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sábado, 11 de fevereiro de 2012

A GRANDE E RESPEITADA FAMÍLIA DE LAMPIÃO

Retrato da família Ferreira, tirado em Juazeiro, em 1926. 

Lampião está à direita, seu irmão Antonio, à esquerda. Em pé, no meio, João Ferreira, o único irmão Ferreira que não entrou para o cangaço. Ezequiel Ferreira, o irmão mais moço, está à direita de João. João está com a mão no ombro de sua mulher. As outras senhoras são irmãs dos rapazes. Os outros no grupo são primos. Foto liberada por João Ferreira. Propriá.

Virgulino Ferreira da Silva era o terceiro dos muitos filhos de José Ferreira da Silva e de Maria Lopes, ou Maria Sulena da Purificação. 

Virgulino nasceu em 1898, como consta em sua certidão de batismo, e não em 1897, como citado de várias obras.

A família Ferreira formou-se na seguinte sequência, por datas de nascimento:

1895 - Antonio Ferreira dos Santos
Foi morto por acidente
1896 - Livino Ferreira da Silva
Morreu em combate.
1898 - Virgulino Ferreira da Silva
Foi morto na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.
???? - Virtuosa Ferreira
1902 - João Ferreira dos Santos
???? - Angélica Ferreira
1908 - Ezequiel Ferreira
Foi morto em combate
1910 - Maria Ferreira (conhecida como Mocinha)
Faleceu ontem (sexta-feira), dia 10 de fevereiro de 2012
1912 - Anália Ferreira

Todos os filhos do casal nasceram no sítio Passagem das Pedras, pedaço de terras desmembrado da fazenda Ingazeira, às margens do Riacho São Domingos, no município de Vila Bela, atualmente Serra Talhada, no Estado de Pernambuco.

Esse sítio ficava a uns 200 metros da casa de dona Jacosa Vieira do Nascimento e Manoel Pedro Lopes, avós maternos de Virgulino. Por causa dessa proximidade Virgulino residiu com eles durante grande parte de sua infância. Seus avós paternos eram Antonio Ferreira dos Santos Barros e Maria Francisca da Chaga, que residiam no sítio Baixa Verde, na região de Triunfo, em Pernambuco.

Fonte:

A Pistola Parabellum No Imaginário Popular...Um estudo pseudo-psicológico A Pistola Parabellum No Imaginário Popular...Um estudo pseudo-psicológico


Os diversos modelos da Luger puderam ser vistos em mãos de todo tipo de gente, popularizou-se entre policiais e cangaceiros, que depois de 1930 usavam os modelos 1906 e 1908 – sendo que a pistola que Lampião usava quando foi morto era uma Parabellum P-08 de 9 mm (mas antes disso ao que parece, usava uma em 7,65 mm, e exigia toda a munição desse tipo que encontrasse). Essa Parabelum 9 mm de 


Lampião segundo dizem, foi comprada pelo mesmo na cidade de Capela no estado de Sergipe, em 1929 na casa comercial de Jackson Alves de Carvalho, sendo aparentemente a mesma arma que foi encontrada com ele em seu fim trágico em Angico [aliás na famosa foto das cabeças cortadas pode-se contar nada mais nada menos do que 7 pistolas Parabellum, sendo bem visível uma do mod. 1906, as outras menos visíveis pois estão coldreadas].

Também na famosa foto posada do chefe de bando Chico Pereira (reproduzida ao lado), homem de posses e intelecto acima do bandoleiro comum, um tanto fidalgo até) está bem visível na cintura dele uma enorme pistola Parabellum do mod. de artilharia de 1917 (com cano de 20 cm de comprimento, contra os de 10 cm das mais habituais P-08, este tipo foi usado pelos serventes da artilharia do exército do Kaiser alemão na Primeira guerra mundial, daí seu nome), inusual por estas paragens, embora em entrevista há muitos anos com um ex-jagunço dizia ele que haviam muitas Lugers de cano longo pelo sul da Bahia.


Ainda sobre personagens que usaram as Parabellum, os Coronéis, seus jagunços e pistoleiros de aluguel também a apreciaram, tendo chegado ao meu conhecimento pelas divertidas estórias do meu finado Tio Zeca, que lá pelos anos 40 trabalhou na fazenda de um rico fazendeiro na fronteira da Bahia/Minas Gerais. Ele me contou que na casa da sede tinham caixas fechadas com dezenas de carabinas Winchester e 8 pistolas Parabellum, além de outras armas curtas! Para economizar tempo na hora de limpar eles simplesmente jogavam óleo por cima e fechavam a caixa, bem como a popular e hilária estória de um camarada que ao ir à casa de uma “mulher da vida” em Bom Jesus da Lapa (BA), guardou a pedido da desconfiada “moça” que o “atendia”, a sua Parabellum num Bocapiu (sacola de palha)... que não tinha fundo... Ao cair no chão a arma (que por certo como diz o povo estava com “bala na agulha”) começou a disparar sozinha até ficar sem munição (típico defeito de pistolas, numa peça chamada fiador), ambos ficaram agachados num canto do quartinho da “moça”, agarrados e muito assustados, já se isso foi verdade é outro caso...

Mas a realidade técnica longe do mito é bem outra. A bem dizer a Luger em parte não justificava a sua boa reputação (mundial, pois foi arma de coldre padrão de dezenas de nações, lutou nas duas guerras mundiais, e é uma das mais procuradas por colecionadores até os dias de hoje), sim, de fato é uma arma precisa, mas por causa de seu desenho peculiar era cara de se manufaturar, tolerava poucas variações nas cargas dos cartuchos, tinha muitas peças pequenas, era bastante sensível à poeira, gelo e lama encontráveis em quase todo teatro de operações, pois o mecanismo não é coberto por inteiro, o seu carregador tinha tendências a encravar no 2º cartucho por causa da inclinação da mesa elevadora e da mola fraca, e o 1º era muito duro de se introduzir manualmente, mesmo assim foi um tremendo sucesso de vendas.

Mas em nossas terras longe de tecnismos, a fama da lendária pistola corria de norte a sul, notadamente no Nordeste das primeiras décadas do século XX, onde entrou sorrateira no imaginário popular (o famoso Parabelo) como uma das estrelas principais de uma época tão difícil de medo e violência: O ciclo do Cangaço.

Debutou num ambiente onde a falta de esperança no futuro e na justiça transformava por vezes a apatia em revolta, em mote da vingança. Numa terra de homens e mulheres destruídos moralmente e materialmente pela pobreza e pela fome (há relatos de vendas de pessoas e até macabras histórias de canibalismo), onde a tragédia humana da seca diuturna, que fazia as caveiras dos animais branqueando no pasto inexistente, rir com suas mandíbulas desencaixadas, lembrando aos homens que os seus natimortos, os menores, e os seus mais velhos em breve os seguiriam na jornada da qual não se volta. A política e o poder asfixiante dos coronéis, a grilagem de terra, a imensidão das caatingas sem lei, a pretensa liberdade dos bandoleiros, e isso tudo num caldeirão social em ebulição, permeado por fanáticos. Creio modestamente que a junção destes fatores contribuiu para que o mito da Parabellum se perpetuasse como uma arma potente e bela, símbolo de status social, instrumento de morte precisa e de poder. Poder esse que era ao mesmo tempo opressor e transformador, pois se a Parabellum era a arma dos odiados volantes e coronéis, também era a do “Capitão” Virgulino Ferreira e dos cangaceiros.

Os projéteis das Parabellum, rápidos como o vôo do carcará, e mortais como a cascavel, percorreram os ambientes hostis (tanto o natural como o social) das caatingas, e suas histórias como arma coadjuvante nas mãos de homens que primaram pelo heroísmo, traição ou covardia, mantidas pela tradição oral, chegaram aos nossos dias fascinando os pesquisadores modernos, que evidentemente tem de peneirar o joio do trigo.

Na verdade, pistolas são armas semi-automáticas, esta incorreção se perpetua até hoje tanto no meio popular como na mídia pouco técnica.


Postado Por: Fábio Costa


Fonte:
http://vitrinedaarmaria.blogspot.com/2009/06/pistola-parabellum-no-imaginario.html

A História do Nosso Padim Padre Cicero, Envolvendo a Sociedade Eclésiastica, Cangaceiros, Governantes, Revoltosos, Beatos e Devoltos.

Por: Alfredo Bonessi e Guilherme Machado
Padre Cícero e Virgulino Ferreira da Silva (Lampião)

O jovem Cícero e sua única irmã D. Angélica.

A fotografia do Padre Cícero que foi retirada da Prefeitura por ordem do interventor nomeado após a vitória da Revolução de 1930.

Dr. Floro Bartolomeu,  médico, rábula e garimpeiro, baiano da cidade de Correntina.

Líder do Sitio da Baixa dos Dantas. Beato José Lourenço, Preso sob acusação de promover um boi a Santo Milagreiro.

Bando de jagunços organizados pelo Dr. Floro, exibem o canhão de bronze  na defesa do Juazeiro.

Revoltosos da Coluna Prestes liderados Pelo líder Luiz Carlos Prestes. Ver-se sentado ao centro de paletó branco e de barbas negra.

O batalhão das forças patrióticas desfilam em Praça de Juazeiro, no intuito de combaterem a Coluna Prestes.

Raríssima foto do Padre Cícero cego e muito doente ao lado do Doutor Mozart Cardoso de Aguiar.

No dia vinte de julho de 1934 o povo de Juazeiro dá adeus ao Padim Padre Cícero.

Padre Cícero e Lampião

Caro  Guilherme Machado - saúde.

Envio ao amigo um resumo elaborado de minha autoria sobre o relacionamento entre Padre Cicero e Lampião - tema que no momento se discute pelos Grupos de Estudos do Cangaço. Se o amigo quiser  realizar algum comentário no  fique a vontade. Recomendações - abraço - Alfredo Bonessi - SBEC - GECC -Fortaleza-CE.

 "Na oportunidade em que se fala nos Grupos de Estudos do Cangaço sobre  o Padre Cícero  de Juazeiro do Norte e Lampião, no relacionamento entre eles, depois de tudo que li sobre ambos e sobre a questão em foco, depois de  muitos estudos,  em várias obras,  resumo no seguinte:

1 - O Padre Cícero era um padre católico em ligação com padres jesuítas. Isso contrariou a Igreja Católica porque já  na época do Império tanto  a Igreja Católica como a Maçonaria eram inimigas dos Jesuítas, instigação essa que se originou na corte Portuguesa Pombalina Maçônica com a destruição das Missões jesuíticas Espanhola na América e a ocupação por Portugal desses territórios. O Padre Cícero estava  no meio de uma fogueira, de uma guerra. Lembro que o movimento jesuítico era de libertação de Portugal  e  Republicano, portanto contra a Monarquia. Daí se beneficiou da Maçonaria que inicialmente era Monarquista e depois se tornou Republicana.

2 - Porque Juazeiro não caiu ?

- Porque ficou ao lado do Governo Federal  e o ajudou no combate a Coluna Prestes e também no posicionamento quando da intervenção no governo do Ceará, senão teria sucumbido como sucumbiu  Canudos, Sitio Caldeirão, Pau de Colher e tantos outros movimentos religiosos nordestinos.

3 - Quem mandava no Juazeiro ?

Com a chegada a Juazeiro de Floro Bartolomeu, um medico Baiano fugitivo, esse aos poucos foi assumindo o controle político local, passando de Vereador a Prefeito, Deputado Estadual e depois Deputado Federal. Com idade avançada do Padre esse poder político local foi passado a Floro Bartolomeu, tendo o Padre Cícero se afastado de certas decisões, dizendo: “agora tudo é com o homem”.  O Padre Cícero foi denunciado na Câmara Federal e lá estava Floro Bartolomeu defendendo o Padre e a cidade de Juazeiro. Floro escreveu até um livro sobre esse fato, onde narra até como deu fim ao culto ao Boi Sagrado que acabou num churrasco, confirmando que o Padre e a cidade nada tinha a ver com esse culto religioso. Floro também afirmou que o Padre Cícero não era líder de fanáticos como havia sido denunciado na Câmara.  Foi Floro que convocou Lampião por carta, morrendo logo a seguir.

4 - Com a chegada de Lampião a Juazeiro  o Padre Cícero não ficou nada satisfeito e reclamou da presença dele no Juazeiro e tratou logo de despachar Lampião pedindo que  fosse embora logo da cidade. O delegado quis prender os Cangaceiros, mas o Padre respondeu  que logo eles iriam embora  e com isso não haveria retaliação nenhuma contra a cidade por parte dos cangaceiros. O que foi feito. “ não quero esse tipo de gente aqui” teria dito o Padre Cícero.
               
5 - Lampião se armou e foi de encontro a Coluna Prestes. Avistou a coluna e viu o seu efetivo de mais de 3500 homens, armados, soldados experientes, e ouvindo o conselho dos demais cangaceiros abriu no oco do mundo. Nem 10 bandos de Lampião poderia fazer frente a tão poderosa coluna.

6 - Com a chegada de cada vez mais romeiros a cidade o Padre Cícero começou a ter problemas de acomodação com aquela gente toda e daí se dispôs a comprar terras e mais terras para fazer as acomodações, de tal maneira que pudesse  deixar ocupadas aquela quantidade enorme de pessoas pobres e humildes. Daí ter a posse de várias fazendas. Nessas fazendas havia enorme quantidades de todos os tipos de pessoas: jagunços, capangas, pistoleiros, guarda-costas, foragidos da justiça, bandoleiros, e muita gente de oficio, honestas mesmo que se dedicavam a lavoura e ao gado – algumas  das fazendas se tornaram rentáveis.  O pessoal fugitivo de Canudos e alguns chefes de lá foram ter a Juazeiro e ficaram responsáveis pela defesa da cidade, cavando o fosso de proteção ao redor da mesma. Mas não se pode considerar que o Padre Cícero alimentava as suas fazendas com todo tipo de gente convocada por ele para se tornar um  poderoso homem de negócios, um chefe de bandidos como eram os demais coronéis da região. Toda vez que havia um questão na região o Padre sempre optava pelo lado pacifico de acalmar as coisas, aconselhando ambas partes litigantes a  resolver em paz as pendências. Daí escrevia carta para uns, respondia cartas para outros, fazia pedidos em nome desse e daquele de tal maneira que a região ficasse em harmonia social e política.  Ele mesmo não gostava de receber uma enorme quantidade de romeiros, porque esse pessoal largava suas terras e moradias e vinham para Juazeiro e por lá ficavam ociosas e sujeitas a toda sorte de vicissitudes. Daí que a chegada dos romeiros  a Juazeiro era vista como uma grande preocupação para o Padre Cícero e não como motivo de satisfação por parte dele.
  
7 - Os familiares de Lampião vão morar no Juazeiro. Não vimos em nenhum livro que foi a convite do Padre Cícero e muito menos que o Padre protegia esses familiares. Acontece que na terra do Padre Cícero ele mantinha a ordem e a justiça local e ninguém iria perseguir ninguém por lá, muito menos os familiares de Lampião que não tinha culpa nenhuma por ele ter entrado no Cangaço. Sabemos que um dos contatos de Lampião com os seus familiares em Juazeiro era feito via Antonio da Piçarra que alem de fazer as compras de armas e munições nesse local ainda levava dinheiro de Lampião aos  familiares desse.  Com a traição de Antonio da Piçarra, essa  via de contato se desfez e não vi escrito outra forma de contato para com esses familiares. Lampião ainda tem uma irmã viva em São Paulo, ela poderá contar essa história melhor do que temos visto em livros por aí.
  
8 - Não temos registros que Lampião se confessou com o Padre Cícero – se isso ocorreu ficou em segredo. Não temos registros se Lampião deu contribuição a Igreja do Padre, se deu o Padre não aceitaria porque era dinheiro  roubado – comprometeria a reputação do Padre.
  
9 - Tivemos acesso ao inventário deixado pelo Padre Cícero  - tudo natural e normal.

10 - Sabemos que o Padre, já  em avançada idade, teve uma morte muito dolorosa, sofrendo muitas dores até a chegada da morte.

11 - Sabemos também que o Padre Cícero  se espelhou na vida do Padre Ibiabina para cumprir o seu sacerdócio, mas isso já é outra História.

12 - No mais a sua vida íntima e cotidiana  não sabemos  como era, ficou esse segredo  com quem o acompanhou de perto  por longos anos  em convivência diária, tendo a oportunidade de escutar seus planos, projetos, suas queixas e atribulações porque passou nesse lugar onde recebeu a sua cruz e que foi palco de seu calvário místico –religioso – social.  Padre Cícero  - Um mártir   de Juazeiro".

Atenciosamente

Alfredo Bonessi  09/02/2012






Extraído do blog: 
"Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia", 
do amigo Guilherme Machado.





O TREM DA HISTÓRIA - FALA DE DELMIRO GOUVEIA

Delmiro Gouveia


TREM DA HISTÓRIA 
PARTE I


TREM DA HISTÓRIA 
PARTE II

Fonte: YouTube

UM BEIJO, APENAS... (E A VIDA... E A VIDA) (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

UM BEIJO, APENAS... (E A VIDA... E A VIDA)

O que será mesmo o beijo, hein? Por que esse toque de lábio a lábio tem o poder de entorpecer, de encantar, de tornar a vida numa junção de paz e felicidade? Os animais se tocam, se bicam, se buscam através de suas bocas e nunca foi registrado um grito de dor após um beijo de amor.

Tão sublime, suave e encantador é o sincero beijo, que nele se aperfeiçoa todo o amor sentido, todo o querer, todo o prazer, todo o mistério do afeto amoroso. Verdadeiramente não há quem não saía um pouco de si, que não viaje, não se solte, não se perca diante do sabor calorento, do toque macio, do arrepio que causa o lábio e sua culpa.

Doce é o percurso, o procedimento, o proceder. Um tão esperado e desejado encontro, um olhar de mar de gaivotas, um sorriso da melhor estação, uma carícia de pássaro e flor, um toque de leve onda, um abraço levemente apertado, a boca, a outra boca, o beijo...

Nenhuma ciência, nenhuma máxima sabedoria filosófica, nenhuma suposição ou hipótese tem o poder de alcançar a gênese conceitual do beijo. O que os livros dizem são fruto do pensamento e não do beijo em si, daí sua incompletude diante da força expressiva do beijar.

Os livros dizem que o beijo é o ato de chegar os lábios a alguém, tocando-os sentimentalmente; é a ação e resultado de aproximar os lábios, com leve sucção, em pessoa e em sinal de estima, amor, carinho, respeito etc. É o contato dos lábios perante outra pessoa, por amor ou afeto. Nos lábios de outra pessoa, o beijo é tido um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual.

Não se trata aqui de ósculo, que é o beijo dado para selar amizade ou compromisso, nem do denominado beijo de língua, lambido e sugado, que é aquele tomado de forte conotação erótica, não se contentando no toque dos lábios e praticamente adentrando na boca do outro. Não, pois o beijo aqui revelado é aquele indefinível pelo significado amoroso que possui.

Quantas vezes já nos deparamos com cenas ou imagens de alguém que de repente, numa atitude solitária e de sentimento indefinido, leva o dedo à boca, por cima do lábio, e singelamente toca-o como relembrando o sabor e o calor de outro lábio que ali esteve em inesquecível visita?

Quantas vezes, principalmente em dias de chuvas e de saudades, o lábio entristecido vai de encontro à vidraça embaçada e lá deixa o seu beijo talvez à espera do outro lábio do outro lado? E os beijos com batom na mesma vidraça em dias ensolarados? E quantas vezes o espelho do quarto foi abraçado e beijado, e não num beijo em si mesma, mas no imaginário lábio que se reflete além?

Todas estas situações são de grande importância para se buscar compreender o beijo, seu significado e alcance. Em cada situação observada houve um gesto sublime, de doçura, de encantamento. E assim é o beijo. Para quem ama, o beijo dado e correspondido, sentindo nele uma pacto de felicidade e contentamento, nada mais é do que o sorriso do coração.

Se a saudade dói, a ausência machuca, a distância remói por dentro, então resta trazer a boa recordação através daquilo que de tão sublime e forte tem o poder de fazer o outro presente. Presente no lábio, na lembrança do beijo, na doçura do beijo, no calor que sentiu, no extasiamento que ele passou, na vontade de ter o outro ali para o diálogo do lábio.

Lembrar do beijo, além de lembrar de alguém, é dançar a valsa de plumas, de brisa, de cor azul; é ouvir uma magistral sinfonia, tocar no violino do coração, seguir os passos da sonata em si maior. Beijo é poesia maior, é brilho nos versos, é rima cadenciada ao calor do toque que se corresponde. Se a boca descrever sobre o beijo, o lábio que inicia não se abre para citar o final.

Só mesmo beijando para sentir tudo isso. Mas somente amando para sentir tudo isso num beijo.


Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Noite, orvalho e flor (Poesia)

Noite, orvalho e flor


Noite
orvalho
e flor
o que
dizer mais
meu amor?

mas direi
que a noite
chamou o sonho
e o sonho
chamou você
e a tristeza
da ausência
fez madrugada
chorar
lágrima de amor
pensando na flor
fazendo orvalhar.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com 

MORRE DONA MOCINHA IRMÃ DE LAMPIÃO REI DO CANGAÇO


Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha, morreu na tarde desta sexta-feira (10), em São Paulo, aos 102 anos. Ela era a única irmã viva de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião. Segundo a família, ela foi internada horas antes de falecer com problemas pulmonares, mas não resistiu.

O corpo será levado ao Velório Salete, em Santana, na Zona Norte de São Paulo, e o sepultamento será feito no Cemitério Chora Menino, às 12h deste sábado (11).

A idade de dona Mocinha sempre foi motivo de discussão entre estudiosos do cangaço. O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria completado 106 anos, mas ela sempre se recusou a afirmar que tivesse essa idade, alegando que não era por vaidade. Ela tem outro documento que aponta a data de nascimento em 11 de janeiro de 1910. Era por este documento que dona Mocinha costumava se identificar, de acordo com o neto Marcos Antonio Tavares, 53 anos.

Antonio Amaury, Aderbal Nogueira e Sabino Bassetti

O pesquisador e historiador Antônio Amaury Correia, que mora perto de dona Mocinha, foi um dos responsáveis por descobrir a segunda data de nascimento da irmã de Lampião. "Ela tinha dois documentos. Até hoje não sabemos com certeza qual era a idade dela", disse ele ao G1.


"Foi uma grande perda. Apesar de ela não ter vivido a história do cangaço, já que era muito pequena quando Lampião estava atuando, ela sempre foi uma referência histórica", afirmou o historiador e especialista em cangaço, João de Sousa Lima.

Fonte: G1.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Augusto Severo - Precursor aeronáutico

http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Severo_de_Albuquerque_Maranh%C3%A3o

O potiguar AUGUSTO SEVERO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO, nascido em Macaiba, em 1864, é considerado como o "Mártir da Tecnologia Aeronáutica" e seu tenaz esforço em conquistar os espaços, faz com que - merecidamente - seja visto como um dos pioneiros brasileiros dessa sublime aspiração, ao lado de nomes famosos como o paulista Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o paraense Júlio César Ribeiro de Souza e o mineiro Alberto Santos Dumont, este cognominado, com justiça, "o Pai da Aviação".

Augusto Severo, foi o primeiro brasileiro a pagar, com a sua vida generosa, a satisfação do ideal que abraçara. Sua vida e seus feitos ficarão sempre na história aviatória do Brasil.

A intrepidez, a coragem e o desprendimento são virtudes inseparáveis à figura de Severo, ele foi tragado pela sua própria invenção - o PAX - a qual, todavia, sagrou-o para a imortalidade, para o reconhecimento dos pósteres e exemplo para as novas gerações de aviadores brasileiros.

Fonte: biblio.com.br

Como escreveu Olavo Bilac, em 31 de maio de 1902, "para Augusto Severo, o desastre foi uma glorificação".

Augusto Severo era filho de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e dona Feliciana (Xana) Maria da Silva Pedroza de Albuquerque Maranhão, irmão de Pedro Velho de Albuquerque Maranhão e de Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, que por mais de uma vez dirigiram os destinos do Estado do Rio Grande do Norte, como seus governadores.

Severo, professor de matemática, diretor do velho Atheneu, abolicionista, líder político, orador, deputado federal, inventor da dirigibilidade dos balões semi-dirigidos (navio de alto-mar, como ele chamava), criador do "PAX" que cortou os céus de Paris, lírico e apaixonado.

Depois que Santos Dumont recebeu o prêmio Deustsh de la Meurthe, Augusto Severo apresentou um projeto (aprovado) na Câmara Federal concedendo uma ajuda de cem contos de réis para que fosse possível ao mesmo levar adiante as suas experiências com o mais pesado de que o ar.
Severo que, viúvo, aos trinta anos, conheceu e amou profundamente a bela italiana Natália, dando-lhe um filho Augusto Natal Severo, em homenagem à amada terra.

Severo construiu o "Bartolomeu de Gusmão", que media 60 metros, mas não teve êxito pois houve um acidente que partiu a "nacelle" e danificou a estrutura rígida.

Aprofundou-se nos estudos e projetou o motor `reação. Planejou também a hélice dentro de um grande tubo, permitindo a um "navio" aéreo inverter sua marcha e deslocar-se à frente como a ré.

Em 1902, reuniu todos os seus meios financeiros disponíveis, incluindo ajuda de amigos e parentes, viajou a Paris para construir o balão "PAX" dimensões menores que o anterior, medindo 30 metros e com tecnologia mais avançada. O nome usado no balão simbolizava a sua crença no instrumento, pois achava que poderia evitar guerras entre nações.

No dia 12 de maio de 1902, fez manobras durante 10 minutos com o seu balão, realizou círculos fechados apresentando figuras em forma de oito, provando a operacionalidade do invento e a sua habilidade em manejá-lo.

O balão pareceu tomar o seu rumo com destino ao ponto prefixado. Subitamente, quando o "PAX" achava-se aproximadamente a 400 metros de altura, o balão apresentou-se envolto em chamas e segundos depois uma violenta explosão se fez ouvir. Terminara o sonho de Augusto Severo.
Na França, no local da queda de Severo existe hoje uma placa de mármore com os seguintes dizeres:

"À la memoire de L`Aéonaute Brésilien AUGUSTO SEVERO et de son mécanicien français GEORGE SACHÊT Chute du dirigible PAX - Av du Maine. Le 12 mai de 1903"

Em Natal, no dia 12 de maio de 1913, por ocasião do 11º aniversário da sua morte, foi inaugurada a Praça Augusto Severo em homenagem ao ilustre potiguar.

No cemitério São João Batista:Na base do túmulo de Severo há um baixo relevo em bronze com o desenho do PAX e uma âncora, colocada como homenagem da Marinha de Guerra ao seu grande defensor na Câmara dos Deputados. Na parte superior do túmulo pode ser visto outro medalhão de bronze, com o retrato do aeronauta.

Há também uma inscrição em latim, de autoria do Senador pelo Rio Grande do Norte Almino Afonso: "Sidera vincere conatus vincit mortem", que significa "Tendo se esforçado para vencer os astros venceu a morte".

Colaboração: 
Clube dos Militares da Reserva e Reformados da Aeronáutica

Um sonho: Uma viagem que fiz com o poeta chileno Pablo Neruda

Por: José Cícero
José Cícero Silva

Quero beber Neruda gota a gota. Em toda a sua mais fantástica poesia universal chilena. Subir nos Andes, a cordilheira altíssima, embriagar-me de absinto, cerveja e vinho de uva. Um porre homérico sob a sinergia poética e recolucionária de Neruda.

Quero, incontinenti, beber Neruda em toda a sua auspiciosa faina. Subir o topo mais alto do planeta e quem sabe, depois da cordilheira; fartar-me de uma poesia errante e aventureira. E assim, viajarei sobre as nuvens nas asas de todas as águias e dos pássaros das montanhas. De onde fatalmente chegarei ao Araripe do nosso Patativa. Porei os meus pés pela primeira vez no pico das bandeiras, da Neblina e o cume perigoso do Everest. Ascenderei ao sagrado píncaro do Nepal. E junto com Neruda amarei todas as mulheres das Américas andinas. Misturarei meu sangue com os das belas etnias das índias cordilheiras. Rezarei para Buda. Canterei uma litania para todos os espíritos de luzes...

Serei a própria poesia de Neruda na sua dimensão mais autêntica, etérea e mundial. Vestirei-me por assim dizer, de um grande poeta universal. Encherei-me de livros.

Quero beber Neruda em grandes taças de italiano cristal. Salgar sua lavra em pergaminhos antigos e palimpsestos com o sal chileno tirado do solo pátrio daqueles desertos infernais.

Por fim, levarei todos eles comigo, envoltos em peles de lhanas e de búfalos africanos. Desafiarei o próprio Saara ocidental. Quero me fartar dos poemas de Neruda. Chorar seus versos mais fortes e comovidos em sua própria fonte, subindo as serras de todos os altiplanos do velho Chile. Chorar demasiadamente em todos os sentimentos idiomáticos e emoções humanas a sua poesia construtiva e sentimental. Sentir em meus dedos todas as expressões do mundo, assim como o sentimento de Drumond e de Garcia. Como ele próprio(Neruda) um dia, chorara mui profundamente em si mesmo, a trágica morte do seu socialista amigo Allende(suicídio ou assassinato?). Ah como dói, sentir todo o ódio e todo o asco a la Pinochet...
Quero contemplar o mundo numa perspectiva diferente, do alto dos Andes chilenos, embevecido pela poética afirmativa e forte de Neruda. Sentir o calor dos trópicos e o frio das minas do longo deserto do Atacama, mascando as sagradas folhas de coca extraídas pelas mãos delicadas das belas índias bolivianas, bem como das matas guerrilheiras da Colômbia. Ultrapassar a largos passos a linha imaginária dos trópicos e meridianos.

Banhar-me junto de Neruda nas águas mornas das ilhas Galápagos(mares e rios), vislumbrar o mesmo cenário inusitado de Darwin, já para as bandas do velho Equador. Onde o mestre se encantara um dia. Surpreender-me com todos os enigmas de Nazca no Peru e logo em seguida, me embrenhar na densa selva colombiana na direção tangente para a Venezuela.

Quero com o velho Neruda pisar, igualmente, o sagrado chão onde a CIA certa feita, matou covardemente Che Guevara – léguas tiranas manchadas de sangue guerrilheiro da província de La Higuera – inóspitas matas quase inda hoje abandonadas da Bolívia.

Quero este passeio sugestivo, sulmamericano com Neruda. Depois fumarmos juntos, um Havana adocicado romanticamente pela língua e a saliva das bonitas, educadas e românticas mulheres cubanas. Hálito guerrilheiros, mares bravios, sentimentos fugidios, segredos íntimos e indizíveis.

Cantar e dançar a sua boa música. Ler José Marti e desafiar toda a ignorância e a prepotência ianque de uma Miami falida. Quem sabe, sob vários goles do mais puro rum e de tequila, olharmos nos olhos as estátuas de Marti, Cami, Che e Simon Bolivar.

Dançar com todas as belas donzelas do Chile e das Américas, bebendo o supra-sumo da poesia chilena e universal de Pablo Neruda. Experimentar a sua velha boina na minha própria cabeça como o próprio solidéu de um papa diferente que viveu e toda a tragédia e o sofrimento da sua gente como na própria pele.

Olhar de perto a sua inimitável caligrafia. Sentir seu jeito amigo e acolher em mim mesmo todos os seus conselhos. Voar decididamente sob o céu da Terra e da amada pátria de Neruda. Tecer longas conversas noite adentro com o poeta e todas as suas antigas namoradas. Depois, já pelas tantas da madrugada, vislumbrar nosso João Cabral deliciando-se com as touradas de Servilha, Madrid e Barcelona. Sentir nas minhas próprias mãos todo o fogo ardente e feminino das provocantes e belas mulheres da Espanha. Ouvir demoradamente, bem de perto o instigante papo de Neruda como o pernambucano vate do Brasil. Em seguida, bebermos coletivamente todo o vinho possível que têm as noites da Espanha, da França e de Portugal.

Recitar para ele a tabacaria de Pessoa - o bom e imortal vate português, assim como a chorosa e emocionante poesia de Florbela Espanca. Quero este passeio inusitado com Neruda. Voar tranqüilo como que na calda mitológica do ‘pavão misterioso’ pelas ilhas e todos os arquipélagos das Américas.

Sonhar tantos e deveras os absurdos em meus desvarios literários. Abraçar minhas utopias com os meus braços cheios de conquistas e de metáforas. Sentir na minha língua e mãos a força e a ternura dos beijos de todas as musas que inspiraram Neruda pela vida.

Ler com o poeta do Chile em voz alta, até mesmo a minha própria prosa e os meus poemas prediletos na mais legítima tradução do idioma castelhano. Quero com Neruda encher-me de milhões de Amazonas para depois me esparramar poeticamente sobre a caatinga e toda a cultura dos meus sertões.

Sentir na minha boca sob os ventos alísios dos Andes toda a poética-sangue, suor e sal de Angola e Moçambique. Adentrar nesta viagem surrealista a Amazônica selva do Brasil e, deste modo ousado e sonhador, render sinceras homenagens póstumas à Plácido de Castro, Rondon e Chico Mendes no seu Xapuri ainda violento e matagal. Cantar, quem sabe, em versos e prosas para nosso Neruda visitante, numa canção nativa, a mais linda lavra de Thiago de Melo e Manuel de Barros, Cora coralina e Patativa.

Quero por fim, beber Neruda nesta noite fria. Viver para sempre nos Andes chilenos de onde o mundo e as pessoas nunca são tão grandes como se pensam e se imaginam pela vida afora. Subir o Nebo do mundo, e lá de cima nunca mais enxergar qualquer fronteira. Enxarcar-me de virtude, humanismo e solidariedade... Porque, somente a poesia é que tem o poder de engrandecer a vida e tudo o mais que no mundo exista. A poesia é que dá substância as idéias e corpo aos sentimentos. A vida é nada sem poesia...

Quero beber Neruda, assim como toda força e todo sangue ancestral contido na sua poesia. Poeta andino do Chile americano. Mestre imortal de todos os tempos – Neruda: o poeta-vinho das cordilheiras dos Andes. Vinho bom, maravilhoso e adocicado que uma vez bebi e desde, então nunca mais me esqueço. Quero enfim, beber Neruda e sobre as cordilheiras dos Andes gritar ao mundo, ao planeta, à fauna humana - de que sou feliz. E que, para sermos felizes temos que, de algum modo, sorver um pouco do sonho e do entusiasmo do velho poeta Neruda.

Sorver com meus lábios e língua todos os beijos doces das mulheres sul-americanas nerudianas. Matar minha sede ante o idioma e dialetos que há milênios nos aproximam como um presente dos anjos apaixonados de Deus. Quero degustar a poesia almiscareira, humana, afrodisíaca e cheirosa de Pablo Neruda. O poeta-mor das Américas andinas. Adormecer pra vida e acordar pro futuro no amanhã que há tempo me espera segundo o mapa-múndi poético de Neruda. Quem sabe, quando a poesia puder ser chamada simplesmente pelo nome fúlgido de mulher.

Toda a completude do mundo será uma eterna festa de luzes. Um verso altivo.Um instante eterno. Um poema, o qual por pura necessidade absoluta daremos inevitavelmente o nome de Neruda.

Prof. José Cícero
Pesquisador do Cangaço
Secretário de Cultura e Esporte
Aurora-CE.

LEIA MAIS EM:

WWW.jcaurora.blogspot.com
WWW.prosaeversojc.blogspot.com
WWW.aurora.ce.gov.br
WWW.seculteaurora.blogspot.com


Enviado pelo Secretário de Cultura de Aurora:
 José Cícero

O Lugar Tenente de Lampião:

Por: Guilherme Machado
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Por ordem dada ao Engenheiro Agrônomo Federal: 

Foto do acervo do historiógrafo Rostand Medeiros

Pedro Albuquerque Uchôa; eu, capitão, e meu irmão Antonio, o meu lugar tenente. E assim foi lavrado o documento das patentes do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte, Ceará. Assim falou Lampião!


Antonio Ferreira, irmão mais velho do clã  dos  Ferreira, veio a morrer em 1927, na Fazenda da Guia, em um acidente envolvendo o seu grande amigo Luis Pedro. 


Antonio era visto dentro do bando por Lampião e o resto do bando pelo o primeiro dos três mosqueteiros. Eram eles: Antonio Ferreira, Sabino e Antonio de Rosa. As fotos acima, fonte do "Jornal Diário de Noticias da Bahia". O ano foi em 1929.

Extraído do blog: "Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia.
http://portaldocangaco.blogspot.com/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com  

Morre Dona Mocinha, a ùltima irmã do cangaceiro Lampião

Por: João de Sousa Lima

Morreu hoje (10/02/2012) Dona Mocinha, a última irmã do cangaceiro Lampião

Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha, morreu na tarde desta sexta-feira (10), em São Paulo. Ela era a única irmã viva de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião. Segundo a família, ela foi internada horas antes de falecer com problemas pulmonares, mas não resistiu. O velório e o local do sepultamento ainda será definido pela família.

Dona Mocinha tem dois documentos com duas datas de nascimento (Foto: Glauco Araújo/G1)

O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria completado 105 anos, mas ela sempre se recusou a afirmar que tivesse essa idade, mas alegava que não era por vaidade. Ela tem outro documento que aponta a data de nascimento em 8 de janeiro de 1910. Era por este documento que dona Mocinha costumava se identificar.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: 
João de Sousa Lima

15 de junho de 1927: Passagem de Lampião marcou a história de Limoeiro do Norte

Foto do bando tirada em 1927 na cidade de Limoeiro, após o ataque a Mossoró. Lampião seria o quinto da direita para esquerda, sentado.

Algumas das melhores fotos que se tem do bando de Lampião foi tirada em Limoeiro do Norte, na frente de uma farmácia, de frente para a igreja. 

Conforme o professor Irajá Pinheiro, quem fotografou foi um homem chamado Francisco Ribeiro. “Ele bateu a foto e pegou a bicicleta para revelar em Mossoró”. Nessa cidade potiguar, cada um da foto foi reconhecido pelo cangaceiro Jararaca, aprisionado pelos mossoroenses durante a batalha em Mossoró. Até os reféns do bando estão no registro fotográfico.

FOTO

Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, foi morto em 1938. 11 anos após sua passagem por Limoeiro. 

Em Angico, o cangaceiro foi pego de surpresa e decapitado, juntamente com o seu bando. O bandido ou herói virou, reconhecidamente, mito. 

“Costumo dizer que Lampião foi um homem que tomou a decisão de ser cangaceiro e arcou com todas as conseqüências até o fim sem meias palavras, sem meios gestos”, define Angirlene Lima (estudante do curso de História da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos - Fafidam).

Extraído do blog: "Limoeiro do Norte"

27 de agosto de 1928, no “Diario de Noticias”

Por: Rubens Antonio
Lampeão!


O famoso bandoleiro, no sertão da Bahia, está perseguido por forças pernambucanas

RECIFE, 26 – Argos – Ha tempos, Lampeão se homisiara em Alagoas, vivendo as forças que, no sertão, o perseguiam por toda a parte, em communicações constantes entre o chefe de policia e o capitão Lucena, commandante da sforças volantes alagoanas.

Isso attesta, com data de 19, o telegramma recebido pelo chefe de policia e que dizia que Lampeão se achava, ha 16 dias, na Fazenda Gravatá, em Alagoas, tendo aquella autoridade logo expedido ordens ás forças pernambucanas para perseguirem o grupo.

Acossado pela perseguição, Lampeão deixa Gravatá, em Alagoas, tendo aquella autoridade logo expedido ordens ás forças pernambucanas para perseguirem o grupo.

acossado pela perseguição, Lampeão deixa Gravatá e penetra em Pernambuco, tendo passado, segundo telegramma, hontem recebido pelo chefe de policia, para a Fazenda Varzea Redonda, no municipio de Tacaratú, em Pernambuco.

Dahi, rumou para a Bahia, tendo o chefe telegraphado ao tenente Optato e ao sargento João Petronillo, commandantes volantes pernambucanos, para perseguirem com suas forças o bandido, penetrando mesmo na Bahia, contanto que Lampeão seja capturado.

Tambem nesse sentido foi enviado um telegramma ao chefe de policia da Bahia, a fim de que seja mais efficiente a perseguição ao famigerado faccionora.

Para utilizar as matérias deste blog, atentar para:

Extraido do blog: "Cangaço na Bahia", do professor Rubens Antonio

Pesquisa de professor da UFCG é destaque no jornal O Globo

Por Kennyo Alex - Ascom/UFCG

Estudo aborda uso da medicina alternativa, rezas e crendices no cangaço

O jornal O Globo destacou na edição do último dia 28 de Janeiro, no caderno Ela, uma pesquisa realizada pelo professor e historiador da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Iranilson Buriti, que aborda um aspecto pouco conhecido do cangaço: a criação de alternativas de cura, rezas e crendices.

“Há um silêncio muito grande na historiografia e nas fontes documentais sobre cura no cangaço”, revela o pesquisador, que pretende lançar um livro sobre o tema. Na matéria de página inteira, produzida por Bety Orsini, ele conta que cresceu ouvindo os “causos” contados pelo avô materno, envolvendo Corisco, Lampião e Antônio Silvino.

Mais tarde, já historiador, de vez em quando se deparava, em suas pesquisas, com reportagens sobre o cangaço. “Uma coisa me chamou atenção: todas as reportagens falavam de morte, de violência. Isso deu um estalo dentro de mim e me perguntei: não existe outra coisa no cangaço além da morte?

Com esta pergunta, Iranilson decidiu fazer o caminho inverso ao das reportagens. Ao invés de elaborar novamente uma pesquisa sobre a violência no cangaço, passou a pesquisar o outro lado desse discurso, ou seja, “as identidades construídas a partir do desejo de viver, da vontade de curar”, diz.

Ele descobriu que os bandoleiros eram, sobretudo, peritos em táticas de sobrevivência, e que diante de frequentes situações de desespero e perigo de vida, recorriam a novas alternativas de cura, rezas e superstições.

“Na verdade, eles não criavam novas práticas”, diz. “Elas eram ressignificadas na ausência de determinadas ervas ou remédios. Os cangaceiros já levavam consigo um receituário de curas populares, de rezas, de crendices que aprendiam em casa. Quando iam para o bando, levavam essas ervas com eles e muita coisa era ressignificada a partir do cotidiano deles”, explica o pesquisador, que na infância também teve muitas experiências com remédios caseiros e crendices populares.

“Já usei melão-de-são-caetano em frieiras (micoses), tomei leite-ferrado (com uma pedra fervida dentro) misturado com mastruz para engrossar o sangue, coloquei galho de arruda por trás da orelha para curar azia”, enumera, lembrando os tempos de criança na zona rural de Campina Grande.

Em relação à eficácia dos remédios caseiros, o historiador reconhece que este é um assunto complexo, “pois existem muitas discussões entre a medicina alternativa e a medicina científica”. Já as superstições chamam a atenção principalmente pelo inusitado, como as simpatias para curar verrugas, as quais recomendavam, por exemplo, passar um osso de animal morto por cima da verruga, uma lagartixa viva ou - acreditem - pó da terra por onde pisou um amancebado ou amancebada.
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 “Pegava-se o pó da pisada do sujeito e passava por cima da verruga. Logicamente que nada disso servia”, relata bem humorado, lembrando que a mãe o proibia de contar as estrelas do céu. Segundo ela, cada estrela contada era uma verruga nascida. “Mas eu nunca obedeci. Amava contar as estrelas”, finaliza.

A matéria foi sugerida por Kydelmir Dantas
Fonte PBagora

CLIQUE AQUI  e confira um resumo da pesquisa de Iranilson Buriti em arquivo PDF.

Extraído do blog: "Lampião Aceso"