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segunda-feira, 19 de março de 2012

ESPERANÇA VEGETAL...


Testes feitos com a planta avelós traz esperança para quem tem câncer, HIV e dor
O nome científico Euphorbia tirucalli pode não dizer muita coisa para pacientes de câncer. Mas, quando se fala em avelós, alguns já conhecem e se animam. Originária da África, a planta se adaptou bem ao Nordeste. Mas é preciso ter cuidado com ela: especialistas alertam que o avelós é muito tóxico, e que só o contato com o látex (conhecido como leite) pode lesionar a pele, os olhos e causar alergias.
Mesmo com propriedades tóxicas, o potencial do avelós é grande. Quem explica é o doutor em Tecnologia Farmacêutica pela Universidade do Porto e coordenador dos estudos financiados pela empresa cearense Amazônia Fitomedicamentos, Luiz Francisco Pianowski. “Provamos a ação para câncer em vários testes iniciais. Fizemos testes com animais, testes toxicológicos para provar que era seguro dar a humano. E depois chegamos a humanos”, conta.
A pesquisa com o avelós começou em 2003 e não se restringiu ao câncer. Com o tempo, e por causa dos pacientes que tomavam as conhecidas ‘garrafadas’ (preparações elaboradas com plantas medicinais) feitas com avelós e diziam não sentir dor, os pesquisadores foram investigar se a planta podia funcionar contra isso. “Realmente achei uma molécula, isolei no meu laboratório, começamos a trabalhar e aí a surpresa é grande”, comemora o pesquisador.
E como se não bastassem essas duas importantes linhas de pesquisa, eis que uma terceira também passou a ser estudada. “Por uma questão de mecanismo de ação, deduzi que uma molécula que agia em câncer poderia agir em HIV”, conta Pianowski. Ele explica que alguns testes toxicológicos já foram feitos na França. Agora, o próximo passo é iniciar os testes em macacos nos Estados Unidos.
Os bons resultados obtidos até agora pela equipe do pesquisador Luiz Francisco Pianowski podem representar a esperança para muitos pacientes. Mas é preciso prudência na hora de falar de resultados. Os estudos demandam tempo; até que possíveis medicamentos cheguem ao mercado, costumam se passar anos. Mesmo assim, as pesquisas com o avelós são animadoras, tanto que, cada uma, possui um financiamento de mais de R$ 30 milhões, segundo Pianowski.
Nesta edição, o Ciência & Saúde apresenta cada uma dessas pesquisas. Afinal, quem não tem algum familiar ou amigo que não sofra com um desses males? Também vamos adentrar ao mundo das plantas medicinais e ver como elas estão sendo utilizadas no Estado. Até porque elas estão longe de servir apenas para aquele tradicional chazinho. Que também é muito bom, não negamos.
Fonte: Jornal O Povo
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LAMPEÃO DE "A" A " Z"

Autor: Paulo Gastão

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Morreu o Professor Aziz Nacib Ab’Saber, um cidadão que contribuiu para a melhoria da vida do homem na terra.

 
Publicado 17/03/2012 na categoria Memórias, Sal.
Morreu nesta sexta-feira (16) aos 87 anos o Professor Aziz Nacib Ab’Saber, um dos maiores geógrafos de todos os tempos. Era presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Autor de cerca de 300 trabalhos acadêmicos e vários livros, era referência da geografia em todo o mundo. Premiado várias vezes por seus trabalhos científicos que ajudaram o desenvolvimento da humanidade, o professor era um crítico do novo Código Florestal Brasileiro que vai destruir o território brasileiro em pouco tempo. Nascido em São Luís do Paraitinga [SP], cidade destruída recentemente em razão dos crimes ambientais cometidos na região, transformada numa grande plantação de eucaliptos, o professor Ab’Saber  continuava atuante e defendia a criação do Código da Biodiversidade para a preservação das espécies animais e vegetais.
O Brasil e o Rio Grande do Norte deve a ele os estudos comprovando a existência de petróleo em nosso território, a despeito dos cientistas estrangeiros que afirmavam não existir petróleo em terras potiguares.
No começo da década de 60, o Professor Ab’Saber, com pouco mais de 40 anos e já consagrado como um dos maiores especialistas na área da Geografia [Geomorfologia, Geologia e Aerofotogeologia] deu o seguinte parecer sobre a construção de um porto para o embarque do sal: “se o plano de construção envolver tão somente a ideia de um equipamento portuário simples [de tipo teleférico] para atender precipuamente ao escoamento da produção salinífera, todas as circunstâncias geográficas, falam em favor da área de maior produção, ou seja no caso, a cidade de Macau.” [p. 64 O porto continental de Areia Branca, Coleção Mossoroense, série C – Vol. XXI – 1967.
E mesmo assim o porto ilha foi para Areia Branca…
De Claudio Guerra para o baú de Macau.
Fonte:

Morreu Ernani da Silveira, um homem que não “enricou” com a política.

Ernani Alvez da Silveira, foto galeria ex-prefeitos www.natal-rn.gov.br
Publicado 18/03/2012 na categoria Folha de Macau.
Morreu neste sábado [17] aos 86 anos o macauense Ernani Alvez da Silveira, sobrinho do Monsenhor Honório, considerado o “santo de Macau” pelos católicos. Ernani deixou Macau ainda moço e se destacou no meio político de Natal em razão de sua competência profissional e seriedade com a coisa pública. Foi Secretário Municipal de Desenvolvimento de Natal  [1960/1964] no governo de Djalma Maranhão, Presidente da Câmara Municipal e prefeito de Natal [1969] em substituição a Agnelo Alves, cassado pelo ditadura. Era abecedista e muito fez pelo clube. As informações nos foram passadas pelo macauense e Promotor de Justiça aposentado, Laércio de Medeiros Bezerra e pelo amigo da família, o compositor e poeta Gomes de Melo.  Da equipe do baú de Macau.
Fonte:
Saint Joseph with the Infant Jesus by Guido Reni, c 1635.jpg
 
José é um personagem célebre do Novo Testamento bíblico, marido da mãe de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, nasceu em Belém da Judeia, no século I a.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel. No catolicismo, ele é considerado um santo e chamado de São José.
Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela e sua família em Nazaré, uma localidade da Galileia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado seu filho.
São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja Católica Romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.
História
O lugar que José ocupa no Novo Testamento é discreto: está totalmente em função de Cristo e não por si mesmo. José é um homem silencioso, e pouco aparece na Bíblia. Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus. Quando este tinha doze anos, de acordo com o Evangelho de Lucas (cap. 2), José ainda era vivo, sendo que em todos os anos a família ia anualmente a Jerusalém para a festa da Páscoa. Na Páscoa desse ano, "o menino Jesus permaneceu em Jerusalém sem que seus pais soubessem", os quais "passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos" e, por fim, o reencontraram no Templo da Cidade Santa "assentado entre os mestres, ouvindo-os e interrogando-os, os quais se admiravam de sua inteligência e de suas respostas". "Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados" e Maria, sua mãe, diz-lhe: "Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura", sendo essa sua última referência a José estando vivo.
Nos Evangelhos
O Evangelho de Lucas atesta que o imperador Augusto ordenou um recenseamento em todo o Império Romano, que na época incluía toda a região, e a jovem Maria e seu esposo José se dirigiram a Belém, por ambos serem da Tribo de Judá e descendentes de Davi. Nessa época, reinava na Judeia Herodes, o Grande, monarca manipulado pelos romanos, célebre pela crueldade.
O texto do Evangelho deixa claro que José era o pai legal e certo de Jesus, pelo que (Mateus 1) é através de José que é referida a ascendência de Jesus até David e Abraão, embora o texto deixe inequívoco que ele não foi o pai biológico de Jesus. José quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por pedradas) das adúlteras. Eis que, então, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pede-lhe que não tema em receber Maria como sua esposa, "pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo", passagem normalmente interpretada pelos cristãos como uma concepção sem necessidade de uma participação masculina e, desde que se a suponha também virgem, de uma concepção virginal (já por tradições judaicas, Jesus é referido como "mamzer", algo como bastardo). De qualquer forma, portanto, o Evangelho não deixa dúvidas de que não é "pela carne" que Jesus herda os títulos messiânicos de "filho de Davi" e "filho de Abraão" com o que Mateus abre o Novo Testamento.
O texto evangélico também é insistente —ao apresentar a genealogia de José e citar uma linha patrilinear que inclui os reis de Judá e vai até Davi e Abraão— em ressaltar terríveis impurezas morais na ancestralidade de José, o marido de Maria a mãe de Jesus. Entre tantos homens, somente quatro mulheres, além de Maria, são citadas por Mateus nessa lista genealógica: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (Betsabé), respectivamente: uma incestuosa, uma prostituta, uma estrangeira (era proibido aos israelitas casarem-se com estrangeiras) e a que foi tomada como esposa pelo rei Davi, que para obter isso encomendou a morte de seu marido, Urias, significando aqui o assassinato e o adultério.
Nessa época, Maria, sua esposa deu à luz Jesus numa manjedoura, pois não encontraram outro local para se hospedarem em Belém. Devido a tirania do rei Herodes e de sua fúria em querer matar o menino Jesus por ter ouvido que havia em Belém nascido o "rei dos Judeus", a Bíblia, no Evangelho de Mateus, refere que Deus, através de um anjo e igualmente em sonho, orientou seu esposo José para que fugissem para o Egito. Assim, apenas nascido, Jesus já era um exilado, juntamente com José e Maria seus pais.
Posteriormente, tendo Herodes morrido, um anjo de Deus, igualmente em sonho, aparece a José e orienta-o para que regressem à terra de Israel "porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino". Ao regressar, tendo ouvido que Arquelau (Herodes Arquelau) reinava na Judeia no lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá e, por mais uma vez, em sonho, tendo sido prevenido por divina advertência, retirou-se para a região da Galileia, voltando a família a residir em Nazaré.
Apócrifos do Novo Testamento
São José é também uma figura proeminente nos Apócrifos do Novo Testamento, principalmente pela tentativa de explicar o dogma da virgindade perpétua de Maria, a existência dos irmãos de Jesus como sendo filhos de um casamento anterior dele e a Infância de Jesus. As principais obras são:
Fonte:

EMPRESÁRIOS FLAGRADOS FRAUDANDO LICITAÇÕES PÚBLICAS

Pinçado de glaucocortez.com
Do "Blog do Noblat" 
Empresários são flagrados fraudando licitações públicas. 
Repórter do ‘Fantástico’, da TV Globo, se passou por administrador de hospital da UFRJ.  
O Globo, 18/03/12 - 22h56.
Empresários de quatro firmas ligadas ao setor da saúde foram flagrados oferecendo propina para ganhar contratos de um hospital público. A denúncia foi feita neste domingo pelo "Fantástico", exibido pela TV Globo. Com a ajuda do diretor do hospital de pediatria da UFRJ, o repórter Eduardo Faustini se passou pelo gestor de compras da instituição. Ao longo de dois meses, ele acompanhou negociações, contratações, licitações e compras de serviços.
O repórter convocou licitações em regime emergencial, fechadas ao público e feitas através de convites a quatro empresas que estão entre os maiores fornecedores da União: a locadora de veículos Toesa Service; a Locanty Soluções, que faz coleta de lixo; a Bella Vista Refeições Industriais; e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções.
Empresas são investigadas por irregularidades.
Três são investigadas pelo Ministério Público por diferentes irregularidades. Ainda assim, receberam juntas R$ 500 milhões em contratos feitos com verbas públicas.
— É a ética do mercado, entendeu? Se eu ganho um milhão e 300, eu dou 130 (mil). É o normal — diz Renata Cavas, gerente da Rufolo.
As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do dinheiro. O "Fantástico" explicou ainda que nenhum negócio foi concretizado.
De acordo com a reportagem, os representantes das empresas usam códigos no primeiro contato com o administrador, exigindo saber quem fez a recomendação dos serviços. Mas logo falam abertamente sobre a propina.
— Eu quero o serviço. Você escolhe o que quer. Faço meu preço, boto... Qual é o percentual? Dez? — pergunta Renata, antes de fechar em 20%.
Já o gerente da Locanty Soluções, Carlos Sarres, diz que até pode diminuir a margem de lucro para aumentar a propina:
— A gente abre o custo e a nossa margem, e joga o percentual que você desejar.
Propina é paga em caixas de uísque.
Sarres fala da forma como é paga a propina:
— Onde você marcar. E o troço é muito discreto. Nem parece que é dinheiro. Traz em caixa de uísque, caixa de vinho. Fica tranquilo.
O esquema é possível porque os valores das propostas são acertados previamente. E, no dia da abertura dos envelopes, as concorrentes chegam a ir ao local da apuração.
— A gente faz a mesma coisa para eles. Da mesma maneira que a gente vai pedir para eles formatarem uma proposta em cima da nossa, eles pedem para a gente fazer isso para eles — diz Sarres.
As empresas foram procuradas pelo "Fantástico". David Gomes, dono da Toesa, negou a fraude. Já os representantes das empresas Bella Vista e Rufolo não quiseram se pronunciar. A Locanty informou por e-mail que afastou temporariamente o gerente Carlos Sarres.
Extraído do blog do professor e pesquisador do cangaço Honório de Medeiros

SÃO JOSÉ - SANTO DO DIA

Site desta imagem: portalbaw.com.br
O SERTANEJO E SÃO JOSÉ

Sertanejo fervoroso
Nunca perde sua fé
Quando vê que falta chuva
Apela pra São José
E quando o céu escurece
E a água do alto desce
Ele agradece de pé.

Levanta as mãos para o céu
A chuva molha seu rosto,
A esperança brotando,
Afasta o qualquer desgosto,
Pois renasce a alegria
Que aos pouco contagia
Como já era suposto.


Texto: Dalinha Catunda

Extraído do blog: Cordel de Saia

O Cangaceiro Juriti

Por:Juarez Chaves
Lampião e Juriti
O cangaceiro baiano Manoel Pereira de Azevedo, oriundo do lugarejo Salgado do Melão, chegou ao bando de Lampião, com o nome de guerra JURITI, mas LAMPIÃO, de imediato, quer trocá-lo por Maçarico, mas o recém chegado cangaceiro rejeita o novo nome por considerá-lo afeminado e impõe a sua vontade de permancer sendo chamado de JURITI. O capitão, que sempre admirou homens de personalidade e temperamento fortes, não colocou obstáculo ao preito de seu novo comandado e a partir daquele momento passaria para o esquecimento o nome Manoel Pereira de Azevedo para surgir, com todo fulgor, o perverso JURITI.
Era um rapaz de corpo atlético, esguio, louro, cabelos finos, gestos elegantes, boas maneiras, apesar de genioso e perverso ao extremo. A conta criminosa e maldita do cagaceiro de Salgado do Melão foi vasta e adubada com muito sangue e muitas dores. Tempos depois, já famoso e comentado, JURITI leva para a sua companhia a jovem Maria, uma filha de Manoel Jerônimo, vaqueiro da fazenda Picos. Vamos encontrar JURITI e sua companheira Maria no coito de Angico, junto com Virgulino Ferreira, no fatídico 28 de julho de 1938. Naquele dantesco acontecimento muitos bandidos, atônitos e sem saber o que estava acontecendo, só pensavam em fugir daquele inferno. 
Milagrosamente muitos conseguiram sair daquele inesperado abismo que se abateu sobre o grupo bandoleiro. Milagre que não foi possível para onze companheiros, incluindo o maioral, o grande chefe, LAMPIÃO. Do contingente que conseguiu se salvar alguns foram baleados. A luta para transportar os enfermos foi titânica. Os que tinham condições de carregar os feridos não pouparam esforço, mostraram que faziam parte de uma família verdadeiramente unida. Foi com admirável boa vontade e coragem que transportaram seus doentes para locais seguros, onde os mesmos pudessem ser tratados. 
Juarez Chaves
xiquexiquense.blogspot.com
Cariri Cangaço

OLHOS QUE VEEM, CORAÇÕES QUE SENTEM (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa* 
Rangel Alves da Costa

OLHOS QUE VEEM, CORAÇÕES QUE SENTEM
Coisas existem que não exigem um estudo aprofundado para saber e sentir. No meu caso, nunca fui seminarista, jamais estudei Filosofia da Religião ou fiz curso bíblico. Do mesmo modo, não sou católico fervoroso nem freqüento igrejas com assiduidade.
A bem dizer, todas as vezes que vou até um templo católico o faço naqueles instantes sem missa, sermões ou encontros religiosos. Prefiro a igreja quase sem pessoas, silenciosa, naqueles instantes de paz somente entrecortados pelos sons dos anjos voando ao redor, das chamas das velas orando, das vozes que nos chegam porque desejamos ouvi-las.
E porque não sou estudioso da religião nem católico fanático, é que posso compreender sem paixões a presença de Deus, os mistérios dessa convivência, sua importância na vida e a absoluta necessidade de ele existir profundamente na vida de cada um.
E afirmo ainda que mesmo o mais cético, o maior ateu, o maior descrente de sua existência, ainda assim, através dos pequenos atos cotidianos, confirma sua imensa presença. E não somente isso, pois acaba devotando um amor imenso na palavra que diz não acreditar, mas cujo espírito é forçado a aceitar diante daquilo que os olhos veem e o coração sente.
Mesmo que deitem sem fazer orações, sem agradecer a Deus pelas conquistas do dia e pedir proteção para o dia seguinte, ainda assim ao acordar e abrir a janela seus olhos se encherão de alegria e felicidade pela maravilhosa manhã que encontram. Não dizem nada nem querem pensar, mas sabem de onde vem a aquela força poderosa que enche de cores as paisagens.
Ainda que não tenham uma Bíblia na cabeceira da cama ou em qualquer outro local da casa, jamais tenham lido um Salmo ou um Evangelho, não conseguem se afastar da presença de Deus. Eles mesmos, os outros, os seres da natureza, e tudo em que se assenta o seu mundo, não vieram ao acaso nem fazem parte da vida porque surgiram do nada, mas através de uma obra de criação divina, de um desígnio de Deus.
Mesmo que nunca entrem numa igreja, ignorem toda a religiosidade e todo o poder divino, e além disso se proclamem totalmente descrentes na existência de uma força superior que dispõe sobre tudo, num ateísmo exacerbado, ainda assim não estarão afastados de Deus. E isto porque basta essa negação para que logo se tenha a certeza de sua existência. E pelo simples fato de que ninguém pode negar a existência daquilo que não dá sinais que possa existir.
Mesmo que abominem cruzes, terços e rosários, que também neguem a existência de santos e anjos, que não creiam em milagres e na ação divina, que pensem que a vida se faz por si mesma e cada um é o seu deus e dono do seu mundo e seu destino, ainda assim estarão, a cada momento, na presença de Deus. E não porque Deus seja onipresente, onisciente e onipotente, mas simplesmente porque a invisível mão que afasta o perigo e mostra o caminho não tem o orgulho nem a vaidade de dizer de onde vem.
Ainda que abram a boca para blasfemar, que encontrem ouvidos para pregar seu ateísmo, que profanem os símbolos religiosos, que procurem noutra crença a ilusão fortalecedora de suas fraquezas, ainda assim não conseguirão se afastar da presença de Deus. Infelizmente mais tarde, quando a verdade recair sobre si, quando as dores do mundo afligirem a alma, será no pedido de perdão que encontrarão a bondade divina para o acolhimento que nunca esteve ausente.
Lembra da janela citada no início e que se abre para a maravilhosa manhã? Pois bem, não era manhã nem havia aquela janela para ser aberta. Para certas pessoas tanto faz ter uma janela aberta ou não, pois os olhos de sua alma não conseguem enxergar nada de bom ou significante. Mas para outros, basta a consciência das belezas do mundo lá fora para que a janela se faça presente e os olhos vejam e o coração sinta com devoção.

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com  

19 DE MARÇO - Dia de São José, padroeiro dos trabalhadores, dos pais e da justiça social


Com olhos no céu e fé no padroeiro o sertanejo faz projeções de plantio e colheita.
Hoje é um dia importantíssimo para a meteorologia popular sertaneja. É dia de observar a natureza para obter sinais de bom inverno, é dia de São José, o inicio da grande aventura da vida no sertão
Dia de confirmar as experiências dos nossos profetas que afirmam: “Quem planta no dia de São José, come no dia de São João”.
Para o homem do campo, chover no dia deste santo é sinal de boa colheita. Ele sabe que plantando em março deverá colher em junho, mês dedicado a outros santos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Todos, de alguma forma, ligados à fertilidade. O primeiro é o santo casamenteiro, o segundo, da colheita de junho, e o terceiro, das águas. Mas, tudo começa com o plantio.
O dia de São José, 19 de março, precede de 48 horas o equinócio, não sendo rara nele a mudança de tempo. Esta tradição veio dos povos do Ocidente europeu através da Península Ibérica e localizou-se no sertão, sofrendo as modificações do ambiente e das devoções peculiares à região e sua gente.
Viva São José!

São João do Carneirinho

“Eu plantei meu milho todo no dia de São José
Se me ajuda a providência, vamos ter milho à grané
Vou coiê pelos meus caico 20 espiga em cada pé.
Pelos caico eu vou coiê 20 espiga em cada pé
Ai São João, São João do Carneirinho
Você é tão bonzinho
Fale com São José, fale lá com São José
Peça Pra ele me ajudar
Peça pra meu milho dá 20 espiga em cada pé".

(Luiz Gonzaga)

Fonte:

Um sol, uma lua (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Um sol, uma lua


Sim
há uma madrugada no meio
mas de resto
é tudo de sol e de lua
na cara do povo
no corpo do povo
no olhar desse povo
no prato desse povo
mas não
na barriga desse povo não
ali sempre o vazio
esperando o alimento
que vem com o sol
que chega na lua

no sertão é assim
um sol no suor
na luta e desvão
uma ardência na pele
nas entranhas e no chão
mas também uma lua
bonita e faceira
altar de tanta oração
prece tão costumeira
pedindo que o sol
siga outra estrada
e em seu lugar
irrompa a trovoada.


Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

domingo, 18 de março de 2012

Derna de 1912!

Por: Kidelmir Dantas



É LUA, é sol, é sertão,
É caatinga, fauna e flora.
É a maior expressão
Do Nordeste, mundo afora.

É sanfona, triângulo e zabumba,
É luz para os que aí estão.
Vaquejada, Cantoria e Boi-Bumba,
XAXADO, Xote e BAIÃO.

É a MISSA DO VAQUEIRO,
As festas de São João.
ASSUM PRETO, BOIADEIRO,
É ave de arribação.

É a saudade presente;
No SANGUE DE NORDESTINO.
É ASA BRANCA, no céu,
Que cumpriu o seu destino.

É recordação que vive,
Em todos trabalhos seus.
Que inspira teus seguidores,
SANFONEIRO DO POVO DE DEUS!
Nova Floresta (PB), 28.06.1994
(*) Atual Presidente da SBEC.


Nova Floresta (PB), 28.06.1994


Artigo - Posse da Associação dos Filhos e amigos de Aurora residentes em Fortaleza(AFA))

Por José Cícero
 


Estive a conferir de perto todas as emoções  que foi  a solenidade  de posse  da nova diretoria da AFA,   assim como de todo o ato festivo  ocorrido no último sábado em Fortaleza.  Um autêntico encontro, ou mesmo um reencontro de gerações.

Homens e mulheres aurorenses das mais variadas ramificações familiares, mas que têm em comum, além do amor à terra em que nasceram –  uma incontida paixão por tudo aquilo que diz respeito  a sua terra natal. Uma confraria de grandes entusiastas e admiradores de Aurora, em torno da qual se reúnem  para matar saudade, rever amigos, falar das coisas boas de outrora e de outras amenidades comezinhas que ficaram como que eternizadas no baú das memórias.

Boas estirpes, cujas raízes ancestrais de alguma maneira ainda se mantêm ligadas ao solo fértil e sagrado  do vale sul caririense.  Filhos e amigos de uma Aurora indelével, romântica e aprazível. Tão majestosa e bela qual imagem de uma donzela indígena-Kariri, ainda hoje a se banhar nas águas do Salgado – o rio mais doce do mundo.

De uma Aurora-passado prenhe de reminiscências  que nas lembranças de todos “eles” ainda permanece como dantes: Um tanto bucólica, calma e adolescente, desafiando com a sua paz  e calmaria a voracidade dos anos. Assim como toda a avidez de um tempo dito moderno assaz indvidualista e conflitante, como combustível  alimentando o atual esquecimento histórico.

AFA - Uma boa gente que através dos  anos aprendeu  amar sua terra também no pretérito.  E que  não aceitou simplesmente a horrível sensação  que a sociologia denominou de 'não-lugar'. A todos  imposta como uma sentença de granito pelo árduo e cruel cotidiano da grande  metrópole.

Eu estive lá e vi toda a dimensão da alegria fraternal estampada, em forma de sorrisos, nos semblantes de todos eles. Vi por assim dizer, a prática interessante da verdadeira arte do encontro  realizada naquele bonito evento organizado pela  grande colônia dos aurorenses residentes na capital cearense. O calor do contato humano como a desafiar toda a frieza das convenções da grande cidade.  Um congraçamento de amigos e de irmãos ligados  pelos laços inquebrantáveis de uma bela  e fantástica história chamada Aurora. Quase um lenitivo contra o artificialismo citadino. Puro refrigério para a alma e o espírito. Um mergulho efetivo e afetivo no tempo e no espaço.

Quase um grito uníssono de protesto ante as indelicadezas do mundo pós-moderno diante da sensação indizível  do eterno retorno. Um momento dos mais linsonjeiros e afirmativos proporcionado pela argamassa do otimismo cimentado pela sinergia de todos aqueles que amam  de verdade a terrinha do Menino Deus.

Uma pena, que muitos outros ainda  não se permitiram  se desvencilhar sequer um pouco da dura correria do dia a dia no sentido de,  vez por outra, também puderem compartilhar  destes instantes simples da vida e que por isso mesmo não têm preço. E por conseguinte, dada a força do sentimento afetivo e memorialista que carregam, poderíamos muito bem, chamá-los,  tão somente  de 'momentos eternos'.

Oh, Aurora como dói se estar tão longe! E o quanto é doce e maravilhoso falar dos anos idos em que felizes vivemos e adolescemos pelo tempo jubiloso fo teu passado...

Prof. José Cícero
Secretário de Cultura, Turismo e Esporte - 
Aurora/CE.


LEIA MAIS EM:


Foto: 'Aurora Bucólica'(rio Salgado) M.Bittecourt/93- Arquivo JC



Enviado pelo Secretário de Cultura de Aurora, José Cícero

IHGB: Instituto criado para construir uma História do Brasil

Fundado em 1838 com forte vínculo ao Estado, IHGB inicia o século XXI com abertura à produção universitária.

Mais antiga instituição cultural do país, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro nunca deixou de funcionar desde que foi fundado, em 1838, por um grupo de 27 intelectuais que pretendiam construir uma História do Brasil num país recém-independente. Assim, apesar de já ter nascido como um órgão privado, o instituto foi criado com um forte vínculo com o Estado, já que se propunha a consolidar uma ideia de nação brasileira. Com a proclamação da República em 1889, o IHGB passou a ser visto como um órgão atrasado, identificado com a monarquia, mas sobreviveu ao tempo. Ao longo do século XX, já garantida a unidade nacional, passou a acolher uma pluralidade maior de pensamento, sobretudo nas últimas duas décadas. 

— O instituto tem o peso da tradição — reconhece Arno Wehling, presidente do IHGB desde 1996, e reeleito esta semana para mais dois anos no cargo. — Quando foi criado, seu objetivo prático era colher documentação para que se escrevesse uma História do Brasil, numa época em que três províncias queriam se separar. Após os anos 1870, passou a haver uma preocupação maior com a formação da sociedade brasileira. 

Professor universitário, Wehling afirma que o movimento de abertura para o pensamento produzido nas universidades é recente, até porque a profissionalização da História e das Ciências Sociais só se deu a partir dos anos 1930 no Brasil. O IHGB ainda tem sócios como eclesiásticos e militares, mas a proporção de acadêmicos é cada vez maior, sobretudo de historiadores — são 40 titulares e 20 eméritos, com direito a voto, 60 correspondentes brasileiros e 60 estrangeiros (brasilianistas), além de sócios honorários. Ainda assim, ressalta ele, o instituto é aberto a pesquisadores de outras formações, sem necessariamente um perfil universitário. 

No acervo do IHGB, aberto ao público, estão a Coleção Thereza Christina, com parte da biblioteca particular de dom Pedro II; a Coleção Roberto Macedo, uma bibliografia sobre o Rio; e a Coleção Martius, com livros raros do século XVI ao XIX. O IHGB publica a “Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro” (trimestral) desde 1839 e organiza colóquios — os próximos serão o seminário Brasil-Itália (dias 27, 28 e 29), e outro pelos cem anos da morte do Barão do Rio Branco, com o Itamaraty (em maio).

As parcerias são fundamentais para a organização dos eventos, já que o IHGB é uma entidade privada sem fins lucrativos. Seus recursos provêm do aluguel de oito dos 13 andares do edifício onde está sediado, na Glória. O prédio foi inaugurado em 1972 pelo general Emílio Garrastazu Médici, então presidente da República. Nesse período da ditadura, diz o historiador Marco Morel, voltou a haver uma desconfiança, que hoje se dissipa, em relação ao instituto.

— Houve durante algum tempo uma desconfiança recíproca entre historiadores do instituto e da universidade, sobretudo naquela época. Agora ele está se abrindo para pesquisadores universitários, procurando um equilíbrio com o conservadorismo — diz Morel. 

Sócia honorária desde 2007, a historiadora Isabel Lustosa elogia a aproximação das universidades e as atividades que estimulam a produção de conhecimento, como os encontros da Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas (Cephas), abertos a pesquisadores de fora. 

— Há um compromisso cada vez maior de diálogo com a academia, de entendimento de que o mundo intelectual é uma espécie de sociedade, com pluralidade de visões — afirma Isabel.


Fonte: http://oglobo.globo.com/