Seguidores

sábado, 15 de dezembro de 2012

Telegramma à Secretaria da Policia e Segurança Publica - 15/08/1929

Por: Rubens Antonio

Telegramma Secretaria da Policia e Segurança Publica da Bahia
De Quixabas - 68-136 - 18 de agosto de 1929

Dr. Secretario Policia - Bahia - (...) Tenho informar vossencia que Alfredo Barbosa teve em sua protecção muitos tempos os criminosos 


O cangaceiro Arvoredo

Hortencio Gomes Lima vulgo Arvoredo, Christino Gomes Lima vulgo Corisco, 

O cangaceiro Corisco

Faustino Gomes Lima conhecido ultimamente por Pae velho, irmãos Novatos, sendo que Hortencio acha-se armado fuzil (mauser) offerecido por Alfredo Barbosa, os demais eram merecidos tambem por sua valiosa protecção, tanto assim ultimamente Faustino, vulgo Pae Velho, achava-se homisiado fazenda Alfredo Barbosa. 

Foram roubados diversos animaes conduzidos para a fazenda do citado Alfredo Barbosa e alli foram vendidos por Faustino e bem assim anda grande centenas de pelles de creações furtadas e mortas pelos remettentes Curisco, Hortencio, João Ribeiro Silva, Manoel Ribeiro Silva vulgo Chileleu, Silvestre Gomes Lima, Ambrosio Gomes Lima e Manoel Gomes Lima vulgo Pé-na-meia, sendo estes tres ultimos filhos de Faustino, irmãos de Hortencio por intermedio de Pedreo Gomes Lima vulgo Judioca cujas pelles entregues a Faustino e vendidas a Pedro Borges em Bejo do Catuny tambem protector, sendo que Alfredo Barbosa sabia occorrido conforme, quando presos filhos Faustino e parentes, aqui relataram, bem assim comparsa tambem bandido Manoel Ribeiro Silva, vulgo Chilileu, conforme sciente vossencia por telegramma pt. 

Lembro vossencia que os irmãos Novatos foram presos primeira vez em Jaguarary a mando Capitão Arthur Cortes por ordem vossencia alli resistiram prisão, constando que Alfredo Barbosa naquella occasião requera habeas corpus em favor mesmo no Estado Pernambuco logar Boa Vista para onde tinham sido remettidos voltando mesmos a residir Jaguarary protecção Alfredo Barbosa, occasião Curisco e Hortencio achavam-se sobre protecção Alfredo Barbosa, tanto que deante denuncia Hortencio tambem preso em Joazeiro Alfredo trabalhou soltura voltando Hortencio residir fazenda seu patrão, onde varias vezes policia perseguiu-o juntamente Curisco e Faustino de tudo isso Alfredo era conhecedor. 

Esse Alfredo Barboza que quer defender não ser protector de bandidos muito concorreu para defender os bandidos da cadeia que hoje acham-se no grupo Lampeão. Lembro ainda vossencia que os irmãos Novatos criminosos eram reforço com toda certeza de Lampeão neste Estado e protegidos escandalosamente por Alfredo Barbosa em Jaguarary quaes ja tinham sido asseclas do grupo no Estado de Pernambuco por alcunha “os grandes” que tudo expuz a vossencia. Saudações.

(a) Tenente Waldemar Lopes Commandante Contingente


Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
Rubens Antonio

http://cangaconabahia.blogspot.com

Enquanto não vem cangaço - O Castelinho da Rua Apa


Rua Apa, esquina com a Avenida São João, bairro de Santa Cecília, São Paulo. Esse é o endereço do castelinho. No dia 12 de maio de 1937 os três donos do castelinho foram encontrados mortos: Álvaro, Armando e Maria Cândida.


Álvaro tinha viajado e voltou com a ideia de transformar o antigo Cine Broadway, que pertencia a família, em um lugar pra patinação. O irmão Armando era contrário a ideia alem de ter achado algumas notas promissórias no nome de Álvaro.No dia 12 de maio de 37 os três foram encontrados mortos. Muitos deram o caso como assassinato seguido de suicídio. Álvaro teria matado o irmão por não concordar com a ideia do rinque de patinação na versão contada pela polícia.
     

Só que haviam alguns pequenos problemas: Os corpos dos irmãos estavam posicionados de forma paralela entre eles, e por que a mãe tinha sido morta? O cabo da arma usada nunca foi encontrado, e não teria como Alvaro ter suicidado com dois tiros de acordo com as perfurações.
     

Armando foi encontrado morto e com olhos abertos, quem cuida desses casos diz que a pessoa morre de olhos abertos quando são mortas de surpresa. As balas que mataram os três tinham calibres diferentes, uma das balas provinha de uma pistola Mauser alemã 9mm, que era de Álvaro, e de uma Magnum Parabello, que nunca foi encontrada. (se quiser conhecer um pouco das pistolas parabellum é só clicar AQUI ).

Segue a foto dos corpos dos irmãos tal qual foram econtrados:

A parte sobrenatural

Dizem que depois disso todas as pessoas que tentaram passar a noite dentro do castelinho disseram ouvir vozes e barulhos estranhos.

Um comediante de renome, Ankito (Anchinzes Pinto), morou no castelinho em 1944 e disse que era normal ouvir vozes, barulhos estranhos, pessoas na escada durante a noite, portas se abrindo, até encontrar torneiras abertas quando acordava, mas como dizia não ter medo, morou por um bom tempo lá. Depois uma família se mudou pra lá, e disse que também ouvia as mesmas coisas.

O número do castelinho é 236, e somando esses números temos o número 11, que é o número da magia e do sobrenatural.

O "Castelinho da rua Apa" é uma das lendas urbanas paulistanas mais conhecidas.

http://medob.blogspot.com.br

Carta de Pão de Assucar, Alagoas, ao Presidente da República - 23 de junho de 1926

Por: Rubens Antonio

PÃO DE ASSUCAR, 23 DE JUNHO DE 1926

EXMO PRESIDENTE DA REPUBLICA, COVERNADORES DOS ESTADOS, PRESIDENTES DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAES:

– Os abaixo firmados, autoridades federaes e estaduaes, commerciantes e proprietarios em Pão de Assucar, Estado de Alagoas, inspirados pelo nobre sentimento de humanidade, irmanados no soffrimento atroz dos seus irmãos, victimas indefezas das depredações, incendios, assassinios, violencias, espancamentos, estupramento, praticados pelo sinistro grupo de bandoleiros, chefiados pela féra vil e desforme por alcunha 


“Lampeão”, ainda espectadores das ruinas, cicatrizes, lamentações dos orphãos deshonrados e dos que ficaram em completa miseria, recorrem aos Governos dos Estados, ás Associações Commerciaes e aos bandos precatorios para um justo e valioso auxilio, soccorrer as miserias implantadas e para a restauração dos escombros do Commercio dospovoados de Olhos, Caboclo, Serrote da Furna e Tapera, pontos cardeaes, fadado ao campeio da horda de cannibaes.

Appellamos para a imprensa Brazileira, nossos patricios e patricias e lançamos o nosso brado de angustia e desejo para a obtenção da importancia de cento e cincoenta e oito contos quantia esta comprovada e julgada por peritos idoneaos, para a restauração do commercio sinistrado, para a expulsão da fome dos flagellados e para enxugar as lagrimas copiosas derramadas por nossos irmãos conflagrados. Para authenticar os horrores e o requinte de pervesidade demonstrado, é sufficiente indicar as photographias dos escombros estampadas nas revistas do Paiz e expor o caso do assassinato do proprietario Manoel Soares, que procurando evitar o estupramento de sua filha que pedia soccorro, foi sangrado miseravelmente, sendo apresentado o cadaver, em regosijo de tão bestial acção. Innumeros desatinos praticados, seria prolixo communicar.

A commissão agradecida pelo caridoso apoio que nos proporciona para esssa meritoria Caridade, roga encarecidamente que as esportulas sejam enviadas directamente ao sr. presidente da Associação Commercial de Alagoas.

Foram tomadas as providencias pelo homem de rija tempera governador Costa Rego, que não poupou esforços em extinguir o tetrico grupo, o que infelizmente não logrou, em face da tamanha velocidade que foram feitos os assaltos.

Os nossos sentimentos ajoelham–se agradecidos, com uma prece ao Creador, pelo animo que offerecem aos deshonrados de ventura. Com estima e consideração subscrevem–se

Manoel Pastor da Veiga, 
Manoel Campos, 
Manoel Rego, 
Alvaro Simas

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
Rubens Antonio

http://cangaconabahia.blogspot.com

Convite!!!


Lançamento do livro "Lembrar e Escrever, não é só querer..." de autoria do  Manoel Cavalcanti de Souza o ex-volante"Neco de Pautilia".


Finalmente o sonho se realiza. O evento ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2012, as 18 horas, no Espaço Cultural João Boiadeiro, Floresta-PE. 
Para maiores informações e aquisição de exemplares, falar com Alaíde Cavalcanti (filha de Seu Neco) , Contatos Fone (87) 9927 5853. por email:alaidecavalcanti@hotmail.com

Créditos da informação:

Arthur Denis Carvalho

http://lampiaoaceso.blogspot.com

A Primeira Vez!

Por: Capitão Alfredo Bonessi

A primeira vez é inesquecível.
Outras vezes buscarás reviver a primeira vez.
Nunca conseguirás. 
Em  frenéticas  tentativas de reencontrar a primeira vez, cada vez mais longe estarás dela.
Até que a escuridão total te envolva e merculhes na bruma escura da morte para sempre.

 
opmixdanet.blogspot.com

Diga NÃO a primeira vez.
 Diga NÃO as drogas.
 Nunca experimente.
Salve Vidas 
Denuncie quem te convidou para a primeira vez.

Enviado pelo autor.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Lampião era um homem bom

Por: José Mendes Pereira

Muitas são as acusações dirigidas ao rei do cangaço - Lampião - mas muitos remanescentes do bando do rei afirmaram aos repórteres e pesquisadores, que Lampião tinha o seu lado humano.

O cangaceiro Volta Seca disse ao repórter do Jornal “O Pasquim”, Nº. 221 – Setembro/Outubro de 1973, que Lampião não era só um homem vingativo e perverso. Também fazia caridade para a maioria dos necessitados. 

O cangaceiro Volta Seca

Durante o período em que Volta Seca conviveu no bando, viu muitas vezes Lampião tirar do bornal, dinheiro e doar às pessoas necessitadas. Se alguém lhe fizesse um pedido ele tentava ajudar (desde que não fosse por exploração), seria imediatamente resolvido.  Apesar de ter sido um homem aparentemente trancado, mas era bastante generoso, atencioso e além de tudo, educadíssimo.

Lampião

Qualquer pessoa que fizesse algo de bom para ele, já estava protegida. O que ele não gostava mesmo era desses como se diz, caguetas; aqueles que espalhavam coisas sobre as suas vinganças. E para essas pessoas, ele tinha um apelidozinho: 

"Chamava-as de Linguarudos”. 

O que Volta Seca disse aos repórteres foi confirmado no jornal "A Notícia", que circulou no dia 8 de março de 1931 - fonte: "Tok de História" que um ex-cangaceiro de Lampião, chamado Otaviano Pereira de Carvalho, afirmou-lhe em entrevista o seguinte:  

“-Lampião era um bom homem que vivia na espingarda, mas era educado. Possuía gestos de generosidade. Distribuía dinheiro com os pobres, os cegos e falava muito pouco, isto é, só falava o necessário”.

O cangaceiro Balão

A entrevista que Balão cedeu em 1973 à Revista Realidade, afirmou também quase isso.  Na íntegra: “Até Hoje o povo pensa que LAMPIÃO matava por qualquer coisa. Mas nunca o vi mandar matar alguém a sangue frio. E as fazendas por ele destruídas eram dele mesmo. Lampião havia comprado as terras em sociedade com um tal de Petro de Alcântara Reis. São elas: Tronqueira, Cachoeirinha, Formosa. Mas Petro as registrou apenas em seu próprio nome. LAMPIÃO zangou-se. Eu mesmo ajudei a matar muito gado a tiro, na Cachoeirinha. Petro fugiu para Alagoas".

O coiteiro de Lampião - Mané Félix

O coiteiro Manoel Félix, o único que teve a honra de ser o último a  frequentar o coito do rei Lampião na noite que antecedeu a sua morte, disse ao jornalista 

Jornalista Juarez Conrado - http://lampiaoaceso.blogspot.com

Juarez Conrado (faleceu em 2010), que não tinha nada a dizer contra o afamado Lampião, como a grande maioria dos moradores de Poço Redondo, que nunca chegaram a ver o bandido praticar qualquer crueldade na região contra os que ali viviam.               

Mas se Lampião nunca fez crueldades naquele lugar, as volantes de policiais eram temidas e odiadas pela população, devido às barbaridades que elas praticavam, no intuito de serem os maiorais combatentes aos asseclas, onde muitas vezes, impiedosamente, maltratavam os que elas achavam que eram coiteiros de Lampião.  O coiteiro Manoel Félix ainda afirmou que era amigo particular de Lampião, e disse  que não estava exagerando, mas com toda sinceridade:

"Lampião era  um homem fino e bastante educado."  
            
Todo brasileiro tem na mente que  Lampião era um sanguinário em todos os momentos. Mas os seus remanescentes afirmaram a vários repórteres, escritores  e pesquisadores, que Lampião só era suçuarana para aquelas pessoas que não o respeitavam,  principalmente  quando solicitava quantia em dinheiro e não era atendido.  

Mas existe o ditado: O  certeiro que faz um cesto faz um cento. Por esse motivo o rei Lampião foi condenado diante de muitos que não o entenderam.

 Fontes de Pesquisas:

 Jornal "O Pasquim" - Número: 221 - 1973.
 Revista Ralidade - 1973. 
 Jornal "A Notícia" -  8 de março de 1931 - Rostand Medeiros.
 Pérolas: Delírios literários - Juarez Conrado.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Eleita Diretoria do GPEC Por: Narciso Dias


O GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço elege sua primeira diretoria, composta pelos confrades:

Narciso Dias    - Presidente
Jorge Remígio - Vice-presidente
Cel. Nóbrega   - 1º Secretário
Jair Tavares    - 2º Secretário

Membros:
Francisco Pereira Lima
José Otávio Maia
Demétrius Sousa
Manoel Costa
Joaquim Furtado
Bira Delgado
Valdeny Arraes
Antonio Bezerra

Narciso Dias - 
Presidente do GPEC e Conselheiro Cariri cangaço.

NOTA CARIRI CANGAÇO: 
Em nome do Conselho Consultivo e de toda a família Cariri Cangaço, externamos os votos de pleno sucesso ao GPEC, nascido da dedicação, esforço e principalmente do amor de cada um deseus membros, pelas coisas de nosso nordeste e pelo cangaço.

http://cariricangaco.blogspot.com

Luzia Paiva - Um anjo em figura de mulher guerreira!


Mossoroense de registro, mas nascida em Alagoinhas, localidade de Mossoró. Filha de Domingos Fernandes Pimenta (in memoriam) e Raimunda Paiva Fernandes (Dona Mundica). Sétima filha de uma família de nove, sendo a mais nova das mulheres. Vinda de uma família católica apostólica, praticante, em que todos os irmãos têm nomes de santos. Luzia, nome escolhido pelo pai, foi uma homenagem à Santa Luzia, a padroeira de Mossoró. Tinha forte ligação com o pai, um homem simples, de ensinamentos sábio e valoroso 

"Tenho um imenso prazer em dizer 
que foi meu pai quem fez o parto e me 
trouxe ao mundo."

Da infância com aroma de cajarana, tem boas lembranças: o pai sentado na cadeira de balanço no alpendre, banho de chuva e muita liberdade, que viria a se tornar rara quando se mudou para cidade por ocasião dos estudos. Uma recordação desta época, que a marca até, foi quando decidiu cortar o longo cabelo o mais curto possível, pois usava sempre duas tranças feitas por suas irmãs, que lhe renderam o apelido de "menina de trança"... e muita pertubação dos colegas de escola.

Luzia Paiva é cunhada do administrador deste blog

Ao chegar em casa, seu pai bravejou: "Você agora parece mais com um dos seus irmãos, porque o cabelo, minha filha, é a moldura do rosto de uma mulher!". Ficou tão arrependida que prometeu ao pai que deixaria os cabelos crescerem outra vez e nunca mais os cortaria tão curto. Cumpre a promessa até hoje.

Glória Maria e Luzia Paiva em Jerusalém

É mãe de três filhos: Ariana, Amorim Terceiro e Pedro Henrique! Avó de Maria Letícia e João Pedro. Como ela mesma os define: "Meus amores, minhas paixões, minha vida!".

Luzia Paiva - filhos e netos

No âmbito profissional é assistente social, artista plástica, cronista e correspondente da Revista Nosso Estado.

Um dos seus maiores prazeres é pintar. Descobriu a pintura num movimento de introspecção e, por convite da amiga Mirian de Souza, iniciou um curso. "Foi uma bênção - considera: cada tela é uma gestação" - É como se fosse um filho! Nos primeiros dias até acordava à noite para admirá-las!".

Tem a Bíblia sagrada como seu livro de cabeceira e define como uma mulher de infinita compaixão pela dor do próximo, que busca constantemente a autocompreensão como meio para entender o próximo. Sonha e idealiza a igualdade social, o respeito e a paz entre as pessoas. Tem a mania de fazer filmes mentais de seus objetivos de vida, o que considera um exercício eficaz e emocionante. Nas cenas de sua vida há sempre a mesma trilha sonora: "Não quero ver você triste" e "Comandante do seu coração", ambas de Roberto Carlos.
Miriam de Sousa

Miriam de Sousa - proprietária da TV Ponta Negra de Natal-RN

Falar de Luzia é muito agradável, pois tenho o prazer de conviver com esta mulher maravilhosa! Luzia é um misto de criança e mulher. Criança doce, meiga e muitas vezes ingênua. Mulher forte, corajosa, lutadora, sensual. Uma mulher de presença muito forte. Onde chega a atrair os olhares de todos, pela sua beleza interior e exterior. Um ser lindo! Amorosa, carinhosa, prestativa. Uma mãe apaixonada pelos seus filhos. 

Luzia Paiva em Jerusalém

Uma mulher vaidosa. Sempre arranja tempo para cuidar seu corpo, e da sua mente. Está sempre em busca de  autoconhecer-se, de estar bem consigo mesma, em busca da felicidade. A sua sensibilidade pode é bem perceptível através das suas telas. Quanta vida e quanta cor ela põe quando pinta. É uma excelente companhia muito religiosa. Tem uma conexão com o divino, muito intensa. Todos nós nascemos com uma centelha de divindade. Quando esta centelha brilha intensamente nós experimentamos nossos melhores e mais nobre aspecto. Lu, continue na sua busca e seja feliz. 

Miriam de Sousa.

Fonte: Revista Nosso Estado
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Benjamin Abraão Botto e a involuntária extinção do cangaço comandado por Lampião

Por: José Romero

Natural da região compreendida pela Palestina bíblica, o sírio-libanês Benjamin Abraão Botto chegou ao Brasil no ano de 1914, fugindo da convocação compulsória para lutar na Primeira Guerra Mundial, determinada pelo império inglês que dominava a região na época.


Benjamin Abraão - Fotógrafo de Lampião
                   
Botto rumou para o Ceará, na companhia de outros conterrâneos que alimentavam o mesmo objetivo. Na terra de Iracema, manteve contatos no Juazeiro do Norte com o célebre padre Cícero Romão Batista, tornando-se secretário particular do polêmico sacerdote católico.

Interessado em cinema e fotografia, Botto foi o responsável pelas únicas imagens cinematográficas existentes de um dos protagonistas do "milagre da hóstia". Em Juazeiro do Norte, no mês de março de 1926, assistiu à chegada do grupo de cangaceiros chefiado por Lampião, o qual atendia convocação do caudilho Floro Bartolomeu da Costa, cujo objetivo era implementar a participação dos bandoleiros das caatingas no combate à Coluna Prestes, compondo os ´Batalhões Patrióticos´ formados no governo Arthur Bernardes.

Floro Bartolomeu

Com a morte do padre Cícero Romão Batista, no ano de 1934, Benjamin Abraão Botto começou a elaborar ousado projeto que objetivava captar imagens fotográficas e cinematográficas do bando comandado por Lampião, cuja atuação havia se concentrado, desde 1928, entre os estados da Bahia, de Sergipe e de Alagoas.

A conseqüência imediata e inevitável da ousada tentativa cangaceira de atacar a cidade de Mossoró, a qual desfrutava na época o status de já ser a segunda cidade do Rio Grande do Norte, foi o recrudescimento impressionante da perseguição de forças volantes ao bando depois da primeira derrota de Lampião, graças à ação dos mossoroenses. 
                 
Exemplo disso observou-se quando da entrada triunfante de Lampião e seus cangaceiros, no ano de 1926, na cidade pernambucana de Cabrobó, após receberem falsas patentes de oficiais do Exército Brasileiro, ´documentadas´ em Juazeiro do Norte pelo engenheiro agrônomo Pedro de Albuquerque Uchoa, a mando do padre Cícero Romão Batista, tendo em vista que Floro Bartolomeu havia sido transferido, às pressas, para Fortaleza por causa de agudas crises de angina, falecendo pouco depois, na então Capital Federal, para onde fora enviado com urgência. Lampião chegou àquela cidade de Pernambuco na companhia de cerca de 120 homens. Em 1928, após o frustrado ataque a Mossoró, Lampião empreendeu fuga desesperada para o sertão meridional, na companhia de apenas quatro asseclas. O resto do bando ou estava morto ou nas cadeias espalhadas pelos estados nordestinos que aderiram à perseguição implementada pelo governo de Juvenal Lamartine.

No eixo compreendido pelos estados baiano, sergipano e alagoano, a ´Fera do Pajeú´ recompôs o bando e inaugurou nova fase da atuação de sua vida bandoleira, encontrando pouca experiência militar que rivalizasse com suas táticas de guerra de guerrilha, razão pela qual a Bahia se apressou em contratar homens experientes para combatê-lo, como os famosos Nazarenos, eternos perseguidores do ´Rei do Cangaço´, não esquecendo ainda de citar José Osório de Farias, o famoso Zé Rufino, o matador de Corisco, o ´Diabo Louro´.

Zé Rufino em 1938 - Acervo de Rubens Antonio. tokdehistoria.wordpress.com

No ano de 1936, amadurecido o projeto de ir ao encontro de Lampião e seu bando nas caatingas baianas, com o apoio da AbaFilm, empresa localizada na capital cearense, Benjamin Abraão Botto inicia sua peregrinação, intuindo realizar o que até então era inimaginável, quer seja, fotografar e, principalmente, filmar o ´modus vivendi´ dos cangaceiros do bando de Lampião.

[Lampiao.br+01.jpg]
Lampião

Orgulhoso e pouco enfático quanto à reflexão referente à relação entre causas e efeitos fomentados por gestos e ações que suscitam profundas e concentradas análises, como no caso do ataque tresloucado a Mossoró, Lampião não demorou a demostrar interesse em contribuir com o projeto de Benjamin Abraão. O cangaceiro conhecia o cinema, pois tinha assistido vários filmes na companhia do bando, encantando-se com as imagens em movimento da Sétima Arte.

Durante mais de um semestre Benjamin Abraão conviveu com os cangaceiros, fotografando-lhes e filmando com entusiasmo a movimentação e o dia-a-dia do grupo bandoleiro.
               
Homens rudes, com pouca instrução, faltando-lhes clarividência, demonstraram indisfarçável alegria por protagonizarem um projeto cinematográfico inédito e ousado. Nem as relações polêmicas entre os cangaceiros e protetores foram poupadas, pois tudo foi captado pela câmera do entusiasmado sírio-libanês.
                
O filme foi apreendido pelo DIP. O ditador assistiu a película com os representantes do setor de segurança nacional, os quais ficaram horrorizados com as imagens mostrando coiteiros recebendo dinheiro dos bandidos, cangaceiros vistosamente adornados com ouro, prata e jóias, enfim, a dimensão exata dos quase vinte e dois anos de rapina sob o comando de Lampião.
                 
A ordem para eliminar Lampião e seus sequazes foi dada, restando pouco tempo de vida ao bandido desde que Vargas constatou a dimensão do que estava acontecendo no nordeste brasileiro.
                
Coiteiros, homens de importância social no sertão, políticos de projeção, foram presos. Botto teve pouco tempo de vida, sendo assassinado no lugar Pau Ferro, atual Itaiba, pertencente à comarca de Águas Belas(PE), no ano de 1937, antes de Lampião e dez companheiros de cangaço perecerem na grota de angicos, município de Poço redondo (SE).

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da UERN, Campus Central, Mossoró/RN.

OBS.: Corrigido por sugestão do digníssimo Promotor de Justiça Potiguar Dr. Ivanildo Silveira, sócio da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, de quem o autor se orgulha de ser amigo particular. Abaixo segue íntegra de e-mail recebido:

Ivanildo Silveira

VALEU AMIGO JOSÉ ROMERO,

ESSA SUA COLUNA NO "SERTÃO INFORMADO", É MUITO BOA.
PARABÉNS AMIGÃO.


SÓ A TÍTULO DE COLABORAÇÃO, NAQUELA MATÉRIA QUE VOCÊ FEZ SOBRE O BENJAMIN ABRAHÃO, ELE FOI ASSASSINADO NO LUGAREJO CHAMADO "PAU FERRO, ATUAL ITAIBA/PE", PERTENCENTE À COMARCA DE ÁGUAS BELAS/PE, E NÃO SERRA TALHADA, COMO O AMIGO INFORMOU. OK. MAS, DE UM MODO GERAL, A MATÉRIA ESTÁ MUITO BOA.

UM ABRAÇO E UMA BOA SEMANA.

IVANILDO SILVEIRA

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A entrevista do Cel. José Pereira de Princesa Isabel - Por: Roberto Sávio

Coronel José Pereira de Lima

Em 02/05/2006 às 04:02

Peço permissão ao ilustre jornalista Anco Márcio, para divulgar no seu site uma entrevista do Coronel Zé Pereira, que foi publicada na Revista “O Cruzeiro” de 08.10.1949, sob a responsabilidade do jornalista José Leal, considerando que os fatos narrados, além de relevantes, são a história legítima da Paraíba e do Brasil, devendo ressaltar que o seu conteúdo não consta nos livros, mas, apenas em uma revista comemorativa, editada pela família do inesquecível ex-deputado José Pereira Lima da histórica cidade de Princesa Isabel/PB, por ocasião do seu centenário de nascimento.

Clique no link abaixo para você continuar a entrevista do coronel José Pereira de Lima de Princesa.

http://www.ancomarcio.com/site/publicacao.php?id=2929

Último dia da semana dedicada ao rei do baião - Segunda Carta à Luiz Gonzaga

Por: Rogério Mota

Grande Luiz! O Nosso eterno Rei do Baião. Todas as homenagens que este povo que te amou muito e continua a te amar, lhe foi prestada e uma mais bonita do que a outra pelos os seus 100 anos. 


Até o Google lhe prestou uma linda homenagem, quem imaginava, internacional! Você seu Luiz é merecedor de tudo isso. Seu Luiz, na minha primeira carta, contei-lhe do sofrimento que o Nordeste vem passando com a maior seca de todos os tempos. Pedi para o senhor falar aí no céu até com o Nosso Senhor Jesus Cristo, 


é seu Luiz, até agora o sofrimento continua danado com os nossos irmãos sertanejos. Fala agora com o Padrinho Padre Cícero,


com o Frei Damião quem sabe, que eles talvez resolvam e tenham piedade de nós.


Os nossos governantes estão publicando nos jornais que estão providenciando tudo para resolverem a situação. Estão fazendo seu Luiz, é coisa paliativa, deveriam é fazer coisas mais sérias pra acabar de vez com estes problemas. Fazer as obras das transposições, realmente serem levadas à sério como estão levando os estádios para a Copa do Mundo. Vai seu Luiz, pedi aí no Céu, pedi pelo nosso Nordeste que o senhor tanto amou e cantou por este Brasil afora. Estamos aguardando seu Luiz Gonzaga, um milagre acontecer.

Enviado pelo autor: Rogério Mota

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O JAGUNÇO DE BATINA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

O JAGUNÇO DE BATINA

Nas terras do Mundaréu e arredores, até por toda região de Labareda todo mundo conhece essa história. Muitos não gostam de falar por medo, receio que algo ruim lhe aconteça, ainda que o tal episódio tenha acontecido já desde quase cem anos.

Sobre o assunto só falavam baixinho, às escondidas, olhando de canto a outro. Mentira ou verdade, fato é que a lenda do jagunço de batina ou do padre jagunço se firmou de tal modo na consciência do povo que, de geração a geração, foi sendo repassado o baú sempre acrescido dos estranhos acontecimentos.

Não sou besta de dizer quem me contou, pois o homem me pediu por tudo na vida que não revelasse sua identidade nem em qual circunstância relatou o que sabia. Mas sobre isso, coisa que não mereça ficar no túmulo do esquecimento, digo logo que foi num botequim afastado, num canto de balcão, tendo à frente uma garrafa da mais autêntica aguardente. Pinga da boa, casca de pau. Angico. Ou umburana?

Tanto faz. Não lembro bem. Também tomei umas duas. Mas vamos lá. Contou-me o homem que ouviu dizer de quem já tinha ouvido dizer de boca passada a boca, que nos tempos mais antigos, ali mesmo naquele lugar e região vivia um poderoso coronel sertanejo, sujeito analfabeto de pai e mãe, mas com poderio desmedido sobre tudo que havia ao redor, incluindo os andantes e os rastejantes. De sua moradia senhorial ditava a vida e a morte de toda criatura existente ao redor.


À mesma época, os serviços religiosos eram comandados por um vigário muito querido pelo povo, pois homem que não se contentava apenas com a igreja e fiéis e de vez em quando se embrenhava nas matas para viver, como aclamava em sermão, o verdadeiro sentimento do povo matuto, a realidade do humilde sertanejo trabalhador. Conhecendo aquela gente de perto, seria mais fácil de pedir a Deus que intercedesse diante de cada situação.

Contudo, logo se descobriu que aquelas andanças do vigário nada tinham a ver com visita ao povo mais afastado para conhecer suas dificuldades, vivenciar a sua labuta de sol a sol e os seus sofrimentos de lua a lua. Não. Nada disso. E muito pelo contrário. O vigário se dirigia mesmo, às escondidas, cortando vereda e amolando espinho, para o casarão do coronel, onde sempre entrava pela porta dos fundos.

Era uma relação muito estranha aquela entre o coronel e o vigário. Uns diziam que o religioso ia até lá com a incumbência de tentar afastar parte dos incontáveis pecados do mandachuva. Afirmavam até que as visitas envolviam procedimentos de exorcização e de muita coisa esquisita. Outros diziam que estavam mancomunados na prática do mal e que o sacerdote não passava de verdadeiro mentor das tantas crueldades praticadas pelo poderoso algoz.

Mas um dia, meio sem querer, a verdade foi sendo descoberta. Eis que um desempregado pistoleiro do coronel, cabra pau pra toda obra, depois de tomar uma cachaça sem freio acabou falando demais e disse que ia matar não só o coronel mas também aquele que havia tomado seu lugar de jagunço, de matador, de tocaiador e derrubador de qualquer um. Então, um ouvido ouviu, mandou descer outra garrafa de pinga e o revoltado acabou dizendo quem era o novo jagunço do coronel: o vigário.

Logicamente que o espanto foi geral. E uma dose mais e outra a mais, e o ex-pistoleiro acabou revelando tudo de vez. Então disse que o sacerdote não só era bom de pontaria, experiente na emboscada, exímio na espera do inimigo, como fazia tudo vestido de batina. Usava a batina quando ia fazer emboscada porque se fosse surpreendido em atitude suspeita logo arrumava uma desculpa pra todo mundo acreditar.

Por isso mesmo tentava confundir os humildes fiéis e alardeava que andava pelo meio do mato visitando os pobres, conhecendo a fundo a realidade empobrecida daquelas distâncias. Mas não. Quando não estava na cozinha do coronel planejando a próxima morte, discutindo valores perante a fama e o poder do marcado para morrer, era porque já estava embrenhado na mataria à espreita da vítima.

Levando debaixo da batina uma carabina de cano curto, depois que apertava o gatilho certeiro esperava um pouquinho e seguia até o local do estrebuchamento da vítima. E ali mesmo dava a extrema-unção. Tirava o chapéu, um rosário do bolso, e de aspecto contrito, como se estivesse sofrendo diante da situação, balançava o rosário por cima do caído e encomendava a alma às profundezas. Se a pessoa ainda estivesse se mexendo, dava o tiro de misericórdia e depois entrava novamente no mato.

Mas por que um homem da igreja se prestava a um serviço desses, quebrando todos os seus preceitos e se transformando num jagunço frio e desumano do coronel? Isto foi perguntado ao pistoleiro desempregado, mas ele disse que preferia não responder. Estaria cometendo um pecado grande demais, infinitamente maior do que todos que já havia cometido. Mas depois que viu duas notas dobradas por cima do balcão acabou revelando mais.

E disse que a intenção do coronel não era só, pagando caro, submeter o vigário e transformá-lo em jagunço, em perigoso matador, como acabou acontecendo. A intenção do homem era de uma astúcia sem precedentes. Transformando o religioso num bandido, mais tarde o entregaria à justiça. E foi assim que também fez. Armou emboscada em cima de emboscada, e enquanto o vigário soprava o cano disparado foi cercado pela polícia.


O coronel mandava em tudo, e mandou também a polícia praticar o flagrante. E depois pegou a batina do desafortunado pecador e se fez padre na igreja. E dizem que durante mais de dez anos, até sua morte, celebrou missa, casamento e batizado. E mandava dizer aos fiéis que se não comparecessem ao templo corriam grande perigo. E mais de dez morreram por afirmarem que não se submeteriam a uma heresia daquelas.

Depois de cada serviço religioso montava no seu alazão e seguia tranquilamente até seu casarão. E se danava a pecar, a violentar, a fazer ecoar o grito de sofrimento em todos aqueles que rezavam na cartilha de sua chibata. Só pausava as brutalidades e as arrogâncias quando recebia o amigo bispo para um carteado regado a uísque.
E dizem que foi assim. Acredito...

(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos eguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Bulamarqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE. 

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

Último dia da semana dedicada ao rei do baião - GOOGLEZAGA...


Tá aí a homenagem da GOOGLE ao Rei do Baião... Merecida...


* 13 de dezembro de 1912
† 02 de agosto de 1989

http://www.conversasdosertao.com


13 de Dezembro, dia de Santa Luzia


Por: José Mendes Pereira

13 de Dezembro de 2012 Mossoró está homenageando a sua padroeira “Santa Luzia”. A cidade está recebendo gente de todos os Estados brasileiros. As festividades dedicadas à Santa Luzia tiveram início no dia 3 de Dezembro, encerrando hoje, com uma procissão saindo do Mosteiro Santa Clara, no bairro Dom Jaime Câmara, caminhando pela Avenida Presidente Dutra, no grande Alto de São Manoel, passando pela Ilha de Santa Luzia, terminando na Catedral de Santa Luzia. A procissão já é tradição, a mais conhecida festa religiosa em Mossoró.

BIOGRAFIA DE SANTA LUZIA, VIRGEM E MÁRTIR

Luzia ou Lúcia nasceu em Siracusa, ilha da Sicília, era de família nobre, muito bela. Conta-se que seus olhos eram tão lindos que encantavam os rapazes. Luzia viveu mais ou menos entre os anos 283-304, Séc. IV, d.C durante o reinado do tirano, Imperador Dioclesiano.

Imperador Diocleciano

De família nobre e cristã, muito prendada, desde cedo tinha decidido consagrar sua vida ao Senhor e assim, fez votos de virgindade perpétua. Luzia recebeu um dote milionário para seu casamento. Após a morte de seu pai, sua mãe lhe prometeu a um jovem, nobre, porém pagão. Luzia prometeu que iria refletir sobre o casamento, mas decidiu optar por seus fotos de fidelidade a Nosso Senhor. Sua mãe, Eutíquia, tinha sofrido uma grave doença. Luzia conseguiu convencê-la a ir ao túmulo de Santa Ágeda, de onde, milagrosamente voltou totalmente curada. Então Eutíquia aconselhou e aprovou que a filha mantivesse seu voto de virgindade. Quem não conformou com isso foi seu noivo. Que enfurecido denunciou Luzia ao Imperador Dioclesiano que a levou a julgamento.

Uma lenda, conta-se que Luzia arrancou seus olhos colocou em uma bandeja e os entregou ao noivo, que tinha antes fascinado pela beleza deles,  mas em vez de ficar cega, no mesmo instante surgiram outros olhos mais belos do que os de antes.

Dioclesiano interrogou Luzia, que não negou sua fé. Pelo contrário, afirmou sua vida de  consagração a Jesus Cristo e sua fidelidade à Santa Madre Igreja..

Tendo sido obrigada por Diocleciano a adorar os deuses falsos, Luzia se recusou dizendo  essa frase heróica:

 "Adoro somente meu único Deus e Senhor e a Ele prometi fidelidade e amor!"

Foi então levada pelos carrascos a um prostíbulo, como castigo pelo seu voto de virgindade. Mas sendo forçada, dez homens não tinham forças para levantá-la do chão. Decidiram matá-la ali mesmo.  Os carrascos então lhe jogaram azeite fervendo, mas Luzia saiu ilesa. Somente um golpe de espada que lhe deram na garganta foi capaz de matá-la. Era o ano de 304 d.C. (Por isso Santa Luzia também é invocada como defensora contra os males da garganta).

Desde o século IV, ela é invocada como Santa. Em 1894, seu martírio foi confirmado após a descoberta de uma inscrição sobre seu túmulo em Siracusa, e cuja trazia sobre ele uma inscrição em grego antigo falando sobre a sua morte.
Em 1039, época das cruzadas e das invasões muçulmanas  com o desejo de proteger as relíquias da santa, um general bizantino pediu que fossem trazidas para a cidade de Constantinopla seus restos mortais; hoje se encontram na Catedral de Viena, e algumas outras relíquias na Igreja de Siracusa. 
    
     
Igreja de Santa Luzia em Mossoró

Santa Luzia é uma santa de devoção popular, assim como muitos outros. Os santos não são deuses, não devem ser adorados. Mas devem ser venerados, isto é, ao lermos sobre a vida de um santo (a), percebemos algo mais. O que levaram esses homens e mulheres a uma coragem e uma firmeza heroica de sua fé, a ponto de resistirem ao sofrimento e dar a sua vida por amor a Cristo. Uma das coisas que os santos nos ensinam é a vivência das virtudes teologais: a fé, esperança e a caridade. Sem elas é impossível viver a santidade. Os santos foram gente como eu e você, com limitações humanas. Não nasceram santos, mas, eles buscaram seguir e viver ao máximo a palavra de Deus. Foram discípulos e missionários de Jesus. Muitos pregaram o Evangelho com sua própria vida. Uma das coisas que mais devemos imitar nos santos é que, eles nunca renegaram sua fé em Jesus Cristo e na Igreja. Pelo contrário, ambos estiveram sempre juntos. 
http://elmandovaleriano.blogspot.com.br

Santa Clara

Também será homenageada Santa Clara, representada pela teatróloga Luzia Paiva Fernandes.

 
Luzia Paiva Fernandes - cunhada do administrador deste blog

Santa católica nascida em Assis, ducado de Spoleto, na Itália, fundadora da Ordem das Clarissas e designada padroeira da televisão (1958), pelo papa Pio XII. De uma rica família italiana, sua mãe, Hortolona, teve uma gravidez muito complicada, quase perdeu o bebê, mas clamou aos céus a graça de ter aquele filho e, em meio a muitos riscos, finalmente deu à luz a uma menina perfeita e sadia e a mãe sentindo-se agradecida e iluminada, dar à filha o nome de Clara. À medida que ela crescia, perguntava-se por que todas as meninas do mundo não tinham a mesma sorte que ela. Também se perguntava sobre os muitos mistérios da vida e da morte de todos os seres sobre a face da terra. Em meio a tantas indagações, já adolescente, viu sua família armando um bom casamento com um rapaz de sua classe social, com quem ela pudesse seguir o curso de prosperidade e nobreza de sua própria estirpe. Porém ela estava envolvida em pensamentos totalmente alheios a idéia e especialmente depois de ouvir falar de um grupo de pessoas que renunciara às riquezas materiais e se dedicava à meditação, à discussão dos mistérios, ao trabalho social e ao cuidado dos animais e das plantas. Procurou o líder desse grupo, de nome Francisco, um homem cuja popularidade crescia a cada dia por sua extrema bondade e compreensão e cujos seguidores, vivendo na maior simplicidade, traziam no rosto a alegria e nos olhos a benevolência. Influenciada por São Francisco, recusou o casamento arranjado pelos pais para desgosto de sua família, fugiu de casa, cortou seus longos cabelos louros, abdicou de toda a fartura e de todos os privilégios, aos quais estava acostumada e refugiou-se na capela de Porciúncula, onde o fundador da Ordem Segunda de São Francisco fez seus votos. Passou a dedicar sua vida aos pobres, aos bichos, à reflexão e à meditação, buscando atingir um sentido maior para a vida e logo muitas mulheres juntaram-se a ela, inclusive sua mãe e a irmã, santa Inês, e passaram a ser conhecidas como as Clarissas, em homenagem a sua líder. Logo as clarissas se instalaram no convento de São Damião, onde ela foi feliz com a ordem dos franciscanos e lá viveu pelo resto de seus dias como a líder feminina do grupo, as chamadas Clarissas. Como abadessa (1216), iniciou seu trabalho para substituir a regra beneditina, adaptada para sua ordem, por outra impregnada do espírito de Francisco. Resumidamente, além do privilégio da perfeita pobreza, nem a comunidade podia possuir bens, a ordem das clarissas destaca-se por seu objetivo apostólico: a vida penitencial de oração pela igreja e a sociedade. Inocêncio IV aprovou a regra definitiva dois dias antes da sua morte, em Assis, também sua cidade natal. Conta-se que em seu leito de morte, viu com absoluta clareza, tudo o que acontecia no momento no ritual de aprovação das regras pelo papa e narrou tudo às clarissas que a acompanhavam e elas confirmaram posteriormente que suas visões estavam corretas. Por isso tornou-se a padroeira da televisão (1958).

http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1756.html