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quarta-feira, 6 de maio de 2015

MAPEARAM AS ANDANÇAS DE LAMPIÃO PELAS TERRAS SERGIPANAS


AMIGOS,

Vê-se claramente do mapa que Lampião andou muito pelas terras sergipanas, e em nenhum outro estado nordestino ele se aproximou tanto do litoral, das fascinantes águas salgadas, em ondas espumantes, profundas e sem fim. Teria Virgulino Lampião, o cangaceiro capitão, por tentação, visitado, disfarçado, é claro, a minha Aracaju, já que tão perto dela sabemos que ele andou? Será que ele mergulhou nas mornas águas da Atalaia? Probabilidades, muitas, além do que a pesquisa, se não disse até agora que sim, também não disse que não. E probabilidade é a argamassa da verdadeira história. 


Portanto, é algo que podemos considerar como plausível, pelo menos. A verdade é que quase nada sabemos de Lampião, e absolutamente nada quando tratamos deste homem sem a sua tradicional indumentária, sem o seu grande chapéu de abas decoradas; e não venham me dizer que ele passou sete mil e trezentos e cinco dias exclusivamente fugindo da polícia, se escondendo, perambulando de um lado pro outro pelas caatingas, cometendo mil estripulias e atos ilícitos. Os livros e o cinema nos levam a imaginá-lo desta forma. Não, não. Eu diria que todas as ditas e não ditas batalhas em que ele fez parte, somadas temos algumas horas de combate, apenas. 

Lampião teve outras vidas, vivenciou outras coisas além das próprias do seu dia a dia, do cangaço: tempos de paz ele teve, de caminhar despreocupado, de contemplar, de refletir as coisas, de gozo e alegria, de interação, de curiosidade, enfim, tempo de conhecer lugares outros além do seu campo de luta; e por que não tempo de conhecer uma capital, de banhar-se no mar, algo que tão perto dele mais não poderia estar. É lógico que este famoso e rico cangaceiro, com tantos contatos e concertos costurados com influentes e poderosos cidadãos, teve, na sua trajetória, embora a pesquisa não tenha alcançado, dias inusitados, diferentes, não tenho dúvida. Até porque quase nada sabemos deste homem, como já disse, e praticamente tudo que sabemos dele é por ouvir dizer. Não esqueçam que Lampião, quando esteve em Sergipe, e não foram por poucos dias, Eronides de Carvalho, o filho do coiteiro Antônio Caixeiro, como sabemos, era simplesmente a maior autoridade do Estado. 

Portanto, acho improvável Lampião não ter andado pelas ruas de Aracaju, quem sabe até umas comprinhas no nosso comércio; coisa que sou propenso, sim, a aceitar, muito mais do que tê-las como verdadeiras certas imputações feitas a Lampião. A meu favor apresento o grande Jornalista Joel Silveira, que, certa feita, numa de suas entrevistas, disse que Lampião esteve em Aracaju, e olhem que este famoso repórter, correspondente de guerra, sabia das coisas.

Fonte: facebook

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ANTONIO LOBO, OURIVES QUE FEZ UM ANEL PARA LAMPIÃO.


ANTONIO LOBO, OURIVES QUE FEZ UM ANEL PARA LAMPIÃO.

Devidamente registado no livro "O Cangaço em Itabaiana Grande". Toinho Ourives como era conhecido em Itabaiana sempre contou esta história. Podem anotar que ele não tem a rótula do joelho direito.

Fonte: facebook

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LAMPIÃO NO TIPI

 Por José Cícero Silva

Lampião passou um dia no Tipi onde inclusive se arranchou; pernoitou, no local na época conhecido por "Pedra de Amolar" onde hoje existe um açude e a curva do S da CE-288 a mais ou menos 2 km da sede da fazenda. Em meados de 1925 um ano depois da morte da matriarca Marica Macedo do Tipi. O bandoleiro foi recebido na casa grande pelo filho de D. Marica onde houve uma relação de respeito mútuo.

A Arte de Fredi Ambrogi

Desabastecido em face de uma jornada de perseguições inclusive na Serra da Várzea Grande lampião pediu favores e recebeu comida, água e uma razoável quantia em dinheiro, inclusive adicionada uma "vaquinha' feita junto as lideranças, potentados e comerciantes da cidade. Do Tipi Lampião seguiu para o serrote dos Cantins, e Diamante e de Lá direto para a serra do Mato do cel. Santana em Goianinha atual Jamacaru em Missão Velha em seguida retornara para o seu Pernambuco.



Em Tempo: Um fato engraçado ocorreu nesta visita de Lampião: um menino "frangote" no dizer de alguns tipienses antigos resolveu às escondidas checar no coito de Lampião e pedir que o aceitasse no bando queria ir embora com o grupo. Lampião achou engraçado e, num misto de riso e sisudez diante dos cangaceiros disse o seguinte: - Qual sua idade e qual a graça de seu pai? - Sou filho de seu Virgílio, seu Lampião, amigo de seu Silvino Macedo homem rico do Tipi e das ororas.

Eu tenho 16 anos inteirado e sei atirar bem tenho a munheca boa acerto até tiziu voando. Ao que respondeu Lampião com um gracejo: Então-se vá lá mate seu pai, sua mãe e toda a sua família que a gente lhe aceita no bando né mesmo cambada?!. Segundo dizem a cabroeira caiu na gargalhada. Cabisbaixo e desiludido no seu intento, o rapaz voltou pra casa e só contou esta história tempos depois aos seus temendo uma surra do pai. Nenhuma maldade ou desrespeito de qualquer espécie Virgulino cometera ou permitiu que se cometesse por essas bandas do Tipi.

José Cícero Silva
Conselheiro Cariri Cangaço
Aurora, Ceará
E de 25 a 28 de Julho...
Cariri Cangaço Piranhas 2015 


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terça-feira, 5 de maio de 2015

MINHA LINDA SERTANEJA

Por Rangel Alves da Costa*

Minha sertaneja...

Sim, apenas uma mulher, mas uma mulher sertaneja. E onde se imagina a timidez tristonha se avista a pujança da vida, como a florada fascinantemente bela das craibeiras.

Minha doce sertaneja...

Há uma flor do campo onde esteja, há um lírio do mato aonde vá, há uma catingueira florida na imaginação. E um jardim sertanejo toda vez que passa vestida de chita.

Minha linda sertaneja...

O jambo caiu do pé e de você apossou, e em seu corpo fez moradia morena de matiz perfumado. Daí sua pele trigueira, urucum sertanejo queimado de sol.

Ah minha linda sertaneja...

Araçá no seu lábio, araçá no seu beijo, araçá em tudo. Uma fruta do mato, uma fruta que é mel, um mel que é tão puro quanto a sua beleza.

Linda, linda sertaneja...

Mulher vestida de sol, ornada de lua, perfumada de mato, singela como o amanhecer. E a mulher assim não se encontra em revista, senão no que avista o olhar o sertanejo.

Minha bela sertaneja...

Bela Maria, a bonita. Bela Enedina, a cangaceira. Bela Adília, bela Sila, bela Rosinha, todas tão belas que nem as durezas do mundo tingiram com outra feição a beleza agrestina.

Sempre bela sertaneja...

Mire-se nas mãos e braços nus e rudes do mandacaru. Acredita-se apenas em espinhos. Mas basta se aproximar para sentir e amar, sentir e se apaixonar pela bela flor do mandacaru.

Minha linda sertaneja...


O que seria da manhã sem seu sorriso à janela? O que seria do caminho sem seu passo caminhante? O que seria da noite sem a penumbra enluarada envolvendo a sua face?

Tão linda e bela sertaneja...

Açoita o vento nas tardes sertanejas e teus cabelos esvoaçam como voo passarinho. E como passarinho voa cantando a mais bela canção que meu coração quer ouvir.

Oh minha bela sertaneja...

Recordo cirandando a ciranda nas noites de lua cheia, rodando a roda da infância, e eu passando apressado num cavalo de pau em busca de uma estrela para seus cabelos.

Minha doce mulher sertaneja...

Quando a seca chegou e tudo secou, e você passava com pote na cabeça no caminho do tanque, sabe o que eu avistava? Alguém que logo voltaria para saciar minha sede.

Minha bela sertaneja...

Um dia escrevi seu nome num pé de pau e ainda está lá. Um dia joguei uma semente debaixo de sua janela e a plantinha está lá. Um dia fiz uma promessa e ainda espero o seu beijo.

Minha linda sertaneja...

Que seja sempre a terra, o chão, o sertão. Seja como a terra que frutifica o que há de melhor, como o chão que se firma sem fraquejar, como o seu sertão ornado de lua e de sol.

Por fim, minha sertaneja...

Buscando nas palavras bíblicas, olhai os lírios dos campos, que nem fiam nem tecem, mas nem mesmo Salomão em todo seu esplendor pôde se vestir como eles. E és a flor mais bela que sobre a terra brotou.

E não deixai que as ervas daninhas se arvorem de ferir a mácula e a graciosidade do todo que há na mulher. Na mulher sertaneja.

Poeta e cronista
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Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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BENJAMIN ABRAÃO - SECRETÁRIO PARTICULAR DO PADRE CÍCERO


Fotogramas inéditos.....Neles, vê-se os dois passeando nas ruas da cidade do Juazeiro. Abrão sobre tirar proveito comercial de sua amizade com o famoso padre, inclusive, para se aproximar do bando de Lampião, e, poder fotografá-lo e filmá-lo...

Cortesia dos fotogramas : Renato Cassimiro / Daniel Walcker.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta


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UM TRISTE EPISÓDIO QUE CHOCOAU O NORDESTE BRASILEIRO


Um dos episódios mais aterrorizantes de todo o ciclo do cangaço foi sem dúvidas a "Chacina da Fazenda Patos". Ao saber da morte de Virgulino Ferreira, Corisco o "Diabo Louro" perpetrou o assassinato a sangue frio de uma família inteira de inocentes: Família de Domingos Ventura. 

A prefeitura municipal de Piranhas através da Secretaria de Turismo e Cultura e a iniciativa privada, juntamente com o Cariri Cangaço, lançam no espetacular Cariri Cangaço Piranhas 2015 a PEDRA FUNDAMENTAL da restauração da Fazenda Patos. Você não pode perder.

Manoel Severo Barbosa. Programação Completa:


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GOMES JURUBEBA E LAMPIÃO


Fazenda Jenipapo, aqui em 1919, Gomes Jurubeba estava com seu sobrinho menor João Jurubeba, colocando as telhas.  

Lampião passou com os cabras no terreiro. Lampião deu a bênção ao velho Gomes. Ele (Gomes) respondeu que não era padrinho de cangaceiro.

Fonte: facebook

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PEGADAS DE UM SERTANEJO

Por Manoel Severo

O estimado amigo José Alves Sobrinho ao lado de Antônio Neto nos trazem mais um grande presente; desta vez como Aderbal Nogueira fala: O outro lado da moeda. José Saturnino e as Pegadas de um Sertanejo. Indicamos e recomendamos. Valeu Zé Alves. 


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CONVITE


Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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NAZARÉ EM FESTA

Por Paulo Gastão

A família Nazarena está vibrando com o sucesso obtido quando da realização da 1ª Cavalgada a Serra do Pico. Sob a coordenação da Sra. Cristina Amaral, filha do saudoso tenente João Gomes de Lira, que não mediu esforços para a brilhante promoção, viu a alegria estampada nas faces dos seus ilustres conterrâneos. Com roteiro pré-estabelecido os cavaleiros, como também os portadores de motos e automóveis marcaram presença, onde o livro de registro assinalou mais que 250 participantes.  Merecidos aplausos devem ser dirigidos ao sr. Rubelvam Amaral, filho do Tenente João Gomes de Lira, que enfrentou a construção da estrada que hoje nos leva até a Serra do Pico. A ele o nosso agradecimento maior.

 Cavaleiros fazendo o trajeto dos "Rastros de Lampião"

Manifestações de conhecimento histórico foram mencionados ao longo do percurso. Sempre a comunicação era realizada por jovens familiares, relatando os feitos dos seus antepassados. Verdadeira e oportuna aula de história sertaneja. A presença de jovens nos faz acreditar na manutenção da promoção. A partir de agora o pesquisador, visitante, turista, tem a oportunidade de visitar a Serra do Pico no seu transporte próprio, pois, a sinalização instalada facilita a caminhada.

Na Serra do Pico dois momentos foram ventilados para com o futuro: Sua escalada por pessoas realmente habilitadas, dadas as dificuldades de acesso e a altura; a presença na sua parte superior de jazida da ’pedra sabão'. O setor referente a história dos Nazarenos está aparte. Foi realizada a parte religiosa com participação da comunidade. O lado dito profano foi animado por banda cabaçal-sanfonica oriunda de Carnaíba; manifestações de populares fazendo alusão aos celebres Nazarenos; violeiros que passaram com muita habilidade a desenhar o caminho percorrido pelos membros da volante de Nazaré e finalmente o foguetório que fazia a alegria dos presentes até madrugada a dentro.

 Nazaré em Festa na primeira grande cavalgada 

Houve lançamento de livros; os escritores José Alves e Antônio Neto presentearam aos presentes "Pegadas de um Sertanejo - Vida e memórias de José Saturnino". O referido livro teve lançamento na noite de 1º de maio no pátio da Fazenda São Miguel do grande informante da história do cangaço, sr. Luiz de Cazuza. Outro lançamento - "Culinária Sertaneja"  de autoria do escritor Benedito Vasconcelos Mendes, atual presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC. A apresentação dos respectivos trabalhos esteve a cargo do pesquisador Paulo Gastão.

As perspectivas são verdadeiro atrativo: realização de nova promoção em futuro próximo; preparos para as comemorações dos 100 anos de fundação de Nazaré; incrementar no calendário histórico nordestino o dia 2 de maio, o escolhido para se comemorar a DIA das VOLANTES. A  Lazer Vídeo operada pelo grande cineasta do cangaço - Aderbal Nogueira - que dentro em breve estará lançando as imagens colhidas durante todo o evento. Aguardem!!!!! 

Paulo Gastão.
Fotos enviadas por Charles Wagner Lira

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

VIRGULINO FERREIRA DA O LAMPIÃO


Em 21 de agosto de 1928 Lampião cruzou a fronteira do São Francisco e adentrou na Bahia para homiziar-se durante algum tempo no sertão. Fugia da implacável perseguição de policiais de vários Estados desde quando ousará invadir Mossoró, em junho do ano anterior, então a maior cidade do Rio Grande do Norte. Iniciativa esta atrevida e mal sucedida.

Lampião aportou na Bahia com o propósito de dar um tempo, recompor forças, restaurar o seu bando e planejar novas investidas longe das fronteiras pernambucanas que a polícia desse Estado se apressou em controlar, temendo o retorno do Capitão Virgulino. Lampião chegou na Bahia faminto, cansado, porém com muito dinheiro na mochila; assim declarou na época ao Coronel Petronilo de Alcântara Reis, chefe político de Santo Antônio da Glória.

Coronel Petronilo de Alcântara Reis " ... – lampiaoaceso.blogspot.com

Entenderam-se o bandido e o Coronel em torno de um acordo de proteção, cogitaram negócios em comum, desentenderam-se mais tarde. Em represália o Rei do Cangaço botou fogo nas propriedades do chefe político e matou várias cabeças de gado. Este reagiu, segundo conta Oleone Coelho Fontes no seu livro “Lampião na Bahia”, contratando mais de 50 jagunços em Pernambuco, a maioria criminosos comuns, para defender seu patrimônio.


Fonte: facebook

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VOCÊ JÁ CONHECIA ESTA FOTO DO REI DO CANGAÇO, O LAMPIÃO? EU AINDA NÃO A CONHECIA


Esta foto do cangaceiro e rei do cangaço Lampião eu a encontrei nos arquivos de Angélica Bulhões, na sua página no facebook - ‎Lampião, Cangaço e Nordeste.

O escritor e pesquisador do cangaço Dr. Archimedes Marques disse o seguinte:

Parabéns por encontrar essa relíquia e compartilhar com o grupo cara amiga Angélica Bulhões. Consegui a original dela? Onde? Quem teria sido o fotografo?...



Caro amigo Archimedes Marques, resolvi compartilhar essa foto porque particularmente eu nunca tinha visto. Então esses outros detalhes, deixarei para vocês especialistas responderem. Ressalto, que esta imagem foi encontrada desta forma isolada nas coisas de meu avô, portanto não sei dizer a fonte. 



A GERAÇÃO DE CORISCO E DADÁ

ÁRVORE GENEALÓGICA da família do famoso casal de Cangaceiros Corisco e Dadá.

A ÁRVORE GENEALÓGICA abaixo apresenta os seus descendentes (Filhos e Netos) até o segundo grau.

Meus agradecimentos aos familiares do senhor Silvio Bulhões (Filho de Corisco e Dadá) que nos forneceram suas imagens para a elaboração do projeto abaixo.

Meu agradecimento em especial à ANGÉLICA BULHÕES (Bisneta de Corisco e Dadá) que nos forneceu as imagens e informações necessárias.

Geraldo Júnior

Fonte: facebook
Página: Angélica Bulhões



Esta outra foto pertence ao acervo do pesquisador Sérgio Roberto  

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PROGRAMAÇÃO do XVII Forum do Cangaço.


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – SBEC CNPJ: 07.220.746/0001-50
Endereço: Museu Histórico Lauro da Escóssia Praça Antônio Gomes, S/N. CEP. 59610-150 - Mossoró/RN
Endereço eletrônico: http://www.sbecbr.com
Email: sbecbr@gmail.com.br

DIA 05 – SEXTA-FEIRA

09h00 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Mossoró em Homenagem ao XVII Fórum do Cangaço
Local –   Auditório da Câmara Municipal de Mossoró
  
DIA 10 QUARTA - FEIRA

19h00 – Ato de Instalação do XVII Fórum do Cangaço
                Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes – Presidente
                da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço         
                (SBEC)
                Lançamento da Revista”Polígono” da SBEC

19h30 – Conferência de Abertura– Tema: Medicina do Cangaço
               Conferencista: Dr. Iaperi Soares de Araújo
  
DIA 11 – QUINTA – FEIRA

08h00 as 12h00 – MINI-CURSOS (Carga horária de 04h/curso)  

Local:  Sala de Aula 1 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo de Medeiros Gastão                                        

Local – Sala de Aula 2  do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof. José Romero de Araújo Cardoso
  
Local – Sala de Aula  3 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva

Local – Sala de Aula 4 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima

19h30 – A Coragem de Maciel frente ao Bando de Baltazar   
               Meireles – Depoimento Histórico
              Depoente: Profa. Dra. Maria Conceição Maciel Filgueira

20h00 - Palestra/Tema: Padre Ibiapina e o Sertão Nordestino
              Palestrante: Historiador José Joab Aragão
  
DIA 12 – SEXTA – FEIRA
  
08h00 às 12h00 – MINI-CURSOS (Carga horária de 04h00 p/
curso) 
Local – Sala de Aula  1 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema : Geografia do Cangaço
Ministrante: Pesquisador Paulo de Medeiros Gastão 
                   
Local – Sala de Aula  2 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Guerra de Canudos
Ministrante: Prof José Romero de Araújo Cardoso

Local – Sala de Aula  3 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Religiosidade Sertaneja
Ministrante: Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva

Local – Sala de Aula  4 do Curso de Comunicação/FAFIC/UERN
Tema: Arqueologia do Cangaço
Ministrante: Prof. Dr. Valdecir dos Santos Lima


19h30 – Palestra / Tema: Música Sertaneja na Época do Cangaço
               Palestrante: Pesquisador Múcio Robério Procópio de Araújo

DIA 13 – SÁBADO

7h30 – Chegada da Maratona Ciclista seguindo a trilha feita
por Lampião na invasão à Mossoró em 1927

08h00 as 11h30– JURI SIMULADO – O Julgamento de Jararaca

Composição do Júri:
                          Juiz
                          Juiz
                           Promotor de Justiça
                           Advogado de Defesa
                           Jurados

Local – Auditório da Câmara De Vereadores

12h00 – Encerramento
               Fala do prof. Dr. Benedito Vasconcelos  Mendes
               Presidente  da SBEC
               Apresentação do Gr da COMFOLC

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso.

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David Jurubeba e a Intuição de Lampião

 Por Aldomir Ferraz 
Davi Jurubeba

Em Maranduba Nazaré perdeu dois de seus importantes homens. Certa vez quando eu ainda estava na Policia Militar e trabalhava como segurança do senhor Juiz José Nunes Siqueira, de Floresta; o mesmo me pediu para levá-lo a casa de David Gomes Jurubeba, primo de meu pai, para saber mais da história de Lampião e o cangaço. Chegamos lá e batemos palmas no portão, daí David Jurubeba perguntou quem era, me identifiquei e ele mandou entrar ao que apresentei o Dr José Nunes a ele. Me lembro até hoje o episódio. 

Uma das perguntas que o Dr José Nunes fez ao David Jurubeba foi essa: "Tenente, Lampião era sabido ?" Tio David olhou pra ele e respondeu: "Olha vossa excelência, se Lampião fosse um besta nós teríamos acabado com ele rapidamente, pois em todos os combates em que nós os Nazarenos dávamos com ele na maioria das vezes ele se saia muito bem". Aí o Dr. Nunes fez outra pergunta a ele: "Tenente, mas o que eu quero mesmo saber do senhor, mais a fundo, é se Lampião adivinhava os perigos, como falam que muitas vezes fazia ?" Aí tio David respondeu: "Doutor eu sou evangélico e não devo acreditar nessas coisas mas Lampião ele tinha sim alguma coisa que avisava a ele".


Tio David Jurubeba ainda contou que certa vez ele e vários companheiros de sua volante botaram uma emboscada muito grande em Lampião, neste dia não tinha como Lampião escapar pois o rei do cangaço estava retornando por aquela direção em que eles estavam em tocaia,mas de repente o homem desviou a direção escapando da morte certa. Tio David disse ainda que naquele dia ficou pensativo sobre Lampião ter se desviado e não conseguia tirar isso da cabeça até que depois de ter prendido um cangaceiro que estava naquele dia, perguntou: "Cabra você estava naquele dia e local, tal e tal, vinha com Lampião , coisa e tal...? E o cabra ai respondeu: "Eu vinha sim com ele!" e tio David arrematou: "E por qual razão vocês não passaram por este local, já que não tinha outro local pra passar, por causa das macambiras e o mato muito fechado, etc e tal?" E cabra respondeu: " Naquele dia Lampião vinha na nossa frente numa marcha bem acelerada com o chapéu caído nos ombros e em dado momento ele parou de repente e fez sinal para todo mundo parar, ficou alguns minutos parado observando tudo em sua volta com muito cuidado como se alguém estivesse falando com ele e de repente ele nos deu outra ordem e falou - rapaziada nós não vamos mais seguir em frente, vamos é abrir caminho por dentro desse mato fechado" .

Por fim tio David Jurubeba completou: "tinha alguma coisa que avisava a ele dos perigos, mas da parte de Deus, que eu como cristão sei que não era, e sim, da parte do diabo..." risos...

Aldomir Ferraz
Buíque, Pernambuco

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REMEMORANDO A SECA DE 15

Por José Gonçalves do Nascimento*

Há cem anos tinha lugar a seca de 15, considerada uma das piores estiagens da história do nordeste, particularmente do Ceará, onde o fenômeno se projetou com maior intensidade, assumindo proporções assaz aterradoras.

A seca de 1915, que inspiraria obras de vulto, como o romance “O Quinze”, da cearense Raquel de Queiroz, eclodiu no momento em que o nordeste ainda tentava se recuperar dos danos provocados pelas terríveis secas de 1877/79 e 1900, quando aproximadamente metade da população nordestina ou morrera de fome ou migrara para outras regiões do país, em especial para Amazônia, de onde nunca mais haveria de voltar
.
Sem qualquer ação governamental que oferecesse condições infraestruturais de combate aos efeitos catastróficos das estiagens prolongadas, como ocorre ainda hoje, transcorrido já um século, a seca de 15 devastou grande parte do nordeste brasileiro, afetando drasticamente a economia regional e levando à morte milhares de seres humanos, entre homens, mulheres e crianças.

Em meio a tamanha crise e na falta dos recursos mais elementares, as pessoas ingeriam o que estivesse ao seu alcance, como raízes, brós, beldroegas, mucunãs, insetos, ervas daninhas, e até mesmo animais infectados. Diante da necessidade extrema, valia a lei da sobrevivência, não importando ao faminto a qualidade do que era consumido.

Doenças relacionadas a esse tipo de calamidade logo começaram a se alastrar pela região, matando sem piedade, principalmente velhos, crianças e pessoas debilitadas. Dentre tais moléstias, avultavam a varíola, o sarampo e a disenteria, além de uma série de outras enfermidades provocadas pela ingestão de água e alimento de péssima qualidade, como a enterite e a gastrenterite.

O escritor e humanista Rodolfo Teófilo, velho conhecedor do drama nordestino, assim descrevia os horrores da seca: “uma desgraçada mãe, só ossos e pelancas, morta no meio da estrada, no seio uma criancinha esquelética procurando sugar algumas gotas de leite do cadáver; um retirante animalizado, metido numa gruta, alimentando-se da carniça humana que encontrava nos caminhos; uma criança encontrada numa casa abandonada à beira do caminho, fechada na camarinha, caída de fome e chupada de morcegos, que lhe cobriam o corpo como um lençol negro; um desgraçado retirante estirado na estrada, no marasmo da fome, sem forças para mover um músculo, cercado de urubus vorazes e famintos, que não esperam a morte da vítima, mas a apressam, vazando-lhe os olhos com o bico adunco...”.

Ao invés de adotar iniciativas que atendessem o sertanejo no seu torrão de origem, evitando seu deslocamento para outras paragens, o governo, no caso específico do Ceará, optou por encerrar os flagelados em um “campo de concentração”, nos arredores de Fortaleza, onde mais facilmente poderia distribuir suas migalhas. Encurralados e reduzidos à condição de animais, aqueles homens e mulheres tornavam-se cada vez mais vulneráveis, perecendo aos centos, aos milhares, em consequência das inúmeras enfermidades, que por lá grassavam a todo instante.

Era nessas circunstâncias que, a cada dia, levas inteiras de retirantes cruzavam o nordeste brasileiro, na busca ilusória de melhores condições. Em “O Quinze”, Raquel de Queiroz põe em cena a saga de Chico Bento que, após abandonar terra e criatório no interior do Ceará, parte com a família em direção ao litoral, na esperança de dias melhores.

Ao longo da árdua e tormentosa jornada, dita família de migrantes experimentará todos os rigores da estiagem, a ponto de presenciar a morte, em virtude da fome, do primogênito Josias. Cada vez mais mergulhados na trágica e brutal realidade da seca, e desfeitas as esperanças de uma vida melhor, distante das agruras vivenciadas no torrão de origem, também eles acabam esbarrando no famigerado “campo de concentração”, que se converteria mais tarde em “campo santo”, na palavra balizada de Rodolfo Teófilo.

Passado um século, desde aquele doloroso flagelo que se abateu sobre o nordeste do Brasil, pouquíssima coisa se fez no sentido de combater ou, pelo menos, minimizar os efeitos nocivos da seca (visto ser esta condição intrínseca à conformação climática do nordeste e, portanto, inevitável).

Depois de 15, o nordeste voltaria a experimentar outros longos e severos períodos de seca, como os que se registraram nos anos trinta, setenta e oitenta do século passado. Os governos, no entanto, mantiveram-se indiferentes, pouco fazendo para enfrentar a questão. Neste momento em que áreas inteiras (tanto do nordeste como do sudeste) estão sendo afetadas pela falta de água e seus efeitos deletérios, quase nada vem sendo feito para solucionar o problema. Em lugar de investir em modelos inovadores de convívio com a escassez de chuvas, utilizando o próprio potencial do nordeste, o poder público teima em manter os velhos e superados expedientes, que, de há muito, contribuem para o atraso da região.

Ocorre que as secas representam um negócio altamente lucrativo, havendo quem delas obtenha vantagens e privilégios. A cesta básica e o carro-pipa, irmãos siameses das estiagens, são usados sistematicamente para fins eleitoreiros, alimentando a dependência econômica e alargando o círculo vicioso da miséria. É a chamada “indústria da seca” ,que vive e se abastece à custa da dor e do sofrimento das pessoas menos aquinhoadas.

Urge – nunca é demais repetir – que se adotem medidas, não de combate à seca, como se propôs por longo tempo, e sim de convivência com a mesma. Para tanto, é necessário que se construam políticas públicas capazes de prevenir os efeitos maléficos das estiagens e ao mesmo tempo preparar o sertanejo para a vida no semiárido.
*Poeta e cronista

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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