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sexta-feira, 6 de maio de 2011

REVENDO COMENTÁRIOS

Por: José Mendes Pereira

             Revendo alguns textos anteriores, escritos por essa legião de escritores sobre o tema "cangaço",  existem vários comentários que devem ser publicados novamente em nossos blogs, levando em conta admiráveis conhecimentos que têm esses comentaristas.
            Alguns escrevem com tanta segurança que quem os lê, fica abismado com as suas palavras.
            Hoje trago um comentário de C. Eduardo, postado no dia 14 de Janeiro de 2011, no blog "Cariri Cangaço", sobre o texto do escritor:

Aderbal Nogueira


Aderbal, Severo e Sérgio

"Bomba! Ademar Albuquerque ou Benjamim Abraão?".

COMENTÁRIO - Por C. Eduardo

    Essa matéria colocada pela dupla Severo/Aderbal, a versão moderna de ABA/Benjamim, parece que conduziu a um consenso de que tudo ia muito bem até o Sr. Nirez mencionar a possibilidade do Padre Cícero ter participado da negociação para a filmagem. 


Pesquisador e memorialista Nirez

  Entre os que colocaram suas opiniões sobre o assunto, todos consideram pouco provável essa hipótese. Tanto pelo fato do Padre ter falecido dois anos antes do registro das imagens, quanto pela informação dos que estudam a biografia do Padim e asseguram que o Santo do Nordeste não mantinha contato frequente com o Rei do Cangaço.


Padre Cícero, Lampião

Durante palestra sobre a passagem de Lampião em Juazeiro, no Cariri Cangaço versão 2009, Dr. Napoleão Tavares Neves, afirmou com total segurança que o Padre recebeu contrariado a visita do cangaceiro, tendo nessa ocasião dito: “Já dizem de mim o que dizem, imagine agora com esse homem aqui.”


Doutor Napoleão Tavares

   Fica portanto difícil aceitar que o Padre Cícero tivesse qualquer participação no convencimento do cangaceiro em permitir as imagens. Isso, porém não anula a possibilidade de que tenha sido o Sr. Ademar Albuquerque quem tenha pensado em produzir a fita e convocado Abraão para operar o equipamento.


Ademar Albuquerque

     A curiosidade é saber como chegaram até Virgulino. Quem teria colaborado para localizar o cangaceiro e convencê-lo a aceitar o registro? Como acreditamos que não foi o Padre, quem seria a pessoa próxima ao Capitão que agenciou o processo?


Benjamim Abraão

    Será que a morte do Libanês foi mesmo um caso passional, ou poderia ter sido encomendada para apagar o registro do envolvimento de mais gente na produção da filmagem?
   Nesse momento já partiam do Palácio do Catete instruções para apertar o cerco aos cangaceiros, a ordem de confisco da fita de ABA/Abraão, é a prova documental dessa campanha. Os grandes coiteiros deveriam estar incomodados.

Macaco velho não mete a mão em cumbuca

Por: José Mendes Pereira


Bom para professores e alunos

              Enfiar a mão em cumbuca, ou meter a mão em cumbuca, é expor-se a um risco sem nenhum resultado prático, e antes com prejuízo certo.      
            A expressão vem  de uma armadilha para apanhar macacos, que consiste em introduzir uma espiga de milho verde, numa cumbuca feita de cabaça seca, em cuja abertura só pode passar em sentido vertical.
           A cumbuca é amarrada numa árvore frequentada por macacos. Quando um destes mete a mão na cumbuca e segura a espiga, fica preso. Como não raciocina, de forma alguma ele  solta a espiga, querendo tirá-la junto com  a mão e fugir.
           Vem daí o provérbio: macaco velho não mete a mão em combuca, ou seja, quem tem experiência na vida não comete imprudências.


Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, em foto de data desconhecida

          
           Foi o caso do terrorista Bin Laden. Tão experiente, tão observador, cuidadoso com a sua rede de terrorista, mas com todos esses adjetivos, sabendo que os Estados Unidos estavam o procurando, findou indo morar em plena via pública do Paquistão, exposto a tudo e a todos.
          O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, foi morto com um tiro disparado por militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram de helicóptero, sua mansão de alta segurança em Abbottabad, a cerca de 50 km da capital paquistanesa.
          A operação durou apenas 40 minutos e nesse combate, deixou um dos filhos do terrorista, uma mulher e dois homens mortos. Nenhum militar americano ficou ferido.
          Bin Laden foi o mais afamado terrorista, mas não foi o último, e sem dúvida, deixou uma porção de filhotes espalhados por todo globo terrestre.
         Mas assim como Osama Bin Laden, muitos chefes de terroristas perderão a sua vida, perseguidos por diversos países que tentam acabar de uma vez por toda redes de "terroristas".
         Finalmente, o afamado terrorista,  o homem mais poderoso do mundo, deixou de arquitetar as suas maldades contra seres humanos. Está morto.
          Após a sua captura, empacotaram-no e o jogaram dentro do rio.

Se eu fosse você eu não olhava

AS IMAGENS SÃO FORTÍSSIMAS
















Fonte: Blog: Insônia

Chico Anysio - Comediante


Com a mulher Malga, humorista , Chico Anysio, recorda os 20 dias de internação.



            Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho cearense da gema. Nasceu em Maranguape,  no dia  12 de Abril de 1931. Aos sete anos de idade, foi para o Rio de Janeiro em companhia da mãe  e três irmãos. O pai não viajou, já que era construtor de estradas de rodagem.  Nesse período em que viajaram para o Rio, o seu irmão mais velho  já morava, preparando-se  para o vestibular. E lá, a família ficou  morando numa pensão, no bairro do Catete. Chico Anysio fazia faculdade de advocacia, mas desistiu, o seu desejo era ser comediante, e a necessidade de trabalhar mudaram o rumo de sua vida.
           Na juventude já fazia  imitações de personalidades e preparou um número com 32 vozes, enfrentando concurso em programas de calouros,  em rádios, que geralmente eram no Rio e na grande São Paulo, como Papel carbono, de Renato Murce, e a Hora do pato, apresentado por Jorge Cury, ambos da Rádio Nacional. Como havia ganho alguns, não foi mais aceito para participar dos diversos concursos. Os que marcaram o início de sua carreira, foram: O de locutor e outro de radioator, ambos feitos na Rádio Guanabara. Nesse período ele estava com 17 anos de idade. 
          Após 15 dias de trabalho, na Rádio Guanabara, virou locutor nas madrugadas, ator de radionovela, comentarista esportivo, apoiado  por Raul Longras, e autor de três programas. De galã de novela passou para a linha de shows, ao lado de humoristas como Grande Otelo, Antônio Carlos e Nádia Maria. Em 1949, Chico Anysio foi convidado para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga, onde escrevia 13 programas por semana.
          Já com 19 anos de idade, foi contratado  pela Rádio Clube de Pernambuco, em Recife, mas o seu desejo era o Rio de Janeiro, e um ano depois retornou  ao Rio.
            Em 1952, retornou à Mayrink Veiga, como autor e diretor de vários programas, A rainha canta, com Ângela Maria; Rio de Janeiro a Janeiro; Buraco de fechadura; Vai levando, mas ao mesmo tempo atuava  em programas de Haroldo Barbosa, Antônio Maria e Sérgio Porto...
            Chico Anysio foi o criador da  Escolinha do professor Raimundo, inicialmente composta por três alunos: Afrânio Rodrigues (o que sabia tudo), João Fernandes (o que não sabia nada) e Zé Trindade (o que embromava o professor). 
            Chico Anysio empregou-se na TV Globo em 1969, e em 1970 estreou o humorístico mensal Chico Anysio especial, gravado apenas em externas. No ano seguinte lançou Linguinha x Mr. Yes, seriado infanto-juvenil apresentado entre o telejornal e a novela das oito. Em 1972, estreou Chico em quadrinhos. Já nessa época, começou a lançar discos com músicas utilizadas ou inspiradas por seus programas e personagens, além de continuar atuando no teatro, uma constante ao longo da sua vida.
             Posteriormente, em 1973,  criou o programa Chico city, O programa  contava com a participação de outros comediantes, como Agildo Ribeiro e Luiz Carlos Miele, mais um enorme elenco de atores.
Alguns desses personagens já eram famosos, como o ator canastrão Alberto Roberto, o professor Raimundo, o pão-duro Gastão Franco, o coronel Pantaleão, o pai-de-santo Véio Zuza, o velhinho ranzinza Popó, o alcoólatra Tavares e sua mulher Biscoito (Zezé Macedo..., mais a Salomé,  com linha direta com o presidente da República João Batista Figueiredo, fazia críticas ao governo. Um que fez muitos sucesso foi o Bozó, que enganava as mulheres dizendo ser funcionário da Globo. Em seguida veio Chico total (1981), que  no ano seguinte, foi substituído por Chico Anysio show,  ficando no ar até 1990. 
              Em 1990, apresentou novamente ao brasileiro a Escolinha do professor Raimundo,  como um quadro do humorístico, em 1987, com personagens novos como a D. Cacilda, interpretada por Cláudia Gimenez; o mineiro Barbacena, personagem de Antônio Carlos; e D. Bela, vivida por Zezé Macedo.
              A  Escolinha durou até o ano de  1995, voltando em 1999 como um quadro do humorístico Zorra total. O  elenco era formado por: Lúcio Mauro, Rogério Cardoso, Antônio Pedro, Benvindo Sequeira, David Pinheiro, Tom Cavalcante, Pedro Bismarck, Brandão Filho, Eliezer Mota, Lug de Paula, Nádia Maria, Rony Cócegas, Walter D'Ávila, Zilda Cardoso, Tim Rescala, Emiliano Queiróz, Colé, entre  outros artistas.
              Em 1994, o programa recebeu o Diploma de Honra ao Mérito no Festival Internacional de Filme e TV de Nova York. Esta era a segunda vez que o Festival premiava Chico Anysio, e recebera a Medalha de Ouro na categoria Humor em 1991. 
              O casamento de Chico Anysio com a Globo só a fez crescer. Bom ator, bom comediante, admirado no Brasil e no mundo como um dos maiores humorista do mundo.
              Chico Anysio casou-se várias vezes, e um casamento que muito foi badalado, foi com Zélia Cardoso, ministra no governo de Fernando Collor de Melo.
              Chico Anysio é como diz o capitão Alfredo Bonessi, é um acervo vivo do Brasil.

Fonte de pesquisa: EPTV.com - notícias
                                                                 Globo.com-G1

SUSTO! Frederico Pernambucano de Mello sofre enfarto

 

O blog: "LAMPIÃO ACESO", do amigo Kiko Monteiro, publicou a seguinte informação:


           O escritor Frederico Pernambucano de Mello, faria ontem (Quinta Feira,05) a abertura da exposição "Maria Bonita em Nós" na cidade de Paulo Afonso, BA. Porém na terça feira ele sofreu um enfarte e foi submetido a uma cirugia e nesses próximos dias passa por mais uma intervenção cirúrgica. Esteve na UTI, mas já se encontra em apartamento.
 
           Fica aqui nossa oração e o desejo de uma breve recuperação, e de muita saúde ao grande vaqueiro da história do cangaço. 
Informou : JOÃO DE SOUSA LIMA

Frederico Pernambucano de Melo

O blog: "CARIRI CANGAÇO", do amigo Manoel Severo, publicou a seguinte informação:

Frederico Pernambucano de Melo
 
Palavras do amigo Severo
 
           Recebemos a informação, através do amigo João de Sousa Lima, que o pesquisador e escritor, confrade e amigo, Frederico Pernambucano de Melo, sofreu nesta terça feira última um enfarte e precisou ser submetido a uma cirugia, sendo necessária ainda, nesses próximos dias , mais uma intervenção cirúrgica. Ainda de acordo com informações de João de Sousa Lima, Frederico esteve na UTI mas já se encontra em apartamento.
 
          Gostaríamos, em nome de toda família Cariri Cangaço, nos solidarizar com o amigo Frederico Pernambucano de Melo, estimando  e tendo  a mais absoluta certeza do reestabelecimento de sua saúde, no mais rápido espaço de tempo possível.
Manoel Severo
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os porões de Isaias Arruda

Por: Aderbal Nogueira


.           Há pessoas e pessoas, amigos e amigos, e é por esses últimos que se faz tudo valer a pena. Meu irmão Severo, durante esta estada de quinze dias no nosso verdejante Cariri, fazendo parte da equipe da FGF nas gravações da minissérie Sedição de Juazeiro, com uma turma de novos amigos que fazem parte dessa equipe maravilhosa, tive muitas satisfações:
 
Danielle Esmeraldo e Severo
 
         Primeiro, com a parte profissional - a equipe de trabalho é simplesmente 10; segundo, a satisfação de encontrar você e Danielle na terrinha; e uma terceira, que foi encontrar o grande mestre Napoleão Tavares Neves.
 

Napoleão Tavares

             Ainda em Missão Velha a grata surpresa de encontrar com Ana na Secretaria de Cultura, a amiga Ana "Maria Bonita" nos levou à casa de
 
Isaías Arruda
 
Isaías Arruda e nos falou sobre um lugar secreto que tinha sob a casa, e para completar a surpresa o nosso amigo e "cicerone"
 
 
Bosco André nos relatou os fatos que lá em baixo, na calada da noite, aconteciam entre Lampião e Isaías Arruda.
 

            Fiquei muito impressionado com o lugar pois eu, particularmente, não sabia de sua existência. Acredito mesmo que poucas pessoas soubessem do mesmo e que muitos poucos, pouquíssimos já tiveram a oportunidade de adentrá-lo. Vejam que lugar tenebroso, próprio de cangaceiros e de quem vive a se esconder. Com certeza não foi só nos porões da ditadura que coisas medonhas aconteceram. Mais uma vez, como diz o amigo Alcino: "Mentiras e Mistérios".
 
Alcindo Alves da Costa

Um abraço a todos.
Aderbal Nogueira
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Extraído Blog: "Cariri Cangaço".

Passarinho: Um ex-cangaceiro de Lampião


O cangaceiro Passarinho


Por: Eudes Donato

            Marcos de Lima (Passarinho) nasceu em Santa Cruz, antes distrito de Triunfo-PE, em 22 de Setembro de 1903. Começou cedo no cangaço com idade de 16 anos em 1919, ainda no comando do cangaceiro Sinhô Pereira (Lampião ainda não havia formado o seu bando).
 
 
Sinhô Pereira
 
            Posteriormente, Sinhô Pereira confia entregar o comando a Lampião e vai embora para Goiás onde seus familiares tinham propriedades, isso mais ou menos por volta de 1921. Logo em seguida, são formados novos grupos de cangaceiros para dar sustentação ao grupo de Lampião.
 
 
Lampião
 
             Passarinho entra num desses grupos comandado por Cícero Costa, ou Ciço Costa (um Paraibano) que agia na região de Conceição de Piancó PB. Eles e Ciço Costa participaram do bando de Lampião em várias ocasiões. Esse seu chefe imediato era um grande conhecedor de farmácia natural, o médico do bando.
 
            Muitas pessoas acham que Passarinho conviveu diretamente com Lampião. Não, ele teve vários encontros com o rei do cangaço, inclusive participando de alguns ataques como na propriedade de José Trajano, localizada no município de Conceição PB, com o seu chefe tomando-lhe rifle e dinheiro em 06 de Julho de 1921.
 
           Existiram dois Passarinhos no cangaço, por isso que algumas publicações citam: Passarinho l e Passarinho 2, (era costume quando algum morria ou era preso, se colocar o nome de outro que estava chegando e com semelhança ao mesmo, batizar de fulano l e fulano 2, e este Passarinho é claro e evidente foi o nº l.
 
            Nessa vida tirana, Passarinho viveu 3 anos e 7 meses no cangaço, até quando foi preso em 24 de Dezembro de 1923. Foi recolhido a cadeia de Princesa e sendo condenado pelo júri local a 29 anos e 9 meses de prisão.
 
            Fora preso e condenado por haver assassinado naquele ano, mais precisamente no dia 17 de Dezembro do corrente ano, num local chamado Caracol do município de Conceição do Piancó PB, Raimundo Nogueira a quem roubara-lhe sua roupa e algum dinheiro. Seis dias após o acontecido, o irmão de Raimundo surpreende Passarinho nas adjacências da povoação de Patos, município de Princesa.
 
           Passarinho estava justamente com as roupas do seu irmão Raimundo, este saca de uma arma e atinge Passarinho. O seu companheiro Juriti, num vacilo de Raimundo, por trás dá-lhe uma pancada na cabeça e termina o ato dando-lhe várias facadas. Passarinho, ferido, entra na povoação gritando: - Acabam de matar um homem e me feriram também, (pra ver se enganava os soldados). Banhado de sangue dos ferimentos, recebe voz de prisão, não por obediência a lei, pois era valente, mas pelos disparos recebido.
 
             Recebendo ameaças de morte é transferido para João Pessoa onde cumpriu 7 anos e 9 meses de prisão. Vem pra Campina Grande, depois Pocinhos (é quando conhece sua futura esposa dona Petronilha, mais conhecida por dona Pitu.
 
             Casa-se em Campina Grande e vem morar em Areial, pois dona Pitu tinha familiares residindo aqui. Não teve filhos, mas criou um filho adotivo (Arinaldo) do qual ganhou três netos (uma mulher e dois homens).
 
              Em Areial, viveu por mais de sessenta anos. Faleceu no dia 15 de Agosto de l998, aos 95 anos, e seus restos mortais estão no cemitério local. Sua esposa dona Petronilha Maria de Araújo, nasceu no dia 23 de Setembro de 1917 e faleceu em 19 de Agosto de 2004 em Areial, aos 86 anos e onze meses, e seu sepultamento também foi no cemitério local.
 
               São vários livros e jornais que citam o nome ou fizeram manchete com o nome de Passarinho.
 
             Trecho extraído do livro: "Passarinho: um ex-cangaceiro de Lampião em Areial" (ainda em acabamento de autoria do pesquisador, Eudes Donato).
 
 
Eudes Donato
 
              Eudes Donato é filho de Antônio Apolinário Gonçalves e Hilda Donato Gonçalves, Funcionário Público da Empresa de Correios e Telégrafos, pesquisador, colecionador de vários itens, como gibis antigos, discos de vinil, livros sobre o cangaço, e grande acervo esportivo. Colaborador em pesquisas para a revista Placar da Editora Abril, Revista da Esperança, livro sobre o América Futebol Clube da cidade de Esperança, etc.
 
              Desculpem por alguma parte do texto. Para compreender melhor faço adendos:
 
              1º. Como a biografia está em grande resumo da história, vamos adiantar apenas que existiram vários sub-grupos ao comando de Sinhô Pereira. Um desses sub-grupos era comandado por Ciço Costa, mas sempre cumprindo ordem de seu chefe sinhô Pereira, do qual Passarinho também fazia parte, ora com Ciço, ora com sinhô Pereira.
 
              2º. Sinhô Pereira já conhecia a trajetória de Lampião e por isso lhe tinha muita confiança
 
             3º. Sinhô Pereira ao deixar definitivamente o cangaço em 1922 (antes a pedido de Padre Cícero, deixou o cangaço), mas logo voltou atrás.
 
              4º. No começo do ano de 1921 não havia cangaceiro nenhum com esse pseudônimo de Lampião. Surge o apelido em maio de 1921.
 
              5º. No texto, falo "mais ou menos" sinhô Pereira deixa o cangaço em 1921 (primeira vez). Na segunda vez, mais precisamente em Março de 1922 e imediatamente Virgulino Ferreira da Silva, já com a alcunha de Lampião, assume o cangaço no mesmo mês.
 
             6º. O irmão de Raimundo era o boiadeiro Amaro Nogueira do qual vinha acompanhado de um comparsa.
 
             7º. Passarinho ao ser surpreendido, estava acompanhado também do cangaceiro Juriti (este Juriti I, irmão do cangaceiro Batista, o outro Juriti II chamava-se João Soares, em outra época mais a frente).
 
             8º. No encontro, Passarinho ainda estava com as vestes de Raimundo, irmão de Amaro.
 
             9º. Amaro dispara três tiros em Passarinho o atingindo (Passarinho ao falecer em 1998 ainda continha uma bala alojada em seu corpo, proveniente deste acontecido).
 
            10º. Juriti ao bater na cabeça de Amaro, este ao cair fica preso aos estribos da sela e Juriti saca do punhal e lhe desfere 36 punhaladas.
 
            11º. O comparsa que estava com Amaro sai em disparada carreira e logo atrás Passarinho, mesmo ferido também corre e nesse momento usa sua astúcia e grita que era o indivíduo que tinha matado um homem e também ferido ele. Foi aí que se descobriu a farsa e Passarinho foi preso.


Pesquei em: Areial Virtual

Adendo Lampião Aceso:
Santa Cruz... da Baixa Verde.
Areial e Princesa... Isabel, ambas cidades da Paraíba.
  Web site: lampiaoaceso.blogspot.com/  Autor:   por Eudes Donato - lampiaoaceso.blogspot.com
 
Extraído do blog: "Cangaço em Foco"

A Natureza é o nosso berçário

Vamos amar a natureza

 
Extraí esta imagem do blog: "http://frases subntendidas.blogspot.com

Exposição Virtual

PRECISAMOS DIVULGAR A  ARTE
 
Todas as obras são óleo sobre tela
 
Carta de Tarô
- Sanfoneiro-
Pastorinhas
-
Ojuara no pavão misterioso-
Capitão Lampião
-
Virgulino Lampião
-
Palhaço do pastoril
-
Galinha da Angola-
Dom Quixote
-
Dom Quixote
-
São Francisco
-
Rabequeiro
-
Lampião e Maria Bonita
-
Chorinho
-
Chorinho
-
Brincantes do Boi de Reis
-
Banda Filarmônica
-
Seresta Cangaceira
-
Chegada do circo
 
 
Portado por: Alex Gurgel

Ex-cangaceiros se reencontram no Ceará



Do G1, com informações do Jornal Nacional
 
Veja o site do Jornal Nacional 
 
Moreno e Durvalina
 
          Quem foi considerado fora da lei há décadas hoje é memória da cultura brasileira. Os três cangaceiros do bando de Lampião e Maria Bonita se reencontraram no Ceará.

           São 71 anos de união e muitas histórias. Foi pelas veredas do sertão que Moreno conheceu Durvalina. Um caso de amor que nasceu no meio do fogo cruzado entre policiais e cangaceiros. No corpo, ela tem até marca de tiro que levou durante uma fuga. "Era a muita polícia que rodeava. Eu saí correndo, deixei tudo no chão, meu rifle, minhas cobertas", relembra Durvalina. 


Durvalina com o pesquisador João de Sousa Lima

           Depois da morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Lá trocaram de nome, tiraram novos documentos e esconderam de todos que eram cangaceiros. Uma história que por mais de 60 anos foi guardada em segredo. Nem os filhos conheciam o passado do casal. 


Moreno com o pesquisador João de Sousa Lima

           A revelação foi feita por Moreno há pouco mais de dois anos. "Fazem parte da história do Brasil. Isso para mim é um orgulho", diz a filha de Durvalina, Nely Conceição.

           Moreno e Durvalina foram localizados em Belo Horizonte por um pesquisador:

"Eu já conhecia a história de Durvalina, até a parte que ela sumiu, e reencontrá-los para poder escrever essa história, finalizar até agora o momento em que eles estão vivos e juntos ainda, para mim foi muito importante", diz o historiador João de Sousa Lima.


Aristéia e Duvalina quando se encontraram          
 
           Na Bahia, ele encontrou também a ex-cangaceira Aristéia, de 94 anos. Ela fazia parte do mesmo bando que o casal. Depois de décadas afastados, Moreno, Durvalina e Aristéia se reencontram em Fortaleza. "Diziam em todo o canto, era a cangaceira mais bonita que tinha", diz a cangaceira à amiga.


Fonte: Globo.com

Estas informações abaixo não fazem parte
deste texto

           Aristéia ficou anônima durante décadas, até ser descoberta em maio de 2007, pelo historiador João de Souza Lima. Antes, a cangaceira vivia na Fazenda Lajedo do Boi, no povoado Capiá da Igrejinha, em Canapi (AL).
2008 – 30 de julho, faleceu Jovina Maria da Conceição Souto, (Durvalina). Uma das últimas cangaceiras que ainda restava viva. Esposa de Antonio Ignácio, o ex-cangaceiro Moreno.
2010 - No dia 06 de setembro faleceu aos 100 anos, Antonio Ignácio, o cangaceiro Moreno, esposo da cangaceira Durvalina.