele lhe alugasse um de seus quartinhos. Pedro expôs que queria o espaço por apenas um domingo, para mostrar ao respeitável público da terrinha as famosas cabeças dos cangaceiros.

Meu avô ouviu a proposta e ficou desconfiado de que ali existia mais uma presepada do Pedro, afinal já o conhecia de outras histórias e sabia do que ele era capaz de fazer para defender alguns réis. Após alguma relutância inicial, Chiquito foi convencido a alugar o imóvel.

O boato de que Colônia Leopoldina iria receber espetáculo de tal magnitude, logo correu pela boca do povo da cidade e da redondeza. Só se falava no evento mórbido organizado pelo nosso Pedro Alfenim.

No domingo seguinte, dia de feira, Colônia estava em ebulição. Era um acontecimento histórico. A multidão ansiosa se aglomerava na porta da improvisada e minúscula casa de show, querendo o início da função.

Pedro tocava o seu realejo e anunciava em voz alta e estridente que logo daria início a apresentação. Com essa conversa ia ganhando tempo para vender os últimos ingressos. Era gente empurrando gente numa fila enorme formada na rua principal da cidade. Os mais exaltados já ameaçavam abrir a porta na marra.

Pedro segurou a pressão até que o empurra-empurra ficou incontrolável. De repente, as portas foram escancaradas, ao tempo em que o promotor do evento gritava:

— Avança minha gente, venham ver as cabeças de Lampião e Maria Bonitinha.

A correria para entrar transformou-se num grande atropelo. Era gente gritando, aos empurrões, com os mais fracos espremidos nas paredes e os menores pisoteados.

Aproveitando a esperada confusão, Pedro escapuliu, atravessando a ponte do Rio Jacuípe em direção à Pernambuco, onde sua esposa já o esperava para ficarem uma temporada longe da clientela.

Enquanto isso, na salinha da Rua 15 de Novembro, os pagantes — depois de não encontrarem cabeça alguma de cangaceiro — perceberam que tinham sido vítimas de mais uma armação do coveiro. Quando a calma parecia ter sido restabelecida, alguém gritou:

— Olha aqui as cabeças de Lampião e Maria Bonita.

Foi outro alvoroço. Mas logo se descobriu que Pedro havia se superado na arte de pregar peças.

Conforme ele anunciara e prometera, ali estavam as cabeças dos bandidos. O detalhe é que eram as cabeças em fotos, que haviam sido estampadas nas páginas do Jornal do Comércio e que agora estavam coladas na parede.

Os espectadores enganados foram alvo de gozação na cidade por muito tempo. Chateados, prometeram se vingar daquela brincadeira que Pedro lhes havia pregado. Semanas depois, Pedro estava tranquilamente de volta para vender os alfenins, enterrar defunto morto e intimar gente a mando do Dr. Juiz de Direito.

*Publicado originalmente no livro Encruzando Espadas, 2011.

https://www.historiadealagoas.com.br/as-cabecas-de-lampiao-e-maria-bonitinha.html

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JORNAL COMPLETO SOBRE BENJAMIN ABRAÃO EM SERGIPE.

Por Robério Santos

Jornal completo sobre Benjamin Abrahão em Sergipe. Detalhes inéditos! Fonte: Jornal Correio de Aracaju, 21 de outubro de 1936.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2178871855790447%2C2177803985897234%2C2175771322767167%2C2176254216052211%2C2175478666129766%2C2175110979499868%2C2175513249459641&notif_id=1712679995294828&notif_t=group_highlights&ref=notif

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UMA DÚVIDA NO ESTUDO CANGACEIRO - ESSA FOTOGRAFIA NÃO É MARIA BONITA.: (JOÃO DE SOUZA).

 Por João de Sousa Lima

"Há anos, durante minhas pesquisas, em uma das visitas à Santa Brígida, fui com o irmão de Maria Bonita, o senhor Ozéias Gomes de Oliveira, entrevistar o soldado João Calunga. Foi João Calunga o homem que prendeu a Cangaceira Ana Bandida.

A conversa entre nós três rendeu algumas horas, e quando solicitei os documentos de João para fotografar, do meio da carteira caiu uma pequena fotografia de uma mulher e quando perguntei quem era, ele falou que era de Maria Bonita antes de ser Cangaceira. Junto com Ozéias ficamos por minutos apreciando a imagem e Ozéias achou mesmo parecido com a irmã.

O João perguntou se eu queria a fotografia e de imediato aceitei o presente.

Essa foto eu disponibilizei para sair em alguns jornais e livros, outras pessoas divulgaram a imagem sem citar a fonte de quem era.

Passamos em torno de uns 13 a 15 anos divulgando essa imagem.

Em uma das visitas a dona Hilda Gomes, irmã da Cangaceira Durvinha ela havia dito que aquela moça da foto era irmã dela e não sei porque não me aprofundei na informação. Em recente visita a minha amiga Marileide Gomes, no povoado Juá e que é sobrinha da Cangaceira Durvinha, observei a tão falada fotografia exposta em uma estante e quando a indaguei porque aquela imagem estava lá, ela me falou que estava exatamente naquele local porquê era a mãe dela, a senhora Santina Gomes de Sá, irmã da Cangaceira Durvalina Gomes de Sá.

Estava o mistério desvendado, a foto que foi tão divulgada como sendo Maria Bonita, na verdade é Santina Gomes de Sá irmã da Cangaceira Durvinha.

Quem utilizou a imagem e repassou como sendo Maria Bonita, em outra oportunidade atualizem em seus trabalhos essa informação e vamos em frente.

Cabe a nós, pesquisadores sérios e comprometidos com a verdade, corrigir os erros e tentar ao máximo nos aproximarmos da verdade.

Não há culpas e nem culpados e aqui preservo a imagem do soldado João Calunga que pode ter recebido a fotografia tendo essa informação, sem checar a veracidade e foi assim que ele me repassou. Não creio, em hipótese alguma, que ele tenha usado de má fé divulgando dessa forma a fotografia que me presenteou. Guardo a honra e a memória do soldado como também a de Ozéias Gomes de Oliveira quanto às informações, pois além da idade dos dois já avançadas na época, a análise que fizemos no momento foi muito rápida e houve o engano para todos.

Sigamos então o caminho da história e da verdade".

PAULO AFONSO-BA, 12 DE ABRIL DE 2023.

JOÃO DE SOUZA, ESCRITOR E PESQUISADOR.

MEMBRO DA ABLAC (ACADEMIA DE ELTRAS E ARTES DO CANGAÇO).

MEMBRO DA SBEC (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO).

MEMBRO DA ALPA (ACADEMIA DE LETRAS DE PAULO AFONSO).

PRESIDENTE DA IGH (INSTITUTO GEOGRÁFICO DE PAULO AFONSO).

MEMBRO DA ASLA (ACADEMIA SANTABRIGIDENSE DE LETRAS E ARTES).

https://www.facebook.com/groups/471177556686759/?multi_permalinks=1878184345986066%2C1874670286337472&notif_id=1712619647938938&notif_t=group_highlights&ref=notif

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CASAL DE PRIMOS: MARIA BONITA E ZÉ DE NENÉM – UM ARTESÃO QUE TAMBÉM ORGANIZAVA BAILES


O casamento entre primos foi e é tabu em boa parte do mundo ocidental.

Mas não no Brasil. Aqui, segundo o Artigo 1.521 do Código Civil, é proibido o casamento entre parentes colaterais até o terceiro grau – tio(a) e sobrinha(o) -, mas os chamados primos-primeiros são parentes em quarto grau. As culturas onde se aceita o casamento entre primos defendem os seus benefícios sociais e econômicos, tais como o fortalecimento dos laços familiares, a manutenção da riqueza na família ou o amparo em quadro de miséria.

Maria Bonita um caso entre muitos no cangaço, de casamento entre primos

Citemos o caso de Maria Gomes de Oliveira, a Maria Déa, Maria do Capitão, ou Maria Bonita como ficou mundialmente conhecida, nasceu na Bahia em 1911 numa família numerosa de homens e mulheres: Ananias, Oséias, José, Isaías, Arlindo; e mais Benedita, Antônia, Dorzinha, Chiquinha, Nana, Dondon e Deusinha.

Maria de Déa seguiu uma tradição social sertaneja de amor perigoso: casou com um primo chamado José Miguel da Silva, mais conhecido como Zé de Neném. Sapateiro de profissão, mais velho e com condições de sustentar uma família. Sua irmã, Dondon, fez o mesmo, casou com um tal de Cícero, também sapateiro e irmão de Zé de Neném.

As longas distâncias entre um lugar e outro, as dificuldades de locomoção e de sociabilidade, afinidades emotivas levavam à prática da endogamia recorrente nas relações conjugais, inclusive no cangaço.

Também há relatos que indicam mais sobre as inquietações da baianinha que viria ser a “Rainha do Cangaço”. Contam que, mesmo casada, Maria de Déa teve aventuras extraconjugais. O escritor Alcino Costa atribui à Maria Bonita um caso com comerciante de tecido de Santa Brígida.

“Um romance sigiloso, com o tal comerciante de nome João Maria, tão sigiloso que ainda hoje é negado pelos seus familiares”. Este suposto romance extraconjugal não é mencionado por nenhum outro escritor.

Sargento Exército José Mutti foi chefe de volante e casou com uma irmã de Maria Déa

O sargento do exército José Mutti, chefe de volante na Bahia, conheceu biblicamente Antônia Gomes, irmã de Maria Déa e com ela viveu e teve um filho que fez carreira nas Forças Armas. Mutti narra que conheceu Antônia através de Zé de Neném, que era festeiro, espécie de rufião nos bailes organizados por ele na Malhada da Caiçara.

Já descasada, como Maria de Déa conheceu Virgulino?

Há versões para todos os gostos e em prosa e verso. Mas segundo Oséias, seu irmão, Lampião frequentava sua casa. E o casal dançou e namorou, antes de Maria Déa tomar a decisão de seguir o novo amor, e nem a futura “rainha do Cangaço” entrou para a aventura bandoleira automaticamente.

Conta-se que entre 1929 até 1932, já convivendo com Lampião, permaneceu Maria em casas de coiteiros, familiares ou fazendeiros.

Por conta da Revolução de 1930, a repressão ao cangaço arrefeceu, as forças policiais estavam focadas no Litoral e Lampião aproveitou a oportunidade para adotar a própria mulher no bando e, por conseguinte, determinou que cangaceiros casados podiam trazer as mulheres o bando.

Maria Bonita e a presença feminina no cangaço causaram impacto. O primeiro deles: a maternidade. No primeiro casamento, devido à infertilidade de Zé de Neném, ter filhos estava fora de questão.

Relatam que Maria Bonita engravidou quatro vezes, mas só uma filha nasceu e que recebeu o nome Expedita. O parto foi assistido por uma senhora de nome dona Rosinha, e é atribuída a essa parturiente o fato de a criança ter sobrevivido, pois nos outros três partos não houve assistência alguma.

Maria Bonita não tinha bacia, diziam.

 

Maria Bonita foi descrita pelo Diário de Pernambuco como “Madame Pompadour” do Cangaço, uma definição de Benjamin Abraão. Na edição de 30 de julho de 1938, sobre os acontecimentos em Angico, inclui um parágrafo sobre Maria de Déa, que diz:

“Maria Bonita amava Lampião doidamente. Nunca o abandonava quando no combate. Com ele viveu, com ele morreu”.

Por fim, o relato do soldado José Panta de Godoy, da volante do aspirante Francisco Ferreira de Melo e que foi o carrasco de Maria Bonita. Diz ele:

- “Aí eu atirei nas costas dela e ela caiu; no que ela caiu, ela levantou-se; eu dei outro tiro na barriga dela, assim por trás, ela caiu e não levantou mais. O soldado Santo cortou a cabeça de Lampião, e depois me emprestou o facão para mim cortar a cabeça de Maria Bonita. Nisso nóis fiquemos levantando a saia dela com a boca do fuzil, pra vê a caçola que era incarnada”.

Como Lampião terminou seus dias todo mundo sabe. Mas como viveu e morreu Zé de Neném?

Zé de Neném, casado com Maria Bonita: organizador de bailes, casou depois com uma prima de Maria

O pouco que se sabe, Zé de Neném nunca sofreu assédio da polícia pelo fato de ter sido o ex-marido da “rainha do cangaço”; ele, que nunca chegou sequer a conhecer Lampião – arranjou outra mulher com quem casou: uma prima da própria Maria Déa, também frequentadora dos bailes organizados por ele. .

Relatam que deixou tudo para trás, casou novamente e reconstruiu sua vida; jamais deu entrevistas; migrou para São Paulo onde fez fortuna e virou industrial do ramo de calçados.

Fotos. Benjamim Abrão e de domínio público

Uma abordagem baseada em:

“Os Últimos Dias de Lampião e Maria Bonita”, de Victória Shorr.

Fonte: “Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos”, de Alcino Alves da Costa.

“Maria Bonita – Entre o Punhal e o Afeto”, de Nadja Claudino.

https://blogdojoaocosta.com.br/?p=119

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A EMPREGADA | JOSÉ DI ROSA MARIA

 Por José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=Bjea2hqVz-I&ab_channel=Jos%C3%A9DiRosaMaria

Voz: José Di Rosa Maria Letra: José Di Rosa Maria Homenagem a minha irmã Vilani & Dedicada a todas as empregadas. Acompanhamento: José Di Rosa Maria & Kleber Morais

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TEU BEIJO

Por Hélio Xaxá


Boca que o lábio desaflora
É poder na mão de uma gueixa
Boca carnuda beijos implora
Beiços do coração desembeiça.
Se soubesse o valor que tem
Mulher nunca beijaria de graça
Ela não beijaria mais ninguém
Senão quem muito feliz a faça.
Fluxo emocional inestimável
Teu beijo é do sonho a raiz
Sensação de alegria inefável
Sublime, o simples faz feliz
Fonte de emoções inesgotável
Traduz o que o coração diz.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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sábado, 13 de abril de 2024

VOLANTE DO CAPITÃO NUNES FARIAS

 Acervo: Giovane Gomes.

Uma fotografia da Volante do Capitão Nunes de Farias. Nesse registro fotográfico tem vários Florestanos, Manuel Flor, Altino , Zuza, Esnoque, Sebastião Sobreira e outros . 

Em pesquisa de Campo conseguirmos encontrar vários jovens combates da terra dos maiores inimigos de Lampião.

Fotografia tirada em Floresta-PE.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1053110973187826&set=gm.952700139850808&idorvanity=414354543685373

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NOTA DE PESAR!

 Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento da Professora Edna Maria Firmino de Medeiros, que ocorreu ontem no final da noite, vítima de complicações de diabetes. 

Seu corpo está sendo velado na SEMPRE, ao lado do Tiro de Guerra, Centro de Mossoró e logo mais às 16hs será sepultada no Cemitério São Sebastião, nessa cidade. 

Ela nasceu no dia 16 de maio de 1958, na cidade de Mossoró-RN; filha de José Firmino Sobrinho e Maria de Lourdes Firmino. 

Foi normalista nos anos de 1978 a 1979, na Escola Estadual Jerônimo Rosado, aqui casou e teve três filhos. Era moradora do bairro Alto da Conceição. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=777470084354036&set=gm.7240846655998702&idorvanity=768856323197800

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