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sábado, 11 de maio de 2024

1945 – ALGUNS ASPECTOS DA GRANDE PONTE AÉREA CRIADA PARA TRAZER OS SOLDADOS AMERICANOS DA EUROPA ATRAVÉS DE NATAL

 

Uma Ideia Desse Retorno e Os Momentos Desses Militares em Parnamirim Field

Autor – ELTON C. FAY – Redator da equipe da Associated Press.

Publicado Originalmente no THE BINGHAMTON PRESS, de Binghamton, New York, EUA, edição de sábado, 25 de agosto de 1945

CADERNO DE CORRESPONDENTES: SOLDADOS RETORNANDO AOS ESTADOS UNIDOS POR VIA AÉREA A UMA TAXA DE 700 HOMENS POR DIA.

Natal, Brasil – Mais de 32.000 soldados vindos da Europa para casa, passam por esta Base Aérea dos Estados Unidos na região oriental da América do Sul. Eles passam em um fluxo constante. Mais de 700 homens por dia vem em aviões de Casablanca, Norte da África, em voos de até 17 horas. Apenas alguns dias a mais e eles estarão em casa.

Esses jovens tiveram sorte. Eles são prioridade máxima. Em geral, eles são homens destinados a baixa do serviço ativo. Separados de suas antigas organizações militares e movendo-se como indivíduos eles não teriam prioridade de viagem, que foi definida originalmente quando era urgente a redistribuição de soldados para os campos de batalha do Pacífico. Sob circunstâncias normais eles seriam os últimos a sair Europa por navios oceânicos, demorando alguns meses para isso.

Parnamirim Field – FOTO GETTY – IVAN DIMITROV

Mas a maior companhia aérea do mundo – A Força Aérea do Exército dos Estados Unidos e o seu Comando de Transporte, no entanto, tinha aviões – centenas deles a mão.

Este é um exemplo aonde o caminho mais curto para casa pode ser através do trecho mais longo. De navio eles teriam de percorrer cerca de 3.000 milhas, e de avião mais do que o dobro dessa distância. Seguindo uma rota descendo para Casablanca, Marrocos, cruzando a linha do equador e atravessando o Oceano Atlântico até Natal. Depois voando através do Caribe até os Estados Unidos. Em navios de transporte de tropas os soldados levariam em média 10 ou 12 dias através do Atlântico Norte. Já fazendo a viagem aérea pelo Sul, eles alcançam os Estados Unidos em cerca de três dias.

O acampamento militar de Parnamirim Field – FOTO GETTY – IVAN DIMITROV

O Campo de Parnamirim e seu imenso acampamento militar é o ponto de transferência do soldado-viajante. Ele pousa aqui no meio do caminho para casa, geralmente em um avião de transporte quadrimotor Douglas C-54. Muitos talvez estejam cansados de ficar ouvindo o barulho dos motores por 17 horas e até um pouco mais. Fartos das rações K – mas com os Estados Unidos a apenas dois dias de viagem.

Desembarque de um militar americano de uma aeronave C-87, enquanto um técnico brasileiro prepara-se para colocdação de inseticida na aeronave contra a malária – FOTO GETTY – IVAN DIMITROV

O grande avião taxia até a linha principal, representantes do Exército Americano sobem a bordo, incluindo médicos que fazem a colocação de pesadas doses de spray inseticida que enche o avião. A ideia é evitar que os insetos que transmitem a malária desembarquem impunimente por aqui, ou sigam mais adiante.

Alguns Estão Assustados.

Douglas C-54 – Foto – US Army.

Um ou dois deles dormiram no caminho em seus assentos, ou enrolados em um cobertor no chão. Muitos dos homens, muitas vezes a maioria, nunca voaram antes.

Eles estão cansados. De vez em quando eles ficam com medo das sacolejadas no voo. A terra parece boa para eles. Eles contam e repetem o pior de seus medos que passaram na viagem – o salto sobre a água, sobre o Atlântico (sem perceberem que logo mais adiante estariam voando centenas de quilômetros sobre a selva amazônica).

So9ldados americanos em trânsito por Parnamirim Field Fonte – FOTO GETTY – IVAN DIMITROV

Houve alguns casos tremendos em que os soldados recusaram a seguir de avião pelo medo. Nesse caso estes eram despachados para Recife afim de embarcarem para casa no próximo navio a vapor. O Exército não pode obrigar seus homens a voar.

Seria possível em menos de duas horas transferir esses soldados dos grandes aviões transoceânicos para os transportes bimotores menores com destino ao Estados Unidos, mas os homens são mantidos aqui (Parnamirim Field) para dormir em beliches e ter refeições regulares.

A média de permanência deles é de 24 horas. O mau tempo daqui até Miami, Flórida, às vezes reduz o número de operações de voo diárias e exige uma estadia um pouco mais longa.

Não Consigo Sair Do PX

O objetivo é tornar a vida tão mais agradável possível. (Nenhum lugar é melhor que casa para um soldado indo nessa direção.) Natal, por uma aberração do clima, é um local fresco, varrido pela brisa constante, mesmo localizado em uma região seca.

Trabalho normal e diário em Parnamirim Field – FOTO GETTY IVAN DIMITROV

Para seguir os regulamentos de saúde do governo brasileiro o soldado em trânsito não pode sair desse posto, até mesmo para a cidade próxima de Natal. Mas ele encontra aqui um entretenimento melhor que a configuração média e uma chance de se exercitar, comer e dormir.

Esses soldados vão encontrar, no entanto, alguns aborrecimentos antes que ele tenha aquele pedaço de papel que vai libertá-los das regras, regulamentos e do exército. O oficial de instrução que conheci a bordo do avião me disse, com um sorriso irônico: “– Você vai descobrir que quanto mais perto chegar de casa, mais difícil será a guerra. Mantenha a camisa abotoada e as calças arregaçadas”.

Para um soldado que deseje realizar uma viagem de compras, este é o lugar. Possui um dos maiores posto de trocas (PX) do exército. Mensalmente, as vendas aumentam como US$ 500.000 (quinhentos mil dólares). O produto que está no topo da lista dos soldados para compras é a “bota mosqueteira”, uma meia bota de couro fabricada em toda a América do Sul. Bolsas de couro de jacaré vem em segundo lugar.

1945 – ALGUNS ASPECTOS DA GRANDE PONTE AÉREA CRIADA PARA TRAZER OS SOLDADOS AMERICANOS DA EUROPA ATRAVÉS DE NATAL - Um Pequeno Vislumbre Desse Retorno e Os Momentos Desses Militares em Parnamirim Field
Outro aspecto do C-54 – Foto – US Army

Alguns homens, cerca de meia dúzia por dia, descobrem que pequenas doenças interrompem a viagem para casa. Se eles mostram temperaturas alteradas, ou outras evidências de doenças, elas permanecem em Parnamirim até o problema desaparecer e assim evitar que alguma doença contagiosa se instale.

ELTON C. FAY foi um repórter da Associated Press que atuou nos conflitos que envolveram os Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial até a Guerra do Vietnã. Ele foi um dos poucos repórteres informados antes dos bombardeios do general Jimmy Doolittle contra no Japão em abril de 1942 e durante o resto do conflito escreveu sobre os principais eventos da guerra. Esteve em duas ocasiões em Natal e Parnamirim Field. Fay ingressou no serviço de notícias em Albany, New York, e mudou-se para Washington em 1932, cobrindo o antigo Departamento da Marinha e depois junto ao Pentágono. Faleceu aos 81 anos, em 1º de setembro de 1982.

Extraído do blog do escritor, historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros - https://tokdehistoria.com.br/2024/05/07/1945-alguns-aspectos-da-grande-ponte-aerea-criada-para-trazer-os-soldados-americanos-da-europa-atraves-de-natal/

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XAXANDO PELO BRASIL

Por Anildomá Willans

O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, de Serra Talhada/PE, retoma o Projeto Xaxando Pelo Brasil que agora vai para Salvador/BA, em circulação com seu espetáculo homônimo. A itinerância começou por Teresina, em março do ano passado.
Agora, no mês de maio, a trupe chega em Salvador com seu espetáculo, apresentando-se nos seguintes locais:
Dia 10 de maio (sexta feira), às 12h, na Escola de Dança da Funceb/CFA, Rua da Oração, n. 1, Pelourinho. Sala Céu.
Dia 11 de maio (sábado), às 15 h, no MAB /Museu de Arte da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2340 - Corredor da Vitória, Salvador).
As apresentações serão gratuitas.
LIVRO - Aproveitando o ensejo, o pesquisador e escritor do cangaço, ANILDOMÁ WILLANS DE SOUZA, estará junto ao grupo lançando seu livro LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ.

O produtor Karl Marx, um dos dirigentes da Fundação Cultural Cabras de Lampião, explica o projeto “Xaxando Pelo Brasil busca através do Xaxado, uma das mais puras manifestações culturais da região nordeste do Brasil, resgatar a valorização da tradição popular, contemplando a estética dos movimentos corporais e do ritmo musical oriundo do sertão, além de despertar o público para a beleza e a criatividade do imaginário da cultura nordestina, cultivado ao longo das gerações, possibilitando à comunidade acesso à cultura”.


O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião é o maior divulgador desta dança e mantém a originalidade e autenticidade conforme criada pelos bandoleiros do sertão. É uma trupe de artistas sertanejos - exatamente da cidade que nasceu Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.

O Grupo de Xaxado Cabras de Lampião trouxe os cangaceiros para frente das luzes e o Cangaço se transformou num show de arte com uma nova e revolucionária imagem do Rei do Cangaço. É um espetáculo que conduz o espectador a um mergulho no mundo mágico e místico do sertão.
O projeto Xaxando pelo Brasil é uma produção da Fundação Cultural Cabras de Lampião e da Agência Cultural de Criação e Produção, com o incentivo do Funcultura, da Fundarpe, da Secretaria Estadual de Cultura e do Governo de Pernambuco.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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"O DESTINO VINGOU CRISTINA"

Por Helton Araújo
A bela Cristina, nas hostes do cangaço foi companheira do chefe de subgrupo de Lampião, o cangaceiro Francelino José Nunes, vulgo Português.
Cristina teria se envolvido em um caso de traição com o também cangaceiro Antônio José dos Santos, vulgo Gitirana, cabra de Corisco. Esse fato causou grande reboliço em meio aos bandos, gerando grande desentendimento principalmente entre Corisco e Maria Bonita.
Português queria que Gitirana fosse morto, teria até ordenado que seu cabra Cícero Garrinchinha, vulgo Catingueira o executasse, porém, Corisco o impediu e colocou Catingueira em seu devido lugar.
Maria, achava injusto que Português ficasse desmoralizado, Corisco por sua vez não permitia que ninguém tocasse em seu cabra, Lampião no fim dessa confusão acabou aparentemente dando razão a Corisco, pois ele que era chefe de Gitirana.
A jovem Cristina, desesperada, pediu guarida no bando de Corisco, que a deixou ficar por uns dias, mas ela não poderia ali permanecer permanentemente, pois ele sabia que isso o traria grandes problemas. Dias depois, Cristina foi mandada por Corisco, com um coiteiro com destino a sua família, mal ela sabia o destino cruel que a reservava.
No final, ao que indica prevaleceu a vontade de Maria Bonita, que achava justo Português ter sua honra lavada, Cristina foi assassinada a facadas em 20 de Julho de 1938, seus algozes foram os cangaceiros Luiz Pedro, Juriti e Candeeiro.
Mas o destino reservava algo extremamente terrível para muitos dos envolvidos nesse caso.
O primeiro a perder a vida foi o cangaceiro Catingueira, ele que havia sido incumbido por Português para matar Gitirana e possivelmente também tentaria contra a vida de Cristina, foi morto em Alagoas em fevereiro de 1938, pela volante do Tenente João Bezerra que estava sob comando do então cabo Aniceto Rodrigues.
Uma semana depois da morte de Cristina, em 28 de Julho de 1938, Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro foram alguns dos 11 cangaceiros mortos e decapitados na grota do Angico, em ação comandada pelo então tenente João Bezerra.
Em fevereiro de 1939, Português que estava preso em Santana do Ipanema, Alagoas, após ter se entregado às autoridades, foi morto no pátio da cadeia a tiros por um filho de menor de idade de uma de suas vítimas do passado.
Cristino Gomes da Silva Cleto, vulgo Corisco seria morto em maio de 1940 em Barra do Mendes, na Bahia, em ação comandada pelo então tenente José Osório de Farias, o afamado Zé Rufino.
Juriti em 1941, quando já estava anistiado decidiu voltar ao sertão sergipano e acabou sendo capturado pelo temido sargento Amâncio Ferreira da Silva, vulgo Deluz, esse com auxilio de seus capangas, amarrou e conduziu Juriti até um determinado local na região de Canindé, onde o jogou vivo em uma fogueira em chamas, ali Manoel Pereira de Azevedo, o Juriti, queimou em agonia até a morte.
Manoel Dantas Loiola, o popular Candeeiro, foi o único dos envolvidos na morte de Cristina a sobreviver, seu Né como também era conhecido no pós cangaço, faleceu já idoso em 24 de Julho de 2013 na cidade de Arcoverde, Pernambuco, aos 97 anos de idade.
Obs: Gitirana também sobreviveu ao cangaço, ao que indica entregou-se em Agosto de 1940. Uma linha de pesquisa diz que o mesmo faleceu pouco tempo depois vitimado pela tuberculose.
Por: Helton Araújo
Gostaram da história? Querem aprender mais sobre o cangaço? Então acompanhe nossos vídeos, garanto que tem muitas informações interessantes.

Deixo abaixo uma sugestão de vídeo. Com o título: "SUPER ENTREVISTA DO EX-CANGACEIRO VINTE E CINCO", segue o link abaixo
Não esqueça do link cabroeira.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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sexta-feira, 10 de maio de 2024

ESTAMOS COM DIFICULDADES PARA FAZERMOS POSTAGENS.

 

MUITO LENTO, O SINAL...!

quinta-feira, 9 de maio de 2024

RESTO NÃO É RESTO

 Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.042


 

Muito importante para os estudos da Arqueologia, da História, da Sociologia, primordialmente, as recentes descobertas dos vestígios de nossos ancestrais, à margem do rio São Francisco na cidade de Traipu. Sítio arqueológico é coisa que encanta tanto os estudiosos quanto o leigo humilde e curioso. Parece, no entanto, que é muito mais fácil achar do que conservar um sítio. Não são muitos os que se dedicam a esses tipos de descobertas. Até mesmo pela falta de oportunidades fartas para o exercício desses conhecimentos, muitos cérebros são desviados para outras atividades. Não restam dúvidas de que as margens do “Velho Chico”, sempre surpreendem a Ciência, tanto pelas belezas naturais quanto pelas descobertas.  Com ocorrência mais raras, também são encontrados vestigios em lugares mais distante do rio e muitas vezes nem sequer são estudados.

Em Capelinha mesmo, povoado de Major Isidoro, apresentaram-me uma pedra polida, achada na região do rio Ipanema, por ali.  Peça pequena, pesada, de pedra lisa proveniente da correnteza. Tudo indica que era u’a mão-de-pilão de macerar grãos ou folhas, mas não sendo especialista no ramo preferi encaminhar a peça para os entendidos. Bem assim fomos conhecer as inscrições rupestres do Sítio Pedra Rica, município de Santana do Ipanema. Depois de enfrentarmos o exército de maribondos guardiões do tesouro, reproduzimos os vários desenhos encontrados na barriga de um enorme lajeiro. Infelizmente na época a cúpula do Jornal de Alagoas, com Encarte Jornal do Sertão, resolveu não publicar o nosso trabalho. Cultura sempre foi tratada em último lugar.

A nossa admiração por esses profissionais estudiosos, pesquisadores de alto gabarito, sempre esteve em evidência, muito embora a nossa área Geografia, seja interligada, sempre procuramos complementá-la com Geologia, coisa que continua impossível para nós até os presentes dias.

E aqui em nossa região, mais afastada do rio São Francisco, temos apenas uma peça de bicho pré-histórico no Museu Darras Noya em Santana do Ipanema e um museu na cidade de Maravilha dedicado às descobertas de fósseis de bichos do município.

Viva o Sol e viva a Lua, embora falte uma banda.



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DEUSES DE MANDACARU

 Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.043

Entre as cactáceas do semiárido, duas se destacam pela elegância e porte. Ambas caracterizam o interior nordestino e há muito já se tornaram símbolos do Nordeste. Muitas vezes uma espécie é confundida com a outra, principalmente se forem observadas de longe. São elas o mandacaru e o facheiro. Enquanto o mandacaru tem os gomos grossos e suculentos, o facheiro tem os braços finos e esguios. Mas temos outras espécies famosas e queridas do sertanejo como o alastrado, o xique-xique, a favela, a coroa-de-frade, o caroá, o rabo-de-raposa e outras mais. Pois foi baseado na resistência do mandacaru às secas, que escrevemos o romance “Deuses de Mandacaru” e que no momento está em fase de pré gráfica. Vai dar em torno de 500 páginas de muita aventura e emoções.

O romance é do Ciclo do Cangaço com o preâmbulo da expulsão dos holandeses de Penedo, Alagoas. A continuação de uma luta à parte, na defesa de uma arca recheada, chega até a época do cangaceirismo onde três cabras de Lampião disputam baú com arqueólogo, poeta, jogador de baralho e outros civis armados. Os ingredientes emocionam o leitor que se sentirá no meio da aventura com sexo, paixão, emboscada, tiroteios, ternura, amor, ódio e vingança. Os cenários do romance de aventura e ação acontecem na paisagem penedense, maceioense, do agreste e do Sertão, culminando com o desfecho à margem do rio São Francisco. Um surpreendente final também não esperado pelo leitor.

Acompanhando ”Deuses de Mandacaru”, mais três romances do Ciclo do Cangaço que deverão ser lançados ao mercado livreiro de uma só vez: “Fazenda Lajeado”, “Papo-Amarelo” e “O Ouro das Abelhas”. Você vai se apaixonar pelos seus personagens como Seu Calixto, negra Gonga, Apolônio, Tenente, João Tetê, Cololô, Mocinha, Bala Verde, Eliseu, João Dedé, Faustino, Balinha e muitos outros que não sairão tão cedo da sua mente. Portanto fique esperto porque mandaremos imprimir apenas uma pequena quantidade, devido ao alto custo e a falta de patrocínio.

O mandacaru (Cereus jamacaru) que significa espinhos agrupados, danosos, é excelente para o gado em tempo de seca e sua flor branca e viçosa é uma das mais bonitas do Brasil.

MANDACARU FLORANDO (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).



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EX-CANGACEIRO BARREIRA

Por Guilherme Velame Wenzinger

 O ex-cangaceiro "Barreira" em publicação de jornal, matéria que fala sobre a sua aposentadoria.

Jornal do Brasil(RJ) - 10/05/1982.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
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ÚLTIMOS DIAS PARA APOIAR.

Por Itamar Nunes Atr

Últimos dia para vc ter uma HQ de cangaço no estilo Tex Willer da editora Bornelli

É só clicar neste link aqui

https://www.catarse.me/sagalampiao

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CANGACEIRO VINTE E CINCO.

 Acervo Helton Araújo

Sem dúvidas alguma entre os remanescentes do cangaço, o ex-cangaceiro Vinte e Cinco foi um dos que deixou os melhores relatos sobre o fenômeno social. Suas informações ajudaram e muito no estudo do tema, além do mais, era um dos poucos que parecia não fantasiar ou se engrandecer com seus atos na vida cangaceira.

No último vídeo postado em nosso canal no YouTube, apresentamos uma entrevista super interessante de Vinte e Cinco, vale a pena conferir, para isso basta clicar no link que está aí abaixo 👇

https://youtu.be/XrZmrRUjMyU?si=IFZmtaBoJptVMsek

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𝑷𝑨𝑹𝑨 𝑪𝑶𝑴𝑬𝑪̧𝑨𝑹 𝑶 𝑫𝑰𝑨

Acervo Jaozin Jaaozinn

Fotografia interessantíssima de dois personagens conhecidos na historiografia do cangaço Lampiônico na região da Bahia: Ângelo Roque da Costa, o famoso Labareda e Antônio dos Santos, o conhecido Volta Seca. Reunidos pela jornalista Rosinha Sarda, os dois cangaceiros comentam sobre o seu chefe, suas vidas antes das armas, sobre Maria, Ângico e das mortes que ocorreram de ambos os lados (cangaceiro × volante).

Conheciam o registro? Compartilhe!

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸: 𝑂 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙/𝑅𝐽 - 1969.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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CANGAÇO: VOLANTE SEBASTIÃO ALVES - BIOGRAFIA RESUMIDA

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=ZzpqBWEL1GI&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

Referências: "FORÇAS VOLANTES! - Os homens que combateram LAMPIÃO - de A à Z", de Bismarck Martins de Oliveira Imagens: Livro "FORÇAS VOLANTES! - Os homens que combateram LAMPIÃO - de A à Z"

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terça-feira, 7 de maio de 2024

A PRISÃO DE VOLTA SECA REMANESCENTE DO GRUPO DE LAMPIÃO.

 

Guilherme Velame Wenzinger

Volta Seca do bando de Moreno preso em Outubro de 1939. Conhecia essa história e esse cangaceiro? Acompanhe a matéria publicada no "Jornal do Brasil(RJ)", detalhes interessantes da composição do bando de Moreno naquele ano, o bandoleiro preso diz que acompanhava o chefe, Tempestade e mais duas mulheres.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2428712677337662%2C2426767120865551&notif_id=1714904412107140&notif_t=group_highlights&ref=notif

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ESTAR BONITO E ESTÁ RUSSO

 Clerisvaldo B. Chagas, 6 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.040

Aproveitando a tarde fastidiosa do último sábado fui resolver negócio no centro do Bairro São José. A festa do humilde trabalhador esposo de Maria, já havia terminado e apenas várias peças de um parque de diversões permanecia interditando a Avenida principal – um erro que se repete sempre causando transtorno aos transeuntes – O foguetório que animava a festa também estava silencioso e pude apreciar com mais tranquilidade os montes da Zona Sul que circundam Santana. Vistos da chã do Bairro São José, fez gosto em apreciar o verdume das colinas, dos serrotes e das serras que na cidade representam a situação rural.  E no meio daquele bonito verde, consequências das últimas chuvas de verão e início de   outono, deu para enxergar parte superior das obras do santuário que está sendo construído no topo da serra Aguda.

IGREJA DE SÃO JOSÉ, FUNDADA 1993. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).

A imagem à Senhora Santa Ana, será a maior imagem sacra do planeta e o santuário aos seus pés será obra de primeiro mundo. Ora, se da chã do Bairro São José será visível, imagine a imagem vista do entorno do hospital regional da Cajarana, um dos melhores mirantes artificiais da cidade e bem próximo à serra Aguda. Mas, por outro lado também fomos à Ponte do Padre, para uma olhada ao Largo do Juá, trecho mais largo do rio Ipanema onde prestavam serviços os antigos canoeiros. Água nova havia chegado, porém, não o suficiente para remover o tapete de plantas aquática que se formou por causa da poluição. E mais abaixo, o poço dos Homens se encontrava nas mesmas condições do poço do Juá.

Assim, amiga e amigo, o que passa de bom na serra, passa de ruim no rio Ipanema seco. O Dia do Rio Ipanema, oficialmente falando, ainda não conquistou o respeito e a seriedade dos escalões mandatários do estado. Quanto custa um mutirão de limpeza no trecho urbano do rio, Barragem/Bebedouro? Ingratidão ao pai do filho desnaturado! Ingratidão do santanense ao acidente geográfico que ajudou a povoar o Sertão e fez nascer com toda pujança o núcleo habitacional de senhora Santa Ana! Mas bem diz o ditado: “Pão dormido é esquecido”.

Mas quem sabe! Um dia aparecerá um filho da Natureza, um verdadeiro filho de Deus, cuja missão divina ganhará troféu aqui e de onde foi enviado!


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PADRE FREDERICO...

 Por Helton Araújo

Padre Frederico Bezerra Maciel e alguns objetos de seu acervo.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2193241377686828%2C2193174021026897%2C2193128387698127%2C2193124007698565%2C2192604364417196%2C2192595051084794%2C2192507124426920%2C2191797967831169%2C2191483157862650%2C2191126007898365&notif_id=1714592875493047&notif_t=group_highlights&ref=notif

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ANÁLIA FERREIRA IRMÃ DE LAMPIÃO.

Acervo Robério Santos 

Anália Ferreira(irmã de Lampião), seu filho, outro menino mais à frente e o jornalista alagoano Melchiades da Rocha. Fonte: A Noite Illustrada | 16 de agosto de 1938. Nº 476.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2193241377686828%2C2193174021026897%2C2193128387698127%2C2193124007698565%2C2192604364417196%2C2192595051084794%2C2192507124426920%2C2191797967831169%2C2191483157862650%2C2191126007898365&notif_id=1714592875493047&notif_t=group_highlights&ref=notif

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MELCHIADES DA ROCHA

Por Robério Santos

Melchiades da Rocha e o prefeito de Piranhas-AL lendo a carta que Corisco enviou junto com as cabeças do massacre da fazenda Patos. CADÊ O CONTEÚDO DESTA CARTA? Fonte: A Noite Illustrada | 16 de agosto de 1938. Nº 476.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10161310991602840&set=gm.2193241377686828&idorvanity=893614680982844

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segunda-feira, 6 de maio de 2024

ÂNGELO ROQUE

 Por Helton Araújo


Ângelo Roque da Costa, o ex-cangaceiro Labareda, sobrevivente do cangaço, segura em suas mãos a cabeça do maior cangaceiro de todos os tempos, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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domingo, 5 de maio de 2024

VISITE A IGREJA SANTA CLARA NO BAIRRO DOM JAIME CÂMARA

 Por José Mendes Pereira


Quer assistir missas em outra igreja de Mossoró, conheça as dependências da Igreja Santa Clara em Mossoró, no bairro Dom Jaime Câmara. Tem um coral afinadíssimo e bons músicos. Vá até lá e conheça bem de perto o Mosteiro Fraternidade Santa Clara. Hoje, 05 de maio de 2024, às 5h00 da tarde, a igreja  estava lotada de fiéis.

Veja como surgiu:

Fundação:11/08/1999

Av. Herondina Cavalcante Dantas, 22 – Dom Jaime Câmara
59628-800 – Mossoró – RN – BRASIL
Tel.: (84) 3312-0512
E-mail: mosteiro.fsfa@hotmail.com

Abadessa Madre Maria Auxiliadora do Pai Eterno

Aos 11 de agosto de 1999, deu-se início pela Comunidade do Mosteiro Santa Clara (Campina Grande / PB), a Fundação do Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis.

Padre Sátiro Cavalcante Dantas

O Mosteiro foi idealizado pelo Padre Sátiro Cavalcante Dantas, que contou com doações de seus paroquianos para a construção, como também da ajuda das benfeitoras assim chamadas “Filhas de Santa Clara”, ainda contou com a colaboração do Governador e da Prefeitura. Tudo ficou concluído em 1998.

Padre Sátiro Cavalcante Dantas

Conta o Padre Sátiro que quando seminarista, após o curso de filosofia, o Sr. Bispo Diocesano de Mossoró, Dom João Batista P. Costa mandou-o cursar Teologia em Roma, lá ficou hospedado no Colégio Pio Brasileiro, estudando na Universidade Gregoriana. Segundo Padre Sátiro, o Sr. Bispo recomendara que entrasse em contato com o Mosteiro das Carmelitas: “Falou-me que entrasse em contato com uma irmãzinha do Mosteiro das Carmelitas, o que fiz realmente, sendo minha primeira experiência com a vida contemplativa, visitando-a mensalmente nos cinco anos de Roma. Era uma espécie de amizade espiritual, ao ponto de ter celebrado minha segunda Missa no Carmelo. Informei-me também sobre a vida dos monges trapistas”.

Continua Padre Sátiro declarando que ao completar 25 anos de sacerdote, evitou toda comemoração, dando início a uma obra de assistência aos necessitados na periferia de Mossoró, Forquilha, hoje Fundação Sócio Educativa do Rio Grande do Norte (FUNSERN), mantenedora de várias unidades e responsável pela construção do Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis.

O nome do Mosteiro:

Fraternidade: é devido ao espírito empreendido no trabalho pastoral realizado na Gruta de Santa Clara, protetora da Instituição;
São Francisco: nome escolhido pelas Irmãs do Mosteiro Santa Clara de Campina Grande / RN, Mosteiro responsável pela Fundação.

O pedido de fundação foi formalizado pelo Padre Sátiro e acolhido pela Madre Cecília, que com o seu coração aberto, aceita o pedido, mesmo contando com poucas irmãs. As Irmãs chegaram a Mossoró no dia 08 de agosto de 1999.
As Irmãs Fundadoras:
Irmãs Francis Clara
Irmã Maria Anchieta
Irmã Maria Guadalupe
Irmã Maria Clariana (a frente do grupo)

A inauguração ocorreu aos 11 de agosto de 1999. Centenas de pessoas assistiram a Santa Missa celebrada pelo bispo de Mossoró Dom José Freire Neto, com a participação de Dom Jaime Vieira Rocha, então bispo de Caicó / RN e ainda de Padres, Religiosas da região e das Irmãs Externas de Caicó. Foi um momento de muita alegria. Depois de inaugurado o Mosteiro, visitantes de outras cidades conheceram suas instalações antes que o bispo Dom José fechasse a clausura.

Do início da Fundação até o ano de 2005, a Comunidade passou por várias mudanças, inclusive o retorno de algumas Irmãs ao Mosteiro Fundador e em Setembro de 2005.

A pedido das Irmãs, vieram algumas Irmãs do Mosteiro Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe das Américas (Caicó), colaborar em espírito de unidade e em Maio de 2008 o Mosteiro de Caicó assumiu a jurisdição desta Fundação.

No dia 24 de outubro de 2010, foi promulgado o decreto da Ereção Canônica do Mosteiro, durante a Celebração Eucarística presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana e concelebrada pelo Padre Sátiro, Padre Guimarães e Padre Augusto. O documento da Santa Sé tem data de 17 de julho de 2010 (providencialmente este dia, é tido como a data do nascimento de nossa Mãe Santa Clara).

Aos 28 de janeiro de 2011, realizou-se o nosso primeiro Capítulo Eletivo, elegendo como primeira Abadessa a Madre Maria Auxiliadora do Pai Eterno que ainda continua no governo do mosteiro, sendo reeleita em 2014 para mais um triênio.

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JARAMATAIA E O AÇUDÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3. 039

 AÇUDE DO BODE (FOTO: B. CHAGAS – Livro 230).

Não há dúvidas em que a maior atração da cidade de Jaramataia é o seu enorme açude. Aliás, o açude de Jaramataia é considerado o maior do Sertão Alagoano e se estende da cidade ao povoado São Pedro em cerca de cinco quilômetros. Foi construído pelo DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – na década de 60. Esse cartão postal do povo jaramataiense, é formado pelo riacho do Sertão, afluente do famoso rio Traipu que é um dos grandes afluentes do rio São Francisco. Vale salientar que a cidade de Jaramataia é a porta de saída do sertão para quem vai para Arapiraca e a primeira retornando ao semiárido O açude foi construído para minorar os períodos de seca com abastecimento para humanos e animais daquela região.

Apesar do tempo construído, o açude continua prestando relevantes serviços à população da cidade e do seu entorno com irrigação, como bebedouro e lugar de criação de peixes, que até já possui uma colônia de pescadores. Ali se pesca corvina, piaba, xira, piau e tilápia, proteína animal que auxilia no cardápio cotidiano. A cidade também lucra nas visitas turísticas que procuram o açude como atração sertaneja. Afinal, são mais de 19 milhões de metros cúbicos de água. Mas têm razão as autoridades em inspecionar as condições de manutenção e segurança da obra seguindo o ditado do povo: “É melhor prevenir do que remediar”. Bastam as tragédias em reservatório de água que pipocam por esse Brasil inteiro, sobressaindo obras de mineração em Minas Gerias.

Enquanto isso, o Açude do Bode, formado pelo riacho do Bode em Santana do Ipanema, continua praticamente sem serventia. Também foi construído pelo DNOCS na década de 50 e nunca tivemos uma notícia de associação de pescadores, de limpeza, de manutenção. Apesar de ser um agradabilíssimo ponto turístico, é como se não existisse. Não é extenso como o de Jaramataia, indo em torno de 1 quilômetro. A última vez que estivemos por ali, a grama do paredão que evita as erosões, era quase uma floresta que deu trabalho encontrarmos alguma brecha para uma foto do espelho d’água. Após a construção pelo DNOCS, ali foram colocados alevinos do cará-zebu, mas hoje nem sabemos de nada, porque nem sequer notícias você tem do açude do Bode. Afastado da cidade em torno de 2 Km, o citado açude está ameaçado pela expansão do Bairro Lagoa do Junco. Dizem que “C. de bêbedo não tem dono.

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