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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA, LANÇA LIVRO SOBRE CANGAÇO NA FLICA 2015..

GT. LANÇAMENTOS DE SEUS LIVROS NA FLIPA 2015

O ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA, LANÇA LIVRO SOBRE CANGAÇO NA FLICA 2015.

PARTICIPANDO DA FLICA 2015
INTERIOR DO CONVENTO, UM DOS LUGARES DA FLICA 2015
FILARMÔNICA DA CIDADE NA FLICA 2015
ESPAÇO LÚDICO DO EVENTO
PRAÇA DA CIDADE E SUAS TRADIÇÕES
FLIPA - FESTA LITERÁRIA DE CACHOEIRA-BA
FLIPA 2015
FLICA 2015 CACHOEIRA - BAHIA
DEBATES NA FLICA 2015

A Flica é a maior feira literária da Bahia, é organizada na cidade de Cachoeira, cidade histórica e tombada pelo IPHAN, a feira concorre com a de Paraty-RJ, como uma das mais importantes do país, em organização e temas debatidos, além de inúmeras atrações artísticas.

Fonte: facebook

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OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

 Por Rangel Alves da Costa*

Falar em ofício das espingardas é remeter aos tempos de um sertão de face mais verdadeira que agora, pois mais valente, mais corajoso, mais destemido. Dizem também de um sertão violento, cruel, respingando sangue dos enfrentamentos das injustiças e trovejando fogo pelos canos jamais acovardados pelas perseguições e tiranias. Aquele mesmo sertão de cangaceiros, coronéis, jagunços, coiteiros, volantes e tantos outros cabras de sangue no olho.

Falar em ofício das espingardas é reencontrar um cenário hostil, de paisagem carcomida pela seca grande e pelo abandono do homem, onde o destino do desafeto estava na mira escondida nos tufos do mato, detrás nos arbustos espinhentos e nos emaranhados das catingueiras e cipós. Ali a tocaia sedenta, a emboscada faminta, o ofício de derrubar a vida e chamar aos restos os bicos carnicentos dos urubus.

Falar em ofício das espingardas é falar em todo tipo de arma e munição que tornaram aqueles sertões num verdadeiro arsenal. Baionetas, garruchas, bacamartes, carabinas, clavinotes, mosquetões, parabéluns, pistolas, rifles, revólveres, fuzis e muito mais. Mas também adagas, facas, punhais, facões, lâminas afiadas que tanto serviam para abrir a mata e afastar as galhagens espinhentas como para sangrar o bicho e o inimigo. Um tempo de “papo amarelo”, de “costureira”, “de beijo quente”, de “bichinha”. Sem uso ficou a pistola de Lampião naquele alvorecer sangrento de 28 de julho de 38 nos carrascais do Angico.

Falar em ofício das espingardas é abrir o grosso livro dos tempos idos e nas suas páginas carcomidas – porém tão realistas como as cabeças decepadas dos cangaceiros - encontrar as motivações para um sertão levantado contra as injustiças e opressões, as perseguições dos poderosos e um contexto onde o pobre era escravizado tanto pelo Estado como pelo curral. Como fizera o senhor do engenho com o negro de além-mar, também o senhor dono do mundo quis cuidar daquele desvalido de além-túmulo.


Falar em ofício das espingardas é ler nos testemunhos da história a grandeza sertaneja diminuída pelo subjugo do homem da terra. Homem-bicho, homem-foice, homem-enxada, homem-escravo, homem-nada. E do outro lado o poder do homem-tudo, do dono do latifúndio, do coronel de patente política e conveniência, do dono de currais com vozes silenciosas e amedrontadas, do dono de boiadas e de cabeças de gente, do senhor absoluto da vida e da morte, sempre lastreado pela outorga mandonista do próprio Estado.

Falar em ofício das espingardas é recordar o pobre sertanejo tendo de sair de sua casinha de cipó e barro e abandonar seu pedacinho de chão pela ordem raivosa do coronel. Ou vende tudo por dois vinténs ou não terá nem cruz sobre a cova. É relembrar o homem moço já envelhecido por força do trabalho desumano nas terras do poderoso. Ou ganha o pão da miséria ou mais miserável ainda haveria de ser. É recordar a voz que se insurgiu contra os grilhões do poder e por isso mesmo tombou numa curva qualquer de caminho.

Não há que falar em ofício das armas sem avistar o poderoso coronel ordenando sobre o destino e sina do pobre e extenuado sertanejo. O mesmo coronel que acolhe ao seu redor o rebotalho de assassinos e imprestáveis e os transforma em fiéis escudeiros e paus-mandados para espalhar a sangria. Paga qualquer moeda, promete proteção perante os crimes cometidos, fornece armas e munição, e depois lê a cartilha das inimizades e desafetos e diz que a qualquer momento estejam prontos para agir. E assim os inimigos são afrontados, os inocentes perseguidos e qualquer um podendo cair nas graças da mira de uma carabina.

A verdade é que era um sertão de muitos ofícios. O ofício da terra, o ofício da sobrevivência, o ofício do ganha-pão, o ofício do enfrentamento das secas e estiagens, o ofício do medo, o ofício da submissão, o ofício da incerteza. Mas também o ofício da coragem, da valentia, do destemor. E foi pelo ofício do fervor do sangue correndo nas veias que incontinenti brotou o ofício das armas, das espingardas, de qualquer uma que cuspisse fogo e fizesse prova contrária do troco merecido. Eis que homem valente é o sertanejo e se nega a suportar uma desfeita quando pode resolver de outro modo. Então a guerra está feita.

Tem-se, pois, que o ofício das espingardas simboliza, a um só tempo, tanto a vida como a morte vida. Ora, carregar uma arma permite a continuidade e também o fim. E naqueles idos de violência, tanto servia como proteção como para afrontar o inimigo. Representa ainda um ciclo nordestino onde o estampido das armas contou a própria história de um povo construindo sua identidade através de guerras abertas, conflitos sociais e enfrentamento das situações as mais adversas.

O cangaço nasceu assim, do ofício das espingardas. Um dia alguém deu voz ao seu sofrimento pelas injustiças e perseguições e decidiu enfrentar o mundo e o poder ao redor. E depois mais um, e ainda mais outro, e de repente estava formado um grupo de rebelados. Mas a coragem e o destemor nada significavam ante a belicosidade daqueles tidos como inimigos. Então lançaram mão das armas e se entrincheiraram nos escondidos e veredas daqueles sertões de outra. E nunca se viu tanto cuspir fogo como a partir daí. Nunca se viu tantas espingardas no seu ofício.

Poeta e cronista
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IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS COBRA TRÍZIMO DE FIEIS! EXPLORAÇÃO

Por José Mendes Pereira

Amigo leitor:

Sei que este blog o seu objetivo é fazer postagens sobre "Cangaço" mas a gente fica tão inquieto quando ver isto, e finda postando para que os leitores tomem conhecimento. Quem já viu esta, pagar dízimo 3 vezes por mês sobre o seu salário, quer dizer, 30% sobre o seu ordenado.  

Igrejas que exploram os seus fiéis devem pagar impostos. Os encarregados brincam com a miséria dos seus seguidores, construindo coisas desnecessárias para a nação, apenas para se tornarem importantes. E tem uns que choram, choram, dizem que a sua obra está sendo ameaçada, perseguida, só para que os fieis tenham dó, e fiquem todos ao seu lado, derramando o mais importante nas sacolinhas. E ainda tem aquele mais esperto, finge que Deus está falando em seu ouvido, dizendo que os fiéis têm que fazer ele está pedindo no momento do culto. Que cisa, hein!

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FALECEU HOJE EM SERRA TALHADA LUIZ ANDRELINO NOGUEIRA

Por Kiko Monteiro

LUIZ ANDRELINO NOGUEIRA - Serra Talhada perde mais uma personalidade importante da sua história. Hoje, 16 de outubro de 2015, ás 07h00 da manhã, faleceu o Sr. Luiz Andrelino Nogueira, aos 96 anos de idade. Casado com Dona Guiomar Nunes Nogueira deixa os filhos: Márcio, Maria Solange, Maurício Fernando, Murilo Fernando, Márcia Cylene, Magna Suely e Marly Sandra.

O Sr. Luiz Andrelino durante muitos anos foi o dono do Segundo Cartório Eleitoral, o qual ficava localizado na Praça Dr. Sérgio Magalhães, bem no centro de Serra Talhada. Pessoa querida de todos, era tido como uma das cabeças pensante da nossa cidade. Sempre procurou servir com atenção aos inúmeros amigos e pessoas que o procurava, exemplo, hoje seguido pelos seus filhos.

Oriundo de família de agricultores: Sr. Manoel Andrelino Nogueira e Sra. Maria Nogueira Neta da fazenda Serra Vermelho dos Nogueira.


Seu Luiz Andrelino era um verdadeiro arquivo na memória do cangaço. Quando criança conheceu Lampião, conviveu com familiares e muitos personagens diretamente ligados ao cangaço – inclusive de sua própria família, que eram inimigos do Rei do Cangaço. Jornalistas e historiadores que vinham a Serra Talhada tinham passagem obrigatória por sua residência, onde eram bem recebidos pelo próprio, sem nunca negar entrevistas.


Seu Luiz Andrelino participou do documentário "XAXADO – A DANÇA DE CABRA MACHO", da Fundação Cultural Cabras de Lampião, e foi um dos principais informantes para o livro LAMPIÃO. NEM HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA, de Anildomá Willans de Souza.

Fonte: facebook
Página: Kiko Monteiro

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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R$ 35,00 Reais (incluso frete)

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EZEQUIEL FERREIRA (IRMÃO) E VIRGÍNIO FORTUNATO (CUNHADO) ENTRAM PARA O BANDO DE LAMPIÃO.


A 05 de fevereiro de 1927, Lampião encontrava-se na Fazenda de Antônio da Piçarra entre Macapá (Atual Jati/CE) e Brejo Santo, quando chegaram Ezequiel e Virgínio trazendo notícias detalhadas da prisão de seus parentes e amigos. Exposta a situação em que se encontravam, Ezequiel e Virgínio pediram para entrar no Bando. Lampião foi contra. Eles insistiram dizendo que não tinham para onde ir. Tanto insistiram, que Lampião acabou concordando.

Ezequiel tinha acabado de fazer quinze anos de idade. Lampião pôs nele o apelido de “Ponto Fino”, alcunha de um cangaceiro que morrera queimado, poucos dias antes, na incursão por Alagoas, mas o apelido não vingou. Apesar do apelido sugestivo, Ezequiel nunca chegou a ser um bom atirador, ao contrário do que dizem unanimemente todos os autores do cangaço. Ele quase não participava dos combates. Seu papel no bando era Guarda-Costas do irmão, do qual não se separava um instante sequer, como se fosse sua sombra.

Se Lampião queria tirar um cochilo, por exemplo, Ezequiel ficava o tempo todo ali por perto, atento. Encarregava-se também de vigiar reféns para que não fugissem. Não há registro de ser autor de uma morte sequer. Talvez nunca tenha atirado em alguém.

Virgínio, apesar de viúvo, era um rapazola. Em virtude da pouca idade, puseram nele o apelido de “Moderno”, apelido que também não vingou.

Fonte: Livro “LAMPIÃO – A RAPOSA DAS CAATINGAS” de José Bezerra Lima Irmão
Transcrito por: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo).

Fonte: facebook


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DOCUMENTÁRIO DA PRISÃO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


Veremos, através do documentário abaixo, o local da prisão de Antônio Silvino, narrado pelo dono da fazenda, neto do coiteiro do chefe cangaceiro.
Assim, seguimos aprendendo.
Divirtam-se estudando!
Uma produção: Francisco Ivan Nóbrega

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PATRIARCA DA FAMÍLIA LIMÃO JOSÉ RODRIGUES DE BARROS

Por Epitácio Andrade

José Mendes Pereira e Galego Vovô, no álbum da família Limão da geração pós-cangaço jesuínico, o patriarca José Rodrigues de Barros, o filho Luiz Limão e netos. 


O patriarca (foto resgatada em 1981), teve a difícil tarefa de proteger a família do preconceito gerado pelo cangaço.

Epitácio Andrade

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PEDRA MÓ NO MUSEU DO SERTÃO - MOSSORÓ-RN

Por Benedito Vasconcelos Maia

Uma das mais curiosas e bonitas peças do acervo do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde, de Mossoró-RN é a PEDRA MÓ. É uma bonita pedra de granito róseo não lapidado, muito bem trabalhada, que fazia parte do Moinho Manual de Pedra, que foi usado pelo povo antigo da Palestina. A Bíblia faz várias referências a Pedra Mó. No Brasil, este modelo de moinho manual de pedra foi utilizado no passado de Norte a Sul do País, até as primeiras décadas do Século XX. Era formado por duas pedras circulares: a Mó Superior, que girava horizontalmente sobre a Mó Inferior, para esmagar grãos de cereais e produzir o xerém ou a farinha.

A Pedra Mó Superior (foto acima) é vazada no centro. Na parte de cima, o vazamento é de formato circular, onde são despejados os grãos para ser moídos. Na parte de baixo desta pedra, o vazamento corresponde ao encaixe triangular da manivela, que vai tanger manualmente a Mó Superior. Na superfície inferior desta mó, existem também, as ranhuras em baixo relevo, por onde escoa a farinha. Ela possui em torno de um metro de raio e 27 centímetros de largura e pesa cerca de 200 quilogramas. 


Ela foi encontrada em uma fazenda localizada no município de Mossoró, porém ela deve ter sido trazida de outra região, já que na Chapada do Apodi (região sedimentar), onde Mossoró está localizada, não existe granito na superfície e sim calcário. Em Mossoró o embasamento cristalino encontra-se na profundidade de cerca de mil metros.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com:

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

JOÃO DE SOUSA LIMA LANÇA MAIS UM LIVRO SOBRE O CANGAÇO


Amanhã, dia 16 de outubro, sexta-feira, às 19 horas, o escritor João de Sousa Lima estará lançando em Paulo Afonso o seu mais novo livro chamado "Lampião, O Cangaceiro", que traz histórias da ligação do rei do cangaço com os coronéis baianos e com o Raso da Catarina.

Participe do lançamento do livro do escritor João de Sousa Lima

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ABSOLVIÇÃO DO CANGAÇO

Por Rangel Alves da Costa*

Consta dos autos da História que Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, em companhia de um bando de cangaceiros, praticaram os crimes incursos no códice criminal sertanejo: homicídios tentados e consumados, estupros, infanticídios, ameaças, roubos, extorsões, perturbação à paz pública, violação da propriedade alheia e formação de quadrilha, dentre outros tipos penais. Ofertada denúncia, a acusação conclamou pela condenação. Em alegações finais, a defesa pugnou pela absolvição ante a realidade fática, enquanto o órgão acusador reiterou pela condenação ante a induvidosa materialidade dos crimes praticados pelo bando comandado pelo também conhecido como Capitão Lampião. Passo a decidir.

Segundo os termos da acusação, Virgulino Ferreira da Silva, durante cerca de vinte anos, sempre acompanhado de um bando descontínuo de cangaceiros, assolou todo o sertão nordestino com a prática das mais insidiosas e perversas ações. Cita o estado de terror perpetrado nas localidades por onde passava, matando e violando inocentes, extorquindo oprimidos e poderosos, roubando e incendiando propriedades, sendo algoz de sangue de qualquer um que pela frente encontrasse. Por sua vez, a defesa não somente se contrapôs às acusações como justificou as ações de Lampião e seu bando às luzes das excludentes de criminalidade, apontando a legítima defesa e o estado de necessidade.


Nesta seara, afirma a defesa que Lampião e seu bando, ao invés de serem apontados como agentes do crime, teriam que ser vistos como pessoas que viviam continuamente sendo perseguidos pela polícia volante, não lhes restando alternativa senão atacar, como meio defensivo, para sobreviver. Acentua que motivados por uma causa justa, pois numa luta iniciada pela inação do próprio Estado na defesa das classes mais empobrecidas e pela sua inércia ante as injustiças praticadas pelos poderosos, o que alguns sertanejos fizeram foi reunir interesses de oprimidos para confrontar os opressores, até mesmo o Estado enquanto polícia. 

Acentua ainda a defesa que não se pode ter como prática deliberadamente criminosa uma atitude meramente defensiva, legitimando a reação contra os constantes e contínuos ataques das volantes. Ou a reação se dava na medida do ataque ou todo o bando seria exterminado no primeiro confronto. E por que a polícia tanto perseguia Lampião e seu bando, indaga a defesa. E responde: Por que o Estado não via Lampião como criminoso comum, mas como aquele que podia arregimentar forças poderosas ao seu objetivo de luta, como coronéis, políticos, autoridades e latifundiários, e assim confrontar as próprias forças estatais. E o Estado não queria correr o risco de ter um Nordeste com força independente.

Após demorada apreciação dos autos, resta salientar, de antemão, a prejudicialidade no julgamento de tal processo sem que se traga aos autos os demais partícipes nos crimes descritos na fase inquisitorial e que, após instrução com nítido prejuízo para a defesa, chegou-me conclusos para julgamento. Há de se indagar se somente Lampião e seu bando deveriam sentar no banco dos réus quando é do conhecimento de todos que outras pessoas, espalhadas nos diversos grupos conhecidos como volantes, e agindo em nome do Estado, praticaram os mesmos crimes, senão com maior perversidade no modus operandi.

Por mais que se considerem os elementos de prova trazidos aos autos pela acusação, seria julgar com imparcialidade apenas parte de um grupo maior que atuou durante anos por todo o sertão. Ademais, com maior requinte nas ações e brutalidade nos atos cometidos, tem-se conhecimento que a denominada volante não só espalhou o terror pela terra sertaneja como fez do já desvalido sertanejo o mais humilhado dos homens. Basta uma rápida conversação com o homem das terras matutas para saber quem ele acusa como verdadeiro malfeitor, violento e sanguinário. Quem sofreu na pele as agruras de haver caído nas ensandecidas mãos da volante, certamente que não dirá que fora Lampião e seu bando aqueles que fizeram abordagens e trataram o homem com desmedida fúria.

Urge considerar acerca das práticas criminosas imputadas a Virgulino Ferreira da Silva e seus comandados. Aquele certamente era um mundo de guerra, de violência, de perseguições e combates. E não há guerra sem violência, até mesmo contra pessoas que apenas habitavam pelos caminhos e proximidades dos homens das caatingas, bem como cidades e povoações. Há de observar-se que o bando de cangaceiros não chegava àquelas localidades fartos de comida e bebida, limpos e contentes, descansados e desapressados. Chegavam geralmente com feras em fuga. E o que faz uma fera ante a negativa de sua pretensão? Logicamente que ataca, agride, provoca situações angustiantes. Porém há de se considerar o contexto da ação e não apenas a violência como ato premeditado.

Não se lança, aqui, conclusões pessoais do julgador, ainda que este se baseie no livre convencimento pelo bojo das provas trazidas aos autos, mas violência premeditada era aquela praticada pelo Estado, através de sua polícia. Contudo, o que se está julgando é o denominado cangaço, tendo como réus Lampião e seu bando, e não a volante que fazia parte da outra face de uma mesma moeda. E não se pode julgar com imparcialidade quando algozes de maior monta sequer são trazidos à condição de réus.

Ademais, seriam muitas atenuantes em favor de Virgulino Ferreira e seu bando, principalmente porque os aludidos crimes praticados pelos cangaceiros se revestem de motivações sociais e até morais, bem como por injustas agressões do Estado-vítima. Neste aspecto, não se pode duvidar acerca das opressões, das perseguições, das imposições desmedidas e das violências praticadas pelo Estado e seus protegidos. O cangaço não foi fruto nem do desejo de Lampião nem qualquer outro chefe de bando, mas do próprio poder que fez transformar em fera aquele tido como verme e que achava manter sob sua sola.

Sem maiores delongas, mesmo considerando a prejudicialidade no julgamento, principalmente pela ausência do Estado-polícia no banco dos réus, absolvo o cangaço das acusações que lhes são imputadas, pelos seus próprios fundamentos.


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A MORTE DE ILDEFONSO FLOR


Lampião tinha a astúcia de dar voltas em torno das localidades. Ziguezagueava de rotas para rotas misturando seus rastros. Com isso confundia muito os "rastejadores", peça principal na caça aos bandoleiros.

Essa tática usada pelo rei dos cangaceiros foi primordial para sua sobrevivência... não foi por acaso que durou quase duas décadas infernizando as quebradas do sertão nordestino.

Em termos de táticas de guerra de movimentos, Lampião serve de exemplo para muitos generais.

No ocaso da segunda metade do ano de 1925, o "rei vesgo", rasga as entranhas da caatinga em busca de um local para descansar. Vindo das bandas do Estado cearense, passa muito perto da cidade de Vila Bela, segue rumo ao Cipó, vai até próximo a Betânia e volta por outro caminho para junto de Vila Bela, fazendo parada nas terras da fazenda Abóboras.

Há pouco mais de uma légua de Vila Bela, num 'pedaço' da Serra do Saco, mais precisamente conhecido como Serra do Xiquexique, ele e sua 'cabroeira' estavam pegando a 'boia' escondidos dentro do curral do gado. A comida tinha sido preparada e servida pelo coiteiro Isaías Viera, que depois vem a torna-se o cangaceiro "Zabelê", igual alcunha de outro que fora preso no embate do Serrote Preto. Antes de findarem de comer, escutam a voz do coiteiro e demais familiares, responderem com uma negativa.

A volante dos bravos "nazerenos", incansáveis perseguidores do rei, composta, na ocasião, por 21 guerreiros adolescentes de Nazaré. Tendo como comandante o aspençada João Gomes de Sá Ferraz. Faziam parte da coluna os jovens Euclides Flor, Manoel Flor e Idelfonso Flor, que eram irmãos, Davi Gomes Jurubeba, João Jurubeba, Hercílio Nogueira e Lero de Chico dentre outros. E, em sua vanguarda, contava com os serviços do esperto e bravo rastejador Antônio Joaquim dos Santos, conhecido pela alcunha de 'Batoque'.

E é justamente o rastejador que estranha o tom alto das respostas dos moradores da casa, quando perguntado se tinham visto algum cangaceiro por aquelas bandas. Seu sexto sentido investigador o leva a começar a examinar em volta, no oitão da casa e dentro do curral.

Notando naquele momento a fuga desesperada dos cabras de Lampião adentrando na mata. Dá o alarma imediatamente e a pipoqueira começa. Tiro, tiro e mais tiros são trocados em poucos minutos. Devido a munição ser carregada com pólvora preta, a fumaceira toma conta do mundo.

Mesmo tendo notado o aviso dos coiteiros, e caindo, as pressas na lasca das brenhas, a formação natural de uma das laterais do curral, os impede de uma fuga rápida. O grupo de bandoleiros teve várias baixas. A cabroeira, nessa ocasião era composta por 15 cangaceiros mais o chefe. O cangaceiro "Juriti", tomba morto dentro do curral, outros baleados estão, mas, a luta pela vida os faz manter o fogo e a fuga. O cangaceiro "Jurema" morre logo em seguida e, dois ou três dias depois do combate, é encontrado o corpo do cangaceiro "Morcego".

A volante, dos valentes de Nazaré, também teve baixa. O jovem Ildefonso Flor, Ildefonso de Sousa Ferraz, com uma bravura descomunal, mas, com expressa inexperiência, parte para cima do inimigo acostumado as trocas de tiros. Tentando de todo jeito dar cabo da horda, entra no curral atirando feito louco. É atingido por um projétil bem no meio da testa. Contava na ocasião com apenas "16 anos de idade".

Fonte: "Memórias de um Soldado de Volante", Lira, João Gomes.
"Lampião - a Raposa das Caatingas", irmão, José B. Lima.

Foto: "roçado" do amigo kiko monteiro - lampiaoaceso.blogspot.com
Ildefonso de Sousa Ferraz - Ildefonso Flor

Fonte: facebook

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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS


O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:
30,00 reais, com frete incluso.

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil:
N°. 13.780-4

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FIM DO CANGAÇO: AS ENTREGAS

 Autor Luiz Ruben F. de A. Bonfim

Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
E-mail para contato:
 
luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

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ZÉ SERENO - DEPOIMENTOS E RELATOS DE UM EX CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO (PARTE II)

https://www.youtube.com/watch?v=sxa-Lpbc08s

CONFORME PROMETIDO!

A SEGUNDA PARTE DO DOCUMENTÁRIO "ZÉ SERENO - MEMÓRIAS DE UM EX CANGACEIRO".

Um fantástico relato exclusivo e em primeira-mão que vocês terão o privilégio de "ouvir".

Mais um grande material histórico que foi recuperado, graças a colaboração dos familiares do casal de ex cangaceiros Sila e Zé Sereno, e em especial a Gila Sousa Rodrigues filha do casal, que nos cedeu gentilmente todo o material que fora deixado por seus pais, o qual faremos o possível para manter preservado para o conhecimento desta e das gerações vindoura.

ASSISTAM...

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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CAPTURADOS AMÉRICO CIRILO, MANOEL CAETANO E LUIZ FERRAZ


Cruz marcando o local onde foram capturados Américo Cirilo, Manoel Caetano e Luiz Ferraz pelo grupo de Moreno em 23 de abril de 1938, na Fazenda Morro Preto, em Varjota, Floresta. Alguns escritores registram como sendo essa propriedade, o local das mortes, tendo sido na verdade na Fazenda Pai Mané. 

Todos os detalhes no nosso livro (Eu e Cristiano Ferraz) que será lançado no Cariri Cangaço em Floresta em maio de 2016.

Fonte: facebook

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DULCE MENEZES


Foto inédita da última ex-cangaceira viva do bando de Lampião, Dulce de Menezes, quando tinha aproximadamente 30 anos de idade! 
Obs.: Foto gentilmente cedida por um de seus filhos.

Fonte: facebook

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FOTO HISTÓRICA DO BANDO DE LAMPIÃO


FOTO HISTÓRICA DO BANDO DE LAMPIÃO
Confira quem é quem!

1 - Ezequiel (ponto fino)
2 - Lampião 
3 - Calais
4 - Fortaleza 
5 - Zé baiano
6 - Mariano
7 - Arvoredo
8 - Mourão 
9 - Volta Seca

Fonte: facebook
Página: Pedro R. Melo

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DIA DO PROFESSOR! - ESTE BLOG HOMENAGEIA O MESTRE.


proferildo.wordpress.com

AO MESTRE COM CARINHO
Autora: Eliana

Quero aprender
sua lição
que faz tão bem
pra mim,

Agradecer
de coração
por você ser assim

Legal ter você aqui,
um amigo
em que eu posso acreditar
queria tanto te abraçar

Pra alcançar as estrelas,
não vai ser fácil, mas se eu te pedir,
você me ensina como descobrir
qual é o melhor caminho.

Foi com você
que eu aprendi
a repartir tesouros

Foi com você
que eu aprendi
a respeitar os outros

legal ter você aqui
um amigo em que eu posso acreditar
queria tanto te abraçar

Pra mostrar pra você
que eu não esqueço mais essa lição
amigo, eu ofereço essa canção
ao mestre com carinho.

Clique no vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=wPt-veocWj4

Parabéns, professores!!!

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DAVID JURUBEBA DEU ENTREVISTA AO REPÓRTER DIÁRIO


O velho nazareno David Jurubeba quando estava com 99 anos, deu um depoimento ao Repórter Diário. Confira acima.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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