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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

15 DE JUNHO DE 1927: PASSAGEM DE LAMPIÃO EM LIMOEIRO DO NORTE (ENTREVISTA)

https://www.youtube.com/watch?v=dQaha7poED4&feature=youtu.be

Acima, escutaremos uma entrevista, numa Rádio do Ceará, da época, com a voz do senhor Custódio Saraiva, Juiz municipal naquela cidade, e do radialista... sobre a passagem de Lampião e seu bando pela cidade de Limoeiro do Norte - CE.

Escutem-na, pois, quem esteve com o "Rei do Cangaço" é quem conta a História.

Bons estudos!
Publicado em 2 de abril de 2014

Algumas das melhores fotos que se tem do bando de Lampião foi tirada em Limoeiro, na frente de uma farmácia, de frente para a igreja. Conforme o professor Irajá Pinheiro, quem fotografou foi um homem chamado Francisco Ribeiro. "Ele bateu a foto e pegou a bicicleta para revelar em Mossoró". Nessa cidade potiguar, cada um da foto foi reconhecido pelo cangaceiro Jararaca, aprisionado pelos mossoroenses durante a batalha em Mossoró. Até os reféns do bando estão no registro fotográfico.

Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", teria sido morto em 1938, 11 anos após sua passagem por Limoeiro. Em Angico, o cangaceiro foi pego de surpresa e decapitado, juntamente com o seu bando. O bandido ou herói virou, reconhecidamente, mito. "Costumo dizer que Lampião foi um homem que tomou a decisão de ser cangaceiro e arcou com todas as consequências até o fim sem meias palavras, sem meios gestos", define Angirlene Lima (estudante do curso de História da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos - Fafidam).


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Fonte I: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas
Fonte II: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas

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MORTO HÁ 76 ANOS, LAMPIÃO AINDA ‘VIVE’ NO FUTEBOL DE PERNAMBUCO

No acervo do escritor Rostand Medeiros

Publicado em 29/07/2014, 07:00 /Rádio ESPN, com ESPN.com.br

Se Lampião jogou bola antes de entrar no cangaço, vai ver então que ele lia O Globo do Rio, lá no meio da caatinga, para saber o resultado do Fla-Flu?

Aqui era a casa do pai de Lampião José Ferreira da Silva.

Virgulino Ferreira da Silva jogava bola quando era jovem na fazenda do pai. Era começo do século XX, quando o futebol brasileiro ainda era incipiente e dava seus primeiros passos. Mas ele jamais se destacaria com a bola nos pés. Ficaria famoso mesmo com uma arma nas mãos. E com um outro nome: Lampião.


Na última segunda-feira, completaram-se 76 anos da morte de uma das mais famosas figuras do sertão e da história brasileira. O mais curioso: Lampião ainda aparece diariamente em Pernambuco graças ao futebol.

Desde 2011, o cangaceiro é mascote do Serra Talhada, clube da cidade homônima e local de nascimento de Virgulino. A escolha de uma figura que não é unanimidade – ladrão para alguns, um Robin Hood para outros – não foi apenas uma homenagem.

“Nas discussões, resolvemos colocar ele como nosso mascote porque resistimos como ele resistiu na época do cangaço, algo para nos encorajar a manter viva nossas raízes e nossa tradição”, explicou José Raimundo, presidente do Serra Talhada, em entrevista à Rádio ESPN.

Serra Talhada, o time de Lampião – Time de Lampião?

A resistência está na história do futebol da cidade. Uma cisão política no Serrano, então equipe única na cidade, culminou na saída de Raimundo. Ao lado de outros colegas, decidiu fundar, então, o novo clube.

O projeto é ousado: chegar à Série B do Brasileiro em dois anos. Até aqui, campanhas modestas na primeira divisão do estadual: 9º entre 12 equipes em 2012; 11º entre 12 na segunda fase em 2013; 4º na primeira fase entre 9 times em 2014.

Após a disputa do Pernambucano, o jeito é se contentar com meses sem atividade. “São quatro, cinco meses trabalhando e oito sem competições. É situação de calamidade, você investe e não tem retorno. Os estaduais não têm rentabilidade”, afirmou o dirigente.

Como Lampião, o Serra Talhada se vira para sobreviver no sertão do futebol brasileiro.

NOTA DO RESPONSÁVEL PELO TOK DE HISTÓRIA – Como não sou, nem nunca serei, o dono de nenhuma verdade, confesso que estranhei a afirmação inicial desta nota publicada pela ESPN, que o cangaceiro Lampião “jogava bola” quando jovem!

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Não discordando do que afirmou o historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros e  que eu não tenho nem cinco por cento de conhecimento que tem o escritor sobre cangaço e outros assuntos, apenas acho que quando criança, Lampião fez tudo que uma criança faz, inclusive jogou bola feita com meia e enchida com retalhos de pano.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros. 

http://tokdehistoria.com.br/2014/07/29/morto-ha-76-anos-lampiao-ainda-vive-no-futebol-pernambucano/

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TRIUNFO, A CIDADE MARAVILHOSA!

Por Breno Dos Santos

Oi, pessoal! Pesquisei tudo de direito sobre o porquê de Lampião nunca querer "atacar" ou até mesmo não querer se aproximar da vila "Triunfo", hoje, cidade. E vejam o  que eu descobri.


Naquela época (1930), Triunfo era uma  pequena vila, próximo de Serra Talhada. E naquela cidade morava alguns parentes dele, o famoso Lampião.


E, para nós, não sabemos se esse foi um fato real ou fantasia, houve um único combate entre os moradores da cidade misturado com cangaceiros, contra uma "milícia" (volantes), e vencerem, ou seja, tiveram o "triunfo" que mudou o nome do lugarejo até hoje. 

Ainda não consegui saber qual nome do vilarejo antes de se tornar cidade. Mas acredito que alguém do nosso grupo deve saber. Deverei visitar Triunfo, ainda esse ano, para conhecer o tal museu
do cangaço.

Fonte: facebook
Página: Breno Dos Santos‎
Grupo: O Cangaço

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NA ROTA DO CANGAÇO, TURISTAS FAZEM O TRAJETO DA VOLANTE QUE MATOU LAMPIÃO

Por Waldson Costa Do G1 AL

O jornalista viajou a convite da Secretaria de Estado do Turismo
Passeio tem navegação de catamarã pelo rio e trilha pela caatinga.
Roteiro expõe aos visitantes belezas naturais e históricas do Nordeste.

Waldson Costa Do G1 AL - O jornalista viajou a convite da Secretaria de Estado do Turismo
Guia conduz grupo de turistas por trilha na caatinga até a Grota de Angico, local onde o bando de Lampião foi emboscado (Foto: Waldson Costa/G1)

Na Rota do Cangaço, em Alagoas, a história do bando de Lampião e Maria Bonita é contado por guias vestidos de cangaceiros, que conduzem os visitantes até a Grota de Angico, local que foi ponto do massacre que deu fim ao mais famoso clã de cangaceiros do país.
saiba mais


A reportagem do G1 apresenta um roteiro turístico que começa em Piranhas, cidade histórica de Alagoas tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Segue pela Rota do Cangaço, percorrendo a trilha que a volante militar fez em busca do bando de Lampião e Maria Bonita, até a Grota do Angico, onde parte do grupo foi morto, para depois desvendar parte das belezas dos Cânions do São Francisco e um pouco da arte e dos sabores do Sertão.

O ponto de partida para esta aventura é o cais de Piranhas. Lá, o visitante embarca em um dos catamarãs que seguem em navegação pelas águas do Rio São Francisco até o município de Poço Redondo, em Sergipe. O percurso é feito ao som do típico forró nordestino e das histórias e 'causos' do cangaço relatados pelos guias.

A navegação pelo rio dura em média 30 minutos, tempo suficiente para o visitante contemplar a exuberância do ‘Velho Chico’ e todo o cenário proporcionado pelos morros de paredões rochosos cobertos pela vegetação da caatinga. Entre um trecho e outro, o cotidiano dos ribeirinhos é revelado entre o vai e vem das pequenas embarcações que circulam com famílias ou pescadores que tiram o sustento do rio.

Vestido com roupas do cangaço, Francisco Rodrigues, recebe grupo em receptivo localizado na praia da Forquilha (Foto: Waldson Costa/G1).

Duas empresas de turismo receptivo oferecem o passeio em Piranhas. Uma delas é operada pelos familiares de Pedro Durval de Cândido, homem que dava suporte a Lampião na época do cangaço, mas que entregou o clã para a volante alagoana após ser torturado. Historiadores contam que os policiais desconfiaram da grande quantidade de mantimentos comprados em uma mercearia daquele município por Pedro Cândido. Ele foi capturado e forçado a dizer o local onde o bando se escondia.

O percurso até a trilha de Angico é feito ao som do típico forró nordestino e com relatos das histórias e 'causos' do cangaço contados pelos guias.

Após atracar o catamarã na praia da Forquilha, o visitante chega a um local com estrutura rústica, porém agradável, com restaurante e lojinha, que contextualiza o cenário da caatinga. Deste ponto até a Grota de Angico são aproximadamente 700 metros por uma trilha estreita com vegetação bem preservada.

No trajeto, há pontos para descanso e muitos relatos sobre o que ocorreu no dia 27 de julho de 1938, data em que 13 cangaceiros do bando foram emboscados, mortos e decapitados. “Esta trilha que é feita hoje pelos turistas é exatamente a mesma que a volante fez na época para chegar até o bando de Lampião. Mantivemos a originalidade em cada passo do percurso para recontar a história”, diz Francisco Rodrigues, que é sobrinho-neto de Pedro Cândido.

Após a trilha, o visitante permanece no restaurante Angicos onde pode desfrutar do banho no Rio São Francisco e das iguarias bem peculiares do Sertão, como a farofa cangaceira, geleia de xique-xique (cactos), doce de coroa do frade e da bala de doce de leite, conhecida como a ‘bala que matou Lampião’.

Com proposta similar, o Cangaço Eco Parque, que também possui estrutura às margens do São Francisco, tem restaurante, tendas para relaxamento, ampla área livre para apresentações culturais e banho de rio, além do passeio de catamarã e da trilha até a Grota do Angico, em um trajeto mais longo, de aproximadamente 1,5 km, expande o roteiro com uma parada no povoado de Entremontes, distrito de Piranhas.

O sucesso de Entremontes, além do charme dos casarios históricos, se dá por conta da habilidade das mulheres que transformam linhas em bordados de redendê e ponto-cruz. Arte e tradição que chamaram a atenção de estilistas nacionais e internacionais, e que compôs até mesmo o enxoval do Papa Francisco, quando ele esteve no Brasil.
Custos.

As duas empresas que operam o passeio, que oferece acessibilidade para crianças, jovens, adultos e até idosos, cobram valor tabelado de R$ 50 por pessoa. No restaurante Angico, o valor inclui a navegação pelo rio, ficando como opcional a trilha, onde é cobrada uma taxa de R$ 5 que é destinada ao guia. No local, que oferece almoço, também opcional, o tempo de permanência é de aproximadamente 3 horas.

Já no restaurante Eco Park, o passeio de barco é estendido até o povoado de Entremontes, com parada de 20 minutos para visitação e compra de artesanato. No receptivo, o almoço também é opcional. Já a trilha até a Grota do Angico, com percurso maior e que não é considerado o trajeto oficial dos livros de história, é gratuita. O tempo de permanência também é de aproximadamente 3 horas.

Grupo segue por trilha na vegetação de caatinga até a Grota do Angico (Foto: Waldson Costa/G1)
Na Grota de Angico, grupo ouve explicação de guia sobre as emboscadas feitas contra o bando de Lampião (Foto: Waldson Costa/G1)
Grota de Angico, local onde o grupo de Lampião foi emboscado, é marcado por uma cruz e placa com o nome dos cangaceiros mortos (Foto: Waldson Costa/G1)
Prainha no São Francisco é um dos atrativos do Cangaço Eco Park para quem deseja relaxar após a trilha (Foto: Waldson Costa/G1)
Cais do povoado de Entremontes possui uma bela vista para o rio São Francisco (Foto: Waldson Costa/G1)
Capela é um dos atrativos no trajeto pelo rio até o povoado de Entremontes (Foto: Waldson Costa/G1)

http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2013/09/na-rota-do-cangaco-turistas-fazem-o-trajeto-da-volante-que-matou-lampiao.html

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GPEC - GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO

Por Narciso Dias

GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço completa 4 anos, fundado em 25.01.2012, o grupo foi criado no intuito de levar o conhecimento desse fenômeno que existiu no Nordeste do Brasil desde o século XIX para que as pessoas tenham conhecimento de forma imparcial do que realmente foi o cangaceirismo no Brasil.




















Narciso Dias - Presidente.

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domingo, 24 de janeiro de 2016

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim
  
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Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes.

Valor: R$ 40,00 Reais
E-mail para contato:

luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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O MAIS NOVO LIVRO SOBRE O CANGACEIRO JARARACA

Por Marcílio Lima Falcão

Sinopse - Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Jararaca: Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró historiciza a construção das memórias sobre a santificação do cangaceiro Jararaca, morto na noite de 19 de junho de 1927, no cemitério São Sebastião, em Mossoró, pela força policial que o escoltava para Natal, capital do Rio Grande do Norte. A interpretação é realizada por meio da análise da documentação dos jornais O Mossoroense, O Nordeste e O Correio do Povo, da análise de obras com narrativas a respeito da morte de Jararaca, da importância dos lugares de memória como espaços de conflito e das falas dos devotos que visitavam o túmulo de Jararaca no dia de finados. Procura-se compreender as formas de circulação, apreensão e ressignificação das memórias sobre a santificação de Jararaca.

Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Autor: Marcílio Lima Falcão
Adquira logo este através deste e-mail:limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 
35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 
3966-7
CC – 
5929-3
Marcílio Lima Falcão

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela
Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP).
Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

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HOMEM: O MAU SELVAGEM

Por Rangel Alves da Costa*

Os programas televisivos abordam muito sobre os animais, seus comportamentos, seus modos de ação, suas características pessoais e seus relacionamentos com outros da mesma e de outras espécies.

Geralmente mostram acerca da vida dos jacarés e crocodilos, das baleias e tubarões, das cobras e serpentes, dos peixes e dos golfinhos, dos búfalos e gnus, das raposas e hienas, dos tigres e dos leões, dentre tantos outros.

Mas há um animal de suma importância que nunca é abordado em profundidade, e por isso mesmo se tornando cada vez mais num completo desconhecido: o homem. Mas, afinal, quem é e o que faz, e como age este animal?

As opiniões divergem acerca de sua natureza. Para uns é um ser cujo progresso, ao invés de humanização, redundou em bestialização. Para outros é uma fera que jamais conseguiu conviver com os da mesma espécie. E ainda outros comungam da ideia de ser o homem uma experiência malsucedida do criador.

Raramente se encontra alguma definição sobre o homem que lhe atenue os instintos inumanos. O que se tem são pretensões fantasiosas de um ser bom por natureza, porém transformado pelo meio. O que significa a mesma visão negativa, pois é ele que faz e vai moldando o seu meio.

Coerente a máxima “Homo lupus homini”, onde Thomas Hobbes sintetiza o homem como animal de si mesmo. Ou seja, o homem é o maior inimigo do próprio homem. E a máxima coerência em tal pensamento. Na busca e na defesa de seus interesses egoísticos, o homem não tem medida.

Em toda a história e por todo lugar o homem tem se mostrado lobo do próprio homem, não só de si mesmo como de sua espécie, e sem descrever o que faz perante as outras espécies de animais. Enquanto lobo continua selvagem, perigoso, jamais confiável. E nas atitudes tomadas a comprovação de seu permanente estado de selvageria.

Por mais que se deseje proporcionar ao homem uma visão otimista, fraternal e mesmo humana, tal fato é dificultado pelos exemplos dados. Recebeu o mundo em suas mãos, granjeou a dádiva da inteligência para progredir, para transformar sua existência em algo proveitoso, mas raramente reconheceu sua potencialidade para o bem.


O mal como opção é mais que perceptível. Ademais, não se contentando em destruir, vai se esmerando na construção de armas contra sua própria vida. Neste passo a certeza maior: O egoísmo é tamanho que semeia para si mesmo a destruição. E o que esperar de um homem assim perante a vida em sociedade, perante o mundo, perante tudo?

Segundo os livros, o homem é um ser humano, da espécie animal, mamífero vertebrado, da ordem dos primatas. Afirma-o ainda como um ser racional, consciente, sobressaindo-se, pelas suas capacidades e habilidades, às demais espécies.

Mas será assim mesmo? A que serve a racionalidade humana, a consciência e o poder de descortino humano? Suas capacidades e habilidades parecem também não terem servido às boas práticas. Pelo contrário, a inteligência do homem vai evoluindo em práticas que demonstram não passar de um reles ignorante.

Não seria ignorância desconhecer o mal causado pela sua ação? Não seria ignorância persistir no erro e progredir em desacertos ainda maiores? Ignorância não é somente não conhecer, mas também desconhecer aquilo que tinha obrigação de discernir, seja porque afeta a vida ou porque reflete como mal no espelho do mundo.

Alguém já asseverou, e com fundamento, que dentre os animais o mais irracional é o homem. Ora, considerando-se a irracionalidade como ausência de raciocínio útil, como ação baseada na casualidade e sem observância das consequências, então aí se avistará o homem no seu estado mais conhecido, que é o da imperfeição.

Alguém também já assegurou ser o homem, e de longe, o mais perigoso dentre todos os animais. O bote peçonhento da cobra, o ataque mortal do felino, a abocanhada certeira do tubarão, nada disso se compara ao que o homem cotidianamente faz: apenas ferir por ferir.

Os outros animais geralmente atacam para se defender, porque tiveram seus territórios invadidos, por estarem famintos ou por se sentirem ameaçados, mas o homem não, pois age pela simples e deliberada violência, seja ela moral, psíquica, relacional ou corporal.

Afinal, quem é o verdadeiro bicho? Afirma-se ser bicho o animal irracional, daí considerar como bichos a raposa, o lobo, o urso, o falcão e tantos outros da natureza. Mas nenhum desses é, conscientemente, arrogante, intratável, falso, traiçoeiro, egoísta, vingativo e bestial. Somente o homem e seu instinto inconciliável com o mundo. Então, qual é o verdadeiro bicho?

Na selva há selvageria desenfreada, pois se usa da violência como forma instintiva de sobrevivência. Mas nada justifica que o meio social seja ainda pior, seja infinitamente mais violento e brutal. E tudo pelas mãos do homem. Daí chegar-se a uma simples conclusão: o selvagem é outro.

Poeta e cronista
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CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ - 24 DE JANEIRO DE 2016

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 24 de janeiro de 1853, a exatos 163 anos, dava-se a instalação da 1ª Câmara do recém-criado município de Mossoró, sob a presidência do Padre Antônio Freire de Carvalho. 



No dia 15 de março de 1852, o povoado de Santa Luzia de Mossoró passou a categoria de Vila, através do Decreto Provincial de nº 246, sancionado pelo Dr. José Joaquim da Cunha, Presidente da Província do Rio Grande do Norte. A medida estabelecia a criação da Câmara, emancipando-se politicamente do Município do Assú, a quem pertencera até então, formando um novo Município, sendo elevada a respectiva povoação à categoria de Vila de Mossoró. No mesmo ano eram realizadas as eleições para a Câmara e Juiz de Paz.
               
Segundo Câmara Cascudo “a razão da vitória do projeto elevando Santa Luzia à Vila e fazendo surgir o novo município norte-rio-grandense deve ser procurado no plano político e não econômico. Foi um ato do Partido Conservador contra a região sabiamente pertencente ao Partido Liberal. Os eleitores, indo para Assú ou Apodi, iam votar no candidato “luzias”, como outrora eram fiéis ao Partido Sulista, nome do Liberal velho. Não havia em Santa Luzia do Mossoró eleitores do Partido Conservador e sim simpatizantes sem pronunciamento por falta de chefia coordenadora. Mossoró município havia de constituir base de força conservadora”, o que realmente veio a acontecer.
               
Para a primeira eleição, dois partidos concorriam: Nortistas e Sulistas, também chamados de Liberais e Conservadores. Os Liberais eram chefiados por Irineu Sóter Caio Wanderley e os Conservadores pelo Vigário Antônio Joaquim. Venceram os conservadores, numa eleição bastante conturbada, na qual elegeram o padre Antônio Freire de Carvalho, que assumiu a frente da primeira Câmara, no dia 24 de janeiro de 1853. Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, “com a posse dos eleitos, um grupo de cidadãos recrutados no seio das mais tradicionais famílias de Mossoró, instalou-se, oficialmente, a administração autônoma do Município de Mossoró”.
               
A chapa eleita pelos conservadores para o quatriênio 1853-1856, constava: como presidente, o padre Antônio Freire de Carvalho, como vice João Batista de Souza e como vereadores o tenente coronel Miguel Arcanjo Guilherme de Melo, Vicente Gomes da Silveira, Florêncio Medeiros Cortês, alferes Francisco Bertoldo das Virgens e o professor Luís Carlos da Costa Júnior. Eram suplentes de vereadores: Sebastião de Freitas Costa, Simão Balbino Guilherme de Melo, João Lopes de Oliveira Melo, Antônio Afonso da Silva, Antônio Nunes de Medeiros, Silvério Ciríaco de Souza, Agostinho Lopes Lima, João Martins da Silveira Junior, João Francisco dos Santos Costa, Pedro José da Costa, Manoel João da Costa, Gil de Freitas Costa, Raimundo Nonato de Freitas, Targino Lopes de Medeiros, João Batista de Oliveira, Gonçalo Soares de Freitas, Manoel Nunes de Medeiros, Manoel João da Silva, João Florêncio de Oliveira Melo, Gonçalo Lopes de Oliveira e Manuel Januário Lopes de Oliveira.
               
Muito pouco pode ser feito pelo primeiro governante de Mossoró. Na opinião do historiador Raimundo Soares de Brito, “arrumou a casa. O resto deixou a cargo dos seus sucessores”.
               
O Padre Antônio Freire de Carvalho disse em seu primeiro discurso:
               
“Tendo eu recebido os sufrágios dos votantes desta Freguesia para um dos Vereadores da Câmara Municipal da nova vila de Mossoró e como mais votado, achando-me juramentado Presidente desta mesma Câmara pela competente Câmara da cidade do Assú em sessão ordinária de 7 de janeiro do corrente ano e por isso autorizado para vos chamar e vos dar posse e deferir juramento em virtude do Aviso da Regência Trina em nome do Imperador de 22 de julho de 1833 nesta reunião na qual se cumprindo inteiramente a letra do referido aviso que revoga o artigo 30 de Decreto de 13 de novembro de 1832 sobre a instalação das Câmaras das Vilas novamente criadas é com prazer que vos vejo nesta casa, reunidos para os trabalhos da nova Câmara que hoje tem que ser instalada e pelo muito que há a fazer relativo à mesma Câmara, contento-me com o apontamento da matéria que passo a fazer objeto dos nossos trabalhos e posso-vos a juramentar-vos. Vila de Mossoró, 24 de janeiro de 1853. Padre Antônio Freire de Carvalho – Presidente. ”
               
Portanto em 24 de janeiro de 1853 era instalada a Câmara Municipal de Mossoró, que hoje completa 163 anos de funcionamento. Por engano, a data que aparece no brasão do Poder Legislativo é a da Emancipação Política do Município e não da instalação da referida Câmara. 

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
http://www.blogdogemaia.com

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DONA CÍCERA MANECA NOVAES

Por Marcos de Carmelita

Com Dona Cícera Maneca Novaes. Ela conheceu o local onde Lampião enterrou alguns cangaceiros nas caatingas do Tamboriu, mortos no tiroteio com os Gilos da Tapera. Após a chacina, Lampião passou na casa de seu pai e perguntou: 

- Você é o quê de Mané de Gilo? 

E ele respondeu: 

- Sou primo...

Após essa revelação, o que terá acontecido com o sertanejo? 

Todos os segredos no livro: "AS CRUZES DO CANGAÇO - OS FATOS E PERSONAGENS DE FLORESTA". De minha autoria e de Cristiano Ferraz. Lançamento em maio no Cariri Cangaço Floresta 2016

Fonte: facebook
Página: Marcos de Carmelita

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