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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

CANGACEIRO "PEITICA" - DEPOIMENTO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=HXKqbD-PrdA

Depoimento do cangaceiro "Peitica" (José Calixto da Silva) cedido ao extinto Jornal carioca "A Noite", cuja matéria foi publicada em sua edição de 14 de novembro de 1938. Deixem seus comentários, críticas e sugestões, afinal são elas que servirão para analisarmos e melhorarmos cada vez mais nossos trabalhos. Valeu Cabroeira! Geraldo Antônio de Souza Júnior

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ODEIO INTELECTUAIS

*Rangel Alves da Costa

Termos acadêmicos existem que servem apenas para colocar muros onde deveria existir campo aberto. Discriminações, evidentemente. Ora, o termo escritor, por exemplo. Na verdade, o que é ser um escritor? Somente aquele que publica livros, ou também aqueles que deixam seus originais nas gavetas, ou também ainda aqueles que escrevam cartas, bilhetes, qualquer tipo de escrito? Quem escreve é escritor, e seja de que tipo de escrita for. Mas não, logo a academia vincula o termo escritor ao livro vai elegendo seus “gênios”.

Outro termo vazio, sem fundamentação ou justificativa algum, é o dito “intelectual”. Ora, a intelectualidade vem do termo intelecto, que é o uso da mente, da razão, do pensamento. E pelo que eu sei, todo aquele que não possui distúrbio mental faz uso da razão, do pensamento, do intelecto, e de forma condizente ao seu meio e à necessidade de uso. Mas não, mais uma vez a academia chega para colocar grades, para separar os humanos. Por consequência, basta ter qualquer pífia graduação para ser chamado intelectual, basta ser “doutor” para ser chamado intelectual, basta ser escritor para ser tido como intelectual.

Mas o pior é que tais intelectuais fabricados ou impostos pela conveniência, geralmente são tão despreparados que acabam se tornando nas pessoas mais chatas do mundo. Levando o escudo da intelectualidade como se fosse qualquer coisa de serventia, e então passam a ser reis, sábios, mestres, filósofos, os suprassumo do saber e da inteligência.

Tornam-se inacessíveis, intocáveis, sempre envoltos em redomas douradas. Contudo, não passam de uns boçais, de uns deseducados, verdadeiros purgantes à vida útil. Achando-se donos da verdade e possuidores da última resposta a tudo, então sequer parecem gente. E quando abrem a boca escolhem precisamente ininteligível, o que não pode ser compreendido, como forma de se fechar ainda mais em sua redoma. Uns idiotas.

Diferentemente do que imaginam os vermes em seus fajutos pedestais, a verdadeira sabedoria humana é humilde, é compreensiva, é compartilhada e sempre vai ao encontro do outro, no sentido de ensinar e também aprender. Quem é verdadeiramente sábio ou quem tem elevado nível de conhecimento das realidades do mundo, seja no âmbito metafísico ou cotidiano, sabe muito bem que o saber deve ser visto como algo utilitário e não como escudo para uma suposta intelectualidade. O verdadeiro sábio é comedido, paciente, sem soberbas ou jactâncias. O verdadeiro sábio, diferente do dito “intelectual”, conhece muito bem seus limites do saber, sabe que não sabe tudo. E por isso mesmo tanto colhe como semeia o conhecimento.

Estes ditos intelectuais são facilmente reconhecíveis, pois admiram uma mídia para se mostrar. Quando falam, porém, confundem ao invés de ofertar conhecimento. Todo dia na televisão aparece um filósofo, um especialista nisso ou naquilo, um mestre sei lá das quantas, um catedrático do mundo revirado, um acadêmico da tese inexplicável. Nas fotos, aparece tendo estantes ao fundo, com rostos endeusados e olhares dizendo “fique lá que eu fico aqui”, com molduras sombreadas e mãos levando pingentes de ouro à face. As denominações são as mais estapafúrdias, os currículos são intermináveis. Mas quando abre a boca...

Quantos mundos existem separando os homens segundo suas hipocrisias? Quantas redomas existem para deixar lá dentro os que nasceram diferentes virados pra lua e lá fora os simplesmente mortais. E mortais estes que são os verdadeiros sábios da terra. Mesmo sem estudo escolar ou de pouca leitura ou escrita, a cada dia escrevem o grande livro da sobrevivência. E na resposta torta, acabrunhada, dizem tudo que a gabolice dita intelectual não sabe dizer nem compreender.

Por isso que odeio intelectuais de mídia, de forjadas proclamações, de círculos imortais moribundos ou já mortos. Por isso mesmo que escolho meus próprios intelectuais, aqueles que verdadeiramente têm a ensinar o que eu preciso tanto a aprender: Seu José do Mato, Dona Maria Rezadeira, Minervino Pescador, Tonica Lavadeira, e tantos outros que vivem como letras vivas em livros sábios pelo suor e pelo cansaço.

Escritor
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80 ANOS DE ANGICO - PARTE 3

 Por Aderbal Nogueira


A prisão dos coiteiros e a cachaça. Terceira parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

https://www.youtube.com/watch?v=AL5Pb8nb99s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

PARABÉNS!

 Por Geraldo Júnior

HOJE OS NOSSOS PARABÉNS! VÃO PARA A DONA MARIA DO CARMO...

... filha do casal cangaceiro Corisco e Dadá, que no presente dia está completando 83 anos de vida.

Desejamos que essa data se repita por muitos anos e que venha sempre acompanhada de muita paz e saúde.

Feliz Aniversário!

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JOSÉ GOMES MORTO POR UM CANGACEIRO DE LAMPIÃO EM PARANATAMA-PE.

 Por Blogs e Aventuras

https://www.youtube.com/watch?v=l36P1UBUIOg&ab_channel=blogseAventuras

José Gomes morto por um cangaceiro de Lampião no município de Paranatama- PE, onde lampião passou e próximo esse lugar ele invadiu uma casa e espancou os donos da casa.

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A TESOURA E O CORONEL SANTANA DE MISSÃO VELHA.

 Por Bosco André

Bosco André é pesquisador do cangaço...

Certa feita o Coronel. Santana chegou à casa de uma sua parenta nas redondezas de Missão Velha, a qual se encontrava chorando muito, ao que foi interpelada pelo coronel, o que estava acontecendo? 

Coronel Santana

Ela lhe disse que havia desaparecido uma tesoura de ouro que fora herança da sua avó, e que suspeitava de umas mulheres que estavam apanhando um feijão na sua roça, em número de oito trabalhadoras rurais. 

A famosa tesoura de ouro

O Coronel Santana pediu calma e perguntou a que horas aquelas mulheres voltariam da roça, tendo a sua parenta dito que ao final da tarde; lá para as quatro e meia da tarde.

À hora marcada o coronel chegou à casa da sua parenta e mandou que as mulheres desocupassem os lençóis, jogando o feijão ao pé da parede e mandou que pegassem quatro lençóis daqueles e cada uma, pegasse numa ponta do lençol e tentassem rasgá-lo. A certa altura o Cel. Santana disse: 

- A mulher que roubou a sua tesoura minha prima, não vai conseguir rasgar o lençol! 

Ao que uma das circunstantes, disse: 

- Não Coronel, eu vou conseguir! 

Então aí o Cel. Santana mandou que ela fosse buscar a tesoura e entregasse a sua legítima dona. Terminando assim o segredo do roubo da tesoura.



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PROFESSOR MOSART E A MELHOR TESOURA DO MUNDO

Por José Mendes Pereira



Quem escreveu este texto fui eu, e já o vi com outro nome, como se tivesse sido escrito pelo ladrão de texto. 

Isso aconteceu há muitos e muitos anos, quando eu ainda fazia ginásio. Não tenho mais visto o professor Mosart, mas acredito que ainda está entre nós.

Eu não tenho muito o que falar sobre o professor Mosart e não sei o seu nome completo, apenas sei que ele residia ou ainda reside em Mossoró, em frente à Praça Bento Praxedes Fernandes Pimenta, conhecida como Praça do Codó, atualmente Praça do Relógio.

Praça Bento Praxedes Fernandes Pimenta - Mossoró-RN.

Ele foi meu professor na escola em que eu estudava, e foi um educador que passou muito rápido por lá, por isso, quase nada tenho para falar sobre ele, mas me lembro de alguns fatos que ele nos contou em sala de aula, e aqui eu escrevo um deles.

Certa noite, o professor Mosart contou-nos que fez uma excursão por alguns países da Europa, e neste continente conheceu Portugal, Alemanha, Itália, França, Espanha..., e ao retornar, passou pela América do Norte, com maior estadia nos Estados Unidos, para conhecer 

"The Statue of Liberty" (Estátua da Liberdade), teatros, a "White House" (Casa Branca), Congresso Nacional, costumes, comidas típicas, religiões, políticas e outros mais.

Já com malas prontas para ocupar o avião a sua mãe exigiu que, ao retornar ao Brasil, quando passasse pelos Estados Unidos, comprasse uma tesoura de boa qualidade, pois muito desejava possuir um objeto daquele país tão falado e potente. Mas com uma condição: só queria que a tesoura fosse comprada lá, não importava que tivesse sido fabricada em outro país. Queria a melhor tesoura, e que fosse comprada nos Estados Unidos.

Lá nos Estados Unidos o professor Mosart visitou algumas lojas para fazer a compra da tesoura de boa qualidade, mas todas as lojas que ele passou, quando solicitava a melhor tesoura do mundo os comerciários só lhe apresentavam tesouras com o nome "Made in Brazil" fabricada no Brasil.

- Mas eu quero a melhor tesoura do mundo. - Dizia o professor Mosart a uma comerciária.

- We have lots of scissors manufactured in different countries. But the best scissors we have is the scissors that is manufactured in Brazil. - - I told him a lovely, polite young man.

Tradução:

- Temos muitas tesouras fabricadas em diversos países. Mas a melhor tesoura que temos aqui é a que é fabricada no Brasil. - Disse-lhe uma linda e educada jovem.

O professor Mosart findou comprando a tesoura de fabricação brasileira, já que a sua mãe queria possuir a melhor tesoura do mundo, mas que fosse comprada nos Estados Unidos. Não importava a origem de fabricação.

http://josemendeshistoriador.blogspot.com.br/.../professo...

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro. Mas se gostou, diga aos seus amigos para que eles a conheçam também.

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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Se você achar que vale a pena e quiser perder um tempinho, clique nos links abaixo:

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São trabalhos feitos com especial carinho para você, leitor!

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CANGACEIRO "SANTA CRUZ" - DEPOIMENTO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=Cdsdoig67yQ&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Depoimento do cangaceiro "Santa Cruz" cedido ao extinto Jornal carioca "A Noite", cuja matéria foi publicada em sua edição de 14 de novembro de 1938.

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80 ANOS DE ANGICO - PARTE 2

 Por Aderbal Nogueira

Encontro das volantes e descida do rio. Segunda parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

https://www.youtube.com/watch?v=shB1X546_mg&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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REGISTRO DO CANGAÇO.

 Por Getúlio Moura

Construído no ano de 1877 pelo Governo Imperial de Dom Pedro II, O Palácio 3 de Outubro foi edificado pelas frentes de trabalho para os retirantes da grande seca que rondava o Nordeste na época. Foi nele que por muito tempo funcionou a cadeia pública de Barbalha e simultaneamente a Câmara de Vereadores.

Atualmente, o prédio está sendo utilizado como Centro Cultural e Educacional para os barbalhenses. O projeto Pró-memória, idealizado e executado por barbalhenses dispostos a preservarem a memória cultural da cidade, é o proponente dessa ideia que foi aprovada na Câmara e ganhou parceiros importantes como o escritor Espíndola, que doou um acervo de 40 mil livros para a biblioteca do Centro Cultural, e o cineasta caririense Rosemberg Cariry, um dos primeiros documentaristas a cobrir a Festa do Pau da Bandeira.

Em 2004, parte da construção desabou durante uma forte chuva que houve na cidade, a partir desse fato se iniciou um movimento geral da população junto com os historiadores pressionando para que os órgãos públicos tomassem medidas para reerguê-lo.

Neste, em 1928 foram presos os Cangaceiros "MARCELINOS" no episódio que encerrou a sina dos mesmos no Cariri Cearense.

https://www.facebook.com/groups/179438349192720

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POR QUE PORTO DA FOLHA, SE LÁ NÃO É PORTO?

 Por José Mendes Pereira


Alguns anos que se passaram, li algo sobre o município de Poço Redondo, escrito pelo cronista e escritor Rangel Alves da Costa. Agora, ele deveria escrever como surgiu o município de Porto da Folha, se lá, imagino eu, não é porto.

https://www.youtube.com/watch?v=KqSSFT1jT-U&ab_channel=AlexMostra

https://www.artesol.org.br/conteudos/visualizar/Porto-da-Folha-SE0

Frei Angelino Caio Feitosa

https://www.youtube.com/watch?v=KqSSFT1jT-U

Vamos aguardar, Rangel Alves da Costa, que o senhor escreva algo sobre Porto da Folha.

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PADRE CÍCERO E O COMPADRE LAMPIÃO

 Autor desconhecido


Legal mesmo!

https://www.facebook.com/photo/?fbid=144362191344085&set=gm.989009915036298

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80 ANOS ANGICO - PARTE 1

 Por Aderbal Nogueira


Primeira parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico.

https://www.youtube.com/watch?v=bL8wTqOps8Q&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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PASSAGEM DO BANDO DE LAMPIÃO POR PARANATAMA É TEMA DO NOVO LIVRO DO ESCRITOR JUNIOR ALMEIDA

 Por Raimundo Lourenço

Uma das casas invadidas por Lampião na zona rural de Paranatama

Está na fase de diagramação o novo livro do escritor capoeirense Junior Almeida; a obra intitulada "Lampião em Serrinha do Catimbau" promete trazer fatos novos sobre a passagem do rei do cangaço Lampião e seu bando por Serrinha de Catimbau, então Distrito pertencente a Garanhuns, hoje município de Paranatama. 

Era 20 de julho de 1935, quando o bando de Lampião invadiu Serrinha e foram recebidos à bala por moradores; na troca de tiros Maria Bonita foi alvejada com um disparo na região glútea, e o grupo de cangaceiros foi forçado bater em retirada.

Com vasta pesquisa e inúmeras entrevistas realizadas, o novo livro da temática ‘cangaço’ tem como cenário a região do Agreste pernambucano, e promete trazer mais detalhes, novas revelações e personagens ligados a passagem do bando de Lampião pelo  ex-Distrito de Garanhuns.

Escritor Júnior Almeida

Acompanhei o amigo Junior Almeida por duas vezes em visita a Paranatama; lembro que na primeira vez estivemos a casa de Dona Branca, então com 102 anos; ela que teve a casa invadida por Lampião, Maria Bonita e os cabras do bando. Também visitamos no local onde o agricultor José Gomes foi morto por um cangaceiro, no Sitio Lagoa do André. Dona Branca faleceu em 2017, aos 103 anos e 3 meses.

O lançamento do livro “Lampião em Serrinha do Catimbau” deve ocorrer no próximo mês de março.

https://blogcapoeiras.blogspot.com/2022/02/passagem-do-bando-de-lampiao-por.html?fbclid=IwAR3GKABjGtdfl_wCyyYx9tf5gp1rJWmCuTnD_nVC_r1N8mci7yrfPevO674

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ASPIRANTE CHICO FERREIRA - ENTREVISTA. PARTE I.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=rVOQ4KbYU1Y&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Entrevista com o Aspirante Francisco Ferreira de Melo o "Chico Ferreira" que participou e teve atuação decisiva durante o ataque ao bando de Lampião, ocorrido no dia 28 de julho de 1938, quando estes se encontravam acoitados na Grota do Angico que na época pertencia ao município de Porto da Folha em Sergipe e atualmente anexada ao município de Porto da Folha no citado estado.

Ao lado de seu comandante, Tenente João Bezerra, atacaram o bando cangaceiro, eliminando Lampião e parte de seu bando, dando início na derrocada do cangaço.

A entrevista que está sendo narrada nesse documentário foi extraída de matéria produzida pelo Jornalista Antônio Sapucaia e publicada no Jornal Correio Brasiliense em maio de 1966. Sensacional! Assistam... curtam e compartilhem.
Geraldo Antônio de Souza Júnior - Administrador do canal.

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QUEM MATOU O CANGACEIRO LUIZ PEDRO?

 Por José Mendes Pereira

O cangaceiro Luiz Pedro

Clique para assistir ao vídeo do Vila Nova. Cangaçologia. - https://www.youtube.com/watch?v=wFlwvF--5sg

No dia 14 de novembro de 1938 Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota de Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala:
Cangaceiro Vila Nova

“ – Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (ele fala no tenente Ferreira, nas ele quis se referi ao tenente Bezerra). Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor. 

O cangaceiro Zé Sereno

Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita”. 

Ele fala que junto com o capitão haviam morrido mais 11 cabras. Verdade, lógico que lá morreram contando com Lampião 12. 11 cangaceiros e o volante Adrião Pedro de Souza.
  
O cangaceiro Balão - fonte pesquisada - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

Já o cangaceiro Balão afirmou à “Revista Realidade” em novembro de 1973 sobre Luiz Pedro o seguinte:

Luís Pedro ainda gritou: "Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião". Não conseguiu, caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e, com Zé Sereno, consegui furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.

As duas entrevistas destes dois cangaceiros cedidas ao Jornal A Noite e à Revista Realidade ficam meio confusas, que cabe aqui esta pergunta? 

O cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões no momento em que tentava fugir do cerco policial? 

O cangaceiro Vila Nova disse que pegou o mosquetão do Luís Pedro e deu no pé. O Balão também afirma a mesma coisa.

Também as duas afirmativas deles deixam a gente novamente confuso sobre a morte de Luís Pedro. Por quê?


O famoso, corajoso e valente volante Mané Veio, disse aos pesquisadores e repórteres que foi ele quem assassinou o cangaceiro Luís Pedro, e pelo que ele diz, levou um bom tempo para matá-lo; saiu perseguindo, perseguindo entre pedras e ele tentando salvar a sua vida, mas finalmente, o assassinou.


Sobre a morte do cangaceiro Luís Pedro você poderá ler em ”Lampião Além da Versão Mentiras e Mistério de Angico”, escrito por Alcino Alves Costa.

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CANGACEIRO "VILA NOVA IV" - DEPOIMENTOS E RELATOS.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=wFlwvF--5sg

Iziano Ferreira Lima o "Vila Nova", quarto cangaceiro a utilizar a alcunha, pertenceu ao bando de Lampião e nos últimos tempos do cangaço lampiônico foi um dos Cabras mais próximos e leais ao rei do cangaço, sendo inclusive um dos cangaceiros que estavam mais próximos do casal Lampião e Maria Bonita no momento do ataque da Força Policial Volante alagoana à Angico, Força que na ocasião tinha o comando do Tenente João Bezerra da Silva e o apoio do Aspirante Francisco Ferreira de Melo e do Sargento Aniceto Rodrigues dos Santos.

Em outubro de 1938 se entregou às autoridades em troca de anistia à exemplo de tantos outros remanescentes do bando. Sofreu agressões e espancamentos por parte da polícia por se recusar a denunciar os coiteiros e apoiadores do bando e a perseguir, ingressado na polícia, os antigos companheiros de cangaço.
Após se entregar concedeu algumas entrevistas como essas que foram concedidas aos jornais "Correio de Aracaju" e "A Noite" e que são narradas nesse documentário.

Assistam e deixem suas opiniões, críticas e sugestões.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

LAMPIÃO, REI DO CANGAÇO, FOI ASSOMBRO DO SERTÃO.

Por José João de Souza

https://www.youtube.com/watch?v=gKnWFUo2vJM&feature=share&ab_channel=Jos%C3%A9Jo%C3%A3odeSouzaSouza

Lampião o rei do cangaço - Ivanildo Vila-Nova e Geraldo Amâncio.

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Song

Lampião, o Rei do Cangaço (Mote de Dez)

Artist

Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio

Album

De Repente, 30 Anos, de Repente

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O VAQUEIRO "SANTO" SAI DA FAZENDA EXU, E MUDA-SE PARA A FAZENDA MANDAÇAIA, E LÁ, SE DEU MAL COM O CANGACEIRO CORISCO.

 Por José Mendes Pereira

Adquira-o através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Diz o escritor Alcino Alves Costa em seu livro “Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico", que em Poço Redondo, o maior criador de gado era um senhor de nome Manoel do Brejinho. Homem do trabalho, e com isso conseguiu amealhar grandes posses de terras, tornando-se um dos mais ricos da região daquela cidade. Mas o Manoel do Brejinho era filho de Porto da Folha, e todas as suas fazendas eram em terras de Poço Redondo, no Estado de Sergipe. Possuidor de grandes rebanhos de bovinos, caprinos e ovinos. O seu gado era em torno de 4 e 5 mil reses.

O velho caipira não tinha desejos de luxar ou demonstrar ser rico, e nunca desejou ser coronel ou ter outra patente semelhante. O seu desejo era somente permanecer entre as suas fazendas, e cuidando dos seus animais. Não costumava sair para frequentar feiras..., e quando saía a um lugar qualquer, era confundido com qualquer um catingueiro, ninguém o via como um senhor proprietário de grandes fazendas e animais. O portofolhense tinha a fala mansa e arrastada, e suas fazendas eram: Brejinho, Exu, Propriá, Emendadas, Caibreiras, Poço Dantas, São Joaquim, Logrador, Quiribas e Carnes.

Manoel do Brejinho tinha o maior prazer de andar pela caatinga para ver a sua bezerrada engordar, e, além do mais, acompanhar passo a passo o seu crescimento. E ainda andar no pino do meio-dia pastoreando o gado, que procurava uma sombra embaixo das árvores daquelas terras do rio São Francisco. Isto para ele era o mais importante para o seu viver, considerando um paraíso. Mesmo não gozando de certos confortos, para seu Manoel do Brejinho, nada melhor do que viver entre aquela caatinga que o viu nascer. Era um tanto sovino, mas atendia todos os pedidos que lhe faziam os exploradores.

Na sua fazenda “Exu” o vaqueiro era o Santo sendo este filho lá da cidade de Poço Redondo, grande e veterano pelejador de gado, este era casado com uma senhora carinhosamente chamada de Caçula, que era da família dos Santanas. O casal tinha uma numerosa família, os quais eram: Manoel, Daniel, Rosalvo (aqui abro um parêntese para informar ao leitor que o escritor Alcino Alves não diz se este Rosalvo era aquele que acoitou o ex-cangaceiro Juriti em sua casa, e por infelicidade, ele foi capturado em sua residência pelo sargento Deluz, e que o matou em uma fogueira em plena caatinga), Miguel, Pedro, Angelino, Celestina, Maria Mariquinha e Josefina. Angelino e Josefina uma febre que assolou aquele sertão foram vítimas e faleceram.

Escritor Alcino Alves Costa

Diz o escritor Alcino Alves que no ano de 1932, a seca assolou aquela região. Sentindo dificuldade para tanger o barco, isto é, para sustentar a sua família, o “Santo” resolveu pedir aumento ao seu Manoel do Brejinho, alegando que o seu ordenado não estava dando para o sustento de casa. Mas o seu Manoel do Brejinho não cedeu o solicitado, alegando que se ele estava em dificuldade, ele também estava, e assim não poderia lhe ceder um possível aumento.

Santo desgostoso, deixa a fazenda Exu e vai morar na Fazenda Mandaçaia, na intenção de melhorar aquele sofrimento, isto é, talvez achava ele, que o seu ordenado não estava à altura dos seus trabalhos. 

Mas infelizmente, o Santo não se deu bem com a sua decisão, deixar a Fazenda Exu do seu Manoel do Brejinho para se  tornar morador da Fazenda Mandaçaia (Lamento, leitor, pois o escritor Alcino Alves não fala quem era o verdadeiro dono da Fazenda Mandaçaia).

Santo está ali, achando ele que estava tudo bem, mas, infelizmente, ele havia feito mal escolha. E meses depois, sem desejar, recebe a visita inesperada do cangaceiro Corisco. 


O bandido que o conhecia desde quando ele morava na Fazenda Exu, ordena que, vá até a casa do seu ex-patrão Manoel do Brejinho levando um bilhete, solicitando uma quantia de três contos de Reis. E sem muita demora, o Santo vai até a casa do ex-patrão com o bilhete. 

O seu Manoel não nega a solicitação, e diz ao seu ex-vaqueiro que diga ao cangaceiro Corisco, que no momento não tem, mas irá providenciar a quantia solicitada dentro de oito dias. O prometido não foi com oito dias, mas 10 dias, e que não fez tanta diferença, o cangaceiro Corisco iria receber o valor pedido ao fazendeiro, aliás, a exploração. Santo recebe o valor em sua nova residência, localizada na Fazenda Mandaçaia, e o guarda cuidadosamente, até que o Diabo Loiro apareça.

Na mesma semana, era um sábado, Lampião visita o vaqueiro, e como sabia da solicitação que fizera o Diabo Loiro ao Manoel do Brejinho faz-lhe a seguinte pergunta:

- Santo, o dinheiro que o compadre Corisco pediu ao fazendeiro Manoel do Brejinho já está com você?

Sem poder negar, Santo diz:

- Já, capitão! Estou aguardando a sua presença aqui para ele levá-lo.

Lampião muito esperto, e possivelmente estava precisando de alguns trocados, para comprar alimentos para os seus comandados, diz-lhe:

- Este dinheiro é para ser entregue a mim, Santo.

Sem poder negar, e também não iria desobedecer a ordem do capitão, vai lá dentro da casa e traz a quantia, entregando-a ao famoso Lampião.

O rei a recebe, guarda-a em seu embornal, e, em seguida, faz outro bilhete, endereçado ao Manoel do Brejinho, pedindo-lhe mais três contos de reis, porque o que era para o compadre Corisco ele precisara, e que o fazendeiro não se aborrecesse, que com certeza, um dia qualquer, seria recompensado.

Mesmo aperreado e resmungando, e sem outra alternativa, o velho caipira vende mais alguns bois, e uma semana depois, a outra quantia, desta vez, solicitada pelo capitão Lampião chega às mãos do vaqueiro Santo em sua residência Fazenda Mandaçaia. 

Mas o pobre vaqueiro não estava com sorte. Misteriosamente dois sargentos, o Ernani e Amintas que trabalhavam no destacamento de Poço Redondo, tomaram conhecimento do envio deste dinheiro para o Diabo Loiro, pelo o Manoel do Brejinho. E astuciosos, intimaram o vaqueiro para suas devidas explicações sobre este envio de dinheiro.

Santo que era um homem honesto e que nunca havia sido intimidade para nenhuma explicação na vida, sentira-se desonrado. Sem outro meio de escapar desta intimação, foi atender ao pedido dos espertos sargentos, e lá, foi logo trancafiado, e todas as perguntas que os patenteados lhe fizeram, não obtiveram respostas. A causa, vingança, por ter sido decepcionado, coisa que nunca havia lhe acontecido, ser chamado aos pés de uma autoridade. Santo foi solto no cair da tarde, mas numa condição, avisar ao destacamento quando os cangaceiros aparecessem em sua casa.

Santo ficou triste, como se estivesse depressivo, não queria mais se alimentar, o jantar que a dona Caçula preparara, não foi usado por ele. Deita-se e quer ficar sozinho, imaginando a grande desonra que ora ganhara. Não imaginava ele qual a verdadeira desgraça que o esperava.

O cantar do galo está próximo, e alguém o chama:

- Santo! Santo! Abra a janela! Sou eu, Corisco, vim apanhar o dinheiro, não precisa acender candeeiro não, estamos com pressa e já vamos.

O vaqueiro estranhou aquela voz, achando que não era a voz do Corisco, mas melhor entregar aquele maldito dinheiro, do que partir para uma discussão. Santo jamais poderia imaginar que aquela voz não fosse de cangaceiro algum, mas a do sargento Ernani que estava acompanhado do outro que juntos, queriam roubar o dinheiro do cangaceiro Corisco. Santo estava condenado, poderia ser justiçado injustamente por policiais ou cangaceiros.

Uma semana depois o cangaceiro Corisco visita a cidade de Poço Redondo, e de lá, sai bêbado, levando preso, sobre ordens, um jovem chamado “Airton” um rapaz filho de um senhor chamado “Horácio”. O destino do Diabo Loiro seria a Fazenda Mandaçaia, lugar onde está o vaqueiro Santo, e que é lá, que ele deveria receber o envio da quantia, mandada pelo Manoel do Brejinho, mas desta vez, solicitada pelo capitão Lampião.

O dia amanheceu claro, alegre e simpático. Santo já estava na roça cuidando das suas obrigações, acompanhado de alguns amigos. Lá da roça, ele ver os cangaceiros chegarem em sua casa, seu coração fica agitado, como se estivesse lhe avisando algo ruim. Estava com medo, mas o que fazer?

Santo diz aos amigos que temia algo que pudesse acontecer naquele momento. Os amigos o aconselharam para não ir até a sua casa. Mas ele pensava na sua família, pois os cangaceiros poderiam fazer algo contra ela. Jamais deixaria sua esposa e filhos sozinhos no meio daqueles delinquentes. Se algum deles morressem causados pelos cangaceiros, possivelmente ele queria ser vítima também. Afinal, era pai e esposo daquela gente.

Assim que chegou, deu bom dia a todos os cangaceiros que ali estavam.

Corisco respondeu o cumprimento e perguntou:
- Cadê o dinheiro? Vim buscá-lo!

Santo fica apavorado com o que estava ouvindo, dito pela boca do Diabo Loiro, respondendo-lhe:

- Ôxente! Eu lhe entreguei na semana passada? Naquela noite?

Na verdade, Santo enganadamente, havia entregue aos sargentos a quantia de dinheiro que o Manoel do Brejinho enviara para Corisco, mas desta vez, solicitada pelo então capitão Lampião, porque a primeira quantia, fora Lampião que ficara com ela. E a segunda, fora roubada pelos dois sargentos que se passaram por Corisco.

Ouvindo isso do Santo Corisco ainda bêbado, achou que o vaqueiro estava querendo lhe enganar.

Agora Santo irá morrer. 

O cangaceiro Diabo Loiro ficou louco, e logo apontou a sua arma para Santo, e não pensou duas vezes. Infelizmente, o Santo caiu morto, a bala estraçalhou a cabeça do coitado catingueiro.

Foi-se mais a vida de um um homem honrado por assassinato. Um bom pai, um bom marido, um bom trabalhador. Os filhos e a dona Caçula viram seu pai e esposo ser assassinado, por um delinquente que não tinha dó de ninguém.

Fonte de Pesquisas:
Livro: “Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico”.
Páginas: 145, 146, 147 e 148.
Autor: Alcino Alves Costa

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