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quinta-feira, 8 de março de 2012

Elas ousaram: Maria Bonita


Maria Bonita nasceu no Dia Internacional da Mulher. Hoje, ela faria 101 anos.

A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva. (do site
Experta).


Lampião: as mulheres e o cangaço. De Antônio Amaury (1984).
Extraído do blog: !Luz de Fifó"

História do 8 de março

09 - Orquídeas Lélias
http://www.pousadajardimdoeden.com.br/fotos_jardim_do_eden/fotos_jardim_do_eden.php
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História 
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
Fonte:

...Imaginemos

Por: Dulce Cavalcante
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Andorinhas em bando, distraídas,
A fazerem ninhos em nossos olhos.
O canto do bem- me- vê  do bem-te-vi,
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beija-flores, beijando flores,
Bebendo o néctar, triplicando o pólen,
Fecundando a vida!            
          
Imaginemos
Tudo em seu lugar, embevecidos   
Borboletas, pirilampos,
E,  joaninha, louva-deus e esperança,
voltando cada vez mais, aos campos,
Salvos da fuligem e livres do lixo urbano,
Exaltando a terra,
Ensaiando a vida!
             
Imaginemos
A imensidão de águas límpidas
Dos rios, das  fontes, dos lagos
De repente despoluídas.
O húmus fertilizante
invadindo as margens,.
Peixes em eterna piracema
E os frutos  mais  doce em cada estação
Saboreados com sofreguidão e sem culpa
Recriando a  vida!

Extraído do blog: Linhas Tortas, da poetisa Dulce Cavalcante

Essa coisa mulher

Por: Dulce Cavalcante
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Tem  muita coisa
de divina, de diabólica ,de angelical,de ninfa .
Mulher qualquer coisa, sem asas, sem véus, 
sem bandeiras .
Mulher  tem uma coisa bendita ; pela própria natureza
nela se eternizam, os povos,
Equilibra   mundos,
o universo inteiro.
Harmoniza-se. enfrenta, confronta.
Se preciso
recolhe ou usa armas buriladas em suas mãos.
Tem muita coisa de diva, de deusa ,de bruxa
e muito de fada.
Usa uma varinha de condão não importa se
de ouro ou de cobre, 
ou que seja  uma haste e presa  a uma flor.
Mulher traz no porte uma coisa
de rainha.
Traz  a tenacidade da abelha operária,
tem muito de rica,  muito  de plebe.
Sendo rude, sendo politizada: sabe ser tudo.Simples, soberba e sublime.
Mulher não é coisa abstrata como os anjos
e não é coisa concreta como as pedras
nem é etérea;
como nuvens cor-de-rosa
só quando sonha, se desvirtua ou se  entrega.
Não é coisa estática como a montanha
Tem a mobilidade das chuvas, o assanhamento das tempestades.
e a  calmaria da brisa, nas mangãs de domingo.
Há muito, tem essa coisa emaranhada de raiz,
 de ramo: dá folhas,  dá flores, dá frutos e
dará sombra ,enquanto o mundo for mundo.
Às vezes tem coisa de fera, aí, tenha medo,
se encurralada mostra coisa de dente,
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhagfk2RN3nz3i-BbI2OxcpGj8I5J-KvJ3EBtmjrzK0mkPp5pCZETZJpRcouuJSBw1mpA0q3LkB9zc_wsIaxivINcsKNSnzbp6vgfjzRxjKjZXPoaQHICQepCChjU26LE_XsuiT4X-FNN8/s320/dicas-de-como-pode-ser-facil-ser-mulher-e-nao-dicas-de-como-pode-ser-mulher-facil-145436-1.jpg
de garra, de astúcia, de malícia, de megera.
mulher
precisa de batom,
precisa  de brilho, de néon,
E muito mais de uma coisa chamada RESPEITO

Enviado pela poetisa Dulce Cavalcante, do blog: Linhas Tortas

Um grande dia consagrado à mulher...

Por: José Cícero
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As grandes transformações vivenciadas pelo mundo contemporâneo há muito constituem um imenso legado de luta; parte dele edificado a ‘sangue e fogo’ pelo gênero feminino nos mais diversos rincões do planeta.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibVlkqeC-jgbe1JQXwR_9gV2YnB8n0YObhmuQmODeRwm6wMY39I2IB2loaFFVDxI9kvy-txtlqUT0jYt-Yhbnu0cNp-RB3vO399eRp5tZ__0kjaLgSVGtl-Ztf4wFAdNv8q0pjIshHDUBV/s1600/mulher.jpg

Todavia, a quebra dos velhos paradigmas com que antes a sociedade historicamente tem procurado justificar a posição supostamente subalterna da mulher, como um ente de segundo plano, coloca hoje em xeque uma outra visão de caráter puramente discriminatório, quer seja o ‘reconhecimento’ como que tardio, por parte dos formadores de opinião de tendência machista, quer seja de que é preciso promover novas aberturas para a atuação das mulheres no contexto social e político nas diversas correlações de forças da sociedade atual.
Ora, as mulheres já têm demonstrado serem por si só, capazes o suficiente de dar prosseguimento a sua ascendência histórica de conquistas, através dos seus próprios méritos. Basta apenas agora que a sociedade machista e ainda discriminatória compreenda de uma vez por todas, que a questão de gênero neste país precisa sim, ser tratada num outro patamar de equilíbrio; ou seja, o da igualdade de condições e de direitos como versa a lei.
Por ser tudo isso um dos esteios fundamentais para a verdadeira democracia cidadã a que todos almejamos edificar coletivamente. Assim como, um firme cumprimento daquilo a que se comvencionou chamar de estado de direito.
Portanto, sem os antigos ranços de preconceitos e outras pieguices discriminatórias pra lá de mastodônicas que infelizmente, ainda ‘infestam’ o cotidiano interminável de lutas e conquistas das bravas mulheres em todos os recantos do planeta e, especialmente as brasileiras.
São deveras inegáveis as conquistas já empreendidas pelas mulheres que num esforço hercúleo têm trilhado uma trajetória de luta na busca incessante dos seus direitos à liberdade e a uma convivência cada vez mais harmoniosa de paz e justiça social entre os homens. A presença feminina é por tudo isso, hoje, uma constante em todos os estratos do nosso dia-a-dia sumamente de emancipacionista, com expressivo respaldo nos mais diferentes ramos das nossas atividades, tanto profissionais, quanto sócio-políticas e culturais.
Para usarmos um dos elementares conceitos Nietzschiano, a mulher não precisa de “nenhum tipo de piedade”, mas sim do reconhecimento verdadeiro, sobretudo pela sua coragem e disposição para lutar contra as mais variadas formas de opressão; construindo assim junto com os homens um caminho de efetivas conquistas na construção da sua própria história. A piedade pura e simples, além de contraproducente é mais uma modalidade de preconceito implícito e que por isso mesmo precisa ser abolida do nosso meio. Muito mais que isso, a mulher só precisa de um pouco mais de respeito e compreensão numa perspectiva de valorização do importante papel que ao longo do tempo tem desempenhado no processo histórico e construtivo da nossa sociedade.
A mulher – a célula máter do mundo e da própria vida – há muito é sinônimo de poesia, sendo por isso mesmo decantada por quase todos os grandes vates da literatura universal. Não obstante tudo isso, é nossa partícipe essencial na árdua e cansativa batalha com que cada dia nos doamos à transformação de um mundo mais humano, fraterno, digno e socialmente justo para todos. O mundo ulterior que haveremos todos de deixar como um legado aos nossos filhos e a posteridade de uma forma geral.
Parabéns a todas às mulheres do Brasil, do Cariri e do mundo pela passagem deste dia tão singular que, na proporção das suas lutas, haverá certamente de assumir o exato valor e a dimensão não apenas de uma vida, mas de uma história muito mais longa, assim como de uma existência inteira.
José Cícero - Professor, Escritor e poeta
Secretário de cultura
Aurora - CE.
Imagem ilustrativa da Internet

LEIA MAIS EM:
www.eitaaurora.blogspot.com

Enviado por José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora, no Estado do Ceará, e pesquisador do cangaço.

Homenagem às mulheres


Homenagem às Mulheres

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, HOMENAGEM DESTE BLOG ÀS MULHERES EM FORMA DE POESIA

Mulher

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

(Repetir a letra)

"Blogdomendesemendes"

O VELHO SÁBIO FILOSOFANDO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

O VELHO SÁBIO FILOSOFANDO

Como numa pintura de Rembrandt, o velho sábio está sentado perto de uma mesa com muitos livros grossos e antigos por cima, cujas páginas entreabertas demonstram que o mesmo andou pesquisando alguma coisa. Alfarrábios, brochuras, manuscritos, verdadeiro trabalho de copistas nos mosteiros medievais.
Ainda como numa pintura de Rembrandt, a sala onde está o velho sábio, de barbas longas e esbranquiçadas, rosto já desgastado pelo tempo, mas de olhos profundamente iluminados, é sombria e misteriosa. Não há nitidez naquele semblante antigo, apenas aparências, pois iluminado por uma luz amarela que entra pela janela entreaberta e vai avançando timidamente pelo ambiente.
A luz não vai muito adiante, porém observa-se uma escadaria curva, uma lareira de chamas chegando ao fim, uma janela fechada do outro lado e na parede uma equação indescritível, mas ao lado uma inscrição dizendo que o tempo é a soma dos anos, menos a vida, vezes a dor, acrescida de nada ao final. O vento que entra pela janela move as páginas, talvez fazendo a leitura que não será mais necessária ao velho sábio.
Certamente ele já leu alguma coisa, já pesquisou, pois os livros naquela posição deixam induvidosa tal assertiva. Contudo, não se sabe quando, não se sabe se aqueles livros estão abertos assim desde muito tempo, talvez anos. Ora, ficaram ali esquecidos porque o homem agora lê a vida com sua mente, seu olhar e suas indagações.
Chega um tempo que a sabedoria de um homem não é mais buscada nos livros, nas situações da vida, nas experiências, nem nos experimentos e constatações, pois tudo já formulado no próprio pensamento. O problema é que nesse estágio é que os verdadeiros problemas da humanidade surgem à mente para serem decifrados. E agora é a vez do pensamento encontrar as soluções, se encantar com o encontrado e entristecidamente se angustiar com as dores que afloram.
Talvez Nietzsche e Schopenhauer tivessem chegado a esse estágio de caminhar em busca de explicações mentais e terem encontrado somente a dor, a angústia, o pessimismo. Mas o velho não via o mundo, a vida e a realidade existente pelo seu aspecto mais negativo. Confiava no ser humano e na sua capacidade. Contudo, já há muito tempo que tentava fortalecer, através de exemplos dignos, tal confiança, mas sem conseguir. Como resultado uma frágil esperança.
Ah, como gostaria de continuar confiando no homem! Se o mundo evolui, o progresso vem chegando a passos largos, os benefícios que chegam são infinitos, ainda assim o homem não acompanha o seu tempo. Ao que tudo parece ficou estacionado à sombra de determinados períodos históricos onde imperavam a decadência moral, a brutalidade, a violência pela violência.
Nesse recostado sombrio, cujo muro jamais se abriu para tempos novos, apenas um vestígio do homem ultrapassou seus limites, porém para caminhar avante com o estigma da ignorância pelas suas próprias potencialidades. E ruim saiu das sombras e assim continuou.
Na verdade, a evolução da humanidade de nada parece ter servido para o homem viver e compreender o seu tempo. E eis um problema sério e grave a ser resolvido. Num tempo muito distante, quando a caverna era lar e o descampado a escola, o ser primitivo vivia sua ignorância sem culpa. E aí é que reside a grande diferença do homem primitivo para o que se diz evoluído. Aquele, se errou, o fez pelo desconhecimento e dentro do que a sua realidade permitia. E o que diria o homem moderno?
O homem moderno simplesmente regrediu para o estágio anterior ao primitivo do ser humano. Estágio este marcado pelo caos, pelo vazio, pelo nada, quando muito as sombras e seus arremedos. E isto porque não se pode admitir que o ser da caverna tenha vivido o seu inóspito e rudimentar mundo de forma consciente, e o indivíduo que se diz moderno não saiba viver potencialmente num mundo de incontáveis possibilidades. E o pior é que tal incapacidade de construir, cada vez mais se transforma numa capacidade descomunal de destruir.
Envolto em tais pensamentos, certamente que o velho sábio não precisaria mais daqueles livros sobre a mesa para pensar em respostas. Realmente não precisava, pois a cada nova indagação um espanto, uma tristeza, uma angústia.

Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

A Dona de Lampião

Por: Wanessa Campos
 
 
Hoje, Dia Internacional dedicado a Mulher, nosso encontro marcado é com "A Dona de Lampião" da escritora e jornalista,
Wanessa Campos.

Cariri Cangaço

Noites assim (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Noites assim

Na noite
nua
saio para
a rua
que ainda
é sua
debaixo
da lua
e que a dor
diminua
e a solidão
que pontua
e ao lado
flutua
assim não
me possua
pois vou
cantar o amor
o de melhor
que se cultua
embaixo
da sua janela
da saudade tua
numa paixão
sem fim
e tanto acentua
minha voz
para dizer
que tenho a vida
mas ela é tua
um resto
um sopro
sombra da lua
e sem você
é dor que insinua.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

quarta-feira, 7 de março de 2012

FOTOS DE CANGACEIROS

Maria Gomes de Oliveria - Maria Bonita
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião - exibindo o seu vingativo punhal
Lampião e seu respeitado bando de cangaceiros - Foto tirada no ano de 1927, e revelada em Mossoró-RN.
Bando de cangaceiros de Lampião - Ele é o primeiro da esquerda e Maria Bonita à direita da da foto
Subgrupo de cangaceiros de Lampião, comandado pelo cangaceiro Corisco - Corisco é o primeiro da esquerda e sua companheira Dadá ao seu lado.
Grupo de cangaceiros de Lampião. 
O número 1 é Lampião. O 2 é seu cunhado Virgínio Fortunato. O 3 é o ferrador do bando, o Zé Baiano. O 4 é Alvoredo.

O primeiro à esquerda é o cangaceiro Luiz Pedro, Maria Bonita e possivelmente Lampião à direita
À esquerda é o cangaceiro Corisco. à direita, segundo Kidelmir Dantas, é o cangaceiro José Alves da Matos, o Vinte e Cinco.

 

Filho de Lampião 


Matéria publocada no blog Espaço Cultural no dia 19 de junho de 2008


Cada um dos debatedores falou durante dez minutos sobre “Lampião e o Mito”. A novidade foi a descoberta feita pelo historiador e pesquisador João de Souza Lima sobre a existência de um filho do cangaceiro, Ananias Gomes de Oliveira, conhecido por “Pretão”, residente em Santo Amaro, São Paulo.

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De acordo com os historiadores, Lampião e Maria Bonita tiveram uma única filha, Expedita Ferreira, nascida em 1932, única sobrevivente das quatro gestações de Maria Bonita, que foi criada anonimamente por “coiteiros”. Com 76 anos, Expedita vive hoje em Aracaju (SE) e se negou a fazer exame de DNA para confirmar ou desmentir a existência do irmão.

Autor de quatro livros sobre o cangaço, João de Souza Lima, que reside em Paulo Afonso (BA), se tornou conhecido por ter localizado, em Minas Gerais, os cangaceiros Antônio Ingnácio da Silva, o “Moreno”, e Durvalinha Gomes de Sá, conhecida como “Durvinha”.

Nas pegadas do cangaço, o escritor ouviu muitas histórias. Uma delas relatava um segredo guardado a sete chaves. Ao perguntar a um primo de Maria Bonita sobre o casal de gêmeos irmãos da mulher de Lampião, o interlocutor disse: “Irmão, não. O Ananias, que tem o apelido de ´Pretão´, é filho de Maria Bonita e Lampião”. O primo da cangaceira complementou dizendo: “Você já percebeu que Ananias é diferente do seu irmão Arlindo. Um é preto e o outro é moreno. Você já viu gêmeos diferentes?”.

Com o levantamento da suspeita, o escritor aprofundou as investigações e confirmou com outros parentes de Maria Bonita que Ananias é filho do casal de cangaceiros. Foi a própria mãe de Maria Bonita, dona “Déa”, que criou os dois meninos como gêmeos, mas sabendo que Ananias era seu neto, filho do casal cangaceiro.

A revelação foi confirmada pelo historiador Antônio Amaury Correia, que descobriu um relato feito pelo major reformado do Exército, José Mutti, no livro “Reminiscências de um Ex-combatente de Volante”. O militar diz que a mãe da Maria Bonita lhe confidenciou que Ananias era filho de Lampião.

Para o escritor cratense Magérbio Lucena, a informação tem fundamento. “Do ponto de vista histórico, tem sentido. Maria Bonita e sua mãe tiveram filhos na mesma semana”, Lembra Magérbio, acrescentando que, para o casal de cangaceiros, era mais prático a criança ficar no anonimato.

Não é a primeira vez que aparecem supostos filhos de Lampião e Maria Bonita. Na década de 80 , surgiu em Juazeiro do Norte, João Ferreira de Silva, um ex-lutador de boxe conhecido por “João Peitudo”, que se dizia filho de Lampião e Maria Bonita. Ele morreu em 1994, de ataque cardíaco.

João submeteu-se a dois exames de DNA para tirar as dúvidas sobre sua filiação. Mas os resultados foram considerados inconclusivos. João Peitudo dizia ter nascido em 1938, no meio das caatingas e fora entregue por Maria Bonita a dona Aurora Maria da Conceição, com apenas 42 dias de nascido. E para não perder o filho de vista, Lampião teria furado suas duas orelhas com a ponta de punhal, segundo contava-se.

Este fato foi contestado por Vera, neta de Lampião e Maria Bonita. Ela adverte que quem pesquisa o tema sabe que os cangaceiros não marcavam os filhos com nenhum tipo de ferimento. Outro engano apontado por Vera refere-se à data de nascimento. João, segundo ela, nasceu em 1942, “quando meus avós já estavam mortos”. João morreu, tentando provar que era filho de Lampião.

CONVIDADO ILUSTRE

Militar participa como ouvinte

Serra Talhada. Outra novidade foi a presença do ex-integrante de volante, João Gomes de Lira, 94 anos, tenente reformado do Exército que entrou na força com 18 anos para perseguir Lampião. Mesmo tendo curso primário incompleto, escreveu o livro “Lampião - Memórias de um Soldado de Volante”, com dois volumes. A presença do militar foi uma surpresa para os presentes.

Lira chegou à Câmara Municipal de Serra Talhada, onde estava havendo o encontro, acompanhado de um dos seus filhos. Ele veio de Genezaré, a 42 quilômetros, para ouvir os debates sobre o cangaço. Apesar de assediado pelos escritores, assistiu tudo em silêncio. Lamentou não ter trazido o seu livro para o público.

O escritor pernambucano, Antônio Vilela de Souza, colocou lenha na fogueira em torno do suposto heroísmo do tenente João Bezerra da Silva, comandante da volante que matou Lampião. Vilela diz que, de acordo com as pesquisas, o herói daquele ataque ao grupo de Lampião foi o aspirante Francisco Ferreira de Melo, que servia no quartel da PM em Santana do Ipanema e foi indicado para integrar a volante do tenente Bezerra, no dia do cerco a Angico, em Sergipe.

As informações davam conta de que o tenente Bezerra não iria matar Lampião, porque ele e o sargento Aniceto eram casados com a filha de um coiteiro do cangaceiro. O escritor garante que foi o aspirante Ferreira quem tomou a iniciativa do combate ao bando.

O escritor tenta corrigir outra injustiça. Ele diz que pouca gente fala no soldado Adrião Pedro de Souza, que morreu no cerco de Angicos. “Os historiadores só falam nos cangaceiros mortos”, lamenta.

Fonte:

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LAMPEÃO DE A a Z

Autor: Paulo Medeiros Gastão
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbLbZqxrG99DrHTQJn41_e1wuIDP-FF5chC3fa2cwVu42DjBdq1Ns91msyIJWsY4zkMOh8VUpNEEBcM-NOOxUQdWwotnBXW8197vyGRPE-fnjVh6NeyLb3NUSHr4FQVWnjA648levjTA/s320/HOTEL+%252822%2529.JPG
Kiko e Paulo Gastão - sentados - Ivanildo silveira, Rostand Medeiros, João de Sousa Lima e Lívio Ferraz
Para você adquiri-lo basta depositar
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Luiz Gonzaga e a Homenagem a cidade de Paulo Afonso

Por: João de Sousa Lima
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNCyhCbYzOrohDm833TcPKWYdePhN7aGm2IhyphenhyphenOWpcoMSbUCExoGSSZ0p_43iwrNCmyBUhGDsLmzQ1_qBQHxRTQ0aTzd0PRckIQ1jc5ZrMjBBLenwrNvEnuHJb8gmBcS5SaMW3fxj7epmWw/s320/DSC_0118.jpg

A cidade de Paulo Afonso foi uma das homenageadas pelo Rei do Baião.
A música Paulo Afonso lançada em 1955 é um dos clássicos de Luiz Gonzaga com a parceria de Zé Dantas.
Durante os dias 20 de julho a 5 de agosto de 2012 será realizado em Paulo Afonso uma mostra cultural em homenagem aos 100 anos do saudoso artista.

Extraído do blog João de Sousa Lima, escritor e pesquisador do cangaço.

[Cangaço na Bahia] 17 de novembro de 1926, no “A Tarde”

Por: Rubens Antonio
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PETROLINA AMEAÇADA
Lampeão e o seu bando rondam por perto
JOAZEIRO, CIDADE FRONTEIRA, CORRE SERIO PERIGO

Affeito, já, ás mais audaciosas tentativas, algumas das quaes coroadas de pleno exito, o homem que, actualmente, encarna a expressão maxima do cangaço nordestino, investe, agora, contra Petrolina, no Estado de Pernambuco.

Si a audacia do bandido o levar a arremetter ás claras, lealmente, temos fartas razões para crer no insuccesso de sua empreza! – porque o governo do Leão do Norte mobilisou, sabiamente, ali, o unico elemento capaz de se haver com o cangaceiro: - o sertanejo.
Os homens que compõem a força, sob o commando do major Theophanes, não conhecem as manobras militares, nem vestem farda. Usam alpercatas de rabicho, cartucheira bordada, parnehyba e carregam o fizil com a deselegancia do jagunço. Lutam, liberrimos, sem as peias das formações de combate.
Cada qual faz por si, negaceando e avançando sempre para a realização do intento collectivo: e são efficientes, por isso.
Mas, poderá se dar o caso de uma surpreza terrivel.
O cangaço não é romantico: - é pratico: á victoria conquista, palmo a palmo, a lances dramaticos de heroismo, Lampeão ha de de preterir o assalto subito, estonteante, quando as ruas estiverem desertas e a noite lhe for cumplice.
Disseminada a cabroeira, aos poucos, pela cidade, - o estallo secco do primeiro cartucho queimado, mais outro, e outro mais, até que se fundam em fuzilaria atroante.
E emquanto o panico tumultuar na terra assaltada, osque, e a retirada, rapida e inevitavel, para a caatinga, onde seria uma temeridade procural-o...
Deve ser esse o plano do bandido: - porque é assim que se faz no cangaço...
E se desmoralizada for, por esse golpe, de astucia, a phalange cabocla da guarnição de Petrolina, Joazeiro, que dista dali apenas alguns minutos em paquete, soffrerá, certamente, si não tiver uma organisação forte de defesa: forte em numero e armas, e forte na pratica desse genero de lutas.
AS PRIMEIRAS NOTICIAS DO BANDIDO
As primeira noticias da approximação do bandido foram aqui recebidas pelo coronel Octacilio Nunes de Souza, através do seguinte telegramma:
- “Octacilio Nunes – Bahia – Lampeão novamente proximidades Bôa Vista, destino Petrolina. Providencie junto governador enviar forças urgente aqui defesa cidade. estamos seriamente ameaçados”.
Immediatamente o coronel Octacilio endereçou ao sr. Estacio Coimbra, o telegramma abaixo
“Dr. Estacio Coimbra – Rio – Lampeão approxima-se Bôa Vista destino Petrolina. População alarmada abandona cidade. Rogo vossencia energicas promptas providencias lembrando intimas relações vossencia governo Bahia. Este poderia mais presteza assegurar garantias. Cordiaes saudações.
(a) – Octacilio Nunes de Souza”.

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço:
Rubens Antonio,
 do blog "Cangaço na Bahia".

Lampião processado

Por: Raul Fernandes
Processar bandidos famosos, no interior, era tarefa irrealizável. Em Água Bela, Pernambuco, instalaram o processo contra Lampião e seu Bando. Não encontraram os réus e nem as testemunhas se apresentaram. Em, 1928, fizeram nona tentativa, sem resultado. No Rio Grande do Norte, a justiça manifestou-se, prontamente. Dr. Ovídio Henrique da Costa, juiz da comarca do município de Martins, assinou o mandato de prisão preventiva do grupo de Lampião, enumerando o nome dos chefes e acompanhantes. Dois meses mais tarde, a sentença fora sustentada pelo juiz da referida comarca, Dr. Silvério Soares de Sousa.