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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

EM UM DADO MOMENTO NA HISTÓRIA DO BRASIL

Por: Alfredo Bonessi


Incentivado  por Chico Pereira, o único cangaceiro cowboy do sertão, pois usava botas, chapéu de mocinho de cinema e rifle, Lampião enviou seus irmãos Antonio e Levino, com o bando de cangaceiros, para atacar a cidade de Sousa na Paraíba. Lampião não foi ao ataque – estava ferido no pé por bala da volante de Theofannes Torres.  

Theofannes Torres

Para Chico Pereira o ataque serviria como vingança contra os desafetos que tinham  feito atrocidades contra o seu pai naquela cidade. Nessa ocasião Lampião e o seu bando estavam a serviço do Coronel  José Pereira, de Princesa, na Paraíba.  Esse coronel não gostava de Lampião e nem dos cangaceiros – tinha em seus mandos  centenas de jagunços, pistoleiros e muita gente que não prestava – ele era o manda-chuva na região.

Coronel José Pereira de Lima

Com o ataque dos cangaceiros a cidade de Sousa o Coronel Pereira rompe em definitivo com Lampião e seu bando e os expulsa das suas fazendas, mas um cunhado de Pereira continua amigo de Lampião e  o recebe em sua casa, almoçam juntos e são amigos do peito. Essa amizade é do conhecimento do Coronel Pereira que não podendo fazer nada, apenas tenta aconselhar o cunhado a se desligar desse tipo de má gente. Mas ele continua amigo do Rei do Cangaço e é coiteiro dele.

O cangaceiro Chico Pereira

Essa amizade com Chico Pereira não dura, esse cangaceiro quando ferido, foi traído,  e abandonado pelos irmãos Ferreira em um canavial quando estava cercado pelas volantes, estava sem forças e quase moribundo e ainda, nessa ocasião, estava picado de cobra venenosa.

Surge a questão entre João Pessoa e João Dantas – dizem alguns por ciúmes e interesse na namorada de João Dantas. João Pessoa manda a polícia atacar e prender João Dantas na casa da namorada. Esta estaciona o automóvel nos fundos da casa e João Dantas escapole pela janela dos fundos. Mas a policia invade a casa e vasculha todos os aposentos e se apossa das cartas de namoro entre os dois. Essas cartas vão parar nos jornais e os ataques pela mídia da época fica acalorado entre os dois e como decorrente surgem  as ameaças entre ambos: João Dantas avisa: - Se você vier a Pernambuco, morre!

A política  brasileira na ocasião ferve no Sul do País e João Pessoa é o candidato  para a posse  política  – seu prestigio  e fama  estão em alta – todo o País sabe quem é ele.

João Pessoa decide ir ao Recife, mas é avisado pelas pessoas mais chegadas: - Não vá! Você está ameaçado de morte!

- Que nada! vou ao Recife!  e fez pouco caso dos avisos.

João Dantas vem de bonde – está em pé e uma pessoa está sentada  lê o jornal do dia. João Dantas dá uma brechada  na página principal do jornal e vê a noticia que João Pessoa está na cidade. No mesmo bonde ele volta para casa e apanha o revolver.  Procura por João Pessoa e o encontra na confeitaria – espera por ele. João Pessoa sai da confeitaria e João Dantas se aproxima pelas costas. Grita para ele: eu não te disse que não viesse ao Recife!!!! – João Pessoa se vira e investe contra ele de bengala em punho: - Ora seu! .................e leva três tiros.

A noticia se  espalha que nem fogo Brasil afora – João Dantas é considerado o Judas Nacional.  O  crime imediatamente serve de pretexto político e passa a ser considerado político e vira  motivo  principal para a sublevação nacional. Forças Getulistas  tomam o poder e João Dantas é preso com um parente seu que nada tinha a ver com o caso.

Ao lado da cela de João Dantas está o cangaceiro Antonio Silvino cumprindo pena. Tempos antes ele se oferece para pegar Lampião a unha, vivo ou morto e dá até um prazo para o feito:  20 dias.  Mas ninguém acredita nele e o deixa mofar atrás das grades. Você já pensou se houvesse esse encontro?

- quem mataria quem nesse embate?

Antonio Silvino fora um cangaceiro justiceiro, respeitador de lares e de mulheres, pedia antes de se apossar, se alguma mulher  o repreendesse ele até pedia desculpas e ia se embora. Praticava a justiça por onde andava e casou muita gente nesse sertão na marra, às vezes a coice de rifle, outras vezes a ponta de punhal. Não digo que era um homem corajoso, mas astucioso, esperto, muito precavido – andava sempre com pouca gente e se fazia obedecer pelos seus comandados.

Lampião

Lampião era aguerrido, ágil,  não fazia esse tipo justiça, não respeitava as mulheres, permitia que elas fossem estupradas e marcadas a ferro, ele mesmo forçou algumas delas,  não tinha dó de ninguém,  não ligava para a tortura que sofria as suas vitimas, desprezava a morte e sabia que um dia morreria por uma bala qualquer – sua estratégia maior era  não ser pego pela policia. Diversas vezes quis se entregar e seus irmãos não o deixaram.  Levino Ferreira, seu irmão, dizia para ele: você é um frouxo, um covarde – não serve para ser cangaceiro.  Lampião  sabia quando era a hora de lutar e a hora de escapar. E dizia sempre: - Não enfrente os macacos.  Lampião tinha a sua própria justiça, a justiça lampiônica, pois  a justiça era dele – a justiça era ele – ele fazia as suas  vinganças  a sua moda, muito  cruel. Lampião andava quase sempre com muita gente no bando e permitia que   chefes previamente designados mandassem nos seus grupos e decidisse a sorte daqueles cangaceiros  que por acaso fizesse algo que deveria  ser punido com a expulsão do bando ou até mesmo a morte.

- Ele sempre dizia:

“cangaceiro é para morrer no mato, de bala, feito bicho!”

Cumpriu-se essa profecia.

Antonio Silvino sempre afirmava: Lampião é um príncipe!

Lampião sempre dizia:

- Antonio Silvino é um covarde, pois se entregou!

A polícia invade a cela de João Dantas e a luta é ferrenha. Antonio Silvino escuta tudo – foi uma longa briga que acabou com a morte de João Dantas e do seu parente. A população fica sabendo do ocorrido e comemora o acontecido – a vingança fora feita.

Novamente  procura-se um responsável  pela ideia e autorização para a chacina de João Dantas: quem mandou?

A culpa cai em cima do Deputado  Suassuna que nada tem a ver com o caso. Ele mesmo decide ir ao Rio de Janeiro se explicar e  provar que não tem nada a ver com o assassinato de João Dantas. Seus familiares  o aconselham que não vá. Ele vai e é assassinado no Rio de Janeiro.  A questão esfria e a política continua – tudo abafado, mas não para os familiares do Deputado Suassuna que até hoje estão indignados por esse crime e procuram pelos mandantes. Na época o criminoso é mandado trabalhar  próximos as fazendas do Deputado assassinado - mas a viúva  não autoriza a vingança. Depois o criminoso vem trabalhar nas fazendas da  família do Deputado Suassuna, mas a viúva não deixa que o matem.

Final

Com a Revolução de 30 o Coronel Pereira  é derrotado e expulso de suas propriedades e vai se esconder no interior do Sertão  - errou de lado no apoio militar. Somente voltou as suas terras  muito  tempo depois do fato, mas nunca mais se recuperou no poder de mando e decisão, pois a revolução de 30 acabou com a poder dos coronéis e criou a classe política.

Chico Pereira, escapou das balas da polícia e do veneno da cobra mas acabou preso  e covardemente assassinado pela polícia.

Lampião reinou  absoluto no sertão durante o período da revolução de 30 – os militares e as volantes que o perseguiam foram brigar em outra praça de guerra. Por estar tudo calmo e bom demais arrastou  mulheres para o seu bando – Sinhô Pereira comentou; acabou-se a invencibilidade dele.

Dois irmãos Ferreira já estão mortos, Antonio e Levino e em breve morrerá o caçula da família, Ezequiel Ferreira e o cunhado Virginio, ferido em combate mas executado com um tiro no peito pelo cangaceiro Moreno que acabou ficando com a mulher  do “Juiz do Cangaço”.

Lampião sempre dizia; o cabra mais safado que eu conheci foi o Coroné Pereira de Princesa – mas Lampião nunca dizia o porque. Essa rusga começou por um erro de estratégia de Lampião em atacar a cidade de Sousa na Paraíba – como vimos – cidade protegida pelo Coronel Pereira que ali tinha vários amigos.

Hoje, se me perguntarem qual foi o principal fator que desencadeou a revolução de 30 – eu digo: foi um crime passional.

Se me perguntarem quem matou João Dantas na prisão ? – eu respondo que foi a policia a mando dos revolucionários de 30 – para  eliminar a dita causa que deflagrou o conflito. Se ouvissem João Dantas sobre os reais motivos do crime, a tese  inicial da morte política iria por águas abaixo e o caso poderia dar uma reviravolta.

Quem matou o Deputado Suassuna ? – também acredito que foi os revolucionários de 30 para eliminar todas as duvidas de quem mandou matar João Dantas na prisão – acredito que ele estava inocente do fato, até mesmo na morte de João Pessoa que como vimos a causa foi passional e não política.

Por fim veio a morte de Lampião e  o Estado Maior do Cangaço em Angicos - Sergipe.

Corisco

Estava certo Corisco, que na ocasião, com os olhos cheios de lágrimas e riscando o chão com a ponta do punhal profetizou:

-acabou-se a alegria do sertão.

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CANGACEIRO CARACOL.

 Acervo do Guilherme Machado historiador

Cangaceiro Caracol, preso em Salvador no ano de 1944 durante a entrevista com o sergipano Joel Silveira. Vocês sabem porque alguns cangaceiros não foram presos (Sila e Zé Sereno, por exemplo) e outros sim? Uns foram anistiados em 1938, outros executados depois disso. Dadá foi absolvida em 1942 e outros, como Ângelo Roque ficou preso entre 1940 e 1950. Pesquisar sobre o cangaço é muito importante.

Fonte: Cangaço na Literatura.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2059197044424596%2C2059024537775180%2C2058937434450557&notif_id=1696192675215826&notif_t=group_highlights&ref=notif

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COMBATE DO TENÓRIO E O CORPO DE LEVINO FERREIRA

 Por Luiz Ferraz Filho

Uma das mais confusas e esquecidas passagens sobre o período do cangaço é a morte de Levino Ferreira. Estive no local do combate juntamente com os amigos pesquisadores Geraldo Antônio Junior (pesquisador e youtuber), Fabiano Ferreira (historiador de Flores-PE) e João da Capoeira (membro do IHGPAJEU), onde colhemos alguns relatos de moradores descendentes de quem viu de perto o Combate da Baixa do Tenório, entre 4 e 5 de julho de 1925.

Lampião estava na Fazenda Melancia, município de Flores - PE, onde torturou o fazendeiro José Calú e liberou alguns viajantes que ele havia sequestrado na estrada. Depois partiu com seus cangaceiros até chegar na casa de Sebastião Cordeiro (Sebasto), morador da localidade Baixa do Juá, no Tenório. Lá foi bem recepcionado pelo fazendeiro onde jantou e encontrou dormida para todos. A casa ficava no pé da Serra Vermelha, marco divisório entre os municípios de Flores e Betânia, e onde existe um local conhecido por Furna de Lampião. 

Na região encontramos o agricultor Raimundo Cordeiro, 79 anos, neto de Sebasto. 'Meu pai contava que Lampião estava muito desconfiado. Alguns cangaceiros jantaram e armaram rede para dormir nas árvores do terreiro da casa. Meu avô ofereceu uma rede, mas Lampião não quis e disse que iria ficar em pé. Quando foi meia noite ele disse que a casa estava cheirando a sangue e mandou os cangaceiros se levantarem. Saíram da casa e com pouco tempo o tiroteio começou', falou Raimundo Cordeiro. O combate foi contra a volante paraibana do tenente José Guedes que vinha em perseguição ao bando e acabou perdendo o seu sub-comandante, sargento Cícero de Oliveira, que tombou com um tiro na testa.

Luiz Ferraz Filho e a pesquisa do combate do Tenório

Várias versões já foram ditas e escritas sobre o Combate do Tenório (Baixa do Juá). Alguns escritores relatam que Levino morreu dentro da cozinha de uma casa na escuridão da noite. Uma segunda versão cita que o rastejador Belarmino Morais viu o vulto de um cangaceiro em cima do serrote de pedra gritando e atirou. Já outra versão sobre a morte de Levino diz que ele foi ferido no terreiro de uma casa, foi socorrido e morreu oito dias depois. 

Na mesma região outro relato interessante encontramos do morador Luis Pereira da Silva (Luis de Puliça), nascido e criado no lugar e que foi nosso guia até o local do combate. Eles nos confidenciou uma versão local totalmente diferente das outras versões sobre a morte de Levino Ferreira. Segundo ele, os moradores mais velhos diziam que o combate aconteceu a tarde e no início da noite o irmão de Lampião foi ferido pela volante paraibana do tenente José Guedes. Ao ver o irmão ferido, o Rei do Cangaço - que já conhecia bastante o lugar - providenciou fazer o transporte do ferido nas costas rumo a furna da Serra Vermelha, enquanto outra parte do bando seguia atirando pela estrada para distrair e confundir a polícia. Transportado nas costas de um dos cangaceiros, Levino Ferreira faleceu no meio do caminho antes de chegar na furna da serra. 

Quando amanheceu o dia, Lampião deu a ordem pra cortar a cabeça de Levino e mandou sepultar o corpo. Durante os anos seguintes nunca se soube o local exato ou qual a identidade dos três cangaceiros que faleceram no combate da Baixa do Juá, no Tenório. Sabe-se pela tradição oral dos moradores que um corpo foi sepultado embaixo de um juazeiro e outros dois corpos tiveram a ossada encontrada nos anos 60 e 70 no local do combate quando fizeram o alicerce para construir uma casa e no arado da terra para plantar. Vale ressaltar que anos depois há relatos de fragmentos de ossos humanos também encontrados na furna da serra que segundo moradores o cangaceiro Lampião se escondeu. 

O corpo do cangaceiro sepultado no Juazeiro foi o único desenterrado posteriormente pelas volantes que chegaram na localidade dias após o combate. Uma moradora da época indicou o local para o capitão José Caetano e o tenente Higino Belarmino fazerem a identificação. Como estava sem a cabeça, não houve certeza na identificação. 

Eis a dúvida. Porque sepultar o corpo de apenas um cangaceiro embaixo de um juazeiro e deixar os outros dois corpos de cangaceiros ao relento no campo de batalha sem nenhuma sepultura. Alguém pode até cogitar que esse corpo sepultado no juazeiro venha a ser o sargento Cícero de Oliveira, porém, a Força Volante encontrou o corpo sem a cabeça. Se fosse um policial volante não necessitaria de uma pessoa da região pra localiza-lo, pois, a própria volante já saberia o local e não utilizaria dessa prática de cortar a cabeça de um companheiro de farda. Pelo visto, esse corpo sepultado no juazeiro era um importante cangaceiro do reinado lampiônico. Seria este o corpo do famoso Levino Ferreira da Silva ???.

Luiz Ferraz Filho, Pesquisador ;Presidente da Comissão do Cariri Cangaço Serra Talhada

FONTE CONSULTADA:

(CARVALHO, Rodrigues de; Serrote Preto, Lampião e seus Sequazes)

(AMAURY, Antônio & FERREIRA, Vera; O Espinho de Quipá) 

(FERRAZ, Marilourdes; O Canto do Acauã)

(MACIEL, Frederico Bezerra;  Lampião, seu Tempo e seu Reinado) 

(LIRA, João Gomes de; Memórias de um Soldado de Volante)

http://cariricangaco.blogspot.com/2021/05/combate-do-tenorio-e-o-corpo-de-levino.html

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OS ÓCULOS DE LAMPIÃO

 Por Betina Moura

O cangaceiro os usava para esconder a cegueira em um dos olhos.

Nos primeiros dias de julho de 1925, o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938), fazia uma de suas muitas incursões pelo sertão pernambucano. Os cangaceiros foram surpreendidos por agentes do governo e começou um tiroteio. Um dos membros, Livino – o irmão mais novo de Lampião, foi atingido. O líder reagiu. No confronto, um soldado atirou em um cacto e a bala da escopeta fez com que um espinho fosse parar no olho direito de Lampião.

Livino acabou morrendo. Lampião, levado à cidade de Triunfo, perto do campo de batalha, foi atendido por um médico que retirou o espinho, mas não conseguiu salvar o olho do cangaceiro. Resultado: ele ficou cego de um olho. “O bom humor o impedia de esconder o problema, e ele brincava dizendo que não adiantava nada ter dois olhos, pois é preciso fechar um deles para atirar”, diz o pesquisador Antonio Amaury Correa de Araújo, autor de dez livros sobre a história do cangaço. O incidente transformou o cangaceiro em canhoto – ao menos na hora de atirar, mas não atrapalhou sua fama de justiceiro. E o levou a usar óculos até o fim da vida. “Os óculos, que aparecem em quase todas as fotos, escondiam a deficiência de quem não a conhecia e protegiam os olhos do sol escaldante do sertão”, diz Antonio. Há notícia de pelo menos três óculos diferentes – sobre um deles há a história, nunca confirmada, de que os aros eram de ouro.

Dois dos óculos de Lampião, simples, redondos, de aro comum, foram deixados por ele nas casas de pessoas que o abrigaram durante o chamado “ciclo de Pernambuco”, antes de os cangaceiros cruzarem o rio São Francisco em direção à Bahia, em agosto de 1928. Há cerca de oito anos foram doados por essas pessoas à Casa de Cultura de Serra Talhada, em Pernambuco, onde se encontram até hoje.

Sobre os óculos que usava quando morreu, tudo indica que foram entregues para a polícia de Alagoas, que expôs as cabeças dos cangaceiros mortos após dizimar o grupo de Lampião numa emboscada na gruta do Angico, em Poço Redondo, Sergipe. No ataque-supresa, 11 cangaceiros foram mortos – entre eles, Lampião e sua mulher, Maria Bonita.

A própria polícia promoveu a rapinagem do tesouro do bando. Ficaram com eles jóias, dinheiro, perfumes e tudo o mais que tivesse valor – inclusive os óculos.

Extraído do blog: "História Licenciatura"

http://hid0141.blogspot.com/2010/07/os-oculos-de-lampiao.html

Independente do texto acima

Clique nos links abaixo para você ler os artigos que ainda não leu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/12/inutil-guerra-de-portugal-na-africa.html#links

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/12/patativa-do-assare-genio-nordestino.html

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domingo, 1 de outubro de 2023

A CASA GRANDE DA FAZENDA DOIS RIACHOS...

 Por José Tavares de Araújo Neto

A casa grande da Fazenda Dois Riachos, no município de Catolé do Rocha/PB, foi o principal cenário dos acontecimentos narrados no livro "Ulysses Liberato, um cangaceiro a serviço foi major Jose Inácio do Barro", ocorridos em fevereiro de 1922.



Na manhã do dia 26, o terreiro desta casa foi tomado por um bando de cangaceiros, que sob o comando de Sinhô Pereira e Ulysses Liberato, com a presença de Lampião e seus irmãos Antonio e Livino, viria alterar de forma indelével a história do cangaço.

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LIVRO DO JOSÉ RIBAMR

 




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sábado, 30 de setembro de 2023

A PROSTITUTA QUE MATOU O CANGACEIRO JOSÉ MARIA DE OLIVEIRA DO BANDO DE ANTONIO SILVINO.

 Por Manoel M. Mattos.

A prostituta que matou o cangaceiro José Maria de Oliveira do bando de Antônio Silvino. Era prostituta independente e não tinha cafetão. Segundo a legenda, seu nome era Amélia Mendes da Silva.

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JOÃO DE SOUSA LIMA


Os fatos históricos do cangaço acontecidos no Raso da Catarina.

75-988074138

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JOÃO DE SOUSA LIMA

Moreno e Durvinha, sangue, amor e fuga no cangaço...
A história do amor no cangaço
75-988074138

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PESQUISADORES CRIAM ACADEMIA PARA ESTUDAR O SERTÃO NORDESTINO

 Por Leonardo Ferraz Gominho

*Foto: Frederico Pernambucano de Mello, um dos membros da nova academia.

Na noite da última sexta-feira, dia 29 de setembro, um grupo formado por estudiosos do sertão nordestino, em reunião virtual, criaram a Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino – ABRAES -, que tem como sede a cidade de Floresta, no Sertão pernambucano.

Os sócios fundadores ocuparam as primeiras dezenove cadeiras. Outras 21 serão ocupadas, por meio de processo eleitoral, por membros que deverão demonstrar conhecimento em pelo menos uma das seguintes temáticas: cangaço, messianismo, genealogia de famílias sertanejas, geografia cultural sertaneja, religiosidade, regionalismo sertanejo, folclore sertanejo, musicalidade regional, festejos sertanejos/nordestinos, poesias, vaqueiros, culinária, personalidades sertanejas e outros temas comuns ao sertão nordestino.

Nasce a Academia com a finalidade não só de estudar e pesquisar os temas mencionados, mas, principalmente, para fomentar o desenvolvimento e a produção literária e cultural, a divulgação de artigos, livros e eventos com foco nessas temáticas.

Nesse sentido, a ABRAES buscará reconhecer valores e estimular novos talentos, valorizar e preservar a cultura nordestina, discutir e programar ações conjuntas com entidades governamentais e outras instituições, estimular o intercâmbio cultural entre entidades congêneres; promover palestras, encontros, seminários e afins, sobre as temáticas objeto da Academia; publicar antologias com artigos relativos às aludidas temáticas, outorgar prêmios literários; promover o congraçamento e a cidadania através da educação e cultura, da proteção e preservação da história e do patrimônio histórico material e imaterial regional.

Na ocasião da criação da Academia, por aclamação, foram eleitos e empossados os membros da Diretoria: Leonardo Ferraz Gominho (Presidente, patrono Luís Wilson), residente em Maceió; Dênis Artur de Barros Carvalho (Secretário-Geral, patrono Oswaldo Lamartine de Faria), residente em Floresta; Emmanuel Conserva de Arruda (Tesoureiro, patrono José Américo de Almeida), residente em João Pessoa; e Adriano de Carvalho Duarte (Diretor Cultural e de Relações Públicas, patrono Rodolfo Teófilo), residente em Jardim/CE.

A ABRAES tem o Conselho Fiscal formado por Gustavo Costa Farias (Presidente, patrono José Aloísio Brandão Vilela), residente em Maceió; Euclides José de Almeida Junior (Junior Almeida, patrono Ulysses Lins de Albuquerque), residente em Capoeiras/PE; André Luiz de Carvalho Nunes (patrono Daniel Parish Kidder), residente em Lauro de Freitas/BA; e Gilmar Teixeira dos Santos (suplente, patrono Cid Teixeira), residente em Feira de Santana/BA.

Além dos componentes da Diretoria e do Conselho Fiscal, tomaram posse os seguintes acadêmicos: Frederico Eduardo Pernambucano de Mello (residente em Recife, patrono Gilberto de Mello Freyre), Ricardo Beliel (residente no Rio de Janeiro, patrono Ariano Suassuna), Juliana Pereira (residente em Fortaleza, patronesse Rachel de Queiroz), Severino Neto de Souza (Souza Neto, residente em Barro/CE, patrono Abelardo Montenegro), Antonio Guimarães de Oliveira (residente em São Luís/MA, patrono Nina Rodrigues), Angelo Osmiro Barreto (residente em Fortaleza, patrono Paulo de Medeiros Gastão), Gutenberg Medeiros Costa (residente em Nísia Floresta/RN, patrono Câmara Cascudo), Nivaldo Alves de Carvalho (residente em Floresta, patronesse Benedita Maria de Carvalho Barros), Leandro Cardoso Fernandes (residente em Teresina, patrono Napoleão Tavares Neves), Yony de Sá Barreto Sampaio (residente em Recife, patrono José Guimarães Duque), Ivanildo Alves da Silveira (residente em Natal, patrono Nertan Macedo).

 

A cadeiras ainda a serem ocupadas terão como patronos: Alvina Gameiro, Maria Isaura Pereira de Queiroz, Freire Alemão, Alcino Alves Costa, José de Alencar, Ranulpho Prata, Graciliano Ramos, Pereira da Costa, Barão de Studart, Padre Antônio Vieira, José Lins do Rego, Euclydes da Cunha, Aglae Lima de Oliveira, Pedro Calmon, Daniel Walker, William Palha Dias, João Brígido, João da Silva Feijó, Patativa do Assaré, Gustavo Barroso e Nelson Barbalho.

https://robertoalmeidacsc.blogspot.com/2023/09/pesquisadores-criam-academia-para.html?fbclid=IwAR1WPE9DAjlryKZ1UMNlCADG9FIb9a8gyLWcrz_QLnVGo2XUNNpbmsYZtfg

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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

TENENTE LASDILAU REIS.

 Por Helton Araújo

Tenente Ladislau Reis de Souza, popularmente conhecido como tenente Santinho, da polícia baiana.

No registro fotográfico vemos ele e sua volante chegando em Jeremoabo-BA, após 15 dias nas caatingas à procura de Lampião e seu bando, em 1933.

A tradição oral e uma grande linha de pesquisadores colocam o tenente Santinho como um dos mais cruéis membros das forças volantes, essa linha de pesquisadores aponta suas crueldades tão barbaras quando as praticadas pelos cangaceiros.

Santinho, ficou enraizado na história do cangaço com o ato do suplício do cangaceiro Venceslau Xavier, vulgo Baliza (cuidado para não confundir com José Dedé, vulgo Baliza, morto na década de 20). Após ser detido e recambiado para a volante de Santinho, Baliza sofreu todo tipo de torturas, até ter seu trágico fim ainda agonizante em uma fogueira em chamas.

A volante de Santinho também é responsável pela morte e decapitação do cangaceiro Açúcar.

Suas ações contra aqueles que consideravam coiteiros também eram enérgicas e brutais.

Ladislau Reis, o tenente Santinho, sobreviveu ao cangaço. Depois disso, quando saiu da PM, foi prefeito por três vezes em Mata de São João, na Bahia, vindo a falecer no ano de 1985.

E você conhecia essa foto e a fama do Tenente Santinho?

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AMOR FIEL - ANTÔNIO AMÉRICO - CANTA JOSÉ DI ROSA MARIA

 Por José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=ojfVQkI73ms&si=2ZypcUDo3nW4THLO&fbclid=IwAR1IpGVP1sWmPl5Fj01dWXzwOUb2KcBbd1ULwV_m_dWqKQjmgqOJtE8F56A&ab_channel=Jos%C3%A9DiRosaMaria

Acompanhamento e Arranjo: Macote

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ATOS...

Por José G. Diniz.


Atos que não praticamos sozinho

Precisa preparação com paciência
Dar para poder receber essência
E não parar no meio do caminho
Sem pressa, devagar, devagarinho
Nesta pratica existe um segredo
No momento de fazer o chamego
Trate o peba, mastigue, sinta o cheiro
Excitação ainda é o melhor tempero
Para ela não ficar chupando dedo.


https://www.facebook.com/josegomesd

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CARTAS PARA O MUNDO

Por Hélio Xaxá


É preciso aprender a sentir
Saudade sem tristeza...
Lembrar o que viveu e sorrir
Foi bom, com certeza.
Aprenda que a felicidade
É uma busca constante...
Valeu a pena, de verdade:
Foi um eterno instante...
Se falta alguém à mesa
Ele está sempre no coração...
Nos abraça com sutileza
Afaga a alma com emoção...
Às vezes um arrepio
É um toque, uma presença
De alguém que te quer bem
E se você chora, sofre junto...
Proteja-se do frio...
Ele quer que você vença
Converse, diga o que você tem
Preces são cartas para o mundo.
Ser feliz é o desafio
O amor supera a ausência...
Ofereça seu sorriso mais bonito:
Escreva cartas para o Infinito.

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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

CANGAÇO: BIOGRAFIA DO CANGACEIRO MARIANO

    Por Fatos na História - Cangaço e Nordeste

Fatos na História - Cangaço e Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=1xWaAjGKN_o&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

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OTÍLIA CANGACEIRA

 Por Helton Araújo

Na imagem podemos ver a ex-cangaceira Otília Teixeira Lima, nas hostes do cangaço, ela foi a primeira companheira do afamado cangaceiro Mariano Laurindo Granja.

Otilia estava com o bando de Mariano, na Fazenda “Mucambo”, junto com “Pau Ferro”, “Criança” e “Pai Velho”. Minutos após a chegada do grupo, dois cabras foram escalados para arranjar montadas na vizinhança. Foi quando apareceu, de surpresa, o contingente do sargento José Rufino, que, com 15 praças, vinha procurar pousada na aludida fazenda.

Reconhecendo os bandidos, a força entrou em tiroteio contra os mesmos, pondo-os em fuga, depois de cerca de duas horas de fogo.

Otilia estava descansando na casa da fazenda, quando começou a fuzilaria.

Receosa de ser atingida pelos projéteis, ali deixou–se ficar, sendo finalmente presa e conduzida ao cárcere. Mariano, seu velho companheiro conseguiu, habilmente, cortar a retaguarda da força, fugindo à chuva de balas que se despejava sobre eles.

Otília sofreu todo tipo de abusos na cadeia de Jeremoabo-BA.

A foto é da ocasião da filmagem do documentário "Memórias do Cangaço" de 1964.

Arquivo: Thomaz Farkas

Agradecimento pela imagem a : Guilherme Velame Wenzinger

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CANGAÇO: SOBRE A NOTÍCIA DA MORTE DE ZÉ BAIANO EM ALAGADIÇO

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/shorts/TSYxWdB1jCo

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CURIOSIDADE PÓS CANGAÇO.

 Por Helton Araújo

David Jurubeba e Margarida Jurubeba. Pioneiros fundadores da Igreja Batista em Serra Talhada (PE). Ela entregou a sua vida para Jesus em 1931, através da pregação do missionário L. L. Jonhson, quando o mesmo chegou a cavalo em visita a Floresta (PE), onde residiam. Apesar das perseguições do pároco local, David hospedou o missionário e permitiu a pregação do evangelho em sua casa.

David Jurubeba, foi um dos mais ferrenhos nazarenos perseguidores de Lampião e seu bando.

Um fato sobre David Jurubeba que ficou muito conhecido, foi quando desafiou Lampião em meio a um combate para saírem no mano a mano na faca.

Conhecia esse fato sobre o David Jurubeba ?

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LAMPIÃO TROCA TIRO COM LUIZ MARIANO

 Por Fatos na História
https://www.youtube.com/shorts/ORVB8glZJHA

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EX-CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO MORRE NO PRÉDIO DO INSS

 Por Helton Araújo

Severino Garcia Santos, vulgo Relâmpago, foi mais um que engrossou as fileiras do cangaço. Apesar de ter sobrevivido ao hostil mundo do cangaço, Relâmpago já idoso teve um fim triste e um tanto curioso.

https://www.youtube.com/watch?v=KwQQCNwLyWk&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Ele morreu no prédio do INSS, quer saber o errado dessa história ?

Clica no link que está logo aí abaixo 👇e assista nosso novo vídeo postado no YouTube.

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quarta-feira, 27 de setembro de 2023

CANGAÇO ETERNO

 Por Helton Araújo

Uns estão pelo hype, eu estou pela história, não dedico horas e dias da minha vida por esse tema atoa. Criei as mídias CANGAÇO ETERNO, não para valorizar crimes cometidos por cangaceiros ou volantes, criei essa marca para preservar e propagar a história de um povo que por muitos anos e por incrível que pareça em alguns locais até hoje são esquecidos.

Não romantizo o CANGAÇO, não acho Lampião herói, nem tão pouco coloco volantes em pedestais, estudo incansavelmente para entender e difundir o contexto histórico da época. Não irei me calar ou me intimidar por ataques de qualquer esfera que seja!

Meu compromisso não é com política, não é com fanáticos por A ou B, seja nos dias atuais ou na época do cangaço. Meu compromisso é única e exclusivamente com a história. Não irei permitir, mesmo diante da minha pouca relevância no cenário nacional, que essa história seja passada para gerações futuras com romantização ou inverdades.

Em respeito a grandes pesquisadores que já se foram como: Dr. Amaury, Alcino Alves, Sabino Basseti, Dr. Napoleão Tavares, Paulo Gastão, entre outros tantos que dedicaram suas vidas a esse tema. Continuarei com imparcialidade e respeito propagando essa história.

E o nome é CANGAÇO ETERNO para que jamais o sofrimento daquela gente seja esquecido e não para eternizar ou idolatrar QUALQUER UM que tenha cometido os crimes.

Me chamo Helton Silva de Araújo, nascido em Barueri, São Paulo, com muito orgulho, filho de pais pernambucanos. Residente atualmente em Pernambuco e com mais orgulho ainda de nas minhas veias correrem o sangue quente e destemido do Nordeste. Não vai ser uma certidão de nascimento ou uma divisão territorial que vai me tornar menos apaixonado pela história dessa terra que tanto amo.

Finalizo dizendo que meu canal no YouTube só tem 2 anos e 10 meses, e se conquistei 68 mil inscritos nesse pequeno período de tempo não foi por acaso. Se hoje tenho o respeito dos amigos pesquisadores sérios do tema, também não foi à toa.

Eu e meus companheiros de pesquisa que de fato levam esse estudo a sério, seguiremos até o fim com esse compromisso e você que também pensa assim é nosso convidado a fazer parte desse time.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=327640539746321&set=gm.841027604351396&idorvanity=414354543685373

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POR ONDE ANDA O DR. IVANILDO ALVES DA SILVEIRA?

 Por José Mendes Pereira

Por onde anda o pesquisador e colecionador do cangaço o Dr. Ivanildo Alves da Silveira, que nunca mais o vi nas páginas da internet?

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