Seguidores

domingo, 11 de março de 2012

Navegando no Catamaram - Rei do Cangaço:

Por: Guilherme Machado
[semp+020.jpg]

Uma grande homenagem da Franave Sergipana. Ao eterno Rei do Cangaço: Virgulino Ferreira da Silva "Lampião"...
As margens do maior Cânion do Brasil, no Rio São Francisco. De Canindé do São Francisco-Sergipe: Piranhas-Alagoas: Paulo Afonso-Bahia. 


O Passeio via Catamaram faz um grande percurso nas Águas do Velho Chico.


Passando por pontos turísticos naturais e pitoresco do  Canyon  do São Francisco.


Passando em frente a várias grutas e cavernas, incluindo a gruta do Angico onde abateram, Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros,


No dia 28 de Julho de 1938 sobre a guarnição e comando do Tenente   João Bezerra,  das forças alagoanas.


O catamaram Rei do Cangaço lhe oferece um belo serviço a bombordo, de comidas típicas, músicas regionais ao vivo e bebidas diversas.


O passeio dura 3 horas de uma bela paisagem e conhecimento natural, com direito a um banho de piscinas naturais,


sobre os olhares atentos da capitania do barco cangaceiro.          

Extraído do blog:
"Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia", do pesquisador do cangaço Guilherme Machado

“A porta para sair da pobreza é a educação”,

afirma o senador Cristovam Buarque
conselhopermanente2012cristovam4

O senador da República, Cristovam Buarque, esteve ontem, 7, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), para fazer, a pedido dos bispos, a análise de conjuntura política e apresentar um perfil da pobreza no país, na primeira reunião do Conselho Permanente da CNBB do ano
conselhopermanente2012cristovam3

Cristovam levantou durante duas horas, quatro perguntas essenciais para caracterizar a pobreza no país, que são: O que é ser pobre? Porque há pobreza? Porque nos preocupamos com os pobres e como erradicar a pobreza? Nesta mesma linha, o economista definiu cinco índices de pobreza: a falta de alimentação; a pouca ou nenhuma educação básica; o não acesso aos serviços de saúde existentes; a falta de um terreno para construção de moradia e não ter condições de pagar o transporte público.
“Costuma-se dizer que é pobre quem ganha menos de dois dólares por dia. A linha que separa os pobres dos que não são pobres é linha vertical - quem tem acesso e quem não tem acesso. Pobreza é a falta de acesso aos itens essenciais de uma vida digna. A maior parte dos itens não se compra. A renda tem um papel importante, mas ser pobre, não é uma questão exclusiva de renda”, destacou o senador Cristovam.
conselhopermanente2012cristovam1

De acordo com Cristovam, o concito de pobreza nasce do conceito de riqueza. “A riqueza é um conceito criado e a pobreza é consequencia desse conceito pós-moderno de riqueza. A causa da pobreza é menos a propriedade privada, os meios de produção, e é mais a propriedade do conhecimento. Quem entrou no mundo do conhecimento, entra no mundo dos donos do capital. A porta para sair da pobreza é a educação. Ela propicia a igualdade de acesso ao que é essencial. A renda e o consumo depende do acesso à saúde e educação. É o uso do dinheiro que devemos nos preocupar, e nao a quantidade de dinheiro. A pobreza hoje é a falta de acesso aos bens que definem o acesso à renda”, destacou.
“A economia não se dinamiza com os produtos básicos. O Brasil corre o risco de ficar para trás, porque os nossos produtos são de matéria prima e não de produtos com agregação de valor. A dimensão da luta para resolver a pobreza é uma questão ética. Muitos fazem, os outros não. Está no coração e não mais no cérebro”, ressaltou o senador fazendo um alerta ao Governo.
conselhopermanente2012cristovam2

O que fazer?
Segundo Cristovam Buarque, o país deve mudar o pensamento de que o crescimento economico é que elimina a pobreza. “O crescimento econômico pode gerar desequilíbrio ecológico. Vai gerar desertificação. Vai forçar migração. Não é possivel continuar o crescimento de forma acelerada. É preciso comemorar o crescimento baixo, mas com mudança significativa no quadro social”.
Sobre as crises dos países ricos, o senador disse que são frutos do excesso da busca do empréstimo. “A ideia de que progresso é aumentar os bens e enriquecimento econômico é recente, mas virou uma religião e produz a inviabilização ecológica. É preciso mudar o conceito de Progresso ou o planeta não resistirá”, enfatizou.
Fonte:

Beato José Lourenço


O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto foi um dos movimentos messiânicos que surgiu nas terras no Crato, Ceará. A comunidade era liderada pelo paraibano de Pilões de Dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por beato José Lourenço.

No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na Religião.
Fonte: TV Assembléia do Ceará 

Caldeirão de Santa Cruz do Deserto

Sobreviventes do ataque ao Caldeirão.
O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto foi um dos movimentos messiânicos que surgiu nas terras no Crato, Ceará. A comunidade era liderada pelo paraibano de Pilões de Dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por beato José Lourenço.
No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na Religião.
Sítio Baixa Dantas
José Lourenço trabalhava com sua família em latifúndios no sertão da Paraíba. Decidiu migrar para Juazeiro do Norte, onde conheceu Padre Cícero e ganhou sua simpatia e confiança. Em Juazeiro conseguiu arrendar um lote de terra no sitio Baixa Dantas, no município do Crato. Com bastante esforço de José Lourenço e os demais romeiros, em pouco tempo a terra prosperou, e eles produziram bastante cereais e frutas. Diferente das fazendas vizinhas, na comunidade toda a produção era dividida igualmente.
José Lourenço tornou-se líder daquele povoado, e se dedicou à religião, à caridade e a servir ao próximo. Mesmo analfabeto, era ele quem dividia as tarefas e ensinava agricultura e medicina popular. Para o sítio Baixa Dantas eram enviados, por Padre Cícero, assassinos, ladrões e miseráveis, enfim, pessoas que precisavam de ajuda para trabalhar e obter sua fé. Após o surgimento da Sedição de Juazeiro, da qual José Lourenço não participou, suas terras foram invadidas por jagunços. Com o fim da revolta, José Lourenço e seus seguidores reconstruíram o povoado.
Em 1921, Delmiro Gouveia presenteou Padre Cícero com um boi, chamado Mansinho, e o entregou aos cuidados de José Lourenço. Os inimigos de Padre Cícero, se aproveitaram disso espalhando boatos de que as pessoas estariam adorando o boi como a um Deus. Por conta disso, o boi foi morto e José Lourenço foi preso a mando de Floro Bartolomeu, tendo sido solto por influência de Padre Cícero alguns dias depois.
Caldeirão de Santa Cruz do Deserto
Em 1926, o sítio Baixa Dantas foi vendido e o novo proprietário exigiu que os membros da comunidade saíssem das terras. Com isso, Padre Cícero resolveu alojar o beato e os romeiros em uma grande fazenda denominada Caldeirão dos Jesuítas, situada no Crato, onde recomeçaram o trabalho comunitário, criando uma sociedade igualitária que tinha como base a religião. Toda a produção do Caldeirão era dividida igualmente, o excedente era vendido e, com o lucro, investia-se em remédios e querosene.
No Caldeirão cada família tinha sua casa e órfãos eram afilhados do beato. Na fazenda também havia um cemitério e uma igreja, construídos pelos próprios membros. A comunidade chegou a ter mais de mil habitantes. Com a grande seca de 1932, esse número aumentou, pois lá chegaram muitos flagelados. Após a morte de Padre Cícero, muitos nordestinos passaram a considerar o beato José Lourenço como seu sucessor.
Devido a muitos grupos de pessoas começarem a ir para o Caldeirão e deixarem seus trabalhos árduos, pois viam aquela sociedade como um paraíso, os poderosos, a classe dominante, começaram a temer aquilo que consideravam ser uma má influência.
Balas caindo do céu
Em 1937, sem a proteção de Padre Cícero, que falecera em 1934, a fazenda foi invadida, destruída, e os sertanejos divididos, ressurgindo novamente pela mata em uma nova comunidade, a qual em 11 de maio foi invadida novamente, mas dessa vez por terra e pelo ar, quando aconteceu um grande massacre, com o número oficial de 400 mortos. Foi a primeira ação de extermínio do Exército Brasileiro, e Polícia Militar do Estado do Ceará. Acontecera o primeiro ataque aéreo da história do Brasil. Os familiares e descendentes dos mortos nunca souberam onde encontra-se os corpos, pois o Exército Brasileiro e a Polícia Militar do Ceará nunca informaram o local da vala comum na qual os seguidores do Beato foram enterrados. Presume-se que a vala coletiva encontra-se no Caldeirão ou na Mata dos Cavalos, na Serra do Cruzeiro (região do Cariri).
O Beato
José Lourenço fugiu para Pernambuco, onde morreu aos 74 anos, de peste bubônica, tendo sido levado por uma multidão para Juazeiro, onde foi enterrado no cemitério do Socorro.
Caldeirão hoje
Da época da Irmandade do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, exitem ainda a capela branca, que tem como padroeiro Santo Inácio de Loyola, ao lado da ermida, duas casas, um muro de laje de um velho cemitério, um cruzeiro e no alto as ruínas da residência do beato José Lourenço.
Atualmente, 47 famílias revivem o sonho coletivo de produção idealizado por José Lourenço, num sítio denominado Assentamento 10 de Abril, [1] a 37 km do centro do Crato. No local encontram-se 47 casas, sendo que 44 de alvenaria e uma escola, porém sem ostentar a grandeza atingida pelo então Caldeirão do beato José Lourenço .
As famílias residentes mantém uma horticultura orgânica (couve, coentro, cenoura, macaxeira, alface, pimentão e espinafre estão entre as hortaliças cultivadas) e uma lavoura para auto-abastecimento. Parte dos homens também mantém um produtivo apiário, que contribui para os rendimentos do grupo.
A ONG SOS Direitos Humanos entrou com uma ação civil pública no ano de 2008 na Justiça Federal do Ceará, contra o Governo Federal do Brasil e Governo do Estado do Ceará, requerendo que o Exército Brasileiro:
a) torne público o local da vala comum,
b) realize a exumação dos corpos,
c) identifique as vítimas via exames de DNA,
d) enterre os restos mortais de forma digna,
e) idenize no valor de R$ 500 mil, todos os familiares das vítimas e os remanescentes,
f) inclua na história oficial, à título pedagógico, a história do massacre / chacina / genocídio do Sítio da Santa Cruz do Deserto, ou Sítio Caldeirão.
A pedido do Ministério Público Federal da cidade de Juazeiro do Norte, a ação foi extinta sem julgamento de mérito pelo juiz da 16ª Vara Federal de Juazeiro do Norte. A ONG SOS DIREITOS HUMANOS, inconformada com a decisão, recorreu ao egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região em Recife Pernambuco, requerendo que a ação seja julgada o mérito porque o crime cometido contra a comunidade do Sítio Caldeirão é de lesa humanidade, e portanto, imprescritível.
A ONG "SOS DIREITOS HUMANOS" no ano de 2009, denunciou o Brasil à OEA - Organização dos Estados Americanos, por crime de desaparecimento forçado de pessoas e para que seja obrigada a informar a localização da vala comum com as 1000 vítimas do Sítio Caldeirão. A entidade considera o sítio Caldeirão como o Araguaia do Ceará, uma vez que os militares mataram 1000 pessoas e após, enterraram em vala comum em lugar desconhecido da mata dos cavalos, em cima da Chapada do Araripe. A ONG está pedindo auxílio à entidades internacionais para que a vala comum seja encontrada, bem como, de geólogos, geofísicos e arqueólogos para identificar a localização da vala comum.
Em 1986 o cineasta Rosemberg Cariry, realizou um documentário rico em depoimentos de sobrevintes do massacre. Caldeirão é um movimento considerado como uma outra Guerra de Canudos.

Fonte:

Respeito à história: Restauração da verdade a cerca de Lampião e Maria Bonita

Por: Voldi Ribeiro
Tomei conhecimento, por vários veículos da proibição, em pedido liminar, de publicação e a comercialização do livro "Lampião - o Mata Sete" de autoria do advogado e juiz aposentado Pedro de Moraes. Decisão do juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), na Ação movida por Expedita Ferreira Nunes, filha de Lampião e Maria Bonita. A Ação é preventiva e foi tomada pela família, a quem vou louvar a iniciativa, com um foco muito adequado: não se trata da CENSURA (capítulo negro da história brasileira) - se trata mesmo da reparação moral da intimidade da família - como bem arguída e acatada judicialmente. Acredito que quando se tem a liberdade de expressão garantida há também a possibilidade de ser dirimida qualquer contenda de interesses no nível jurídico e foi o que ocorreu.

No meu modo de ver o tal ex-juiz e advogado Pedro de Moraes - pisou na bola - destratou a história e as pessoas - indicando inclusive que a Expedita não é filha de Lampião - as evidências afirmativas da paternidade já de muito tempo foram provadas - a imprensa da época foi testemunha - o irmão de Lampião de nome João Ferreira a criou e não há dúvidas pelos diversos depoimentos de cangaceiros sobreviventes da Saga do Cangaço.
Somente quem, de fato, tem conhecimento apurado acerca do comportamento moral das mulheres que participaram dos grupos de cangaceiros é que poderia ou poderá ainda tratar a questão da fidelidade e da infidelidade no Cangaço. Das quase 80 (oitenta) mulheres, mais ou menos, relacionadas na pesquisa que desenvolvo há mais de 08 anos, apenas Lydia de Zé Baiano, Cristina de Português, Lili de Moita Brava, foram mortas pelos seus companheiros por terem praticado ADULTÉRIO.

Prática social de restauração da HONRA considerada na época como legítima " apoiada, defendida, praticada e cobrada pela ampla maioria dos homens e mulheres rurais " herança da estrutura PATRIARCAL da família brasileira advinda de Portugal, mantida por quase 05 séculos. Já entre os índios brasileiros a infidelidade inexistia ou era tratada de outras maneiras. Há quem afirme ainda está em "voga" este formato de família patriarcal no Brasil. Em baixa é verdade. Ainda hoje ocupam páginas policiais de jornais importantes os chamados crimes passionais.

Há ainda o caso de Maria Jovina de Pancada (Lino de Zezé) que, embora também tenha praticado ADULTÉRIO, não foi morta pelo seu companheiro " foi deixada com a família em Santana do Ipanema pelo cangaceiro Moreno que era amigo da família (depoimento ao autor), e após a morte de Lampião (ocorrida em 28/07/1938), e após as chamadas "ENTREGAS" (ato de se entregar), o cangaceiro Pancada aparece em foto com seu grupo tendo Maria Jovina ao seu lado " se deduz que houve o perdão " caso exótico e diferente para os costumes da época.
Maria de Pancada, ao centro, por ocasião das entregas
O último caso de ADULTÉRIO envolvendo mulher cangaceira " foi o de Dulce do cangaceiro Criança " ocorrido após as "ENTREGAS", quando em companhia de Zé Sereno e Sila " já estavam a caminho de São Paulo capital. Bem retratado pelo pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo. Outro caso exótico " Criança apenas carregou os filhos e deixou Dulce já grávida do seu amásio (no caso era ex-policial e proprietário da fazenda onde se encontravam Sila e Dulce). Esperavam seus companheiros que haviam ido antes para criarem as condições de se estabelecerem.

Então no universo de 80 mulheres cangaceiras, mais ou menos, comprovadamente apenas 03 praticaram ADULTÉRIO, durante o período que antecedeu a morte de Lampião (julho de 1938) e todas foram mortas pelos seus companheiros, ou seja, 3,75% em estatística rasteira. Se acrescentarmos os 02 casos pós "ENTREGAS" ainda assim ficamos apenas na casa dos magros e raquíticos 6,25% - inexpressivos e confirmadores da regra social mantenedora da FIDELIDADE FEMININA nas uniões estáveis do mundo do Cangaço.

Outra coisa é querer, sem propriedade nenhuma de conhecimento, atribuir o comportamento ADÚLTERO à Maria Bonita. Da história da presença das mulheres nos grupos de cangaço, se deduz com muita clareza que os costumes rígidos do Sertão nordestino, quanto a Moral, o Respeito e o Recato exigido ao sexo feminino " foram ainda mais reforçados. Diferentemente das falsas notícias de jornais da época que atribuíam comportamentos promíscuos às mulheres cangaceiras. Isso também é, relativamente, dedutível " havia a necessidade de manter forte coesão e respeito à hierarquia dentro dos grupos de cangaço " o comportamento promíscuo, caso tivesse existido, resultaria em conflitos de honra que no Sertão sempre foram resolvidos por meio aniquilamento físico (morte) do transgressor (a).

A fidelidade e o amor de Maria Bonita por Lampião é flagrante nas cenas registradas em 1936, do filme feito por Benjamin Abraão Botto e, sobretudo, por depoimentos de cangaceiros e cangaceiras e soldados volantes que conviveram com a Rainha do Cangaço. Isso é assunto inquestionável na convivência marital entre os dois por quase 09 anos.

Quanto ao "triângulo amoroso" entre Lampião, Maria Bonita e Luis Pedro " essa é outra falácia que não se sustenta na história do Cangaço. Senão vejamos: Luis Pedro tinha sua companheira chamada Neném, morta em combate e vandalizada sexualmente pelos seus algozes " além do sentimento de perda por não ter conseguido proteger sua mulher da morte em combate, este foi também um dos motivos pelo qual Luis Pedro não mais se deixou acompanhar permanentemente por outra mulher.

Se verdade fosse o "triângulo amoroso" na esfera do alto comando do Cangaço, então como poderia ser abaixo do mesmo? Na visão distorcida do ex-juiz Pedro de Moraes " seria então um ambiente completamente promíscuo. NÃO O ERA. Pelo contrário: era de extremo respeito entre cangaceiros e cangaceiras. Isto está revelado nos anais da história por várias pessoas que conviveram dentro e fora dos grupos de cangaço.

Então a restauração do respeito e da verdade pode e deve prevalecer sobre a mentira, já que temos a liberdade de expressão garantida em Lei. Quando alguém intencionalmente ou não, denigre moralmente pessoas e fatos históricos distorcendo verdades já verificadas, a esfera judicial é a GUARDIÃ para todos os efeitos e julga limitando o autor ou mesmo o punido. Essa novela apenas está iniciando. Pena que o público veja tudo isso apenas como um fato JOCOSO - isso sim é homofobia ou heterofobia.
Tânia Alves a bonita Maria da televisã

A LIBERDADE DE OPÇÃO E PRÁTICA SEXUAL DEVE SER SEMPRE DEFENDIDA - isso é uma coisa - A OUTRA É SE TER OPÇÃO HOMOSSEXUAL E QUERER FORÇAR A BARRA AFIRMANDO QUE PERSONAGENS DA NOSSA HISTÓRIA TIVERAM A MESMA OPÇÃO.
Aliás, pergunta-se, quem é mesmo o tal ex-juiz e advogado Pedro de Moraes? Nunca vi ou li do mesmo, algum livro publicado sobre o Cangaço que atestasse seu conhecimento acerca da temática. Muita gente que leu alguns livros se diz especialista. Poucos são aqueles que tratam o assunto com a seriedade que o mesmo requer.

Outra falsa abordagem é opor os adjetivos "BANDIDO ou HERÓI" para qualquer personagem real do cangaço " tenha sido cangaceiro ou volante policial - essa falsa oposição cega a análise isenta e leva o pesquisador a distorcer a realidade para enquadrá-la neste esquema. Houve uma época, um contexto cultural, jurídico-político, social e econômico que propiciou o aparecimento do Cangaço, bem como do Messianismo - como foram os casos do CALDEIRÃO, PAU de COLHER e CANUDOS.

Para este último a recém fundada República propagou para a NAÇÃO que era um aglomerado de fanáticos em torno da liderança de um LOUCO. Denegrindo Antônio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro. Essa ideologia impregnou o povo das capitais. E a guerra de 1894 a 1897 exterminou algo em torno de 35 mil vidas humanas de sertanejos pobres - que desejaram viver por conta própria " até hoje uma VERGONHA.

Voltemos ao tal ex-juiz e advogado Pedro de Moraes: contemporizar é algo que devemos fazer quando a intenção tem razões nobres e válidas. Não é o caso do citado senhor.

Não tenho dúvida que logo-logo o tal ex-juiz venha a estar em algum programa de televisão para, em cadeia nacional, apoiar mais e mais a visão degenerescente das nossas tradições nordestinas e sertanejas. Obras e Novelas tem sido levadas ao público e, em nome de uma palavrinha mágica, "FICÇÃO", roteiristas e diretores tem adotado quase sempre o tom jocoso e depreciativo - como se o povo do SERTÃO nordestino fosse somente essa coisa que casa risos e diverte a Nação.

Penso que o SERTÃO do nosso Nordeste seja a única área verdadeiramente definidora de um caráter BRASILEIRO - há várias razões para se propor tal afirmação. Ainda estamos por aprofundar a nossa "chamada identidade nacional" a antropologia cultural brasileira ainda é devedora disso.

Vejamos: onde ocorreram mais conflitos e por longos períodos na formação brasileira? O que mesmo significaram tais conflitos na nossa formação moral e ética? Antes do Cangaço, envolveram: índios (levantes de Tapuias - vários), negros (os quilombos como foi o de Palmares e suas muitas ramificações pelo Sertão - há evidências históricas comprovadas) e, as chamadas revoltas sociais - ex. o Quebra-Quilos dentre outras.

Eis a pobreza com qual nos deparamos na história brasileira - o fato de termos a mais rica cesta de expressões culturais e artísticas (música, pintura, dança, artes do couro, do metal, do barro e da madeira, rituais, crenças religiosas, a literatura cordel acessível ao povo simples e a literatura erudita, etc., e nelas se encontrar o lado divertido e inteligente de zombar com a própria desgraça é que, decerto, pode ter influenciado este desprezo NACIONAL.
Finalizo meu comentário crítico com uma breve observação quanto ao debate: enquanto há aqueles que inventam ABSURDOS no afã do sucesso fácil e outros que apenas riem e fazem pouco caso do assunto ou até o desmerecem " atitude infantil e leviana, felizmente também há aqueles que por sensatez conseguem ver o lado importante da nossa história e não costumam empurrar a poeira para debaixo do tapete tentando escondê-la, ao contrário buscam a VERDADE e seu desvendamento como forma de provar o que somos hoje como POVO.

Voldi Ribeiro - Sociólogo e Pesquisador de Paulo Afonso-BA -
Fonte: 
http://www.folhasertaneja.com.br
Cariri Cangaço

Lampiônicos gravam o seu 1º DVD em Serra Talhada-PE


A banda serratalhadense Lampiônicos estará gravando no próximo dia 25 de março o seu 1° DVD ao vivo, com muito reggae, rock, blues e xaxado.
A gravação acontece a partir das 17h, na Concha Acústica, marco zero de Serra Talhada-PE.
Está todo mundo convidado.
Serviço:
Gravação do 1º DVD da banda Lampiônicos
Local: Concha Acústica (marco zero de Serra Talhada/PE)
Dia: 25 de março de 2012.
Horário: 17h
ENTRADA FRANCA

A cangaceira Dadá - Companheira do cangaceiro Corisco

Parte 1

Parte 2


Corisco foi morto no dia 25 de maio de 1940, e segundo os pesquisadores, ele foi o último cangaceiro de todos os tempos.

Dadá era sua esposa, e no momento do ataque ao famoso cangaceiro, ela foi baleada. Levada a tratamento, foi feita a amputação de uma das pernas. Dadá faleceu no ano de 1994.

O casal deixou filhos, mas o que mais se destacou no meio dos pesquisadores, foi o economista Sílvio Bulhões. 

Vídeo gravado pela Laser Vídeo, do cineasta e pesquisador do cangaço: Aderbal Nogueira.



 




Fonte: Extraídos - YouTube

PAIXÃO: PERIGOSA FRONTEIRA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa


PAIXÃO: PERIGOSA FRONTEIRA

As paixões já causaram guerras, revoluções, mortes e motins; as paixões amorosas já causaram desgraças ainda maiores, pois afetando os próprios indivíduos. Assim, as paixões, sejam elas como fervores em defesa de causa ou como arrebatamento amoroso, possuem consequencias as mais imprevisíveis.
Mas não deveria ser assim. E não deveria porque a paixão pode ser vista como um sentimento bom que sai em busca da plena realização daquilo que deseja. Porque quer aquilo, deseja aquilo, não mede esforços para conseguir seu objetivo maior. E nesse passo, até que haja consciência da validade do tanto almejado, a paixão nada mais é do que um objetivo de realização. Portanto, uma coisa boa.
Conceitualmente, a paixão é tida como movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal; é uma emoção ou sentimento muito forte, envolvendo aspectos como amor, ódio e desejo, e que é capaz de alterar o comportamento, o raciocínio, a lucidez; é o apego ou interesse obsessivo por algo; a defesa doentia e irracional de alguma coisa.
Mas também a paixão é exacerbação amorosa; o amor que se alastra além da racionalidade do sentimento; o ilimitado desejo pelo outro; busca incessante de controlar o sentimento da pessoa amada por causa de medos, temores ou ciúmes. Falam ainda da paixão como cegueira, como fanatismo.
Como observado, os conceitos não permitem uma posição muito honrosa à paixão. E isto porque vulgarmente se tornou sinônima de loucura, psicose, insanidade. E também não consideram os fanatismos políticos, os credos fundamentalistas e as irracionalidades futebolísticas, dentre muitas outras, dentro do contexto maior das paixões. Consideram, sim, a paixão amorosa como a verdadeira transgressão de sentimentos e objeto de debates.
E isto até tem sua razão de ser, principalmente porque as paixões amorosas levam a consequencias conhecidas por todos. Há destruição do outro por paixão, há total descomedimento no trato com a pessoa amada; surgem ações delirantes, tresloucadas, doentias, impensáveis de realização por pessoa em perfeita sanidade. De repente, aquilo que era amor se transforma em perseguições, em medos, em fugas.
Contudo, para se chegar a tal ponto exige-se um processo lento e que infelizmente nem sempre pode ser reconhecido pelo outro a tempo. Não é reconhecido porque se o que se busca numa relação é o fortalecimento dos sentimentos e, com isto, se concretizar aquilo que se chama amor, às vezes esse amor vai silenciosamente ultrapassando os limites do querer, do desejo e da afeição.
E quando isto acontece, quando a relação se torna obsessiva e voltada apenas para o atendimento dos anseios de um, então é porque a paixão já está com um pé numa indesejada e perigosa fronteira. E o que é pior: fronteira de todo que de ruim possa existir naquilo que era uma relação amorosa.
O apaixonado apresenta claros sintomas dessa sua nova condição de obsessividade? Não, e isto se torna em fator de extrema preocupação. Como tudo ocorre num processo lento, a relação parece caminhar normalmente e sem nada que aponte mudanças comportamentais significativas. E até esse estágio pode ser que continue havendo compartilhamento de ações, mútuas compreensões e fáceis resoluções dos problemas surgidos. Mas no instante que a paixão aflora tudo isso já se torna mais difícil.
Quando a paixão aflora e começa a caminhar em direção à fronteira da irracionalidade, a primeira coisa que o apaixonado faz é mudar seu jeito de compartilhamento para querer impor. E então começam a outras situações que fazem parte desse contexto. E surgem os ciúmes, primeiro como algo normal, e depois doentios; as proibições disso e daquilo; as imposições e o querer ser dono. É o estágio tanto das repetidas flores como das continuadas transgressões.
A partir daí as consequencias são as piores. Se a pessoa submetida aceitar por amor as tantas e tais exigências, acabará se escravizando por uma pessoa que mais tarde não a reconhecerá mais como nada. E se procurar se contrapor à paixão mandonista, imperiosa, exacerbada e muitas vezes violenta e ameaçadora, então será melhor procurar logo a delegacia competente. Talvez a autoridade policial requeira ao juiz a expedição de Medidas Protetivas de Urgência.
Como se vê, é complicada a paixão. Complicadíssima é a paixão.


Rangel Alves da Costa*

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.co

Flor do mato (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Flor do mato


Flor do mato
flor matuta
florada no araçá
enfeite da fruta
dengo a se enfeitar
aroma que se desfruta
vermelho-amarelado
um lilás de paixão
ainda suja de terra
vai encantar coração

meu amor é flor assim
silvestre e querubim
na janela da natureza
pétala de maior beleza
dançando ao vento
jardim no meu olhar
apenas uma flor do mato
flor singela e matuta
buquê de se apaixonar.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com