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terça-feira, 4 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
O Rei do Baião e seu filho Gonzaguinha: uma relação conturbada.
Por: Diego Vieira
Quando o filho nasceu, em 1945, Gonzagão já tinha 25 discos gravados como
sanfoneiro e estreava como cantor. Aos dois meses, o bebê foi afastado da mãe,
a cantora Odaléia Guedes dos Santos, que contraíra tuberculose. Foi criado no
Morro de São Carlos, no bairro do Estácio, por Leopoldina de Castro Xavier e
seu marido, Henrique Xavier Pinheiro, o Baiano do Violão, amigos de Gonzagão.
Foi com o pai de criação e não com o biológico que o menino deu os primeiros
passos na música. Quando o filho tinha 3 anos de idade, o Rei do Baião se casou
com outra mulher, e Odaléia morreu.
Como estava sempre fora do Rio fazendo turnês e tanto a sua nova mulher quanto
a sogra rejeitaram Gonzaguinha, ele teve de deixar o filho sob os cuidados de
Leopoldina e Xavier. O casal levava o garoto para visitar o pai, então não
houve corte de relações. Mas quando o menino começou a crescer, em contato com
a malandragem do Morro de São Carlos, e a ficar indisciplinado, Gonzagão o
botou num colégio interno. O velho acreditava que o filho não daria em nada.
Gonzaguinha precisou mostrar ao pai que podia vencer na vida, que tinha
talento. Seu primeiro público foi o pai. Foi para ganhar seu respeito e seu
amor que ele batalhou tanto.
Gonzaguinha se engajou no movimento político-estudantil de esquerda, e isso foi mais um ponto de conflito com o pai, que era de direita e tinha passado nove anos no Exército. O rebelde jovem conseguiu formar-se em Economia pela Universidade Cândido Mendes, mas seu gosto era para música, tendo-se firmado como um dos mais brilhantes compositores e intérpretes daquela época.
Felizmente, em 1979, ambos se entenderam e fizeram uma vitoriosa turnê pelo Brasil. Tornaram-se, enfim, amigos. Luiz Gonzaga morreu em 1989, vítima de uma parada cardio respiratória, tendo sido velado em Juazeiro do Norte e, mais tarde, conduzido para sua terra natal. Gonzaguinha, após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico de 1991.
Gonzaguinha se engajou no movimento político-estudantil de esquerda, e isso foi mais um ponto de conflito com o pai, que era de direita e tinha passado nove anos no Exército. O rebelde jovem conseguiu formar-se em Economia pela Universidade Cândido Mendes, mas seu gosto era para música, tendo-se firmado como um dos mais brilhantes compositores e intérpretes daquela época.
Felizmente, em 1979, ambos se entenderam e fizeram uma vitoriosa turnê pelo Brasil. Tornaram-se, enfim, amigos. Luiz Gonzaga morreu em 1989, vítima de uma parada cardio respiratória, tendo sido velado em Juazeiro do Norte e, mais tarde, conduzido para sua terra natal. Gonzaguinha, após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico de 1991.
Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas
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Inscrições Parahyba Cangaço
Por: Wescley Rodrigues
Nobres
amigos e amigas,
Através
do presente queremos externar a nossa satisfação e alegria para com o público
por ele ter acolhido a nossa proposta do Parahyba Cangaço, uma promoção do
Cariri Cangaço e do Centro Cultural Banco do Nordeste. Em três dias de
inscrições já temos, só da Universidade Federal de Campina Grande, 50
inscritos. São acadêmicos dos mais diversos cursos que voltam o olhar para o
movimento do cangaço e o contexto social promotor do banditismo no sertão
nordestino no início da República brasileira.
Saudações
cangaceiras!
Wescley
Rodrigues
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HISTORIADOR E ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA PARTICIPA DO 11º SALÃO DO LIVRO DO PIAUÍ - SALIPI, ONDE REPRESENTARÁ JUNTO COM O ESCRITOR RUBINHO LIMA, A CIDADE DE PAULO AFONSO.
Por: João de Sousa Lima
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Rubinho Lima
Bate-papo
Literário
O Bate-Papo Literário,
mediado pelo professor Luiz Romero, com a participação de entrevistadores
convidados, é a vitrine do Salão do Livro do Piauí. Trata-se do espaço
destinado aos lançamentos de livros e aos bate-papos com escritores consagrados
e principiantes, que falam de suas produções e de cultura em geral. É no espaço
do Bate-Papo Literário que acontecem os saraus, recitais, debates culturais, os
“Diálogos Poéticos” e shows musicais intimistas com artistas da terra. Toda a
programação é transmitida pela Rádio Antares e outros meios de comunicação
instalados no espaço da Praça Pedro II.
PROGRAMAÇÃO
SEGUNDA-
FEIRA – 03.06.2013
15h– O
Saci é verde: Um exemplo de arborização em Teresina
Autor:
José Marques
16h– Estórias
de minha gente
Autor:
Constâncio Furtado Rêgo
17h– Cinturão
de fogo
Autor:
Toni Rodrigues
17h30– O
mistério da estrela Tainahakã
Autor:
Assis Brasil
18h– Futebol
e Vida: Qualquer semelhança é mera coincidência
Autor:
Raimundo Clementino Neto
18h
30– Revista Atente
Autor:
Francisco Carlos Mascarenhas
19h– O
Buraco e outras histórias
Autora:
Fernanda Paz
19h
30min– A descoberta do quintal
Autora:
Áurea Belfort
TERÇA-
FEIRA – 04.06.2013
15h– Existirmos
a que será que se destina? O Brincar na Educação Infantil
Autora:
Grasiela Coelho
15:30h
– Trabalho docente na educação à distância: Saberes e Práticas
Autora:
Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira
16h– Nonon
– O menino da lagoa grande / Parabélum / 15:50 / O turco e o cinzelador
Autor:
Eneas Barros
17h– Elementos
da língua Latina
Autor:
Carlos Evandro Eulálio
18h– The
Dark Night: A noite da paixão e do medo (romance)
Autora:
Fran Lima
18h30– A
última estação
Autor:
Jacob Fortes
19– Poemas
insidiosos
Autor:
Caio Negreiros
20h– Identidades
e diversidade cultural: Patrimônio arqueológico e antropológico do Piauí,
Brasil e Alto Ribatejo, Portugal.
Organização:
Marleide Lins, Síria Borges e Luís Osterberk
QUARTA-FEIRA
– 05.06.2013
15h– Repugnações
& Desejos
Autor:
Eduardo Dantas
16h– O
rato da roupa de ouro
Autor:
Dilson Lages
17h– Academia
Juvenil de letras
Colégio
Pro Campus
17h30
– À Espera dos Bandidos / Vermelho Brasil
Autor:
Mílton Borges
18h– Conversa
com o autor Fabrício Carpinejar
18h
30min– Imprensa: Perfis e contextos
Organizadora:
Ana Regina Rêgo
19h– Antologia
Transcultural de poesia
Organização:
Algemira Mendes e Marleide Lins
20h– Um
olhar retrospectivo sobre a Vaidade Feminina
Autora:
Elizabeth de A.G. Nogueira.
QUINTA-FEIRA
–06.06.2013
15h– Breve
dicionário de expressões do Piauí
Autora:
Aldeia Marathoan
15:30h
– Poesias
Autor:
Luno Gomes
16h– No
Rumo das Areias
Autor:
José Gregório da Silva Júnior
17h– Pedra
de cantaria
Autora:
Graça Vilhena
18h– Da
Bula à Liberdade: escritos e descritos de médicos escritores piauienses
Sociedade
Brasileira de Médicos Escritores
19h– Objeto
presença
Autor:
Santos Júnior
19h30– Os
grilos de estimação e A festa lendária de Gó
Autora:
Aurilene Andrade Leal.
20h– Dança
do ventre
SEXTA-FEIRA
–07.06.2013 (PARTICIPAÇÃO DO HISTORIADOR E ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA, DA
CIDADE DE PAULO AFONSO-BAHIA)
15h– Pulsações
na Tela
Autora:
Salette Jacques Marsal
15:30h- Meio
ambiente: cuide do seu presente para haver mais no futuro
Escola
Municipal Delfina Borralho
16h– O
olhar e a palavra: Fotojornalismo de José Medeiros na revista O Cruzeiro
Autora:
Ranielle Leal
17h– Luiz
Gonzaga: 100 anos de Eterno Rei do Baião
Autor:
José Marcelo Barbosa
17:30h
– Nas trilhas do cangaço – Seu Cristino: um sertanejo que conheceu Lampião
Autor:
João de Sousa Lima (Paulo Afonso-BA)
18h– Ode
ao amor desvanecido
Autor:
Gilvanni de Amorim
19h– O
uso do cordel no ensino de ciências
Autor:
Wilson Seraine
19h30– Os
intrépidos andarilhos e outras margens
Autor:
Adriano Lobão Aragão
20h– Cabeça
de sol em cima do trem
Autor:
Thiago e
SÁBADO
– 08.06.2013
15h– A
Arte de transmitir a mensagem
Autor:
Josselmo Batista
15:30h
– Direitos da Mulher: O que toda mulher precisa saber e todo homem entende
Autor:
Juscelino Oliveira
16h– Pedra
negra
Autor:
Halan Silva
17h– Enfileirador
de Palavras
Autor:
Joca Nettu
18h– Um
narizinho no fundo do mar
Autor:
Flávio Stambowsky Nogueira
19h– Corações
juvenis / Paulo e Estêvão para jovens leitores
Autor:
Adeílson Salles
DOMINGO
– 09.06.2013 - 15h– Traço
e riso
Autor:
Jota A
16h– Sons
do sertão: Luiz Gonzaga, música e identidade
Autor:
Jonas Rodrigues
17h
– Torquato Neto Inédito: O fato e a coisa
Organização:
George Mendes
18h
– Revista Acrobata
Organização:
Demétrios Galvão, Aristides Oliveira e Thiago
Enviado peço escritor e pesquisador do cangaço:
João de Sousa Lima
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
domingo, 2 de junho de 2013
E agora José? - O sobrinho de Lampião
Por Ivanildo Silveira
Rostand Medeiros, João de Sousa Lima, Neli Conceição Ivanildo Alves Silveira, Alcino Alves Costa e Juliana Ischiara
Muitos
estudiosos do cangaço ignoram a existência de “José“, sobrinho de Lampião, e
que estava na Grota do Angico/SE, no fatídico 28 de julho de 1938 (morte do Rei
do cangaço).
Desculpem
a má qualidade. Esse é o "melhor" aliás o único registro existente.
A literatura lampiônica fala que na quarta-feira, 27 data esta, que
antecedeu o massacre, a pedido de Lampião, a cangaceira “Cila” costurava o
culote para “José” que, três dias antes, se incorporara ao bando.
A cangaceira Sila - companheira do cangaceiro Zé Sereno
José Ferreira dos Santos era um rapazote com aproximadamente 17 anos de idade na época do fato, sendo filho de Virtuosa, irmã de Lampião, que vivia no Juazeiro do Norte/CE, desde o convite e proteção do padre Cicero.
Lampião segurando uma garrafa - talvez, cerveja
O Jornal
"A Tarde" da Bahia, em sua edição de 02 de março de 1939, apresentou
importante entrevista com a personagem José, o qual narra para o
repórter, a sua entrada no bando, bem como a sua prisão, que ocorreu na cidade
sergipana de Canindé.
Esse indivíduo
cumpriu sentença, e, depois, desapareceu. Sabe-se que, ainda, alguns anos
depois, ele fez contato com alguns familiares. Visitou sua tia "Dona
Mocinha" quando esta residia no estado de Pernambuco, e desapareceu no ôco
do mundo. Não se sabe, se o mesmo, ainda hoje é vivo, pois estaria com precisos
91 anos de idade...
É mais um mistério do cangaço. Pergunta-se: JOSÉ, PARA ONDE?
É mais um mistério do cangaço. Pergunta-se: JOSÉ, PARA ONDE?
Abraço
a todos
Ivanildo
Alves Silveira
Colecionador/Estudioso
do cangaço
Natal/RN
Matéria do jornal - Cortesia do Dr. Sérgio Augusto S. Dantas / Luiz Ruben
Publicado
nos blogs:
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br
O cangaceiro Jesuíno Brilhante
Jesuíno
Brilhante, cronologicamente o primeiro, na nossa região, não foi um celerado
qualquer, salteador e sanguinário como tantos. Não. Tinha os seus homens, o seu
grupo, é certo; muito mais para se defender da polícia e dos seus numerosos
inimigos, do que para a prática do assalto criminoso à propriedade alheia.
Jesuíno Brilhante não roubava. Sensível ao sofrimento dos humildes, dos injustiçados e desprotegidos
da própria sorte, se fez deles protetor. Dizem que assaltou comboios do governo
em época de seca, distribuindo os gêneros com os flagelados. A sua história se
acha contada pelo escritor conterrâneo Raimundo Nonato em “Jesuíno Brilhante –
O Cangaceiro Romântico”.
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?tid=5699668056273456232&cmm=23048293&hl=pt-BR
Lembranças do Passado - 03 de Junho de 2013
Por: Geraldo Maia do Nascimento
Quem vê
hoje Mossoró agitada e violenta, não imagina como ela era no passado. Uma
calma, bucólica e tranquila cidade onde o povo conversava nas calçadas, em
rodas de amigos, vez por outra degustando um quente e saboroso cafezinho
servido pelos anfitriões. Como registrou Raul Fernandes, “tesouravam a vida
alheia, engrossavam mexericos, alardeavam boatos e criticavam políticos, horas
a fio”. Vamos fazer uma viagem ao passado, vamos rever Mossoró nos primeiros
anos do século XX, através das reminiscências de dois grandes da cultura local
que foram os escritores Raul Fernandes e José Octávio. Vamos lembrar a Mossoró
que eles conheceram.
Naquela
época, o comércio já era movimentado, mas as mercadorias eram transportadas em
carro de boi ou em lombos de muares, levando tudo o que o sertão comprava em mercadorias
mais variadas e trazendo algodão, as peles e demais produtos regionais dos
sertões cearenses e paraibanos.
Existiam
grandes lojas comerciais, como: Casa Mota, Cavalcante Irmãos, Delfino Freire,
Francisco Marcelino, a casa bancária S. Gurgel, Monte Primo, Camilo Figueiredo,
a grande firma exportadora M. F. do Monte, além de dezenas de outros
comerciantes que enchiam as então ruas do Comércio, Praça 6 de Janeiro, rua
Gurgel e suas transversais.
Possuía
o maior parque salineiro do País. Três firmas descaroçavam e prensavam algodão.
Era centro comprador de peles, algodão e cera-de-carnaúba. Exportava pelo Porto
de Areia Branca.
Circulavam
jornais como “O Comércio de Mossoró”, onde o Cel. Bento Praxedes, Dr. Felipe
Guerra e outros vultos proeminentes da terra publicavam as suas matérias. O
jornal “O Mossoroense” já se destacava nas suas lutas políticas e se constituía
numa verdadeira escola de jornalismo. Em suas páginas, os grandes da terra
deixaram seus escritos. No campo artístico, existiam duas bandas de música que
animavam os principais eventos da cidade, o Club Dramático, o Instituto 2 de
julho (Clube Literário), o Democrático Club, escolas de piano, violino e música
de banda. O folclore mantinha presente fatos distanciados que impressionavam a
região. A canção Corujinha evocava o lendário e romântico cangaceiro Jesuíno
Brilhante, dos idos de 1876. A música mais conhecida era a melodia Vassourinha,
com letra adaptada à campanha política contra a oligarquia dos Maranhão. Havia
poetas e literatos como Antônio Gomes, Vasconcelos, Tércio Rosado, maestros
como Alpiniano e Canuto. Na arquitetura existia o grande artista do estuque, do
cinzel e da pintura, o famoso Francisco Paulino, cujas obras de arquitetura
desafiam os tempos como a Estátua da Liberdade de Mossoró, o Monumento da Independência,
e os frontispícios de algumas igrejas e prédios.
O
casario apresentava delicioso tom de colonial, nas palavras de Raul Fernandes.
Haviam bicas imitando bocas de onça e jacaré que pendiam das cornijas. Jorravam
águas pluviais nas calçadas, onde a meninada se banhava em larga recreação,
gazeando aulas. Aos primeiros sinais de inverno, a população regozijava-se. Com
certeza, haveria fartura próxima. Em compensação durante os longos períodos de
seca, a cidade enchia-se de flagelados.
A
energia elétrica alimentava várias indústrias nascentes. Em 1926 já havia uma
agência do Banco do Brasil, que era o único estabelecimento de crédito da
região.
Já
no início dos anos 20, a cidade era ligada ao litoral por estrada de ferro que
se estendia ao povoado de São Sebastião, atual município de Governador Dix-sept
Rosado, na direção Oeste, percorrendo quarenta e dois quilômetros. Estradas e
rodagens convergiam de vários recantos, sulcadas por caminhões que, aos poucos,
substituíam as bestas de carga. Uma delas internava-se, cortando essa faixa,
até os confins do Sertão da Paraíba.
Outros
tempos aqueles. Mossoró é uma das cidades que mais cresce no Brasil. O sal, o
petróleo e a fruticultura irrigada são os sustentáculos de sua economia.
Segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas e revista “Você S/A”, Mossoró está
entre as 100 melhores cidades para trabalhar. Em 2004, por exemplo, a cidade
saltou da 80ª colocação para a 20ª, superando Natal e Fortaleza. Mas é uma
cidade que cultua sua história através de seus museus e dos grandes espetáculos
encenados anualmente. E assim, passado e presente convivem em harmonia nessa
cidade protegida por Santa Luzia, a Virgem da Eterna Claridade Visual.
Geraldo
Maia do Nascimento
Todos
os direitos reservados
É
permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio decomunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
Fonte:
http://www.blogdogemaia.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.
SBEC Promove XV Fórum do Cangaço !
10
a 13 de junho de 2013
Local Museu Histórico Lauro da Escóssia
Mossoró-RN
Cronograma de atividades
Dia 10/06/13 – Segunda-Feira
19h15min
Local: Salão nobre do Museu Histórico Lauro da Escóssia
Solenidade de abertura
20:00h
Conferência de abertura
Tema: Plantas medicinais dos sertões Nordestino
Conferencista: Prof. Dr. Larry Barbosa
21:00h
Programação cultural
Coquista: Concris
Dia 11/06/13 – Terça-feira
08:00h
Palestra:
Tema: A ilusão do cangaço
Palestrante: Aderbal Nogueira Simões
Representante do 3º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, o Sr. Ângelo Osmiro Barreto
08h45min
Debate
Debatedor
Manoel Severo Barbosa
Moderador(a)
Geraldo Maia do Nascimento
Dia 12/06/13 – Quarta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: O cangaço e a literatura popular:
Palestrante: Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira
2º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço
08h45min
Debate
Debatedor
Josué Damasceno Pereira
Moderador(a)
Elizabeth Oliveira Amorim
Dia 13/06/13 – Quinta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: 20 anos da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC
Palestrante: Paulo Medeiros Gastão
1ªº Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
08h:45m:
Debate:
Debatedores:
Antônio Vilela de Souza
Emanuel Pereira Braz
Moderador:
Lemuel Rodrigues da Silva
15:00h
Lançamento do livro: Religião e cangaço na cidade de Mossoró
Autor: Cláudio José Alves Viana
Fonte Editorial
Local Museu Histórico Lauro da Escóssia
Mossoró-RN
Cronograma de atividades
Dia 10/06/13 – Segunda-Feira
19h15min
Local: Salão nobre do Museu Histórico Lauro da Escóssia
Solenidade de abertura
20:00h
Conferência de abertura
Tema: Plantas medicinais dos sertões Nordestino
Conferencista: Prof. Dr. Larry Barbosa
21:00h
Programação cultural
Coquista: Concris
Dia 11/06/13 – Terça-feira
08:00h
Palestra:
Tema: A ilusão do cangaço
Palestrante: Aderbal Nogueira Simões
Representante do 3º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, o Sr. Ângelo Osmiro Barreto
08h45min
Debate
Debatedor
Manoel Severo Barbosa
Moderador(a)
Geraldo Maia do Nascimento
Dia 12/06/13 – Quarta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: O cangaço e a literatura popular:
Palestrante: Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira
2º presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço
08h45min
Debate
Debatedor
Josué Damasceno Pereira
Moderador(a)
Elizabeth Oliveira Amorim
Dia 13/06/13 – Quinta-feira
08:00h
Palestra:
Tema: 20 anos da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC
Palestrante: Paulo Medeiros Gastão
1ªº Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
08h:45m:
Debate:
Debatedores:
Antônio Vilela de Souza
Emanuel Pereira Braz
Moderador:
Lemuel Rodrigues da Silva
15:00h
Lançamento do livro: Religião e cangaço na cidade de Mossoró
Autor: Cláudio José Alves Viana
Fonte Editorial
http://cariricangaco.blogspot.com
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Qual teria sido o Jararaca? - 1, 2 ou 3?
Por: Cabo Francisco Carlos Jorge de Oliveira
Amigo Mendes,
Uma vez ouvi
uma história contada por um cabra daí, das bandas do nordeste, isto é, do
Cariri Velho de Baixo, e segundo este homem, o tal cangaceiro por alcunha Jararaca
não fazia tanto jus ao apelido recebido, comparando-o ao comportamento super-
agressivo e cruel da tal serpente peçonhenta.
Isto aconteceu
em Sergipe, numa manhã ensolarada do mês de agosto, mais ou menos nove horas,
quando se ouvia ao longe a cantiga dos cocões de um velho carro de bois,
carregado de troncos de aroeira, que a passo lento vinha pela estrada estreita,
subindo a longa rampa no sopé de uma serra. O aboio do carreiro que conduzindo
seis juntas de bois, ecoava à léguas de distâncias, dentro daquele sertão
bravio.
Bem adiante,
quando o referido carro de bois alcançava o alto do espigão, o carreiro viu à
sua frente, sentado sobre uma pedra, à sombra de uma barriguda, um homem
negro, alto, cabelos de carapinha, cansado, faminto e com a roupa toda rasgada.
Esse estava com um punhal atravessado no cinturão, desprovido de munição e
segurava um fuzil que num gesto súbito, se levantou e acenou para o carreiro
parar, aproximando-se então do carreiro, pediu-lhe água e comida.
Aproveitando a
sombra da árvore, o carreiro deu um descanso aos bois, em seguida pegou uma
patrona de couro e também uma cabaça repleta de água fresca, descendo do
carretão, sentou-se ao lado do estranho, dando-lhe a porunga com água.
O cabra bebeu
gorgolejando e derramando água pelo peito a fora, limpou a boca com a costa da
mão, pegando uma cuia com um bocado de farinha e alguns nacos de jabá cozido. Alimentando-se
com muita avidez, notava-se que o cabra era um cangaceiro, e estava foragido há
dias em meio às caatingas do sertão, e era isto mesmo. Mas mesmo assim, o carreiro
não demonstrou medo, nem fez perguntas ao estranho, que lhe pediu uma carona ao carreiro até mais adiante, e assim, durante a
viagem, ele adormeceu, vindo a despertar-se assustado com o solavanco do atrito
das rodas de madeira com as pedras do caminho. Isto já a algumas léguas de distância.
Eles estavam perto de um riacho, dai o cabra pediu para o carreiro parar. Logo
após ele apear, perguntou-lhe:
- O senhor é
casado?
- Sim.
- E quantos
filhos o senhor tem?
- Três.
- O senhor é
dono de terras?
- Não. Sou empregado.
Daí, o cabra
tirou de dentro do cinto quatro patacas de ouro maciço e entregou ao velho
carreiro dizendo-lhe:
- Isto, meu
amigo, é um presente do cangaceiro Jararaca. Vá com Deus, e que o meu Padim Ciço lhe
proteja pelo caminho.
O carreiro
agradeceu com um gesto de cabeça e partiu feliz, tangendo os bois pela longa
estrada poeirenta.
Já o cangaceiro
Jararaca embrenhou-se caatinga à dentro, rumo à uma fazenda por nome "Toca
do Mocó", para se abastecer de munição e suprimentos, e se reagrupar com os
demais cangaceiros, dispersados pelo confronto com a volante do tenente Zé
Rufino.
Esta é mais
uma das mil histórias do cabo Francisco Carlos Jorge de Oliveira.
Enviado pelo autor
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
sábado, 1 de junho de 2013
Sgtº De Luz, o matador do cangaceiro JURITI
O escritor Alcino Alves Costa diz em seu livro "Lampião Além da Versão - Mentira e Mistérios de Angico” que uma das autoridades mais perversa e sanguinária foi Amâncio Ferreira da Silva, que os cangaceiros já com documento de Soltura, ele os perseguia só para ter o prazer de matá-lo.
Diz o escritor: "Amâncio Ferreira da Silva era o verdadeiro nome do sargento De Luz. Nascido no dia 11 de agosto de 1905, este pernambucano ainda muito jovem arribou para o Estado de Sergipe, indo prestar os seus serviços na polícia militar sergipana. Os tempos tenebrosos do banditismo levaram De Luz para o último porto navegável do Velho Chico, o arruado do Canindé Velho de Baixo. Por ser um militar extremamente genioso, violento e perverso, ganha notoriedade em toda linha do São Francisco e pelas bibocas das caatingas do sertão. Dos tempos do cangaço ficou na história, e está registrada no livro “Lampião em Sergipe”, o espancamento injusto que ele deu no pai de Adília e Delicado, o velho João Mulatinho, deixando-o para sempre aleijado".

Cangaceiro Juriti
Continua o escritor: "Um de seus maiores prazeres era caçar ex-cangaceiro para matá-los sem perdão e sem piedade. Foi o que fez com Juriti, prendendo-o na fazenda Pedra D`água e o assassinando de maneira vil e abjeta jogando-o em uma fogueira nas proximidades da fazenda Cuiabá. Foi em virtude de desavenças com o seu sogro, o pai de Dalva, sua esposa, que naquele dia 30 de setembro de 1952, quando viajava de sua fazenda Araticum para o Canindé Velho de Baixo, se viu tocaiado e morto com vários tiros. Morte atribuída ao velho pai de Dalva, o senhor João Marinho, proprietário da famosa fazenda Brejo, no hoje município de Canindé de São Francisco".
Juriti e outros cangaceiros
Continua o escritor: "Diz a história que João Marinho foi o mandante, chegando até ser preso; e seu genro João Maria Valadão, casado com Mariinha, irmã de Dalva, portanto cunhado de De Luz, ainda vivo até a feitura desse artigo, com seus 96 anos de idade, completados no mês de dezembro de 2011, foi quem tocaiou e matou o célebre militar e delegado que aterrorizou Canindé e o Sertão do São Francisco. Foi o sargento
De Luz o matador de Manoel Pereira de Azevedo, o perverso e famoso Juriti. Manoel Pereira de Azevedo era um baiano lá das bandas do Salgado do Melão. Um dia arribou de seu inóspito sertão e viajou para as terras do Sertão do São Francisco, indo ser cangaceiro de Lampião, recebendo o nome de guerra de Juriti".
Este material foi publicado em vários blog, mas com autorização do próprio escritor. Neste blog foi postado apenas uma pequena parte do todo.
Este material foi publicado em vários blog, mas com autorização do próprio escritor. Neste blog foi postado apenas uma pequena parte do todo.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Cangaço me fascina!
Amigo José
Mendes:
Venho
acompanhando suas publicações sobre o cangaço, e as curto demais. Meu pai
e meus avós eram de uma cidade do Rio Grande do Norte, chamada São Miguel de
Jucurutu, nos dias de Hoje, Jucurutu.
Cresci ouvindo
eles contando histórias sobre o cangaço. Papai era analfabeto, mas, como todo
nordestino, era muito inteligente.
Adorava
literatura de cordel, comprava e me pedia para ler. Ele ouvia e fazia
comentários. Era muito bom aquele tempo.
Eu tenho um
fascínio, até estranho, de tão grande, tudo que diz respeito ao nordeste, em
especial, a literatura, me encanta. Para mim, o nordeste tem uma magia, mas
muito especial.
Vou ver se
consigo o livro: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico.
Obrigada pela publicação.
Grande abraço
fraternal.
Linda Marta de
Medeiros
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
O cangaceiro Pancada
O cangaceiro Pancada ainda em traje de cangaceiro
Lino José de Souza,
seu nome verdadeiro, mas alcunhado no cangaço por (pancada). Afirmam os
pesquisadores que este cangaceiro era muito malvado. Era companheiro de Maria,
conhecida como Maria de Pancada.
Pancada, Maria , sua companheira e cangaceiro não identificado
Após a morte
de Lampião e Maria Bonita Pancada resolve se entregar à polícia do Estado de
Alagoas no ano de 1939. Pancada era
chefe de subgrupo de Lampião.
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