Seguidores

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

CAICÓ DOS PRIMEIROS TEMPOS

Do acervo do historiógrafo Rostand Medeiros

MATERIAL DA REVISTA “RN/ECONÔMICO”, Nº 124, JUNHO/JULHO 1981, PÁGS. 12 a 16.

Segundo o pesquisador da história de Caicó, Benedito Alves dos Santos, o povoamento inicial da cidade está íntima e inseparavelmente ligado à de toda a região seridoense e à de alguns municípios do Estado da Paraíba. Entretanto, é de crer-se que os fundamentos iniciais da colonização tenham sido lançados por volta de 1700, pelos batedores paraibanos, que chegaram à região para darem caça aos índios caicós que habitavam nas proximidades da confluência do Rio Barra Nova com o Seridó.

Com a expulsão dos indígenas, vieram os plantadores de fazendas, ajudados pelo negro, continuar a obra de desbravamento, esquadrinhando o território e fazendo surgir os primeiros núcleos demográficos, fundamentalmente ligados à criação de gado bovino. A povoação era conhecida em 1748, conforme é citada através de uma carta dirigida a Dom José Tomáz de Melo, governador de Pernambuco, datada de 1787 e subscrita pelo desembargador Antônio Felipe Soares de Andrade Brederodes, defendendo a elevação da povoação ao predicamento de vila. A região pertencia à freguesia de Piancó, Paraíba.

Catedral de Santana, Caicó, em 1981.

A esse tempo já a povoação era sede de distrito administrativo, criado por alvará de 1748 e também freguesia que fora criada em 15 de abril de 1748. De par com a denominação de Seridó existia também o topónimo Caicó, que vem citado em um documento atinente à instalação da freguesia, de 1748, registrado no Livro de Tombo da Catedral de Caicó e também mencionado em uma concessão de sesmaria feita em 7 de setembro de 1736, ao capitão Inácio Gomes da Câmara.

LENDAS

São várias as lendas que se conta sobre o nascimento do município, todas de uma beleza infinita, mas a mais interessante e a mais bela de todas é a colhida por Manuel Dantas: “Quando o sertão era virgem, a tribo dos Caicós, célebre pela sua ferocidade, julgava-se invencível, porque Tupan vivia ali, incarnado num touro bravio que habitava um intrincado mufumbal, existente num local onde está hoje edificada a cidade de Caicó. Destroçada a tribo, permaneceu intacto o misterioso mufumba, morada de um Deus, mesmo selvagem.

Sertão do Seridó – Foto – Liberanilson Martins da Costa, de São José do Seridó-RN.

Certo dia, um vaqueiro inexperto, penetrando no mufumbal, viu-se de repente, atacado pelo touro sagrado, que iria, indubitavelmente, matá-lo. Rapidamente inspirado, o vaqueiro fez o voto a Nossa Senhora Santana de construir ali uma capela, se o livrasse de tamanho perigo. Como por encanto, o touro desapareceu. O vaqueiro destruiu a mata e iniciou, logo, a construção da capela. O ano era seco e a única aguada existente era a de um poço do rio Seridó. O vaqueiro fez novo voto a Santana para o poço não secar antes de concluída a construção da capela. O poço de Santana, como ficou desde então denominado, nunca mais secou.

Reza a lenda que o espírito do Deus índio, expulso do mufumbal, foi se abrigar no poço, encarnando-se no corpo de uma serpente enorme que destruirá a cidade, ou quando o poço secar, ou quando as águas do rio, numa cheia pavorosa, chegarem até o altar-mor da matriz (hoje catedral) de Caicó onde se venera a imagem da mãe de Nossa Senhora.

ORIGENS

Belezas naturais da região do seridó – Foto – Liberanilson Martins da Costa, de São José do Seridó-RN.

O conhecimento do território ou município só pôde ser feito após os índios Caicós se dispersarem pelo Seridó. Disso resultou o propósito de colonização por parte dos primeiros desbravadores. Existem algumas crônicas escritas que dão conta da existência de uma fazenda fundada em 1624 por José Francisco Rangel, porém é muito racional que se firme a data da primeira, entrada um pouco antes de 1700, já que os batedores paraibanos conquistaram definitivamente com a expulsão dos índios. Aos primeiros descobridores do Seridó não passou despercebida a riqueza da terra em pastagens e aguadas, surgindo daí a ideia das primeiras fazendas.

Requeridas as primeiras datas e espalhada a notícia da “limpeza” (o índio era empecilho ao domínio dos povoadores) de uma nova paragem propícia à criação, acorrem os caçadores de terras paraibanos, pernambucanos e até mesmo alguns portugueses de nascimento, a fim de situarem seus gados nas novas áreas dominadas. Daí surgem as primeiras fazendas e a multiplicação dos núcleos demográficos por toda a ribeira, registrando-se os nomes do capitão Inácio Gomes da Câmara, Manoel de Souza Forte, tenente José Gomes Pereira como os mais antigos povoadores conhecidos.

O Seridó – Foto – Liberanilson Martins da Costa, de São José do Seridó-RN.

O RECONHECIMENTO

predominância da antiga povoação do Seridó. que se manifestava principalmente pela opulência das fazendas de gado da região seridoense, começou a ser reconhecida pelos poderes políticos e eclesiásticos a partir de 1748, ano em que foi constituída em sede de distrito administrativo e da freguesia. A criação do município veio um pouco depois, por alvará

ou ordem governamental de 28 de abril de 1788. elevando-se a aludida povoação ao predicamento de vila, isso, ao tempo em que o Estado era governado pelo Senado da Câmara de Natal, presidido por João Barbosa de Gouveia. A instalação do município teve lugar a 31 de julho de 1788.

Centro de cicó em 1981.

Nos primeiros tempos a região do Seridó, Caicó, inclusive, esteve sujeita ou ligada ao Estado da Paraíba, pelo menos no que se relaciona com a vida religiosa, de onde se desligou em 1748. Dentro do Estado do Rio Grande do Norte, deve ter pertencido ao município de Natal. Primitivamente, Caicó esteve ligado à Comarca da Paraíba, até 1818 quando passou a pertencer ao Rio Grande do Norte, da qual se desligou para fazer parte da Comarca de Assu (Princesa), até a criação da Comarca do Seridó, pela Lei Provincial número 365, de 19 de julho de 1858.

A designação da Comarca foi mudada para Caicó, por Decreto número 33, de 7 do julho de 1890. O João Valentino Dantas Pinagé. No tocante à divisão eclesiástica, Caicó pertenceu algum tempo à Freguesia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, de Piancó (PB) de onde foi desmembrada em 15 de abril de 1748, por ato do visitador Manuel Machado Freire, de ordem do reverendíssimo Frei Luiz de Santa Tereza, Bispo de Pernambuco, para constituir-se Paróquia com a invocação de Nossa Senhora de Santana, na qual estavam abrangidos, além da Ribeira do Seridó, Patos e Cuité, na Paraíba. A Freguesia foi instalada pelo padre Francisco Alves Maia. cura da Freguesia, em 26 de julho do mesmo ano de 1748, abrange atualmente, apenas o município de Caicó.

FATOS MARCANTES

Uma pesquisa feita por alunos do CERES, Antônia Figueiredo, Maria Bernadete, Marly Medeiros, Francisca Neuza, Francisca Porfírio e Maria Sueli, mostra os primeiros fatos e acontecimentos importantes para a história do município.

Pórtico defronte a Catedral de Santana – Foto – Rostand Medeiros.

Segundo a pesquisa o movimento do “Quebra Quilo” aco9nteceu em 5 de dezembro de 1874 e foi contra a aceitação da introdução do novo Sistema Métrico Decimal. Caicó foi iluminada pela primeira vez em 1909, com lampiões a querosene, pelo dr. Jose Augusto Monteiro e a 21 de abril de 1925 foi inaugurada a luz elétrica, sendo na época prefeito o senhor Joel Damasceno.

Já o primeiro jornal nascido em Caicó chamou-se “O Povo” e o primeiro número circulou no dia 4 de março de 1889, pertencente a José Renaut. Tinha a direção do dr. Diógenes Santiago da Nóbrega e de Olegário Vale.

O primeiro rádio que chegou a Caicó foi em setembro de 1932 e pertencia a uma sociedade. Já o primeiro telegrama foi recebido pelo senhor Gedeão Delfino, então administrador da Mesa de Rendas. Na época as e encomendas dos Correios e Telégrafos era enviada de Natal a Caicó por meio de burros e cavalos. Mas em 1928, com a inauguração de uma linha rodoviária ligando Natal a Caicó, esse transporte passou a ser feito por ônibus de passageiros, conhecidos como “sopa”, e a agência dos Correios passou a receber a correspondência com maior rapidez e assiduidade.

O primeiro telegrafista foi José Antunes Torres, que exerceu o cargo, ininterruptamente, desde 19 de março de 1917 a 15 de agosto de 1932. O primeiro avião que sobrevoou Caicó era pilotado pelo francês André Depecker e trazia como passageiro o dr. Juvenal Lamartine, Governador do Estado e George Piron. O campo de aviação, situado no sítio “Baixa do Arroz” foi inaugurado em 19 de março de 1917. O primeiro automóvel que chegou à cidade foi durante o carnaval de 1919 e a primeira pessoa a avistar o auto foi Daniel Diniz. O proprietário era Coriolano de Medeiros, natural de Natal.

Interessante texto do historiador Luís da Câmara Cascudo escreve sobre Caicó no jornal natalense “A República” em 26 de março de 1929.

Manuel Batista Pereira foi o construtor do primeiro Mercado Público, mais ou menos em 1860, no local onde hoje está edificada a Praça da Liberdade. Na falta de uma estação de rádio, o primeiro alto-falante a transmitir informações em Caicó pertenceu ao Cel. Celso Dantas tendo sido ouvido pela primeira vez a 8 de julho de 1938. Em 1876 a cidade teve sua primeira banda de música, que foi organizada pelo maestro Tertuliano, mas a primeira retreta, realizada na avenida Seridó, realizou-se a primeiro de janeiro de 1908 e foi organizada pelo professor Manuel Fernandes.

A 24 de dezembro de 1938 chegava à cidade o primeiro “Snooker”(sinuca), trazido pelo cel. Celso Dantas. Em 1906 chegava mais uma diversão à Caicó: era o carrossel de Francisco Azevedo. Na Festa de Santana de 1910, no prédio da Prefeitura Municipal, funcionou a primeira sessão de cinema mudo. Só no dia 27 de dezembro do ano de 1936 o cel. Celso Dantas inaugurava o cinema falado moderno. No dia 22 de janeiro de 1922 acontecia o primeiro jogo oficial de futebol entre as equipes do Caicó Futebol Clube e Brasil Esporte Clube e só três anos mais tarde, a 21 de abril de 1925, jogava pela primeira vez na cidade, um time de fora.

Primeira turma de seminaristas do Seminário Diocesano de Caicó.

O dr. Washington Luiz foi o primeiro presidente a visitar a cidade. Isso aconteceu no dia 6 de agosto de 1926 e o dr. Pedro Velho foi o primeiro governador, exatamente a 5 de julho de 1901.

VILA DO PRÍNCIPE

A sede municipal teve inicialmente o nome de Seridó, passou, quando da criação do município, à denominação de Vila Nova do Príncipe, conservada pela Lei número 612, de 1868, que elevou à categoria de cidade. A velha denominação de Seridó, voltou a ser imposta pelo decreto número 12, de 1 de fevereiro de 1890 e, só em 7 de julho do mesmo ano é que recebeu o nome atual.

Castelo de Engady em foto de 2015 – Foto – Rostand Medeiros.

Caicó está edificada entre os rios Barra Nova e Seridó, que correm bem próximos, sendo caracterizados pelas seguintes coordenadas geográficas: Latitude Sul 6o 27′ 00″; Longitude W. Gr. 37° 02′ 00″. Rumo (em relação a capital) 030. Distância da Capital do Estado, em linha reta,

218 quilômetros e altitude de 157 metros e limita-se com algumas cidades desse Estado e com uma da Paraíba. São seus limites: ao Norte, Jucurutu; a Leste, Florânia, Cruzeta, Jardim do Seridó e Ouro Branco; ao Sul, Santa Luzia (PB), São João do Sabugi, e Serra Negra do Norte; a Oeste com Timbaúba dos Batistas, Jardim de Piranhas e São Fernando.

Antigo jornal de Caicó informando sobre o ataque de Lampião a Mossoró em junho de 1927.

Nenhum plano urbanístico orientou a construção da cidade e, nem tampouco existe qualquer trabalho de sistematização, a não ser o relativo cuidado com que a administração municipal orienta as novas construções. Entretanto o traçado das ruas é mais ou menos regular, apesar do acidentado terreno. As construções são na maioria do tipo colonial e de um meio termo entre colonial e moderno. Nota-se, entretanto, nas construções recentes, uma predominância

de linhas tipicamente modernas.

LIDERANÇAS

A população de Caicó, pelos seus líderes, nunca deixou de tomar parte nos acontecimentos que empolgaram a vida nacional. Em fins de 1831, formou-se em Caicó uma expedição guerreira para dar combate ao coronel de milícias Joaquim Pinto Madeira, que havia se assenhorado da Província da Paraíba.

1955 – Visita a Caicó do candidato a Presidente da República Juscelino Kubitschek

O comando que foi composto de figuras da maior representação da zona, deu mostras de grande heroísmo, batendo-se valentemente em diversos encontros, sob a chefia do cel. José Teixeira, destacando-se pela bravura de que deram mostras o Alferes Canuto e os soldados Firmeza, Zuza da Cachoeira e Tomaz Cazumba. Quando da “Guerra do Paraguai”, formou-se também em Caicó um corpo de voluntários, a fim de combater em defesa da dignidade nacional, tendo por chefes José Bernardo e Manuel Basílio de Araújo. Esses voluntários, chegando ao Rio de Janeiro, foram dispensados de combater, regressando em seguida a terra natal. Também na Revolução Comunista, em 1935, Caicó armou um contingente de paisanos sob as ordens do senador Dinarte Mariz, Monsenhor Walfredo Gurgel e Eduardo Gurgel de Araújo, a fim de dar combate aos comunistas que haviam ingressado no interior. Esse contingente, no encontro da Serra do Doutor, conseguiu bater valentemente os revoltosos, numa emboscada estratégica, saindo plenamente vitorioso.

Governador Lavoisier Maia descerra uma placa na inauguração do 1º Batalhão de Engenharia e Construção (1º BEC) de Caicó..

Na política, floresceram vários partidos em Caicó, tanto monarquistas como republicanos, sobressaindo-se os chefes políticos locais pela preponderância que sempre exerceram no estado. Entre os grandes chefes políticos históricos, citam-se o padre Francisco Brito Guerra, José Bernardo de Medeiros, Joaquim Martiniano Pereira e Gorgônio Ambrósio da Nóbrega, José Augusto Bezerra de Medeiros e Dinarte de Medeiros Mariz.

Quando a luta pela libertação dos escravos ecoou pelo Brasil inteiro, organizou-se em Caicó uma comissão libertadora, dirigida por José Bernardo de Medeiros, Olegário Gonçalves de Medeiros Vale, Manuel Augusto Bezerra de Araújo, José Batista dos Santos Lula, padre Amaro Castor, Lindolfo Adolfo de Araújo, Salviano Batista de Araújo e outros. Esse comitê, empreendeu festas públicas em prol do movimento libertador e solenizava as cerimônias de alforria. Diz-se que ao ser decretada a Lei da Abolição da escravatura, já existiam poucos escravos em Caicó.

https://tokdehistoria.com.br/2024/09/06/caico-dos-primeiros-tempos/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MAINHA O MAIOR PISTOLEIRO DO NORDESTE.

 Por conexão Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=-lHzweOLCn4

APRENDA A GANHAR DINHEIRO COM O NOVO MERCADO SEM MOSTRAR O ROSTO. https://go.hotmart.com/E74199581P

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PASSAGEM DE LAMPIÃO EM JARDIM - CEARÁ ANO 1926.

 Por Alexandre Linhares Rangel

https://www.youtube.com/watch?v=sKUmHtmej2k&t=183s

Cortesia dos 100 anos Ourivesaria Ferreira Narração de Luiz Ferreira Gorgônio

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JESUÍNO BRILHANTE, O HERÓI BANDIDO (2010).

 Por Allan Erick

https://www.youtube.com/watch?v=YWGMOOpJAtM&t=17s

Documentário realizado em 2010 pelos estudantes de jornalismo da UERN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, sobre a vida do cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante. Ficha Técnica - Roteiro, decoupagem e finalização: Allan Erick; Entrevista: Rodolfo Paiva e Stenio Urbano; Imagens: Bruno Soares; Edição de imagens: Cícero Pascoal. ► Saiba mais sobre Jesuíno Brilhante e a produção deste curta em http://www.allanerick.blogspot.com.br/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CARIRI RECEBE VISITA EX-CANGACEIROS!

Por Luís Bento

23 de abril de 2008, casal cangaceiros: Moreno de 97 anos e Durvalina de 94. Visitam parentes e amigos na cidade de Brejo Santo-CE.

Em visita à cidade, o cangaceiro cita alguns nomes que fizeram parte da sua infância, entre os quais, o ex-prefeito Zeca Matias e alguns colegas de escola, amigos da infância.

Entre os familiares, sobrinhos e primos, 70 anos depois, de volta a Brejo Santo, Moreno procurava relembrar nomes dos sítios de antigamente, quando ele era o terror da região.

A volta de Moreno a Brejo Santo é um encontro com um passado que o cangaceiro tenta esquecer. Antônio Inácio da Silva, conhecido por Moreno, deixou um rastro de lutas sangrentas na terra onde passou sua infância. Comentou o cangaceiro.

Luís Bento

Diretor de Cultura.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

POETAS E VIOLEIROS

 Por José Mendes Pereira

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2423115724551686&set=a.125013001028648

Se você está pensando fazer uma festa em sua casa e precisa de violeiros e poetas, procura com urgência o poeta/violeiro José Di Rosa Maria, que ele estará a sua disposição para animar a sua recepção. Ele tem muitos  amigos poetas e violeiros que  os indicará.

Aqui o seu endereço eletrônico: 

ribamarpoeta@outlook.com

A foto acima foi feita na Bienal Internacional do Livro de São Paulo - 2024, ao lado do poeta e jornalista Bráulio Tavares, Um extraordinário palestrante.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 10 de setembro de 2024

CANGAÇO

  Por Jaozin Jaaozinn

Já, já se concluirá uma das datas mais importantes e marcantes na história do nordeste brasileiro: 28 de julho, 86 anos do comando de João Bezerra, Aniceto e Chico Ferreira que deram cabo de Lampião, Maria, mais nove bandoleiros e do cachorro Guarany, perdendo no confronto apenas o soldado Pedro Adrião de Souza. A Grota do Angico, pertencente ao estado de Sergipe, serviu de palco para esse acontecimento, culminando assim, com a queda da coroa do "Astro Rei", ficando ali decidido o declínio de sua monarquia, o cangaço.

Serão 86 anos de história, 86 anos de lembranças, 86 anos de palestras e estudos sobre o tema, e 86 anos sem a terrível atuação de Lampião nas caatingas sertanejas. Não perca! Venha, junto com a gente em Angico, relembrar esse episódio, seus personagens e seu desfecho, afinal, estudamos a temática para isso, entendendo melhor a atuação cangaceira e seus malefícios.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO

 

Nova edição disponível, excelente livro. Recomendo.

https://www.facebook.com/franciscopereira.lima.904 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

LAMPIÃO O SORTUDO E A BURRINHA DA FELICIDADE

 Por História na Vida Real

https://www.youtube.com/watch?v=YSBbh8vr1bA

Veja a história de Lampião, O Sortudo, e a Burrinha da Felicidade, isso aconteceu no começo da vida de cangaceiro de Lampião, onde foi perdido um tesouro com uma fortuna em dinheiro e joias, ouro diamantes e prata. Clic e mostre o canal de Músicas infantil, os seus filhos vão amar:    • Cantores da Fazenda - Musica Infantil...      • Oi Menino Oi Menina Musica Infantil D...      • Viajando na Floresta Musica infantil ...      • O Casamento do Pato Musica Infantil D...      • Tatu Não Canta - Música Infantil Dese...      • Bichinhos da Fazenda Música Infantil ...   Essa história é verdadeira, uma burrinha trouxe muito dinheiro a um sortudo, o tesouro caiu no colo de um tal de Antônio Dias, homem pobre do sertão, lavrador que suava para sustentar a sua familia... mas ficou muito rico... veja a historia da Burrinha da Felicidade. Se inscreva no nosso canal Infantil: Bichinhos da Fazenda, Clic no link abaixo e se inscreva, seus filhos vão amar.    • Bichinhos da Fazenda Música Infantil ...   #historiasdavidareal #historiasdelampião Contato: artehoraciomoura@gmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

EM NOME DA POESIA...

 Por José Di Rosa Maria

Em nome da poesia,

Pelo bem da profissão

Voei acima da terra,

Andei por baixo do chão.

Por baixo fui de metrô,

Acima fui de avião!


Autor: José Di Rosa Maria

Editora IMEPH, na bienal internacional do livro de São Paulo-2024.

Livro vendido para Goiânia-GO.

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid0bZRrDAtDCr8SCYTD4DyrCjtxkjADrv1eSKqBq7ZGYhccQNG4wLm3iVyPbSXpEDG9l&id=61564845901292&comment_id=375581722269657&notif_id=1725964293508954&notif_t=feed_comment&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


RELEMBRANDO OS GRANDES CANGACEIRÓLOGOS DO NORDESTE.

 Por José Mendes Pereira

Fazendo uma busca em meu desorganizado acervo encontrei que, em 15 de outubro de 2014, o autor deste livro acima - José Bezerra Lima Irmão, escreveu esta mensagem para o nosso amigo baiano pesquisador do cangaço Antônio José de Oliveira, lá da cidade de Serrinha, no Estado da Bahia. 

José Bezerra Lima Irmão

Vamos apreciar o que ele falou:

Para

Antônio Oliveira, você mencionou o saudoso ALCINO COSTA. Dá-me um aperto no coração toda vez que lembro dele. Fiz longas e prazerosas andanças com ele pelos caminhos e veredas de Poço Redondo e Canindé: fazenda Capim, Riacho dos Caibreiros, Bonsucesso, Curralinho, Cajueiro, Pedra d'Água, Oroco, Pias de Felipe, Pias das Panelas, Paus Pretos, Maranduba... 

Escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa

Na última vez que nos vimos, meu livro ainda não estava pronto, e ele chorou ao apertar a minha mão. Eu não tive coragem de dizer nada, mas sei que ele estava pensando: NÃO VOU LER O SEU LIVRO. Alcino foi meu maior incentivador. Ele era amigo e aliado político dos donos de um  jornal de Aracaju (família Franco) e me garantia: quando o seu livro for lançado, vai ter uma cobertura completa.

Primeiro da esquerda Antônio José de Oliveira, Dr. Archimedes Marques centro e Guilherme Machado à direita.

Que Deus abençoe o meu amigo, nosso amigo Alcino, O VAQUEIRO DA HISTÓRIA.
Seu livro, Antônio, está a caminho. Assim que o receber, por favor me avise.

Se prepare para ler o bicho. São 736 páginas. Você não conseguirá lê-lo em menos de 6 meses. A não ser que você não faça outra coisa...

Um forte abraço.
José Bezerra   - acesso – 15.10.2014-eu

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O PARAMÉDICO MILTON SILVEIRA

 Por José Mendes Pereira

Milton Silveira - Fonte: www.azougue.org

O paramédico Milton Silveira era considerado o médico dos pobres, e eu me lembro lá, no Sítio São Francisco (Barrinha), o meu pai Pedro Nél Pereira que sempre teve muito respeito e admiração pela sua pessoa, e quando um dos seus filhos adoecia, a diligência era vir até Mossoró, a pé, de carroça, a cavalo, ou de bicicleta, para que o filho consultasse o paramédico. 

Pedro Nél e Antonia Mendes 4 anos de saudades

"- Eu vou à Mossoró, dona Toinha (como ele chamava a minha mãe, sua esposa), vou até ao consultório do compadre Milton Silveira, procurar recursos em prol da saúde da minha criança".

E todas as consultas feitas e medicamentos indicados por ele, a um de nós, filho do Pedro Nél Pereira, nunca deram errados, sempre o final era trazendo de volta a saúde de quem estava doente. 

Da esquerda para direita - Alcides Belo, Josafá Inácio, Jomar Rego e Milton Silveira – 1973

Mas o Milton Silveira não só era paramédico dos filhos de Pedro Nél,  e sim de todos que residiam naquelas comunidades, como: Sítio São Francisco, Curral de Bairro, Angicos, Sítio Mururé, Tabuleiro Grande, Melancias..., não procuravam médicos, a fé do combate à doença de um filho, esposa, parente e aderente, o primeiro a ser consultado era o Milton Silveira, que a partir dali, não seria necessário procurar mais nenhum esculápio.

Milton Silveira, Alcimar Torquato e Manoel Mário - www.azougue.org

Lembro-me que o meu filho mais velho José Mendes Pereira Filho quando estava com 2 anos de idade, e em um passeio que fizemos ao sítio São Francisco do meu pai, devido o calor forte no campo, ele teve uma pneumonia que quase despediu-se do mundo, deixando-o sem andar, e meu pai com a fé que tinha no paramédico Milton Silveira (digo tinha, porque o meu pai já faleceu), levou-o ao seu consultório, e meses depois ele estava totalmente curado e voltou a andar.

Da esquerda para direita: Milton Silveira, Silvio Mendes, Silveira Neto, Edmilson Lucena, Dix-Huit Rosado, Regi Campelo – 1986 – www.azougue.org

Todos aqueles pais de famílias que um dia levaram seus filhos ou até mesmo esposa, ao consultório do paramédico Milton Silveira, viram o bom resultado e o cuidado que ele tinha pelos que necessitavam de saúde.

Milton Silveira era sinônimo de saúde, educado e prestativo  aos que lhe procuram em busca de soluções de vida. Não era necessário chegar em seu consultório na dúvida que não seria bem recebido, porque, o seu Milton te recebia como se você era uma parte da sua família. 

Carlinhos Silveira

Carlinhos Silveira é seu filho e necessita da nossa ajuda. Ele já foi vereador por 4 mandatos. Hoje pede seu foto para se eleger novamente. 

Seu nº. é: 22.633

Minhas Simples Histórias

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com