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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Só enquanto não vem cangaço - Seu Galdino e a onça vermelha

Por: José Mendes Pereira
 http://dariopintocarvalho.blogspot.com 

Enquanto lá na cozinha dona Dionísia preparava o café da manhã seu Galdino permanecia no curral, mungindo as suas famosas e invejadas vacas; e assim que arreou o segundo bezerro para desleitar a mãe, levantando a vista em direção à estrada, viu seu Leodoro Gusmão que vinha se aproximando do curral, montado numa égua em dias de parir. E ao vê-lo, não pensou duas vezes, e de imediato chamou logo a sua atenção, dizendo-lhe que ele não tinha dó daquela pobre égua em dias de parir.

Seu Leodoro que havia trabalho em diversas fazendas de grande porte, disse-lhe que era bom para facilitar no momento do parto. Com isso, convenceu seu Galdino, já que ele tinha trabalhado em diversas fazendas, com certeza sabia muito mais do que ele.


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Enquanto eles conversavam, alguém vinha se aproximando do curral. Era o vaqueiro do fazendeiro Luiz Duarte, que procurava uma vaca embicheirada. E ao descer do cavalo, sendo ele um dos que mais proseava com seu Galdino, devido as suas mentiras, desafiou-o, dizendo que o daria 50,00 reais para ele  inventar uma mentira naquele momento.

Seu Galdino arrebatou dizendo-lhe, que havia recebido uma proposta para inventar uma mentira por 100,00 reais, e não a aceitou. Se ele arriscasse contar uma mentira por 50,00 reais, já estava no prejuízo, perdendo 50,00 dos 100,00 que o sujeito havia lhe oferecido. Mas na verdade, já era uma verdadeira mentira, porque ninguém paga para ouvir mentiras.

A conversa entre os três durou até a  chegada da dona Dionísia, esposa do seu Galdino, que veio se aproximando do curral, e em suas mãos, xícaras, mais um bule de café.

 
http://doqueeupreciso.com.br

Ali, entre prosas, beberam o café, fumaram, e em seguida o vaqueiro disse-lhes que iria embora, porque precisava campear uma vaca parida nos tabuleiros, lá  pelas redondezas do rio Angicos. E despedindo-se, montou-se em seu animal e foi-se embora.

Seu Galdino estava ansioso para que o vaqueiro fosse logo embora, pois precisava expor uma das suas maiores mentiras ao seu Leodoro, que mesmo sabendo que o seu compadre Galdino mentia muito, ele apreciava ouvir as suas lorotas.

Seu Galdino, segundo ele, havia feito uma viagem em Bananeiras, no Estado da Paraíba, em uma fazenda para comprar um bom reprodutor de ovelhas. Ao chegar, o sol já havia se levantado bem esperto, porque havia acordado coberto por um enorme lençol de nuvens encarneiradas.

 www.baixaki.com.br

Ao chegar à fazenda, assustou-se com uma onça que estava deitada ao pé da porteira. Com medo de ser atacado por ela, alarmou desesperadamente em direção à casa do vaqueiro, que trouxesse armas para matar uma onça vermelha, que ali estava deitada na entrada do portão.

Seu Leodoro o ouvia em silêncio, sem dizer uma palavra, mas de olhos arregalados em direção ao seu Galdino, como se não estivesse acreditando no que contava o seu compadre.

E continuou seu Galdino, que lá de dentro da casa, alguém da fazenda respondeu, dizendo-lhe que não se preocupasse com  a onça, ela  era mansa, e havia chegado ali há alguns meses, ficou morando, e já era um animal de estimação por todos dali, como se fosse o cachorro daquela fazenda.

Seu Leodoro só fazia ouvir, nenhum gesto, nenhuma palavra, apenas no seu eu, duvidava daquela conversa do seu Galdino. Ele já tinha ouvido muitas de suas conversas, até então, umas quase verdades, outras cabeludas, mas aquela da onça vermelha estava lhe deixando assustado. Não pela a onça, pela mentira do seu compadre.

Seu Galdino afirmava ainda que a bicha era do tamanho de um bezerro de um ano, e que ela passeava e brincava na fazenda, corria no meio dos rebanhos de ovelhas, bodes, e quando estava deitada, as galinhas ficavam sobre ela, procurando parasitas no seu corpo.

Ao entardecer, ele e o vaqueiro foram até ao cercado, olhar o rebanho de ovelhas, no intuito de seu Galdino escolher o melhor dos carneiros reprodutores para comprá-lo.

O vaqueiro da fazenda preparou um cavalo lustroso, gordo, selando-o. Em seguida, selou a onça, com todos os equipamentos  que se usa em cavalos.

Ao terminar, ordenou que ele se montasse na onça, aconselhando que ela não lhe faria nenhum mal. Lutou muito para não aceitar esta ordem, mas findou se rendendo, e sem muito esforço, subiu na onça.

A onça mesmo não o conhecendo, saiu de chote em direção ao cercado, e vez por outra ela dava uns pulos mais distantes, como se quisesse chegar primeiro do que o cavalo, que caminhava sobre o comando do vaqueiro.

Dizia ele que havia gostado bastante desta experiência, que antes não tivera, de andar montado em um animal tão grande e conhecido como feroz, valente, malvado e traiçoeiro. Mas estava certo que, o que dizem da sua valentia, não precede. Ela é domável e amiga.

Nesse mesmo dia, antes de passear montado sobre o seu lombo, enquanto ela descansava em  um galho, seu Galdino disse que ficou alisando o seu pelo sem nenhum receio. E ela até havia dado umas lambidas em seu rosto e em uma das mãos.

www.icmbio.gov.br

Seu Leodoro Gusmão estava como se estivesse hipnotizado. Nenhuma palavra saía da sua boca, para confirmar ou contrariar um pouco o seu Galdino.

E de repente resolveu ir embora, precisava fazer campo, campear alguns dos seus animais, pois havia recebido informações de alguns vaqueiros, que uma de suas novilhas estava embicheirada. Mas antes de partir, saiu com uma engraçada.

- Eu acredito plenamente no que o senhor me afirmou compadre Galdino, porque a última vez que a Gertrudes, minha esposa, foi visitar os seus familiares lá nas Minhas Gerais, fez um passeio nas águas de uma lagoa sobre o lombo de uma cobra sucuri, com mais de 20 metros de comprimentos e da espessura de um tonel.


http://bonitoecological.com.br

"-Ela ainda me adiantou que a sucuri já era treinada para este fim, servindo de prancha para os turistas que ali apareciam e queriam surfar sobre as águas da lagoa. O que ela me contou, eu fiquei de boca aberta, compadre! O início do passeio foi na beira da lagoa, a sucuri deu partida, isto com a Gestrudes em cima dela, em pé, de braços abertos, como se fosse uma sufista, e saiu rodeando a lagoa, isto com toda velocidade. E quando chegaram ao lugar de onde havia saído, a sucuri deu um freio tão grande, mas tão grande que a jogou longe da lagoa, saindo feito uma roda, passando sobre pedras, matos rasteiros, rodando sobre o solo, embolada como se fosse um tatu bola".


www.acaatinga.org.br

Continuava seu Leodoro: "-E quando ela caiu na real, isto é, que há tempo que tinha saído de cima do lombo da sucuri, já estava no terreiro dos seus familiares, porque havia esbarrado em um rio que passava em frente a casa da família. E ao cair nele, a água corrente a levou até lá".

- Minha nossa Senhora, que coisa, hein! - fez seu Galdino.

Já satisfeito com o troco que havia dado ao seu Galdino sobre a sua história, seu Leodoro disse:

- Eu já estou indo, compadre Galdino. Eu preciso ir ao campo.

Despedindo-se, montou-se na égua e foi-se embora.

- Mas que compadrinho mentiroso! Que sucuri que nada! Nesses dias ela irá surfar em outra cobra, mas desta vez surfará é na minha anaconda. -Dizia seu Galdino balançando a cabeça e se desmanchando em risos, pela grande mentira que o Leodoro soltara naquele momento.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

http://minhasimpleshistorias.blogspot.com

Agradecimento aos estadunidenses e às colônias brasileiras que residem nos Estados Unidos

Por: Família blog do Mendes e Mendes
www.apolo11.com

O blog do Mendes e Mendes, escritores, pesquisadores e colaboradores agradecem a expressiva visita que tem recebido dos estadunidenses e das colônias brasileiras que lá residem. Isto é o reconhecimento de bons trabalhos feitos por todos que mantém  este blog no ar.

Hoje, 01 de Agosto do ano em exercício, só dos Estados Unidos o nosso blog recebeu mais de 100.000 visualizações.

Segue lista da estatística dos países que mais acessaram este blog até hoje.

Visualizações de páginas por países

Gráfico dos países mais populares entre os visualizadores do blog

EntradaVisualizações de página
Brasil
889579
Estados Unidos
100020
Portugal
26724
Alemanha
11883
Rússia
11593
França
4255
Reino Unido
1714
Cingapura
1448
Ucrânia
1379
Espanha
1255

Confira o total de visualizações de página de todos os países: 
Total geral: 1,087,499

São trabalhos feitos por profissionais sócios da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e que pesquisaram e continuam pesquisando com responsabilidade, sem fantasias e sem invenções de fatos que não aconteceram durante o período do movimento social dos cangaceiros.


Vale lembrar ao leitor que a estatística do blog só fornece o total dos dez países que mais acessaram. 

Mas veja o seguinte, tomando como exemplo a Espanha, que tem um total de 1.255 visualizações: Se a Argentina, por exemplo consegui 1.256 visualizações,, a Espanha desaparecerá da lista, dando lugar a Argentina, porque a estatística só apresenta os dez países que mais acessaram.

Todos estes profissionais você poderá conferir as suas fotos na coluna ao lado esquerdo do blog. E se quiser entrar em contato com algum ou alguns deles, basta enviar-nos e-mail para: josemendesp58@gmail.com

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Um Caipira Imortalizado

Por: Archimedes Marques
Archimedes e Elane Marques ao lado de Alcino Alves Costa

Há pessoas que simplesmente passam as suas vidas e nada deixam. Há outras, porém, que passam mas ficam, deixam as suas marcas de excelentes exemplos e realizações. Ficam e deixam as suas marcas porque as suas obras se fizeram bem elaboradas, bem trabalhadas, bem manipuladas. Ficam e deixam as suas marcas porque as suas edificações se fizeram bem arquitetadas, bem alicerçadas, bem sólidas, bem acabadas. Ficam e deixam as suas marcas porque as suas plantações se fizeram bem adubadas, bem regadas, bem cuidadas, bem colhidas. Ficam e deixam as suas marcas porque os seus caminhos, os seus percalços, as suas pedras, as suas barreiras, foram transpostos com suor, com luta, com determinação, com inteligência. Ficam e deixam as suas marcas porque as suas batalhas foram vencidas com sabedoria, com perspicácia, com honestidade, com lisura, com honradez.

Essas pessoas são pessoas especiais, pessoas abençoadas, pessoas iluminadas, pessoas que irradiam luz, irradiam satisfação, irradiam paz, irradiam alegria, irradiam harmonia, irradiam amor. Essas pessoas são as que passam mas ficam porque em outras pessoas continuam vivendo, transformando-se assim em pessoas imortais. E é dentro desse parâmetro que enxergamos o nosso eterno amigo ALCINO ALVES COSTA, o querido Caipira de Poço Redondo, por tudo isso também imortalizado, pois em centenas de pessoas continua vivo, uma pessoa especial que carregando todos esses predicativos bem soube colecionar uma verdadeira legião de amigos.

De Alcino só nos resta eterna gratidão por também fazer parte da sua seleta coleção de amigos. De Alcino só nos resta o privilégio, a satisfação de poder carregar conosco um pouco do seu saber, um pouco dos seus ensinamentos, um pouco da sua lição e legado de vida. De Alcino só nos resta agradecer por ele ter existido, vivido, passado nessa vida e ficado no nosso viver.

Piranhas, 26 de julho de 2013.
Archimedes e Elane Marques.

Nota de autoria do casal Elane e Archimedes Marques, lida por ocasião da noite de abertura do Cariri Cangaço em Piranhas no Centro Cultural Miguel Arcanjo.
Manoel Severo

Cariri Cangaço Piranhas
Semana do Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

(Mossoró, Última Amanhã, 01.08 no Dix-huit-Rosado)

Foto

Amigos e Amigas, 

Amanhã dia 01.08 no Teatro Dix-huit Rosado as 21hs, Khrystal e sua banda, cortam o Estado e aportam em Mossoró para Lançar seu CD DOIS TEMPOS, disco elogiado pela critica local e Nacional,  também citado como um dos MELHORES LANÇAMENTOS de 2012, por Blog de Referência Nacional.

Vamos divulgar, INDICAR a um amigo e torcer pelo sucesso da empreitada. Conto pt vocês. 

Grato - Zé Dias

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
 José Romero Araújo Cardoso

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[Cangaço na Bahia] Uma radiografia de Lampeão

Por: Rubens Antonio
Foto do perfil de Rubens Antonio

Imagem radiográfica do crânio de Lampeão, exibindo os traumas e fraturas, resultantes das agressões durante o episódio da sua morte em Angicos.



Posição do Dr. Orlins Santana:

"Estudando minuciosamente o angulo de entrada no lado esquerdo do osso frontal do cranio, que é um osso muito compacto e maciço, se vê um túnel de 2 centímetros com angulação de saída que só poderia a vitima estar morta ou deitado sobre o ombro direito. A bala saiu pelo osso parietal direito , na parte superior, explodindo a cúpula calota craniana. Pela radiografia visualiza-se facilmente.

E ainda tem outro orifício circular de entrada no osso temporal esquerdo poucos centímetros acima do ouvido esquerdo. Provocado por arma pequena.Um revólver E está muito circular para a entrada de um craneo esfacelado, indicando quem atirou sabia que o cranio ainda não tinha recebido tiro de fuzil. O osso parietal, é muito fino e desmontado não permite furo circular., de entrada.  Com a palavra todos os peritos do Brasil. Meus 40 anos como cirurgião dentista e entendido em cranio, informo que ele usava duas proteses roachs  de ouro. Uma na arcada superior e uma grande bilateral na arcada inferior. Devem ter sido roubadas após a decapitação.

Atiraram à curta distancia em quem estava deitado dormindo ou já morto, envenenado. Eles, os soldados. não tinham tamanha coragem  para este combate de perto. O relato à mídia da morte de Lampião, na época, foi falso.  E pago com muito ouro e ameaças, ao grupo que atuou em Angicos.

Dr.Orlins Santana de Oliveira Graduado em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia em 1972. Um dos assinantes do lado pericial da exumação.da cabeça, na catacumba em Salvador. Responsável pela retirada do crânio de Lampião , do Cemitério da Quinta dos Lázaros e entregue à família , seguindo imediatamente pelas mãos da família para Sergipe.Laudo já publicado em livro de Vera Ferreira, neta Escritora  e pesquisadora do Cangaço" .

A visão deste blog:


O tiro com Lampeão deitado não exclui a possibilidade dele ter recebido este tiro em um segundo momento, após ter recebido algum outro primeiro.

Entretanto, torno pública a manifestação respeitável do Dr. Orlins Santana de Oliveira.
.
Imagem gentilmente cedida por Orlins Santana

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
 Rubens Antonio

http://cangaconabahia.blogspot.com

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O fim do rei do cangaço Por Rafael Sancho Carvalho da Silva*

Por: Rafael Sancho Carvalho da Silva*
Foto

Há 70 anos, exatamente no dia 28 de julho de 1938, morreu em Angicos (na fronteira entre Sergipe e Alagoas) o mais famoso cangaceiro que percorreu os sertões do nordeste brasileiro: 


Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Sua morte levou o cangaço para um caminho de desarticulação dos bandos ligados ao temido bandoleiro. Após a morte de Virgulino Ferreira, o Estado passou a negociar a rendição de alguns cangaceiros como: reportagem datada de 27/07/2008, sobre o fim do cangaço, de Rafael Sancho Carvalho da silva.

Tenho uma foto com mais nitidez da usada na reportagem e de um ângulo diferente porém datada de 1927 ou seja 10 anos antes se houver interesse. Posso mandar copia por e-mail.

marcoafeitosa@yahoo.com.br

Enviado pelo pesquisador Marcos Antonio Feitosa

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A PEDRA, O GRÃO, O PÓ... E A VENTANIA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

Tudo, mas tudo mesmo, pode ser resumido nestes três elementos: pedra, grão e pó. E a ventania levando o pó para dizer que a pedra, por maior rochedo que tivesse sido, de repente pouca valia terá no destino.

A pedra representa a força, o poder, a dureza, a firmeza. A pedra é sólida, segura, forte. Do mesmo modo é o ser humano nas suas normais capacidades de existência. Tão firme que parece inquebrantável.

O grão, ou a pedra que é quebrada ou partida em pedaços menores, representa a fragilidade, a fraqueza, a inconsistência, a desestabilidade. O grão, fruto daquilo que já foi rochedo, demonstra bem a validade daquela famosa frase: Tudo que é sólido se desmancha no ar.

Igualmente a pedra, de repente o ser humano começa a se fragilizar, a perder sua força e potência, a sentir diminuída sua solidez, para se transformar apenas em pedaços dentro de um mesmo ser. Passa a sentir mais de perto o coração, a mente, o organismo.


O pó, a poeira ou a partícula, representa o resto do resto do resto. O grão, com o passar do tempo, vai se consumindo de tal modo que logo começa a se esfacelar, a perder o resto de suas forças, a não ter forças para manter sobre si aquilo que lhe permite existir. E então será apenas pó.

O ser humano caminha pelo mesmo percurso, eis que possui esse mesmo destino da pedra ao pó. A frase bíblica deixa induvidoso: Tu és pó e ao pó há de retornar. O rochedo, a pedra intacta, nada mais é que um acúmulo de pó sedimentado. Bem assim o homem, um acúmulo de grãos que se diluirão.

O homem é pedra, é forte, é impávido, e tudo suporta nesta condição. Mas o tempo vai corroendo o rochedo, a idade vai desabando a rocha, e não demora muito para que uma junção de pedras frágeis tome o seu corpo. E a corrosão da pedra leva ao desgaste de tudo, até que o que resta do corpo se transforme em pó.

O pó, pois, é a metáfora de muito que há na vida: o resto, o nada, o adeus, a fragilidade absoluta, a partida, o voo forçado, a despedida, a morte, a submissão ao querer daquilo que nenhum valor havia sido dado noutros tempos, quando ainda era rochedo: a ventania.

A ventania, neste percurso da pedra ao grão, passa a significar a força oculta, a energia do relegado, o que se manteve em silêncio até o momento do grito. A pedra pouca importância dava à sua existência, mas ela, a ventania, continuava passando e sentindo sua aspereza.

A pedra, certamente por se achar indestrutível, nem percebia que a ventania levava minúsculos grãos toda vez que por ali passava. Ao ser quebrada, repartida, fragilizada, sentiu que a ventania se transformava em poeira depois de cada passagem. E  que o tempo se encarregaria de entregar ao seu sopro aquilo que restou de cada grão.

Urge indagar: quem é mais forte, quem tem mais poder, quem é mais consistente, será o rochedo ou a ventania? Ou de outra forma perguntar: a pedra bruta não é infinitamente mais presente e poderosa que o vento? Alguém poderia dizer que a pedra possui existência, enquanto a ventania é apenas aparentemente percebida.


Neste caso, logicamente que a pedra seria muito mais forte e poderosa que qualquer ventania ou vendaval. Ainda que a força do vento chegue destruidora e vá arrastando a pedra para longe, ainda assim esta terá a mesma força e aparência onde for deixada.

Contudo, ouso afirmar que as forças e as fragilidades são iguais. Nem a pedra supera a ventania nem a ventania se sobrepõe ao rochedo. E é muito simples explicar. A ventania some no horizonte e num caminho que não haverá mais volta, e levando consigo o último pó daquilo que um dia foi rochedo.

E ali também o pó do homem. Não aquele que jaz sob a terra, assim transformado de seu rochedo, mas como metáfora de sua extrema fragilidade, de sua força de pluma em meio a todas as forças. Principalmente as forças do tempo, da idade, dos limites da vida.

E também o frágil peso do ser diante da Criação. Pois tudo infinitamente pó. Tudo eternamente na poeira do que passou. E tudo passa, tudo se transforma, do tudo ao nada.

(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Burlamaqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE.

Poeta e cronista
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O cangaceiro Volta Seca

Por: Luís Antônio Barreto

São desencontradas as informações sobre Volta Seca, cangaceiro sergipano e um dos mais conhecidos e destacados cabras do bando de Lampeão.

Em 29 de abril de 1929, quando assistiu missa em Poço Redondo, com seus “rapazes,” o próprio Virgulino Ferreira da Silva entrega ao padre Artur Passos, então vigário de Porto da Folha, uma folha de papel pautado, escrita a lápis, com os nomes, os apelidos e as idades dos integrantes do seu grupo de dez cangaceiros.

No precioso papel, que é documento daquela que pode ser considerada a primeira entrada de Lampeão em Sergipe, o último a ser citado, com o nome de Antonio Alves de Souza, e a idade de 18 anos, com a observação “menino,” e tem o apelido de Volta Seca.

Sergipano de Itabaiana, filho de Manuel Antônio dos Santos e Arminda Maria dos Santos, era o 6º dos 13 filhos do casal, nascera em 18 de março de 1918. Volta Seca havia se juntado ao bando de Lampião em 1929, aos 11 anos, e não era a primeira criança a ser aceita no bando: Beija-Flor, Deus-te-Guie, José Roque e Rouxinho. Essas crianças eram utilizadas na lavagem dos cavalos, no carregamento de água, na arrumação e assepsia de pousos e acampamentos, e foram muitas vezes usadas nos serviços de espionagem. Portanto, a sua passagem pelo cangaço foi rápida, não mais de 4 anos.

Volta Seca saiu pelo mundo devido aos maus tratos da madrasta, pessoa violenta que espancava constantemente os enteados. Percorreu sozinho, os sertões de Sergipe e Bahia, até encontrar Lampião em Goroso, no município de Bom Conselho. Em entrevista concedida ao jornalista Joel Silveira, em março de 1944, na Penitenciária da Feira do Cortume, situado na Baixa do Fiscal, Volta Seca diz que no princípio apanhava quase que diariamente de Lampião e outros cabras do grupo. Mas depois endureceu o cangote e o “primeiro que me apareceu com ares de pai, recebi com a mão no rifle.”

Por ser menor, Volta Seca teve que aguardar a maioridade, 21 anos para ir a julgamento. Transferido para Queimadas (BA), a fim de responder por crimes do banco naquele local. Condenado a 145 anos de cadeia, no primeiro julgamento, Volta Seca teve a pena reduzida para 30 anos de reclusão. Mais tarde, o processo foi revisto e a pena reduzida para 20 anos. Em 1954, Volta Seca foi perdoado pelo presidente Getúlio Vargas.

Em liberdade, analfabeto e um homem marcado pela sociedade vii-se diante de um grande desafio. Casou-se e foi morar no Nordeste, quando recebe um convite para morar em São Paulo, do cineasta e diretor Lima Barreto, para assistir e criticar o filme, O Cangaceiro (1953), mediante uma gratificação. O ex-cangaceiro condenou a cena em que Lampião chicoteia um cabra na cara. Diz que nos sertões, não se faz isso com homem, se mata, pois cara de homem no Nordeste é sagrada. Graças às novas amizades conseguiu emprego na Estrada de ferro Leopoldina, onde trabalhou por vários anos.

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terça-feira, 30 de julho de 2013

A Arte e o Sentimento de Archimedes

Por: Manoel Severo
 Elane e Archimedes Marques com o presente ao Cariri Cangaço

"Cariri Cangaço é isso aí, mais que um evento sócio-cultural, é também um espaço para confraternizações, fortalecimentos de laços afetivos, onde o amor fraterno se consolida a cada encontro. Fazer parte desta família é mais que um merecimento é uma honra."

Juliana Ischiara

Realmente a cada dia compreendemos esse sentimento externado pela querida pesquisadora e Conselheira Cariri Cangaço, Juliana Ischiara.

Juliana Ischiara

Depois da maravilhosa Avente-Premiere em Lavras da Mangabeira, dos surpreendentes e inesquecíveis momentos em Sousa e Nazarezinho, chegou a terceira e última Avante-Premiere, antes de setembro chegar: Piranhas em Alagoas, e ali, novamente os laços de fraternidade e afetividade, consolidados na admiração e respeito, mesmo a partir dos diferentes olhares e nas diversas interpretações da verdade histórica, se firmam e nos dão a certeza que trilhamos o caminho certo.

A noite de abertura da Semana do Cangaço em Piranhas, nos reservou uma grande e grata surpresa. Rompendo o protocolo e o cerimonial, o pesquisador e escritor de Aracaju , querido amigo Archimedes Marques, nos passou ao lado de sua esposa, um presente precioso. Confeccionado em papel machê, fruto do talento desse grande artista plástico, uma peça realmente bela e única: "Busto de Virgulino"; na verdade o presente não foi apenas para mim, mas para todos os que fazem o Cariri Cangaço e a partir daquela noite, sempre teremos o "Busto de Virgulino" nas Mesas do Cariri Cangaço pelo Brasil afora. Aos estimados Archimedes e Elane, muito obrigado e saibam que guardaremos em nosso coração o sublime presente.

Manoel Severo
Cariri Cangaço Piranhas
Semana do Cangaço

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Meu mano Nilton Mendes Pereira

Por: José Mendes Pereira
Foto: MEUS IRMÃOS, FALECEU O NOSSO SOBRINHO LULU!

Meus irmãos Neci, Antonio, Maria, Luzia, Anzelita, Laete, Sobrinho, Carminha, Vera Lúcia e todos os nossos sobrinhos e parentes:

Esperávamos uma recuperação completa do nosso sobrinho Lulú, mas, infelizmente, esta é a vida. Nada podemos fazer nada podemos dizer coisas contrárias com a natureza, isto só quem sabe explicar é as Três pessoas da Santíssima Trindade.

O Lulu nasceu, cresceu, ali, naquela estimada terra, "Barrinha “ e anos depois, veio morar em Mossoró. Aqui atingiu a maioridade, e vendo que tinha condições de construir uma família, assim fez. Casou-se pela primeira vez, e por motivos, o casal resolveu se separar, e deste casamento, nasceu a Alice, uma mocinha ainda nova, talvez, 14 anos. Sozinho, caminhou em busca de outro relacionamento, e deste último, deixou duas filhas lindas.

Amigo e inseparável dos seus irmãos, que hoje, no momento em que ele descer para sua casa eterna, lá no cemitério, tenho certeza, que a despedida dos seus irmãos com o seu corpo, será muito choro, muita emoção, que quem assistir, irá chorar também, porque é muito difícil uma irmandade tão unida quanto a dele.

Enquanto viveu, lutou muito para cuidar dos seus filhos e esposa, e durante o período em que esteve enfermo, mantinha fé que iria se livrar da doença. Mas chegou o dia em que tudo se acabou. 

Hoje, nesta madrugada fria, o nosso sobrinho Lulu, se despediu da terra, do céu estrelado, das brancas nuvens que passeiam pela imensidão do universo, do sol que esquentava o seu corpo para seguir o caminho da vida, dos corações humanos que mantinham amizades sinceras. Dos amigos, dos sobrinhos, dos tios, dos primos, e principalmente, dos seus irmãos, que sentirão a sua falta. 

Realmente, todos ficarão tristes, muito tristes, mas não haverá ninguém mais triste do que os seus pais, Toinha e Nilton, meu irmão, porque eles esperavam que você fosse os acompanhar até ao cemitério. E infelizmente deu tudo errado. Eles, hoje, irão te acompanhar até lá, ver a saída do teu corpo em busca da sua última morada aqui na terra. Lá, serás depositado em uma urna que ninguém a quer. Mas, realmente ninguém a quer para si, mas não tem jeito, a mesma urna que você será depositado, é a mesma que todos nós iremos um dia. Um dia que ninguém sabe quando.

Adeus Lulu! Adeus!

Morrer jamais será o fim.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

Esta noite eu fiquei a pensar o quanto a dor da perda do seu filho muito tem lhe incomodado. Você olha para todos os lugares, e não o ver, apenas no imaginar, a sua fisionomia permanece encravada no seu eu. 

Todos os 9 filhos estão diante do seu olhar, mas sabe que no meio deles, uma ovelha está ausente, longe de você, apenas sabe que saiu do seu meio, do seu domínio.

Dos dez que nasceram e cuidadosamente você os educou, apenas 1, o Lulu, que tanto te amou, te respeitou, te ajudou por estes campos sofridos e solitários, sob o sol escaldante, suados, juntos, na luta com gado, ovelhas, colheitas de milho, feijão..., não está mais presente.

Foto: saudades tio Lulu Pereira
Lulu é o primeiro da esquerda e seus irmãos

Novamente você fica imaginando o seu jeito, a sua fisionomia, a sua voz, o seu sorriso, o cuidado com a irmandade, o bem que sempre quis aos pais, aos manos, aos tios, aos primos, aos parentes e amigos, hoje, apenas a saudade no coração de cada um permanece.

Fico a imaginar o vazio que ele deixou entre nós, mas não há mais vazio do que para você e Toinha, que são os verdadeiros criadores do Lulu, o qual, nunca lhes deu um pequeno desgosto e nem trabalho nenhum.

Foto
Ianca - sobrinha e Alice Ingrid - filha

Fico a imaginar como você está nesse casarão sozinho, não por separação conjugal, porque cuida do nosso sítio; ausente dos filhos, de nós, seus irmãos, sem uma companhia para que possa dividir com ela o seu sentimento de pai, a sua dor, a sua solidão.

Jucélia, Lulu, Júlia, Kelly e Pedro

Mas a vida é assim mesmo, mano. Com lutas, com provas, com sofrimentos, com perdas de parentes, e que se a vida fosse mar de rosas, sem estes ingredientes, muito mais viveríamos na solidão, na tristeza, deprimidos, porque nada teríamos para fazer e nem passaríamos por provas. E o ser humano ocioso e sem sofrimentos, cairá em depressão forte.

Foto: #LutoEterno Saudades tio Lulu Pereira
Te Amamos Muito .
Mensagem dos irmãos

Não somos donos da nossa matéria, apenas a usamos emprestada, caminhando com ela, e que serve  para sustentar os nossos espíritos, porque ela pertence à terra, para alimentação de bilhões de bactérias, que "famintas", precisam se alimentar da nossa carne. Mas o que nós saldamos, sem dúvida,  é o "EU" de cada um. Este, jamais se acabará.

Lulu e irmãos

E assim é que é a vida. Nascer, crescer, sofrer, adoecer, sentir dores insuportáveis, passar por provas, ser feliz, ser infeliz, e sem tempo definido para morrer, e após a morte, caminhar até a casa do senhor.

Mas a bíblia diz que nós não morreremos, apenas passaremos da morte para a vida eterna. E se é assim, como diz o poeta, morrer não é o fim.


Hoje, todos  nós estamos sem a presença do Lulu, diante da vida material, amando os seus filhos, sua esposa, seus pais, seus irmãos, seus vizinhos,  seus tios, parentes e amigos. Mas quem sabe. Será que o Lulu está bem mais feliz do que nós, na presença de Deus?

Foto: deus vai te ajuda tio ele tem planos na tua vida maravilhoso vc vai fica bom pq deus é maravilhoso e vai te ajuda eu creio nele e tenho fé q tudo vai da certo e vc vai fica bom no nome do senhor jesus...te amo muito tio
 Esposa, filha e Lulu

Meu mano Nilton levanta a cabeça e siga o seu caminho costumeiro. O Lulu se foi, mas ainda haverá esperanças para quem ficou. Ainda ficaram 9 filhos, e te amam muito  e querem te ver sorrindo e vivendo em paz. 

Todos nós temos o tempo certo para permanecermos aqui. Sofrendo ou não. Um dia iremos todos, mas o que mais vale, é a Casa do Senhor Deus Todo Poderoso.

Se você quiser ler as mensagens que lhe foram dedicadas clique no link abaixo:

https://www.facebook.com/lulu.pereira.927?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Erraram - Diário do Nordeste atribui a Antônio Amaury afirmação falsa

Por: Kiko Monteiro
Kiko Monteiro

Nós também erramos muito por aqui. Mas reparem o quanto é recorrente, parece regra, a lamentável falta de cuidado da imprensa quando quer tratar de "Cangaço". Troca-se Sergipe por Alagoas, Maria por Inacinha, 28 por 27, que o penúltimo era o ultimo...

Melhor evitar comentários. Se fosse pra reproduzir uma a uma teríamos que criar um outro blog dedicado exclusivamente a estas pérolas. Mas para defender um amigo e mestre faço questão de pedir a retratação urgente do citado veiculo de imprensa escrita.

A edição de hoje (30 de julho de 2013) do Jornal Diário do Nordeste começa muito bem anunciando o lançamento em circuito nacional do aguardado filme/documentário "Os Últimos cangaceiros" de Wolney Oliveira. Até ai maravilha, ótima noticia.

Mas em determinado trecho o jornal cearense, mesmo sem a intenção de ressuscitar a polemica (que por ser considerada calunia e difamação foi parar nos tribunais), achou de confundir os autores, atribuindo ao veterano e respeitado escritor paulista Antônio Amaury Corrêa de Araújo a afirmação e publicação de um livro que sugeria a homossexualidade do Rei do Cangaço. Logo Amaury com seus mais de sessenta anos dedicados a uma pesquisa responsável e que na época do acontecido, tão chocado quanto os familiares de Virgolino, procurado por jornais, sites e revistas do sudeste negou e condenou esta informação.

Amaury já está ciente do fato. Bastante preocupado, conta com a compreensão dos amigos.
Foto: Manoel Severo

O que me espanta é que Antônio Amaury, assim como outros autores citados na matéria, foi consultado pela repórter. Divulgou seu próximo livro, alertou sobre a questão de "Candeeiro" não ser o ultimo ex cangaceiro vivo, etc. Um mal entendido que poderia ser evitado se o questionassem na mesma oportunidade sobre o respectivo e totalmente desnecessário assunto?

Para ler a matéria, Clique Aqui

http://lampiaoaceso.blogspot.com
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Família do Caipira de Poço Redondo recebe Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo
Manoel Severo no agradecimento à família do Caipira de Poço Redondo

Por ocasião do Cariri Cangaço Piranhas, dentro da Semana do Cangaço, a caravana Cariri Cangaço foi recebido em um autêntico banquete pelos familiares de Alcino Alves Costa, na cidade de Poço Redondo, em Sergipe. O encontro aconteceu na noite da sexta-feira, dia 26, logo após a solenidade de abertura do evento no Centro Cultural Miguel Arcanjo, em Piranhas.

 Lena; a sobrinha e companheira querida e Manoel Severo 

Flagrante do Jantar oferecido pela família de Alcino Costa

Homenagem do irmão amado, ao lado Ana Lúcia

Na oportunidade, vários pesquisadores e amigos deixaram sua homenagem ao Mestre Alcino Alves Costa; ali em sua Poço Redondo ele acolhia e recebia a todos sempre com um sorriso amável, um coração cheio de amor e muitas, muitas, muitas histórias pra contar. Histórias do seu sertão, de sua terra querida e do cangaço, tema ao qual dedicou toda uma vida. 

 Wescley Rodrigues, Juliana Ischiara, Afrânio Cisne e Pedro Barbosa

Ana Lúcia, Neli, Wescley Rodrigues e Elane Marques

 
Manoel Severo agradece a acolhida e fala do carinho e amor de todos a Alcino

No jantar oferecido por seus familiares, tendo a frente a querida Lena; estimada sobrinha e companheira de viagem do Velho Caipira de Poço Redondo; a certeza de que seu sentimento e seus exemplos perduram e se consolidam a partir de seus queridos familiares. A todos os familiares de Alcino Alves Costa, Caipira de Poço Redondo, o Decano e eterno Conselheiro Cariri Cangaço, o nosso abraço e a nossa homenagem.

Manoel Severo
Cariri Cangaço Piranhas
Semana do Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com
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