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domingo, 30 de julho de 2023

RELEMBRANDO - 5 ANOS SEM O PROFESSOR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO

 Por José Mendes Pereira

Professor José Romero de Araújo Cardoso

No dia 15 de junho de 2018, a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN -  anunciava o falecimento do seu professor, geógrafo e escritor José Romero de Araújo Cardoso. Lembro-me o dia que o vi pela primeira vez na LOGUS do seu Lula. Posteriormente, ele passava na minha casa para debatermos algo sobre cangaço e Mossoró. Meses depois, não tivemos mais contato, e eu mandei um e-mail, respondendo-me com os seguintes dizeres: 

"- Amigo Mendes, estou de molho no Hospital Wilson Rosado, devido algumas complicações de saúde. Mas logo estarei de volta para continuarmos os aos nossos trabalhos". 

Mas infelizmente ele não mais voltou com vida, sabendo do seu falecimento que ocorreu no dia 15 de junho de 2018. 

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DO PROFESSOR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO.

É com profundo pesar que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) registra o falecimento do professor José Romero Araújo Cardoso, nesta sexta-feira, 15 de junho.

O velório está previsto para iniciar às 23h de hoje (15), no Centro de Velório Sempre, e o sepultamento ocorrerá neste sábado (16), às 16h, no Cemitério Novo Tempo. Neste difícil momento de dor, a UERN se solidariza com todos os familiares e amigos.

Abaixo segue a nota emitida pelo Departamento de Geografia, ao qual o professor Romero Cardoso era vinculado:

É com pesar que, por meio dessa nota, informamos à comunidade uerniana o falecimento do Professor Mestre José Romero Araújo Cardoso, no dia de hoje, 15 de junho de 2018.

José Romero faleceu aos 48 anos, às 18:50, vítima de complicações cardiorrespiratórias.
Natural de Pombal (PB), nascido em 28 de setembro de 1969, era geógrafo, especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Prof. Romero Cardoso (Reprodução)

Professor do Departamento de Geografia da UERN, escreveu diversos livros, dentre os quais “Nas Veredas da Terra do Sol” e “Notas para a História do Nordeste”.

Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM), dedicava-se a estudos sobre a região Nordeste, cultura regional e cangaço.

O Departamento de Geografia da UERN externa suas mais sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda.

Prof. Fábio Ricardo Silva Beserra – Chefe do Departamento de Geografia – Campus Central/UERN.

http://portal.uern.br/blog/nota-de-pesar-pelo-falecimento-do-professor-jose-romero-araujo-cardoso/

A ESCRITORA SHIRLEY M. CAVALCANTE ESCREVEU SOBRE ELE:

José Romero de Araújo Cardoso nasceu em 28 de setembro de 1969, em Pombal (PB), filho de Maria de Lourdes Araújo Cardoso e Severino Cruz Cardoso. Graduou-se em Licenciatura em Geografia pelo Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, João Pessoa (PB). Cursou especializações em Geografia e Gestão territorial e em Organização de Arquivos. 

Submeteu-se,em 1998, a concurso público para docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró (RN), obtendo primeiro lugar. É professor Adjunto IV. Concluiu, em julho de 2002, mestrado em desenvolvimento e meio ambiente - PRODEMA-UERN, com dissertação versando sobre a importância da caprino-ovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró (RN). 

Assessorou a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense, por onde lançou os seguintes livros: Nas Veredas da Terra do Sol (1996); Terra Verde, Chapéu de Couro e Outros Ensaios (1996);Aos Pés de São Sebastião –novela sertaneja (1998); Fragmentos de Reflexões –ensaios selecionados (1999); A Descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade – A Família de Menandro José da Cruz (2001); A Importância da Caprino-ovinocultura em Assentamentos Rurais de Mossoró-RN (2002); e Euclides da Cunha e as Secas (2005). 

É autor de inúmeras plaquetas, a exemplo de Mossoró e a Resistência a Lampião (2002) e de Maria do Ingá a Maringá (2003). É sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e sócio da Associação Paraibana de Imprensa, além de sócio/fundador do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D’Arão. É estudioso do semiárido nordestino e dos movimentos sociais desta região.

Boa leitura!

Escritor José Romero, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever “Notas para a História do Nordeste”?

Romero Cardoso -A motivação para escrever “Notas para a História do Nordeste” está diretamente vinculada ao sentimento telúrico que nutro pela região Nordeste, pois riquíssima em episódios históricos marcantes, com ênfase no cangaço, notabiliza-se como celeiro fértil de variados temas que busquei abordar a fim de socializar conhecimentos que venho adquirindo por meio de leituras e estudos de campo. Renomado bibliófilo de nome Francisco Pereira Lima, natural de São José de Piranhas (PB), residente em Cajazeiras (PB), instigou-me a elaborar trabalho literário, visando contribuir para a compreensão da região em diversos momentos.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da publicação desta obra literária?

Romero Cardoso - A primeira versão de Notas para a História do Nordeste é em formato e-book. Estou lutando para que a obra seja lançada em formato impresso. Lancei-a em Princesa Isabel (PB), em 19 de março de 2015, quando do evento cultural “Cariri Cangaço Princesa 2015”, ocasião em que realizei conferência sobre o Território Livre estruturado em 1930, pois os principais objetivos de “Notas para a História do Nordeste” são destacar marcas indeléveis de nossa história e buscar evitar que as gerações presentes e futuras sejam vítimas de processo de aculturação que atinge frontalmente as bases de nossa identidade enquanto nordestinos.

Apresente-nos os principais desafios para a escrita de “Notas para a História do Nordeste”.

Romero Cardoso - A falta de estímulo para que a cultura tenha lugar de destaque apresenta-se como desafio à concretização de projetos literários. Para lançar “Notas para a História do Nordeste”, contei com a colaboração imprescindível da Profa. Dra. Marinalva Freire da Silva, residente em João Pessoa, cujo auxílio, tanto no quesito revisão como organização, foi extremamente positivo. No presente, o maior desafio está sendo publicar “Notas para a História do Nordeste” em formato impresso, pois a crise por que passa o país tem fomentado nefastas manifestações de desprezo à cultura.

Conte-nos um fato que o marcou após pesquisas para a escrita desta histórica obra literária.

Romero Cardoso - O fato mais marcante foi o convite feito pela diretoria do Cariri Cangaço para realizar conferência em Princesa Isabel, pois vários capítulos de “Notas para a História do Nordeste” destacam o turbulento início da década de 30 do século XX no Estado da Paraíba.

O que mais o atrai na cultura nordestina?

Romero Cardoso - A originalidade e a resistência me atraem consideravelmente. O Nordeste é um campo fértil para pesquisas de variadas matizes de estudos. A cultura nordestina é ímpar, pois o processo de construção coletiva ainda se apresenta bastante preservado. Exemplo disso vamos encontrar na proeminência da literatura de cordel em quase todos os quadrantes da região, servindo, dessa forma, como suporte ao reconhecimento enquanto nordestinos, estabelecendo o sentido de pertencimento.

Onde podemos comprar seu livro?

Romero Cardoso - Como destaquei em resposta anterior, “Notas para a História do Nordeste” ainda se encontra em formato e-book. Estou aguardando que surja momento oportuno para que seja lançado em formato impresso. Os exemplares que levei para ser divulgados em Princesa Isabel foram todos vendidos. Espero que o formato impresso, quando for publicado, seja disponibilizado para o maior número possível de leitores e possa ser mais uma fonte de informações sobre o Nordeste brasileiro.

Quais os seus principais objetivos como escritor?

Romero Cardoso - Divulgar a cultura regional e contribuir para a valorização da região Nordeste, tendo em vista que há uma forte tendência estimulada pelos objetivos e propósitos da globalização em sua fase atual de macular as bases da nossa formação cultural, pois sob a ótica do capital não interessa a preservação da memória, tanto local como regional.

Você participa das atividades do “Cariri Cangaço”. Apresente este projeto para nossos leitores.

Romero Cardoso - Ainda não integro o Cariri Cangaço. A direção da confraria cultural reuniu-se em Princesa Isabel e aventou a hipótese de inserir-me como membro do Cariri Cangaço, mas parece que não houve consenso.

Esse projeto importantíssimo, fruto da obstinação do curador Manoel Severo Barbosa, visa contribuir para a compreensão dos estudos por meio da realização de eventos culturais, os quais já foram realizados em vários estados nordestinos.

Quem desejar conhecer as principais atividades desenvolvidas pelo “Cariri Cangaço” como deve proceder?

Romero Cardoso - A melhor forma é pela participação dos eventos culturais que vêm sendo realizados. O site do Cariri Cangaço demonstra a importância assumida pelo projeto cultural que vem se tornando referência para os estudos sobre o Nordeste brasileiro.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Romero Araújo Cardoso. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Romero Cardoso - Que valorizem a cultura regional e busquem se aperfeiçoar nas técnicas de escrita, conseguidas por meio de leituras e da elaboração de textos, pois a evolução humana passa obrigatoriamente pela educação e pela cultura.

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DECLARAÇÕES DO EX-CANGACEIRO “VILA NOVA“... afilhado de Luiz Pedro

 Fonte do texto e da foto: Jornal A Noite - Acervo: Volta Seca

IZIANO FERREIRA LIMA. Alto, moreno, cabelos quase escarapinhados, o verdadeiro tipo de cangaceiro, austero, parecendo mesmo que, quando no cangaço, não brincava. Responde, porém, a todas as perguntas com solicitude. Conta com três anos no cangaço, já tendo passado por inúmeros combates, tendo, as vezes, até cinco encontros por dia com as polícias de diversos Estados.

Sempre fez parte do Grupo de Lampião e Luiz Pedro, sendo afilhado desse último. É natural da cidade de Piranhas, onde ainda, mora sua família, sendo filho de Francelino Ferreira Lima.

--“ Gostava – disse - da vida do cangaço . Mas, depois da desgraceira de LAMPIÃO, fiquei com vontade de me entregar à polícia. Depois da morte de Lampião, ninguém mais tem sossego ou alegria. O Capitão fez uma falta medonha a gente. Senti muito a sua morte, como a de LUIZ PEDRO e de D. Maria Bonita, que Deus os tenha.

VILA NOVA esteve no combate de Angico. –“Escapei pela misericórdia de Deus , afirma. Vi quando o CHEFE caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (Bezerra). Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor. Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o Capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita.

Declarou está muito satisfeito, apesar de se encontrar preso. Pois se não morre o “Capitão“, nunca deixaria a vida do cangaço, só quando não mais servisse para nada. Achava a vida boa, porque sempre tinha muito dinheiro e podia andar enfeitado de ouro. Finalizou.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta ‎
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

https://www.facebook.com/moacyrteles/photos/declara%C3%A7%C3%B5es-do-ex-cangaceiro-vila-nova-afilhado-de-luiz-pedrofonte-do-texto-e-da/2400799569965963/?paipv=0&eav=AfYH-QXHMjLwEb2XVyCi-eIfpai0Tru5BytaVNcAxDGyT5ShlwsnMqCDAYo9osnuD-0&_rdr


sábado, 29 de julho de 2023

QUANDO...

Por José G. Diniz


Quando quero de verdade
Ninguém faz eu desistir
Não fico desestimulado
Para deixar de competir
Sempre acerto no cálculo
Nunca encontrei obstáculo
Para barrar meu prosseguir
Não vou parar de rir
É melhor do que chorar
Não deixo de entrar no ringue
Com medo de apanhar
Nem mesmo que eu apanhe
E os espinhos me arranhe
Não vou parar de cantar.

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O DIA 28 DE JULHO DE 1938

 Por Rossi Mágne

Entre as mentiras e o mistério,
Eu observo do alto do cemitério,
A historiografia com certo critério,
Cercar Lampião naquele hemisfério.
E Lampião se encontrava bem confiante,
Que ninguém sabia daquele coito radiante.
À margem do velho chico de águas uivantes,
A confiança desarmou-o com seus diamantes.
Se Amoroso não fosse buscar a água para o café,
Certamente todos os cangaceiros morreriam sem fé.
O cerco não foi total, assim, alguém correu e deu no pé.
Entre as mentiras e os mistérios, aquele dia foi bem notório,
Até mesmo para aqueles corpos não houve um bronco velório.
E o cangaço foi marcado com episódios sem uma lei do cartório.
Poeta Rossi Mágne
Propriá-SE, 28.07.2023

https://www.facebook.com/veridianodiasclemente.clemente

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MORTOS DO NINHO DO URUBU | JOSÉ DI ROSA MARIA

 Por José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=ezutqq_waQg&ab_channel=Jos%C3%A9DiRosaMaria

Letra: José Di Rosa Maria Voz: José Di Rosa Maria Viola: Kleber Morais & José Di Rosa Maria Edição de Video: Mikael Santos

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A MENTIRA DO DEPOENTE PREJUDICA A LITERATURA LAMPIÔNICA.

 Por José Mendes Pereira

A mentira desrespeita a literatura lampiônica, mas nada contra ao saudoso escritor e pesquisador do cangaço Dr. Antônio Amaury Corrêa. Refiro-me ao cangaceiro Zé Sereno, porque, nenhum remanescente de Lampião falou sobre este momento lá na Grota do Angico, um possível envenenamento aos facínoras cangaceiros. 

Para melhor compreensão, estou disponibilizando o texto com correção gramatical, isto é, não usando o linguajar cangaceiro. 

Vamos ler o seu depoimento ao Dr. Antônio Amaury. 

Acontecimentos que antecederam ao ataque no depoimento do ex-cangaceiros Zé Sereno ao escritor Antonio Amaury.

Fala Zé Sereno 

- À tarde o coiteiro Pedro de Cândida (Cândido), trouxe umas encomendas em um jegue e disse:

Pedro de Cândido: 

- Capitão, as compras estão aí, vai acertar as contas que eu quero sair. 

Zé Sereno: 

- Tinha somado as despesas em pouco mais de mil réis. Lampião deu dois contos e não quis o troco.

Pedro quando ia saindo, passou por Zé Sereno e perguntou:

- Quantos são?

Sereno desconfiado respondeu:

- Não lhe interessa saber!

Pedro de Cândido:

- As encomendas não dão, respondeu Pedro de Cândida, desculpando-se.

Zé Sereno:

- Não interessa saber!

Zé Sereno disse ao Dr. Antônio Amaury que não gostava do coiteiro.

Depois disso, Zé Sereno foi vistoriar as compras. Pegou uma garrafa de conhaque e viu, quase imperceptível, um furinho no selo, feito por uma agulha hipodérmica.

Levou a garrafa até Lampião e disse:

- Seu Capitão, o senhor é cego, die uma vista, mas a outra enxerga até demais. Olha aqui. Mostrando o furo por onde tinham injetado veneno.

- É mesmo, disse Lampião. E o resto das encomendas?

Zé Sereno:

- Estão todas envenenadas, menos a cachaça, porque Pedro de Cândido sabia que ele tinha que provar.  

Respondeu Zé Sereno, e continuou:

- É bom a gente sair  daqui, se não iremos ser cobertos por balas.

Lampião:

- Amanhã cedo nós sairemos daqui.

Retrucou Zé Sereno!

- Se não sairmos levaremos balas. 

Perdeu então o grupo a primeira oportunidade de ter escapado.

Continuo chamando a atenção dos leitores, que nada contra ao Dr. Antônio Amaury Corrêa de Araújo, que foi um grande e sério pesquisador do cangaço. As mentiras postadas aqui (consideradas por mim), foram ditas pelo o ex-cangaceiro Zé Sereno, que foi o depoente.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO

 Por Anildfomá Willans

AMANHÃ.

DIA 30.07 (DOMINGO).

10 HORAS.

QUINTAL DO MUSEU DO CANGAÇO.

CELEBRANTE: PADRE CUSTÓDIO.

Participação Banda de Pífanos do Jericó, Bacamarteiros do Pajeú, Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, Duplas de Violeiros, Grupo de Xaxado Gilvan Santos, Grupo de Xaxado Zabelê, Grupo de Dança Arte e Movimento (SCFV) e Herdeiros do Xaxado.

 https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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PERGUNTAS E RESPOSTAS - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=rnM7I6pWKMQ&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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sexta-feira, 28 de julho de 2023

A OUTRA FACE DA LUA

Por Hélio Xaxá


Livre do estigma
Da negra invisível
Revela o enigma
De mulher incrível.
Eu a perceberia
Caminhando na lua
E a perseguiria
Pela noite, seminua
Descalça na praia
Do Mar da Tranquilidade
Na face escura raia
Desafiando a gravidade...
Nasce sob sua saia
O sol de toda eternidade.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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LAMPIÃO...

Por Maycol Zorgete

No dia 28 de julho de 1938, Lampião e sua companheira Maria Bonita foram capturados e mortos pela polícia, em Poço Redondo, no sertão de Sergipe, ambos tiveram suas cabeças decepadas e expostas ao público. Uma das figuras mais polêmicas da história do Brasil, Lampião gera sentimentos controversos. Ele era procurado por autoridades desde que começou a liderar um bando de cangaceiros, em 1922 e, passou a viver de saques a fazendas e a roubar gados, entre outros atos. Porém, para parte da população, ele era um heroi, uma vez que o grupo estava ligado a luta por terras e revolta contra a miséria no Nordeste. Maria Bonita ingressou no bando em 1930, tornando-se mulher de Lampião.

CARRO VOADOR

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de julho de 2023

Escritor Símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 2.934

Avião tipi TECO- TECO

Quando eu era rapazinho, um cidadão de fora colocou uma casa de aluguel de bicicletas que funcionava no “prédio do meio da rua”. Ah! Isso era uma grande novidade para a juventude que não tinha acesso à compra de uma bicicleta nova e, nem sequer havia lugar de venda na cidade. Andar de bicicleta era coisa rara e quase fantástica, assim como muitos e muitos anos depois, a irmã holandesa Letícia usava esse veículo para se deslocar ao trabalho. Com o hábito de freira sem nada atrapalhar, a irmã passeava de bicicleta com a maior desenvoltura chamando atenção de todos os santanenses. Costume da Holanda posto em prática por aqui, cuja população jamais vira uma freira naquelas condições. Os hábitos da irmã surpreendiam até na hora de tomar um cafezinho sem açúcar.

Mas voltando ao aluguel das bicicletas, pouco tempo depois, o cidadão daqueles serviços deixou o “prédio do meio da rua” e mudou-se para um compartimento à Rua Coronel Lucena, defronte ao chamado Beco de seu Abdon. Era uma beleza! O preço do aluguel por uma hora era bastante razoável e cabia no bolso da meninada sequiosa por algo novo em suas diversões, além dos jogos de ximbras, pinhões, bola, gangorra, e banhos no rio Ipanema. Além do aluguel barato, o dono do negócio era muito paciente e tranquilo, coisa que transmitia segurança. Era ele mesmo quem consertava e ajustava as peças do veículo de duas rodas. Lembranças vêm de um dos dentes da corrente que penetrou no meu dedão do pé e deu um trabalho danado para sair.

Diante do anúncio nacional em que a Embraer via iniciar sua fabricação de carro voador, em São Paulo, fizemos uma comparação dos anos 60, no caso dos veículos. E lá atrás cada carro diferente comprado por alguém da cidade, era notado de pronto nessa urbe cujo tempo passava devagar. O carro de boi continuava em evidência, o cavalo esquipador, o carro lustroso de praça, ou a sopa que fazia o trajeto interior – capital. Até mesmo o famigerado “Zepelim” – balão dirigível em forma de charuto – foi sucesso absoluto por aqui. Tudo isso sem contar com a correria de adultos e adolescentes para contemplarem de perto os aviões tipos teco-teco que aterrissavam no campo de aviação a 3 km do centro da cidade. Será que a EMBRAER vai colocar em Santana do Ipanema, uma CASA DE ALUGUEL DE CARRO VOADOR?


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LEMBRANDO O MEU AVÔ MANÉ vÉIO

Por João Marques da Silva Neto do volante Mané Véio.

Hoje lembrei algo interessante da época da conversa com ele ( Mané Veio), talvez seja irrelevante, mas na época, ele disse que não se tiravam as mãos, os dedos ou cortavam a cabeça por ruindade, segundo ele, é porque o cangaceiro que você matasse, você podia pegar os pertences dele, então pra não perder tempo, ele arrancava tudo cortava dedo, pulso, cabeça e levava no bornal as mãos dos cangaceiros pra depois tirar ouro, mas falava que existia muitas coisas valiosas como lenços, anéis, correntes e dinheiro, então pra não perder tempo, ia tirando tudo pelo caminho, após matar algum cangaceiro.

Enviado pelo o autor.

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