Seguidores

segunda-feira, 10 de junho de 2024

OS ANOS SE PASSARAM RÁPIDOS E JÁ SE FORAM 13 ANOS QUE O SOUZINHA DO PARQUE ELÉTRICO ESTÁ COM DEUS. FOI UM DIA DESSES.

 Por José Mendes Pereira

Souzinha e sua esposa Ceição Souza

A morte de Souzinha causou uma comoção social na cidade. Soube conquistar a população de Mossoró, com um sorriso franco e aberto. Nem todos comerciantes sabem agradar o seu cliente, como ele fez por muitos anos. Bem relacionado e muito querido, e era o empresário mais bem sucedido no seu ramo. Transformou o Parque Elétrico em um sinônimo de bom atendimento, "PODE ENTRAR QUE A CASA É SUA!". 

Filho, esposa e funcionárias do Parque Elétrico, que é sua criação comercial.

Às vezes eu ficava a imaginar: Que hora ele almoça? Que hora vai ao médico? Que hora faz as suas necessidades fisiológicas?

A qualquer hora, no horário comercial, o Souzinha estava ali, atendendo e ordenando que levassem um cafezinho para aquele cliente, outro para aquele outro, uma cadeira para alguém que estava esperando ser atendido no escritório. 

Tinha o hábito de receber a todos logo na entrada da loja. Fazia questão de ficar em pé por horas e agradecia a todos que saíam de lá com as compras em mãos. E ainda desejava: Felicidade amigo, volte sempre! Valia mais do que nunca ser amigo e cliente do Souzinha.

Não existe e nem existirá outro comerciante em Mossoró que venha ser igual ou semelhante ao Souzinha do Parque Elétrico.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO FOI FOTOGRAFADO DE BARBA?

Por Robério Santos

Nesta imagem vemos nitidamente ele sem se afeitar e seu olho direito cego em detalhes. Obrigado aos 10 mil seguidores novos aqui no Instagram no último mês. Fonte: retirado do vídeo de Benjamin Abrahão (1936) | ABA Film. PS: isso na boca é um cigarro de palha.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2216676475343318%2C2216974021980230%2C2216522038692095%2C2215693762108256&notif_id=1717869459227453&notif_t=group_highlights&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

QUEM QUER? É DE GRAÇA!

 Por Robério Santos


https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2216676475343318%2C2216974021980230%2C2216522038692095%2C2215693762108256&notif_id=1717869459227453&notif_t=group_highlights&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PADRE CÍCERO ENGOLIU LAMPIÃO COMO UM PURGANTE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

Relatos do Médico e Escritor Dr. Napoleão Tavares Neves. Fonte: Documentário os Marcelinos. Autor: Rafael Souza.

https://www.youtube.com/watch?v=swTnFrqDIFQ&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

#cangaceiro #cangaço #cariri #ceará #lampião #historia #mariabonita #sertão #nordeste #shorts #youtuber

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=1487014975235787&notif_id=1718026098840487&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NAZARENOS AO REDOR DA SEPULTURA DE EUCLIDES DE SOUZA FERRAZ.

Acervo Helton Araújo

Nazarenos ao redor da sepultura de Euclides de Souza Ferraz, o Euclides Flor, no cemitério de Nazaré, ano de 1969.

Créditos: Marilourdes Ferraz
Gostaram da foto ?

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=1487014975235787&notif_id=1718026098840487&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JOSÉ ALVES DE BARROS, O FAMOSO ZÉ SATURNINO - INIMIGO Nº. 1 DO CAPITÃO LAMPIÃO.

Acervo Helton Araújo

José Alves de Barros, popularmente conhecido como Zé Saturnino em sua fazenda Maniçoba no ano de 1974.

Fonte primária: Globo Repórter

Fonte secundária: Livro "Pegadas de um Sertanejo" Vida e memórias de José Saturnino.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=1487014975235787&notif_id=1718026098840487&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FOTO RARÍSSIMA:

Acervo do Helton Araújo

Velório do Anspençada Manoel Gomes de Sá, popularmente conhecido como Sinhozinho, morto em confronto com os cangaceiros Zé Marinheiro e Sábia, este último o atingiu com um tiro mortal acima do peito, que lhe transpassou o crucifixo com a imagem de nossa senhora do Montserrat.

Esse fato se deu em junho de 1927.

Fonte : Livro "As Cruzes do Cangaço" de Cristiano Ferraz e Marcos Antônio de Sá, o Marcos de Carmelita.

Quer saber mais histórias do cangaço? Se inscreva em nosso canal no YouTube "CANGAÇO ETERNO", link vai estar logo aí abaixo, lá você encontra vídeos bem interessantes com relação ao tema.

https://youtube.com/@cangacoeterno?si=0uK2MKhaQBrCqpm6

E aí, conheciam essa foto?

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2452190514989878%2C2451824171693179%2C2451996061675990%2C2450878331787763%2C2450526471822949%2C2449222395286690%2C2448758925333037%2C2448396632035933&notif_id=1717536922020889&notif_t=group_highlights&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

AS MOEDAS DO VOLANTE AURELIANO SABINO.

Acervo: Giovane Gomes.

Em 28 de Novembro de 1930, Lampião e seu bando invadir a Fazenda Gravata do Rico Fazendeiro Macário Gomes de Sá. Na Ocasião o Ex- Volante Aureliano Sabino, encontrava no local, goi reconhecido pelos os Cangaceiros. Ele foi preso, tortura e degolado por Lampião na frente de todos ali presentes. Depois qo Rei do Cangaço e seu Bando levou sequestrado meu Bisavô Macário Gomes de Sá. Sendo libertado mediante pagamento de resta gente. Seu filho Felix Gomes foi o responsável pelo o sepultamento do Ex- Soldado Aureliano. Ele encontrou no bolso da calça do Ex- Volante, algumas moedas e cédulas em papeis. Esses dinheiros foram guardados pela minha família e hoje fez parte do meu acervo particular. São 05 moedas, duas de $ 100 Reis e três de $ 200 Reis. Todas datas de 1924.

Moedas essas com mais de 100 anos.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2452190514989878%2C2451824171693179%2C2451996061675990%2C2450878331787763%2C2450526471822949%2C2449222395286690%2C2448758925333037%2C2448396632035933&notif_id=1717536922020889&notif_t=group_highlights&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CHARLIE CHAPLIN

Acervo do Randel Protásio

Quando Charlie Chaplin decidiu se casar com Oona, 30 anos mais jovem que ele, disse-lhe o seguinte: "Case comigo para te ensinar a viver e você a me ensinar a morrer...". Ela respondeu: "Não, Charlie. Eu vou me casar com você para que você me ensine a crescer e eu te ensine a ser jovem até o fim."

Foi um casamento maravilhoso. Eles tiveram 8 filhos e viveram juntos até que Charlie morreu aos 88 anos. Quem ama não é duro, não se aborrece, não foge, não deixa, não engana. Quem não ama se esconde atrás de desculpas artificiais, falsas desculpas, frágeis.
Durante esse período, Chaplin compôs a música "Candilejas". Um de seus versos diz algo assim: "Você chegou a mim quando eu ia embora, você é luz de abril, eu, tarde cinzenta." Essa canção foi dedicada ao seu grande amor, Oona.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=7594238357326303&set=a.356347477782130

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 9 de junho de 2024

ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS EMPOSSA NOVOS SÓCIOS NO IDEAL CLUBE

 Por Manoel Severo

Manoel Severo, Linhares Filho e Heitor Ferrer

Aconteceu na noite da ultima quinta-feira, dia 14 de dezembro, no Ideal Clube, em Fortaleza; a solenidade festiva de posse de novos Sócios da Academia Lavrense de Letras. A solenidade comandada pela presidenta da Academia, escritora Cristina Couto contou com a presença de inúmeros confrades e confreiras e ainda marcou a entrega de Medalha do Mérito Educacional professor Gustavo Augusto Lima. 

"Anualmente a Academia Lavrense de Letras distingue com a Medalha do Mérito Educacional professor Gustavo Augusto Lima,  a uma destacada personalidade do mundo educacional e cultural, este ano de 2017 para nossa honra estamos passamos às mãos essa homenagem mais que justa ao grande poeta, professor Linhares Filho", comenta a presidenta da ALL, Cristina Couto.


Além da Medalha do Mérito Educacional concedida a Linhares Filho, receberam o Título de Sócio Honorário da Academia Lavrense de Letras, o deputado estadual Heitor Ferrer e o curador do Cariri Cangaço, 
Manoel Severo Barbosa.

Deputado Heitor Ferrer em suas palavras na noite solene da ALL
O Príncipe dos Poetas, Linhares Filho e a condecoração do Mérito Educacional
Manoel Severo, Ingrid Rebouças e casal Linhares Filho

A Academia Lavrense de Letras foi fundada no dia primeiro de junho de dois mil e oito, em reunião no Náutico Atlético Cearense, na cidade de Fortaleza – Ceará e instalada em setembro do mesmo ano em Lavras da Mangabeira. A fundação aconteceu em almoço que reuniu intelectuais do mundo cultural e educacional lavrenses, sob a inspiração e liderança de Dimas Macedo, seu primeiro presidente. Foi criada para elevar Lavras da Mangabeira à um patamar de destaque no cenário nacional das artes e letras. Na ocasião da fundação , usando da palavra Dimas Macedo explicou o objetivo : "Fundar uma associação de literatos, o que de há muito Lavras da Mangabeira necessita, reunindo intelectuais e escritores lavrenses que se dedicaram ao mundo das letras, das artes, da pesquisa científica e filosófica da educação e da cultura ou que fizeram a defesa desses valores e postulados como metas primordiais."Atualmente preside a Academia Lavrense de Letras, Cristina Couto.

Presidente Cristina Couto, deputado Heitor Ferrer e João de Lemos
Manoel Severo, Cristina Couto, Dep Heitor Ferrer e João de Lemos
Fátima Lemos e a condecoração a Heitor Ferrer
Ingrid Rebouças e o Título de Sócio Honorário a Manoel Severo
Cristina Couto, Ingrid Rebouças e Manoel Severo

"Hoje realizamos homenagens a duas personalidades; ao deputado Heitor Ferrer, lavrense ilustre, detentor de um trabalho espetacular em defesa das letras e arte de todo o Ceará, homem público inteiramente identificado com nossas causas e de uma sensibilidade sem igual; o deputado Heitor Ferrer recebe nesta noite para nossa honra o Título de Sócio Honorário da ALL. Já Manoel Severo; também querido amigo; curador do Cariri Cangaço; o maior evento do gênero, que já esta presente em 5 estados da federação, com 97 conferencias realizadas e muitos projetos que consolidam nossa cultura de raiz, inclusive com novos projetos para fora do Brasil levando nossa cultura e historia é um homem determinado e abnegado; Manoel Severo nesta noite ao lado do deputado Heitor Ferrer também recebe o Título de Sócio Honorário da ALL" confirma a Presidente Cristina Couto.

Manoel Severo, Ingrid Rebouças e deputado Heitor Ferrer
Linhares Filho e Manoel Severo
Cristina Couto, Ingrid Rebouças, Fátima e Linda Lemos
Cristina Couto e Ingrid Rebouças
Manoel Severo, Adauto e João de Lemos

Posse na Academia Lavrense de Letras
14 de Dezembro de 2017
Ideal Clube, Fortaleza-Ceara

http://cariricangaco.blogspot.com/2017/12/academia-lavrense-de-letras-empossa.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A CASA ONDE NASCEU PADRE CÍCERO

  Por Armando Lopes Rafael.


Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, no que diz respeito ao local onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira versão - defendida por Irineu Pinheiro - diz que o famoso sacerdote veio ao mundo numa casa existente à Rua Miguel Limaverde. A casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente fora desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, na fúria insana de destruir o que resta do patrimônio arquitetônico do Crato, para dar lugar à passagem de veículos automotores.

A outra versão, a que nos parece mais certa, defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha, no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal, na atual Rua Dom Quintino, à época Rua das Flores (foto ao lado). Irineu Pinheiro defendia o imóvel da rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.

Atual Palácio Episcopal em Crato...

Entretanto outro ilustre historiador, o Padre Antônio Gomes de Araújo, escreveu este depoimento, “Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, os seres humanos, quando a velhice nos domina.

Já a versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde hoje é o Palácio do Bispo, tem diversos defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo, e incluído no livro “A Cidade de Frei Carlos”, o cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco" (referia-se ao atual Palácio Episcopal construído por Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo da Diocese do Crato).


E continua Padre Gomes no seu livro citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) Com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”.

Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio ao mundo na casinha simples, entre fruteiras, localizada no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal. Deixamos nossa sugestão para que o Governo do Ceará e a Prefeitura do Crato providenciem a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. 

É uma forma de preservar a memória histórica de Crato, tão ultrajada e descaracterizada por administradores insensíveis e de poucos conhecimentos culturais...

Armando Lopes Rafael - Crato, Ceara
Fonte: Blog do Crato / http://blogdocrato.blogspot.com.br/
http://cariricangaco.blogspot.com/2017/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


O ATAQUE DE SINHÔ PEREIRA AS FAZENDAS PIRANHAS E UMBURANAS,DOS CARVALHOS.

 Por Luiz Ferraz Filho

Clássica foto de Sinhô Pereira e Luis Padre

Geograficamente falando, no inicio do século XX não havia possibilidade nenhuma de frequentar a lendária Vila de São Francisco (antigo distrito de Villa Bella - Serra Talhada-PE), sem passar nas terras das famílias Pereira ou Carvalho. E foi exatamente nesse epicentro das antigas questões que estive visitando. A vila era na época um arruado de comercio pujante. Muitas habitantes frequentavam o povoado que crescia rapidamente as margens do Rio Pajeú. 

Qualquer sertanejo da Vila de São Francisco que desejasse visitar a cidade de Serra Talhada pela estrada velha, teria que passar nas fazendas Barra do Exu, Caldeirão, Escadinha, Várzea do Ú, Piranhas, Três Irmãos, Surubim e Umburanas, todas redutos de familiares dos "Alves de Carvalho". Esse grande número de habitantes fez prosperar essas localidades e consequentemente da famosa vila , fundada na metade do século XIX por Francisco Pereira da Silva, patriarca dos "Pereiras".

Região rica, tal como todo o solo encontrado nas fazendas do oeste serratalhadense, a Fazenda Umburanas surgiu através de um dote recebido pelo fazendeiro Manoel Alves de Carvalho (filho de Jacinta Maria de Carvalho e João Barbosa de Barros - o Janjão da Quixabeira) pelo casamento com a prima Joana Alves de Carvalho, herdeira desta parte de terra que pertencia ao seu pai, o coronel José Alves da Fonseca Barros, que morava do outro lado do Rio Pajeú na Fazenda Barra do Exu. 

Marca de bala na Umburanas...

Deste quartel-general dos "Carvalhos das Umburanas", nasceram os celebres irmãos Jacinto Alves de Carvalho (Sindário), Enoque Alves de Carvalho, José Alves de Carvalho (Zé da Umburana) e Antônio Alves de Carvalho (Antônio da Umburana), e posteriormente os outros irmãos Isabel (Yaya), João de Cecilia (falecido jovem), Aderson Carvalho, Enedina e Adalgisa (Dadá). Foi lá, nesta fazenda, que esses celebres irmãos enfrentaram a questão com os primos Sinhô Pereira e Luis Padre.

Aparentados do major João Alves Nogueira, da Fazenda Serra Vermelha, e de Antônio Clementino de Carvalho (Antônio Quelé), que na época já enfrentavam questão com Manoel Pereira da Silva Filho (Né Pereira), era somente questão de tempo e de proposito para que os irmãos Carvalhos (vizinhos da vila São Francisco, onde morava os Pereiras) aderissem a essa questão familiar. E o estopim foi justamente o assassinato de Né Pereira, em outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, cerca de 6 km da Fazenda Umburanas, dos Carvalhos.

Né Pereira, assassinado em outubro de 1916 pelo jagunço Zé Grande, que levou e entregou o chapéu e o punhal para os familiares dos Carvalhos.

O crime foi cometido pelo ex-presidiário Zé Grande (natural de Palmeira dos Índios-AL), que segundo os Pereiras, era ex-jagunço dos Carvalhos e havia fugido da cadeia para em sigilo incorpora-se ao bando de Né Pereira com a intenção de assassina-lo traiçoeiramente. Após matar Né Pereira quando ele tirava um cochilo, Zé Grande levou o chapéu e o punhal do morto para entregar aos Carvalhos, na Fazenda Umburanas, como prova do crime cometido. Revoltado, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira - irmão de Né Pereira) entra na vida do cangaço ao lado do primo Luis Padre, que teve o pai assassinado em 1907, na Fazenda Poço da Cerca, cerca de 6 km para as Umburanas.

Casa velha da Fazenda Umburanas, antiga propriedade de 
Manoel Alves de Carvalho e filhos. 
Francisco Batista da Silva (Chico Julio), 67 anos, morador antigo das fazendas Umburanas e Piranhas relembrando alguns episodio e mostrando as casas 
que foram incendiadas.

Localizada no epicentro da questão "Carvalho" e "Pereira", o comercio da Vila de São Francisco regredia devido a infestação de bandos armados. Em julho de 1917, Sinhô Pereira e Luis Padre, juntamente com mais 23 jagunços, resolveram fazer sua maior vingança com os "Carvalhos", cercando e atacando as Fazendas Piranhas e Umburanas. 

Os proprietários Lucas Alves de Barros (da Fazenda Piranhas), Antônio Alves de Carvalho (da Fazenda Umburanas) e Jacinto Alves de Carvalho (da Fazenda Várzea do Ú) resistiram ao ataque, juntamente com os Pedros - jagunços e moradores da família - em um combate épico que durou duas horas. O cabra Manuel Paixão, do bando de Sinhô Pereira, morreu ferido na calçada quando tentava entrar na casa velha da fazenda. "Tomamos a casa do Lucas, que fugiu para a casa de Agnelo (Alves de Barros - irmão de Lucas das Piranhas), bem perto. Depois chegaram mais jagunços, amigos dele. O combate durou quase duas horas. Manuel Paixão e outros três ficaram feridos. Um foi preciso a gente carregar. Era Antônio Grande. Por isso, tivemos que nos retirar. Dizem que morreu um deles e dois ou três ficaram feridos", revelou Sinhô Pereira, em entrevista nos anos 70.

Sindário Carvalho, que juntamente com os irmãos Zé e Antônio das Umburanas, resistiu ao ataque de Sinhô Pereira e Luis Padre as fazendas Piranhas e Umburanas
Casa velha da Fazenda Piranhas, propriedade de Lucas Alves de Barros e filhos.
Escombros da casa de Antonio Alves de Carvalho (Antonio da Umburanas), morto em um duelo com Sinho Pereira. 

Furioso, Sinhô Pereira pôs fogo nos roçados e nas cercas das fazendas, como também, queimou 13 ou 14 casas de moradores e agricultores que trabalham na terras dos Carvalhos, situadas bem próximas uma das outras. Depois, Sinhô Pereira, ainda matou algumas criações, cortando o couro para não ser aproveitado, e "arrombou" os pequenos açudes para os peixes morreram sem água. "A casa grande das Umburanas foi incendiada, como (também) as (casas) das Piranhas, e a minha casa nesta fazenda. Atualmente ali não reside ninguém", falou o fazendeiro João Lucas de Barros (filho de Lucas das Piranhas), em entrevista nos anos 70. 

Após esse ataque de Sinhô Pereira, os Carvalhos abandonaram suas moradas e vieram residir em Serra Talhada (PE), onde devido a influência com a politica da época, se aliaram aos militares e iniciaram uma tenaz perseguição ao bando de Sinhô Pereira e Luis Padre. Iniciava assim a fase mais obscura de uma guerra de vindictas familiares que culminaram na morte de Antônio das Umburanas e a ida de Sinhô e Luis Padre para o sudeste brasileiro. "A impunidade em Vila Bela (Serra Talhada) teve o auge em minha juventude", lamentou Sinhô Pereira, em entrevista meio século depois dos acontecimentos. 

Luiz Ferraz Filho, pesquisador - Serra Talhada,PE
(FONTE): (FERRAZ, Luis Wilson de Sá - Vila Bela, os Pereiras e outras historias) - (LORENA, Luiz - Serra Talhada: 250 anos de historia) - (MACEDO, Nertan - Sinhô Pereira, o comandante de Lampião) -  (AMORIM, Oswaldo - Entrevista de Sinhô Pereira ao Jornal do Brasil em fev.1969) - (FEITOSA, Helvécio Neves - Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras).

http://cariricangaco.blogspot.com/2017/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com