Por Kinko Peregrine
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sábado, 23 de outubro de 2021
FIDERALINA ALGUSTO LIMA UM CORONEL DE SAIA NA ÉPOCA DO CANGAÇO
O ENCONTRO DE LAMPIÃO E MARIA BONITA
Por Na Rota do Cangaço
O casal de cangaceiros Lampião e Maria Bonita é um dos mais conhecidos da história do Brasil, e não é à toa: os dois, junto do bando do mais importante cangaceiro, viajaram pelas mais diferentes regiões do nordeste brasileiro fazendo a história do cangaço. #NoRastroDoCangaço A história do cangaço nordestino narrada com imparcialidade. https://www.youtube.com/watch?v=0kkj5... https://www.youtube.com/watch?v=CsvPj... https://www.youtube.com/watch?v=44TAI... https://www.youtube.com/watch?v=B1Dgt...
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LAMPIÃO MATA JOÃO DE CLEMENTE E DEPOIS SE ARREPENDE
Por No Rastro do Cangaço
Lampião, o rei do cangaço, ajoelhou-se, apontou a arma, fez mira na direção de João e atirou. O jovem caiu morto e o cavalo parou. Capitão Virgulino confidenciou alguns dias depois, aos amigos Quincas e Aristéia, que se pudesse voltar no tempo não atiraria naquele jovem, mesmo achando que o rapaz estaria fugindo para denunciar às volantes da chegada dos cangaceiros. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço
Vejam também:
https://youtu.be/sqhWYPAy2uE https://youtu.be/ZEE32oCF7oA https://youtu.be/HH4xN9FOiQg https://youtu.be/cRvkUIonWEc https://youtu.be/3wuCmkQyaII https://youtu.be/Y1kh7Js_lhA https://youtu.be/rl0RucODGec https://youtu.be/pmPvnN9JRL8 https://youtu.be/cPMXW02sFGs https://youtu.be/wfIuVfZnS54
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O INIMIGO INVISÍVEL - @CONTOS DO CANGAÇO - CANGACEIRO LAMPIÃO
Por José Filho de Paula Pessoa
LUTO EM TODA FAMÍLIA GALDINO, A QUAL EU FAÇO PARTE.
DUAS PERSONALIDADES DE ALTO NÍVEL, O POETA CRISPINIANO NETO, E O EX-GOVERNADOR DO RIO GRANDE DO NORTE, CORTEZ PEREIRA, O IDEALIZADOR DAS AGRO-VILAS, HOJE, SERRA DO MEL.
Por José Mendes Pereira
Não me recordo o ano e nem tão pouco dia e mês que certa vez, o nosso admirado poeta, político, advogado, professor, escritor e atual Secretário de Cultura do Rio Grande do Norte, Crispiniano Neto, foi preso, acusado de ser um dos incentivadores de invasão a um barracão do governo. Mas vale lembrar que apenas foi acusado, e as pessoas que lutam pelos direitos do povo, não temem à certas agressões de autoridade nenhuma.
Em uma das entrevistas que cedeu o ex-governador do Estado do Rio Grande do Norte o professor Cortez Pereira, a uma emissora de Mossoró, e que eu ouvi um repórter perguntando ao estadista o seguinte:
- Qual é o seu maior arrependimento no período do seu governo, e que o incomoda muito até hoje, porque ficou gravado em sua mente, depois de deixar o governo do Estado do Rio Grande do Norte?
E o chefe de Estado respondeu:
- O meu maior arrependimento foi ter mandado prender o Crispiniano Neto, porque ele tinha razão. Isso me incomoda muito. O Crispiniano Neto é meu amigo, e eu não respeitei a nossa amizade. Eu tomei essa decisão erradíssima, de mandar prender um homem do povo, e que luta em favor da população mais pobre. A minha decisão foi absurda, e por isso, muito me arrependo até hoje, de ter ordenado a sua prisão. Um ser humano extraordinário, pacato e de grande talento, como é o Crispiniano Neto, que passou pela minha vingança como governador do nosso Estado.
Um pouco sobre o ex-governador do Rio Grande do Norte José Cortez Pereira de Araújo.
José Cortez Pereira de Araújo nasceu na cidade de Currais Novos, no dia 17 de outubro de 1924, e faleceu em Natal, no dia 21 de fevereiro de 2004. Foi um agropecuarista, professor, político brasileiro e o 42.º governador do Rio Grande do Norte. Ele era filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
A viúva (também já faleceu) do ex-governador José Cortez Pereira de Araújo — que governou o Estado do Rio Grande do Norte entre 1971 e 1975 — ex-primeira dama do Estado Maria Aída Ramalho Cortez Pereira, faleceu aos 85 anos. Era mãe da vice-prefeita de Natal, a advogada Aíla Pereira (PDT). Aída Ramalho nasceu no dia___/_______/____. Infelizmente não encontrei a biografia da Aída Ramalho.
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A MESA REDONDA DO CANGAÇO. PARTE I.
Por Cangaçologia - Geraldo Júnior
DEPOIMENTOS DE EX-CANGACEIROS DO BANDO DE LAMPIÃO.
No ano de 1944 o jornalista Joel Silveira esteve na Penitenciária de Salvador, Bahia, onde estavam presos e cumpriam pena alguns dos antigos cangaceiros que fizeram parte do bando de Lampião. Com a ajuda do então diretor da penitenciária, Joel Silveira conseguiu reunir seis ex-cangaceiros que ali se encontravam e coletar seus depoimentos, os quais foram publicados posteriormente na extinta Revista O Cruzeiro.
Nesse documentário trago a narração da matéria para que todos vocês possam ter a oportunidade de também conhecer o conteúdo, que hoje nada mais é que um importante documento histórico para quem realmente quer se aprofundar no conhecimento do assunto. A MESA REDONDA DO CANGAÇO - PARTE I.
Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões.
INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações.
Forte abraço!
Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaçologia Shorts e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...
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Acervo do pesquisador José Irari
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sexta-feira, 22 de outubro de 2021
LIVRO DA ESCRITORA E PESQUISADORA DO CANGAÇO VERLUCE FERRAZ
Descendente de Nazaré do Pico - em Floresta do Navio. Homenagem a Izaias Ferraz Nogueira, - Volante de Pernambuco.
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A CAMINHO DE MOSSORÓ

O ataque de Lampião e seu bando de cangaceiros a Fazenda Morada Nova, Pau dos Ferros, RN
Por Rostand Medeiros
No ano de 2010 soube do desenvolvimento do “Projeto Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte – SEBRAE/RN, do qual a gestora era a competente consultora Kátia Lopes. Fui ao seu encontro soube que Kátia planejava criar um grupo para percorrer o mesmo caminho palmilhado por Lampião e seus cangaceiros, como parte de um amplo reconhecimento histórico. Ali estava uma oportunidade imperdível de conhecer esse caminho e o que restava de sua memória.
Foi realmente um momento muito especial e um trabalho maravilhoso. Depois de 2010 eu tive a oportunidade de percorrer esse caminho em mais outras quatro ocasiões. As duas primeiras oportunidades, em 2012 e 2014, foram com pessoas que me contrataram para conhecer trechos no Rio Grande do Norte, com foco nas áreas da Serra de Martins e de Mossoró. Já em 2015 estive percorrendo esse antigo caminho dos cangaceiros durante dezessete dias.

Desta vez partindo da cidade cearense de Aurora, adentrando depois em território paraibano, percorrendo na sequência todo trecho potiguar e encerrando na cidade cearense de Limoeiro do Norte. O objetivo da jornada de 2015 foi à realização da película Chapéu Estrelado, um documentário de longa metragem da Locomotiva Produções Cinematográficas, do Rio de Janeiro, sendo dirigido pelo mineiro Silvio Coutinho, com roteiro de Iaperi Araújo e produção de Valério Andrade e o autor desse texto, esses últimos potiguares. Apesar de filmado com esmero em sistema 4K, com interessantes depoimentos, esse documentário nunca esteve no circuito de festivais e, afora algumas exibições em rede nacional através da TV Brasil, ele foi pouco visto pelo grande público. A razão principal foi o falecimento precoce do diretor Sílvio Coutinho, ocorrido no ano de 2018, em decorrência de um ataque cardíaco fulminante, ocorrido no Rio de Janeiro.

A última oportunidade se deu em 2017, quando uma grande parte do trajeto com o artista plástico e fotógrafo Sérgio Azol. Potiguar de nascimento, mas radicado há muitos anos na capital paulista, Azol me chamou para percorremos esse caminho visando o desenvolvimento de uma exposição fotográfica a ser realizada em São Paulo. Ele clicou as paisagens, as vivendas e as pessoas de forma magistral. Aquela era a segunda oportunidade que percorria o sertão nordestino com Sérgio Azol, tendo tido oportunidade em 2016 de visitar importantes locais ligados a história do Cangaço na Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Em 2020 essa jornada foi transformada em livro – 1927 – O Caminho de Lampião no Rio Grande do Norte. – Ver – https://tokdehistoria.com.br/2020/08/26/autor-natalense-refaz-caminho-de-lampiao-pelo-rio-grande-do-norte/
Agora apresento um pouco do que vi!
Os Caminhos a Seguir
Essa memória se inicia em um sábado, dia 11 de junho de 1927, o segundo dia de Lampião e seus cangaceiros em solo potiguar.

Em meio a um grande lajedo ao norte da atual cidade potiguar de Marcelino Vieira, os cangaceiros vão acordando e se preparando para seguir a sua jornada em direção a Mossoró. Após acordarem parte em direção aos Sítios Cascavel e São Bento, cujas terras em dias atuais são parte do município potiguar de Pilões. Depois atacam os Sítios Poço Verde, Poço de Pedra e a Fazenda Caricé, do prestigiado pecuarista Marcelino Vieira da Costa. Sobre o assalto ao Caricé vejam esse texto que escrevi, onde trago alguns detalhes do episódio – https://tokdehistoria.com.br/2019/02/10/marcos-de-religiosidade-no-caminho-de-lampiao-no-rio-grande-do-norte/

A partir da velha Fazenda Caricé, mesmo a distância, já é possível visualizar o grande maciço rochoso que formam as Serras de Martins e de Portalegre, onde se encontram alguns dos pontos de maior altitude do Rio Grande do Norte, com locais que ultrapassam os 800 metros. Essas duas grandes elevações se interpunham diante daqueles viajantes que seguiam em direção a Mossoró vindos do extremo oeste da Paraíba. Para os cangaceiros continuarem em busca do seu alvo principal, vários caminhos se colocavam a disposição. O matreiro Lampião, certamente secundado por Massilon, o mais experiente de todos aqueles bandoleiros em relação aos caminhos potiguares, perceberam que teriam de optar por um desses caminhos.
O primeiro trajeto poderia ser: subir a Serra de Martins, passar pela cidade homônima e descer do outro lado da elevação. Bastava seguir pelo antigo caminho que ligava essa cidade até a Vila de Alexandria. Segundo as pessoas da região, partes do antigo trecho dessa estrada ainda existem, fazendo parte da atual rodovia estadual RN-075.

O segundo caminho, caso o grupo desejasse seguir em direção a Mossoró sem passar pela cidade de Martins, poderia ser feito do seguinte modo: cavalgar até a extremidade oeste do grande maciço rochoso. Nesse caso, os cangaceiros fatalmente chegariam próximo de Pau dos Ferros. Então, depois de passar ao lado da serra, eles percorreriam a antiga estrada que seguia pela cidade de Apodi e, depois de vários quilômetros, chegariam a Mossoró.
Teoricamente, esses dois caminhos não trariam maiores problemas para um viajante comum. Entretanto, aquele estranho grupo de homens armados poderia ser classificado de tudo, menos de “viajantes comuns”.
Desde a saída do bando no Ceará, os celerados deixaram de lado a discrição, passando para a prática aberta de toda sorte de delitos, chamando a atenção das autoridades potiguares. Inclusive, essas autoridades já tinham entrado em contato e combatido o grupo na Caiçara. Mesmo com a derrota da polícia estadual naquele entrevero, Lampião sabia que a qualquer momento as forças do governo potiguar poderiam dar o devido revide. Se decidissem subir a serra, poderiam facilmente esbarrar em um piquete de homens armados, já previamente alertados. Como o bando tinha poucos recursos humanos e bélicos para realizar combates contínuos, esse possível confronto poderia infringir sérios problemas aos cangaceiros na tentativa de galgar a grande serra.

Se o bando seguisse próximo da cidade de Pau dos Ferros, a maior e a mais policiada da região, para depois trotarem em direção a Apodi (uma cidade invadida por Massilon apenas um mês antes), fatalmente homens armados poderiam estar aguardando o grupo em um desses locais, ou nos dois. Aí os resultados desses novos tiroteios poderiam ser extremamente negativos. Deve-se levar em consideração que, além da polícia potiguar, Lampião se preocupava igualmente com a polícia de outros estados no seu encalço, principalmente a paraibana.
Lampião na Fazenda Morada Nova
Havia outra alternativa: era possível contornar o grande maciço através da extremidade mais a leste dessas elevações, passando por um caminho que os levariam para a Vila de Boa Esperança, atual município de Antônio Martins.
O grupo de bandoleiros então se afastaria de áreas onde presumivelmente haveria mais atividade policial, poderiam então alcançar zonas teoricamente mais desprotegidas e possivelmente ainda não alertadas da presença deles na região. Esse caminho se mostrava mais promissor!

Contudo, aparentemente, essa decisão não deve ter ocorrido antes ou durante a passagem pela Fazenda Caricé, pois, logo depois da saída da propriedade do fazendeiro Marcelino Vieira, os cangaceiros seguiram primeiramente na direção sudoeste, apontando para a cidade de Pau dos Ferros. Após rápida cavalgada, surgiu o próximo alvo daquela jornada insana – A Fazenda Morada Nova.
Quando visitei essa propriedade pela primeira vez em 2010, ali encontrei a senhora Firmina Aquino de Oliveira, então com 95 anos de idade, e sua nora Maria Ivaneide de Aquino. Ivaneide era neta de Antônio Januário de Aquino, antigo dono do lugar, que teve a difícil missão de receber Lampião em 11 de junho de 1927.

Elas me informaram que não tinham conhecimento se o parente já falecido possuía laços de amizade, ou de inimizade, com o cangaceiro Massilon. Igualmente não souberam comentar se a chegada do bando se deu a uma indicação desse celerado, ou se a casa dos seus antepassados foi atacada simplesmente por ter sido um alvo que surgiu à frente do grupo.
Entretanto, essas senhoras relataram que antes do bando chegar à casa de Aquino, que não mais existia em 2010, eles arrombaram uma residência onde vivia um trabalhador da propriedade, que juntamente com sua família fugiu para o mato. Logo os bandidos pararam diante da casa grande da Fazenda Morada Nova.
Além do proprietário, na casa estavam sua mulher Raimunda Nonato de Aquino, seu filho Cosme e suas três belas e jovens filhas, Raimunda, Arcanja e Maria. Segundo Sérgio Augusto de Souza Dantas (Lampião no Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada, 1ª edição, págs. 119 e 120), foi exigido alimentos e dinheiro ao dono da Fazenda. Antônio Aquino era um produtor próspero, sendo apontado inclusive como dono de um engenho de açúcar e aguardente.
Diante da beleza das moças, alguns cangaceiros logo se mostraram interessados nas meninas. Sérgio Dantas relatou que Aquino pediu proteção a Lampião, que prontamente refreou os ânimos da cabroeira e o próprio chefe chegou a pedir desculpas ao pai das jovens pela falta cometida pelos seus homens. Após varejarem toda a casa e retirarem o que os interessava, a malta de bandidos seguiu viagem.

A Foto
As senhoras Firmina e Maria Ivaneide comentaram que a passagem do bando causou extrema comoção entre os membros da família Aquino. Todavia, Antônio Januário se sentiu até mesmo com “sorte”, pois, apesar de ter havido perda material com o saque praticado, o fato das suas filhas não haverem sofrido qualquer tipo de violência, principalmente sexual, foi considerado um resultado extremamente fortuito diante da extrema gravidade do problema.
No dia 11 de novembro de 1928, um domingo, quase um ano e meio depois da passagem dos cangaceiros, Antônio Januário reuniu sua família em um estúdio fotográfico de Pau dos Ferros para a realização de um interessante instantâneo. Essa fotografia, que trago com exclusividade e conseguida a partir do material original, possui no verso a seguinte frase “Uma pequena lembrança que ficará para sempre”.

Nela é possível ver Antônio e sua esposa Raimunda sentados em um pequeno sofá de madeira e vime, em uma posse de tranquilo comando de suas vidas e de sua prole familiar, que se encontravam todos presentes. De pé, logo atrás do móvel é possível ver Cosme, tendo a sua direita suas irmãs Maria e Arcanja e ao seu lado esquerdo Raimunda. Essa última e Arcanja trazem dois objetos que escaparam das mãos dos cangaceiros – são dois belos crucifixos com corrente e pedras.
Depois de observar milhares de fotos antigas, ao longo de vários anos de pesquisas, posso comentar que, a exceção de Dona Firmina, todos os outros participantes do instantâneo se vestem com roupas modernas para os padrões sertanejos do interior potiguar da década de 1920. Inclusive suas filhas, onde é possível ver Maria e Arcanja utilizando saias acima do joelho, apesar de estarem com meias. Antônio e Cosme igualmente seguem um padrão de vestimenta masculina bem moderna para a época. Ao olhar detidamente essa foto, vejo o registro de uma família que aparentemente superou o susto causado pelo bando de Lampião.
Violeiros Cantam a História do Assalto
A senhora Ivaneide me comentou em 2010 que nessa propriedade era comum a apresentação de cantadores de viola afamados da região e até de outros estados. Mesmo com o crescimento das bandas de forró eletrônicas, da televisão e outros meios de entretenimento, na época essas cantorias de viola possuíam público cativo na comunidade.

Ela narrou que era praxe as pessoas do lugar transmitirem para os violeiros visitantes os acontecimentos testemunhados pela família Aquino em 1927 e o que eles sabiam do ataque do grupo de cangaceiros a Mossoró. Com isso, solicitava-se que esses artistas transformassem as histórias ouvidas em uma cantoria tipicamente nordestina.
Já as estradas existentes entre as propriedades Caricé e a Fazenda Morada Nova foram sem nenhuma dúvida o pior trecho percorrido para a realização deste trabalho. As maiores dificuldades se encontravam na já rotineira falta de sinalização, mas principalmente no péssimo estado de conservação desses caminhos.
A Fazenda Morada Nova está localizada em um ponto extremamente afastado de áreas urbanas. A cidade de Pau dos Ferros fica a cerca de 24 quilômetros de distância, já a zona urbana de Pilões se encontra a 16 quilômetros e a cidade de Antônio Martins a 19. Entretanto, o melhor acesso utilizado é a partir de Antônio Martins, onde o motorista percorre oito quilômetros de asfalto da rodovia federal BR-226 e depois segue por mais 11 quilômetros de estradas vicinais. Contudo, nesse caso, existe a imprescindível necessidade de contar com a ajuda de uma pessoa da região que conheça o trajeto. Nesse caso eu contei com o apoio do amigo Chagas Cristóvão, da cidade de Antônio Martins.

Atualmente, Pau dos Ferros é a principal cidade da Região do Alto Oeste Potiguar, com uma população acima de 30.000 habitantes, estando a 389 quilômetros de distância de Natal, ocupando uma área de aproximadamente 260 km² e possuindo uma história bem antiga.
Acredita-se que a toponímia Pau dos Ferros foi criada a partir de uma determinada árvore. Essa árvore certamente devia ser um excelente local para repouso e com ótima sombra, onde vaqueiros viajantes, utilizando ferro em brasa, deixavam marcado no seu tronco as marcas do gado sob sua responsabilidade. Em uma época onde as fazendas não tinham arames farpados e o gado era criado solto, essa prática serviu para esses trabalhadores conhecerem as marcas de outras propriedades. Isso tornava mais fácil a identificação dos animais perdidos nos pastos e a realização de troca das reses encontradas. Não é difícil imaginar como essa árvore ficou bem conhecida na região. Logo ao seu redor se fixaram pessoas e isso deu início a uma pequena comunidade. Já sobre a questão da posse da terra, consta que no ano de 1733, por ocasião da morte do Coronel Antônio da Rocha Pita, foi doada a sesmaria de Pau dos Ferros a seus filhos e herdeiros. Um deles, Francisco Marçal, foi a pessoa que mobilizou os que ali viviam para erguer uma capela em 1738. Somente através da Resolução Provincial nº 344, de 4 de setembro de 1856, Pau dos Ferros tornou-se um município, sendo desmembrada da cidade serrana de Portalegre.

Na trajetória do bando em direção a Mossoró, ao se aproximar dos contrafortes da Serra de Martins, o caminho percorrido por Lampião passou onde atualmente estão localizadas as áreas territoriais das cidades de Serrinha dos Pintos, Antônio Martins, Frutuoso Gomes, Lucrécia e Umarizal.
Pescado no Tok de História
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SANTANA, UM VULCÃO EXTINTO?
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de outubro de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2. 599
Quem consegue subir a ladeira extenuante do morro do Pelado ou Alto da Fé, em Santana do Ipanema é porque busca apreciar Santana do Ipanema do alto. Mas aqui fica o aviso: de que em nenhum mirante de Santana você observa a cidade total. É que Santana do Ipanema é abaulada e cada mirante mostra apenas paisagens de alguns lugares, cenários parciais. Mesmo assim é como se diz hoje em dia: “é de tirar o fôlego, Santana vista por qualquer um deles. Estamos, porém, querendo indicar ao visitante ou santanense desatento, a paisagem mais distante que circunda Santana, vista do serrote Pelado, onde um bom desenhista poderá levar ao papel o cenário entre o dia e a noite. (ultimamente algumas árvores cresceram à frente do ponto principal do mirante atrapalhando a visão).
Olhando-se com atenção para os horizontes, no serrote Pelado, temos a impressão de que Santana do Ipanema acha-se no interior de uma enorme cratera extinta há milhões de anos. As grandes muralhas que circundam à cidade seriam as paredes vulcânicas em círculo. Vamos iniciar essas paredes com o serrote do Gonçalinho à sudeste (já dentro da cidade) e se afastando para a direita, sempre em círculo: serrote do Cruzeiro, serrote Pintado, serra Aguda, serra da Remetedeira, serra do Poço, serra da Camonga, serra dos Macacos, fechando o circulo com o serrote do Gonçalinho. Com a extinção vulcânica e erosões posteriores, foram se formando o piso interior, aplainado, ondulado, repleto de colinas onde sugiram riachos e por onde o rio Ipanema encontrou falhas nas montanhas, fez o seu vale e criou sua rede hidrográfica.
Não estamos afirmando nada, até porque nos falta embasamento para uma teoria geológica, mas, que parece, parece. Estamos abordando o assunto para não dizer que isso não foi percebido, embora o interesse da terra esteja morando próximo a zero. Do citado mirante avista-se com clareza a Avenida principal do Bairro Monumento, mas apenas um trecho e aão muita coisa mais, sobre a cidade propriamente dita. Os complementos dos cenários santanenses são acrescidos por outros vários mirantes, pois, como foi dito, nenhum deles mostra a cidade completa.
Tirar a vista do umbigo e apreciar os horizontes, Zé!
SERRA DA REMETEDEIRA VISTA DO BAIRRO SÃO JOSÉ (FOTO: B. CHAGAS).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/10/santanaum-vulcao-extinto-clerisvaldob.htmlARMAS DO CANGAÇO | FABINHO FILHO DO SERTÃO
Por Fabinho Filho do Sertão
https://www.youtube.com/watch?v=tawqe3FB5I4&ab_channel=FABINHOFILHODOSERT%C3%83OOlá pessoal no vídeo de hoje vou tá mostrando uma arma que é relíquia nos dias de hoje,ela foi muito utilizada por cangaceiros e volantes no tempo do cangaço, estou falando do PARABELO veja o vídeo até o fim e veja que arma linda. VEJAM ESSE VÍDEO TOP NO CANAL CULTURA DO VAQUEIRO https://youtu.be/vj13rGd99F8 SE INSCREVAM NO CANAL E ATIVE O SININHO 🛎👇🏽 https://www.youtube.com/channel/UCo2H... REDES SOCIAIS INSTAGRAM https://instagram.com/ofilhodosertao_... COMPARTILHEM ESSE LINK E AJUDE NOSSO CANAL A BATER 500 MIL INSCRITOS 👇🏽 https://www.youtube.com/channel/UCo2H... ========================= #armas #cangaço #lampião #facas
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GUARDA NA SUA MENTE - MELHOR IDENTIFICAÇÃO DA FAMÍLIA DE LAMPIÃO, EM FOTO FEITA EM JUAZEIRO, NO INÍCIO DE MARÇO DE 1926.
IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião.
Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.
Élise Jasmin afirma no seu LIVRO CANGACEIROS, que esta foto foi feita por Lauro Cabral de Oliveira, que dividiu então com Pedro Maia, a fama de fazer as fotos de Lampião, bando e familiares em Juazeiro, Março de 1926.
O escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti disse:
" - Olá!!! O último em pé à direita, o número 9, é Zé Dandão, agregado da família. Nessa época os três primos de Lampião, ou seja os irmãos José, Francisco e Domingos Paulo, viviam na fazenda de Antonio da Piçarra, sob o olhar protetor do padre Cícero. Mas estamos falando somente daqueles envolvidos nas primeiras pendengas. Claro que haviam muitos outros primos".
O pesquisador Francisco Jose De Lima Tico disse:
" - Legal! Muito bom! Tem um único primo que vive em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. É o Luis Paulo. Essa é boa! Zé Paulo morava no Estado de Minas Gerais. Tinha ainda Antônio Norberto, Alfredo Cândido Anjo... era cerca de trinta primos de primeiro grau, filhos de Manoel Ferreira e Naná Ferreira”.
Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta Lampião, Cangaço e Nordeste
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MORTE DE MARIANO
Por José Mendes Pereira
Diz o escritor e pesquisador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira, que o cangaceiro Mariano Laurindo Granja nasceu em 1898, em Afogados da Ingazeira, no Estado de Pernambuco, e faleceu no dia 10 de outubro de 1936, entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, sendo esta região conhecida como Cangaleixo.
Era genro do vaqueiro Lé Soares, sendo ele companheiro de Rosinha, irmã da cangaceira Adelaide. E segundo a pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, a companheira de Mariano, a Rosinha foi morta a mando de Lampião.
Mariano era um facínora que não gostava de praticar morte quando não achava necessária. Tinha um respeito enorme com o seu chefe Lampião. Tinha habilidade para tocar gaita e dono de uma simpatia. Estava sempre com gestos risonhos.
Diz ainda o escritor Ivanildo Silveira que Mariano teve um fim doloroso, onde foi baleado e apunhalado várias vezes pelo soldado Severiano, vulgo, Bem-Te-Vi, que segundo ele estava vingando a morte do pai feita por Mariano.
Assim que o capturou, apoderou-se do punhal e a mão subia e descia, furando as carnes do assecla. Apunhalava-o com tanta ira, que quem assistiu, ouviu o ranger da ponta do punhal atravessando as carnes e os nervos da vítima, saindo do outro lado do corpo, fincando-se na terra seca.
Jamais um homem matou com tanta ira um bandido. Os dedos do assecla tentavam afastar dos olhos a pasta de sangue que cobria a sua visão. A cabeleira derramava um líquido formado de suor e sangue. O seu corpo todo era um vermelhão só. O corpo estava totalmente aberto, pelos profundos golpes aplicados pelo o policial. Era a vingança do Bem-Te-Vi.
O Zé Rufino apenas assistia a violência de seu comandado, sem dizer uma única palavra. Passado alguns minutos, Zé Rufino disse-lhe: “- Tenha cuidado com a cabeça que eu preciso dela”.
Os dois tinham certezas de que o assecla já havia morrido. Enganaram-se totalmente! Mariano continuava vivo. E num momento, o assecla tentou se levantar do chão, todo coberto por um enorme manto de sangue vivo e escarlate. Era horroroso de se ver o seu estado.
O vingador quando viu o cangaceiro tentando apoiar-se para se levantar, mesmo com o corpo todo aberto pelas punhaladas aplicadas por ele, engatilhou a arma e encostando-a no peito do assassino do seu pai, preparou-se para dar o último tiro de misericórdia.
Foram dados tiros à queima-roupa, perfurando o corpo do bandoleiro, que já era uma verdadeira peneira de britador. Agora sim, o bandido, finalmente chegou ao fim. Sem mais tentativa, findou a vida do chefe de subgrupo de Lampião. Mariano fez muita falta ao bando, pois todos os companheiros gostavam bastante dele. Em fim, foi-se a vida de um querido aliado dos justiceiros injustos.
Até mesmo alguns que não eram cangaceiros, falavam bem do Mariano. Os remanescentes de Lampião disseram que Mariano era um dos que tinha mais humanidade. Afirmaram até que ele era incapaz de uma crueldade desnecessária contra seres humanos.
No meu entender, com tanta humanidade assim, Mariano estava no cangaço, por um respeito a Lampião, já que eram bastantes amigos desde os tempos da velha guarda. Você que teria sido mesmo o Mariano Laurindo Granja o autor da morte do pai de Bem-Te-Vi?
Segundo disseram os companheiros aos repórteres: “- Mariano Laurindo Granja foi injustiçado”.
Fontes de Pesquisa:
A terrível morte do cangaceiro Mariano - Ivanildo Alves da Silveira.
Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos - Alcindo Alves da Costa.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
MORENO E DURVINHA - O ÚLTIMO CASAL CANGACEIRO (MATÉRIA DA REDE MINAS DE TELEVISÃO)
Por Cangaçologia
https://www.youtube.com/watch?v=MrycQgJO3CA&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaMatéria jornalística da Rede Minas de televisão sobre Moreno e Durvinha que na época da gravação era o último casal de cangaceiros vivo. Moreno e Durvinha foram integrantes das hostes cangaceira de Lampião durante o período do Cangaço.
No ano de 1940 devido a intensa perseguição policial e a derrocada do cangaço na região Nordeste do Brasil, o casal partiu em fuga rumo a região sudeste do país onde, após passar por alguns estados, se estabeleceram no estado de Minas Gerais, onde constituíram família e permaneceram até o final de suas vidas.
No novo estado assumiram novas identidades, Moreno (Antônio Ignácio da Silva) passou a se chamar José Antônio Souto e Durvinha (Durvalina Gomes de Sá) passou a se chamar Jovina Maria da Conceição. Ao deixarem sua terra natal deixaram para trás seu pequeno filho recém nascido (Inacinho), o qual foi criado pelo Padre Frederico da cidade Pernambucana de Tacaratu.
Moreno e Durvinha mantiveram suas vidas passadas em sigilo e permaneceram escondidos durante sessenta e cinco anos. Somente no ano de 2005 o segredo que juraram guardar para sempre foi revelado e pais e filhos puderam novamente se reencontrarem.
A história do casal cangaceiro Moreno e Durvinha é uma das histórias mais fascinantes de todo o período do cangaço, uma história que se alongou por décadas até finalmente todos (as) terem conhecimento sobre suas existências e suas histórias.
Essa filmagem foi a mim gentilmente cedida por Neli Maria da Conceição filha do casal Moreno e Durvinha e à ela todo o meu carinho e agradecimento, pois sem essa atitude jamais teríamos conhecimento dessa e de tantas outras histórias desse célebre casal cangaceiro.
Geraldo Antônio de Souza Júnior
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
FOTO DE CANGACEIROS DE LAMPIÃO.
Por José Mendes Pereira
Os cangaceiros nesta foto são: Maria Jovina companheira do cangaceiro Pancada, Luiz Pedro está ladeado por Maria Jovina e Virgínio. Luiz Pedro era companheiro da cangaceira Neném do Ouro. Depois dela ter sido abatida em combate o cangaceiro Luiz Pedro não escolheu mais outra companheira no bando. Ficou sozinho. O cangaceiro Virgínio Fortunato da Silva foi casado com Angélica Ferreira da Silva, irmã do capitão Lampião.
Segundo a ordem de nascimento dos filhos de José Ferreira da Silva com dona Maria Sulena da Purificação a sexta filha era Angélica Ferreira da Silva, sendo a segunda entre as mulheres.
Angélica nasceu no ano de 1904 e no ano de 1'926 casou-se com o almocreve Virgínio Fortunato da Silva. Posteriormente, este tornou-se cangaceiro de Lampião com o nome de guerra "Moderno". Quem o nomeou, eu não sei, mas algum pesquisador deve saber. Há quem diga que Virgínio era do Rio Grande do Norte, sendo da cidade de Alexandria, mas não foi comprovado ainda.
Virgínio teve que aprender lhe dar com as perseguições, devido a vida que seus cunhados levavam, sendo eles: Virgolino Ferreira da Silva o futuro capitão Lampião, Antônio Ferreira da Silva com o nome de guerra (Esperança) e Livino Ferreira da Silva com o nome de guerra (Vassoura).
Poucos meses do seu casamento Angélica Ferreira da Silva que tinha apenas 22 anos, morreu, devido a peste bubônica, e a jovem não resistiu 24 horas, a febre que fulminou sua vida.
Logo após o triste fato Virgínio Fortunato da Silva e Ezequiel Ferreira da Silva, irmão mais novo de Lampião, que vinham sofrendo perseguições por conta dos familiares bandoleiroes, adentrariam também no cangaço.
Com a morte desta, Virgínio amasiou-se com Durvalina. Com a morte de Virginio Durvalina ficou sendo companheira do cangaceiro Moreno.
Há quem diga que quem matou o cangaceiro Virgínio foi o ex-cangaceiro Moreno, para ficar com a posse da viúva dona Durvalina. Diz ainda que ele só vivia ao pé da Durvinha, mesmo ela sendo amasiada com o ex-cangaceiro Virgínio, ele não saía dos seus passos. Mas me parece que Moreno nunca confirmou isso a nenhum repórter e pesquisador do cangaço. Como tem gente que é sabedor deste acontecimento, eu não sei explicar se foi verdade ou não.
Eles foram os penúltimos cangaceiros a abandonarem o cangaço, que ocorreu no dia 06 de fevereiro de 1940. Os últimos cangaceiros foram Corisco e Dadá. quando sofreram balaços no dia 25 de maio de 1940. Corisco ficou em estado crítico e Dadá perdeu uma das pernas.
Para o meu gosto, esta foto é a mais perfeita de todas elas. Imagina esta foto sendo colorida pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.
Mas não tem problema, se alguém estudioso do cangaço discordar que ela é a mais perfeita. Depende de gosto de cada um de nós.
Observação: Há quem diga que esta jovem não é Maria Jovina e sim, Durvalina.
