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sábado, 2 de janeiro de 2016

MEU ÚLTIMO ENCONTRO COM LUIZ GONZAGA

 Por Geraldo Menezes Barbosa
Vídeo do Youtube

Faz muito tempo, mas aconteceu. Vale a pena lembrar. Após abastecer meu veículo, à margem da BR 116, descobri sentado, no restaurante, ao lado do seu motorista, o famoso Luiz Gonzaga, de boné e óculos escuros, tendo o olhar voltado para estrada. Estava absorto, talvez lembrando sua terra no Exu ou estimulado pelo cheiro da carne assada que vinha do alpendre. 


Luiz trazia no rosto desenhos profundos de um homem amargurado, emagrecido, ombros caídos, em nada se assemelhando aquele biótipo amorenado, monumento vivo de braços valentes repuxando os pulmões da sanfona, estremecendo a plateia no melhor ritmo do reinado do baião daqueles velhos tempos.

Aproximei-me dele para tocar-lhe o ombro, em sinal de identificação amiga dos nossos bons momentos da Rádio Progresso de Juazeiro, nos shows delirantes programados.

- Luiz Gonzaga! Que bom revê-lo! Nunca mais andou pelo Juazeiro?

Minha saudação de alegria teve uma resposta melancólica. Erguendo a cabeça, o sanfoneiro fitou-me buscando uma identificação que não conseguia e balbuciou triste:

_ Como vai o senhor?

Resposta anônima e diferente a um passado bem recente, quando nos abraços no acerto de contas dos contratos e na alegria de suas noites de sucessos. Desconversei qualquer coisa e fui saindo entristecido. Seu motorista, ao lado, sinalizou-me com um olhar de decepção confirmando que seu patrão já não era o mesmo.

Vídeo do Youtube

Prossegui viagem profundamente constrangida por aquele encontro. Senti que o rei estava próximo de morrer. Já não expressava a simpática eloquência comunicativa de festa interior, quando dissertava o linguajar do baião em livre palestra regionalista, sem a necessidade de olhar para o teclado. Luiz exibia ali um fantasma amargurado de corpo e alma. Havia perdido a alegria de viver, vítima da falta de saúde, decepção e sem esperança por um amanhã propício.

Vídeo do Youtube

Nunca imaginei ver aquele "monarca nordestino" condenado a um abandono de si próprio, sem a capacidade de sonhar. Ele que distribuiu tantos sonhos de amor por esse mundo a fora. Que encantou os terreiros e palcos. Acelerei o carro na certeza de ter visto, pela última vez, o mais eloquente folclorista do Brasil.

http://blogdosanharol.blogspot.com.br/2015/12/meu-ultimo-encontro-com-luiz-gonzaga.html

Ilustrado por José Mendes Pereira

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MOSSORÓ E A REGIÃO ADJACENTE PERDEM O MAIS VELHO DA CIDADE COM 143 ANOS

Por José Mendes Pereira

A cidade de Mossoró e as cidades vizinhas receberam a notícia do seu falecimento com tristeza. Faleceu  hoje, aos 143 anos, quem mais informou aos Potiguares, o jornal O MOSSOROENSE, pois deixará de circular na região. O jornal O Mossoroense irá continuar as suas atividades somente na versão online.

Pêsames

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O REENCONTRO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2016 - Crônica Nº 1.493

Lembrando o velho casarão da antiga Praça da Bandeira, em Santana do Ipanema, veio ao empresário Juarez Delfino, a ideia de um reencontro com os colegas concluintes de 1966. O primeiro reencontro foi mesmo entre a minha pessoa e Delfino, de modo inusitado. Colega de Ginásio e de república de estudantes, cada qual seguiu seu rumo e há cerca de 30 anos não nos víamos, até que um almoço em sua residência matou saudades e formalizou um pedido: “Clero, pelo amor de Deus, organize em Santana um reencontro com os nossos ex-colegas concluintes de 1966 aqui na minha residência ou em Santana”. Prometi na hora que tentaria.


Iniciamos na antiga 5ª Série com 52 estudantes e encerramos a 8ª com 45. Fomos conhecer a novidade da época: a adutora de Belo Monte que traria água para Santana. Participamos de grêmio estudantil e conseguimos verba através das nossas promoções para um passeio a Paulo Afonso e outro a Fortaleza/Mossoró/ Juazeiro do Norte.

Depois, somente saudades da turma e do casarão que nos abrigara por tantos anos. Cada um procurou seguir o seu rumo e muitos nem sabemos por onde andam.

Pelo menos, na foto oficial da turma, tem um ex-colega falecido.

Vamos assanhando os que conhecemos, com os primeiros contatos sobre o assunto. Iremos tentar juntar o maior número possível dos antigos companheiros de escola, inclusive com aqueles que deverão comparecer com familiares e com surpresas. Temos a impressão de que José Pinto Araújo, ex-diretor do Ginásio Santana e o professor Antônio Dias, aceitarão comemorar conosco a era de ouro do Ginásio. Outros ex-professores também.

Nada está decidido. Entre fevereiro e março deveremos marcar os primeiros encontros de organização. Prazo longo para o evento, chefe, que a missão é árdua, mas saborosa.
Nada como um dia atrás do outro.


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COMO CONHECIMENTO - FOTOS INÉDITAS DE PLUTÃO


Até recentemente, tínhamos uma visão limitada de Plutão; os cientistas tinham mais perguntas do que respostas. Finalmente conseguimos tirar algumas dúvidas em julho desse ano, quando a sonda espacial New Horizons fez um sobrevoo pelo ex-planeta, enviando à Terra incríveis imagens de alta resolução de Plutão.

As fotos forneceram com um tesouro de informações sobre as características geográficas do planeta-anão: cadeias de montanhas, uma planície em forma de coração chamada Sputnik Planum, gelo fluindo por vales, e muito mais. Também vimos de perto a maior lua de Plutão, Caronte.

Caronte lua de Plutão e ele à direita

New Horizons foi lançada em 2006 e fez um sobrevoo em torno de Júpiter em 2007. Depois de passar por Plutão, a sonda agora está a caminho de nos oferecer um olhar igualmente sem precedentes do Cinturão de Kuiper, em algum momento de 2019.

http://professorjosecosta.blogspot.com.br/2015/12/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015.html

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OS ÚLTIMOS DIAS DE FERNANDO DA GATA

Publicado em 09/12/2009 por Airton Chips

O maior bandido que já pisou o ‘sul das geraes’, foi morto com um tiro no peito, antes de chegar à cidade de Santa Rita.

O meliante solitário dominava cães ferozes nos quintais, nas quebradas da noite, invadia mansões de ricos empresários, roubava suas joias e estuprava suas esposas e filhas e desaparecia durante o dia.
     
Seus crimes colocaram dezenas de policiais em sua sombra e ele acabou morrendo com apenas um tiro no lado direito do peito, nas margens do rio Sapucaí na fazenda do Huet Moreira.
     
Mesmo depois de morto ele continuou dando trabalho à polícia que o exibiu como troféu e fez seu velório na delegacia.
    
Três semanas depois de sua morte, ele fez sua primeira e única viagem de avião… da morte, para ser sepultado sem os dedos, sob aplausos da população do vale do Jaguaribe, no Ceará, onde se tornou herói.
    
Conheça a história do terror dos ricaços, que passou como um vendaval por Pouso Alegre, levando joias, honra e uma tenra vida, até ser baleado por um policial que o encarou sozinho, ao pé da noite, num matagal.
     
Acesse “Direto da Policia” e saiba como foram os “últimos dias de Fernanda da Gata”.

https://valeindependente.wordpress.com/2009/12/09/os-ultimos-dias-de-fernando-da-gata/

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COMBATE NAS CARAÍBAS


Combate nas Caraíbas: Lampião tomou conhecimento que havia duas volantes em seu encalço, comandadas por Optato Gueiros e Higino Belarmino de morais. Juntas somavam quarenta homens, incluindo alguns nazarenos. Lampião resolveu emboscar seus perseguidores, aproveitando a topografia da região de Caraíbas, ao lado do Riacho Poço da Cruz. Lampião contava com o auxílio de Manoel pequeno, famoso bandoleiro que comandava os "caboclos", moradores de uma localidade chamada jacaré. O tiroteio começou as 17:h no dia 15-02. Lampião abandonou a luta, levando alguns feridos, os sobreviventes da volante deram o incidente por encerrado com a fuga dos cangaceiros, e rumaram para São Silvestre.

Fonte: facebook

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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CASA DE LUPUNAR CRIME

Por Francisco de Paula Melo Aguiar - Advogado

 ‘‘Assim, mesmo diante da existência da previsão inserida no artigo 229 do CPB [Código Penal Brasileiro], tanto a doutrina como a jurisprudência tem orientado pela atipicidade material da conduta, frente ao princípio da adequação social’’.

Des. Aymoré Roque Pottes de Mello

Na realidade o nosso país é uma mina da galinha dos ovos de ouro, aqui tudo é proibido na forma da lei, porém, diante da omissão do Estado, a própria legislação dele emanada é a administração pública em sentido amplo tolerante ao fechar os olhos para o funcionamento de certas repartições, vejamos, por exemplo, que para se abrir uma microempresa para vender serviços de quaisquer espécies, o Poder Público exige o preenchimento de uma série de documentos e compromissos presentes e futuros. Entre existe o funcionamento escancarado de casas e ou prostíbulos e ou pontos de favorecimento a prostituição em plena via pública, inclusive de propagandas nas rodovias, cidades e através de rádio, televisão, internet, etc. É daí que vem a indagação para que serve a proibição legal se diante da gestão pública é permitida a olhos vistos? Por analogia isso é mesmo que fazer ouvido de marcador, nos termos da prática de ferrar escravos com os nomes e ou símbolos que representavam seus donos e ou proprietários. A via administrativa para abrir uma casa comercial é semelhante a via sacra romana, porém, “ter casa de prostituição não é crime, decide Câmara Criminal do TJ-RS”, conforme publicação da Revista Consultor Jurídico ¹. Assim sendo, explorar o ramo de casa de prostituição não é crime, tendo em vista “a prevalência deste entendimento levou a maioria da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a aceitar apelação de uma mulher condenada por manter uma casa de encontros amorosos numa pequena comarca do interior do estado”. Entenda-se que não se trata de uma casa de encontros do tipo motel, constituída como empresa de lazer e ou de sexo ao pé da letra. Trata-se de uma casa duvidosa para se pular fora do muro e envolver figuras que não tem como freqüentar motéis e casas semelhantes, diante de pagamentos específicos de impostos diretos e indiretos. Segundo a publicação referida “no primeiro grau, o juízo local já havia absolvido a denunciada das imputações dos delitos de favorecimento à prostituição e rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia), tipificados, respectivamente, nos artigos 228 e 230 doCódigo Penal. Mas acolheu e confirmou in loco a denúncia do Ministério Público para o crime de ‘‘manter casa de prostituição’’, tipificado no artigo 229. O juiz da comarca, junto com outros servidores da Justiça, descreveu em ata a inspeção realizada no estabelecimento. Ele constatou a presença de mulheres, de camas de casal e de embalagens de preservativos masculinos, ‘‘evidenciando abalo à ordem pública pela reiteração delituosa’’, valendo salientar de que “no TJ-RS, a relatora do recurso, desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak, manteve a condenação, mas reduziu a pena para o mínimo legal — dois anos de reclusão em regime aberto —, posteriormente convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa. A seu ver, não se poderia falar em ‘‘atipicidade material’’ em razão da conivência social, ‘‘pois a lei penal somente perde sua eficácia sancionadora com o advento de outra lei que a revogue’’, consignou no voto, que restou vencido no final do julgamento”, porém, o princípio da adequação social, fez com que brilhantemente “o desembargador Aymoré Roque Pottes de Mello, que puxou a divergência e foi o redator do acórdão, disse que a conduta é atípica. É que, com a evolução dos costumes, segundo ele, a manutenção de estabelecimentos de prostituição passou a ser tolerada pela sociedade. ‘‘Assim, mesmo diante da existência da previsão inserida no artigo 229 do CPB [Código Penal Brasileiro], tanto a doutrina como a jurisprudência tem orientado pela atipicidade material da conduta, frente ao princípio da adequação social’’, complementou”,porém, com o voto também divergente do desembargador Ícaro Carvalho de Bem Osório, a ré acabou absolvida com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, ou seja, o fato não se constitui em infração penal. O acórdão foi lavrado na sessão de 11 de dezembro de 2015, o qual pode ser acessado e lido com a devida modificação², segundo nos informa publicação de Geomar Filippin, na Revista Consultor Jurídico, conforme o correspondente Jomar Martins, no Estado do Rio Grande do Sul.
                
Então ter e ou manter casa de lupanar e ou de prostituição não é crime em nosso país e sim uma empresa que deve ser diretamente catalogada pelo Poder Público para pagar seus impostos diretos e indiretos, assim como já fazem os motéis e congêneres, diante da tolerância legal, uma vez que fede mais não incomoda tal tolerância, é tempo de acabar com tanta hipocrisia social diante da falsa moralidade aqui ainda predominante, aos poucos, o aparelho repressor, chamado de Poder Judiciário, nos faça abrir os olhos de que existe a conivência social ou seja a sociedade não permite legalmente, porém, aceita sua existência como meio de vida para muitos e de miséria moral para outros. Viva o principio da adequação social, diante de tais argumentos ali justificados para absolver tal atitude até então tido como criminosa a luz dos autos do referido julgamento. Tal decisão ainda vai render via recurso perante o STJ – Superior Tribunal de Justiça e bem assim no próprio STF – Supremo Tribunal Federal, caso contrário a banalização da existência de casa de prostituição e ou lupanar, crescerá como fermento na massa que se faz pão para alimentar nossas famílias. Então é ou não crime a atividade de cafetina e ou de cafetão e ou em casa de lupanar?

² Cf.: Acórdão modificado.In.:< http://s.conjur.com.br/dl/tj-rs-manter-casa-prostituicao-fato.pdf >. Acessado e lido em 01/01/2016.


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

GRANDE CABO CATÔTA!

Por José Mendes Pereira
www.letrascomcafeina.com.br

O ofício de tanger gente para uma delegacia policial na finalidade que o sujeito responda pelos seus erros praticados, não é dos melhores, e para ocupar esta função, tem que jurar diante da corporação policial, afirmando que prenderá homens e mulheres, mesmo que façam parte da sua generosa família, como pai, mãe, irmãos, tios... É um ofício perigoso, pois a qualquer momento o policial poderá deixar de ser perseguidor para ser perseguido.

O cabo Catôta era um policial de Mossoró, e que não gostava de ser perseguidor de ninguém, muito menos perseguido. Fazia tudo para não se envolver com nada que o colocasse contra a alguém, pois o melhor mesmo para ele era uma vida tranquila, tendo um bom relacionamento com as pessoas, andando pelos bairros de Mossoró despreocupado, sorrindo entre amigos, vez por outra, ingerir uma bela pinguinha, não por vício, mas por divertimento. Mas como era policial e respeitado na corporação, sempre ele era incumbido pelo delegado que comandava a polícia militar de Mossoró, para resolver alguns probleminhas. Mas ele estava sempre disposto às solicitações do dirigente do batalhão de polícia, mesmo contra vontade.

www.azougue.org  - Tenente Clodoaldo - 1987

Certa feita, o tenente Clodoaldo que foi muitos anos delegado da cidade de Mossoró, homem de moral e suas ordens eram vistas com bons olhos para uns mossoroenses, mas que na verdade, tinham alguns que eram contrários; ordenou ao cabo Catôta que fosse até a casa de um senhor, tido como valente, e o intimasse, e logo em seguida, o prendesse, levando-o preso para a cadeia.

Cabo Catôta de imediato acatou o que dissera o tenente Clodoaldo, e com dois policiais, seguiram em direção à casa do suposto valente, encontrando-o em repouso sob uma Castanhola que frondeava alegremente sobre a calçada da sua residência.

Fazendo as suas perguntas com algumas pessoas da rua em que morava este, foi informado que o valentão era pedreiro, e sabendo que peito a peito ele e os dois soldados não tinham condições de levar aquela fera até a delegacia, arquitetou um bom plano para consegui dominar o homem até aos pés do delegado; e ao chegar à sua presença, disse-lhe que o delegado estava precisando dos seus serviços de pedreiro, e queria fazer uma parede na cadeia pública de Mossoró.

Lá atrás é o cabo Catôta e o tenente Clodoaldo

O homem estava orgulhoso, recebera uma solicitação dos seus serviços logo de quem, de um delegado, e para ele seria uma grande honra aquele convite. Com certeza o delegado já tinha conhecimento dos seus bons trabalhos.

E ali saíram os 4 em direção à cadeia pública de Mossoró. E quando o cabo Catôta se achou seguro dentro do prédio do presídio, olhou para o valentão e lhe disse:

- Teje preso, seu elemento!!

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.

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O cantor João Mossoró fará show AMANHÃ, 02 de janeiro de 2016, no Rio de Janeiro


O cantor João Mossoró fará show amanhã, 02 de janeiro no Rio de Janeiro, no bairro Benfica, no"Mercadão Cadeg".
Uma festa portuguesa,  no "Cantinho das Concertinas".



Será uma festa bastante animada, quando o artista cantará as mais lindas canções.

Você que mora no Rio de Janeiro prestigie o artista, participando do seu show.

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LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail 
sabinobassetti@hotmail.com 
você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço 
José Sabino Bassetti 
com o título: 
"Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixa para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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FIM DO CANGAÇO: AS ENTREGAS

 Autor Luiz Ruben F. de A. Bonfim

Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
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luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

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MENTIRAS E MISTÉRIO DE ANGICO

https://www.youtube.com/watch?v=NTXy2ynWFHE

Publicado em 26 de mar de 2014
Documentário onde pesquisadores do cangaço falam sobre dúvidas e mistérios a respeito da vida e morte de Lampião. Também com depoimentos de remanescentes da época do cangaço.
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COMO LAMPIÃO BOTOU O RABUDO PRA CORRER E RUMOU EM DIREÇÃO AO CÉU (UM PROSEADO MATUTO)

Por Rangel Alves da Costa*

Lampião não era brincadeira não, assim começava um dos causos acerca do capitão cangaceiro entre tantos que já ouvi nas tardes de proseados sertanejos. Debaixo do pé de pau secular, amendoeira que derramava suas folhas largas pelo chão de Nossa Senhora da Conceição de Poço Redondo, velhos amigos se reuniam para falar da estiagem medonha, da coivara que quase incendeia todo o sertão, do coronel que acabou sendo chibatado pelo humilde escravizado. Mas quando o assunto era o Capitão Lampião o proseado chegava a entrar na boca da noite.

Zé Titonho era o mais sabichão, ou o mais loroteiro, como dizia o outro. E de sua matutação sempre surgia algum causo de amansar burro brabo. E foi dele que ouvi a história de como Lampião botou o rabudo pra correr e depois rumou em direção ao céu. Noutras palavras, quando Lampião renegou o caldeirão fervente e preferiu se acoitar prazerosamente às sombras do paraíso celestial. E uma história pra lá da gota serena de boa.

Segundo Zé Titonho, antes mesmo de morrer o Capitão Lampião já estava com destino certo. Por mais que se mostrasse devoto fervoroso de santos e anjos, por mais que sua fé fosse demonstrada a cada pausa na luta, por mais que vivesse levando patuás, rosários e rezas escritas em papel, ainda assim sua destinação já estava decidida: ia para os quintos. As ações violentas e as brutalidades praticadas pelos seus comandados, e até por mão própria, suplantavam em muito os limites do perdão na hora de bater as botas e procurar avistar uma fresta de luz lá em riba.

O Capitão Virgulino, temeroso como era das coisas sagradas, se afligia todo ao imaginar acerca de seu destino após se despedir dessa vida. Ora, sair de um fogo eterno e entrar em outro não era boa coisa não. Sair de um suplício a cada passo e amargar a aflição eterna não era coisa pra ninguém desejar. Por isso mesmo que se aperreava todo ao se imaginar sendo jogado no coito do sofrimento ao invés do repouso dos justos. Mesmo de fé abnegada, sabia que seus pecados já haviam chegado ao conhecimento do rabudo. E certamente este o esperava para o devido trato.

A não ser a Maria Bonita, a ninguém mais confessava suas preocupações. E também nunca espalhou o que planejava acaso não tivesse mesmo jeito. Ou seja, o que imaginava fazer quando fosse jogado perante os portais do fogo e do contínuo sofrimento. Mas tinha uma estratégia pronta para quando se deparasse com tal situação. Jurava a si mesmo se o rabudo não iria se arrepender em querer jogar no tacho ardente um homem como ele, católico, religioso fiel, honrado e filho de um pai maior.

E não deu outra. Quando o Capitão bateu as botas lá pelas bandas do Angico, todo o mundo da escuridão e do suplício entrou em festa. O coisa-ruim mandou abrir uma cachaça para comemorar, as fogueiras foram atiçadas, os caldeirões ficaram mais ferventes e as veredas do sofrimento devidamente renovadas. Tudo para receber o Capitão Lampião. E não demorou muito para que Caronte anunciasse a chegada do homem.

Matreiro como era, estrategista sem igual, Lampião fez toda a travessia do rio dos condenados sem demonstrar qualquer preocupação. Pelo contrário, quase fazia o feioso barqueiro perder as estribeiras e desistir de levá-lo depois de tanto fazer perguntas. Perguntava como era o chifrudo, se ele era fedorento mesmo, se por lá havia buchada, carne de bode, feijão de corda e farinha seca com rapadura. 

Assim que foi ordenado a descer, o Capitão logo avistou o coisa-feia à sua espera. Soltava tanto fogo pelas ventas que mais parecia um vulcão irrompendo. Acenou, cumprimentou sorrindo e até perguntou como o amigo suportava viver num lugar tão quente como aquele. Antes de entrar pediu licença para rezar e depois se ajoelhou. Lançou mão de um rosário, tirou uma reza do embornal, depois entoou em voz alta, quase gritando: Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome... Não pôde prosseguir ante o estrondo que ouviu: Pare com isso seu desgraçado, aqui é mundo da escuridão e não o que está pensando. Era o coisa-ruim em tempo de endoidar.

Mas o pior veio depois. Lampião puxou um punhal e saiu riscando cruzes por todo lugar. Tirou uma arma da cintura e mirou no meio do rio. Caronte desabou na água fervente pra não mais subir. E ao mirar nas ventas do coisa-feia, este logo bradou: tanto faz um foguinho a mais ou a menos. Mas não esperava a saraivada de balas que recebeu. Espantado com a valentia do homem, recuou para chamar ajuda do cachorro de quatro cabeças. Mas quando retornou o canto estava mais limpo.

Vendo a coragem de Lampião, lá do alto foi-lhe concedido perdão imediato. E anjos cuidaram de levá-lo à presença do Senhor. Salvo estava, mas não sem antes ouvir umas poucas e boas. E foi assim que Zé Titonho terminou seu proseado.


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SEMPRE ACONTECE DE UM NOVO AMANHECER

Por Rangel Alves da Costa*

Mesmo as lágrimas, as dores e os sofrimentos, nada consegue impedir que as sombras da noite se esvaíam para o surgimento de um novo dia.
Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

A vida é contínua, a existência também. Mesmo não podendo usufruir de todo o percurso, ao homem não cabe se entregar ao desalento pelo seu grão de passagem.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Tudo se afeiçoa a um pêndulo, a uma gangorra, a um varal exposto à voraz ventania. Mas é preciso saber suportar as adversidades com a certeza de que o sorriso ressurgirá.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Um amor perdido, um amor desfeito, uma desilusão amorosa, uma tristeza, uma saudade grande, um coração desalentado, tudo dói demais. Mas também tudo passageiro.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Lágrimas pelos que partiram, adeuses inesperados a quem amamos, sentimentos de perda sem fim, nada mais que uma provação na vida. E para o fortalecimento espiritual.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Sim, a conquista sonhada não veio ainda, o plano não pôde ser concretizado, as promessas deixaram de ser cumpridas. Mas tudo tem o seu tempo certo para acontecer.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

A idade que passa, o espelho que não mais sorri, a feição jovial que já mostra marcas indesejadas, o enfrentamento daquilo que não se quer ter. Mas há a dádiva da existência.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...


Viver não é difícil, não é sofrimento, não é privação nem castigo. Viver é sentir, amar e realizar. Mostrar a si mesmo que é capaz de vencer as barreiras e semear flores e sonhos.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Sim, a vida não está sendo fácil. O passado ainda provoca marcas profundas, dolorosas, angustiantes. Mas na vida que segue não se deve fazer renascer o que atormenta.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

As janelas não foram feitas para a escuridão. As portas não foram feitas para deixar a casa em penumbra. Então abra a janela, abra a porta, deixe o sol entrar e a vida acontecer.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

A riqueza e a pobreza não são motivos nem para o júbilo nem para o entristecimento. O vil metal vale muito menos que uma cuia sagrada cheia de bênçãos da humildade.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

O sertão está seco, esturricado, tantas vezes faminto, tantas vezes sedento. Há um menino nu e outro de pés no chão. Mas Deus nada retira sem prover a vida de felicidade.

Porque sempre acontece de um novo amanhecer...

Há uma tristeza no olhar, há uma tristeza na face, há uma tristeza no passo. Apenas o reflexo de um instante, pois a vida num Eclesiastes de conquistas após as dificuldades.

Porque sempre há um novo amanhecer...

Drummond certa feita escreveu: “Vamos, não chores... A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu...”. Tudo passa, mas o coração continua.

Porque sempre há um novo amanhecer...

Hoje caneco de estanho e amanhã taça dourada. Hoje água em moringa e amanhã jarra na geladeira. Hoje tripa com farinha e amanhã a fartura sobre a mesa. A vida, a vida.

Porque há sempre um novo amanhecer...

Não me conformo com nada. Vou atrás do perdido e o transformo em conquista. Porque aprendi lutar quando todos já se entregavam à escravidão. E daí toda a esperança.

E porque há sempre um novo amanhecer...
Feliz 2016!

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

QUEM FALOU A VERDADE, VILA NOVA OU O CANGACEIRO BALÃO?

Por José Mendes Pereira

No dia 14 de novembro de 1938 Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala:


“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (ele fala no tenente Ferreira, nas ele quis se referi ao tenente Bezerra). 

Tenente João Bezerra

Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor. 

O cangaceiro Zé Sereno

Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

Ele fala que junto com o capitão haviam morrido mais 11 cabras. Verdade, lógico que lá morreram contando com Lampião 12. 11 cangaceiros e o volante Adrião Pedro de Souza.

O cangaceiro Balão - fonte pesquisada - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

Já o cangaceiro Balão afirmou à “Revista Realidade” em novembro de 1973 sobre Luiz Pedro o seguinte:

Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.

As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta? 

O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões no momento em que tentava fugir do cerco policial? 

O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.

Também as duas afirmativas deles deixam a gente novamente confuso sobre a morte de Luís Pedro. Por quê?

Volante Mané Veio que segundo ele, assassinou o cangaceiro Luíz Pedro

O volante Mané Veio disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo, saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente o assassinou.


Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.

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