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segunda-feira, 4 de março de 2013

Convite com programação do 1º EGOMEGO - Fortaleza-CE


DATA: 09/03/2013 (sábado)
HORÁRIO: 16 h 

LOCAL: Rua Abelardo Marinho, 109 (esquina com a Rua Jorge Acúrcio) - Bairro Vila União  -

PROGRAMAÇÃO

- Visita às dependências do Memorial;
- Exibição do DVD “Gonzagão 100 anos”;
- Inauguração da “Feirinha de Caruaru”;
- Homenagens às mulheres pelo transcurso do “Dia Internacional da Mulher”;
- 1ª Reunião para a criação da Associação de Gonzagueanos do Estado do Ceará (AGONZECE);
- Entrega do Troféu Luiz Gonzaga: “O Pernambucano do Século XX”, com os respectivos diplomas;
- “Comis e bebis”;
- Forrobodó gonzagueano;
- Encerramento

TELEFONES PARA CONTATO: Marcelo Leal (85)9951-7435 ou Nair Lima (85)9928-1015

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

Foto inédita na literatura

Esta foto vocês já conhecem...
Os cangaceiros Jurema, Jureminha e Nevoeiro

E a dos seus "três matadores"?

Otacílio, José Calixto e Alfredão

Os três deram cabo dos cangaceiros na fazenda Cabeçuda, próxima de Uauá-BA. Esses cadáveres não foram exumados como Corisco e haviam sido levados do local das mortes, direto para a cidade de Uauá, onde foi batida a foto.

Detalhes mórbidos: Aquela coisa branca na boca do "Jureminha", dizem ser coalhada que o bandido comeu em excesso no coito antes de serem surpreendidos pelos matadores. Apesar da foto P&B é nítida a saponificação dos cadáveres, um processo de mumificação natural, os lipídios se transformam em sabão, dando origem a uma substancia conhecida como "adipocera". (Substância cerosa ou untuosa, acastanhada, que consiste principalmente em ácidos graxos e sabões de cálcio e é produzida por alterações químicas que afetam a gordura e músculos e que precisa de muita umidade para acontecer).

Ainda na mesma foto vemos claramente as cordas nas pernas dos cangaceiros e que foram utilizadas para amarrar os corpos nos cavalos que os transportaram da fazenda até a cidade. Otacílio, José Calixto e Alfredão eram civis.

Fotos: Rubens Antônio
Texto: Marcelo Toledo

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2013/03/foto-inedita-na-literatura.html

domingo, 3 de março de 2013

Nota de falecimento


Aos sócios e amigos da SBEC.

Comunicamos o falecimento do Prof. Gonzaga Chimbinho ocorridoneste sábado, 2 de março. Gonzaga era Ex- reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e proprietário da Livraria Independência, na cidade de Mossoró.

O Prof. Gonzaga Chimbinho através de sua empresa sempre esteve ao lado de nossa entidade em todos os eventos organizados.

Neste momento de luto queremos enviar à família nossas condolências.

* O velório ocorre neste domingo, dia 03 de março, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em atendimento ao pedido do professor Gonzaga Chimbinho. O horário do sepultamento não foi informado.

Descanse em paz colega professor Gonzaga.

Att. Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC

* Informações do site da UERN

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sábado, 2 de março de 2013

Caraibeiras

Por: João de Sousa Lima

Aguardem as fotos das
Caraibeiras!

João de Sousa Lima



www.joaodesousalima.com

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Humberto de Campos

Por: Manoel Neto

Três vezes Lampião

Popularíssimo nas primeiras décadas do século passado com uma legião incontável de leitores espalhados por esse país continental, Humberto de Campos Veras, maranhense, nascido no ano de 1886, em Miritiba – cidade que hoje carrega o seu nome – morreu prematuramente no ano de 1934, aos 48 anos, no Rio de Janeiro, para onde se transferira em busca de melhores condições de trabalho e de vida, tendo com ele desaparecido sua popularidade, sendo hoje absolutamente ignorado pela grande maioria dos brasileiros, mesmo àqueles menos desinformados.

Garoto pobre, órfão de pai nos primeiros anos da sua breve existência, Humberto cedo conheceu a obrigação cotidiana do trabalho, transformado que foi com o passamento do seu genitor, em arrimo de família. As tarefas cotidianas se dificultaram sua ida à escola não o afastou, porém, dos livros e das leituras, amor que carregaria por todo tempo.

Autor prodigioso, dono de uma prosa fluente e erudita, porém, saborosamente coloquial, o escritor maranhense que também viveu no Pará, estreou na literatura com o volume de poemas “Poeira” entregue ao público em 1910, quando contava 24 anos de idade. Capítulo em separado dos seus escritos são os “Diários Secretos”, narrativa em dois volumes que postumamente lançadas provocou escândalo entre os intelectuais e a sociedade como um todo, em razão das inconfidências e comentários desairosos sobre figuras de destaque na vida pública da Capital Federal, o  provocando constrangimentos generalizados.


Desembarcado no Rio de Janeiro em 1912, procedente de Belém do Pará, onde já se fizera notório como cronista escrevendo para os jornais “Folha do Norte” e “Província do Pará”, galga prestígio rapidamente e já em 1919 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira número 29, sucedendo ao seu amigo Emílio de Menezes, láurea que vai lhe acrescer em fama e respeito junto aos seus leitores e pares.

Prosador e poeta, crítico, jornalista e político, Campos nos legou uma obra que relida nos dias que correm demonstram o seu talento singular, em que pese fortemente marcada pela temporalidade, o que por outro lado nos permite também revisitar o país que Humberto viveu e reportou com a assiduidade de um militante da palavra que ele incontestavelmente o foi, Diria mesmo que os seus textos são fontes documentais valiosas para o historiador que deseje estudar o Brasil daqueles dias tumultuados.

Pois foi relendo um dos seus muitos trabalhos, conjunto de crônicas  reunidas e que originaram os volumes “Notas de Um Diarista”, publicados em duas séries, nos anos de 1935 e 1936, após o falecimento do escritor, que surpreso constatei não ter passado despercebido ao cronista, as façanhas do Capitão Virgolino Ferreira nas caatingas da Bahia e outros estados nordestinos. Ao contrário, mais de uma vez ele fez do cangaço o seu tema, o que ratifica ter sido o assunto recorrente na imprensa “brasilis” do Oiapoque ao Chuí.

 

A primeira destas crônicas – “A Última Proeza de Lampião” – estende-se da página 27 a pagina 30, em frente e verso. Logo de saída o articulista anuncia a sua fonte de informação:

“Um telegrama da Bahia, publicado ontem no Rio de Janeiro, descreve mais um feito sanguinário do maior e mais terrível sanguinário que tem imperado nos sertões do Brasil: a frente de 60 apaniguados ferozes e bestiais, “Lampião” invadiu a vila de Curuçá [1] (sic), estuprou, roubou, depredou, matou, afixou, enfim, em cada rua e em cada casa, o selo fatídico e vermelho  que assinala sempre a sua passagem. Quinze homens válidos e pacíficos tombaram sangrados pela suas mãos. E o coração de um deles, arrancado pela garganta, foi levado em troféu entre gritos de animação, de entusiasmo e de vitória”. (CAMPOS. Notas De Um Diarista, p. 27).

O forte apelo dramático do texto não é casual. Ao apresentar para seu leitor homens ferozes e bestiais, violentos e capazes de ações que nos remetem a barbárie, Humberto de Campos não foge a regra vigente, era assim que a mídia retratava os cangaceiros. Demonizá-los era imprescindível para justificar a violência do braço aramado do Estado. Não há dúvida que os bandos que infestavam o Nordeste, usavam o terror como instrumento de coação e controle sobre as populações, notadamente os grupos sociais mais vulneráveis, geralmente trabalhadores rurais e pequenos proprietários. Para aqueles que não aderiam direta ou indiretamente ao cangaço, integrando os bandos ou servindo como coiteiros e informantes, a existência era perturbada pela atribulação, pela violência que partia tanto dos grupos marginais, quanto do próprio Estado, através das volantes que agiam de forma arbitrária e discricionária.

Curaça em dias atuais - In: www.geraldojosé.com.br

Quanto à notícia propriamente dita ela merece muitos outros reparos. Que a  região e a cidade eram local de passagem contumaz dos malfeitores e das forças de repressão é fato incontestável. Duvidosa é a informação de que Virgolino se fizera acompanhar de “60 apaniguados”, quando nesta fase da luta o Rei do Cangaço já procedera à subdivisão do seu pessoal dispersando-os em pequenos ajuntamentos, visando maior mobilidade e, por consequência, mais segurança. Por outro lado ataque de tal monta, com tantos mortos, mutilados e violência sexual repercutiria muito mais amplamente. Na Bahia mesmo temos como exemplo a chacina em  Queimadas, no ano de 1929, incidente até hoje fartamente documentado e referenciado por escritores, jornalistas e pesquisadores.

Compulsando documentos Curaçá e sua história, recolhemos algumas informações bastante úteis e esclarecedoras que nos ajudam a dissecar os acontecimentos mencionados pelo cronista. Vejamos:

1) Em 1933 – a crônica foi escrita após 1930 e não pode ultrapassar 1934, ano do falecimento do autor – o município de Curaçá além da sede englobava os distritos de Ibó, Chorrochó, Patamuté e Barro Vermelho – todos com registros de ocorrências que relatam a passagem de cangaceiros. Várzea da Ema ponto de visitação repetido dos cangaceiros e que até 1911 pertencia a Curaçá, em 1933 já não integra o município sanfranciscano.

2)  “Documento publicado em 2004, noticiando história do município, no capitulo referente ao “Processo de Urbanização de Curaçá”, anota: “ [...]
3) Recordam-se os mais velhos que no início da década de 1930,  inúmeras casas foram construídas nos limites da cidade pelos produtores rurais. Estes abandonaram suas roças do interior do município por sentirem-se vulneráveis diante do conflito existente na região provocado por Virgolino Ferreira da Silva, conhecido por Lampião, o Rei do Cangaço, Lampião chegou a liderar 200 cangaceiros e a milícia destacada pelo Governo para matá-los era conhecida como volante. “A população rural amedrontada temia tanto os cangaceiros pela sua violência, como as volantes pela sua maldade e perversidade (grifo nosso)”.(AGENDA 21. Distrital, p. 8)

Recorremos ainda a estudiosos que se mostraram surpresos não só com a existência das crônicas, mas, sobretudo, a menção de um ataque de tamanha virulência naquela cidadezinha sertaneja.

Antonio Amaury e Kiko Monteiro

O mestre Antônio Amaury Correa de Araújo, nome que dispensa apresentação pela credibilidade e conhecimentos sobre cangaço e cangaceiros, nos informou que Lampião realmente esteve em Curaçá na década de 1930, sendo que na ocasião duas mortes ocorreram, até porque, os membros da família Engrácia, de cujo seio saiu 23 cangaceiros – dentre eles Antônio e Cirilo de Engrácia – eram naturais da região, sendo, pois, bastante conhecidos naqueles lugarejos, o que assegurava relativa tranqulidade aos salteadores, que se mostravam sempre bem informados e municiados pelos amigos que mantinham naquelas paragens. Deu-nos ciência Amaury que estes dados lhe foram transmitidos por certo Sr. Cândido, mais conhecido como Candinho, nascido e criado em Curaçá e testemunha presencial do acontecido. Sobre o assombroso número de 15 mortos, uma delas tendo o coração de “tirado pela boca” o coração, o renomado pesquisador não tem notícia, classificando-a como a muitas outras, de informações fantasiosas da imprensa da época.

Não pretendemos em absoluto negar os crimes, alguns bastante cruéis, cometidos pela gente do cangaço, ao contrário, como já mencionamos neste texto o uso do terror como forma de intimidação foi uma estratégia largamente utilizada pelos cangaceiros. Como sempre ressalta o escritor Frederico Pernambucano de Melo, este é um procedimento que dificultava, sobremaneira, a ação coibidora do Estado, porquanto, inibe o aparelho policial e judiciário, em decorrência da inexistência de testemunhas que se dispusessem a depor, temerosas das represálias que certamente ocorreriam advindas dos denunciados. Voltando ao documento produzido pela AGENDA 21, parcialmente reproduzido acima, é importante a menção às fontes orais ouvidas pelos pesquisadores, confirmadoras da “maldade e perversidade” das volantes. Sempre é bom lembrar que trajados de maneira muito assemelhada aos cangaceiros, composta em esmagadora maioria por homens nascidos e criados nos sertões nordestinos, as guarnições militares que percorriam as caatingas em perseguição aos bandoleiros, cometiam seguidas arbitrariedades, não poupando, inclusive, idosos e inocentes, não sendo incomuns queixas de abusos sexuais cometidos pelos soldados e, até mesmo, alguns graduados.

Dando curso as suas reflexões Humberto prossegue alertando que o prolongamento do fenômeno e a inconcebível, para ele, impunidade dos transgressores, começa a gerar indiferença entre os brasileiros, Escreve observando que [...]

“A princípio, ao ler a comunicação de uma destas façanhas o país se comovia e indignava, reclamando dos poderes públicos o ponto final para o feio poema de sangue e lama. As vozes que se erguiam, foram, porém, caladas nos peitos que as emitiram. È hoje com indiferença quase criminosa que se tem conhecimento dessas selvagerias do bandoleiro. E Lampião de pavio aceso, continua desafiando o Brasil (CAMPOS, p. 27).

Atribui essa indiferença da opinião pública antes tão sensível ao noticiário sobre o assunto a incapacidade das autoridades no Governo Federal e nos Governos estaduais diretamente afetados pela insidiosa atividade do cangaço, para enfrentar e dar cabo de lampião e seus seguidores. Para ele falta vontade política, determinação administrativa e investimento financeiro para derrotar os bandidos, embora reconhecendo que “O Governo da República tem uma infinidade de problemas a resolver” (Cf. ob.cit. p. 28). Indaga se “ os Estados nordestinos não possam reunir um contingente de 200 homens, escolhidos entre os melhores elementos das suas milícias policiais?”(idem).Repara que os governos quando desejam perseguir adversários políticos são ágeis e eficientes, inferindo:

“A sofreguidão com que se organizam forças para a politicagem dos governos, e a impossibilidade, que se encontra em mobilizá-las para a defesa do povo e da dignidade nacional, não constituirão um índice triste e amargo da capacidade ou da incapacidade dos homens públicos do nosso tempo? (ibidem).

Não quer ou não consegue perceber que o cangaço é decorrência das mazelas históricas da sociedade brasileira, no caso, em particular, da vida rural no Nordeste. Insulados nos latifúndios imensos, submetidos com suas famílias a tutela dos coronéis poderosos, os camponeses, vítimas desvalidas dos potentados, fazem-se descrentes do juiz e do delegado, do organismo judiciário e policial, “lavando com sangue” em alguns casos a honra de  uma filha molestada sexualmente ou uma desfeita que lhe humilhou e ofendeu de forma profunda. Feita a desgraça não há mais retorno Muda de hábitos e de vida. Caminha lado a lado com outros homens induzidos por diferentes ou pelas mesmas razões àquele caminho. Não compreende Humberto de Campos, talvez antolhado pelo espírito da época, que a subsistência do cangaço somente ocorre por interesses das classes dominantes e das autoridades. O fornecimento de armas, munições e alimentos, a venda de informações estratégicas e o uso dos grupos armados para intimidar e eliminar adversários políticos e concorrentes comerciais sabemos hoje, proporcionou lucros e prolongou o poder de muita gente boa. Sem coiteiro o cangaço não teria duração tão prolongada. Lampião, Corisco, Zé Baiano, Ângelo Roque, Gato e tantos outros, tornaram-se profissionais numa atividade altamente compensadora, arriscada, periculosa, desconfortável quase todo o tempo, entretanto, com lucros materiais nada desprezíveis.

Ângelo Roque, vulgo "Labareda"

A produção do próprio espaço em que operava foi tarefa que o gênio de Lampião empreendeu com absoluta competência. Teceu com paciência e habilidade de negociador político arguto, diversificada rede de colaboradores, que foram decisivos para o funcionamento e a dinâmica do cangaceirismo. Mesmo nos momentos mais duros, como nas grandes estiagens, essa rede logística podia claudicar, entretanto, não deixava de prover as necessidades das “tropas cangaceiras”. Assim o dinheiro circulava, corria solto, cevando os bornais de muito graúdo. Se múltiplos fatores podem explicar o cangaço, não menos complexas são as causas da sua extinção. Quando a roda inexorável da história gira, cumprindo a sua dialética irreversível, a realidade se altera carregando de roldão mais cedo ou mais tarde, de uma ou de outra forma, todos que não compreendem este processo ou contra ele se colocam por convicção política e ideológica.

Voltando ao texto de Campos, nos parágrafos seguintes ele imerge em duas considerações capitais para o entendimento do seu modo de pensar. Ao final da página 28 e no começo da seguinte, ele retoma a idéia de que o banditismo rural, tomando aqui o conceito de Hobsbaw [3], apresenta-se já como uma “calamidade comum, ordinária, como a lepra, como a tuberculose, como as epidemias que, pela persistência e continuidade, se tornaram familiares” (CAMPOS, PP. 28. 29.

Usa ainda um exemplo que foi buscar no historiador paraense Ignácio Moura [4], que segundo Humberto, informa em um dos seus estudos “que no Alto Araguaia há quarenta anos, o bócio [5]era tão vulgar, e se achava tão generalizado, que as pessoas sem papo eram olhadas, quase, como defeituosas” (Cf. CAMPOS, p. 29).

O texto na sua continuidade ingressa em etapa propositiva e a panacéia é objetivamente indicada, remédio ortodoxo e prontamente erradicador do mal: “Já é tempo, entretanto, de os homens que têm uma pena apelarem para os homens que têm uma espada, em lugar de se dirigirem, apenas, àqueles que têm o mando” [...] Há no Exército, e nas milícias dos Estados do Sul, numerosos oficiais briosos e valentes, nascidos nas regiões que Lampião castiga com a sua ferocidade e humilha com a sua depravação São baianos, alagoanos, sergipanos, pernambucanos, cearenses, rio-grandenses-do-norte”  (ob.cit. p. 29).

Fica evidente que a proposição é federalizar o problema, solução que na cabeça não só do escritor maranhense, mas de muita gente, equacionaria o impasse da falta de recursos humanos e armamentos. Nada de novo no front.  Inevitável evocarmos aqui a história e colhermos no fundo do baú os exemplos de Canudos, Contestado, Caldeirão Grande e Pau de Colher [6], sublevações camponesas com fortes conotações religiosas, que tratadas como assuntos meramente policiais produziram resultados sangrentos.

Profundamente apegados as suas crenças e crendices, os cangaceiros de um modo geral não se apartavam dos seus santos, rezas e escapulários, para não falar das correntes com medalhas e relicários, objetos pelos quais tinham predileção estética e devoção contrita. Todavia, se oriundos da mesma matriz social e física e perlustrando o mesmo espaço geográfico, cangaceiros e beatos seguiram rumos diferentes. Os beatos eram pastores de almas e obcecados realizadores de obras civis e religiosas, como demonstram os apostolados operosos do Padre Mestre Ibiapina, de Antonio Conselheiro e do Beato José Lourenço [7]. Lampião seus companheiros e seguidores não se propunham a reformar o mundo ou a uma prática social profilática junto à pobreza, agiam exclusivamente para sobreviver e garantir o amealhamento de valores em dinheiro e metais preciosos. Vez por outra, mormente, quando precisavam de ajuda ou informação, sabiam ser generosos e pródigos na distribuição de favores e numerários. Cultivavam também seus afetos e cuidavam para que os seus amigos e familiares tivessem existência menos atribulada, na mediada do possível. Ao concluir sua crônica Humberto de Campos, ressalva:

“Bato, neste momento, pela primeira vez, com a minha mão de paisano, à porta dos quartéis. E tenho quase a certeza de que meus olhos não verão em nenhuma delas o dístico da porta do Inferno, o qual ordenava aos que entravam, que deixassem, ali, toda a esperança.... “. (CAMPOS, ob.cit. p.30).

Finaliza como iniciou, repercutindo a notícia telegráfica que lhe ordena à consciência por cobro ao cangaço, infrene e desinteressado sobre as causas e sobre os homens que de pacatos camponeses transformaram-se em salteadores de estradas e cidades, latrocidas e sequestradores, como se tal forma de vida não os castigassem severamente. Afinal quase todos tiveram vida breve, morreram jovens e os que sobreviveram jamais voltaram a delinqüir. Mas o notável escritor a isso não pode ver, porquanto, ele também partiu prematuramente.

[1] Curuçá, como grafou Humberto de Campos é uma cidade do Pará, como também, um distrito  com topônimo semelhante, pertencente à cidade de São Paulo.  Na Bahia existe o município de Curaçá, cuja existência como tal remonta ao final do século XIX, mais precisamente 1890, quando o local foi elevado a categoria de cidade, estando inserido até hoje me zona onde transitaram e de onde saíram muitos cangaceiro zona do semiárido baiano.

[2] Ouvimos também os escritores e pesquisadores Oleone Coelho Fontes e Luiz Rubem Bonfim, autoridades reconhecidas na matéria, que desconheciam o fato mencionado no telegrama que Campos tomou como fonte para o seu comentário.
[3] Hobsbaw. Eric.Bandidos. Editora Forense Universitária. Rio de Janeiro, 1976. 148 p.il:.

[4] Ignácio Moura (1857-1929), nascido em Cametá, município paraense, era jornalista, escritor, professor, poeta.

[5] Bócio- Moléstia que ataca a tireóide, sendo popularmente conhecida como “papo”.

[6] Canudos e Pau de Colher na Bahia. Caldeirão Grande no Ceará e o Contesto entre os Estados de Santa Catarina e Paraná. O rescaldo final da repressão soma milhares de mortos, inclusive, velhos, mulheres e crianças.

[7] Ibiapina fundou as Casas de Caridade que assistiu e educou centenas de mulheres pobres. Antonio Conselheiro ao longo de sua caminhada ergueu e reparou templos e cemitérios, além de providenciar aguadas e pequenos açudes para saciar as populações esquecidas dos sertões. Quanto ao beato José Lourenço transformou em fértil e produtiva propriedade as terras do Caldeirão.

Manoel Neto
Centro de Estudos Euclydes da Cunha – CEEC                             
E-mail: ceec@listas.uneb.br – TELEFAX (71) 33215081
Portal: www.uneb.br/ceec

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Pausas no trabalho são mais importantes do que exercícios para prevenir diabetes tipo 2 Evitar ficar muito tempo sentado reduz o risco de desenvolver a doença, diz estudo

Por Minha Vida - publicado em 01/03/2013

Levantar da mesa do trabalho por cinco minutos a cada meia hora pode ser mais importante do que frequentar a academia quando se fala em prevenção do diabetes tipo 2. Isso é o que mostra um estudo publicado quarta-feira (27) no periódico Diabetologia. A descoberta foi feita por acadêmicos da Leicester University, no Reino Unido.

Para chegar a essa conclusão, foram observados os níveis de atividade física e sedentarismo de quase 900 pacientes. Os pesquisadores avaliaram o tempo que os participantes passavam sentados, com que frequência se levantavam de suas mesas no trabalho e se praticavam atividades físicas. Em seguida, eles relacionaram os dados colhidos com os níveis de açúcar no sangue e o bom colesterol (HDL).

Embora aqueles que praticavam exercícios moderados ou intensos tivessem menor chance de desenvolver diabetes, os resultados mostraram que permanecer muito tempo sentado tinha impacto ainda maior sobre o risco de ter a doença. Reduzir em 90 minutos o tempo que um indivíduo fica em sua mesa de trabalho apontou importantes benefícios à saúde.


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A Beleza e Simplicidade dos Canfundó!

Por: Manoel Severo

Ainda por ocasião de nossa visita às terras do Coronel Santana, no distrito de Jamacaru, no alto da Chapada, solo sagrado de Missão Velha, acabamos passando por um desses lugares mágicos perdidos no tempo e no espaço: Cafundó. Não é o "Cafundó do Judas", mas o Cafundó dos Furtado e fica exatamente na estrada viscinal que liga a via principal que vem de Missão Velha em direção à Jamacaru. Antes da sede do distrito pegamos essa estrada à direita rumo a lendária Gameleira de São Sebastião, onde se localiza a famosa "Serra do Mato" e a não menos famosa "Fonte da Pendência", redutos do Coronel Santana e pouso certo de Virgulino Lampião.

Estávamos acompanhados dos confrades, Pedro Luiz e o casal José Cícero e dona Cláudia. O lugar é simplesmente maravilhoso, a natureza pródiga nos permite "viajar" e por alguns instantes nos desligarmo-nos do mundo real.


Manoel Severo, Pedro Luis, Dona Terezinha e José Cícero


José Cícero e o banco de cem anos


Na casa de dona Terezinha Furtado Cruz, bem à beira do caminho, residência secular, pode-se perceber o zelo e esmero a começar pelo madeiramento de seu telhado, "delicadamente curvado" como se estivesse reverenciando os visitantes; Dona Terezinha, proprietária do lugar não perde tempo e nos convida a sentar no banco de estimação, "esse banco também tem mais de cem anos" confirma dona Terezinha.

Dali podem ter uma espetacular vista do vasto vale do cariri, logo abaixo, Missão Velha e Juazeiro do Norte se destacam sob nossos olhos, a tarde ainda cai mansa, tão mansa que dá vontade de experimentar a o lazer preguiçoso dos moradores do lugar: Com direito a  rede armada sob a proteção da Chapada e abençoada pelo sol e a brisa de nosso amado cariri...




Manoel Severo

Missão Velha, Jamacaru, Gameleira de São Sebastião, Cafundó...
Esse é o Cariri Cangaço 2013.
Vem com a gente!



 http://cariricangaco.blogspot.com

Encontro marcado

Por: Manoel Severo
Foto: Neste sábado, dia 02, ás 19 horas, temos um Encontro marcado com os Conselheiros Cariri Cangaço de Natal - RN; onde vamos apresentar e discutir a nova edição do evento. Convidamos a todos os amigos que gostam da temática a participar conosco.

Encontro Cariri Cangaço em Natal - RN
Sábado, dia 02 de março
19 horas
Restaurante Mangai

Neste sábado, dia 02, ás 19 horas, temos um Encontro marcado com os Conselheiros Cariri Cangaço de Natal - RN; onde vamos apresentar e discutir a nova edição do evento. Convidamos a todos os amigos que gostam da temática a participar conosco.

Encontro Cariri Cangaço em Natal - RN
Sábado, dia 02 de março
19 horas
Restaurante Mangai

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Verdades e Mentiras sobre o nascimento de Maria Bonita

Por: Voldi Ribeiro

Caro amigo Manoel Severo, desde já faço minhas saudações pela confirmação do CARIRI CANGAÇO 2013 e aproveito a oportunidade de também confirmar minha participação com algumas novidades que levarei contendo resultados objetivos da minha pesquisa acerca do Cangaço.

De Joana (Moça de Ciryllo de Engrácia) - o rápido perfil. Da família de Maria Bonita - alguns casamentos, certidões de batismos e registro de nascimento do que eu acho possa ser da Mãe a Dona Déa. Acredito que poderemos, se você concordar, abrir um painel de debate sobre as verdades e mentiras acerca do nascimento de Maria Bonita combinado com o lançamento do livro "LAMPIÃO E O NASCIMENTO DE MARIA BONITA" de minha autoria com a coautoria do Padre Celso Anunciação, a quem prezo e tenho o máximo respeito.

A próposito 2013 chega com as seguintes coincidências - 100 anos de Angiquinho (26/01 p.p.) e 150 anos do nascimento de Delmiro Gouveia (06/06/2013 próximo) - temos acertado com a FUNDEG alguns arranjos para as celebrações e, com amigo Frederico Pernambuco de Mello um convite para participar da reedição de um artigo lançado já algum tempo pela revista CONTINENTE, com a possibilidade de ter minha contribuição numa apresentação onde o foco serão os tombamentos históricos estadual e federal (ora em curso). Esse convite me deixou muitíssimo animado e me sentido mais do que honrado, pela grandeza intelectual de quem o fez. Poderíamos pensar em dar alguma notícia por aí durante o Cariri Cangaço?

Sem mais para o momento, deixo uma última sugestão: que tal retomar a ideia de levar a Exposição MARIA BONITA EM NÓS que é de autoria do Padre Celso no Cariri 2013? Pense e se comunique com o mesmo. Cordiais saudações,

Voldi Ribeiro
Sociólogo e Pesquisador de Paulo afonso/BA

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

GPEC se une ao Cariri Cangaço !


Estimado timoneiro do nosso Cariri Cangaço, Manoel Severo. É com muita satisfação que recebemos essa maravilhosa notícia da confirmação da data do Cariri Cangaço 2013 para Setembro.  Fique certo que estarei presente, no momento em que nos congratulamos com todos os confrades e Conselheiros, pode contar com todo o apoio do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço. Grande Abraço.

Narciso Dias - Presidente do GPEC
Conselheiro Cariri Cangaço
João Pessoa - PB

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O cantor João Mossoró fará Show no "Mercadão Cadegue"

Cantor João Mossoró

O cantor João Mossoró estará se apresentando (sábado - dia 02 de Março), no Mercadão Cadegue, no restaurante "CANTINHO DAS CONCERTINAS", no Rio de Janeiro.

UMA FESTA PORTUGUESA
Prestigie o artista participando desta grande festa. 

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Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte


À venda nos seguintes locais
Mossoró - RN:
Praça da Convivência - Corredor cultural - Centro
CAFÉ E ARTESANATO
Natal - RN:
LIVRARIA NOBEL - Avenida Senador Salgado Filho, 1782. fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Campina Grande - PB:
Vila do Artesão
FURLÃO ARTE EM COURO - Biagio Grisi


R$ 35,00

OBS: Para encomendas externas, há o acréscimo da taxa dos correios.

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Morre Raimunda Sales, do Parque Asa Branca/Museu do Gonzagão


Morreu ontem a cozinheira do rei do baião Luiz Gonzaga " dona Mundica ."

É com muita tristeza que o Parque Asa Branca/Museu do Gonzagão, comunica o falecimento de Raimunda Sales, conhecida como Mundica, ontem às 23h.

O velório está acontecendo na sua residência, na rodovia Asa Branca. O sepultamento será às 15h no cemitério Bom Jesus dos Aflitos em Exu - PE.

Facebook: Guilherme Machado

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Você conhece este lugar? - Parte II

A maior coleção de armas brancas do mundo.


Obras de arte de tirar o folego como esta escultura feita em único bloco de mármore


Espadas que pertenceram a príncipes e sultões árabes


A grandiosidade e a quantidade de peças raras espanta ...


Será algum castelo da Europa? A casa de algum politico? Não!


Continua...

Enviado pelo professor universitário e pesquisador do cangaço: 
José Romero Araújo Cardoso

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História sobre os facínoras em Mossoró

Manuel Duarte (Foto)

Jararaca sabia, como todos os cangaceiros, que o código dos bandidos permitia que um companheiro quando era morto àquele que estivesse mais próximo tinha o “direito” de desarvorá-lo, ou seja, retirar armas, munição e tudo de valor que o defunto carregasse. Corajosamente, Jararaca se expôs até demais, intuindo ficar com os pertences de Colchete. O mesmo Manuel Duarte que estourou a cabeça do cangaceiro que buscava transformar em churrasco os defensores da trincheira do prefeito escalou novamente seu winchester calibre 44 e pipocou Jararaca pelas costas. O cangaceiro caiu em forma de cruz sobre o companheiro morto.

Passaram-se uns dez minutos para que Jararaca recobrasse a consciência devido ao impacto da bala calibre 44 detonado por Manuel Duarte. Este notou que o intrépido bandoleiro havia se mexido, fazendo menção de correr. Novo tiro deflagrado por Manuel Duarte varou a coxa de Jararaca, tornando sua situação periclitante ao máximo, ao extremo dos extremos. Jararaca conseguiu se arrastar por que Manuel Duarte se deparou com outro cangaceiro atrevido. Dessa vez era Sabino Gório. O tiro deflagrado, o qual buscava a cabeça do homem de confiança de Marcolino Pereira Diniz, arrancou o chapéu do cangaceiro, dando chance a Jararaca para sair da linha de tiro e se proteger.

O cangaceiro clamou por ajuda, chamando Sabino e Massilon, os quais não lhe deram ouvidos, pois a meta naquele instante era salvar a própria pele. O tiroteio no centro de Mossoró deixou os cangaceiros absolutamente desnorteados, tanto é que na fuga um “cabra” da confiança de Isaías Arruda, conhecido por Bronzeado, foi sair para as bandas do caminho de Upanema (RN), a leste, enquanto o bando tomava a direção de Limoeiro do Norte (CE), a oeste.


Facebook: Edileuza Barbosa

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Abertas as inscrições para simpósio e mini-cursos do Congresso Nacional do Cangaço


A Coordenação Geral do III Congresso Nacional do Cangaço informa que as inscrições para proposição de simpósio temático e minicurso estão abertas, de 25 de fevereiro até o dia 12 de abril de 2013.

Convidamos professores e demais pesquisadores de instuições de ensino e pesquisa para participarem do congresso. Será um grande momento de reflexão e debate em torno do tema “Sertões: Memórias, Deslocamentos e Identidades”.

Inscrições através do site da UESB.

Apresentação de trabalho e outras modalidades de inscrição ocorrerão a partir de 29 de abril.

Maiores informações:
E-mail: cnc.uesb2013@gmail.com
Telefone: (77) 3424.8666
Facebook: III Congresso Nacional do Cangaço / Twitter: @cangacouesb

Postado por: Ailton Fernandes

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Cabras de Lampião trazem os Cabras da Viola !


O MUSEU DO CANGAÇO vai ser só poesia no próximo dia 8 de março (Sexta Feira) – DIA INTERNACIONAL DA MULHER – com a estreia do Projeto NO QUINTAL DO MUSEU, realizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, tendo o apoio da SECRETARIA DE CULTURA/PREFEITURA MUNICIPAL DE SERRA TALHADA, patrocinado pelo Microprojeto Rio São Francisco / FUNARTE / MINC / GOVERNO FEDERAL.

A primeira versão tem como atração o XI FESTIVAL DE VIOLEIROS DE SERRA TALHADA, dia 8 de março, SEXTA FEIRA, às 19:30,  trazendo grandes nomes da poesia do repente de viola: DAMIÃO ENÉSIO E ANTONIO JOSÉ, DIOMEDES MARIANO E PEDRO DE ALCÂNTARA, NATANAEL CORDEIRO E GILVAN GRANJEIRO e APRESENTADORES E DECLAMADORES : TOTÓ DE DUDÉ E HENRIQUE BRANDÃO.
 
A ENTRADA É GRATUITA e estão convidadas as pessoas que gostam de cultura, ou que pretendem gostar!

Agradecemos a presença de todos.

CLEONICE MARIA
KARL MARX

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Estamos aguardando.

Por: Luiz Alberto
Casal Luiz Alberto ao lado de Ângelo Osmiro em foto de Diele do "Mais Festa"

Desde já, eu e minha esposa Nildinha aguardamos com grande expectativa a chegada do mês de setembro, para participarmos pela primeira vez do Cariri Cangaço, reencontrarmos nossos amigos cangaceirólogos, ver de perto as terras do Cariri, palco de memoráveis páginas de nossa história, escritas por padre Cícero, Lampião e tantos outros personagens importantes da história do nordeste e do Brasil.

Dr. Luiz Alberto 
Paulo Afonso - BA

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Vamos plantar bambu !

Por: Juliana Ischiara
 

Estimado Presidente Manoel Severo,

É com muita alegria que recebo estas informações, pois sou conhecedora dos esforços empregados por ti, que tens sido um gigante na luta pela cultura e preservação da mesma. Lembro-me dos esforços iniciais, quando mesmo (nós) inseguros do por vir, tua certeza nos acalmava e não nos deixa hesitar.

Você nos apresentou um projeto grandioso, inimaginável, maluco talvez, utópico, besteira, você estava obstinado, o sonho viraria realidade, não só por ser grandioso para os padrões de até então, mas porque alguém ousou dizer que não daria certo, sua teimosia e humildade nos levaram por caminhos que até então, só existia no campo das idéias, não, você não queria viver só no mundo dos sonhos ou das idéias, você queria viver o sonho acordado e generosamente, nos levou consigo.

Se hoje temos um "Mosaico Cultural" chamado Cariri Cangaço, devemos a ti mestre e somos gratos por isso. Claro, o resultado é fruto da participação de todos, dos esforços de todos, de uma forma ou de outra, todos tiveram sua participação, seja escrevendo um artigo, um texto, um comentário na nossa Revista Virtual, seja participado das palestras, das visitas de campo, seja contando uma piada e alegrando a ambiente, seja cantando e compondo como nosso querido Bin Laden que presenteou o Cariri Cangaço com uma bela canção.


Cariri Cangaço é isso mesmo, um mosaico, uma colcha de retalho, mas não como a de Mario Quintana que dizia ser de uma cor só, a nossa é colorida, alegre, festiva.

Ontem começamos em grande estilo, com humildade, mas em grande estilo, hoje já estamos falando em Avant Premier, que maravilhoso assistir de perto a concretização de um grande sonho. Nunca nos limitamos ao cariri geograficamente falando, fomos além, visitamos, percorremos trilhas, conhecemos pessoas e tudo com o objetivo de enriquecer os debates no grande evento, o esperado Cariri Cangaço. Hoje, o evento que já era itinerante, fortaleceu suas asas e alça vôos mais altos e mais distantes.

Que venham os desafios, estamos preparados, não por sermos pretensioso, mas por termos coragem de enfrentá-los. Certa feita, Dr. Amaury disse em uma palestra: - “vamos plantar bambu”, pois bem, plantamos, se chegamos aonde chegamos, devemos as nossas raízes fortes e enterradas em um terreno saudável, adubados pelo o amor a causa, regados pela fraternidade entre os membros da família Cariri Cangaço.

Caríssimo presidente, mestre e amigo Severo, obrigada por tudo que tens feito para manter esse projeto tão bonito e tão necessário para cultura nordestina, sei que minha participação é mínima, ínfima perto do muito que se pode fazer. De qualquer forma, obrigada por sua generosidade em dividir estas conquistas. Que Deus continue abençoando e emane sobre nós, raios de luz.

Saudações cangaceiras,
Juliana Pereira Ischiara
Historiadora, pesquisadora
Sócia da SBEC e GECC
Conselheira Cariri Cangaço

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5º.Bienal do libro em Serrinha

Por: Guilherme Machado

Guilherme Machado, escritor João de Sousa Lima e o coordenador cultural Galeguinho do Subaé, em noite de autógrafos do escritor João de Sousa Lima!

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