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sábado, 24 de outubro de 2026

O RASTEJADOR DA VOLANTE POLICIAL.....! POR QUE, EM COMBATE, ELE SEMPRE, ERA O PRIMEIRO QUE MORRIA ?

 Por: Volta Seca e Ronnyeri (in memoriam)

Foto: Marilourdes Ferraz .. / GOOGLE

Diante situação de embaraço em que ficava em risco o sucesso da campanha, entrava em ação um personagem merecedor de apoteoses e medalhas porque não matava, e representava a inteligência inculta, mas ágil, perspicaz, ativa: O RASTEJADOR...!.

Ranulfo Prata em seu grande livro “Lampião”, descreve, assim, o rastejador:

“O RASTEJADOR é um homem de sentidos agudíssimos, cujos olhos percucientes são objetivas poderosas que visionam o microscópico. 

É a testa das volantes, que se lhe entregam de corpo e alma, uma cega confiança à proverbial lealdade sertaneja. Ele as conduz meses a fio em marchas incessantes pelo deserto. O bom ou mal êxito das batidas depende dele, exclusivamente.

É tudo na coluna, porque é a visão, maior do que o cérebro, no sertão ínvio.

Detém-se, de repente, em lugar onde a vegetação rala e o solo entorroado e pedrento nada evidenciam a olhos vulgares. Esbarra, acocora-se, examina com simples toque de dedo grosso, seixos e cascalhos, "assunta" de mão no queixo, "magina" minutos, e, volvendo a face tostada de sóis, onde chispam olhos vivazes, conta ao tenente, em fala remorada, o seu achado, apontando, com segurança inabalável, a pista do bando. Segue-a a tropa pressurosa, com o batedor a frente, "escanchado" no rastro. Sem perdê-la, trazendo-a sempre de baixo dos olhos atentos. A marcha se estira por dias e semanas , até que as feras humanas, acuadas longe, ofereçam combate, negaceiem e escapem em fuga precipite.

Recomeça novo trabalho de pesquisa de rumo, descobrimento de novo rastro, seguindo-se a caminhada exaustiva que tem como remate escaramuça quase sempre descompensadora.

Não é adivinho nem mágico, porem, o matuto privilegiado. Ele enxerga "realmente" vestígios, baseia-se, nas suas afirmativas, em indícios tangíveis , concretizados em pequena folha machucada, cinza de cigarro ou borralho, um fósforo, toiças de capim acamado, pegadas de levíssimo desenho. O mais é ilação, agudeza, experiência de gerações, trabalho de inteligência vivacíssima e o que eles chamam - o "DOM".

Ao debruçar-se sobre um rastro diz se é fresco, isto é, recente ou se velho, de dias, e de quantos dias.

Enumera os homens e mulheres que compõem o bando. Afirma se Lampião está em pessoa a chefiá-lo, ou se é Corisco ou outro qualquer dos seus lugar-tenentes. 

Pormenoriza estupendamente, adiantando se após o grupo passou gente que lhe é estranha, e dissociando os sexos.

Adiante, sob a copa derramada dos umbuzeiros amigos, informando que os bandoleiros ali pernoitaram, precisa o numero de homens e mulheres, apontando os lugares que serviram de coitos a solteiros e a casais. 

E alongando-se em detalhes pitorescos e maliciosos, dizem ainda, pela marca dos joelhos e dos cabelos entrouxados, dos "cocós" femininos, se o amor andou ali a fazer das suas, atraído pela doçura da noite tropical e pelo docel de folhagem verdejante, suavemente bolido por uma brisa macia, carregada de perfumes agrestes.

E não é só pegada humana que o batedor descobre e segue.

Rasteja todos os animais, avantajando-se, muita vez, aos próprios cães, dando, muito antes deles, com o rastro da caça que lhes atrita no focinho para avivar-lhes o olfato.

Sem falar na caça graúda, a suçuarana que marca o chão com enorme pata, e o tamanduá, que deixa após indícios gritantes, o rastejador lobriga, sem ajuda de lentes, meia dúzia de finos grãos de poeira que a ponta ferina de um casco de viado depôs, mal trocando-a, em corrida veloz, sobre uma lage.

Segue os pequenos animais, o preá, de pata minúscula, o teiú, que mal acama a vegetação sob o seu peso leve, o tatu-bola, todo delicadeza, a pisar o chão com sutileza de quem traz veludo nos pés. As próprias abelhas são "rastejadas" nos ares, seguidas no seu pesado voejo, mato a dentro, ate os troncos onde tem as suas "casas".

Para neutralizar, porém, a ação do rastejador, os bandidos contrapõe em artimanhas e ardis. 

Com o fito de o desnortear, passam a andar trechos e trechos do caminho a um de fundo, todos a pisarem cuidadosamente a mesma pegada, simulando um só viajador. Invertem as alpercatas, ficando com os calcanhares para a frente, produzindo atrapalhação de rumo.

Vezes outras, em estradas largas, um deles desloca-se do grupo, e armada de espesso e folhudo galho de arvores, segue-o à distancia, apagando sinais da marcha, "baraiando" o rastro. “

OBS: Pelo que eu li na literatura cangaceira, o maior RASTEJADOR em minha opinião foi o "BATOQUE", que enxergava, onde ninguém via nada. Ele andou muitos anos com os nazarenos (maiores inimigos de Lampião), e, várias vezes em combate, foi ameaçado de ser sagrado pelos cangaceiros, que o odiavam.

Ainda, segundo a literatura lampiônica, o rastejador era muito visado pelos cangaceiros, que o tinham como o grande inimigo, pois descobria os rastros e o paradeiro dos perseguidos.

Em armadilhas (emboscadas) feitas pelos cangaceiros, o rastejador da policia, era o primeiro a morrer, uma vez que sempre andava á frente da tropa, e os cangaceiros atiravam nele, "DE PONTO".

Esse homem, da foto abaixo, é o famoso "rastejador" BATOQUE “, que foi um bravo da volante nazarena.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/750007221874891/

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer, não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

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