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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

TÁ QUERENDO ENCONTRAR UM LIVRO COM TEMÁTICA NORDESTINA E NÃO ENCONTRA EM CANTO NENHUM? PROCURE O PROFESSOR FRANCISCO PEREIRA LIMA

https://www.youtube.com/watch?v=zFqg_knVefI&fbclid=IwAR10KDd3nTSVsy16F8eNH8lGMCev0kMOgaw8ZbY7MGrLHnxtRxcTiJA1WbA

Publicado em 18 de out de 2018

Uma conversa com o amigo Francisco Pereira, conhecido como Professor Pereira, sobre cangaço e livros.

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PEDRA BONITA E CANGACEIROS, DE JOSÉ LINS DO REGO


Por Valdir José Nogueira - pesquisador e escritor

“Continua a correr neste Cangaceiros o rio e a vida que tem as suas nascentes em meu anterior romance Pedra Bonita. É o sertão dos santos e dos cangaceiros, dos que matam e rezam com a mesma crueza e a mesma humanidade”. 

José Lins do Rego, em 1938, publicou Pedra Bonita o seu primeiro romance do ciclo do cangaço, que resultaria logo depois em Cangaceiros, lançado em 1953. Apesar de ter uma história de amor como fio condutor, o sertão é o grande protagonista dessa saga. 

Com seu estilo crítico e observador das desigualdades sociais, José Lins do Rêgo aborda a luta pela sobrevivência no sertão, a brutalidade do cangaço e os motivos que levam os homens a entrar para o movimento.
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2058865264173192&set=a.144216698971401&type=3&theater&ifg=1

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MISSÃO VELHA CARIRI CANGAÇO 2015


Por Rau Mascarenhas

Concluindo a leitura do livro DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MISSÃO VELHA do amigo João Bosco André lembrei desse pequeno documentário gravado por ocasião do grande encontro do Cariri Cangaço Edição Luxo que participamos na região do Cariri Cearense.

https://www.youtube.com/watch?v=80Rj_jrI2LE&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0C3LQNnhfcO8cyhlzTQ-oLlje47Yq25CXBs84jXcfHm13ij86E8QwidaU



Publicado em 30 de set de 2015

Nessa aprazível cidade de Missão Velha, no meu Ceará querido e amado, fomos recebidos carinhosamente por esse povo hospitaleiro e amigo. Nesse pequeno documentário, registro a visita dos estudiosos do nordeste, envolvidos em pesquisas com suas histórias, conhecidos por fazerem parte de uma confraria chamada de CARIRI CANGAÇO.
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PALAVRAS PARA LA LUNA

*Rangel Alves da Costa

Estava lendo um poema. La luna o seu nome. E dizia assim: La luna, mulher e lua. Um nome e uma luz. Um beijo na face e um olhar dourado. Ela está lá em cima,  la luna. E quem dera que aqui estivesse, mulher...
A lua de ontem também estava um poema. Minha la luna de solidão. Ela estava cheia, imensa, belíssima e misteriosa. E também perigosa, segundo os crentes nas interferências lunares.
Creio na magia da lua cheia, no seu imenso poder de atrair, envolver, transformar. Basta um simples olhar para a sua face e algo misterioso surge diante do olhar. E também na mente.
No ser humano, é a mente que mais sofre influência da lua cheia. Como é a mente que irradia todas as forças e propensões pelo corpo, então todo o ser passa a ser submetido ao poder daquela luz imensa.
Tento avistá-la apenas na sua beleza, na sua luminosidade indescritível. E trago tal grandeza para o romantismo que aflora, para a nostalgia que ressurge, para a poesia do instante.
Eis que, indubitavelmente, a lua cheia faz o amante ficar propenso a mais amar, o saudoso a entristecer ainda mais, o poeta a encontrar versos jamais imaginados em outras fases lunares.
Eis que a lua cheia desperta a emoção, sentimentalismo, reencontro. Ninguém é capaz de mirar tamanha esfera dourada e se fazer de forte ou de alheio ao que ela forçosamente transmite.
Eis que ninguém consegue simplesmente mirar a lua cheia e depois retornar o olhar sem trazer na íris todo um mistério indecifrável, toda uma força que poderosamente age pelas entranhas adentro.
Nesta noite não pude, pois numa cidade sem campo aberto ao redor, mas gostaria de ter esperado essa lua do alto duma montanha ou em cima de uma pedra grande. E abrir os braços e erguê-los para o alto como se desejasse abraçar toda a luz.
E conversar com a lua cheia, dialogar com seus segredos e mistérios, me confessar escravizado diante do poder de sua luz. E somente assim conseguir sair de lá sem me deixar levar por aquele clarão. E subir e subir, ou descer e descer...


Fico imaginando quanta ação dessa lua perante homens, animais, águas e todos os elementos da terra. Tenho a máxima certeza que não há um só elemento sobre a terra, um só grão de areia, que naquele momento não estivesse sendo afetado pela força e poder da lua cheia.
Os loucos, coitados, mais enlouquecidos ainda, transtornados e transformados, envoltos no dilema de querer subir a qualquer custo até alcançar o imenso anel. E assim porque atraídos para o amor da lua, para a paixão da lua, para o inexplicável da lua.
Os loucos, pobres coitados, tentando a todo custo fugir daquela luz chamejante, buscando se esconder para não ter de mirar aquilo que se alastra para ferir, machucar, dilacerar a alma.
Mas não consegue, pois nada consegue se esconder ou fugir da lua cheia. Os loucos se amarram a objetos, trancam portas e janelas, correm para esconderijos, mas nada disso surte qualquer efeito. E de repente já estão do lado de fora, com as mãos sobre a cabeça, gritando, já sem forças para evitar que ela os chame ao alto.
Sob o clarão do luar, os apaixonados se ajoelham, os amantes se tornam vorazes, as inocências só pensam em pecar, os pecados afogueiam os corpos, os copos são transbordados, os seres se entregam sem medo.
Nas distâncias das águas os barcos e velas naufragam com a força das ondas, com os movimentos revoltosos dos azuis. Os cais são povoados por seres estranhos, de pessoas que vagueiam perdidas, e todas desejosas de ir beber da luz do luar sobre as águas.
E eu nem sabia mais o que fazer. A noite tão bela, a lua tão cheia, a lua chamando, e fui. Segui até a janela para novamente voltar o olhar para o alto e ver se na lua avistava o eu poeta que já havia sido chamado. E tive que reencontrá-lo lá em cima.
Minha la luna estava lá em cima. E eu apenas aqui. Apenas aqui.

Escritor
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MAIS UM " MISTÉRIO " DESVENDADO NO COMBATE DA GROTA DO ANGICO..!


Por Aderbal Nogueira

Quem matou o soldado ADRIÃO foi um cangaceiro e, NÃO, FOGO AMIGO...!  O vídeo, abaixo, comprova nos diversos depoimentos.

https://www.youtube.com/watch?v=pQvuxIeLM0U&fbclid=IwAR2ko7EW3iS6FIUMrC8mkSJZ-U0TlsvDfodnP7kwAsIqZshkPm6CTZBO3dg


Publicado em 1 de nov de 2018

Uma das polêmicas de Angico: quem matou Adrião? Resposta: não foi fogo amigo, foi um cangaceiro entrincheirado. Existem mais dois depoimentos contando a mesma história. Breve postarei. Esse vídeo faz parte do documentário "Angico: 80 anos"
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Mais um sensacional trabalho com o selo Aderbal Nogueira.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?ref=br_tf

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CIDADE BIRIGUI

Por Juliano Moreira

Boa noite José Mendes,

você me perguntou onde fica Birigui... Bem, Birigui fica no interior do Estado de São Paulo a quinze minutos de Araçatuba e próxima de uma maior cidade chamada São José do Rio Preto. Tudo interiorzão, mas Birigui é melhor conhecida por ser a capital do calçado infantil.

https://www.ferias.tur.br/fotos/8969/birigui-sp.html

Não tem muito laser aqui em Birigui, mas muitas fábricas que dão intenso movimento à cidade em horários pontuais de pico. Afora esses horários é tao tranquila e pacata que poderia rivalizar com um cemitério em dias de domingo.

Câmara Municipal de Birigüi - SP - Foto área da Praça Dr. Gama e parte do centro da cidade. - http://www.camarabirigui.sp.gov.br/historia/panoramicas_atuais/panoramica3.jpg/view

Talvez você não soubesse porque não é dita mesma e nem lembrada muito por aí, mas o mais belo galã do Brasil, segundo o público global é nascido e criado em Birigui, e vez por outra ele aparece por aqui para visitar a família. 


E é ninguém mais nem menos que Reinaldo Gianechine que apesar de tudo eu acho que nunca vi mais gordo na minha vida, a não ser na TV. 

http://www.asmilcamisas.com.br/2013/06/10/estadios-do-oeste-paulista-4-e-5-birigui/

Apesar de ter sempre a impressão de que um cara que tinha a face cheia de espinhas e muito magricelo para não dizer feio que encontrei algumas vezes fosse o mesmo dito cujo de hoje. 

É isso, mas não é estranho você perguntar. Pois até eu que moro aqui desde quando nasci por vezes me faço a mesma pergunta e digo pra mim mesmo: Onde fica Birigui? 

Valeu pela pergunta! 
Tenha uma boa noite!

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/1732022790242231?comment_id=1739049712872872&notif_id=1541165149897683&notif_t=feed_comment&ref=notif

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ALCINO ALVES COSTA

 POR RANGEL ALVES COSTA

Alcino Alves Costa. Filho de Emeliana Marques da Costa e Ermerindo Alves Costa, Alcino nasceu em Poço Redondo a 17 de junho de 1940 e faleceu no dia 1º de novembro de 2012, aos 72 anos. Foi político (prefeito por três vezes em seu município), pesquisador, compositor, radialista, escritor e palestrante. Era conhecido e prestigiado não só em Sergipe, mas em todo o Nordeste e além-fronteiras, principalmente pela sua obra acerca do fenômeno cangaço.

O “O Caipira de Poço Redondo”, como assinava seus artigos e gostava de ser chamado, era conhecido pelo seu comportamento de homem simples que buscou nas raízes sertanejas a motivação para a pesquisa e a escrita. Sua marca característica era a havaiana nos pés até nos compromissos mais formais. Além de político renomado em todo o sertão sergipano, foi também um apaixonado pela autêntica música caipira e compositor gravado por duplas sertanejas famosas como Dino Franco e Mouraí e Dino Franco e Fandangueiro. Foi também gravado por Clemilda num hino sertanejo chamado “Seca Desalmada”, de 1974.

Foi radialista na Rádio Xingó FM, de Canindé de São Francisco, onde durante muitos anos apresentou o programa “Sertão, Viola e Amor”. Mas foi como pesquisador e escritor da saga nordestina, enveredando pelas pesquisas acerca do mundo cangaceiro, coronelista e violento, que se tornou reconhecido mundialmente.
Sobre o cangaço e suas afluências escreveu “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”; “O Sertão de Lampião” e “Lampião em Sergipe”. Contou a história de Poço Redondo e Canindé de São Francisco nos livros “Poço Redondo - A Saga de um Povo” e “Canindé de São Francisco - Seu Povo e sua História”.


Sobre a autêntica música caipira e suas famosas duplas escreveu “Sertão, Viola e Amor”. É também de sua lavra os livros “Saudação a Paulo Gastão” e “Preces ao Velho Chico”. Em junho de 2012, já gravemente enfermo, fez o lançamento do romance “Maria do Sertão”. E outros livros inéditos aguardam publicação.

Era membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, sócio honorário do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, participante efetivo do seminário permanente Cariri Cangaço, além de palestrante em diversos eventos em renomadas instituições. Postumamente, o seu nome foi outorgado ao Conselho Curador do Cariri Cangaço.

Em setembro de 2011, no município de Barbalha/CE, foi homenageado com uma placa distintiva outorgada pela Comunidade Lampião – Grande Rei do Cangaço como “Reconhecimento por sua valiosa contribuição à cultura nordestina, e, em especial, aos estudos e preservação da memória do cangaço”. Em fevereiro de 2012, o evento II Arena de Arte e Cultura, promovido pela Prefeitura de Nossa Senhora da Glória/SE, homenageou-o como expoente da cultura e da memória sertaneja. 

Professor Pereira, Manoel Severo e Alcino Alves Costa no Cariri Cangaço

Nos seus livros, ensaios, artigos e composições estão presentes a história, a geografia, o cotidiano matuto, a sociologia da violência e do misticismo, a descrição dos meandros políticos como causa e consequência das injustiças, da pobreza, da violência e das lutas cangaceiras que tão presentes estiveram nas vastidões áridas do Nordeste.

Todos estes aspectos foram pesquisados, analisados, discutidos e dimensionados por Alcino Alves Costa nas suas obras. O seu amor ao sertão foi sua característica mais marcante. Certa feita, durante entrevista ao programa Sergipanidade da TV Aperipê, Alcino afirmou: “Minha vida é o sertão, meu mundo é o sertão”. E sua vida e seu mundo eram Poço Redondo.

Rangel Alves da Costa
Pesquisador, poeta e escritor
Poço Redondo, Sergipe

Ontem, 1º. de novembro de 2018 completaram 6 anos que o ex-prefeito e escritor de Poço Redondo-SE Alcino Alves Costa faleceu

http://cariricangaco.blogspot.com/2017/02/alcino-alves-costa-porrangel-alves-costa.html

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SEM TÍTULO


Por Wasterland Ferreira

Força Policial Volante sob o comando do Tenente PMAL Francisco Ferreira de Mello (Chico Ferreira), em fotografia colhida quando a tropa retornava da fazenda Angico, local da morte do cangaceiro Lampião.

O registro foi feito dias após a morte do Rei do Cangaço, ocorrida após cerco policial em 28 de julho de 1938, pelo fotógrafo do jornal carioca A Noite. 


Ao lado do Tenente Chico Ferreira (promovido após a morte de Lampião), está o jornalista Melquíades da Rocha, do jornal A Noite e que fez uma ampla cobertura jornalística sobre a operação militar que resultou no extermínio de Lampião, Maria Bonita e mais 9 elementos do famoso bando e também na morte do Soldado PMAL Adrião Pedro de Souza.

Cortesia de Paulo Britto.

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SÉRGIO DANTAS E O ESPETACULAR “LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA”


O livro ‘LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA’ não foi concebido com a intenção de se tornar uma obra revolucionária. O objetivo do autor foi apenas elaborar um registro perene e confiável sobre a atuação do célebre cangaceiro em terras paraibanas. Com 363 páginas e cerca de 90 fotografias de personagens envolvidas na trama – e lugares onde os episódios ocorreram -, o trabalho certamente será de grande utilidade aos estudiosos de hoje e de amanhã.
Dividido em 19 capítulos, com amplas referências e notas explicativas, tenta-se recontar, entre outros, os seguintes episódios:
“A invasão a Jericó; fazendas Dois Riachos e Curralinho; o fogo da fazenda Tabuleiro; os primeiros ferimentos sofridos por Lampião; as lutas com Clementino Furtado, o ‘Quelé’; combate em Lagoa do Vieira; Sousa: histórico do assalto e breve discussão sobre as possíveis razões políticas para a invasão da cidade; a expulsão dos cangaceiros do município de Princesa; combates em Pau Ferrado, Areias de Pelo Sinal, Cachoeira de Minas e Tataíra; o cangaceiro Meia Noite; Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima; morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó; confronto em Serrote Preto; Suassuna e Costa Rego; a criação do segundo batalhão de polícia; Tenório e a morte de Levino Ferreira; ataque a Santa Inês; combates nos sítios Gavião e São Bento; chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote; Lagoa do Cruz; assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho; Mortes no sítio Cipó; fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará; confronto em Barreiros; invasão ao povoado Monte Horebe; combates em Conceição; sequestro do coronel Zuza Lacerda; o assalto de Sabino a Triunfo(PE) e Cajazeiras (PB); mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa; Luiz do Triângulo; ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá; Pilões, Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário; sítios Vaquejador e Caiçara; Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte; combates com a polícia da Paraíba em solo cearense; o caso Chico Pereira sob uma nova ótica; Virgínio Fortunato na Paraíba: São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo; sítio Rejeitado: as nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio”.
A obra certamente não abrangerá o relato de todas as façanhas protagonizadas pelo célebre cangaceiro no estado da Paraíba. Muito se perdeu com o passar dos anos. Os historiadores de ontem, em sua maioria, não tiveram grande interesse em dissecar os episódios por ele protagonizados no território do estado.
A presente obra busca resgatar o que não se dissipou totalmente na bruma do tempo.

Lançamento em Natal do livro de Sérgio Dantas “Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006)”.

LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA, Polyprint, 2018, 363 pgs. Disponível em outubro de 2018.
Sobre o autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas é magistrado em Natal. Publicou os livros Lampião e o Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada (2005), Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006), Lampião Entre a Espada e a Lei (2008) e Corisco – A Sombra de Lampião (2015).
PARA ADQUIRIR LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA,  VENDAS A PARTIR DE OUTUBRO DE 2018, SENDO REALIZADAS EXCLUSIVAMENTE PELO PROFESSOR FRANCISCO PEREIRA, DE CAJAZEIRAS, PARAÍBA, QUE ENTREGA PARA TODO O BRASIL PELO CORREIO.
CONTATOS ATRAVÉS DO E-MAIL fplima1956@gmail.com, franpelima@bo.com.br OU Whatsapp 55 83 9911-8286
https://tokdehistoria.com.br/2018/10/01/novo-livro-sobre-o-cangaco-na-paraiba-sergio-dantas-lanca-seu-quinto-livro-sobre-o-tema/
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MANGAS E CAJUS

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 1.997

Chegou o mês de novembro. O mês dos ventos fortes no Sertão. As mangueiras botam cachos, botam flores, enfeitam-se como belas noivas aguardando o Natal. De Maceió ao interior longínquo faz gosto observar o balanço dos manguezais floridos. Chamam atenção em Maceió, Palmeira dos Índios, Maribondo, Belém, no Cabeça d’Anta... No São Francisco surge à bela e saborosa Manga Maria, cujo volume é um almoço completo. Aí vem o desfile da fruta com suas variedades: Rosa, Maria, Espada, Gobom e outras produzidas para a indústria. O tempo já se sabe decorado. Novembro a fevereiro a manga domina a paisagem agrícola e complementa bem a alimentação do povo.
IMAGEM: DIVULGAÇÃO.
Mas não é somente a manga quem manda e faz a festa. O caju é o seu companheiro nos meses citados. Os cajueiros também vão se mostrando belos entre as cores amarela e vermelha. E se esses frutos são doces, o atestado pertence ao povoado Areias Brancas do município de Santana do Ipanema ou de grande área plantada do Olho d’Água do Casado. O caju amarelo é doce. O vermelho é travoso. Mas o provador de aguardente disso não quer saber. É encher a boca d’água vendo os frutos no pé e o carro com velocidade. E haja, nessa época, glosadores de copo no balcão, dedos no caju e tempero na goela. Mas nem só do caju morde que bebe.
Quando o ano é bom de safra, a vitamina C preenche os lares sertanejos. Até mesmo a idade das pessoas é medida em cajus. Quem possui os seus pomares fracos ou fortes faz a festa debaixo das galhadas. As folhas dos cajueiros são por natureza bordadas e multicores dando pompa à árvore que acena ao longe. Chupa-se o caju, vende-se a castanha unindo-se o útil ao agradável.
O final do ano vai chegando assim acompanhado pelo aroma das frutas tropicais. Quem não tem fazenda, contempla os frutos da beira da estrada. Não importa se o cajueiro é de Pirangi, o maior do mundo, nem se ele é do vermelho ou do amarelo, vai ao suco, vai à polpa... Vai ao copo.
Bote uma aí, bodegueiro!.


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REVELAÇÕES AO ENTARDECER

*Rangel Alves da Costa

Estou desconhecendo a mim mesmo. Nunca mais caminhei pelas estradas e ruas, de pés descalços, pelo prazer de pisar na terra, sentir o calor do chão e estar mais aproximado do mais puro ventre.
Estou entristecido comigo mesmo. Nunca mais abri a janela para esperar borboletas, para a chegada de colibris nem pássaros do amanhecer. E sei que agora me falta aquele sorriso da flor e o beijo da brisa do amanhecer.
Estou me sentindo desumanizado demais. Chego a me perguntar se não perdi a sensibilidade, se não desacalantei o amor pelas coisas simples, se não reneguei o prazer pela jabuticaba e a sapoti de quintal.  E tão doce era beijar a boca do araçá.
Estou me distanciando de mim mesmo. Temo ter deixado ir embora a criança que sempre esteve em mim, o menino traquina que sempre gostou de brincar e de sorrir. Temo que até a memória e as doces lembranças e nostalgias tenham se distanciado de mim.
Estou me tornando cada vez mais insensível, e eis o medo maior que dá. Não desejo a lágrima petrificada nem o soluço preso, não quero olhos sem brilho nem coração que não pulse mais perante as situações de vida. E tudo parece simplesmente acontecer.
Estou sem tempo para as coisas boas da vida, estou sem encorajamento para reencontrar as coisas boas da vida. Nunca mais sentei na pedra, nunca mais conversei com a pedra, nunca mais deitei no colo da pedra e sonhei com um jardim florido e perfumado.
Estou envelhecendo demais sem ainda ter alcançado os portais da velhice. Imagino que os espelhos vão me negar o sorriso, penso que os espelhos vão acrescentar minhas rugas, imagino que de repente já serei outro, triste e alquebrado, num corpo apenas cansado.


Estou sem tempo de fazer o que sempre fiz mesmo sem ter tempo. Sempre encontrei um instante para subir à montanha, para sentar à beira das águas, para me aquecer com as brasas do pôr do sol. E sequer tenho tido tempo de olhar o horizonte e imaginar o que está além e mais além.
Estou sem tempo de pensar nas coisas boas da vida, de trazer ao pensamento o que sempre me confortou, ainda que com saudades. É como se o sabor do café torrado já não mais esteja na minha boca, é como se o perfume do café na chaleira já não estivesse ao meu alcance.
Estou sem auroras e entardeceres que realmente sejam auroras e entardeceres. Não adianta apenas acordar, levantar e caminhar pelo quarto, sem que pule a janela e vá logo beijar a primeira luz e o primeiro sol. Não adianta chegar ao fim da tarde e perante o pôr do sol apenas fingir que o avista.
Estou sem tempo para mim, sem tempo para ser eu mesmo, sem tempo para fazer o que gosto e o que me faz bem. Preciso conversar com o vizinho, falar com as pessoas que passem adiante, sentar na calçada e conversar sozinho. Preciso jogar pedrinhas no meio do nada e riscar o chão com uma varinha qualquer.
Preciso chupar picolé de graviola, de coco e mangaba. Preciso pedir um algodão doce e uma maçã do amor. Preciso de pipoca colorida e de cocada de rua. Preciso piscar o olho pra menina bonita que passa de flor vermelha no cabelo. Preciso beijar a palma da mão e depois lançar o beijar em qualquer direção.
Preciso riscar o tronco da madeira e nele desenhar coração. Preciso escrever versos rimando amor e bilhetinhos com letras miúdas e implorando ao menos um olhar. Preciso ler um livro do começo ao fim e depois reescrever o mesmo livro do fim ao começo. Preciso abrir a janela. Preciso abrir a porta.
Preciso também de um sorriso e de um espelho que não negue as verdades, mas que não doa tanto nas suas verdades.

Escritor
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AO MESTRE COM CARINHO

https://www.youtube.com/watch?v=x_i8ad-kCzM

Publicado em 2 de nov de 2012

Homenagem a Alcino Alves Costa, um dos grandes pesquisadores da historia do cangaço.
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Música neste vídeo
Música
Artista
14 Bis
Álbum
Planeta Sonho
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Música
Artista
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COLEGIO SETE DE SETEMBRO HOMENAGEIA ACADEMIA DE LETRAS DE PAULO AFONSO.


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CONVOCAÇÃO DESNECESSÁRIA


Por Dulce Cavalcante

Escritora, autora das obras Bicicletas de papel e ...um chão para memórias soltas
dulcinea.acs@gmail.com

Sentei-me no canto e convoquei minhas saudades.
(Mia Couto)

Eu não preciso me sentar em um lugar sossegado qualquer para convocar minhas saudades, minhas memórias, ou a minha história, e trazer a minha identidade para o centro do que quero analisar. Elas me acompanham por toda parte. É um séquito de reminiscências a comporem o que gravita ao meu redor. Passos dados, caminhos percorridos sejam aonde for, ou venham de onde vierem, e fatalmente aonde irão, preenchem quaisquer vazios que por acaso me surjam. 

Os anjos e querubins sopram trombetas, clarins e atraem, para o cortejo pelas ruas da saudade, os meus amores idos e, em especial, os que ficaram e se eternizaram. Aqueles que me machucaram e foram devidamente perdoados já pertencem à obscuridade, não mais a mim. 

Adélia Prado diz que “o que a memória ama fica eterno”. Verdade tão simples e completa. No entanto, digna de mais sapiência, é termos tal comprovação nos nossos dias cheios de afazeres, de percalços a interferirem nas meditações e no “escoamento” do passado. 

Nós somos feitos de memórias. Memórias de sonhos, de dores, de amores trançados na doce esperança que não nos escapam. Também acumulamos, nas lacunas intersticiais, o pensamento positivo que nos move, assim como alimentamos o pensamento negativo, o qual nos enfraquece e mata nossos desejos. Facilmente esquecemos as mágoas, mas as alegrias são sempre lembradas com distinção nas rodas de conversa. É muito bom “vivenciar” os sonhos (apenas sonhados, realizados ou mesmos os postergados), guardados numa poupança do que será, neste eterno há de vir. Como assevera Mia Couto, não precisamos ipsis litteris nos recolher em um canto repleto de silêncio e convocar a saudade. Elas chegam. No meio da multidão, nas areias do deserto, no centro de um jardim de primavera ou em meio ao caos urbano assustador. As lembranças estão aqui comigo, e não me abandonam. 

Felizmente dispomos dessa capacidade de nos abstrair de tudo em volta em milímetros de segundos, de nos abstermos do mau pensamento num piscar de olhos, bem como de nos livrarmos de um desentendimento mental mal elaborado num bater de asas de um beija-flor. Que bom! Somos dotados de um aparelho cognitivo complexo e único: o cérebro, a nos fornecer subsídios naturais à sobrevivência e ainda a nos presentear com a perplexidade dos segredos invioláveis, guardados a sete chaves. A vida, também, usa o corpo, fazendo-o de veículo; uma locomotiva com incrível capacidade de armazenar, de cuidar e de transportar pensamentos para quaisquer lugares. Em ocasiões diversas, aonde formos fisicamente, ou quando vamos à toa, somente tangidos pelos pensamentos: folhas que voam sem direção... 

Hoje, vivo um dia a cada dia. “É coisa de velho”, muitos dirão. Muitos dos que me veem, dos que me leem ou simplesmente passam por mim como um indivíduo. Sem dúvida um indivíduo, porém, ao mesmo tempo, incólume, como se numa bolha estivesse, invisível. Lamentavelmente invisível, diria.

Na realidade, o tempo do velho corre em outro relógio, com engrenagens inaptas para a rapidez cotidiana. Aquele que manca, desanda, tateia, desequilibra, claudica e cai... atrasa o andar das horas nas madrugadas insones. Os reflexos, também, têm um tempo, o tempo da imprecisão e da desordem. Não pensem em imprecisão como o não poder. Na situação limítrofe da velhice, apenas os pensamentos não acompanham, na mesma velocidade, a ação. As limitações são uma barreira, um ônus que nos é cobrado a todo instante indevidamente. Será? Por que não culparmos nossos ossos frágeis, músculos flácidos, articulações travadas, precisando de alongamentos... enfim tudo que disse, sobretudo enfrentar um mundo mais competitivo? Culpemos o nosso corpo, o qual não acompanha as peripécias, “a vida das minhas retinas tão fatigadas”, como versejou Drummond. O poeta de Itabira entendia de rotina, de carregar pedras ou encontrar pedras pelos caminhos, intransponíveis barrancos, de driblá-los e, ainda, assoviar uma canção de amor, de otimismo; espantando males e tristezas, como eu tento fazer. 

Carpe diem disse Horácio, aconselhando uma amiga há mais de 2000 anos. Continuo pensando: “Vai que eu consigo só mais um dia. Qual?! O dia de hoje, ora bolas!”

https://www.facebook.com/dulce.cavalcante.8/posts/10212470067217905

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FC PORTO MORREU ESQUERDINHA, ANTIGO LATERAL-ESQUERDO DO FC PORTO



A notícia foi confirmada pelo clube nas redes sociais.

PÚBLICO

Morreu o futebolista brasileiro Marcelo Januário da Silva, conhecido como Esquerdinha. O ex-lateral-esquerdo tinha 46 anos e faleceu em João Pessoa, no estado do Paraíba, no Brasil.

https://www.publico.pt/2018/11/01/desporto/noticia/morreu-esquerdinha-antigo-lateralesquerdo-fc-porto-1849581?utm_source=notifications&utm_medium=web&utm_campaign=1849581

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