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sexta-feira, 28 de março de 2014
QUEM É ELE...?
Era da Volante do Ten. João Bezerra, e, teve a incumbência de desenterrar os
corpos dos cangaceiros, na Grota do Angico, a mando do Ten. José Lucena, que
queria vê-los, e, constatar se, realmente, era o grupo de LAMPIÃO...
Á época dessa matéria, esse policial morava em ENTREMONTES, distrito de
Piranhas-AL, exercendo a profissão de ferreiro, com 89 anos de idade... Tinha o
apelido, que lembra um INSETO...
Disse que na Grota, chegou a ver o corpo de Maria Bonita, nua, e, sem a
cabeça...
Narciso Dias disse: Exatamente Jairo Luiz
Oliveira, Geminiano Luiz Sarmento, conhecido como Cabo Grilo, morava em Entremontes, na sua maravilhosa Piranhas-AL.

Jairo Luiz
Oliveira disse: O Cabo Grilo, segundo ele próprio, ajudou a enterrar
os corpos dos cangaceiros alguns dias depois do massacre de Angico. O Cabo
Grilo era uma figura extraordinária, adorava falar inglês com todos que o
visitavam. Ainda informa que o cabo Grilo já faleceu.

Voltaseca Volta disse:
É isso mesmo...! Esse é o famoso cabo grilo, ou Geminiano. Será que ele ainda
está vivo?
Fontes: Voltaseca e Lampião, Cangaço e Nordeste
Vejam o que o pesquisador e colecionador do cangaço Dr. Ivanildo Alves da Silveira escreveu sobre o cabo Grilo
Faleceu
o Homem que enterrou Lampião Por Ivanildo Alves da Silveira
A notícia não
é nova e ao mesmo tempo sim, pois foi disseminada entre poucos pesquisadores.
Como se trata de personagem secundária a grande mídia que já não toma
conhecimento ou raramente noticia fatos de outros coadjuvantes que dirá uma
personagem secundária.
Recebemos a informação somente ontem, através do
pesquisador e escritor Antonio Vilela, que faleceu o policial volante GEMINIANO
LUIS SARMENTO- o Cabo Grilo. Morador de Entremontes - AL (vide foto abaixo).
Foi este homem que teve a incumbência de enterrar e desenterrar LAMPIÃO. A
causa da morte foi um ataque cardíaco, no dia 20 de abril/10.
Professor e pesquisador do cangaço Antonio
Vilela e...
Cabo grilo
fazia parte da volante de Ten. João Bezerra, e ficou na retaguarda no combate
de Angico/SE, tendo chegado ao local, depois da morte dos cangaceiros. Em
entrevista ao pesquisador "VILELA", assim se pronunciou o CABO GRILO:
Dona
Cyra e o tenente João Bezerra
“Eu cheguei
depois das mortes (Lampião...). Eu fui enterrar os corpos uns quatro dias
depois. Os corpos podres, fedendo feito a porra. Quatorze dias depois, fui
desenterrar novamente... (por ordem do Ten. José Lucena )..."
Foto
da cangaceira Maria de Juriti - acervo João de Sousa Lima
Convém
ressaltar, que a cangaceira MARIA, companheira de JURITI, também faleceu há
algum tempo atrás, porém não temos maiores informações. Como se vê, existem
hoje, poucos ex-cangaceiros e ex-policiais sobreviventes do ciclo do cangaço
para contar a história.
Um abraço a
todos.
IVANILDO ALVES
SILVEIRA
Colecionador
do cangaço
Fonte: a
partir do espetacular lampiãoaceso.blogspot, do amigo Kiko Monteiro.
Ilustrado
por José Mendes Pereira
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
quinta-feira, 27 de março de 2014
Fazenda Ipueiras,Cenário de Histórias e Decisões Cangaceiras
Por: Maria Thereza e
Aristides Camargo
Maria Thereza
Camargo e Neli Conceição no Cariri Cangaço 2013
Inspirados nos relatos apresentados por expositores, durante o Cariri cangaço 4
–, em Setembro de 2013, evento sediado em Juazeiro do Norte CE,
reunindo eminentes estudiosos de assuntos ligados à história do cangaço,
procuramos desenvolver um texto relacionado aos episódios, os quais colocaram
em evidência, nos idos de 1927, historicamente, a Fazenda Ipueiras. Localizada
no município de Aurora, compreende área em pleno Cariri, num cenário de
caatinga, este, um bioma tipicamente brasileiro. Todavia, colocamos em destaque
Ipueiras, simplesmente, por ter sido ali, palco de inusitadas e históricas
decisões vivenciadas num período efervescente do “coronelato”, com seus mandos
e desmandos e as atividades do cangaço aterrorizante, protagonizado, em sua
maioria, por sertanejos injustiçados, jurando vingança.
Embora já
conhecendo bastante do que já vem sendo escrito sobre os bandos de cangaceiros
agindo por todo o sertão nordestino, imaginamos o quanto, ainda, se tem para
ser elucidado, já passado quase um século dos acontecimentos, tendo como
principal protagonista, Lampião, o rei cangaço e seu bando.
Conselheiro
José Cícero e a primeira visita do Cariri Cangaço a Ipueiras
É natural que
feitos históricos, com o passar do tempo, venham a inspirar obras literárias de
cunho ficcional da realidade histórica, sobretudo, por cordelistas em seu dom
inato de versejar. Todos, porém, com o mérito de manterem viva uma história
real, de um passado que já vai longe e que o tempo vem mitifiando.
Porém, temos
consciência de que, desvendar a realidade histórica de fatos que ocorreram em
tempos passados, dos quais restam poucas fontes testemunhais, é tarefa, sem dúvida,
difícil. Neste sentido, sabemos que as fontes mais corretas a serem
consultadas estejam em testemunhas da época que, direta ou indiretamente
participaram ou tomaram conhecimento dos fatos em foco ou em documentos
impressos – jornais, revistas, etc. – os quais passavam a circular, noticiando
as ocorrências de interesse histórico. Todavia, sabemos que tais
meios de divulgação e depoimentos pessoais, representam fontes sujeitas a
incorreções. Porém, esta, passíveis de comprovações a partir de novos documentos
de época ou de novos depoimentos com remanescentes dos períodos vivenciados
pelos fatos investigados, a fim de se chegar o mais próximo possível da
realidade histórica.
Cel. Izaias Arruda
O presente
texto não tem a pretensão de trazer à luz documentos mais esclarecedores, das
ocorrências históricas, ainda por serem esclarecidas, se é que, ainda, as há,
sobre os episódios ocorridos, por exemplo, na fazenda Ipueiras. Este, o local
onde teria sido elaborado o fracassado plano para atacar Mossoró e, o mesmo
local, de retorno de Lampião e seu bando, onde os aguardava, o
fracassado plano visando o extermínio do rei do cangaço e seu bando. Plano de
extermínio, arquitetado pelo mesmo coronel Izaias Arruda, aquele que os
municiou, através para aquele frustrado ataque e que, naqueles primeiros dias
do mês de Julho, tenta eliminá-los (Mello, 2011:82, 240).
O que nos
inspirou a elaborar este texto foram os seguintes quesitos:
1. Buscar em
fontes documentais impressas – jornais e revistas – as notícias referentes à
fazenda Ipueiras e seu envolvimento com o histórico assalto a Mossoró, no Rio
Grande do Norte, ocorrido no mês de Junho de 1927. Para a pesquisa em
jornais, optamos pelo Jornal O Estado de São Paulo, visando conhecer como
foram as notícias sobre aqueles fatos históricos, as quais via telégrafo, em
tempo real, iam chegando à redação do mesmo. Tais noticiários eram
divulgados, ora na coluna Notícias dos Estados, ora em local mais
destacado, com o título O banditismo no Nordeste. Tal pesquisa visa, ainda,
disponibilizar tais notícias para fins comparativos com outras fontes impressas
– jornais e revistas – ou outras fontes apontadas por pesquisadores, conforme
vão por eles mencionados em suas obras e, por nós, relacionadas no final do
presente texto.
2. Cientes da
possibilidade de que tais noticiários, já sejam do conhecimento dos experientes
pesquisadores do cangaço, mas, possivelmente, não, de todos, sua apresentação
aqui, visa, sobretudo, despertar discussões, as mais abrangentes
possíveis, em torno dos vibrantes temas relacionados ao fracassado assalto a
Mossoró, no mês de Junho e ao retorno de Lampião e seu bando a
Ipueiras, naqueles tumultuados primeiros dias de Julho de 1927.
3. Dar
ênfase à posição geográfica em foco, abrangendo a região do Cariri
cearense envolvida pela caatinga, esse bioma exclusivamente brasileiros,
encerrando características próprias, importantes de serem preservadas o
que, ainda, resta dela.
Além do jornal O Estado de São Paulo, o presente artigo recorreu a outras
fontes, cujas referências vão destacadas no texto, na medida em que vão sendo
citadas. Chamamos a atenção para as reticências, entre parênteses, substituindo
trechos apagados devido ao envelhecimento do papel impresso, assim como
substituem trechos das notícias que foram eliminados, por não focarem,
exatamente, o que nos interessava transcrever.
Continua...
Maria Thereza Camargo, Etnofarmacobotânica, especialista em plantas medicinais
na medicina popular no Brasil. Aristides Camargo, Arquivista, especialista em patrimônio cultural
brasileiro.
http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
ROXINHO ou VINTE E CINCO (cangaceiros)...?
Acima, temos
duas fotos. A foto nº 01, estudiosos (Dr. Amaury) afirmam ser do cangaceiro
ROUXINHO, que pertenceu ao grupo de CORISCO, e, que morreu em combate, sendo
seu nome, confirmado pela cangaceira DADÁ.
A
cangaceira Dadá
A foto nº 2,
temos o cangaceiro cognominado de "VINTE E CINCO", por ocasião das
ENTREGAS, após, a morte de Lampião.
A PERGUNTA:
Analisando as feições em ambas as fotos (queixo, boca, lábios, nariz, maçãs do
rosto, sobrancelha, etc...), É POSSÍVEL SE AFIRMAR, QUE SE TRATA DA MESMA
PESSOA? DÊ SUA OPINIÃO À LUZ DOS ELEMENTOS EXPOSTOS... Agradeço...
Fontes:
Volta Seca
Lampião,
Cangaço e Nordeste
Adendo -
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Eu diria que o
cangaceiro que aparece nas duas fotos, é um só, e é o cangaceiro Vinte e Cinco.
Mas eu estou apenas dando a minha opinião. Os estudiosos pegaram informações
dos remanescentes de Lampião. A minha opinião sobre as duas fotos, não tem
valor para a literatura lampiônica.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
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