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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

A DERROTA DO VAQUEIRO

Texto e foto de Dalinha Catunda

Jurei que não te queria,
Era a mais pura invenção
Porque no fundo sabia
O tamanho da paixão
Foi duro fugir do laço
Lançado por tua mão.
*
Matreira desconfiava
Qual seria meu papel
De laçada a dominada
No começo flor e mel
E mais uma que montava
Na sela do teu corcel.
*
Eu não caí em teu laço,
Nessa tal competição.
Pois nem sempre o bom vaqueiro
Derruba uma rês no chão.
Tem rês arisca e tinhosa
Que derruba o campeão.

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THOMAS FULLER FOI UM AFRICANO VENDIDO COMO ESCRAVO EM 1724 AOS 14 ANOS.

 Por Crônicas Históricas

Thomas Fuller foi um africano vendido como escravo em 1724 aos 14 anos. Ele era conhecido pelo nome de "calculadora da Virgínia" por sua extraordinária capacidade de resolver problemas matemáticos complexos apenas usando sua mente. Ele foi perguntado quantos segundos havia em um ano, e ele respondeu rapidamente que havia 31.536.000 segundos em um ano.

Perguntaram novamente quantos segundos um homem de 70 anos, 17 dias e 12 horas viveu, e em um minuto e meio ele respondeu que o número era de 2.210.500.800 segundos ao todo. Um dos homens que tentava resolver o problema com lápis e papel informou a Fuller que ele estava errado porque o número era muito menor. Fuller simplesmente respondeu que “oh, mas você esqueceu de incluir anos bissextos. Quando os segundos extras dos anos bissextos são adicionados, o número final corresponde.

Fuller foi um dos primeiros casos registrados de síndrome do sábio na literatura, quando em 1789 Benjamin Rush, o pai da psiquiatria americana, descreveu a incrível capacidade de Fuller de calcular sem ter recebido qualquer educação ou treinamento em matemática. Sua habilidade foi usada como prova de que os afro-americanos escravizados eram iguais aos brancos em termos de inteligência, algo que deu força ao discurso pró-abolicionista.

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LÁ VEM SABINO MAIS LAMPIÃO...

 Por Helton Araújo

Sabino e Lampião - Velha guarda.

LÁ VEM SABINO MAIS LAMPIÃO, CHAPÉU DE COURO, FUZIL NA MÃO 🎶

QUAL SUA MÚSICA FAVORITA DO TEMA CANGAÇO?

Se inscreva em nosso canal, link logo abaixo.

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LAMPIÃO EM CABROBÓ...

Por Luiz Gonzaga Bione Ferraz

Pessoal.

Após postar a matéria anterior, despertei para postar algo acerca de Lampião. Vejam a seguir.

Há poucos anos eu publiquei esse livro cuja foto está em anexo.

Nele existem registros acerca do Cangaço, referentes à estadia de Lampião em Cabrobó, no ano de 1926.

Ali eu contestei informações de alguns autores, restringindo-me a fatos da passagem dele por Cabrobó; em alguns casos com prova documental.

Registros do número de cangaceiros nas brigas de Lampião às vezes carecem de comprovação. Cito aqui um exemplo: há autor que afirma que ele se fazia acompanhar por 124 homens, quando da passagem dele por Cabrobó. No livro eu afirmo, com documento, que esse número não passa uma dezena de 100 cangaceiros.

No livro de Cabrobó, todavia, há necessidade de uma correção envolvendo tenente Arlindo Rocha (meu tio por matrimônio) e o Fogo dos Pilões.

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ANO 1929, LAMPIÃO ERA...

Por Felipe Torres

Ano de 1929, município de Jeremoabo, Sertão da Bahia. Lampião era um caboclo alto, um tanto corcunda, cego do olho direito, óculos ao estilo professor, manco de um pé (baleado três anos antes), com moedas de ouro costuradas na roupa. Exalava mistura forte de perfume francês com suor acumulado de muitos dias. O cangaceiro podia até não preencher os requisitos de um bom partido, mas foi com esses atributos que conquistou a futura mulher, filha de casal com uma dezena de filhos.

País de Maria Bonita - José Felipe Gomes de Oliveira e Maria Joaquina Conceição de Gomes.

Maria Gomes Oliveira tinha 18 anos quando subiu na garupa do cavalo de Virgulino Ferreira da Silva. Corpo bem feito, olhos e cabelos castanhos, um metro e cinquenta e seis de altura, testa vertical, nariz afilado. Era bonita, habilidosa na costura (assim como era Lampião) e adorava dançar. Foi o suficiente para Virgulino quebrar a tradição do cangaço e permitir o ingresso de uma mulher nos bandos, o que abriu precedente para várias outras.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=2297704033928464&set=a.115268495505373

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NOTA DE PESAR !

Por Lindomarcos Faustino

O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento da professora Francisca Maria Araújo da Costa, exerceu a função de Professora e trabalhava no Museu Histórico Lauro da Escóssia, nossos sentimentos aos familiares e amigos.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=966691458765230&set=gm.8947391562010861&idorvanity=768856323197800

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

CANÇÃO AGALOPADA

Por Rubens Antônio

Finalizando a revisão da terceira edição... Virá com mais imagens... mais eventos (alguns pavorosos) ... complementações... reparos de alguns erros de formatação, posicionamentos gramaticais... homogeneização de grafia de palavras e expressões.

Pretendo lançá-la entre maio e julho deste 2025.

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=28692997043647217&set=a.25361146876832267

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O ADEUS A PAULO BRITTO, FILHO DO TENENTE JOÃO BEZERRA COMANDANTE DA VOLANTE QUE ELIMINOU LAMPIÃO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=AnTqDjgiIWU

Minha homenagem ao amigo Paulo Britto, filho do histórico Tenente João Bezerra que foi o comandante da Força Policial Volante alagoana que deu cabo de Lampião e de parte do seu bando em Angico na manhã de 28 de julho de 1938. Paulo Britto que nos deixou no último dia 31 de janeiro de 2025. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste.

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PREFIRO DE GALHO EM GALHO

Por Humberto Paz

(Resposta a uma provocação do poeta Raimundo Cândido, que na intimidade trata-me por poeta Cancão, ao indagar certa vez, se eu viria pela estrada ou pulando de galho em galho).


Ah, poeta! Se soubesses
Quão suave é nossa mata?!
A seda de sua brisa,
A sombra - que nos acata,
O aroma - que suaviza.
Uma lira que acalma,
Um sino que toca a alma,
A florada - que matiza...
O asfalto é duro, é áspero,
Triste, estéreo e assassino!...
Se você tivesse asas
Era um eterno menino!...
Poeta, este meu lar
É longo, largo e profundo
E não existe no mundo
Lugar mais especial.
O céu é bem no quintal,
Ao lado, à frente e acima.
Quisera eu, ter mais rima
Para tamanho esplendor,
Para melhor expressar
E, enfim, irradiar
Beleza por onde eu for.

https://www.facebook.com/humberto.paz.3939

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VOCÊ JÁ FOI À DISNEY? ARIANO SUASSUNA

 

https://www.youtube.com/watch?v=S4zTj2N9ns8

Trecho da palestra apresentada no Tribunal Superior do Trabalho, no dia 18 de abril de 2012, na inauguração do auditório Ministro Mozart Victor Russomano.
íntegra ►    • Aula Espetáculo de Ariano Suassuna no...  
Ariano Suassuna (1927 - 2014) foi dramaturgo, romancista, poeta e membro da Academia Brasileira de Letras Ariano. "O Auto da Compadecida", sua obra-prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino. Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

LAMPIÃO E OS NAZARENOS - A ORIGEM DA SANGRENTA GUERRA DO SERTÃO; COM ZINHO FLOR

 Por Cariri Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=GIxRaijlmjE

Os Nazarenos foram sem dúvidas os maiores perseguidores de Lampião, de toda a história. Com origem semelhante, os jovens nazarenos conviveram com Virgulino e seus irmãos durante boa parte da juventude e de conhecidos tornaram-se os mais ferozes inimigos.

Hoje trazemos ao Podcast Cariri Cangaço a presença de Luiz Emanuel Nogueira, o conhecido Zinho Flor, um dos maiores conhecedores da historia e guardião da memória de seus antepassados, que nos conta a origem desta verdadeira guerra no sertão, onde os Nazarenos se notabilizaram como os mais ferozes e tenazes perseguidores do rei do cangaço.
Vem com a gente.
Podcast Cariri Cangaço, Território de Grandes Encontros. Ficha Técnica:
Produção Studio F por Heldemar Garcia e Micheline Andrade Programa Gravado no Ema Hotel em Serra Talhada, PE Conduzido por Manoel Severo Barbosa, curador do Cariri Cangaço Música: Lampião Falou (Vanâncio Aparício Nascimento) 1981 - LP - A Festa Luiz Gonzaga

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EX-CANGACEIRO ÂNGELO ROQUE O "LABAREDA" E SUA NUMEROSA família E REGISTRO FOTOGRÁFICO QUE FOI REALIZADO PARA O LIVRO "O MUNDO ESTRANHO DOS CANGACEIROS" DE AUTORIA DO DOUTOR ESTÁCIO DE LIMA.

 Por Histórias do Brasil

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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ANTÔNIO MATILDE E OS IRMÃOS PORCINOS.

 Por Antônio Corrêa Sobrinho

A história do banditismo no sertão do Nordeste do Brasil, conhecido por CANGAÇO, imperante de anos do século XIX a meados do século XX, tem registrado em seus anais a atuação de notáveis bandoleiros, como Cabeleira, Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino, Luiz Padre, Sinhô Pereira, Virgulino Lampião, Sabino, Corisco, e também os cangaceiros ANTONIO MATILDE e os IRMÃOS PORCINO, estes últimos, iniciadores, preceptores, mestres daquele que veio a se tornar o mais célebre dos cangaceiros que existiram no Brasil, considerado o “rei do cangaço”, o já acima citado VIRGULINO LAMPIÃO. 

Fui buscar Antonio Matilde e os filhos de Porcino Cavalcanti de Lacerda, Antonio, Manuel, Pedro, gente das terras alagoanas, a fim de compor a coleção de textos que ora apresento, nos jornais pernambucanos, Diário de Pernambuco, A Província e o Jornal do Recife, e, um único informe, no diário carioca A Noite, publicações estas disponibilizadas na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional.

Detalhe: reuni somente as notícias e comentários trazidos a lume pelos sobreditos periódicos, nas datas contemporâneas ou relativamente próximas aos episódios dos quais fizeram parte Antonio Matilde e os irmãos Porcino, para, com isso, proporcionar ao leitor os primeiros escritos, as iniciais formulações históricas dos momentos germinais do cangaço produzido por Lampião.

São relatos onde se percebe, nas entrelinhas, o quão isolado e abandonado, pobre e desvalido encontrava-se o sertão nordestino naqueles remotos anos, terminais do Império e iniciais da República, tempo de secas prolongadas e fome epidêmica, condição esta, em boa parte, resultante da inexistência, ali, do Estado verdadeiramente promovedor de justiça e progresso, cultor do bem-estar social, cuja presença meramente formal, simbólica, omissa, seletiva, interesseira, terminou por transformar o adusto rincão nordestino num campo fértil de banditismo e messianismo, expressões de dor e sofrimento, brado de desespero de um povo.

Podemos também imaginar, lendo estes pequenos artigos, o que poderia não ter sido a vida cangaceira de Lampião, tão abrangente e impactante, caso ele tivesse deixado o cangaço, como o fizeram os seus sobreditos comandantes, Luiz Padre e Sebastião Pereira, bem como os seus monitores Antonio Matilde e os irmãos Porcino. Ao preferir continuar trilhando os caminhos da criminalidade organizada, o que o fez até às últimas consequências, Lampião terminou por herdar destes seus maiorais, um sem número de figadais inimigos, perseguidores vorazes e contumazes, ávidos por extirpá-lo da face da terra; como se não lhe bastassem os seus originais inimigos e os seus algozes das volantes. Lampião que terminou, por um lado, alastrando e agravando a grave e perniciosa doença social; e por outro, dizendo aos quatro cantos do mundo e do Brasil, com sua espetaculosa e beligerante atuação, ainda que de forma reflexa, inconsciente, da existência de uma nação chamada Sertão.

Outras coisas mais podemos retirar desta leitura. Agradecendo sempre ao meu filho Thiago, pela capa e diagramação, encerro a apresentação do E-book, pensando estar contribuindo

Disponível em PDF, gratuitamente: www.antoniocorreasobrinho.com

Aracaju, dezembro de 2019.

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VALDIR NOGUEIRA OU A GRATIDÃO PELA AMIZADE Por:Rangel Alves da Costa

Valdir José Nogueira

Valdir José Nogueira, talvez somente Ariano Suassuna para descrevê-lo assim de relepada, quando o mestre armorialista diria: “Olhe no homem a pedra em seu estado de pedra, no silêncio e na mansidão do tempo, no seu estado de sol e de chuva, e no seu lodo encobrindo segredos. Mas tente se aproximar da pedra, falar com a pedra, aprender com a pedra. E terá uma pedra que é um reino de humildade, de simplicidade, de conhecimento e de sabedoria. Assim é Valdir, o belmontense, o guardião da Pedra do Reino, dos segredos do Castelo Armorial, o olhar dos casarões antigos e avivados na cor, o jardineiro das pedras portuguesas e o estandarte da cavalaria, dos bacamarteiros e de toda a cultura brotada em seu imenso Pajeú”.

O prazeroso destino me fez chegar a Valdir Nogueira durante o Cariri Cangaço Belmonte, em outubro do ano passado. O evento parecia somente ele. A voz do evento parecia somente a dele. Tudo se fazia perante sua presença, orientação e guia. Homem de estatura mediana, de gestos despreocupados e ao mesmo tempo atentos a tudo ao redor, de calmaria em mar bravio, de palavras profundas e desapressadas, numa ser de simplicidade difícil de ser encontrada. Um chapéu na cabeça, óculos moldurando um olhar de águia. Acessível, de mão estendida e sorriso estampado e, de repente, um amigo. Um grande amigo.

Augusto Martins, Manoel Severo e Valdir Nogueira

Algumas ligeiras informações. Valdir Nogueira, filho de Pedro Andrelino Nogueira e Aliete Moura Nogueira, é escritor, historiador, professor, palestrante, com profunda atuação na Secretaria Municipal de Turismo de Belmonte, membro da Associação Cultural Pedra do Reino, Conselheiro Cariri Cangaço, dentre outras atividades. Enquanto historiador apresentou estudos sobre os coronéis belmontenses, sobre a saga dos Pereira e dos Carvalho, a valentia de Quelé do Pajeú, sobre a Lendária Casa de Pedra, acerca do Capitão Luiz Mariano da Cruz, sobre o Movimento Sebastianista, sobre as Memórias do Antigo Casarão e a Morte do Coronel Gonzaga, sobre a História de São José do Belmonte, e muito mais.

Desde aquele Cariri Cangaço que Valdir Nogueira começou a despertar minha atenção e curiosidade. Ora, seu conhecimento histórico e cultural poderia levá-lo ao pedestal daqueles que se acham diferenciados pelo saber. Mas quem avista e dialoga com Valdir encontra um conhecido de soleira da porta ou de pé de balcão. O contexto cultural no qual está envolvido, num emaranhado de ricas e preciosas informações, bem que poderia torná-lo como aquele indivíduo que só tem tempo para o acúmulo do que interessa. Mas Valdir procurar compartilhar, de forma sucinta e inteligível, toda informação recolhida nas suas andanças, nos seus olhares, no seu sentimento de historiador do singelo e do grandioso.
 Jorge Figueiredo, da cidade Baiana de Entre Rios, Valdir Nogueira, da cidade pernambucana de São José de Belmonte, João Tavares Calixto Junior, da cidade cearense de Juazeiro do Norte, Manoel Belarmino, da cidade sergipana de Poço Redondo; , Quirino Silva, da cidade paraibana de João Pessoa e , empossados como Conselheiros Cariri Cangaço na noite de abertura da festa de 10 anos, 24 de julho de 2019 em Crato

Dificilmente alguém vai se preocupar com as pedras portuguesas antigas cimentadas nos belos casarões belmontenses. Dificilmente alguém se orgulha tanto com o que convive como Valdir. Peça-lhe para falar sobre Ariano Suassuna, sobre a Pedra do Reino encravada em Belmonte, sobre João Antônio, João Ferreira e demais personagens daquela saga de fanatismo, loucura e sangue. Valdir é sebastianista, é armorialista, é um livro de Ariano. Valdir é o guardião dos mistérios e segredos da Serra do Catolé. Creio que Valdir seja o próprio Quaderna narrando a epopeia de seu povo e de sua terra.

Por tudo isso - e muito mais - eu aprendi a devotar admiração especial por Valdir Nogueira. Meu leitor em alguns textos que publico, igualmente sabedor de minha escrita engajada com a cultura e a história sertaneja, ele bem sabe que muito nos aproximamos na apreciação das singelezas da vida. Então de repente faz surgir de sua boca uma nostalgia encantadora: “Hein Rangel, vai fumar um cigarrinho em deforete?”. Para depois lembrar que deforete é um termo interiorano para indicar descanso ou folga. Mais adiante se volta pra mim e diz: “Viu Rangel, aquele senhor na madorna no sombreado da igreja?”. E repliquei: “Só você Valdir, para aparecer agora com essa madorna!”.
E de sua boca vão saindo pérolas e preciosidades já fora do alcance e do entendimento moderno. E de sua presença aquele sopro de vento bom e de sombreado debaixo de frondosa árvore. Abraço-te, amigo Valdir!

Rangel Alves da Costa, Pesquisador, Poeta e Escritor 
Conselheiro Cariri Cangaço ; Poço Redondo, Sergipe
blograngel-sertao.blogspot.com 

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HÁ 110 ANOS O POVOADO DE QUEIXADA É ELEVADO A 3º DISTRITO DO MUNICÍPIO DE BELMONTE E PASSA A DENOMINAR-SE SÃO JOÃO DE CAMPOS

 Por Valdir José Nogueira de Moura


Em 1915, na gestão do prefeito José de Carvalho e Sá Moraes, o povoado de Queixada é elevado a 3º Distrito do Município de Belmonte, e passa a ser denominado São João de Campos em homenagem a São João, padroeiro daquela localidade, cuja solicitação partiu do conselheiro municipal o capitão Eliseu de Arruda Campos, político atuante, comerciante e fazendeiro também naquela localidade.

Através do decreto-lei de nº 235, de 09 de dezembro de 1938, a denominação de São João de Campos foi mudada para Mirandiba, sugestão do jornalista Mário Melo, o que na linguagem tupi-guarani significa porco queixada, cujo distrito, pertencente anteriormente a São José do Belmonte, constituiu-se em município autônomo pela lei estadual de nº 3.234, de 20 de outubro de 1958. A sua instalação ocorreu em 11 de março de 1962.

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domingo, 2 de fevereiro de 2025

NOSSOS SENTIMENTOS À FAMÍLIA

 Por Lampião Governador do Sertão

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CANGACEIRO MERGULHÃO. Antônio Juvenal da Silva

Por História do Brasil
Entrou para o bando de Lampião no início do ano de 1926.
- Participou do fogo das Caraíbas entre as cidades de Betânia e Floresta(PE), fevereiro de 1926.
- Participou do ataque à vila de Nazaré, fevereiro de 1926.
- Esteve em Juazeiro do Norte, março de 1926.
- Participou do tiroteio na fazenda Abóboras, município de Vila Bela(PE), julho de 1926.
- Esteve no ataque à fazenda Serra Vermelha, município de Vila Bela(PE), agosto de 1926.
- Participou da chacina à famíla Gilo, na fazenda Tapera, município de Floresta(PE), agosto de 1926.
- Esteve do combate da Serra Grande, próximo à Vila Bela(PE), novembro de 1926.
- Foi ferido no combate com a volante do sargento Arlindo Rocha, no Ceará, abril de 1927.
- Participou da invasão ao Rio Grande do Norte e da cidade de Mossoró, junho de 1927.
- Esteve em Limoeiro do Norte(CE) depois do ataque frustado a Mossoró. Foi fotografado com o bando.
- No dia 27 de março de 1928, executou com um tiro de misericórdia o valente companheiro Sabino Gomes, mortalmente ferido em combate, no fogo da fazenda Piçarra.
- Foi um dos cinco cangaceiros que atravessaram o Rio São Francisco com Lampião em direção à Bahia, agosto de 1928.
- Participou do primeiro tiroteio em solo baiano, contra a volante comandada pelo tenente Manoel Neto, nas proximidades do município de Santo Antônio da Glória. Agosto de 1928.
- Juntamente com Lampião, Ezequiel, Moderno, Luiz Pedro, Mariano, Corisco e Arvoredo, "visitou" as vilas de Tucano e Ribeira do Pombal, dezembro de 1928.
- Fez parte do grupo no embate com a polícia baiana na fazenda Curralinho, entre as vilas de Massaracá e Buracos. Dezembro de 1928.
- Foi morto no dia 07 de janeiro de 1929 no fogo com a volante baiana comandada pelo tenente Odonel Francisco da Silva, no arraial de Abóbora, município de Jaguarari(BA).
FONTE:
DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Lampião e o Rio Grande do Norte: a história da grande jornada. 2. ed. Cajazeiras: Real, 2014.
OLIVEIRA, Bismarck Martins de. cangaceiros de Lampião de A a Z. 2. ed. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2020.
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COMEÇOU!

Por Itamar Nunes Art

A campanha biográfica no Catarse sobre a infância e a juventude do Padre Cícero, está disponível.

Um padre do nordeste brasileiro, de uma Igreja católica do século 19, que acreditou na manifestação de Jesus Cristo na boca de uma mulher pobre e negra, e enfrentou a Igreja. Agora você vai saber mais sobre a infância e juventude do Padre Cícero publicadas pela primeira vez em uma história em quadrinhos.

Mais uma obra nas mãos do fantástico artista cearense Itamar Nunes.

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FELIZ FEVEREIRO!

Imagem Vera Lúcia

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NOTA DE FALECIMENTO!

Por Robério Santos

É com enorme pesar que venho aqui para me despedir de meu amado tio Tonho Doce de Coco, irmão de meu pai Pedro, assim como era conhecido por todos. Morador de Nossa Senhora da Glória-SE, nos deixou ontem 23h e será sepultado hoje 17h. Deus te receba nos braços, tio.

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