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terça-feira, 22 de maio de 2012

A Festa do Distrito de Caiçara – 22 de maio de 2012

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Cruz. O Distrito de Caiçara foi criado pela Lei Nº 11.323, de 22 de maio de 1987. Em homenagem a esta data, uma das ruas da sede do distrito recebeu o nome de Rua 22 de Maio. Todos os anos esta data é comemorada com uma intensa programação festiva. Caiçara é um dos lugares mais antigos de nossa região, situada as margens da Lagoa de Jijoca, há 5 km da Praia do Preá. É um dos corredores de turismo para Jericoacoara.
Caiçara já elegeu os vereadores Benedito Edson Pinto e Raimundo Brandão de Sousa e um Vice-Prefeito de Acaraú João Paulo Magalhães.

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O primeiro prédio escolar foi transformado em creche e outro maior foi construído por Antônio Raimundo, Prefeito de Cruz, e a energia elétrica foi inaugurada em 1988 pelo Prefeito Jonas Muniz.
São denominações de ruas da Vila de Caiçara: Pe. Valdery, Professora Fransquinha, José João, Afonso Fontes, Mons. Sabino e João Muniz. Há muitas ruas sem denominação oficial.
A estrada de acesso é com piçarra motivo de indignação da população da região que reclama das péssimas condições de transito.
O Poeta João Martins dos Santos assim se expressou sobre a Festa do Distrito: “Quero que Deus me dê força/Pelo poder infinito/Para relembrar agora/A Festa do meu Distrito/Que dos lugares que eu conheço/O nosso é o mais bonito”.
Este ano, a Festa do Distrito de Caiçara, foi realizada dia 19, teve várias atrações, banda de forró e um bolo de 25m.

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A presença da Empresa M. Machado Florestal Ltda. na década de 80 movimentou a comunidade, introduziu novos costumes e gerou emprego e renda para dezenas de pessoas.

Religião

A Igreja de São Francisco de Caiçara foi construída em 1888, ainda durante o período em que o Império Português governava o Brasil. O Santo Cruzeiro, construído para realização das Santas Missões, foi inaugurado em 19 de novembro de 1939, pelo Pe. Pedro e exaltado pelo poeta repentista.

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João Martins dos Santos.

“Tem o Cruzeiro em lembrança do Pe. Pedro/Que encima do penedo/Ele está bem colocado/Trinta e nove a dezenove de novembro/ Ainda hoje eu me lembro/ quando foi inaugurado”. Em breve estará completando 75 anos quando será celebrado o seu Jubileu de Brilhante. É um marco histórico e símbolo maior da religiosidade do povo da Vila de Caiçara. Dia 9 de agosto de 2010 foi criada a Área Pastoral do Distrito de Caiçara, pertencente à Paroquia de Santa Luzia de Jijoca de Jericoacoara, com o objetivo de melhor assistir aos paroquianos das comunidades de Formosa, Preá, Cavalo Bravo, Córrego dos Ana, Sambaíba, Paraguai e Solidão. O Padre Maílson foi o primeiro administrador da Área Pastoral, sendo seu sucessor o atual administrador Pe. José Marcone Martins. Antes, a Capela de Caiçara já havia pertencido às Paróquias de Acaraú e Cruz cujos Padres foram José Arteiro, Monsenhor Sabino, Monsenhor Edson e Monsenhor Manoel Valdery. Quando passou a pertencer à Paroquia de Santa Luzia, estiveram atuando na capela o Pe. Edmilson, Pe. Raimundo, Pe. Eudes Cruz e Pe. Lindomar.

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A Tradicional Festa de São Francisco é celebrada no mês de setembro, quando seus filhos ausentes procuram visitar a Terra Natal para rever amigos e familiares e participarem dos festejos à São Francisco. Inicialmente, as festas eram coordenadas pelo saudoso José João de Araújo, hoje, nome de Rua na Vila de Caiçara e seguido por Luís Jacinto. O coral é bem animado, constituído de lindas garotas e é um dos melhores da região. A religião predominante é a Católica, mas já há duas igrejas protestantes na Vila de Caiçara: As Igrejas Bíblica e Comunidade Cristã Jericó. A Igreja de São Francisco já esteve rodeada de água com o transbordo da Lagoa de Jijoca. Também teve a frente virada para o Nascente e já passou por várias reformas em sua estrutura física, estando bem diferente de sua forma original.

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Infraestrutura

A Vila de Caiçara tem uma escola construída pelo Prefeito Antônio Raimundo de Araújo Neto em 1989, denominada de João Ladislau de Paulo Magalhães, cuja diretora e a Senhora Érica Pereira Queiroz Albuquerque.
Quando ainda pertencia ao município de Acaraú, Caiçara teve a alegria de eleger um vice-prefeito: João Ladislau de Paulo Magalhães, que foi eleito junto com Adenor Martins (1967/1971). Nesse período foi construído o primeiro prédio escolar na comunidade onde funciona uma Creche. Uma quadra poliesportiva coberta foi construída na administração de Manoel Nelson Silveira e coberta na administração do Prefeito Jonas Muniz. Tem arquibancada, banheiros, palco, vestiários e foi denominada Francisco Antônio Costa Moura, numa justa homenagem ao maior jogador de futebol de Caiçara. Falecido em 2006 em Fortaleza durante uma partida de futebol vitima de ataque cardíaco.

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Tem uma praça, construída em 1987 na primeira administração Jonas Muniz, ruas calçadas, um Posto de Saúde da Família, uma creche, telefones fixos públicos e residenciais, Sistema de abastecimento de água comunitário que atende a 192 famílias.

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Tem um conjunto habitacional, Cemitério Comunitário que inicialmente era cercado de madeira, mas foi murado por determinação do Senhor João Galdino com a participação da comunidade e ampliado em 1987. Um posto de atendimento dos Correios, padaria, internet, salão de cabeleireiro, lanchonetes, churrascaria e a rádio FM Comunitária Marazul 98,7 MHZ legalizada junto ao Ministério das Comunicações e pertencente à Associação de Desenvolvimento Social e Comunicação de Caiçara são fatores de desenvolvimento da Vila. Tem lojas de eletrodomésticos e várias casas comerciais, onde quase de tudo tem pra vender. Oficinas de carros e motos, bares e restaurantes e um Cartório de Registro Civil, sendo tabelião José Arteiro Cruz.
Atualmente, a Vila de Caiçara está lutando pelo seu crescimento. Está sendo feito calçamento de algumas ruas e abertura de outras na periferia. Várias casas têm sido construídas, inclusive pelo programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida.
Curiosidades.
A primeira professora da comunidade foi Francisca Maria de Sousa (Fransquinha) que também é nome de rua, e depois Francisco das Chagas Rocha. Caiçara sempre foi conhecida pela produção artesanal de esteiras de junco, cordas e redes de tucum que também eram usadas para currais de pesca no mar. A população mais velha ainda se lembra das parteiras Margarida e Maria Martins e das rezadeiras Julieta e Izabel Pires. Os tabeliões foram Manoel Marques de Sousa, Francisco Menezes, João Paulo Magalhães e José Arteiro Cruz. Já houve em Caiçara um trabalho da igreja chamado de Ciclo Operário que consistia em visitar as casas, fazer reuniões e ler a Bíblia sob a orientação do Senhor Chico Gomes. O poeta João Martins assim descreveu o Ciclo Operário: “Neste lugar, tem o Ciclo Operário/ Foi feito pelo Vigário/ Para entrar quem quiser/ Se pagará dez Cruzeiros de uma vez/ E dois Cruzeiros por mês/ Cada sessão que houver”.

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Também os trabalhadores tinham onde recuperar suas ferramentas com os ferreiros Chagas Ferreira e Francisco Antero. Mas, se o caso era couro tinha o soleiro José Joaquim e o sapateiro Toca Lima. Os carpinteiros Tiago e Antônio Lima fabricavam móveis para todas as famílias, principalmente para os recém casados que pretendiam mobilhar as casas. A primeira padaria instalada na comunidade pertencia ao Senhor José Filenom natural da cidade de Morrinhos. As construções ficavam a cargo dos pedreiros Luís João e Geraldo Muniz. As costureiras Ângela Marta da Silva, Antônia Maria da Silveira e Rita Pereira de Sousa cuidavam da confecção e remendo das roupas usadas na comunidade e preparavam os noivos para os matrimônios.As famílias mais numerosas da comunidade são a dos Jacinto e Pereira. A origem das famílias residentes em Caiçara é muito diversificada. São procedentes de Uruoca, Uruburetama, Camocim, Jijoca, Aranaú, Serra de Tianguá e até de outros estados.
Um senhor por nome de Abdom, ao se aproximar de uma arvore conhecida por mungubeira, em Caiçara, disse: “Eu queria viver do tanto desta mungubeira”. Certa noite, a mungubeira tombou. No dia seguinte, chegou a notícia de que Abdom havia sido assassinado no mesmo horário em sua própria residência na zona rural do atual município de Jijoca.

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O último crime de morte em Caiçara foi registrado em 1957, quando o Delegado de Policia Pedro Raimundo assassinou Raimundo Ernesto. Antes tinha havido uma discursão entre eles. O número de afogamento na Lagoa de Jijoca é preocupante, pois já foram registradas mais de uma dezena de afogamentos de homens, mulheres e crianças.
A Vila de Caiçara ainda conserva as características de um lugar tranquilo, onde as pessoas podem ficar nas calçadas para um dedo de prosa sem serem incomodadas. A amizade é o ponto forte da comunidade. Intrigas não existem e as mulheres gostam de trabalhar e viajar em grupos. A juventude é bastante atuante e as moças são de boa aparência e muito simpáticas. A presença de drogas tem sido o principal motivo de preocupação dos pais de família.
A falta de emprego tem sido motivo de muitos jovens migrarem para os grandes centros, principalmente Fortaleza e São Paulo.
Os criadores de gado fazem uma festa todo ano que já tem mais de meio século de tradição.
A Vila de Caiçara é um lugar onde o índice de analfabetismo praticamente não existe. Pouco ou muito, mas todos sabem ler e escrever.
O nosso proposito é prestar uma homenagem ao Distrito de Caiçara por ocasião de seu Jubileu de Prata e resgatar a memória dos nossos antepassados que, com dedicação e trabalho, construíram as nossas riquezas materiais e imateriais.

Dr. Lima

Enviado pelo Engenheiro Agrônomo:
 Dr. Lima - Cruz - Ceará

O GATO BRANCO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

O GATO BRANCO

Citei gato branco, mas vou falar mesmo é sobre gato preto. Não disse logo a cor do felino porque sei que muito leitor imediatamente desprezaria o meu texto. E haja esconjuramento!

E não por outra coisa senão pelo medo e temor que o bichano causa, principalmente se de repente surge para atravessar o caminho de quem vai passar. E haja benzimento e rogação aos santos!

Baseando-se na crendice e na superstição popular, chegam a acreditar que o gato preto traz consigo mau agouro, dá azar, é um atraso de vida, atravessado sortilégio. E se o bichano for avistado cruzando uma estrada é bom nem seguir adiante.

Tudo começou há muito tempo atrás, em períodos de obscuridade em que o hábito noturno do felino serviu como desculpa para associá-lo aos seres da noite, aos maus espíritos e às bruxarias.

Mas prefiro um gato preto na noite mais escura, cruzando num repente minha estrada, do que um branco, que se diz ser humano, estando escondido pelas esquinas ou becos e pronto para o ataque.

Prefiro um gato preto, do mais negro retinto, e vindo da direção de uma escada que passou por baixo, a sentir que adiante vem vindo aquele que tudo fará para tirar os meus bens, ameaçar minha vida, me deixar impotente. Este não arranha, não azunha, simplesmente irrompe pela alma adentro.

Prefiro o gato preto surgindo do nada, parecendo ameaçador, com seus olhos brilhantes e seu miado disforme, ao medo de caminhar por estradas que as pessoas de bem estavam acostumadas a passar sem temer pela vida. Nunca vi um gato de arma em punho.

O gato preto é apenas um gato, só que na cor preta. Apenas a cor do pelo o diferencia do gato branco, do gato malhado, do gato amarelo, do gato sem cor. Sendo apenas um gato, pode ser de qualquer cor. Meus olhos é que pintam o medo e a superstição que quero ter.

Na minha rua tem um gato preto, acho até que mais de um. Pode ser até vários, pois é costumeiro encontrar algum assim que vou dobrando a esquina. Tranquilo, mansamente calmo, vai seguindo seu traçado enquanto sigo com o meu. Olho pra ele, mas ele nem olha pra mim. Apenas segue sem ronronar maldizendo meu destino.

Tem um gato preto também no meu telhado. Só sei que é um gato preto porque tenho uma gata branca que também sobe no telhado ao anoitecer. Vou procurá-la, olho por cima da telha, mas na noite escura só enxergo o pelo branco. Mas sei que o gato preto está lá. E que amor agataiado!

Tenho cisma do uivo do lobo lá por cima dos montes, do choro solitário dos cães, do grilo que chora pertinho de mim e nunca o vejo, das vozes humanas que ecoam apavoradamente noite adentro. De tudo isso tenho cisma, medo não; apenas não me sinto bem ouvindo tanto piedoso lamento.

Mas o gato preto pode miar, gritar, grunhir, ronronar, fazer o quiser, na maior altura que for e no lugar onde estiver que não estarei nem aí. Não me espanto nem me assusto, nem vou atirar pau nem pedra para que silencie ou desapareça. Ele certamente tem seus motivos. Também tenho os meus para me preocupar com outras coisas.

Conheço gato preto que não azunha ninguém, não estraçalha ratos para comer, não traz pra casa o pelo cheio de imundícies ou doenças. Igualmente ao gato branco e de outras cores não gosta de tomar banho, isso é verdade. Mas mantém a língua sempre limpa pra com ela manter o asseio do corpo.

Certa noite, de plena escuridão por falta de energia, ao acender uma vela me deparei com um gato preto de olhos brilhantes bem na minha janela. Soltou um miado estranho, entrecortadamente fino e eriçou todos os pelos. E em seguida pulou em minha direção, caindo nos meus braços e derrubando a vela.

Aí ficou mansinho, apenas um tanto assustado. E foi então que descobri que o bichano estava com mais medo da escuridão do que eu. E adormeci ao lado do gato preto, sonhando com a perpétua ignorância do homem.

Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Sede (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa 

Sede


Caminho deserto
sol escaldante
ao pé do vulcão
mordo a pedra de sal
e depois corro
perdidamente aflito
em busca do oásis
que o sonho
esqueceu de mostrar

e a sede me chega
com secura na boca
me viro na cama
e encontro o teu sono
a face pulsando
a pele sorrindo
e encosto o lábio
no lábio sonhando
e beijo a boca
que se abre sedenta
catando ao redor
meu copo de água
e os dois tuaregues
sequiosos se abraçam
para saciar o desejo
no oceano da noite.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

segunda-feira, 21 de maio de 2012

VI ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA – ANPUH/BA

 
VI ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA – ANPUH/BA
XXIII CICLO DE ESTUDOS HISTÓRICOS DA UESC
POVOS INDÍGENAS, AFRICANIDADES E DIVERSIDADE CULTURAL
CAMPUS DA UESC – ILHÉUS/BA, 13 A 16 DE AGOSTO DE 2012

Colegas,

Buscando dirimir dúvidas e melhor orientar quanto a participação no VI Encontro Estadual de História – ANPUH, Bahia, apresentamos as seguintes informações/orientações:

INSCRIÇÃO DE TRABALHOS

Encontram-se abertas até 31 de maio, inscrições de COMUNICAÇÕES para os 34 Simpósios Temáticos do Evento. Poderão inscrever-se profissionais de História e de outras áreas com interesse na temática geral do Evento e com aderência às propostas dos Simpósios. Graduandos poderão também inscrever-se, desde que sejam chancelados formalmente por seus orientadores. A chancela do orientador deverá ser enviada para viencontroanpuhba@gmail.com Inscrições devem feitas no sítio www.viencontroanpuhba.ufba.br. Caso o simpósio temático escolhido seja cancelado por não atingir o número mínimo exigido de participantes (10), o inscrito será realocada em outro simpósio temático. O número máximo de participantes em cada simpósio temático é de 30. 

INSCRIÇÃO PARA OUVINTE E MINICURSOS

Estão abertas as inscrições para ouvintes do evento e para os participantes dos Minicursos; A inscrição para participação em Minicurso é específica; o interessado em se inscrever deverá preencher a Ficha de Inscrição, adicionando-se o valor de R$ 20,00 (vinte reais) do minicurso ao crédito bancário. A inscrição em Minicurso não isenta o valor de inscrição em outras modalidades de participação; Para se inscrever no Minicurso precisa estar inscrito no evento; Para inscrever-se em Minicurso, o interessado deve escolher apenas uma opção. Caso o Minicurso escolhido seja cancelado por não atingir o número mínimo exigido de participantes (20), o inscrito será realocado em outro minicurso de sua escolha, desde que haja vaga disponível; O número máximo de participantes em cada minicurso é de 50, e a preferência é dada àquele que se inscreveu primeiro;

LANÇAMENTO DE LIVROS

Informamos aos associados da ANPUH interessados em lançar livros no VI Encontro Estadual de História - Povos Indígenas, Africanidades e Diversidade Cultural, que deverão dirigir-se a Organização do Evento através do Endereço Eletrônico viencontroanpuhba@gmail.com  para que possamos divulgar. Somente participarão da sessão de lançamento obras publicadas após o V Encontro Estadual de História. Os interessados deverão estabelecer contato impreterivelmente até o próximo dia 31 de Maio, informando: Nome(s) dos autor(es) da obra;  Título da obra;  Cidade da publicação; Editora da  publicação; Ano da publicação.

Oportunamente, será divulgada a lista da sessão de lançamentos nos canais de divulgação do Evento. Salientamos que a venda dos livros e a negociação com os livreiros é responsabilidade de cada autor. Na cerimônia de lançamento haverá espaços onde os autores poderão levar seus livros e colocarem à disposição para divulgação e venda.

HOSPEDAGEM

Quanto às solicitações de informações sobre Hospedagem, a Multihotéis, Operadora Oficial do Evento, possui cotação de diárias na rede hoteleira de Ilhéus, com tarifas promocionais para os participantes do Evento – www.multihoteis.com

Quanto ao Alojamento para estudantes, após entendimentos com a Administração da UESC, estaremos disponibilizando 200 vagas (salas) para alojamento. Este número poderá ser ampliado, desde que sejam utilizadas barracas. Este sistema (reserva para alojamento) estará disponível a partir de junho, com o término das inscrições de Comunicações.

Para maiores informações acesse: 

O Massilon de Honório de Medeiros

Por: Kydelmir Dantas

Quando da realização do XI Fórum do Cangaço, promovido pela SBEC (Mossoró – 2008) o Professor Doutor Honório de Medeiros já nos abrilhantava com uma palestra sobre este personagem, importante na história do ataque de Lampião e seus cabras a Mossoró, sob o título: "Quem foi Massilon?".

Honório de Medeiros

Neste ínterim já se referia a uma "nova onda do cangaço", surgida a partir do momento em que os focos dos pesquisadores deixaram de ser apenas o cangaceiro Lampião, mas viraram-se para os demais componentes e/ou participantes deste fenômeno sócio cultural do Nordeste brasileiro, o Cangaço.

Massilon

Algumas pessoas desavisadas, quando se fala no tema, acham que cangaço é apenas a imagem do que foi Lampião – herói, pra seus amigos, e bandido, para seus inimigos e vítimas – e o que é – o mito criado e pesquisado na atualidade. Esquecem que o cangaço foi uma moeda de duas faces: De um lado, os cangaceiros, coronéis e coiteiros; d’outro, as forças legais, representadas pelas Polícias estaduais, as volantes e, também, os coronéis.

Virgolino Ferreira - o Capitão Lampião

Em verdade, Honório de Medeiros não foi o primeiro a desviar sua pesquisa para um personagem secundário (?) da história do cangaço - outros nomes já foram estudados e apresentados - mas foi, com certeza, o que mais aprofundou-se na vida de Massilon Leite, considerado um dos mentores do assalto a Mossoró, juntamente com o Coronel Isaías Arruda, de Aurora – CE.

Isaías Arruda

Em seu livro, “Massilon (Nas veredas do Cangaço e outros temas afins)”, Honório apresenta o resultado de uma pesquisa séria e de longo percurso, com mais de seis anos, nas pegadas deste homem. Antes, porém, imprime suas pegadas memoriais no início do século XX, vislumbrando o Rio Grande do Norte, Mossoró e o Sertão daqueles tempos. A partir deste viés, passa a acompanhar os passos do vaqueiro, comprador e vendedor de reses, desde o seu nascimento, "provavelmente em Timbaúba dos Mocós – PE", segundo o autor, até sua morte, em Caxias – MA, no ano de 1928.

Além disto, que é o tema principal do mesmo, o livro traz dados, datas, fatos e informações sobre personagens e temas correlatos à ‘Resistência de Mossoró’ ao ataque dos cangaceiros comandados pelo ‘capitão Virgulino Lampião’, como este se assinou no bilhete escrito de próprio punho e enviado ao Prefeito Rodolpho Fernandes, naquele dia fatídico para Lampião e seus bandidos, 13 de junho, e vitorioso para Mossoró e seus dignos cidadãos e heróis da resistência, naquela tarde de uma segunda-feira de 1927.


Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins 


Com mais este trabalho, a bibliografia cangaceira ganha um livro de peso, de um pesquisador que dignifica e faz parte da "Nova Onda do Cangaço", que é mostrar e deixar para as novas e futuras gerações o registro sério de nossa História. Que outro(a)s apareçam e façam o mesmo. Assim seja!


Kydelmir Dantas
Poeta, pesquisador e escritor de temas ligados ao Nordeste brasileiro;
de Nova Floresta – PB, radicado em Mossoró – RN.
Sócio-fundador da SBEC.

LAMPIÃO NÃO ERA GAY!


Peço que se dê publicidade ao artigo – anexo – que escrevi acerca de um livro escrito por um cidadão que atribui coisas absurdas a Lampião e Maria Bonita, a fim de evitar que as pessoas que não tenham conhecimento das coisas do cangaço venham a ser levadas a tomar por verdadeiras as invencionices concebidas por esse senhor, sem nenhum fundamento nos fatos e na História, frutos de sua imaginação, pura e simplesmente. No meu artigo, na segunda parte, que denomino de “Erros Grosseiros d’O Mata Sete.


O autor, ao expor o cerne de sua tese, não cita um autor sequer. Ele somente cita algum autor ao tratar de generalidades. Quanto às acusações imputadas a


Lampião e Maria Bonita, ele não aponta uma evidência que se sustente. Erra na indicação de praticamente todas as datas. Desconhece a geografia, inclusive de Sergipe. Subverte os fatos. Não sabe os nomes dos personagens a que se refere. Em vez de fazer História, fez um romance. Seu livro é um desperdício de papel e tinta. Não é justo para a família Ferreira que as invencionices destrambelhadas desse livro se firmem na mente de leitores incautos como se fossem “fatos verdadeiros”.

Se você quer conhecer mais a história, acesse este endereço:

Os cangaceiros: Juriti e Ponto Fino II


O cangaceiro Juriti

O cangaceiro Ponto Fino II

Não confundir o cangaceiro Ponto Fino II com o cangaceiro Ponto Fino, Ezequiel Ferreira da Silva, irmão de Lampião

Cada Homem só andava;
Com seu punhal enganchado;
Um rifle na mão direita;
Chapéu de couro quebrado;
 Na casa de seu fulano;
 Só entrava paisano;
 E aborrecia soldado.

(Verso de autoria de Antônio Teodoro dos Santos, extraídos do cordel
"A vida criminosa de Antonio Silvino")

Os cangaceiros: Português e Canário



Português comandou um pequeno grupo de cangaceiros. Entregou-se após a morte de Lampião e foi morto na cadeia de Santana de Ipanema (AL).


Canário foi assassinado por seu companheiro Penedinho, que entregou sua cabeça à polícia em troca da própria liberdade.

Vaqueirama amiga


Mais um capitulo de 
"CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA".

Olá amigos, hoje apresentando a pesquisadora e escritora Luitgarde Barros Cavalcanti:


Espero que esse depoimento aliado aos anteriores sirva para tentarmos entender qual o grau do relacionamento entre Lampião e Pe. Cícero. O próximo encontro será com Renato Casimiro fechando o ciclo.

Abraços e não deixem de comentar
Att. Aderbal Nogueira

Centenário de Dix-huit Rosado Maia


1912-2012

NO INDA, DIX-HUIT TROUXE BENEFÍCIOS PARA MOSSORÓ

Como presidente do Instituto Nacional do desenvolvimento Agrário (INDA), Dix-huit Rosado percorreu todo o país, lançando e inaugurando obras que mudaram a vida das pessoas. Mas foi em Mossoró que a sua gestão à frente do órgão federal, que tinha perfil de ministério, se notabilizou em ferramenta a favor do desenvolvimento.

A gestão Dix-huit foi responsável pela perfuração dos primeiros poços d’água em Mossoró. O Inda ergueu colégios e ginásios agrícolas, com destaque para a construção da Escola Superior de Agronomia de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Dix-huit permaneceu como presidente do órgão federal até março de 1970.

Dix-huit Rosado deixou o Inda por opção, mas foi reconvocado pela Presidência da República na criação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (INCRA).

Fonte:
Revista do Jornal De Fato.com

QUEIMANDO CALORIAS

Por: Marcos Costa
HQ          
DR. PLINK PROYD



PALHAÇO PIPOQUINHA


Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.

Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.

Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. 

Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula.

Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde.

Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:

- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer ...!!!

O outro leão então explicou:

- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.

- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?

- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um 
erro gravíssimo. 

Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

BOA SEMANA AMIGOS... SAÚDE E PAZ.

Enviado pelo autor do blog da Cost@

Queimando Gordurinhas

Por: Marcos Costa

Queimando Gordurinhas


Enviado pelo próprio autor, do blog da Costa@

Assembléia Geral Extraordinária da SBEC


ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
C O N V O C A Ç Ã O

O Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os associados para Assembléia Geral Extraordinária, que se realizará no Museu Municipal Lauro da Escóssia, sito, Praça Antônio Gomes, s/n, Centro, Mossoró/RN, no dia 23 de maio de 2012, quarta-feira, em primeira convocação com pelo menos dois terços dos associados às 8:30h e, em segunda convocação, trinta (30) minutos após, com maioria simples dos sócios.
para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

1) Informes;
2) Escolha da Comissão Eleitoral;
3) XIV Fórum do Cangaço;
3) Encaminhamentos.

Mossoró (RN), 16 de maio de 2012.

Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente

Teatro ao ar livre


Ensaio fotográfico do espetáculo "O Massacre de Angico - A morte de Lampião"

José Pimentel tem um novo desafio pela frente, juntamente com atores de Serra Talhada, Recife e Alagoas, está dando forma e trazendo à tona um dos capítulos mais complexos da História do Brasil, os últimos dias da saga de Lampião, com a peça teatral chamada “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, de autoria do pesquisador do cangaço, Anildomá Willans de Souza,  no município de Serra Talhada.  A produção é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, que teve o projeto aprovado pela Funarte / Ministério da Cultura.

A estréia está prevista para acontecer no período de 25 a 29  de julho, na Estação do Forró. O diretor já está no município de Serra Talhada em longas jornadas de ensaios com os atores e atrizes, além de figurantes e técnicos – os técnicos de luz serão os mesmos que cuidam da Paixão de Cristo do Recife, sob a coordenação do Alexandre Veloso, assim como a cenografia será cuidada pelo Tibi, responsável por Nova Jerusalém e a Paixão de Cristo do Recife. Vê-se, portanto, a dimensão do espetáculo. O papel de Lampião será vivenciado por Karl Marx, a Maria Bonita terá vida pela atriz alagoana Roberta Aureliano. O elenco que se destaca está assim composto:



Lampião.............................Karl Marx
Maria Bonita.......................Roberta Aureliano
Dona Bela...........................Gorete Lima
Giboião...............................Gilberto Gomes
Padre Cícero.......................Taveira Júnior
Getúlio Vargas.....................Feliciano Félix
Zé Saturnino.......................Taveira Júnior
Assistente I.........................Beto Filho
Assistente II........................Marcos Fabrício
Assistente III.......................Humberto Cellus
Pedro de Cândido...............Carlos Silva
Soldado..............................Taveira Júnior
Luiz Pedro...........................Diógenes de Lima
Zé Sereno............................Carlos Amorim
Sila......................................Karine Gaia
Enedina................................Danúbia Feitosa
Dulce...................................Leandra Nunes


O espetáculo mostrará os últimos momentos de Lampião e Maria Bonita em Angico, Sertão de Sergipe, onde foram massacrados juntamente com  nove companheiros, no dia 28 de julho de 1938. Mas na construção do enredo são mostrados cenas do passado marcantes na história do Rei do Cangaço, como suas desavenças com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Batalhão Patriótico, uma das cenas será no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede presidencial da época,  onde o presidente Getúlio Vargas determina o fim do cangaço, várias outras cenas ligadas ao imaginário popular, com a cabroeira dançando xaxado, a traição de Pedro de Cândido, até culminar com a morte do casal mais famoso do cangaço, fazendo o expectador mergulhar na história, com uma arrojada trilha sonora, e efeito especiais.


O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO vai reafirmar o estado de Pernambuco como o palco dos maiores espetáculos teatrais do Brasil. E, nesse caso, um grande autor, um consagrado diretor, para contar essa história de TRAIÇÃO, AMOR E ÓDIO, que tem como palco, os confins do sertão, na primeira metade do século passado. Segue abaixo registros do ensaio fotográfico e gravação do VT.

Veja o ensaio completo no Ponto de Cultura Cabras de Lampião do sertão, na primeira metade do século passado. Segue abaixo registros do ensaio fotográfico e gravação do VT.

Centenário de Dix-huit Rosado Maia

1912-2012

Dix-huit Rosado Maia nasceu em Mossoró no dia 21 de Maio de 1912. A juventude foi dividida entre o trabalho no sítio Canto e no balcão da farmácia do pai, Jerônimo Rosado Maia, lavando frascos ou cobrando contas dos fregueses. Foi essa convivência com a farmacologia e com os muitos amigos médicos que o levou a fazer medicina. Meus cursos de Física e Química tinham em meu pai, cm memória invejável, o melhor mestre. “Os longos anos não apagaram os conhecimentos adquiridos no curso de fármácia e transmitidos ao filho com paciência e cuidado”, disse ele ao pesquisador Câmara Cascudo.

Fez o curso secundário no Ginásio Santa Luzia, até ir para o Recife, onde estudou na Escola Politécnica. Depois foi para a Bahia, onde ingressou na faculdade de Medicina, formando-se em 1935. Muito estudioso, destacou-se não apenas nos estudos das ciências médicas, mas também nas línguas, tornando-se um poliglota com muita fluência para o Francês e o Inglês. De volta ao Rio Grande do Norte, trabalhou no serviço de saúde de Assu, tendo os primeiros contatos com o povo e com as dificuldades enfrentadas pela sua terra. Ficou nessa função até ingressar na Polícia Militar, onde exerceu o cargo de chefe do Serviço de Saúde passando, mais tarde, para a reserva como tenente coronel-médico.

A CADA DEZ ANOS, UM MANDATO NA PREFEITURA DE MOSSORÓ

As últimas três décadas da vida de Dix-huit foram dedicadas a Mossoró. Ele governou a cidade em três oportunidades. Nesses três mandatos uma curiosidade: houve intervalo de exatos dez anos entre cada um deles: 1972, 1982 e 1992. Todas as vezes que administrou o Município, foi eleito pelo voto popular.

Com as administrações na Prefeitura de Mossoró, Dix-huit conseguia preencher a lacuna que ficou em sua carreira política, que foi não ter conseguido ser governador do Rio Grande do Norte, sequenciando o ciclo não concluído pelo irmão Dix-sept.

Nos dois primeiros mandatos como prefeito, teve desempenho aprovado pela população e se consolidou como liderança política. Gostava de ser chamado "o prefeito das mil obras", numa referência ao volume de investimentos que sua administração realizou no município. Era considerado um administrador visionário, que planejava o futuro. Foi esse perfil que levou a construção da dicotomização e posteriormente a tricotomização do rio Mossoró. Na prática, a divisão do rio em três, para combater enchentes.

O último chefe de gabinete de Dix-huit na Prefeitura de Mossoró foi Sebastião Almeida, atual presidente da Associação de Pais e Amigos Excepcional (APAE). Ele disse que o prefeito tinha um amor incondicional para com Mossoró. Isso chegou ao ponto de nos últimos momentos de seu último mandato, já com a idade avançada e a saúde frágil, ter procurado permanecer cada vez mais tempo no Palácio da Resistência.

"Às vezes acho que doutor Dix-huit queira que em sua morte estivesse na cadeira de prefeito, para que Mossoró soubesse que ele deixou essa vida trabalhando pela cidade", comentou Almeida>

Dix-huit Rosado foi deputado estadual constituinte, deputado federal (dois mandatos), senador da República (um mandato), Dix-huit foi o político que governou Mossoró por mais tempo. Foram quase 14 anos em três mandatos. Foi eleito pela primeira vez à prefeitura em 1972, depois em 1982 (com mandato de seis anos) e por último em 1992, quando faleceu no exercício do cargo no dia 22 de outubro de 1996. Assumiu em seu lugar, no dia seguinte, a sobrinha e vice-prefeita dissidente Sandra Rosado (Hoje deputada federal pelo PSB, mas à época no PMDB).

Depois de Dix-huit, quem mais administrou Mossoró foi Rosalba Ciarlini (DEM), hoje governadora do Estado, casada com o sobrinho e ex-deputado estadual (quatro mandatos) Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM). Ela foi eleita em 1988, 1996 e reeleita em 2000 (graças ao instituto da reeleição, uma faculdade até poucos meses inexistente na legislação brasileira). Foram 12 anos na gestão municipal.

Antes dela, coube ao padre Luís Ferreira da Cunha Mota, o “Padre Mota”, o 3º maior período de administração como prefeito do município. Ele ficou por quase nove anos e três meses. Assumiu interinamente no dia 18 de janeiro de 1936, com a renúncia inesperada do prefeito Duarte Filho.

Foi eleito em março do ano seguinte, mas com o golpe político de Getúlio Vargas, implantando a ditadura do chamado “Estado Novo”, foi destituído. Mas logo em seguida foi nomeado pelo interventor estadual Rafael Fernandes, ficando até 3 de abril de 1945 – quando renunciou ao cargo.

Fontes:
Jornal de Fato.com

PERGUNTAR NÃO OFENDE (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*

Rangel Alves da Costa

PERGUNTAR NÃO OFENDE
                                         
Se perguntar não ofende, então responda:

Se tudo estava tão quieto e limpinho, por que você passou e arrancou a flor, tirou o que estava no lugar, riscou o muro recentemente pintado, jogou o papel de bala no chão, tocou a campainha sem querer visitar?

Já que diz gostar tanto de gente, que é pacífico e cordial, educado e cavalheiro, então por que passa pelo conhecido e não dá nem bom dia nem boa tarde, caminha querendo passar por cima dos outros, vê e olha para cada um como se fosse um inimigo?

Se é assim mesmo como tenta demonstrar, tão sério e conservador, tão recatado e tomado de máxima moral e bons costumes, por que seu pensamento, seu olhar e seu instinto são tão vulgares quando passa uma mocinha, uma jovem, qualquer mulher que não seja do seu seio familiar?

Já que muitos parecem ter problemas que somente a música pode resolver, e daí procuram aliviar os seus males se entregando de corpo e alma a baboseiras, a baianadas e outras aberrações musicais, então por que não experimentam uma música clássica, erudita ou o melhor que há no cancioneiro popular? Talvez a cura esteja aí.

Creio que é sempre preciso saber um pouco mais sobre as coisas que tanto ouvimos falar. Então por que não procura saber quem é o autor ou pronunciou frases como “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”; “Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”; “O homem é o lobo do homem”; “Vim, vi, venci!”?

Já imaginou o quanto sobre a vida dos outros você quer saber e, na mesma proporção, os outros querem saber da sua? Por que pensa que os segredos e as intimidades dos outros são menos importantes do que as suas? Por que sempre quer enxergar o outro por dentro e sempre se esquece de olhar-se intimamente?

Já pensou em saber um pouco mais sobre filosofia, e assim ficar o tempo que for necessário esperando o retorno da água que já passou? Que tal perguntar à pedra sobre o seu sentimento ou à flor se é verdade ou não que o orvalho é mesmo a lágrima chorada na madrugada. Você já conversou com o seu silêncio?

A princesa tem sangue azul e na sua veia corre sangue vermelho. Do seu casamento com a nobreza nascerá um filho com sangue de qual cor? Cuidado com o que vai responder, pois qualquer resposta será preconceituosa, discriminatória. O que você tem contra a família de sua esposa e também contra a humilde genética de seu sangue?

Sei que é complicado responder, difícil mesmo, mas vou perguntar. Uns dizem que você veio do barro, da criação, outros afirmam que da família dos macacos, já outros dizem que não passa de um ser extraterrestre num corpo de gente, e ainda há os que dizem que você não é nada e nunca existiu, pois todo ser vive na ilusão existencial. Afinal de contas, quem é você?

Conheço gente que não assiste novela com personagens que tenham morrido em outras novelas. Não consegue entender como uma pessoa morre e pouco tempo depois já aparece novamente como se nada tivesse acontecido. Tem até medo de olhar pra televisão. Quer dizer, não assiste mais uma só novela. Por outro lado, vive dizendo aos familiares que quer ser artista pra quando morrer voltar novamente. O seu personagem aqui na terra tem quantas vidas?

Se a água, ao invés da cor e da leveza que tem ou ao menos deveria ter, fosse vermelha e com sabor, você beberia? Se o horizonte azul fosse todo no mais puro negrume você olharia o entardecer do mesmo jeito? 

Se o cego pedisse seu olhar emprestado, para não ficar sem nada você pediria para ficar usando o dele? O que seria de seu futuro se a cada mentira tivesse um dia a menos na vida? 

Achar que sente é uma coisa, mas você sabe realmente o que é o amor? Não sei se consegue responder, mas eu não sei não. Só sei que a cada dia vou arriscando amar. Quem sabe um dia...


Poeta e cronista
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Canção pro resto do dia (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa* 

Canção pro resto do dia


Depois da manhã e do sol
depois do passo e da pressa
fujo do que houve no dia
e vou buscar o que interessa
coração quer sentir alegria

alegria chegando no entardecer
um horizonte e seu vermelhar
aflito coração pulsando no peito
é quase hora de você chegar
vem meu amor quero amar...

passeio da folhagem no ar
carruagem trazendo a princesa
doce encanto essa vida nos dá
aroma exalando em tanta beleza
amor meu amor que surpresa...

surpresa a cada noite que cai
um novo jeito de me apaixonar
olhos encontrando mistérios
nudez que não pode mais disfarçar
no teu corpo que quero morar...


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com