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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Novo livro na praça - "Curiosidades e fatos sobre Lampião"


Depois do escritor Ângelo Osmiro agora é a vez dos confrades cearenses e os que estiverem de passagem prestigiarem a noite de autógrafos do amigo Haroldo Felinto. Natural de Acopiara-CE, pesquisador e escritor presidente da ACE - Associação Cearense de Escritores e membro do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará. Não é o seu primeiro trabalho sobre o tema, em 2008 ele estreava com "Lampião, Cangaceiros, contos e coisas do Sertão".

Haroldo Felinto nos traz nesse trabalho, baseado na leitura de vários livros que abordam o tema, alguns fatos referentes à vida pregressa de Virgulino ferreira da Silva, o Lampião. O autor não aborda a história cronologicamente, nos trazendo assim, fatos esparsos desse movimento que abalou o Nordeste brasileiro.

Algumas narrativas aqui encontradas estão próximas das lendas, enquanto outras devidamente comprovadas historicamente. Mas de uma forma ou de outra arraigada na memória do povo nordestino.

A pretensão do autor, percebe-se, não é nos trazer fatos novos ou revelações, seu propósito é de maneira leve, sucinta, sem o compromisso científico do historiador, mas com a pena do cronista, apresentar fatos da vida do maior bandoleiro do sertão"


(Trecho do Prefácio por Ângelo Osmiro Barreto).

"Curiosidades e fatos sobre Lampião" Editora Premius, 206 páginas. O lançamento será neste sábado dia 29/09 na Rua General Sampaio, 1128 - Centro - Fortaleza, CE. Você que não poderá comparecer pode adquirir o seu agora, ao valor de R$ 30,00 (Trinta reais) com frete incluso, através do E-mail franpelima@bol.com.br ou pelos telefones: 

(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819(OI).

Abraços Professor Pereira!



*Vera Ferreira é neta de Lampião e Maria. Foto pescada in: Blog da A.C.E.


Faça uma visitinha ao blog:
"FATOS E FOTOS"

 http://sednemmendes.blogspot.com

Na minha opinião - Fantasias do cangaceiro Balão

Por: José Mendes Pereira
Guilherme Alves- o cangaceiro Balão

"Uma vez me perdi do bando e fiquei um ano nas caatingas de Bebedouro, Jeremoabo, Cipó de Leite, sem ver uma alma viva. No começo eu estava com Anjo Roque e sua mulher". 

Ângelo Roque - Vulgo - Labareda

Continua. "Ele, porém, era ciumento e nos separamos. Fiquei só. Pensei em me entregar, mas seria morte certa. Vaguei pela caatinga como um porco-do-mato, comendo raiz de imbuzeiro, folhas e carne de bode." 

Onde ele cozinhava a carne, se passou um ano sem ver um pé de pessoa?. 

Continua o depoente: "Do cipó de mucunã tirava a água: a gente corta, assopra e ela vai caindo, avermelhada, mas doce. Quem não conhece o truque morre de sede pisando na água.

Consegui esconder-me até escurecer e então comecei a descer, seguindo o rio. Os soldados, porém, não haviam desistido, logo eu os senti na minha pista. Resolvi tentar driblá-los. Voltei e consegui outra vez furar o cerco 

No caminho derrubei um soldado que gritou, antes de morrer: "Pelo amor de Deus, eu não tenho culpa!" Depois contei mais de quinhentos buracos de bala na minha roupa e nos bornais." 

Pelo que ele diz levou muito tempo para contar os buracos de balas.

Pesquisado em:

Luiz Gonzaga: A Eternidade do Rei do Baião

Por: João de Sousa Lima
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Luiz Gonzaga: A Eternidade do Rei do Baião.


A Mostra Cultural 100 Anos de Luiz Gonzaga ainda permanece na lembrança das pessoas que participaram das homenagens aos 100 anos do Rei do Baião acontecido  em Paulo Afonso. O lançamento do livro sobre o centenário desse grandioso artista, o vídeo com os depoimentos de pessoas que conviveram com ele na cidade, a mostra do grande acervo com material relacionados a trajetória e a vida do artista.
Luiz Gonzaga foi a maior referência artística e cultural do nordeste brasileiro.


Foto: Óleo sobre tela do artista Falcão.


Sebastião Carvalho, João de Sousa Lima, Jorge Robson, e Elias Nogueira.


Elias, Wilson Seraine, João e Reginaldo.


Hermes Benzota, Elias, Seraine, João, Reginaldo e José Diniz.


Os palestrantes Wilson Seraine e Reginaldo.


Luiz Gonzaga em atuação de filme.


 O Rei do Baião em programa de televisão.


Oscar Silva, Jotalunas, João Lima e Hermes Benzota.


João Lima, Padre Celso Anunciação e Deca do Acordeon.

Super tiras - Enquadrando o cangaço

Por: Paulo Goethe

No especial do Jonal Diário de Perambuco produzido em 2008 sobre os 70 anos da morte de Lampião, uma das coisas mais legais dos quatro cadernos publicados no mês de julho daquele ano foi criar as histórias em quadrinhos idealizadas para fechar a contracapa de cada edição. 


Da ideia à concepção, restou pouco tempo para a execução. O diretor de arte Christiano Mascaro indicou o ilustrador Greg Holanda para a empreitada.


Nunca havia feito texto para quadrinhos e confesso que não é fácil. É preciso ter uma memória visual para que o texto dê margem às imagens do artista. Greg foi fera. Com pouco mais de uma semana, ele conseguia concluir uma história. Os temas seguiram uma ordem cronológica. 

A baronesa de Água Branca - Alagoas - Joana Siqueira Torres

A primeira narrativa de página inteira, Terror em Água Branca, destaca o primeiro grande ataque de Lampião. No município alagoano de mesmo nome, ele conseguiu roubar as joias da baronesa e ficar conhecido em todo o Nordeste.


O terceiro episódio, Amor sangrento, narra o drama da morte de Lídia, a companheira de Zé Baiano, considerado o mais brutal dos cangaceiros, o ferrador de mulheres. Por ter sido flagrada traindo o marido brabo com Bem-te-vi, ela se recusou a se entregar a Coqueiro, o cangaceiro delator. Bem-te-vi nunca mais foi visto, Coqueiro foi executado por ser traíra, e Lídia ficou para enfrentar seu destino. 

O cangaceiro Zé Baiano

Dizem que Zé Baiano chorou depois de matar a mulher a pauladas. Dizem. A última história, Vingança do “diabo”, narra a reação de Corisco ao saber da morte de Lampião. 

O cangaceiro Corisco

Ele mata e corta as cabeça de uma família inteira que julgava ter delatado o maior dos bandoleiros. Seis pessoas são degoladas e as cabeças enviadas para o tenente Bezerra, o homem que comandou o ataque em Angicos. Pode-se ver claramente a evolução da parceria com Greg. As imagens estão com mais riqueza de detalhes.

Tanto foi assim que Greg conseguiu o terceiro lugar no Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro com Vingança do “diabo”, na categoria "Desenho de humor". Não sei onde viram o humor, mas o desenho estava lá. Vocês é que podem julgar. Sou suspeitíssimo para elogiar.

Sobre o autor:  Paulo Goethe, 44 anos, no Diário de 1990 a 1997 e desde 2001

Fontes:
Diário de Pernambuco
http://lampiaoaceso.blogspot.com

Archimedes absorve Lampião - Lampião contra o Mata Sete

 Por: Severino Coelho Viana


SEVERINO COELHO VIANA - PROMOTOR DE JUSTIÇA  OPINA SOBRE O LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Iconografia do Cangaço no Le Monde_Brasil

O livro “LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE”, de autoria de Archimedes Marques, nós consideramos a contrariedade do libelo-acusatório ao livro “LAMPIÃO – O MATA SETE”, de autoria de Pedro de Morais.


Se tivéssemos a oportunidade de participar de um julgamento, fundamentado nas provas concretas constantes nos autos, nós absolveríamos o livro "LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE”, pelo o conteúdo irrefutável, e, por via de consequência, condenaríamos o livro “LAMPIÃO – O MATA SETE”, que se baseou tão somente em vagos indícios orais, na visão do autor e que lhe foram revelados por fontes frágeis de uma sustentação plausível.


O escritor Archimedes Marques usou uma linguagem corrente de fácil compreensão. Além dessa linguagem de cunho jornalístico transformou em palavras eloquentes porque soam a verdade dos fatos. Rebuscou o aprofundamento na verdade histórica com o devido cuidado de citar a fonte de onde retirou a informação.

Não emitiu juízo de valor porque tinha material suficiente para provar e comprovar a sua verdade. Mostrou ser um pesquisador obstinado, um zeloso pelo manancial abundante do cangaço, e, sobretudo, um relator que usa a decência para expor o fato com a naturalidade dos acontecimentos chegando repetir a lição com o reforço da pergunta nas suas justificativas.

Não se apegou a pequenez, nem distorceu o conteúdo, nem tampouco contrariou a história, simplesmente, foi verdadeiro. Por seu turno, as linhas tortuosas do livro o “LAMPIÃO – O MATA SETE”, infelizmente, o autor esqueceu o rumo da história do cangaceirismo, de modo diverso, tentou contrariá-la, afastou o seu roteiro, escondeu os caminhos claros e andou pelas veredas.

Trouxe um conteúdo que não interessa a ninguém, muito menos aos amantes, pesquisadores, curiosos da história do cangaço no Nordeste brasileiro. É patente a premeditação do enredo em busca do ataque.

A partir do primeiro capítulo e quando chegou ao último capítulo à emissão de juízo de valor subjetivo pelo autor fluiu de forma exacerbada que faz os pelos do leitor se arrepiar a ponto do tamanho do sobressalto e cair no campo da indignação.

O nosso entendimento sobre a história do cangaço, percebemos que a sua existência verificou-se entre o final do século XIX e começo do XX quando surgiram, no Nordeste brasileiro, grupos de homens armados conhecidos como cangaceiros. Estes grupos apareceram em função, principalmente, das péssimas condições sociais da região nordestina.

O latifúndio, que concentrava terra e renda nas mãos dos fazendeiros, deixava às margens da sociedade a maioria da população. Desde o século XVIII, com o deslocamento do centro dinâmico da economia para o sul do Brasil, as desigualdades sociais do Nordeste se agravaram. Entretanto, no sertão, onde predominava a pecuária, consolidou-se uma forma peculiar de relação entre grandes proprietários e seus vaqueiros.

Entre eles, estabeleceram-se laços de compadrio (tornavam-se compadres), cuja base era a relação de fidelidade do vaqueiro ao fazendeiro, com este dando proteção em troca da disponibilidade daquele em defender, de armas nas mãos, os interesses do seu patrão.

Os conflitos eram constantes, devido à imprecisão dos limites geográficos entre as fazendas e às rivalidades políticas, transformadas em verdadeiras guerra entre poderosas famílias. Cada uma destas fazia-se cercar de jagunços (capangas do senhor) e de cabras (trabalhadores que ajudavam na defesa ), formando verdadeiros exércitos particulares.

Nos últimos anos do Império, depois da grande seca de 1877-1879, com o agravamento da miséria e da violência, começaram a surgir os primeiros bandos armados independentes do controle dos grandes fazendeiros.

Por essa época ficaram famosos os bandos de Inocêncio Vermelho e de João Calangro. Contudo, somente na República o cangaço ganhou a forma conhecida, com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Que aterrorizou o nordeste de 1920 a 1938.

Havia uma razão para esse fato. Com a proclamação da República em 1889, implantou-se no Brasil o regime federalista, que concedeu uma ampla autonomia às províncias, fortalecendo as oligarquias regionais. O poder dessas oligarquias regionais de coronéis se fortaleceu ainda mais com a política dos governadores iniciada por Campos Sales (1899-1902).

O poder de cada coronel era medido pelo número de aliados que tinha e pelo tamanho de seu exército particular de jagunços. Esse fenômeno era comum em todo o Brasil, mas nos estados mais pobres, como Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, os coronéis não eram suficientemente ricos e poderosos para impedir a formação de bandos armados independentes.

Foi nesse ambiente que nasceu e prosperou o bando de Lampião, por volta de 1920, coincidindo o seu surgimento com a crise da República Velha. Depois da morte de Lampião, em 1938, nenhum outro bando veio ocupar.

Portanto, podemos entender o cangaço como um fenômeno social, caracterizado por atitudes violentas por parte dos cangaceiros. Estes, que andavam em bandos armados, espalhavam o medo pelo sertão nordestino. Promoviam saques a fazendas, atacavam comboios e chegavam a sequestrar fazendeiros para obtenção de resgates. Aqueles que respeitavam e acatavam as ordens dos cangaceiros não sofriam, pelo contrário, eram muitas vezes ajudados.

Esta atitude fez com que os cangaceiros fossem respeitados e até mesmo admirados por parte da população da época. O cangaceiro - um deles, em especial, LAMPIÃO tornou-se um personagem do imaginário nacional, ora caracterizado como uma espécie de Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres, ora caracterizado como uma figura pré-revolucionária, que questionava e subvertia a ordem social de sua época e região.

O nosso livro - “A VIDA DO CEL. ARRUDA CANGACEIRISMO E COLUNA PRESTES”, que este teve já vários enfrentamentos com o bando de Lampião, nós contamos o fato da história do ferimento no calcanhar de Lampião que passamos a reproduzir:

“Uma outra astúcia e habilidade de Lampião. Lampião vinha a cavalo com Antônio Ferreira, em dois cavalos meeiros, esquivadores, o Teófanes de Ferraz, o mesmo que prendeu Antônio Silvino, em Taquaratinga-PE, vinha com oitenta praças. Encontravam-se nos espigões das serras: Serra Pintada e Serra do Catolé. A força volante deu uma descarga e Lampião deitou-se no „santo Antônio da cela?, e saiu atirando com o mosquetão para trás e recebeu um balaço no calcanhar. Desse balaço, os cangaceiros fizeram um rancho no mato, na ponta da serra.

Depois Cícero Costa visitou o Lampião. Tinham dezesseis cangaceiros. Lampião anda nu, da cintura para cima, de cueca, de quatro pés, não podia se firmar em pé, sendo tratado por um raizeiro, conhecido por Valões. O Teófanes tomou conhecimento do rancho, voltou novamente e atacou o rancho. Não o cercou porque não tinha lugar disponível para o cerco. Nesse tiroteio morreram Cícero Costa, o Lavandeira, tendo os cangaceiros despitados, conduzindo nos braços Lampião e Antônio Ferreira. Adiante, quiseram deixar Antônio Ferreira, porque já quase morto com um balaço em cima do peito.

Foi quando Lampião reagiu: __ Não, se deixar o meu irmão, eu prefiro ficar com ele e morrer com ele. Durante a noite tinha chovido muito e caiu um grande pau de angico enramado. Imediatamente Lampião sugeriu: __ Vocês me deixem aqui debaixo desse angico e saiam deixando vestígio.

Ora, o plano fora um feito admirável. A força volante saiu atirando atrás, passou por cima dos galhos de angico com Lampião embaixo. Os cangaceiros levaram Antônio Ferreira. No dia seguinte, Lampião com sede e com fome, vinha um vaqueiro puxando uma vaca. Uma vaca chocalhada, aboiando e Lampião começou a gritar. O vaqueiro aproximou-se. Era o vaqueiro João Menino, pertencente ao engenho Montevidéu. O Lampião mandou buscar leite. O João Menino veio e ele disse que fosse a Patos avisar a Marcolino.

Patos se refere a Patos de Princesa, e não Patos Espinhara. Marcolino juntou sessenta homens e mandou buscar em redes, Lampião e Antônio Ferreira que se escondera em outro ponto. O Antônio Ferreira, apesar do ferimento mais grave, ficou bom, dentro de três meses já andava e conversava. Mas Lampião levou seis meses na casa de Luis Leão, sendo tratado por dois médicos. Luis Leão morava no sopé da Serra de Triunfo, casa grande, caiada, mas vivia em Princesa. Os médicos chamavam-se Dr. Severino Diniz e Dr. João Lúcio. Toda manhã o Sabino saia com uma bolsa de ferramenta, num burro e o Severiano a cavalo preto „estrela? e iam fazer os curativos de Lampião”. (fls. 38/39).
Nesse sentido - heroico/mitológico - o cangaço é precursor do banditismo que ocorre atualmente nos morros do Rio de Janeiro ou na periferia de São Paulo, onde chefes de quadrilhas também são considerados muitas vezes benfeitores das comunidades carentes.

Outro livro de nossa autoria “O PODER DA CIDADANIA”, assim explicávamos que o cangaço não acabou: “O antigo e autêntico cangaceiro nordestino caracterizava-se pela sua indumentária: roupa de cáqui, chapéu de couro, com as abas quebradas para cima, duas cartucheiras cruzadas no tórax e uma cercada nos quadris, um rifle, uma pistola, um facão afiado, um bornal, um par de sandálias de rabicho, cabelos puxados à brilhantina, cordão de ouro e o pescoço envolto de patuás e vivia no meio das caatingas ressecadas do sertão.

Enquanto que o novo e moderno cangaceiro, que atua em todas as regiões, o distintivo é sua vestimenta de etiqueta, paletó, gravata, sapatos macios, relógio de marca, cabelos escovados, frequenta hotéis e restaurantes de cinco estrelas, mansões e palácios, gabinetes e escritórios notórios, utiliza celular, Internet e televisão, municiado de armas de fogo de alto potencial ofensivo, dinheiro depositado em contas secretas no exterior, desvios e gastos excessivos do dinheiro público.

Mudou somente o perfil do cangaceiro da Antiguidade para o gangster da modernidade. A título de ilustração, trazemos à baila, com o fito de arregimentar o nosso artigo, comentários de pesquisadores na matéria e como analisaram o mundo do cangaceirismo”: Na visão de Billy Jaynes Chandler:

“O cangaço era um fenômeno exclusivamente do sertão”. “Sem encontrar garantia de proteção nem do patrão, nem do Estado, muitas dessas povoações do sertão se transformaram em verdadeiras selvas, onde cada um lutava pela sua sobrevivência. Parece, portanto, que o aparecimento do cangaço esteja intimamente ligado a este estado de desorganização social” ...

“Naquele tempo, a polícia era quase igual aos bandidos, e buscas como estas significavam a destruição quase total das casas e de seus conteúdos, além de maus-tratos aos seus habitantes1”.(fls. 167/168).

Parabéns! Archimedes Marques, o livro de sua autoria “LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE”, de forma resumida, mas autêntica, resgate toda a história verdadeira do cangaço no Nordeste brasileiro, que os grandes pesquisadores já haviam contado nos livros publicados anteriormente, no entanto, serve também como fonte ideal para os novos aprendizes questionarem este fenômeno social de sangue, suor e lágrimas.

João Pessoa, 25 de julho de 2012.

SEVERINO COELHO VIANA (Promotor de Justiça)
scoelho@globo.com



Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

Lampião na Seleções




Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O TERRÍVEL CANGACEIRO CORISCO

O cangaceiro Corisco

Segundo alguns escritores do cangaço afirmam que o cangaceiro Corisco foi um dos mais sanguinário que pisou nas caatingas do nordeste brasileiro. Mas, mesmo com toda crueldade que praticava  contra civis, jamais desrespeitou moças e mulheres. 

Fonte: http://thiagohmlopes.blogspot.com.br

Chegou a protestar os absurdos que o cangaceiro Zé Baiano fazia contra mulheres, e certa vez, disse-lhe que ele havia ferrado algumas mulheres, mas na sua presença, isto jamais iria acontecer, porque ele não deixaria ele praticar certas crueldades com mulher nenhuma.

 
O cangaceiro Zé Baiano

Depois que a Lídia resolveu amar o cangaceiro Bem-Te-Vi, sentindo-se traído, Zé Baiano enlouqueceu de vez, como se todas as mulheres eram culpadas dele ter sido traído, e a partir daí,  passou a maltratar quando encontrava uma mulher indefesa.

Mas Corisco dissera que mesmo as mulheres do seus inimigos não tinham culpas de algumas traições dos seus maridos contra cangaceiros, e por essa razão nunca violentou mulheres.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com  

CANGAÇO – MILLENARIAN REBELS: PROPHETS AND OUTLAWS - Parte II

Para os países que falam inglês
Typical house of a wealthy farmer in northeastern Brazil eighteenth century – http://tokdehistoria.wordpress.com

Prophets and Outlaws of the Sertão

Clique no link abaixo para ler a parte I


Today in the sertão[4], there are still a few ephemeral groups gathered around beatos, rapidly being dispersed by the police. There are also a few isolated bandits, mere brigands dedicated above all to theft. On the other hand, the orders of hired killers called capangas continue to proliferate. They are in the service of the fazendeiro,[5] who has taken great care to prevent any vague desire to rebel among his day laborers, mainly through pure and simple murder. This private militia gets support for its task from a police force and an army whose current means — helicopters, napalm, machine guns, radios, special troops — make any sort of social movement impossible. The security of the state is now assured in this vast arid region of northeast Brazil, which was once the place where messianic movements of great breadth developed together with the epic deeds of the cangaceiros[6].

And yet, there in the northeast, there are still people who remember the cangaceiros, Antonio Silvino, Sinhô Pereira, Lampiao, Corisco, who they imagine as champions of a lost world; people who preserve a sort of nostalgia for the time of the Conselheiro — an era of happiness, abundance and freedom comparable to the legendary times of Charlemagne’s empire and other enchanted realms. There are still those who pass down the legend of Father Cicero who is supposed to return to guide people to perfect happiness. Further south, in the serrana region, they pass down the legend of the “sleeping” friar João Maria, departing to find refuge on the enchanted mountaintop of Tayó. “From time to time, new emissaries of Brother João Maria come to announce his return; the last attempt happened in 1954. But the authorities keep watch and always manage to disperse the small gatherings of the faithful. But the memory of Brother João Maria does not seem to be close to burning out, and the places where he sojourned are venerated by his followers.”[7]

Now law reigns in the sertão, but this wasn’t always the case.

“Let the faithful, then, abandon all their worldly possessions, anything that might defile them with the faintest trace of vanity. All fortunes stood on the brink of imminent catastrophe, and it was useless and foolhardy to endeavor to preserve them.”[8]
Around 1870, the popularity of Antonio Conselheiro, otherwise called “the Counselor” would grow little by little in the villages of the interior, in the province of Bahia.

 
Antônio Conselheiro was born in this house in the town of Quixeramobim in the state of Ceará – http://tokdehistoria.wordpress.com

His true name was Antonio Vicente Mendes Maciel. He was originally from the state of Ceará, where a dark and bloody rivalry opposed his family to the Araújo family, the most powerful property owners of the region.

He appeared there announcing the end of the world, a cosmic catastrophe followed by the last judgment. He was sent by God and promised the faithful salvation and the delights of a Holy City in which peace and brotherhood would reign. It was Christ who prophesied his coming when “at the ninth hour, as he was resting on the Mount of Olives, one of his apostles saith unto him: Lord! what signs wilt thou give us for the end of this time? And he replied: many signs, in the Moon, in the Sun, and in the Stars. There shall appear an angel sent by my loving Father, preaching sermons at the gates, making towns in the desert, building churches and chapels, and giving his counsel.”[9]

On mountains made of schist flakes sparkling with mica, on immense expanses covered with caatinga[10] — “it stretches out in front of him, for mile on mile, unchanging in its desolate aspect of leafless trees, of dried and twisted boughs, a turbulent maze of vegetation standing rigidly in space or spreading out sinuously along the ground, representing, as it would seem, the agonized struggles of a tortured writing flora.”[11] —, on the plain on which nature has fun playing with the most abrupt contrasts, frighteningly sterile, marvelously blooming, the sertão had found its prophet.

Thin, austere, ascetic, dressed in a monk’s robe and sandals, he went from village to village, distributing everything that was given to him to the poor. He was a beato[12]. Very soon he was called “Saint Anthony” or “Good Jesus” A rumor attributed miracles to him; he had saved a young girl bitten by a radical snake; mule drivers had spread the news. Little by little his prestige grew. When he came, everyone rushed to him to seek his counsel. He was accompanied in his peregrinations by a few faithful. Over the months, the group became more consistent.

With his followers, he repaired churches and built chapels. Wherever he passed, he preached forcefully against the outrages, extortions and injustices that infested the region, which was racked by political struggles transformed into vendettas, into insensitive and bloody quarrels.

 
Modern design that portrays Antônio Conselheiro along with his followers – Author Pedro Marques – http://blogdopedromarques.blogspot.com.br

The Counselor’s influence had become impressive. In his harangues he spoke an apocalyptic language full of Latin quotations, a cryptic and inspired language that gave the impression that his message was from the beyond: “The end was surely coming and the great judge of all.”[13]

The prophet predicted strange things for the years to come, all announcing an imminent cosmic upheaval:

“In 1896, a thousand flocks shall run from the seacoast to the backlands; and then the backlands will turn into seacoast and the seacoast into backlands.

“In 1987, there will be much pasturage and few trails, one shepherd and one flock only.

“In 1898, there will be many hats and few heads.
“In 1899, the water shall turn to blood, and the planet will appear in the east, with the sun’s ray, the bough shall find itself on the earth, and the earth some place shall find itself in heaven.

“There shall be a great rain of stars, and that will be the end of the world. In 1900, the lights shall be put out. God says in the Gospel: I have a flock which is out of this sheepfold, and the flock must be united that there may be one shepherd and one flock only!”[14]

Only those who aided him and who followed him would be saved. He responded in this way to the deep aspirations of the poor to escape an underhanded fatality, a precarious and servile existence, oppression and desperation. His determination, his fieriness, his rage, his dynamic exhortations, had seduced them just as it had fascinated rebels, quilombolas (insurgent and escaped slaves living in hidden settlements called quilombos), unsubdued indians, all fugitives, mestizo or white, sought by village police.

Saint Sebastian had drawn his sword and when Conselheiro founded his first messianic community in 1873, in the area around Itapicurù in the province of Bahia, in many ways this recalled the cangaço[15] bands.

“There having arisen a misunderstanding between Antonio Conselheiro and his group, and the curate of Inhambupe, the former proceeded to draw up his forces as if for a pitched battle, and it is known that they were lying in wait for the curate, when he should go to a place known as Junco, in order that they might assassinate him. Those who pass that way are filled with fear at the sight of these miscreants equipped with clubs, daggers, hunting knives and blunderbusses; and woe to the one who is suspected of being hostile to Antonio Conselheiro”[16] — from a police report of the time.

The archbishop himself turned to the president of the province of Bahia, asking for reinforcements to contain “the individual Antonio Vicente Maciel, by preaching subversive doctrines who causes much harm to religion and to the state distracting people from carrying their obligations that they may follow him…”.[17].

Continuaremos sábado - 29-09-2012

Source of information 


Extraído do blog "Tok de História" do historiógrafo  e pesquisador do cangaço:
Rostand Medeiros

OS MISTÉRIOS DO ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ, CONTINUAÇÃO

Por: Honório de Medeiros
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SEGUNDA TEORIA ACERCA DA INVASÃO: O ATAQUE A MOSSORÓ RESULTOU DA PAIXÃO DE MASSILON POR JULIETA, FILHA DO CORONEL RODOLPHO FERNANDES (SEGUNDA PARTE)

CONTINUANDO A SAGA DE MASSILON:

6) INÍCIO DE JANEIRO DE 1927: Lampião retorna a Pernambuco; cruza Salgueiro, Leopoldina e Floresta.

7) 19 DE JANEIRO DE 1927: Lampião enfrenta, no lugar “Lagoa Queimada”, o Tenente Pedro Rodrigues.

8) COMEÇO DE FEVEREIRO DE 1927: Lampião enfrenta, no lugar “Umbuzeiro”, Termo de Lagoa do Monteiro, Pernambuco, os Tenentes João da Costa e Silva e Antônio Francisco.

9) ABRIL DE 1927: Décio Hollanda procura o Coronel Isaías Arruda para lhe pedir ajuda no ataque a Apodi, e lhe apresenta Massilon (fonte: depoimento de Mormaço e Bronzeado).

10) 10 DE MAIO DE 1927: Massilon ataca Apodi, Gavião e Itaú, no Rio Grande do Norte.

De Apodi os cangaceiros se retiraram pela manhã do mesmo dia 10, entre as nove e dez horas, rumo ao distrito de Itaú, RN.

Ali saquearam os estabelecimentos comerciais dos cidadãos Manuel Moreira Maia, Pedro Maia Pinheiro, João Alves Maia e as residências dos Senhores João Batista Maia e Paulino Pereira do Carmo (fontes: Raimundo Nonato da Silva, Raul Fernandes, Sérgio Dantas, Wálter Guerra, Marcos Pinto). Autores Intelectuais: Martiniano Porto, Décio Holanda, Benedito Saldanha, Quincas Saldanha, Tylon Gurgel. Executores: Massilon, Cajueiro, Cajazeiras, Calango, Lua Branca , Asa Branca, Rouxinol, Juriti, Limão, Júlio Porto , Miúdo, Gregório, João Pinheiro, Bronzeado , Luiz e Vicente Brilhante, José Coco, José Roque, José Pequeno e outros.


Tylon Gurgel, lider político em Pedra de Abelha, atual Felipe Guerra, e adversário do Coronel Chico Pinto, na época da invasão de Apodi por Massilon. Pedra de Abelha era distrito de Apodi.

11) DIA 12 DE MAIO DE 1927:– Lampião, que estava acampado em Porteiras, Ceará, segue viagem até a Serra do Diamante, terras do Coronel Isaías Arruda de Figueiredo.

12) DEPOIS DE 13 DE MAIO DE 1927: Massilon conhece Lampião.

Sérgio Dantas, em obra citada:

Em 11 de maio de 1927 Lampião penetrou no município de Jardim, Ceará, a légua e meia da vila de Porteiras. No dia 12 de maio segue viagem até a Serra do Diamante, terras do Coronel Isaías Arruda de Figueiredo, chefe político de Aurora e Missão Velha, no Ceará. Buscava refúgio e municiar-se. É o que nos contou o cangaceiro “Mormaço” quando interrogado em Pau dos Ferros, RN; Martins, RN; Mossoró, RN; e Crato, CE.

Em 10 de maio de 1927 Massilon tinha atacado Apodi, Gavião e Itaú. Como a empreitada fora toda orquestrada por Isaías Arruda, a pedido de Décio Hollanda, uma vez cumprido seu desiderato toma o rumo de Aurora, Ceará, aonde chega pelo dia 13 de maio para prestar contas de sua empreitada.


Cel. Chico Pinto, líder político e Prefeito de Apodi quando do ataque à cidade comandado por Massilon, a quem tinha sido encomendada sua morte

Aurora, penúltima semana de maio. Há dias Lampião já retornara da fracassada incursão à Paraíba. Finalmente – após longo périplo pontilhado de inúmeros percalços – alcançara o indevassável coito da Serra do Diamante, de Isaías Arruda.

Em dias subseqüentes, Lampião recebeu a visita de José Cardoso, parente do Coronel. Deslocara-se o fazendeiro até o valhacouto para apresentar-lhe o cangaceiro Massilon Leite.

O encontro de Lampião com Massilon deu-se em dias de maio, após o assalto a Apodi. Até aí, Lampião desconhecia completamente o novel bandoleiro. O cangaceiro Mormaço, em interrogatórios consignados nos processo-crime instaurados nas Comarcas de Martins e Pau dos Ferros, ambos em 1927, deixam claro esse particular. Também, nesse sentido, depoimento prestado por Jararaca à Polícia no mesmo ano. Todos são unânimes quanto à época do encontro.

13) 13 DE JUNHO DE 1927: Massilon ataca Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Em 10 de junho de 1927, pelas primeiras horas da manhã, Massilon entrou no Rio Grande do Norte junto com Lampião.

Dessa data até sua saída do Estado, em 14 de junho, à boca da noite, invadiu, junto com o bando, mais de vinte fazendas, quinze sítios, o Povoado Boa Esperança (hoje Município de Antônio Martins), o Povoado São Sebastião (hoje Município de Governador Dix-Sept Rosado), e o Município de Mossoró.

Em 12 de junho de 1927, passam ao lado de Caraúbas e Lampião é advertido : Por Caraúbas, não, Capitão. Lá se encontra o Gato Vermelho.

Dizem ter sido Massilon, velho conhecido de Quincas Saldanha , o Gato Vermelho, quem deu o aviso.

14) JULHO DE 1927: Comete homicídio em Aurora, Ceará. Episódio relatado pelo escritor Amarílio Gonçalves em “AURORA HISTÓRIA E FOLCLORE”.

15) 11 DE AGOSTO DE 1927: Ataca cercanias de Alto Santo, Ceará.
16) MARÇO DE 1928: Morre Massilon em Caxias, Maranhão .
Leiam, anteriores a este texto, em


4) O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSÓRÓ: PRIMEIRA TEORIA ACERCA DA INVASÃO (Segunda Parte);

Extraído do blog do professor, escritor e pesquisador do cangaço:  Honório de Medeiros 


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Entrevistas com Hermosa Góes Sitônio (João Pessoa - PB) e Zacarias Sitônio (João Pessoa - PB)

Por: José Romero Araújo Cardoso

A fazenda Abóboras está situada entre os municípios pernambucanos de Serra Talhada e Triunfo. Além da sede, destacam-se as pequenas propriedades ao redor, pertencentes ao espólio central, como a Pereiro, Xique-xique, etc.. Pertenceu ao "Coronel" Marçal Florentino Diniz, sendo permutada pelo sítio Baixio, em Princesa (PB), com o casal José Pereira Lima - Alexandrina Pereira Lima, sua filha e sobrinha do esposo. Zé Pereira transformou-a em importante empresa rural, grande produtora de algodão e de outros produtos sertanejos, exportados pela poderosa família Pessoa de Queiroz.

As Abóboras e o seu entorno se transformaram em valhacouto de Lampião. O cangaceiro a frequentava regularmente, talvez como forma de dar vazão ao seu imaginário e concepção de homem de projeção social, como sempre desejou.


Sabino Gório nasceu e foi criado nesta fazenda mantendo contatos ininterruptos com famanazes do banditismo rural sertanejo. Era homem da confiança de Marcolino Pereira Diniz.

Ao contrário do que Leonardo Motta e Rodrigues de Cavalho enfatizaram, Sabino das Abóboras, conforme revelaram Zacarias Sitônio e Hermosa Góes Sitônio, não entrou para o cangaço devido morte de um irmão de nome Gregório. Asseguraram que a inserção do temido pernambucano nas hostes do banditismo rural sertanejo, cuja participação na tentativa de ataque a Mossoró, em junho de 1927, foi enfática, se deu em razão do assassinato de um primo legítimo de nome Josino Paulo, surdo-mudo martirizado por Clementino Quelé, o célebre "tamanduá vermelho" das pilhérias dos cangaceiros.

A razão para o trucidamento do inocente Josino Paulo deveu-se à morte de um irmão do valente Quelé, vitimado por balas disparadas por irmão da vítima, de nome José Paulo.

No combate que definiu a entrada de Sabino das Abóboras no perigoso mundo do cangaço, Quelé se encontrava acamado, vitimado por bexiga. Conforme os entrevistados, o famoso guerreiro de Santa cruz da Baixa Verde (PE) se deslocou, como um raio, até uma das fazendolas que circundam as Abóboras, com o propósito deliberado de levar avante vingança, não se importando a quem atingia.

Poucos cangaceiros foram tão cultivados, fora o chefe Lampião, do que Sabino Gório, cuja presença no cangaço a cultura popular se encarregou de perpetuar, a exemplo da trova divulgada pelas quebradas do sertão, a qual dizia: "Lá vem Sabino mais Lampião, chapéu quebrado, fuzil na mão".

Entrevistas Pessoais:

SITÔNIO, Hermosa Góes. João Pessoa (PB), 10 de agosto de 1991.SITÔNIO, Zacarias. João Pessoa (PB), 10 de agosto de 1991.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo, Professor da UERN - Universidade Estadual do Rio Grande do Norte


http://cangacoarte.blogspot.com.br/2011/02/sabino-uma-especie-de-seguranca-de.html