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segunda-feira, 7 de março de 2011

Uma esquecida batalha de uma desconhecida guerra no sertão

Um episódio da esquecida Guerra, ou Revolta, de Princesa, na Paraíba 

A batalha do Casarão dos Patos. Um dos momentos mais sangrentos da Guerra de Princesa, em 1930.

por Rostand Medeiros

Ao longo da história da região Nordeste do Brasil, não faltam ocorrências que perpetuam a valentia de alguns e a covardia de muitos. Onde muitas histórias são regadas a sangue, com muitos tiros, correrias e tropelias.

Em toda a região os relatos sobre estes fatos são continuamente passados as novas gerações, muitas vezes através da tradição oral, do folheto de cordel, sendo depois documentados em livros, servindo então de temas para teses acadêmicas, que contestam ou corroboram os fatos. Outras vezes o espectro é ampliado e estas sagas chegam ao teatro, a televisão e ao cinema. Mas a tônica é uma só; estes episódios são sempre conhecidos e repetidos pela região.

Neste sentido, é de se estranhar que atualmente na região ocorra um acentuado desconhecimento e uma estranha falta de informações sobre o conflito deflagrado no ano de 1930, na região da atual cidade paraibana de Princesa Isabel, próximo à fronteira com Pernambuco e conhecido como a “Guerra ou Sedição de Princesa”.

Esta guerra (e não a nenhum exagero de assim chamá-la), foi pródiga de episódios interessantes e cruéis, onde tudo começou através de discórdias políticas e econômicas, envolvendo poderosos coronéis do interior do estado e o governador eleito da Paraíba em 1927, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

João Pessoa discordava da forma como o grupo político que o elegera conduzia a política paraibana, onde era valorizado o grande latifundiário de terras do interior, possuidores de grandes riquezas baseadas no cultivo do algodão e na pecuária. Estes “coronéis” atuavam através de uma estrutura política arcaica, que se valia entre outras coisas do mandonismo, da utilização de grupo de jagunços armados, da conivência com grupos de cangaceiros e outras ações as quais o novo governador não concordava.

Entre os embates ocorridos, podemos listar uma maior perseguição do governo estadual aos grupos de cangaceiros e a cobrança de taxas de exportação do algodão. Por esta época, os coronéis exportavam o produto principalmente através do principal porto de Pernambuco, em Recife, provocando enormes perdas de divisas tributárias para a Paraíba. Procurando evitar esta sangria financeira e efetivamente cobrar os coronéis, João Pessoa implantou diversos postos de fiscalização nas fronteiras da Paraíba, irritando de tal forma estes caudilhos, que pejorativamente passaram a chamar o governador de “João Cancela”.

Os embates políticos entre o governador e os coronéis foram crescendo. A maior liderança entre estes poderosos, sem dúvida foi o coronel José Pereira Lima, verdadeiro imperador da região oeste da Paraíba, na área da fronteira com Pernambuco, tendo como base, a cidade de Princesa. Do embate entre estes dois homens resultou em um dos maiores conflitos armados do Brasil Republicano.

A contenda teve início em 28 de fevereiro de 1930, quando ocorreu a invasão da então vila do Teixeira (PB), por parte da polícia paraibana, com o aprisionamento da família Dantas, ligada por profundos laços de parentescos e interesses ao coronel José Pereira.

Apesar de governador João Pessoa não contar com o apoio do Palácio do Catete, onde o titular, Washington Luís, não viabilizou uma efetiva ajuda as forças policiais paraibanas, o mandatário paraibano foi à luta.

Com o apoio discreto, mas efetivo, do Presidente da República e dos governadores de Pernambuco, Estácio de Albuquerque Coimbra, e do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine de Faria, o coronel José Pereira decidiu criar o “Território Livre de Princesa” com absoluta autonomia, separando-se durante o período do conflito do restante do estado da Paraíba.

Princesa se tornou uma fortaleza inexpugnável, resistindo palmo a palmo ao assédio das milícias leais ao governador João Pessoa. O exército particular do coronel José Pereira era estimado em mais de 1.800 combatentes, onde diversos desses lutadores eram egressos das hostes do cangaço e muitos eram desertores da própria polícia paraibana.

No lado do presidente João Pessoa, suas tropas estavam sob o comando do Coronel Comandante da Polícia Militar da Paraíba, Elísio Sobreira, do então Delegado Geral do Estado, Severino Procópio, e do Secretário de Interior e Justiça, José Américo de Almeida. Na tentativa de desbaratar os sediciosos de Princesa, estes comandantes dividiram os efetivos policiais, compostos por cerca de 890 homens, em colunas volantes.

No povoado de Olho D’Água, então pertencente ao município de Piancó (PB), estava aquartelado o comando geral de operações da polícia paraibana, que decidiu enviar à Princesa uma de suas colunas volantes, conhecida como “Coluna Oeste”. Esta coluna era comandada pelo Tenente Raimundo Nonato, que tinha entre seus principais comandados o valente sargento Clementino Furtado, mais conhecido como Clementino Quelé, ou “Tamanduá Vermelho” (por ser branco e ficar “avermelhado” quando nervoso). Quelé era a valentia em pessoa, calejado nas lutas do sertão, podia se vangloriar de possuir no seu “currículo”, mais de vinte combates contra Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi a volante de policiais comandadas por Quelé, a primeira a entrar em Mossoró, em 13 de junho de 1927, perseguindo Lampião e seu bando, logo após este ter tentado invadir esta importante cidade potiguar.

Composta de valentes combatentes, foi para a "Coluna Oeste" que o comando designou uma missão especial.

Em Princesa, entre um dos mais importantes líderes das tropas locais estava o fazendeiro Marçal Florentino Diniz, poderoso e influente agro-pecuarista da região, que juntamente com seu filho, Marcolino Pereira Diniz, eram parentes e pessoas da inteira confiança do coronel José Pereira. O coronel Marçal Diniz possuía no então distrito de Patos de Princesa, a 18 quilômetros da cidade, uma fazenda localizada no sopé da grande serra do Pau Ferrado, o segundo ponto mais elevado da Paraíba, com cota máxima em torno de 1.120 metros de altitude e foi para esta fazenda que o comando da polícia paraibana ordenou que Clementino Quelé atacasse a casa grande do poderoso coronel.

Este episodio é conhecido como o “Fogo ou Batalha do Casarão dos Patos”.

A idéia deste ataque visava dividir as forças do coronel José Pereira, que teria de retirar homens da frente de combate de Teixeira, para socorrer os familiares da família Diniz que estavam no casarão, bem como formar com as reféns uma espécie de cordão de isolamento, um escudo humano, que objetivava garantir a segurança dos militares. Pensavam que, agindo assim, nenhum defensor de Princesa ousaria atirar nos combatentes do governo paraibano.

Outra teoria seria a de levar as mulheres como prisioneiras, ou reféns, para a cidade de Paraíba do Norte (atual João Pessoa) e forçar os comandantes de Princesa a alguma espécie de negociação.

No dia do ataque, 22 de março de 1930, Quelé e seus policiais, em número estimado entre sessenta para alguns, e entre setenta a cem homens para outros, seguiram atravessando a zona urbana da pequena vila de Alagoa Nova (atual Manaíra-PB) e daí subiram a grande Serra do Pau Ferrado. Ao passarem pela propriedade de Antonio Né, pessoa ligada à família Diniz, no homônimo Sítio Pau Ferrado, assassinaram um cidadão por nome Silvino, depois, desceram a serra.

Não havia muitos defensores pertencentes aos grupos do coronel José Pereira, ou de Marcolino Diniz e a força policial de Quelé ocupa o local sem maior oposição. Na casa estavam entre outras pessoas, às mulheres de Marcolino Diniz, Alexandrina Diniz (também conhecida como Dona Xandu, ou Xanduzinha) e a de Luís do Triângulo, Dona Mitonha. Luís do Triângulo era um dos mais valentes e destacados chefes dos combatentes de José Pereira.

Neste interregno, o grupo de combate comandando por Marcolino encontrou um soldado da polícia de nome Zeferino, o qual seguia com uma mensagem do Sargento Quelé ao Delegado Geral do Estado, Severino Procópio, informando da ação contra o casarão.

José Pereira e Marcolino Diniz recebem a notícia da prisão de seus familiares. Tomam esta ação como um acinte, uma falta de respeito e preparam o contra ataque. Ordenam que parte de suas tropas que combatiam as forças policiais do governador João Pessoa na região de Tavares, se deslocasse para Patos de Princesa e ordenam que os homens levem farta munição. Outros combatentes conclamam moradores da região para o ataque, enaltecendo a covardia de Quelé, que usava mulheres como escudos. Este chamamento dos líderes de Princesa e de seus homens encontra eco entre membros das comunidades de Princesa e Alagoa Nova e estes decidem seguir com o grupo que vai retomar o “Casarão dos Patos”.

Na noite do segundo dia após o bem sucedido ataque de Quelé ao casarão da família Diniz, a situação permanece inalterada. Segundo relatos dos reféns, os soldados, com raras exceções, se portaram de forma vândala e arrogante durante a ocupação.

Enquanto isso os combatentes de Princesa vão discretamente fechando o cerco ao casarão. Aparentemente, por falta de comunicação com seus comandantes, Quelé não abandonou a posição e levou seus prisioneiros. Outros acreditam que ele logo percebeu que estava cercado e esperou o inevitável.

O certo é que na manhã do terceiro dia de ocupação, o céu se apresentava nublado, os defensores do casarão estavam tranqüilos, apesar da tensão existente na região. Alguns esperavam o café, outros até jogavam uma improvisada partida de futebol (possivelmente com uma bola de meia), no pátio defronte a casa. É quando o primeiro tiro é detonado em um soldado que vinha do Sítio Pedra e trazia um carneiro para abate, aí tem início um inferno no “Casarão dos Patos”.

A polícia estava cercada na casa, se defendendo como podia, o sargento Quelé vai animando seus policiais em meio a uma intensa troca de tiros e insultos entre as forças combatentes.

Marcolino Diniz, à frente dos seus homens, está com o “cão no couro”, comandando, disparando e mandando buscar cachaça nas bogedas da pequena vila de Patos de Princesa para “esquentar” seus “cabras”. Esta cachaça era trazida em sacos, distribuída francamente entre seus combatentes. Até hoje se comenta na região como os distribuidores da bebida terminaram os combates totalmente embriagados e sem dispararem um só tiro.

O tiroteio é cerrado. Colocar a cabeça muito exposta nas janelas do casarão é motivo para que algum policial se torne um alvo fácil. Já os homens de Diniz continuam disparando sem cessar. Eles estão espalhados em todo o perímetro, protegidos por árvores, pedras, pelos muros e paredes das poucas casas vizinhas.

O combate prolongou-se até as dezesseis horas do mesmo dia, quando a polícia praticamente estava sem munição e seus disparos tornam-se esparsos. É quando os homens de Marcolino, aproveitando uma forte chuva que desabava e a existência de um canavial nas imediações do casarão, partem para o assalto final.

Durante a invasão é travado um forte combate corpo a corpo em cada uma das dependências da casa. Gritos, pancadas, socos, pontapés, dentadas, tiros, facadas e sons de lutas ocupam o ambiente. Os homens de Quelé procuram à fuga, mas estando o casarão cercado, muitos são abatidos impiedosamente pelos combatentes de Marcolino.

Alguns policiais fugiam, feridos ou não, pelo mesmo canavial que serviu de abrigo para os atacantes e de lá seguiam para a serra do Pau Ferrado. Nesta fuga, muitos combatentes se cruzavam, às vezes cara a cara, dentro do canavial e tiros ou facadas eram desferidas a curta distância.

Marcolino, atiçado pela bebida e já dentro do casarão, prometia aos gritos “vou sangrar todo mundo, até Xandu” que no seu entendimento de valentão do sertão, com um pensamento extremamente machista, imaginava que a sua mulher já havia sido estuprada e aí só “sangrando para limpar o corpo”. Mas Xandu e as outras mulheres estavam bem e foram preservadas por Quelé e seus homens. Todas estavam em um quarto, acompanhadas de um soldado ferido na perna, que conseguira desarmar uma bomba (ou granada?), que o sargento Quelé colocara no recinto. O soldado salvou a vida das reféns, sendo igualmente salvo pelas mulheres de ser impiedosamente sangrado por Marcolino e seus “cabras”.

Após isto, Marcolino e seus homens seguiram pelos vários recintos do “Casarão dos Patos”, chacinando os policiais que não fugiram. Dos militares que lá dentro se encontravam, não sobrou nenhum vivo, pois até o soldado que havia salvado as mulheres, morreu no mesmo dia, devido aos ferimentos, quando era transportado para a vizinha cidade pernambucana de Triunfo.

Segundo relatos dos moradores da região, havia até recentemente, em alguns quartos da casa, registros de mãos ensangüentadas nas paredes, mostrando a agonia deste dia terrível.

Quanto a Quelé, vendo-se acossado pelos homens de Marcolino e escutando o próprio caudilho dos Patos de Princesa gritando dentro do casarão que “queria pegar Clementino e matá-lo sangrado”, pulou do andar superior, juntamente com dois soldados e juntos fugiram em direção ao canavial. Já era noite quando conseguiram chegar à serra do Pau Ferrado, depois seguem para Alagoa Nova e ao encontro das forças de João Pessoa. O restante dos militares que escapou com vida embrenhou-se em território pernambucano.

Das forças de José Pereira e Marcolino Diniz houve apenas uma baixa, um senhor de nome Sinhô Salviano, possivelmente sob efeito da cachaça, desprezou as ordens e ficou sob a mira dos soldados. Para alguns pesquisadores, as forças paraibanas perderam mais da metade do efetivo, mas segundo os relatos que se perpetuam na região, contados por aqueles que participaram do conflito e transmitidos para seus descendentes, foram mortos em torno de cinqüenta policiais, sendo seus corpos enterrados em uma vala comum nas proximidades do casarão. Os equipamentos bélicos dos policiais mortos foram recolhidos pelos combatentes de Princesa para reforço de arsenal.

Houve outros episódios sangrentos e terríveis na Guerra de Princesa, mas após a morte, em Recife, do governador João Pessoa e a conseqüente eclosão da Revolução de 30, o conflito em Princesa acabou, era o dia 26 de julho de 1930.

O coronel José Pereira Lima organizou a defesa dos seus domínios de forma impressionante, provocando baixas estrondosas à força pública paraibana durante os quatro meses e vinte e oito dias que durou sua resistência.

Princesa não foi conquistada pela polícia paraibana. Após a eclosão da Revolução de 30, tropas do exército, de forma tranqüila, ocuparam a cidade.

O coronel José Pereira e muitos dos que lutaram com ele fugiram da região e a família Diniz se retraiu diante do novo sistema governamental imposto. O tempo dos caudilhos do sertão estava chegando ao fim, pelo menos naquele formato utilizado por José Pereira.

Com o fim da guerra, a fortuna da família Diniz ficou seriamente comprometida. O combate e, principalmente, a ira dos soldados, destruiu tudo. Canaviais, engenhos de rapadura, moendas, casas e outros bens foram alvo da vingança dos fardados, quase nada escapou.

Mesmo com as perseguições sofridas após o fim da guerra, todos os anos Marcolino Diniz e sua gente, comemoravam o aniversário da retomada do casarão com muita festa.

Marcolino sempre foi um homem controverso, valente, prepotente, astuto e sagaz. Era proprietário das fazendas Saco dos Caçulas e Manga, onde diversas vezes Lampião descansava dos combates. Esta polêmica amizade entre Marcolino e Lampião é bem retratada em um episódio; em 30 de dezembro de 1923, Marcolino, juntamente com seu guarda-costa conhecido por “Tocha”, por conta de uma briga, matam o então magistrado da cidade de Triunfo (PE), o Dr. Ulisses Wanderley. Marcolino fica ferido e é feito prisioneiro na cadeia pública local. Seu pai, o coronel Marçal, recorreu aos préstimos do cangaceiro a fim de libertar o filho. Não demora muito e um grupo armado, com um número de homens estimado em torno de 100 a 150 homens, retira tranqüilamente o prisioneiro ferido da cadeia.

Marcolino e a sua adorável Xandu, continuaram unidos até a morte, tendo seu amor sido imortalizado em 1950, por Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, com a música “Xanduzinha”. Marcolino nasceu em 10 de agosto de 1894 e faleceu em Irerê, em 21 de dezembro de 1980, com 86 anos, conforme está inscrito em sua lapide, na igreja deste atraente lugarejo.

Já o sargento Clementino Quelé sobreviveu à Guerra de Princesa e ainda teria fôlego para perseguir, no ano de 1936, o bando do cangaceiro Virgínio Fortunato da Silva. Conhecido como “Moderno”, foi cunhado de Lampião, homem de sua mais alta confiança, que neste ano investiu contra a região conhecida como “Tigre paraibano”, atacando várias fazendas na área próxima a cidade de Monteiro. Quelé, possivelmente pelo analfabetismo, nunca passou da patente de sargento, tendo morrido idoso na cidade paraibana de Prata. Coincidentemente, Quelé também foi lembrado em uma música de Luís Gonzaga intitulada “No Piancó”.

Quem visita atualmente a antiga Patos de Princesa, atual Irerê, com suas casas antigas e bem preservadas, nem imagina que o carcomido e arruinado casarão existente no fim da rua principal, foi palco de tamanho conflito.

Mesmo em ruínas, o casarão impressiona pela imponência da sua estrutura, pela grandiosidade da sua construção. Nele existe um andar superior, com dois sótãos independentes, vários quartos e dependências, sendo um exemplo do poder emanado pelos coronéis da região. Em meio ao silêncio atual, se o visitante puxar pela imaginação, é possível ouvir os sons da batalha ali ocorrida no longínquo ano de 1930.


Nota - Especificamente sobre o “Fogo do Casarão dos Patos”, utilizo principalmente as lembranças de várias pessoas que vivem na região de Princesa Isabel, Irerê e Manaíra. Sendo as informações do senhor Antonio Antas Dias, residente na cidade de Manaíra, as narrativas mais utilizadas. Este senhor comentou sobre este momento histórico, em uma entrevista concedida no dia 14 de agosto de 2006. O Sr. Antonio Antas tinha 61 anos na época da entrevista, onde as informações que ele prestou lhe foram transmitidas principalmente por Marcolino Diniz, de quem era parente, pelo guarda costas deste último, Manoel “ronco grosso” Lopes, por José Florentino Dias, seu pai, e pelo senhor Sebastião Martins, morador do atual distrito de Irerê.

No dia desta entrevista, o autor estava acompanhando do Sr. Dr. Juiz de Direito e pesquisador, Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Igualmente utilizei os trabalhos do amigo e professor de geografia José Romero Araújo Cardoso, lotado na UERN-Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em Mossoró. Estes artigos são “Marcolino Pereira Diniz e Xanduzinha: Imortalizados através da arte de Luiz “Lua” Gonzaga”, no portal
Turismo Sertanejo

Outro Trabalho do professor Romero, ao qual utilizei material para a confecção deste artigo, foi uma série de interessantes entrevistas realizadas entre 1989 e 1991, com diversas testemunhas sobre episódios do cangaço e da Guerra de Princesa, que está inserido no site do Marcos Lacerda


Fonte: UNIBLOG - SEPARN

sábado, 5 de março de 2011

Terceiro Rei de Portugal

D. Afonso II
D.
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3º. Monarca de Portugal
Início do reinado: 1211 - Fim do reinado 1223.

            D. Afonso II  - Cognominado O Gordo, O Crasso (grosso)  ou O Gafo, em virtude da doença que o teria afetado.  Terceiro rei de Portugal.

           Nasceu em Coimbra a 23 de Abril 1185.  Afonso II era filho do rei Sancho I de Portugal e da sua mulher, Dulce de Berenguer, mais conhecida como Dulce de Barcelona, infanta de Aragão. Afonso sucedeu ao seu pai em 1211. Era casado com Dona Urraca Infanta de Castelo. Filho herdeiro: Infante D. Sancho.
                              
            Os primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos conflitos internos entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha, a quem seu pai legara em testamento, sob o título de rainhas, a posse de alguns castelos no centro do país - Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer,  com as respectivas vilas, termos, alcaidarias e rendimentos, numa tentativa de centralizar o poder régio, o que foi resolvido apenas com o confisco dos bens e exílio para Castela ou recolhimento a mosteiros das infantas.
                                                                                                                   
Tiveram os seguintes filhos:

                 D. Sancho II, que herdou a coroa;
  
                 D. Afonso III, que herdou a coroa;
                               
               D. Leonor nasceu em 1211; rainha da Dinamarca em 1229, pelo seu casamento com Valdemar III da Dinamarca; faleceu depois de 1231; 

                 D. Fernando, nasceu depois de 1217; foi senhor de Serpa; esteve em Roma por volta de 1239 para implorar perdão de Gregório IX, por desacatos cometidos; faleceu por volta de 1243. 

                 O monarca teve um bastardo de mãe que se ignora:     D. João Afonso, que morreu em 1234, foi enterrado em Alcobaça.  
                                                                       
                D. Afonso II faleceu no dia 25 de março de 1223 e foi enterrado no mosteiro de Santa Maria Alcobaça, em Coimbra, Portugal.

                O seu reinado  terminou no dia 25 de março de 1223.  

             Fonte: Wikipedia
                         pt.wikipedia.org/wiki/

sexta-feira, 4 de março de 2011

COMETAS

Fonte: br.geocities.com


             Há várias maneiras de classificar cometas. Basicamente os cometas podem ser divididos em dois grandes grupos principais, os cometas de Curto ou Pequeno Período e os cometas de Longo Período.
Cometas de Pequeno Período ou Cometas Periódicos (P/) - São cometas que apresentam período orbital de menos de 200 anos, e pertencem ao sistema solar interno, provavelmente oriundos do Cinto de Kuiper.
Cometas de Longo Período (C/) - Cometas com períodos na ordem de milhões de ano ou superiores a 200 anos. Quando ainda mais longe do sol, os cometas de longo período podem ser eqüidistantes às mais próximas estrelas, isto é, suas origens estariam fora do sistema solar, provavelmente na Nuvem de Oort.

           Segundo recentes dados os Cometas Periódicos normalmente são divididos em cometas de Pequeno Período (esses com períodos de menos de 200 anos) e cometas de Longo Período (esses com períodos de mais de 200 anos). Dos 155 cometas de Pequeno Período, foram observados 93 cometas com duas ou mais passagens pelo periélio. Em 1989, quatro destes cometas foram dados definitivamente como perdidos, e outros três estavam provavelmente perdidos, presumivelmente foram desintegrados devido ao calor solar. Assim, alguns estudiosos cometários acharam vantajoso mudar a definição de cometas de pequeno período, diminuindo o tempo de seus períodos para 20 anos. Isto deixa 135 cometas de Pequeno Período (estilo novo) no Catálogo; e 20 outros tendo períodos entre 20 e 200 anos são chamados cometas de Período Intermediário.
Estas duas novas classes estão separadas por um espaço de período pequeno. Os cometas de Pequenos Períodos comuns têm um período de sete anos, com uma distância de periélio de 1.5 AU, e uma pequena inclinação (13) na eclíptica. Todos os cometas de Pequenos ou Curtos Período, segundo a nova classificação, giram ao redor do sol da mesma forma que os Planetas em movimento direto. Nesta nova classificação, os cometas de Período Intermediário então apresentam uma distância de periélio média e uma inclinação maior na eclíptica, sendo que cinco deles apresentam direção retrógrada ao redor do Sol.

           O mais famoso deles é P/Halley (com 30 passagens pelo Sol); os outros são P/Tempel-Tuttle (4 passagens), e P/Pons-Gambart, P/Hartley-IRAS, e P/Swift-Tuttle (com menos de três passagens pelo Sol). Foram observados 11 dos 20 cometas de Período Intermediário durante uma única passagem.

            Os cometas com órbitas de Longos Períodos são apareceriam ao acaso em todas as direções do céu, e asperamente a metade deles apresenta movimento retrógrado. Dos 655 cometas de Longo Período contidos no Catálogo, 192 deles têm órbitas elípticas, e 122 têm órbitas que são muito ligeiramente hiperbólicas. Finalmente, são listados 341 cometas como tendo órbitas parabólicas, mas isto é bastante enganador porque ou não foi possível descobrir divergências inequívocas de uma parábola (às vezes muito pequeno) no arco ao longo do qual os cometas foram observados ou, mais simplesmente, os cálculos finais nunca foram feitos. Vinte e duas órbitas originais permanecem (nominalmente) ligeiramente hiperbólicas além da órbita de Netuno, mas 19 não apresentam sinais de órbita significativamente diferentes de uma parábola. Três deles tem órbitas significativamente diferente próximas a 50 AU e é provável se tornarem elípticos quando eles estiverem a 50,000 ou 100,000 AU do Sol. A razão é que, entretanto a massa da nuvem de Oort permanece incerta, deveria ser somado à massa do sistema solar interno para computar as órbitas. Aproximadamente 90 cometas foram identificados como novo em órbitas de longo período. Se a mesma proporção existe nas órbitas parabólicas mal computadas, o total deve estar perto de 170 cometas novos no catálogo preparado por Marsden, mas 80 deles não foram identificados.

Grupos de cometas e outros objetos cometários incomuns

             Alguns cometas viajam em órbitas notavelmente semelhantes, apenas o tempo de passagens de periélio é apreciavelmente diferente. É pensado que os membros de tal grupo de cometas sejam fragmentos de um cometa maior (cometa pai) que, por força de maré, se partiram em épocas mais cedo pelo Sol ou em alguns casos pelo diferencial da ação de forças não gravitacionais em um núcleo frágil. Historicamente foram observados muitos cometas que se colapsaram.

            Diferenças desprezíveis nas velocidades resultantes, embora elas aconteçam com muita suavidade, é suficiente para causar a fragmentação cometária e separa-los ao longo de órbitas próximas, mas distintas uma da outra. Mesmo uma leve variação de a-1 introduz um período de orbital que pode variar por vários anos, e quando os fragmentos do cometa retornam que eles passarão por periélios em épocas extensamente separadas. O melhor exemplo conhecido é o famoso grupo de cometas "Sungrazing" (também chamado Grupo de Kreutz) que tem 12 membros definidos (mais um provável) com distâncias de perihelion entre 0.002 e 0.009 AU (menos que meio raio solar). Seus períodos são de 400 a 2,000 anos, e suas últimas passagens aconteceram entre 1880 e 1970. O fragmento mais famoso do grupo é Cometa Ikeya-Seki 1965 VIII.

            Cometas como o P/Schwassmann-Wachmann 1 que tem um período de 15 anos apresenta uma órbita quase circular e um pouco instável entre Júpiter e Saturno, com um periélio que iguala 5.45 AU e um afélio de 6.73 AU; em suas aparições pode ser observado durante vários meses quando defronte para o Sol no céu. Sem qualquer cauda visível, tem explosões irregulares em brilho que fazem sua coma crescer em tamanho durante algumas semanas e se torna até 1,000 vezes tão luminoso mais que o normal.


             Outro objeto bastante incomum é o asteróide denominado 2060 Chiron que têm uma órbita semelhante entre Saturno e Urano. Embora fosse primeiro classificado como um asteróide, seu núcleo glacial de uns 300 quilômetros sugere que provisoriamente seja um cometa gigante estacionado em uma órbita quase circular mas instável. Realmente, Chiron desenvolve explosões fracas, esporádicas, e em 1989 uma nebulosidade passageira que o cercou (uma " coma ") foi informado pela primeira vez. Dentro de alguns mil anos, Chiron poderia ser bastante perturbado por Saturno e vir mais íntimo ao Sol e se tornar um cometa espetacular.
Para objetos distantes que contêm gelos voláteis, a distinção entre asteróides e cometas se torna um assunto de semântica porque muitas órbitas são instáveis; um asteróide que vem mais íntimo ao Sol que o habitual pode se tornar um cometa produzindo uma atmosfera passageira dando a ele um aparecimento meio nebuloso e isso pode desenvolver em uma cauda. Alguns objetos foram reclassificados como resultado de tais ocorrências. Por exemplo, asteróide 1990 UL3 que cruza a órbita de Júpiter, mais tarde foi reclassificado como Cometa P/Shoemaker-Levy 2 em 1990. Reciprocamente, suspeita-se que alguns dos asteróides que se aproximam da Terra (Amors, Apollos, e Atens) poderia ser os núcleos extintos de cometas que perderam a maioria dos gelos e outros materiais voláteis.

             Dois cometas luminosos, Morehouse 1908 III e Humason 1962 VIII, exibiram um espectro de cauda bem peculiar nos quais os íons de CO+ predominaram de um modo espetacular, possivelmente por causa de uma abundância anômala de uma molécula original - molécula pai (monóxido de carbono, gás carbônico, ou possivelmente formaldeído [CH2O]) vaporizando do núcleo.

Classificação dos Cometas segundo Armand Delsemme

            Classe Kohoutek

           Em sua maioria são cometas novos que se aproximam do sol pela primeira vez. Nesta categoria existem mais ou menos uns cem números de cometas conhecidos, vindos de uma distancia de cerca de meio ano-luz. Eles são muito velozes quando próximos ao Sol.

           Classe West

           Esta classe leva o nome West devido ao cometa do mesmo nome que apareceu em 1975/1976 cujo aparecimento se deu após uma órbita de 16 mil anos. Nela estão incluídos em torno de 450 cometas conhecidos com órbitas de cerca de 2 milhões de anos.

            Classe Halley


            Em deferência ao cometa de Halley, o mais brilhante deste tipo. Aqui se incluem cerca de dezesseis cometas que voltam a aproximar-se do Sol em um período entre 20 e 200 anos. Mas nenhum deles tem órbita que vai além da mais distante órbita do planeta Netuno em relação ao Sol.

   Classe Pons-Winnecke

Pons-Winnecke é o cometa que denomina esta classe, e cujo cometa leva cerca de 6 anos para novo aparecimento próximo ao Sol. Nela incluem-se mais ou menos cem cometas de pequenas órbitas que levam de 5 a 20 anos para retornar. Contudo, esta classe costuma perder alguns cometas devido à alteração das órbitas de alguns cometas devido a interferência dos grandes planetas gasosos quando suas órbitas os levam a passar próximo a eles.

     Classe Encke

           Esta classe contem cometas com várias passagens pelas cercanias do Sol (chamados velhos cometas) e que apresentam processo de decadência, a caminho de seu final. O cometa que dá nome a esta classe, Encke, parece ser o único a apresentar uma órbita relativamente estável entre os planetas internos, com período de duração de 3,3 anos.

           Famílias de Cometas

          Os chamados Cometas Periódicos também são divididos em famílias, por sua distância em relação ao Sol. Esta classificação é uma maneira simples para situar alguns
cometas e aquilatar sob influência de qual planeta um cometa está mais sujeito. As duas principais famílias são:

          Família Júpiter

         Com cerca de 167 membros, esta é a maior família de cometas cujas órbitas são diretamente influenciadas pelo planeta Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

          Família Saturno

         Está é a segunda família e conta com cerca de mais ou menoss 7 cometas, cujas órbitas sofrem sensível influência de Saturno, o Planeta dos Anéis e que também é o segundo maior planeta do Sistema Solar.
Também existem outras famílias de cometas menos numerosas cujas órbitas são influênciadas pelos outros planetas do Sistema Solar.

Família Sungrazers ou Cometas Kretuz ou Rasantes Solares

          Entre os Cometas que desenvolvem fantásticas velocidades quando em seu periélio, estão os chamados Rasantes Solares, que recebem esse nome por passarem extremamente próximos ao Sol e são os corpos celestes mais velozes entre os que habitam nosso Sistema. Devido a velocidade e da sua menor distancia em relação ao Sol, a temperatura desses cometas sobe a milhares de graus, o que sublima e ioniza a maioria dos elementos que constituem o cometa. E, se um desses rasantes não desenvolver velocidade suficiente para escapar a atração gravitacional do sol, certamente vai desaparecer num rápido e final mergulho ao encontro do astro rei. Este tem sido o final da grande maioria dos cometas descobertos pelo SOHO.

          Também existem alguns cometas periódicos que apresentam periélios localizados a enormes distancias do Sol (cerca de 750 milhões de quilômetros), significando que em seu ponto de aproximação mais íntima ao Sol esta distancia estaria muito além da órbita da Terra (distância Terra/Sol = 150 milhões de quilômetros; distância Marte/Sol = 227.940 milhões de quilômetros); o que seria um periélio em alguma região mais ou menos próxima à órbita de Júpiter (778.330 milhões de quilômetros do Sol).

Definições Gerais

          Cometa de Curto Período Muito Curto

          Cometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos.

          Cometa de Eclipse

          O que é descoberto por ocasião de um eclipse total do Sol.

         Cometa de Longo Período ou Cometa não-periódico ou Cometa parabólico

          Aquele cuja órbita é praticamente uma parábola.

          Cometa de período Intermediário

          Aquele cujo período é compreendido entre 10 e 200 anos, e cuja órbita é uma elipse alongada.

          Cometa elíptico

          Aquele cuja órbita é elíptica. Os cometas de curtos períodos e os cometas de período intermediários apresentam órbitas elípticas.

          Cometa hiperbólico

          Aquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não ser ele um membro próprio do sistema solar, são os cometas de períodos muito, muito longos.

          Cometa Periódico

         Aquele cujo retorno é previsível e pode ser observado. São os periódicos, os cometa de curto período, e o cometa de período intermediário.

           Cometas Rasantes Solares

          São os cometas que passam muito próximos ao Sol e por vezes acabam mergulhando diretamente no Sol.

O segundo rei de Portugal

D. Sancho I

Ficheiro:SanchoI-P.jpg

2º. Monarca de Portugal.  Aclamado em 1185. Início do reinado: 06 de Dezembro de  1185. Fim do reinado 26 de Março de  1211.
 
                 D. Sancho I, nasceu no dia 11 de Novembro de 1154, em Coimbra, Portugal.  Era filho do primeiro rei de Portugal, D. Afonso I ou Afonso Henriques,  e de Dona Mafalda de Sabóia. Recebeu o nome Martinho no seu batizado, por haver nascido no dia do santo com o mesmo nome.

            Como o seu irmão mais velho, o D. Henrique,  havia falecido, aos três anos de idade, levou à alteração da sua onomástica para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso. 

            Foi cognominado como “o Povoador”, e  como destaque, a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia e  Covilhã, no ano de 1186; Viseu e  Bragança no ano de 1187,...,  povoando áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

             Com o seu  reino bem sucedido, no ano de  1170, Sancho foi armado cavaleiro pelo seu pai logo após o acidente de D. Afonso Henriques em Badajoz e tornou-se seu braço direito, tanto como militar, como administrativo. 

             Nesse início de independência, muitos eram inimigos da coroa, isto é de Portugal, sendo um dos tais, o reino de Castela e Leão que antes dominava Portugal. E ainda a igreja católica, que não se interessou de consagrar a independência de Portugal com a sua bênção. 

           Como Portugal estava surgindo e necessitava de apoio, já que alguns o haviam abandonados, procurou aliados dentro da Península Ibérica, principalmente o reino de Aragão, um inimigo tradicional de Castela, que mesmo tendo sido inimigo, se tornou o primeiro país a reconhecer Portugal. O acordo foi firmado no ano de 1174 pelo casamento de Sancho, então príncipe herdeiro, com a infanta Dulce Berenguer, infanta de Aragão, irmã mais nova do rei Afonso II de Aragão. 

              Sancho I insatisfeito com os Mouros, no ano de 1178, declarou guerra contra eles, confrontando-os cerca de Sevilha e do rio Guadalquivir, tendo sido vitorioso nesta batalha. Com essa ação, expulsa assim a possibilidade deles entrarem em território português. 

             Com a morte de Afonso Henriques no ano de  1185, Sancho I tornou-se o segundo rei de Portugal.

              D. Sancho I faleceu no dia 26 de Março de 1211, aos 56 anos de idade.
 
              O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do túmulo do pai.

Estátua de D. Sancho I

Ficheiro:Estátua de D. Sancho I frente ao Castelo de Torres Novas.JPG

Descendentes:

            Por sua mulher, Dulce de Barcelona , infanta de Aragão (1152-1198, filha da rainha Petronila ou Petronilha de Aragão :

           1 -  Beata Teresa de Portugal, infanta de Portugal (1176-1250), casou com o rei Afonso IX de Leão.
           2 - Beata Sancha de Portugal, infanta de Portugal (ca.1180-1229), abadessa do Lorvão.
           3 - Raimundo de Portugal (ca.1180-1189).
           4 - Constança de Portugal (1182-1202).
           6 - Pedro, infante de Portugal (1187-1258), conde de Urgel pelo casamento com Aurembiaix Armengel; foi também Senhor de Maiorca.
           7 - Fernando, infante de Portugal (1188-1233), viveu no estrangeiro, casou com Joana da Flandres.
             8 - Henrique de Portugal (1189-?).
           9 - Branca, infanta de Portugal (1192-1240), senhora de Guadalajara.
          10 - Berengária, infanta de Portugal (1194-1221), casada com o rei Valdemar II da Dinamarca.
          11 - Beata Mafalda de Portugal, infanta de Portugal (ca.1200-1257), casada com o rei Henrique I de Castela, depois fundadora do mosteiro cisterciense de Arouca e sua primeira abadessa.

             Filhos naturais:


          Urraca Sanches:

          Havidos de Maria Pais Ribeira, dita a Ribeirinha, filha de Paio Moniz de Ribeira e de Urraca Nunes de Bragança (1150 - ?), filha de Vasco Pires de Bragança.

          Rodrigo Sanches (1200-1246)
          Gil Sanches (1200-1236)
          Nuno Sanches
          Maior Sanches

          D. Teresa Sanches (1205-1230) casou com D. Afonso Teles (1170 - 1230), 2º senhor de Meneses, 1º senhor de Albuquerque.

         Constança Sanches (1210-1269)

         Havidos de D. Maria Moniz de Ribeira (1150 -?), filha de D. Monio Osórez de Cabrera (1110 -?) Conde de Cabreira e Ribeira, e de Maria Nunes de Grijó (1120 -?) filha de Nuno Soares de Grijó (1085 -?) e de Elvira Gomes (1095 -?).

         Pedro Moniz ou Pero Moniz (1170 -?)

          Fonte de Pesquisa: Wikipédia