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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

VIRGULINO FERREIRA DA SILVA, "LAMPIÃO", 1927.

Por Reinaldo Elias - Colorizando o Passado

Acervo do Museu do Ceará - Fortaleza, CE, Brasil. O registro fotográfico foi realizado quando seu grupo invadiu e saqueou a cidade de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, em 15 de junho de 1927.

"Lampião foi o mais famoso chefe cangaceiro que existiu no país e teve atuação entre 1922 e 1938. Ele era de uma família de posição razoável, mas que se viu despossuída de tudo por uma disputa de terras. Lampião liderou um grupo de homens que aterrorizou o interior do Nordeste com seus saques. Foi morto em uma emboscada, em 1938."

"Virgulino Ferreira da Silva nasceu em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, em 7 de julho de 1897, e pertencia a uma família de lavradores que levavam vida dura, mas tinham algumas posses. Conhecido na história brasileira como Lampião, sua data de nascimento é alvo de polêmica, uma vez que suas biografias apresentam diferentes datas.

Em 1921, Virgulino Ferreira aderiu ao bando de Sinhô Pereira, um dos cangaceiros de maior expressão no Nordeste. Nesse bando, ele prosperou como cangaceiro, tornando-se o mais famoso e temido do Brasil. Ficou conhecido como Lampião porque sua capacidade de atirar rapidamente fazia com que ele iluminasse a noite.

Sob a liderança de Sinhô Pereira, Lampião aprendeu muito. Ele foi ensinado a sobreviver no cangaço, a esconder seus rastros, a evitar confrontos abertos com a polícia e a como se comportar nos ataques. Em julho de 1922, Sinhô Pereira abandonou o cangaço, e Lampião assumiu a liderança do grupo.

Lampião então passou a liderar ataques contra propriedades e cidades à procura de riqueza. Ele saqueava o que podia, pedia resgate de determinados itens que saqueava, e, muitas vezes, extorquia determinados locais, exigindo um pagamento para que ele não os atacasse. Ele também soube desenvolver uma rede de coiteiros que o auxiliavam sempre que fosse necessário.

Lampião liderou seu bando de cangaceiros de 1922 até 1938, promovendo inúmeros ataques nesse período. Ele enfrentou por diversas vezes as tropas volantes, isto é, as forças policiais móveis que atuavam no combate aos cangaceiros. Entretanto, ele evitava confrontos muito abertos para não ter perdas de homens e desperdícios de munição.

Durante suas andanças, Lampião conheceu Maria Gomes de Oliveira, mulher que fazia parte de uma família de coiteiros. Ela ficou conhecida como Maria Bonita e apaixonou-se por Lampião, abandonando seu marido para ficar com o chefe cangaceiro. Ela aderiu ao bando de Lampião em 1930, e tornou-se a primeira mulher a fazer parte do cangaço.

Até então, as mulheres não faziam parte do cangaço, mas, devido a Lampião, isso mudou, e os seus homens passaram, em geral, a ser acompanhados por suas mulheres. A chegada de Maria Bonita se deu já na fase decadente do cangaço e contribuiu para que as medidas de segurança dos cangaceiros se afrouxassem porque os períodos de descanso tornaram-se maiores. Juntos, Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha, em 1932, chamada Expedita Ferreira Nunes."

"Em 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar na fazenda Angicos, localizada em Poço Redondo, no estado de Sergipe. Acontece que a posição de Lampião foi denunciada (não se sabe até hoje por quem), e as tropas volantes foram ao encontro do seu bando.

Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa por um ataque das tropas volantes. Seu líder foi atingido por três tiros e faleceu no local. Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes locais em exibição de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais caçados do Nordeste.

Outras teorias surgiram explicando sua morte. Alguns pesquisadores afirmam que ele pode ter sido envenenado um dia antes do ataque, enquanto outros apontam que ele pode ter fugido e se escondido pelo restante de sua vida. Essas hipóteses, entretanto, não são aceitas, e considera-se que ele foi realmente assassinado no ataque surpresa."

Texto: Daniel Neves Silva (Professor de História)

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O CANGACEIRO CALAIS

Jovem, olhar sereno, aparentava ser calmo e sem experiência. Para aqueles que acham isso, triste engano, por trás desse rosto tranquilo e jovial se escondia um dos seres mais cruéis e perigosos que já pisaram nas hostes do cangaço.

Pedro Silvino do Nascimento ou Pedro de Ciana, ficou popularmente conhecido no mundo hostil do cangaço como " CALAIS ". Apesar de ser jovem, sua ações criminosas eram extensas.

Assassinatos, estupros, castrações, tortura entre outros, são alguns dos métodos que constam no repertório sombrio de Calais.

Um cangaceiro que ficou famoso por marcar o rosto de mulheres com ferro quente de marcar animais, foi Zé Baiano, mas o que muitos não sabem é que Calais e seu parceiro de crimes o também cangaceiro Arvoredo já usavam essa prática bem antes e com muito mais frequência.

Calais também ficou conhecido por ser homem de "reza forte", se invultava no meio dos combates mais adversos, desaparecia como um fantasma. Diz a tradição oral, que por diversas vezes saiu com vida onde não se tinha de perspectivas de salvação.

Perdeu duas companheiras no cangaço, Joana e Delmira, ambas tombaram sem vida em meio a ataques de seus inimigos e Calais como sempre conseguindo fugir. Mas a sorte desse baiano acabou no ano de 1937, quando já vivia pelos matos solitário, cometendo seus crimes. Foi morto enquanto buscava tirar da vegetação rígida das caatingas recursos para sua sobrevivência.

Até hoje paira sobre sua morte a dúvida no campo de pesquisa de quem de fato foi o seu algoz, para uma grande parte dos pesquisadores, Teófilo Pires, para outros João Crisipa. Ao certo, o que se sabe, é que naquele dia 22 de dezembro de 1937 tombava sem vida o " Feiticeiro das Caatingas ".

Obs : Após ser gravemente ferido por disparo de arma de fogo, diz a tradição oral, que Calais persistia em não morrer, mesmo diante de um quandro aparentemente irreversível. Foi quando notou-se em seu pescoço um " Patuá", assim que tirado do corpo do cangaceiro o mesmo deu seus últimos suspiros e morreu.

Por : Helton Araújo

Foto : Eronides de Carvalho

Edição Arquivo Digital Helton Araújo

Apoio : Adelsomota Mota

Atenção : Existem várias versões para morte de Calais.

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𝑷𝑹𝑬𝑺𝑶𝑺

Acervo jaozin jaaozinn 

Fotografia do cangaceiro Faustino de Souza, o Pai do Matto, e a mulher apelidada de Bahiana Caturrada, 1932.

No interior do estado da Bahia, a força volante comandada pelo Tenente Manoel Netto, na região de Jatobá de Tacaratu/BA, acaba capturando o bandoleiro Pai do Matto que, segundo a informação, seduzia nos povoados mulheres que seriam levadas para o grupo e depois deixadas para trás.

Ainda, no mesmo local, é aprendida também uma mulher pela alcunha “Bahiana Caturrada”, que passou cerca de dois anos no grupo do Rei do Cangaço, ganhando esse apelido pelo mesmo. Acabou sendo abandonada.

Em outra informação aponta que Faustino era tio dos cangaceiros Jurema e Nevoeiro. Um dia, o cangaceiro passou em uma fazenda por nome Volta, entrou no local e pediu sal, farinha, canoa para poder atravessar o rio e comida. Entretanto, fora capturado pelo morador Octacíllio Rodolpho –algoz de seus sobrinhos e do bandoleiro Juremeira (ou Jureminha)– junto com o seu sobrinho que tinha 19 anos, onde amarraram o cangaceiro e entregaram para a força volante de Manoel Netto, que se encontrava em Jatobá, levando o bandido para o presídio de Santo Antônio da Glória/BA.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑷𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐/𝑷𝑬 - 1932; 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑨 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1937.

. 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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CASA ONDE NASCEU LAMPIÃO.

 Por Judson Carlos Judcarlos


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PADRE CÍCERO ASSINANDO PATENTE DE LAMPIÃO.

 Por Judson Carlos Judcarlos

Padre Cícero assinando o título de capitão para Virgulino ferreira (Lampião).

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domingo, 19 de novembro de 2023

ISAÍAS VIEIRA DA SILVA, O ZABELÊ.

Guilherme Velame Wenzinger

Registro inédito de Isaias Vieira da Silva, o Zabelê, então preso na casa de detenção do Recife.⠀

Arquivo digital: Guilherme Velame.

Publicação: A Província, 29/09/1929.

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PADRE JOSÉ KEHRLE E OS CANGACEIROS

Por Beto Rueda

Padre José Kehrle, homem admirável, culto, proveniente de família Judia, nasceu em 19 de maio de 1891, na cidade de Rheinstetten, Alemanha.

Cursou medicina na Universidade de Munique mas desistiu da carreira no último ano de faculdade para ingressar no seminário e tornar-se sacerdote.

Veio para o Brasil em 1909, optando pela vida religiosa e ordenou-se em 14 de março de 1914, no Mosteiro de São Bento, em Olinda-PE.

Transferiu-se no ano seguinte para Quixadá-CE. e chegou a ter contato com o Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte.

Foi encarregado de assumir a secretaria do bispado de Floresta e ficou por quatro anos. Tornou-se o primeiro pároco de Rio Branco, atual Arcoverde.

Assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Vila Bela (atual Serra Talhada), ficando também responsável pela paróquia de São José do Belmonte.

José Kehrle tinha um irmão, também padre, chamado Luiz Gonzaga Kehrle, que foi pároco na cidade de Araripina - PE, entre 1923 e 1951.

Conheceu Virgolino Ferreira ainda no começo de sua vida como cangaceiro, inclusive seu confessor e conselheiro.

Ainda em sua missão pelo Sertão pernambucano, o padre alemão passou pelas cidades de Venturosa, Afogados da Ingazeira, Brejo da Madre de Deus e Moxotó. Por fim, chegou em Buíque no ano de 1947.

No ano de 1967, a pesquisadora e escritora Aglae Lima de Oliveira, foi a Buíque e coversou com ele:

"Tive a satisfação de conhecê-lo pessoalmente. Pesquisador do banditismo, inteligente, forte sotaque germânico, estimadíssimo na cidade. Conta com 76 anos de idade. Possui vasto documentário sobre o cangaço. Conheceu de perto todos os problemas desse fenômeno. Recorda-se de Lampião como cangaceiro iniciante em Vila Bela.

Perguntei:

- Padre, Lampião e os cabras confessavam-se com o senhor?

- Não.

Nunca se confessaram comigo, os outros padres, tenho certeza, não os receberam no confessionário.

- Fale padre, sobre a personalidade de Lampião, pois tão bem o conheceu.

- Eu fui vigário em Vila Bela, conheci Lampião quase menino. Ele me obedecia. Tomava-me a benção, desarreado e desarmado. Todos os cangaceiros assistiam a Santa Missa, com os chapéus na mão, respeitosos. No momento que chegavam às capelas, as armas eram ensarilhadas, guardadas e trancadas na sacristia.

Os cabras não perdiam missa, principalmente se incursionassem nas fazendas e povoados pertencentes a paróquia onde eu era vigário. Eram fiéis as missas celebradas por mim. Prestavam atenção ao aviso das próximas, fitavam-me com respeito e absoluto silêncio.

- A polícia sabia que Lampião assistia a missa nas capelas da sua Paróquia?

- Sabia, e nunca foram procurá-los nas igrejas.

- Padre, fale sobre Sinhô Pereira.

- Conheci muito. Era de família nobre, neto do barão Andrelino Pereira do Pajeú. Teve suas razões para entrar no cangaço.

- Padre Kehrle, conheceu outros cangaceiros?

- Conheci todos em minha região, até 1940.

- O que achava da personalidade deles, da religião, costumes e da vida que levavam?

- Observava que o meio e as injustiças sociais foram responsáveis por todos os bandidos do Nordeste. Sobre a religião, eu ficava impressionado diante da fé e da confiança. Não desviavam a atenção das imagens e da minha pessoa. Ouviam o meu sermão cabisbaixos. Rezavam rosários e orações fortes.

- Padre Kehrle, fico impressionada com a personalidade complexa dessa gente. Eles não temiam a surpresa de as volantes cercarem as capelas?

- Não.

As volantes também me respeitavam e jamais escolheriam as igrejas para cercar bandos desarmados. A polícia também nunca castigou padres. Lembro-me de que, depois da missa, eu retirava do bolso da minha batina a chave da sacristia e Lampião distribuía as armas e os arreios.

Anotei os costumes e a vida que levavam e consegui encher uma mala cheia de documentários.

- Padre, o senhor aparenta gostar também do assunto?

- Imensamente.

Sou alemão de nascimento mas amo profundamente o Brasil. É a minha segunda pátria, vivo a muitos anos nos sertões.

- O que mais o impressionou em Lampião?

- Seus modos. Era calmo. Falava manso. Atendia aos meus pedidos.

- O senhor lhe solicitava que abandonasse o cangaço?

- Sim. Várias vezes.

Ele baixava a cabeça, segurava o fuzil e dizia:

- Padre José, não tem mais jeito."

José Kehrle faleceu em Buíque no dia 06 de agosto de 1978, aos 87 anos. Foi sepultado na capela Nossa Senhora das Graças, construida por ele. Sua grandiosa contribuição é lembrada para a história do interior de Pernambuco.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA. Aglae Lima de. Lampião, cangaço e Nordeste. 2.ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970.

MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa Editora, 2004.

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IRMÃS DO CANGACEIRO CORISCO.

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Irmãs de Cristino Gomes da Silva Cleto, o "Corisco". Povoado Verdão, Pariconha(AL). Ambas falecidas.

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𝑭𝑶𝑹𝑪̧𝑨 𝑫𝑬 𝑺𝑬𝑮𝑼𝑹𝑨𝑵𝑪̧𝑨

 Jaozin Jaaozinn

𝙵𝚘𝚝𝚘𝚐𝚛𝚊𝚏𝚒𝚊 𝚍𝚎 𝚞𝚖𝚊 𝚖𝚒𝚕𝚒́𝚌𝚒𝚊 𝚖𝚘𝚗𝚝𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚕𝚘 𝚂𝚛. 𝙰𝚗𝚝𝚘̂𝚗𝚒𝚘 𝙱𝚊𝚝𝚒𝚜𝚝𝚊 𝙼𝚊𝚒𝚊 (𝚎𝚖 𝚙𝚎́ 𝚊̀ 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚛𝚍𝚊), 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚛𝚎𝚜𝚐𝚊𝚝𝚊𝚛 𝚊 𝚜𝚞𝚊 𝚒𝚛𝚖𝚊̃ 𝙼𝚊𝚛𝚒𝚊 𝙹𝚘𝚜𝚎́ 𝙻𝚘𝚙𝚎𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚏𝚘𝚛𝚊 𝚌𝚊𝚙𝚝𝚞𝚛𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚕𝚘 𝚐𝚛𝚞𝚙𝚘 𝚍𝚎 𝙻𝚊𝚖𝚙𝚒𝚊̃𝚘 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚟𝚊𝚖 𝚗𝚊 𝚛𝚎𝚐𝚒𝚊̃𝚘 𝚍𝚘 𝚁𝚒𝚘 𝙶𝚛𝚊𝚗𝚍𝚎 𝚍𝚘 𝙽𝚘𝚛𝚝𝚎, 1927.

𝙵𝚘𝚗𝚝𝚎: 𝚂𝚎́𝚛𝚐𝚒𝚘 𝙳𝚊𝚗𝚝𝚊𝚜.

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𝑽𝑶𝑳𝑨𝑵𝑻𝑬𝑺

 Jaaozin Jaaozinn

Fotografia dos volantes (da esquerda para a direita) Zenon Costa e Manoel de Oliveira Dantas, em Águas Belas/PE, 1935.

𝒁𝑬𝑵𝑶𝑵:

Era pernambucano, integrou a Polícia Militar de Pernambuco e, depois, participou da força volante montada em Vila Bela/PE. Na década de 1930, foi mandado para a Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, como um contratado.

𝑴𝑨𝑵𝑶𝑬𝑳:

Como o seu companheiro Zenon, era pernambucano e integrou a Polícia Militar de Pernambuco, depois participando da força volante montada em Vila Bela/PE. Participou do famoso combate da Serra Grande/PE, no ano de 1926. Seguiu a mesma caminhada, sendo mandado para a Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, também como um contratado, na década de 1930.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑳𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑶 𝑪𝒂𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑨𝒄𝒂𝒖𝒂̃, 𝒅𝒆 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒍𝒐𝒖𝒅𝒆𝒔 𝑭𝒆𝒓𝒓𝒂𝒛; 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑽𝒐𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝑨 𝒂̀ 𝒁, 𝒅𝒆 𝑩𝒊𝒔𝒎𝒂𝒓𝒄𝒌 𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒔 𝒅𝒆 𝑶𝒍𝒊𝒗𝒆𝒊𝒓𝒂.

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𝑨 𝑳𝑰𝑺𝑻𝑨

 Jaozin Jaaozinn

𝘍𝘰𝘵𝘰𝘨𝘳𝘢𝘧𝘪𝘢 𝘥𝘰 𝘊𝘢𝘱𝘪𝘵𝘢̃𝘰 𝘟𝘢𝘷𝘪𝘦𝘳 𝘊𝘰𝘴𝘵𝘢, 1933.

Creio que todo mundo já está familiarizado com a famosa lista do preço das cabeças de alguns cangaceiros do bando de Lampião no final da década de 1920. Porém, conhece quem foi o mentor ou um dos que influenciaram a sua criação?

Um dos foi o Capitão Xavier Costa, em que, possivelmente, atuava na região da Bahia. Ele sempre foi dessa opinião, em colocar prêmios nas cabeças dos bandoleiros para que chama-se a atenção de sertanejos e o interesse de capturá-los ou matá-los fosse maior. Sua ideia venceu, fazendo com que fosse organizada a lista:

• Lampeão - 50 contos

•Corisco - 10 contos

• Luiz Pedro, Cirilo e Mariano - 5 contos

• Gato, Zé Baiano e Serra Branca(?) - 4 contos

• Arvoredo e Moderno - 4 contos

• Beija Flor, Medalha e Cajueiro - 2 contos

• Jurema e Maçarico - 2 contos

• Suspeita e Calais - 2 contos

• Jacarandá e Bem-te-vi (de Moreno) 1 conto

• Bem-te-vi (de Corisco) - 1 conto

• Avião (ou Gavião?) e Coqueiro - 1 conto

• Alecrim e Duca - 1 conto

• Pai Velho e Português - 1 conto

• Franqueza e Boi Manso - 1 conto

• Pó Corante e Nevoeiro - 1 conto

• Criança e Moita Brava - 1 conto

• Butão e Bom-de-Veras - 1 conto

• Pancada e Pedra D'Ave - 1 conto

Nesse período, Azulão acabou sendo morto pela força de Zé Rufino, onde sua cabeça era avaliada por quatro contos, e à de seus companheiros, Zabelê e Canjica, por um conto. Meia Noite II, capturado na mesma década, tinha o seu preço por um conto também.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬: 𝑨 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1933.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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𝑻𝑬𝑵𝑬𝑵𝑻𝑬 𝑱𝑶𝑨̃𝑶 𝑴𝑰𝑮𝑼𝑬𝑳 𝑫𝑨 𝑺𝑰𝑳𝑽𝑨

 Guilherme Velame Wenzinger

No ano de 1932, comissionado como capitão da força pública da Bahia, integrou a campanha contra o cangaço organizada pelo governador Juracy Magalhães. Organizava o serviço de rádio da polícia, melhorando a eficiência da comunicação com as forças volantes.

João Miguel concedeu entrevista e falou, entre outros temas, da suposta invulnerabilidade de Lampião. Disse ele:

"Os sertanejos têm a superstição de que Lampeão tem o ‘corpo fechado’, que não há bala que o alcance, nem armadilha que o colha. (...) eu não sou sujeito a superstições (...), no entanto, estou meio convencido de que o bandido tem mesmo estrela. (...) quando entreguei o comando ao tenente Liberato tinha a impressão de que Lampeão estava perdido. Pois não é que ele conseguiu furar o malho da rede? Eu quase vim convencido de que os sertanejos têm razão... (DIÁRIO DA BAHIA: 30 DE MAIO, 1931.).

Fontes: O cangaço e a representação mística de Lampião, trabalho de Marcos Edilson de Araújo Clemente. O Jornal(RJ).

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sábado, 18 de novembro de 2023

RENATO E SEUS BLUE CAPS - (RENATO E SEU BONÉS AZUIS).

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=3cfG92Uund8&ab_channel=AntonioAurydeMac%C3%AAdoTorquato

Renato e Seus Blue Caps é uma banda brasileira de rock formada em 1959, que se notabilizou por versões de canções internacionais.

É a banda em atividade mais antiga do mundo, segundo seus integrantes.[1] Tornaram-se um sucesso se apresentando no programa Jovem Guarda, em shows, festas e bailes.

O conjunto continua até hoje em plena atividade[2] com Cid Chaves (vocal), Darci Velasco (teclado), Bruno Sanson (contrabaixo), Chi Lenno (guitarra) e Fabrício Motta (bateria).[3]

Imagem da Internet.

História

Foi formado em 1959 pelos três irmãos da família carioca Vieira de Barros Renato Barros, Ed Wilson e Paulo César Barros[4], jovens moradores do bairro de Piedade, Rio de Janeiro; Euclides de Paula (futuro guitarrista-solo e arranjador do grupo instrumental The Pop's) e Gelson Moraes, com o nome "Bacaninhas do Rock da Piedade"[4]. Participaram pela primeira vez do concurso "Hoje é Dia de Rock" da rádio Mayrink Veiga.[3] Este primeiro nome foi censurado e inspirados num conjunto norte-americano de rock and roll e rockabilly, Gene Vincent and His Blue Caps.[nota 1] mudaram o nome para Renato e Seus Blue Caps, sugerido por Jair de Taumaturgo[3].

O grupo se apresentava em rádios e em programas de televisão, como Brotos No Treze, da TV Rio e Os Brotos Comandam, da TV Continental, ambos apresentados por Carlos Imperial.[1][7][8]

A banda começou a ganhar visibilidade em 1962[4], ano em que gravaram o primeiro compacto. Em 1963, Ed Wilson saiu do grupo e iniciou carreira solo, sendo substituído por Erasmo Carlos, que teve uma participação breve no grupo. O grupo passaria ainda por várias mudanças em sua formação.

Contratado em 1964 pela CBS, gravadora que concentrou a maior parte do elenco de ídolos da Jovem Guarda, foram o conjunto designado pela companhia para tocar em discos de estrelas como Wanderléa, Jerry Adriani e Roberto Carlos.[4]

O primeiro álbum, intitulado Viva a juventude!, saiu em 1965 e apresentou "Negro gato" (Getúlio Cortes), composição que seria popularizada por Roberto Carlos em gravação de 1966, em repertório que destacou sobretudo "Menina Linda", versão em português de Renato Barros para "I Should Have Known Better" (John Lennon e Paul McCartney, 1964), canção dos Beatles.[4]

Com o estouro de "Menina Linda", os posteriores álbuns tiveram grande sucesso: Isto é Renato e seus Blue Caps (lançado ainda em 1965), Um embalo com Renato e seus Blue Caps (1966), Renato e seus Blue Caps (1967) e Renato e seus Blue Caps (1968).[4] Se notabilizaram principalmente pelas versões que faziam de músicas de língua inglesa (a maioria britânicas), como "Não Te Esquecerei", versão de "California Dreamin'", de The Mamas & The Papas[9] e "Até o Fim", versão de "You Won't See Me", dos Beatles.[8]

Em 1966 apareceram no filme Rio, Verão & Amor.[8]

Com o fim da Jovem Guarda, o grupo gravou discos de forma regular até o fim da década de 1970.[4] Depois, os álbuns foram rareando, mas não os shows, apresentados por todo o Brasil.[4]

Em 28 de julho de 2020, o vocalista, guitarrista e líder da banda, Renato Barros, faleceu aos 76 anos.[8][10][11] Com o falecimento do líder, entrou para a banda o guitarrista Chi Lenno.[3]

Com o falecimento de Gelsinho Moraes em 28 de janeiro de 2022, entrou em seu lugar o baterista Fabrício Motta.[3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Renato_e_Seus_Blue_Caps#:~:text=Foi%20formado%20em%201959%20pelos,nome%20%22Bacaninhas%20do%20Rock%20da

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Projeto para a Praça dos Seresteiros em Mossoró

 Por: Oseas Lopes - o cantor Carlos André

Amigo Mendes,

A Praça dos Seresteiros é Cultura Popular, e como a nossa cidade de Mossoró é considerada a capital da cultura popular do Rio Grande do Norte, essa Praça muito que já era para estar pronta, em homenagem, não somente ao Cocota, mas toda classe artística  de nossa cidade.

Francisco de Almeida Lopes - o seresteiro Cocota. Foto do acervo do pesquisador do cangaço: Kydelmir Dantas.

Ali, também será uma homenagem a toda classe artística, onde pretendemos fazer um pequeno palco, e nas paredes, colocaremos quadros dos grandes do Rádio na época como: Paulo Gutemberg, Genildo Miranda e tantos outros. Todos serão lembrados

Da esquerda para direita: José Renato, foi meu patrão na Editora Comercial, este sendo sobrinho de Paulo Gutemberg de Noronha Costa, também foi meu patrão na Editora Comercial, sendo sócio da sociedade, e o radialista Nilo Santos, todos já falecidos. - José Mendes Pereira.

Genildo Miranda está no centro da foto

No paredão da barragem faremos caricatura de todos os artistas da terra. Ali também serão colocadas algumas mesas, com a seguinte inscrição: "MESA DA FAMA", com nomes de seus artistas que se destacaram no cenário artístico Nacional. (A título de ilustração, nos Estados Unidos da América, existe a calçada da fama).  

Na praça será um dia o encontro de toda classe artística da cidade. Por cima da barragem, teremos que fazer, de acordo com o projeto, uma ponte de madeira, tipo passarela, por cima da barragem, ligando o local onde fica a ARTE DA TERRA" e a "PRAÇA DOS SERESTEIROS." Quem estivesse na Arte da Terra, não precisaria pegar o carro e dar a volta até a Praça, e sim, atravessaria a passarela. Esta passarela teria (e tem) um toque turístico cultural, com o rio cheio, então que seria bonito ficar na passarela bem em cima da barragem. Logicamente, que aos lados da passarela, teremos uma proteção aos lados fechados, para evitar alguma surpresa de algum descuido. 

A Praça dos Seresteiros às sextas feiras, teremos Mossoró ao Luar, com Seresta, e as quartas feira à noite do chorinho com artistas da terra. será incluído também uma lanchonete barzinho, que ainda estou estudando o nome bem popular que se identifique com o local.

Vamos se falando quando surgirem outras lembranças.

Grande abraço.

Oseas Lopes (Carlos André

Tel. 55 (81) 3422.0605 / (81) 9121.4485

Facebook: www.facebook.com/oseas.carlosandre

Twitter: www.twitter.com/carlosandrecant

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ABA FILM, 1936, POR BENJAMIN ABRAHÃO.

 Acervo do Guilherme Velame Wenzinger

Moreno do da esquerda e Gorgulho, à esquerda.

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ANIVERSARIANDO ESCRITORA MARILURDES FERRAZ.

 Por Odilon Nogueira

Com minha prima maravilhosa Marilurdes Ferraz em Nazaré do Pico-PE!

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VAMOS PARABENIZÁ-LA!

Sil de Jesus.

HOJE ESTOU FAZENDO 108 ANOS E NEM MEUS FILHOS ME PARABENIZARAM ATÉ AGORA. SERÁ QUE EU MEREÇO OS PARABÉNS?

Seu facebook é Sil de Jesus.

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CANAL DO ALAN JONES.

 Por Alan Jones - Cantor

https://www.youtube.com/watch?v=MHuchiXp-gg&ab_channel=CLUBEDARADIOLAPODCAST

Parabéns Alan Jones, pela sua criatividade, abrir um espaço no youtube, garantindo o passado destes artistas, para as futuras gerações tomarem conhecimentos que estas bandas passaram por Mossoró e fizeram muito sucesso.  

Relembrar o passado é garantir o futuro sempre. Toda essa gente é merecedora de elogios, e que quase todos são esquecidos por muitos que ampararam, apoiaram, incentivaram e valorizaram durante sucesso. 

Grande Alan Jones, aqui um roteiro sobre a banda de "O forró do João de Mocinha. Ainda existem pessoas vivas para você procurá-las e fazer um um excelente trabalho. Nesta banda tiveram 2 parentes meus: No triângulo - João Batista (vulgo Doidelo), este é meu primo de 2º grau, porque as nossas avós eram irmãs. Ainda no triângulo e bateria o Antonio Airton de Carvalho (já falecido) e no baixo o Edilson de Teotônio irmão de Alcimar dos Teclados. 

Quando Edilson saiu do grupo, quem assumiu o contrabaixo foi o Geniel, também meu primo de 2º grau, filho do Olegário Ismael Jácome e de Francisca de tia Adelaide Maria da Conceição. Na guitarra era responsável pelo som um jovem com o vulgo de Chico Cascudo.

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LIVRO

Por João Tavares Calixto Júnior

Só hoje chegou às minhas mãos a maravilhosa coletânea 'Cangaço em Perspectiva - o Sertão em lutas' organizada pelo Prof. Adriano de Carvalho @adcadu

Nesta tive a honra de colaborar com mais um artigo que narra o período fatídico dos coronéis e cangaceiros em nossa região, sobretudo, Aurora e Lavras.

A compilação de 40 textos, vários de caráter inédito, de pesquisadores reconhecidos em todo o País é um esforço que merece o nosso reconhecimento e agradecimento.

O Nordeste não é só a gênese do Brasil, mas é a alma do Brasil. Hoje e amanhã.

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NAZARÉ DO PICO PARA O MUNDO !

Por Manoel Severo

A partir da tecnologia do QRcode , os principais cenários da vila mais famosa do Cangaço , em suas mãos.



Cariri Cangaço no lançamento do Projeto Museu a Céu Aberto; em Nazaré do Pico, Floresta, Pernambuco.

04 de novembro de 2023.

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