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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Enquanto não vem "cangaço" - Daniella Perez - Bruto assassinato


Daniella Perez Gazolla nasceu no Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto de 1970, e foi assanisada no  Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1992. Foi uma atriz e bailarina brasileira, filha da autora de telenovelas


Glória Perez.

Daniella tinha 22 anos quando foi brutalmente assassinada pelo ator


Guilherme de Pádua


e por sua esposa Paula Nogueira Thomaz, que a emboscaram e mataram com 18 golpes de punhal.

Julgados e condenados por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, os dois cumpriram apenas seis dos 19 anos a que foram condenados.

A indignação popular que se seguiu a esse episódio resultou na alteração da legislação penal, graças aos esforços da mãe de Daniela, Glória Perez, que encabeçou uma campanha de assinaturas e conseguiu fazer passar a primeira iniciativa popular de projeto de lei a se tornar lei efetiva na história do Brasil.

Fonte:
 Wikipédia

Consolida-se, com mais vigor, a importância histórica e cultural do evento em favor dos nossos Sertões

Por:  Geraldo Ferraz
 
Geraldo Ferraz

Fraternos companheiros,

O carinho da recepção promovida pelo querido
 
 
Severo e sua partner Danielle, uma marca registrada, contagiam todos aqueles que pisam o solo do Cariri Cearense, neófitos ou não. A integração e a fraternidade daqueles que fazem acontecer tão grandioso acontecimento são a essência e a mola propulsora do sucesso até então alcançado. A cada ano que se passa consolida-se, com mais vigor, a importância histórica e cultural do evento em favor dos nossos Sertões.

O grande fato novo foi o surgimento, nesta edição, da figura dos Conselheiros Gestores Consultivos. Tais aconselhadores serão envolvidos diretamente na gestão cotidiana do Cariri Cangaço, oportunizando, assim, sem a menor sombra de dúvida, o fortalecimento profissional para as próximas edições do evento. Particularmente eu gostei muito de tudo aquilo que foi proposto e visto durante o evento, oportunizando-me maior aprendizado sobre a matéria. Quem não foi, infelizmente, perdeu de desfrutar de maravilhosos momentos coletivos.
Que venha o 4º Cariri Cangaço!
 

Abraços carinhosos de Geraldo Ferraz
Conselheiro do Cariri Cangaço
 
 


4.500 CIRURGIAS ESPIRITUAIS

Clique para Ampliar
O médium João Berbel está tratando o ator Reynaldo Gianecchini
FRANCISCO VIANA
Em meio aos avanços da medicina formal e da crescente confiança na ciência, é também salutar os apegos na cura pela fé. Prova disto são as longas filas para consultas com o médium João Berbel, famoso no País por incorporar o clínico geral Ismael Alonso y Alonso, "médico dos pobres". Durante esses três últimos dias que ele passou na Capital, realizou cerca de 4.500 cirurgias espirituais em cearenses que lhe procuraram para amenizar as dores do corpo e da alma.

Foi uma média de 1.500 atendimentos diários no Grupo Espírita Ana Amélia Bezerra de Menezes (Geame). "Tem aumentado muito o número de pessoas que acreditam na cura espiritual. O mais interessante é ver que a própria medicina tradicional já tem reconhecido a importância do nosso tratamento", diz o médium que, atualmente, está tratando o ator Reynaldo Gianecchini, 38, vítima de um câncer no sistema linfático raro e agressivo. Berbel ressalta não cobrar nenhuma taxa ou valor pelo serviço, todo voluntário.

Com um sotaque forte do interior de São Paulo, um jeito simples de falar e vestir, o médium conta com tranquilidade como convive com as críticas e as dúvidas sobre o seu dom. "Eu só faço abrir as portas, deixo a energia interna fazer o restante. Imponho minhas mãos em cima do doente e, juntos, mentalizamos o poder da fé, inspirado no exemplo de Jesus", comenta.

Foto - jesus, cura, surdo. 
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Realizando cirurgias há 16 anos, João Berbel lembra que, no início, até usava bisturis e laminas de corte, dizia que as pessoas gostavam de presenciar o médium abrindo a carne, vendo o sangue escorrer na pele.

"Hoje, não corto mais ninguém, apesar de eles até quererem. Não é mais preciso. Quando a pessoa acredita, daí surge uma energia magnética, que vem da mente. Nós manipulamos esses fluidos e aplicamos na cirurgia espiritual. Só toco os corações deles, e tudo melhora na hora mesmo", testemunha.
Auxílio
Sobre os casos em que o paciente não teve êxito pleno, ele relata que o tratamento espiritual é auxiliar, depende também de outros mil fatores. "Recomendo que o indivíduo procure atenção médica paralelamente. Faça todos os exames, cuide-se. Passo medicamentos fitoterápicos e alternativos", disse.

Questionado sobre seu dom de cura, João Berbel afirma que a responsabilidade toda é do médico Alonso, espírito, que, durante as cirurgias, realiza orações, impõe a mão no foco do problema e dá força. "Eu mesmo sou um homem simples, mal terminei os estudos. Sou instrumento para que os demais possam fazer o bem", comenta. Para maior sucesso do procedimento, o médium recomenda evitar o fumo, álcool e carne três dias antes e uma semana após o atendimento. É necessário repouso moderado de três a sete dias, dependendo do caso.

Com 175 livros publicados, João Berbel reforça os valores que lhe guiam, lhe inspiram. Acredita no amor, na alegria, na autoestima e na fé para melhora das dores físicas. Entretanto, diz lamentar a hipocrisia existente hoje. "Se escreve e se fala mais do que se ama. Tem de se cultivar mais a solidariedade e a gentileza, e bem menos o dinheiro e o egoísmo", ensina.

Ele alerta que o planeta está em mudança e que a sua intenção é mostrar as profecias de Jesus de que a Terra está em processo de transição. "Por isso, aflitos nos procura", diz.
FORÇA DO PENSAMENTO
Curas são realizadas a distância
Para quem ficou triste com a passagem rápida do médium João Berbel por Fortaleza, ele conta que, além das vindas trimestrais para a Capital, é costume realizar cirurgias espirituais a distância. Com o fluxo de cerca de oito mil atendimentos diários no Instituto de Medicina do Além (IMA), em Franca, a aproximadamente 410 Km de São Paulo, a grande demanda tem forçado este tipo de iniciativa.

"Está sendo comum essas imposições à distância. Entramos na mesma sintonia do doente e lhe repassamos bons fluídos de fé. Tem sido bom", comenta.


O caso do ator Reynaldo Gianecchini foi assim. Antes do contato inicial com o ator, Berbel fez orações "virtuais", na companhia da família, longe do enfermo. Só no dia 26 de agosto, encontraram-se. Daí em diante, explica o médium, Gianecchini tem seguido à risca todo o tratamento. "Ele acredita, e diz para mim que está vendo os efeitos. Ele ingere diariamente, após o almoço, uma cápsula de plantas medicinais e fazemos orações, tudo para que possa lhe dar mais forças para resistir", narra.

Para Berbel, toda essa divulgação do seu trabalho tem sido muito positiva, e não vê como a publicidade possa banalizar. "Quanto mais espíritos bons circulando pelo mundo e mais energias de fé, melhor para todos.

Como Chico Xavier já dizia, o Brasil é a pátria do espiritismo e, daqui mesmo, está crescendo e ganhando o mundo. A nossa doutrina vai ser o futuro de todas as religiões", finaliza divulgando que todos os seus livros estão à venda no Geame.

IVNA GIRÃO
REPÓRTER

Homenagens a personalidades durante Cariri Cangaço

A comunidade Lampião, Grande Rei do Cangaço e este blog prestaram homenagem a quatro vaqueiros da história. 

Por: Heldemar GARCIA

Na noite da Quinta-Feira, 22 de setembro durante a solenidade do Cariri Cangaço em Barbalha, CE. a Comunidade do Orkut, Lampião Grande Rei do Cangaço,
(Clique aqui e participe ) administrada pelo pesquisador Ivanildo Silveira e o Blog Lampião Aceso, administrado por Kiko Monteiro, prestaram homenagens a personalidades da família Cariri Cangaço, com a entrega de Placas personalizadas alusivas ao trabalho em prol do engrandecimento da cultura e memória das coisas do nordeste.


Manoel Severo e Danielle Esmeraldo
  

João de Sousa Lima


Alcino Alves Costa
 

Aderbal Nogueira


Detalhe 


Heldemar Garcia  
Assessoria de Imprensa e Marketing.
 



Passagem de Lampião por Maceté, Bahia

Edição do documentário "MACETÉ" - Memórias da Terra e do Povo”. O curta-metragem conta um pouco da rica história deste povoado de Quijingue. Um trabalho de resgate histórico dos jovens Bruno Maceté e Danilo Umbelino.

Pescado no:
Blog Maceté

LAMPIÃO EM AÇÃO

Por: Jornalista Tiago Jucá
Água Branca é uma pequena localidade do Estado de Alagoas, situada perto do rio Moxotó. A principal moradora do município, no ano de 1928, era a Dona Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, a Baronesa de Água Branca.
Virgulino Lampião há tempos vivia pedindo dinheiro à Baronesa, e esta de pronto respondia: "Tenho vinte contos, mas é para comprar de munição para o couro dele!". Diante da negativa da Baronesa, Lampião planejou um assalto à cidade de Água Branca. Claro, ele esperou um ano depois da resposta da Baronesa, pois ela havia enchido as ruas de policiais, temendo alguma ação do cangaceiro. Desfeita a tensão, Virgulino enviou um espião à feira de Água Branca, a fim de verificar as forças policiais. Enquanto isso, Lampião esperava as notícias em Bom Conselho de Papacaça. Depois de ficar informado sobre a situação de Água Branca, Lampião rumou em direção ao município. Foram quatro noites de viagem, sendo que os dias serviam para o descanso de Lampião. Na tarde do dia 27 de junho de 1928, o cangaceiro tomou um sítio não muito longe de Água Branca e obrigou o dono a fazer compras na cidade.
Deu-lhe dinheiro e uma lista, que continha cigarros, fósforos, esteiras de pipiri, duas redes brancas e uma lata de tinta vermelha. Para ter certeza que o dono do sítio ficasse em silêncio, Lampião manteve a família dele como refém. Caso abrisse o bico, Lampião prometeu judiar e até mesmo matar todos os familiares. Lampião dividiu seu bando estrategicamente. Quatro duplas se formaram para fazer o bloqueio das entradas da cidade e ali ficarem até o término do assalto. Os outros dez cangaceiros encheram as duas redes compradas no comércio com armas e munições. A lata de tinta vermelha serviu para pintar as redes, dando assim a impressão de sangue de morto. Ao amanhecer do dia 28, os dez cangaceiros entraram em Água Branca, carregando as redes com os dois 'defuntos'. Estacionaram em frente ao quartel da cidade e avisaram ao soldado de vigia: "isto foi dois que nós achou morto e truxemo para fazer o corpo delito". O vigia os convidou para entrar e esperar, enquanto ele iria acordar um outro soldado numa casa vizinha. Quando o vigia saiu atrás de ajuda, os cangaceiros trataram de pegar as armas escondidas dentro das redes e esperam a volta para dar o bote.

Residência da Baroneza de Água Branca
Quando os guardas voltaram, Lampião mostrou as armas e disse: "o defunto é esse, visse?". Lampião soltou vinte presos e no lugar deles prendeu todos os guardas. Obrigou ainda ao corneteiro dar toque de reunir. Ao todo, Lampião enjaulou mais de trinta soldados e roubou todas as armas e munições, que logo foram distribuídas entre os ex-prisioneiros. Agora Lampião contava com trinta homens armados prontos para o assalto. Os cangaceiros tomaram as ruas e acordaram os moradores com tiros. As casas e as lojas dos mais ricos foram sendo saqueadas uma por uma. A Baronesa foi a que sofreu o maior prejuízo: trinta contos de réis em dinheiro, ouro, jóias, roupas e vinte e cinco cabras leiteiras. Após o saque, a Baronesa ainda seria humilhada a passear de braço dado com Lampião pelo meio das ruas da cidade. Água Branca foi a primeira vez em que os cangaceiros, vibrantes e entusiasmados pela vitória, cantaram o hino de guerra "Mulher Rendeira", um xaxado ritmado pela batida forte dos rifles batendo no chão: "Olê mulé rendeira/ olê mulé rendá/ tu me ensina a fazer renda/ que eu te ensino a namorar".

Rangel Alves da Costa

Livros publicados pelo

Rangel Alves da Costa

escritor e poeta:

Rangel Alves da Costa

















Rangel Alves da Costa, nasceu no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual foi membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudou também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não chegou a concluir. É autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor:
 
Av. Carlos Bulamarqui, nº 328,
Centro, CEP 49010-660
Aracaju/SE.

 
Rangel em 05/08/2011
PARA COMPRAR LIVROS DE RANGEL ACESSE O SITE: http://www.agbook.com.br/
AO ABRIR A PÁGINA, DIGITE rangel NA BUSCA

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

Rangel Alves da Costa

Livros publicados pelo

Rangel Alves da Costa

escritor e poeta:

Rangel Alves da Costa











 Rangel Alves da Costa, nasceu no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual foi membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudou também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não chegou a concluir. É autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor:
Av. Carlos Bulamarqui, nº 328,
Centro, CEP 49010-660
Aracaju/SE.


 
Rangel em 05/08/2011
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A VELHA VIDA DO VELHO DA CASA VELHA

Por: Rangel Alves da Costa

Rangel Alves da Costa

Tudo muito velho, antigo demais, perdido no tempo. O mais novo ali era a casa velha, que já tinha mais de cem anos da última reforma; o velho morador, idoso por natureza e compleição física, era de uma velhice a toda prova. Nos rabiscos amarelados dos restos dos documentos constavam cento e vinte anos. Mas o próprio dizia, ainda na completa lucidez, que tinha muito mais do que isso, coisa lá pros seus duzentos anos ou mais. E quem iria duvidar?
Agora, somando as peripécias, proezas, lutas, dores, sofrimentos, alegrias e todo um baú de um monte de coisas, não havia coisa mais velha do que a vida do velho. Ora, ele era velho, porém sua vida era muito mais velha. E avelhantada demais porque vida curtida no sol e na chuva, no fogo e na brasa, na brisa e na ventania, no silêncio sufocante e no grito delirante. Se fosse juntar cada experiência e cada situação que o homem já tinha vivido, então acrescentasse ainda mais anos a essa velha vida.
Contudo, talvez o velho fosse também o menino mais velho que existia. Já naquela idade avançada demais, com todas as marcas do tempo se espalhando por todo o corpo, refletindo nas impossibilidades de fazer coisas que não esquecia, ainda assim costumava a pensar e agir em determinadas situações como verdadeira criança. Conversava com passarinho, espalhava alpiste pelos arredores para chamar os amigos, soprava bolhas de sabão pelo ar, colocava duas traves de pedras e ficava chutando uma velha bola para ver quantos gols marcava. E a cada acerto um soco no ar, um dizer a si mesmo que ainda consigo.
O Capitão-do-mato um dia chegou a sua casa revirando tudo e perguntando aonde ele tinha escondido aquele negro safado do Engenho do Coronel. Havia dois dias que estava embrenhado nos matos por causa daquele safado fugitivo e quando botasse as mãos nele o sangue ia jorrar. O velho disse que não tinha visto escravo nenhum e mesmo que tivesse visto não ia lhe dar o prazer de levantar o chicote pra um irmão da mesma cor. Por isso foi levado no lugar do outro e ficou três dias amarrado no tronco e tomando chicotada acompanhada de sal grosso no lombo.
Quiseram fazer uma revolução contra o governo regente e foram até a casa do velho perguntar como se enfrentava as forças do reino sem ter armas e sem os homens conhecerem táticas de ataques e contra-ataques. O velho perguntou de quantos homens dispunham e disseram que uns cinqüenta. Então eram cinqüenta contra mais de mil, e estes só da guarda pessoal do rei. Então o velho disse que fizessem a revolução assim mesmo, pois sairiam vitoriosos. E deu a receita: Pegue os cinqüenta homens e passem tudo pro outro lado, pro lado do rei. Quando estiverem dentro do corpo do inimigo então faça a cabeça de cada um, incuta-lhes a indignação e ódio ao soberano e a revolução estará ganha.
Num tempo distante, quando havia uma verdadeira corrida do ouro naquelas bandas, cismaram que bem em cima da casa do velho havia uma mina e nos arredores de sua pequena propriedade riquezas minerais de não acabar mais. Primeiro mandaram oferecer dois contos de réis, depois três e mais cinco. Tudo contos de réis. Como não havia acordo e nem o velho cedia, mandaram dizer que ele tinha uma semana para sair dali, abandonar tudo, por bem ou por mal.
Então o velho disse que não precisavam chegar a esse ponto não, que sairia sim, mas primeiro precisava trocar um dedo de prosa com o rico minerador. No outro dia o homem, já acompanhado de gente com ferramentas, riscou na sua porta e desceu do cavalo, esbravejando ignorância. Quando viu o homem daquele jeito, o velho lhe disse na cara que esperava tratar com gente e não com bicho. Então o ricaço espumou e gritou que podiam atirar naquele velho safado. Como não saiu nenhum tiro, gritou mais uma e outras vezes, e nada de bala atingir o homem. Totalmente enraivecido, olhou pra trás e não encontrou um pé de pessoa. Eis que os marmanjos olhavam e viam o velho na frente do homem, no meado da porta, mas também por trás do patrão, nas suas costas. E viram ainda o mesmo velho do lado e no meio deles, descarregando as armas. Amedrontados, supondo um raivoso feiticeiro, um ser perigoso do outro mundo, correram em debandada.
E o ricaço arrogante, que fim terá tido? Simplesmente virou uma pedra, e dessas pequenas que segura porta pra o vento não ficar batendo pra cá e pra lá. E toda vez que o velho se aproximava dela pra amolar seu velho facão, a pedra gemia, suava, ficava em tempo de morrer de medo. Só não morria mesmo porque era pedra.

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com 
 
Extraído do blog: 
ser tão/sertão 
 

domingo, 2 de outubro de 2011

Nesta Terça Reunião GECC - Cariri Cangaço na Saraiva do Iguatemi

Atenção !!

Nesta terça-feira, mais um encontro
GECC-Cariri Cangaço no espaço Rachel de Queiroz, da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, em Fortaleza, o encontro é a partir das 19 horas, com a apresentação do Vídeo Clip do Cariri Cangaço 2011, com o que de melhor aconteceu nesta edição .

Você é nosso convidado.

Livraria Saraiva
Shopping Iguatemi
Terça-feira, dia 04 de Outubro
19 horas

Manoel Severo
 


Noite de Gala em Barbalha Por:Silva Neto

Barbalha, uma das grandes anfitriãs do Cariri Cangaço 2011

Em Barbalha, à noite dessa quinta-feira (22), no Cine Teatro Neroly Filgueira Sampaio, foi aberto terceiro dia do Cariri Cangaço, evento que com pauta itinerante está passando por várias cidades da Região do Cariri, reunindo ilustres personalidades, conferencistas, historiadores e 128 pesquisadores de 17 estados de União, uma iniciativa do Cariri Brasil.

A Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha conseguiu oferecer aos nobres visitantes um cenário típico da caatinga, região que serviu de esconderijo do bando de Lampião e outros grupos da época, a detalhar: Árvore de galhos secos, oratório, panelas e potes de barro, candeeiros, balaios de cipó, mesa em estilo rustico e cadeiras com acentos de couro no mais autêntico cenário de um passado que fez a história do cangaço no Nordeste do Brasil.

Cenário no Cine Teatro em Barbalha
Ângelo Osmiro, um dos conferencista da noite
Hugo Rodrigues, moderador da noite, que contou ainda com o conferencista Ivanildo Silveira

Os trabalhos foram abertos com a Mesa Diretora composta por: Dorivan Amaro dos Santos – Secretário de Cultura e Turismo do Município representando também o prefeito municipal ausente por motivos superiores; Sr. Manoel Severo Barbosa – Curador do Cariri Cangaço ; Ângelo Osmiro – Presidente do GECC – Grupo de Estudos do Cariri Cangaço; Josier Ferreira – Professor e historiador (Instituto Cultural Pró-memória); Josélio Araújo – Presidente da Associação dos Poetas de Barbalha; Francisco Demontier dos Santos Ferreira (Panticola), ex-secretário de cultura do município, músico, folclorista.

O poeta barbalhense Ernane Tavares Monteiro, presenteou o público presente com o Cordel “O ÚLTIMO DIA DE LAMPIÃO”, Manoel Severo Barbosa – Curador do Cariri Cangaço, no uso da palavra de abertura dos trabalhos agradeceu ao Gestor Público Municipal, a Secretaria de Cultura e Turismo do Município e ao povo de Barbalha pelo carinho e a boa hospitalidade para com todos os membros da caravana Cariri Cangaço, e fez elogios ao secretário, Dorivan, pela coragem e o dinamismo de abraçar, receber e apoiar o evento Cariri Cangaço.  

Secretário, Dorivan Amaro dos Santos, justificou a ausência do prefeito, deu boas vindas aos visitantes, ilustrou a importância do evento e enalteceu o trabalho do Curador do Cariri Cangaço Sr. Manoel Severo Barbosa. Logo em seguida a mesa diretora foi desfeita para receber os escritores Ângelo Osmiro e Ivanildo Silveira conferencias da terceira noite do Cariri Cangaço, que se deu no Cine Teatro Municipal Neroly Filgueira Sampaio devidamente ornamentado, que recebeu bom público para o evento, tendo ao alcance de todos mesas expondo grande número de livros sobre a rica história do cangaço pela autoria de vários famosos escritores do Brasil.

Silva Neto / Barbalha
FONTE:www.diariodocariri.com


Homenagens a personalidades Cariri Cangaço em Barbalha

Homenagens a Manoel Severo e Danielle Esmeraldo

Durante a solenidade do Cariri Cangaço em Barbalha, a Comunidade do Orkut, Lampião Grande Rei do Cangaço, administrada pelo pesquisador Ivanildo Silveira e o Blog Lampião Aceso, administrado por Kiko Monteiro, prestaram homenagens a personalidades da família Cariri Cangaço, com a entrega de Placas Comemorativas alusivas ao trabalho em prol do engrandecimento da cultura e memória das coisas do nordeste.

João de Sousa Lima
Alcino Alves Costa
Aderbal Nogueira


Heldemar Garcia
Assessoria de Imprensa e Marketing


Visite os blogs:

"O cangaço em foco" - do escritor:
Alchimedes Marques

"Tok de História" - do historiógrafo:
Rostand medeiros

Barbalha e a noite Cariri Cangaço

Mesa de Abertura da noite Cariri Cangaço em Barbalha

O Município de Barbalha recebeu, nesta quinta-feira (22), uma das etapas da 3° Edição do Cariri Cangaço. O evento foi aberto no último dia 20, na cidade do Crato, e teve prosseguimento nas cidades de Barbalha e Juazeiro do Norte, com conferências no Cine Teatro-Neroly Filgueira, a partir das 19 horas, e como palestrante o escritor Ângelo Osmiro, que vai falar sobre a literatura na época do cangaço e Ivanildo Silveira com o tema as imagens do Cangaço.
Pedro Luiz, Magérbio de Lucena e Hugo Rodrigues 
Danielle, vice-prefeita Betilde e Manoel Severo
Cicinato Neto e Manoel Severo
Reginaldo da Fundação Vovô Januário e Manoel Severo

Para o secretário de Cultura e Turismo de Barbalha, Dorivam Amaro, “essa etapa vem em um momento muito propício, já que o cangaço está em evidência por conta da novela ‘Cordel Encantado’, da Rede Globo de Televisão, que abrange a cultura nordestina e o cangaço, e que Barbalha é referência por muitas histórias como a dos irmãos Marcelino, que fizeram parte dos tempos antigos do cangaço em Barbalha, além da troca de experiências entre os estudiosos da área”.
 
FONTE: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Barbalha


Tiririca, Doutor Honoris Causa

Por: Armando Lopes Rafael


Foi sob protestos de um grupo de cerca de 100 estudantes ligados ao Diretório Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que o ex-presidente
 
 
Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no último dia 20, o título de Doutor Honoris Causa da instituição. Turminha ingrata!
Era a sexta condecoração do gênero recebida pelo ex-presidente. As outras foram concedidas pelas Universidades de Coimbra, em Portugal, Federal de Viçosa (UFV), de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Durante a solenidade, um grupo de estudantes chegou ao prédio da reitoria da instituição para cobrar, entre outras melhorias, o aumento para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) o montante a ser obrigatoriamente investido em educação no País. Como não havia espaço no salão onde ocorria o evento, os estudantes tiveram de ficar do lado de fora  – de onde gritaram palavras de ordem – até que o discurso do ex-presidente, que durou 30 minutos, fosse concluído.
Depois, os manifestantes conseguiram entrar no salão, onde acompanharam o fim das homenagens a Lula e voltaram a gritar palavras de ordem.

Agora será que Lula merece mesmo o título de Doutor Honoris Causa?
Para mim isso é matéria de pouca importância. Se quem deu o título acha que ele merece, então protestar para quê?
Vá lá. Lula é, no mínimo, incoerente. Como alguém que se orgulha de não ter educação formal pode ser Doutor Honoris Causa?
Como se pode laurear uma pessoa que apoiou ditaduras que violam os direitos humanos? Lula chamou Kadafi de “meu irmão e meu líder”; viabilizou a ditadura da dinastia Castro em Cuba, a ditadura mais antiga e a mais sanguinária do mundo. Deu apoio a ditadura do Irã, que mata mulheres com apedrejamento. Apoiou presidentes do naipe de Hugo Chávez e Evo Morales. Aliás, deste último -- o "cocaleiro" -- dizem que Lula se pelava de medo. A invasão das refinarias brasileiras na Bolívia estão aí para provar...
Todos sabem que não concordo com muita coisa feita no governo de Lula, durante oito anos. Ele fez vista grossa para a corrupção que se alastrou na sua administração. Mentiu dizendo que não sabia de nada na roubalheira do “Mensalão”. Desmascarado, tudo fez para que as falcatruas do “Mensalão” não fossem apuradas. Pior: não só manteve muitos desses corruptos durante toda a sua administração, como ainda patrocinou-os a permanecerem no governo de dona Dilma. Mentiu para enganar os incautos. Disse que tinha pago a dívida externa. Na verdade, ela foi triplicada no governo Lula. Disse que o Brasil tornara-se autossuficiente na produção de petróleo. Hoje importamos mais do que em governos passados. Mas vá lá. Querem dar honraria a Lula? Podem dar.
Enfim, seriam tantos fatos negativos do governo do “Cara” a comentar... Por isso, quando dona Dilma ("A Cara") tentou estancar a roubalheira  teve de capitular, para não perder o apoio da "base de sustentação do seu governo".
No entanto, estão cometendo injustiça com outras pessoas que também merecem ser Doutor Honoris Causa. Uma delas é o deputado federal Tiririca. Ele teve a maior votação que um deputado federal já obteve no Brasil. Ele também não tem educação formal. É nordestino. Tem gente que não se conforma em ver nordestino de pouco estudo galgar cargos importantes que exigem preparo para o exercício. São uns preconceituosos. Ou invejosos mesmos!" Tiririca também não sabe falar inglês, nem francês. Só arranha (e mal) o português. Diz “menas” ao invés de menos. Trabalhou em profissões humildes, antes de viver na mordomia da classe política. Era palhaço. Hoje é deputado por São Paulo, um estado que tem o PIB maior do que o da Argentina. Tiririca Doutor Honoris Causa já!
 
Visitem os blogs:
"O Cangaço em Foco" - do escritor Alchimedes Marques
"Tok de História" - do historiógrafo Rostand Medeiros

Delvamberto Soares é eleito novo prefeito de Altaneira

Delvamberto Soares- (Foto: Divulgação).

Apuração não oficial já confirma que Delvamberto Soares e Dedé Pio, ambos do PSB, foram eleitos para os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do município de Altaneira-CE nas eleições suplementares que ocorreram neste domingo (02/10). Maioria teria ultrapassado os 900 votos, segundo informações da coligação vencedora "Altaneira do Jeito Certo". O município conta com 5.683 eleitores.
Delvamberto disputou as eleições contra a candidatura da Dra. Andréia (DEM) e Jackson Feitosa (PSDB), da coligação "Altaneira de Volta para o povo".
Os candidatos aguardam resultado oficial das eleições por parte do TRE/CE, que está totalizando os votos neste momento no Cartório Eleitoral da cidade de Nova Olinda. A divulgação deve ser feita até amanhã (03/10).

A eleição suplementar aconteceu por conta da cassação do prefeito e vice, eleitos em 2008, Antônio Dorival de Oliveira e Francisco Fenelon Pereira – ambos do PSDB – por prática de conduta vedada, durante o período eleitora.
Os candidatos eleitos devem ser diplomados até o dia 16/10

Taciano Pinheiro