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domingo, 11 de outubro de 2026

O ASSASSINATO DO PADRE PEREIRA: A TRAMA ENTRE A FAZENDA MASSAPÊ E A FAZENDA SERRA VERMELHA.

Por Valdir José Nogueira de Moura.

​Foi entre a Fazenda Massapê, em Santa Maria — na época pertencente ao município de Belmonte —, e a Fazenda Serra Vermelha, no município de Vila Bela, que se teceu a trama para o assassinato do Coronel Manoel Pereira da Silva Jacobina, popularmente conhecido como Padre Pereira. Apontados como mandantes do crime, o Major João Barbosa Nogueira, proprietário da Fazenda Serra Vermelha, e o major David Bernardino de Carvalho e Sá, senhor da Fazenda Massapê, viram-se no centro de uma tempestade política e familiar. Logo após o homicídio do coronel ocorrido no dia 15 de outubro de 1907, a família Pereira buscou mover a máquina da responsabilidade criminal contra os dois majores, ambos ligados à família Carvalho, identificando como executores materiais do atentado os homens de confiança Luiz de França, Manoel Tomé e Mariano Mendes de Moura. A partir de então, o clima na região azedou de vez: os Pereiras declararam publicamente que derramariam o sangue dos Carvalhos e Nogueiras até vingar a morte do Padre Pereira.

​Entre os diversos indícios que pesavam contra a dupla de mandantes, sobressaíam-se os reveladores relatos de Vicente Gato, morador das imediações. Poucos dias antes do atentado, Vicente já estranhara a frequência incomum com que João Nogueira visitava a casa de David Bernardino. A tensão atingiu o auge no próprio dia do crime, quando o cangaceiro Mariano Mendes surgiu de surpresa na povoação de São Francisco e evaporou em seguida — um comportamento atípico para quem costumava passar o dia inteiro na vila durante as feiras. Vicente Gato contou ainda ter recebido em sua casa o cangaceiro Barra de Aço, que levava consigo duas cartas escritas com tinta encarnada, enviadas por David Bernardino a João Nogueira. Na oportunidade, Barra de Aço confidenciou que ia convocar o matador Luiz de França e avisou, com tom lúgubre, que em breve aconteceria uma tragédia em São Francisco capaz de fazer até as pedras chorarem. Não bastasse isso, soube-se que João Nogueira, ao retornar da Fazenda Massapê, recomendara à própria esposa — que, por ironia do destino, era sobrinha do Padre Pereira — que comprasse roupas pretas de luto. Na correspondência, David Bernardino pedia a João Nogueira os préstimos do seu afamado cangaceiro Luiz de França para se juntar aos seus próprios homens, Manoel Tomé e Mariano Mendes. Foi assim que, nos depoimentos que encorparam o processo, costurou-se a autoria intelectual e material do crime que abalou o sertão.

Imagem do google - https://www.google.com/
Valdir José Nogueira de Moura
Foto: lado esquerdo a secular casa da Fazenda Massapê zona rural de Tupananci, antiga Santa Maria, do lendário major David Bernardino de Carvalho e Sá. Do lado direito a capela da Fazenda Serra Vermelha, zona rural de Serra Talhada (Vila Bela) que pertenceu ao major João Barbosa Nogueira.

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 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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sábado, 10 de outubro de 2026

APÓS A CHACINA DE BREJÃO...

Texto Helton Araújo

Cangaceiro Arvoredo.

A volante executa os irmãos de "Arvoredo"

Em 1929, a trupe cangaceira, tendo entre seus nomes Lampião e Corisco, seguia com suas ações criminosas. Entre os acontecimentos de maior repercussão estavam o incêndio da estação de Itumirim e a execução de cinco militares em Brejão da Caatinga, entre eles o bravo cabo Antônio Militão da Silva.

Pois bem, nesse contexto e sob grande pressão pública, a polícia precisava dar uma resposta. E o destino lhes deu os “cordeiros” que precisavam para o sacrifício.

Em 10 de julho de 1929, chegaram à região dois parentes do cangaceiro Arvoredo. Um, tido como irmão, era José Gomes de Lima (ou da Costa); o outro, que se dizia primo, era Raphael Gomes Lima. Eles haviam vindo a Jaguarari-BA para cobrar uma dívida de mais de 400 mil-réis que lhes era devida por pessoas da localidade.

Acabaram detidos sob o pretexto de serem parentes e possíveis integrantes do bando de cangaceiros. Isso apesar de as autoridades saberem que possuíam família e negócios dignos em Santo Antônio da Glória e que não tinham qualquer pendência legal.

Permaneceram detidos por vários dias, sendo interrogados por alguns oficiais, até caírem nas mãos do capitão José Galdino de Souza. Esse seria o grande azar deles.

Os dois foram conduzidos para Bonfim, atual Senhor do Bonfim, onde ficaram presos juntamente com outros dois detentos: Alyrio Francisco dos Santos, conhecido como Pará, e João Alves de Lima, ex-soldado da polícia mineira.

A notícia da chacina dos soldados de Brejão da Caatinga se espalhava cada vez mais, e a pressão aumentava à medida que novos detalhes do ocorrido vinham à tona.

Então, eis chegado o dia da vingança.

Usando um pretexto aparentemente absurdo, o capitão Galdino, acompanhado de um grupo de aproximadamente 20 militares, colocou os prisioneiros em um trem e seguiu viagem. Durante a noite, a locomotiva foi parada na altura do km 374, a cerca de 16 quilômetros do arraial de Itumirim.

Alguns soldados receberam a ordem de descer. Segundo o pretexto apresentado, eles deveriam abrir trincheiras para combater Lampião, caso o bando retornasse pelo local que havia atacado pouco antes.

O que os homens não sabiam é que estavam, na verdade, cavando suas próprias covas.

João Alves, por possuir experiência militar, percebeu o que estava acontecendo. Em um momento de descuido, abandonou tudo e saiu em disparada. Alyrio, o Pará, também compreendeu a situação e conseguiu fugir.

Os primos — ou irmãos, conforme as diferentes versões — não tiveram a mesma sorte. Foram alvejados. Ali teria acontecido todo tipo de atrocidade e, por fim, o chamado “sangramento”.

Os militares ainda tentaram capturar os fugitivos, mas sem sucesso. E essa fuga acabaria trazendo grandes problemas para a polícia no futuro.

Quanto aos corpos, um deles foi colocado dentro de uma das covas e coberto. O outro ficou mais exposto, recebendo apenas uma cobertura superficial de vegetação. Os urubus fizeram o restante do trabalho.

O problema para a polícia é que João Alves passou a ser perseguido e, entre tantas situações que não caberiam neste pequeno post, a verdade sobre o ocorrido acabou chegando ao conhecimento do coronel Alfredo Barbosa, que, segundo os relatos, era simpatizante de alguns cangaceiros e possuía inimigos políticos que poderiam ser prejudicados com a revelação do caso.

Como o Brasil é Brasil desde sempre, o episódio teve suas voltas e reviravoltas. O caso chegou aos tribunais, mas terminou com os oficiais de patente mais elevada sendo absolvidos. A responsabilidade pelas mortes e ocultação dos cadáveres acabou recaindo sobre simples soldados contratados.

O caso do km 374 foi uma execução bárbara cometida pela polícia contra homens que, segundo os relatos e as fontes sobre o episódio, eram inocentes. E, por meio de um verdadeiro “jeitinho político”, aqueles que ocupavam as posições mais altas acabaram escapando da responsabilização pela morte dos prisioneiros. 

Foto: Jornal A Tarde, de 01/08/1929

Na imagem acima, vemos o delegado Chagas Filho, à esquerda; o médico Egas Moniz Júnior, ao centro; e auxiliares junto a uma das covas, no km 374. A distância em relação à linha férrea pode ser percebida pela composição que aparece ao fundo. 

Créditos para pesquisa: livro Cangaço na Bahia, de Rubens Antônio (in memoriam); Canção Agalopada.

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/10/apos-chacina-de-brejao.html

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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OS VOLANTES DE CANGALEIXO.

 Por: João Lucas "Jaozin" 

Identificando os homens por trás da fotografia de 1936

Baseado em comparações de fotografias e informações dispostas em livros como, por exemplo, o de Alcino Alves Costa — Lampião, Além da Versão —, e na reportagem da revista Noite Illustrada/RJ, de dezembro de 1936, bem como o depoimento do volante Elizeu Lobato disponível no canal do grande Aderbal Nogueira, pude apontar alguns dos volantes que fizeram presença nos episódios do combate da fazenda Cangaleixo, e das fotografias feitas em Porto da Folha/SE, no dia 29 de outubro de 1936, ocasião do fim do subgrupo do cangaceiro Mariano.

Portanto, seguindo a numeração, são eles:

1- Tenente José Rufino;

2- Rastejador Elizeu Lobato;

3- Rastejador Gervásio;

4- Liberino Vicente;

5- Rastejador Severiano Ramos, o Bem-te-vi;

6- Waldemar Ramos, irmão de Bem-te-vi;

7- Cabo Miguel;

8- Rastejador João Doutor;

9- Rufino Pereira, ou João Pereira.

As fontes apontam que o volante José Martins de Souza, filho de Martinho de Souza Freire (vítima do infame cangaceiro Zé Baiano), também esteja na iconografia. Porém, não consegui identificá-lo. Talvez, supondo, é claro, o militar carirense seja o segundo agachado, da esquerda para a direita, ao lado de Elizeu.

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/10/os-volantes-de-cangaleixo.html

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"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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LAMPIÃO E A BARONESA DE ÁGUA BRANCA NA IMPRENSA | CNL | 2034

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=4-LUBN0ah74

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E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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CANGAÇO - ALIMENTAÇÃO

Por Abdias Filho

Em meio às longas jornadas pela caatinga os cangaçeiros se valiam de frutos silvestres para amenizar a fome e repor as energias. Entre os frutos consumidos está o grão-de-galo.


Cordia superba é uma árvore nativa do Brasil. Também é conhecida vulgarmente como babosa-branca, entre outros nomes. Ela produz flores brancas grandes em forma de cálice e pequenos frutos esbranquiçados, chamados pelos pesquisadores de "bomba nutricional", por ser rica em Vitaminas A, VItamina C e Complexo B (B1, B2 e B5). É rica em antioxidantes além de Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo e Potássio.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3614103145430130&set=pcb.3614103208763457

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre Confúcio lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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QUE ANIMAL O CANGACEIRO VAI LEVANDO EM SUA MÃO?

Por Robério Santos

Vamos a um debate? Que animal seria este que o cangaceiro atrás de Juriti está carregando? Mocó? Preá? Coelho? E como se chama ele? Fotograma cedido pelo amigo 𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎 segue aí.


https://www.facebook.com/roberio.santos

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ESCOMBROS DA CASA ONDE NASCEU LAMPIÃO.

Por Weary Soul Melodia Simples

Conheça os escombros da Casa onde nasceu Virgulino Ferreira da Silva - Lampião , no sítio Passagem das Pedras , da família do senhor Camilo Moura.

O Pajeu Pernambaco é o berço do cangaço nordestino. Em Serra Talhada, antiga Vila Bela, nasceram Sinhô Pereira , Virgulino Ferreira e Zé Saturnino . Em novembro , dentro da programação do Cariri Cangaço Centenário da Serra Grande, você é nosso convidado para conhecer o Sítio Passagem das Pedras , onde nasceu o rei do cangaço - Lampião. A propriedade que foi de seu Zé Ferreira , depois vendida pela pela família ao senhor José Barbosa e que atualmente pertence à família do senhor Camilo Moura; ou seja : programação eletrizante !!!!










Visita aos escombros da casa onde nasceu Lampião - Sítio Passagem das Pedras, Serra Talhada.
26 a 29 de novembro de 2026. Imperdível !!!

https://www.facebook.com/manoelsevero

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer, não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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