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domingo, 15 de maio de 2016

CORDEL DO ORGULHO NORDESTINO.

Por Severo Ricardo Grandson

Como a nação nordestina
Que é bastante hospitaleira.
Faço as honras a essa gente
Que é humilde por inteira
Nas mais variadas rimas
A poesia nordestina
É a arte mais verdadeira!

Como todo cidadão
Eu sou suspeito em dizer,
Que na nessa bela nação
Em que me ponho a viver:
"Sou guiado pelo norte,
sou honrado pela sorte,
de nordestino nascer".

Vivo no meu sertão
Muito bem obrigado
Nesse pedaço de chão
Quase nada tem faltado
Não me canso de falar:
"Eu não troco meu lugar
por nada do seu agrado".

E assim permaneço vivendo
Por esse grande sertão
De tantas vidas sofridas
Mas que em cada coração
Se tem uma vala infinda
Que cada dor e ferida
Nos dá uma linda lição.

As dores do nordestino
Como posso lhe explicar?
É um grande desatino
Que me vale ressaltar:
"As Dores do nordestino
é de não ter em seu destino
alguém pra o valorizar".

O sertanejo trabalha
Faça sol o ou faça inverno
Para garantir o feijão
Daqueles que usam terno
Cultura, extração e caça
Vendendo quase de graça
Tudo pro mercado externo.

Mesmo assim o mau sulista
Muito mal agradecido
Lambendo e se lambuzando
Com mel por nós produzido
Vem dizer que é doutor
E principal merecedor.
"Pense num povo atrevido!"

E sem querer apelar
Pra generalização
Eu acredito que há
Com certeza um cidadão
Sulista que ache errado
Mesmo ficando calado
Essa tal situação.

Há certamente um cristão
Sulista que não se envolva
Nesta vã desunião
E contra ela se mova
Sendo contra esta ação.
E agindo com coração
A igualdade promova.

Acredito que haja sim
Um sulista consciente
Que valorize o Sertão
"O nordestino é decente!"
No meio de tanta glória
Do nordeste na história
No passado e no presente.

Pois nordestino nenhum sai
De seu pedaço de chão
Porque gosta ou porque quer
Receber humilhação
O êxodo nordestino
É de um pelejar contínuo
Para conquistar o pão.

E tenho plena certeza
Deste fato acontecido
Que todo e qualquer sulista
Que seja pra aqui trazido
Por estrada, mar ou vento
Será sem ressentimento
Bastante bem recebido.

Nossa gente nordestina
É humilde por natureza
Em cada canto que vá
Ande sempre com a certeza
De que no mundo não há
Exemplo de bom lugar
Com tamanha gentileza.

Eu moro onde tu vens
Desfrutar das suas férias
Vem olhar e se encantar
Com a natureza mais bela.
Ficam olhando feito bobo
E lembrando que o ano todo
A gente reside nela.

E venha sempre que puder
Pra minha terra natal
Sei que aqui é bem melhor
Do que qualquer capital.
"O nosso nordeste é lindo!"
E onde mais tu és bem-vindo
É nas terras do meu quintal

Tenho pena do sulista
Que usa a Xenofobia
Pra descontar o estreasse
Trazido do dia-a-dia
Como se o preconceito
Tirasse raiva do peito
Transformando em calmaria.

Dizendo que nordestino
É um povo atrasado
Que é o atraso do Brasil
No mundo globalizado.
Como se pro grande aumento
Desse desenvolvimento
Só eles têm trabalhado.

Pois grande parte dos prédios
De casebre à arranha-céu
Teve braço nordestino
Que só recebe o troféu
De ser o pobre coitado
Duramente injustiçado
Que ignorância cruel!

Os que não dão importância
Ao pelejar nordestino
Precisam reconhecer
Que esse ódio tão cretino
Bate com intensidade
No escudo da verdade
E volta no seu destino.

O nordestino responde
Com calma e sangue na veia
A toda essa injustiça
Que o Mau Sulista semeia
Fazendo da indiferença
Uma palmatória imensa
E lhe dando uma grande peia.

A humildade nordestina
É algo pra se orgulhar
De parar pra refletir
E de sempre admirar
Beleza quase perfeita
Do povo que se deleita
Da vida nesse lugar.

Tenho um orgulho profundo
De ser filho desta terra
Sou feliz completamente
E digo: "Ai quem me dera
viver sempre no sertão
não sair do meu torrão
meu humilde Pé-de-Serra".

Poeta Popular Potiguar, natural de Olho D´água do Borges.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UMA SINGELA HOMENAGEM

Por Antonio José de Oliveira

Fazer elogios às pessoas, nem sempre é bem visto pela Sociedade, devido a aparência de bajulação. Contudo, eu não consigo me conter diante de pessoas que, sem lucro social ou financeiro, abraçam um ideal com plena dedicação para a contribuição de uma causa, seja ela religiosa, filantrópica, ou outra qualquer. 

Tenho uma grande quantidade de amigos virtuais que cooperam comigo na pesquisa do fenômeno cangaço nordestino. Não posso citar nome por nome, porque iria cometer injustiça devido os lapsos de memória DOS MEUS SETENTA E DOIS ANOS que não estão contribuindo de forma desejável. 

Contudo, pedindo desculpas aos meus mestres de pesquisa, quero prestar uma singela homenagem a um colega que, despretensiosamente realiza um grandioso trabalho em prol da história do cangaço. Estou falando do Mossoroense José Mendes Pereira. 

Além de administrar três blogs, dedica-se a publicar em sua página do FACEBOOK tudo que se relaciona à saga do cangaço. Ele não procura fazer juízo dos fatos, mas informar tudo que há anos acompanha nesse sentido, além de evitar polêmicas quanto às dúvidas existentes num campo minado e de "areia" movediça como é a história do cangaço dos nossos sertões nordestinos. Ele tem me ajudado enormemente, que só sei agradecer apenas com três palavras: 

MUITO GRATO, COMPANHEIRO.

Pesquisador do cangaço Antonio José de Oliveira
Serrinha - no Estado da Bahia.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A ACJUS AMPLIA OS CONTATOS COM AUTORIDADES PARA A SESSÃO DO DIA 27/05/2016.


Como vem sendo amplamente divulgado, no próximo dia 27 do corrente mês, a partir das 19h30, no auditório da OAB-Mossoró, a Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS), realizará a sua 4ª Sessão Magna do ano. Na oportunidade teremos o ato solene de ELOGIO ACADÊMICO aos patronos das cadeiras 24 e 33, tarefa estatutária que será cumprida pela confreira SUSANA GORETTI LIMA LEITE e pelo confrade BRUNO ERNESTO CLEMENTE.

A cadeira 24 da ACJUS tem como patronesse a inolvidável ANNA MARIA CASCUDO BARRETO (13/10/1936 - 15/01/15) – historiadora e procuradora de Justiça. Persona que em vida honrou os ditames da decência, da ética, do profissionalismo e da cultura.


Já a cadeira 33, tem como patrono o internacional LUÍS DA CÂMARA CASCUDO (30/12/1898 – 30/07/1986), advogado, historiador, antropólogo e jornalista. Cascudo dispensa apresentação por ter feito em vida aquilo que qualquer cidadão desejaria ter feito.

A ACJUS tem o máximo prazer em contar com a presença dos amantes da cultura nessa sessão que será sem sombras de dúvidas uma das mais marcantes da nossa história.

Confirmadas as presenças dos intelectuais e acadêmicos da ACJUS, da AMOL, AFLAM, ALAM, APLA, SBEC, MUSEU DO SERTÃO, ASCRIM, ANL, além de outras personalidades e representantes sociais e culturais.

Antecipadamente confirmou presença o presidente da Academia Norte Riograndense de Letras (ANL) – Imortal DIÓGENES DA CUNHA LIMA que lançará em primeira mão durante a sessão o seu mais recente livro sobre a vida e a obra literária de LUÍS DA CÂMARA CASCUDO.  

Quem também já confirmou presença foi a presidente do Instituto Câmara Cascudo – Dra. Daliana Cascudo Roberti Leite.


Enviado pelo escritor e professore Benedito Vasconcelos Mendes

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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O CANGACEIRO SINHÔ PEREIRA PAIS E SEUS IRMÃOS.

Por José Mendes Pereira
Sinhô Pereira e esposa

Sebastião Pereira da Silva conhecido no mundo do crime por Sinhô Pereira) nasceu em Vila Bela, no Estado de Pernambuco, no dia 20 de janeiro de 1896.

Era filho de Manoel Pereira da Silva e Constância Pereira. Seu pai foi casado duas vezes, sendo a primeira esposa a Úrsula Alves de Barros, e a segunda esposa, a sua mãe, a Constância Pereira. Até o 12°. filho eram seus irmãos apenas por parte de pai, já que eram filhos de Úrsula Alves de Barros.

Tinha os seguintes irmãos:

1º. - Irmão: Francisco Pereira da Silva Neto (Francisco da Ipueira). 2º. - Irmão: José Pereira da Silva Sá, conhecido como Zuza da Canafístula. Tomou Pedro da Luz, da fazenda Barrinha, na Serra do Umã, como padrinho de um de seus filhos. Em homenagem ao padrinho, seu filho passou a se assinar com o seu nome, vindo daí os Pereiras da Luz. 3º. - Irmão: Praxedes Pereira da Silva proprietário da Fazenda Tabuleiro. 4º. - Irmão: Ezequiel Pereira da Silva. 5º. Irmão: Luiz Pereira da Silva e Sá dono da fazenda Casa Velha. 6º. – Irmã: Águeda Pereira da Silva. 7°. – Irmã: Luzia Pereira da Silva. 8°. – Irmã: Tereza Pereira da Silva. 9°. – Irmã: Maria Emília Valões (Dona). 10º. – Irmã: Ana Benigna das Virgens. 11°. – Irmã: Constância Pereira da Silva (Solteira). 12º. – Irmã: Benvenuta Pereira Nogueira. Até ao 12º. filho tinham como pai e mãe Manoel Pereira da Silva e Úrsula Alves de Barros.

Os filhos de Manoel Pereira da Silva com Constância Pereira, isto é, irmãos por parte de pai e mãe do Sinhô Pereira eram: 

13°. – Irmão: Manoel Pereira da Silva Filho, (Né Pereira ou Né Dadu). Segundo o site, após o assassinato do tio, Padre Pereira, ele tomou pra si o intuito de realizar as vinganças contra a família Carvalho. Nisso, formou um bando de cangaceiros que ocasionalmente atacavam as fazendas Umburana, Piranhas e Várzea do Ú. Por ser protegido pelo seu padrinho, coronel Antônio Pereira, Né Pereira sofreu dura perseguição da polícia pernambucana que mandou para a região diversos oficias para apaziguar a famosa questão nordestina. Em 16 de outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, em Serra Talhada (PE), Né Pereira foi assassinado a traição enquanto dormia por um de seus cabras, de nome Zé Grande (Palmeira). Movido por vingança, seu irmão mais novo, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira), acompanhado do primo Luiz Padre, formaram um bando de cangaceiros que durante 5 anos (1917/1922) reinaram no cangaço nordestino até que foram embora do Nordeste. (Fonte: Vila Bela, os Pereiras e Outras Histórias, pag. 307, Luis Wilson). 14º. – Irmão: João Pereira da Silva. 15º. Irmão: José Pereira da Silva (Zé Menino). 16°. – Irmão: Joaquim Aureliano Pereira da Silva (Quincas). Foi para Minas Gerais morar com o irmão Sinhô Pereira, adotou o sobrenome Araújo e fez parte da família Maranhão. Logo que chegou em Minas, separou-se da esposa, ficando ela em Patos e ele em Lagoa Grande com o irmão Sinhô Pereira. 17°. – Irmão: Aureliano Pereira da Silva. 18°. – Antonio Pereira da Silva Barros (Antonio da Passagem do Meio). Estes acima foram os irmãos de Sebastião Pereira da Silva o Sinhô Pereira.

Sinhô Pereira entrou para o cangaço, com a aquiescência da família, no ano de 1916, após a morte do irmão NÉ DADU. Formou bando para executar vindita contra alguns membros da família Carvalho. Foi um dos maiores expoentes na história do cangaço. Abandonou a luta no ano de 1922, indo para Goiás, deixando o bando na chefia de Lampião. (Por Jorge Remígio).

Em entrevista dada a Luiz Conrado de Lorena e Sá, em 1971, respondendo à pergunta "Por que Virgulino Ferreira da Silva ganhou o apelido de Lampião?", Sinhô Pereira respondeu: 

"Num combate, à noite, na fazenda Quixaba, o nosso companheiro Dé Araújo comentou que a boca do rifle de Virgulino mais parecia um lampião. Eu reclamei, dizendo que munição era adquirida a duras penas. Desse episódio resultou o Lampião que aterrorizou o Nordeste.".

Dé Araújo era tio e padrinho de José Firmo de Araújo, pai de Magno José de Sá Araújo. Seu nome completo era Manoel Cavalcanti de Araújo (ou Rodrigo de Souza Nogueira, nome que adotou ao sair do cangaço), pessoa de número #1514 deste site.

Sinhô Pereira faleceu em 21 de agosto de 1979, em Lagoa Grande Minas Gerais.

Fonte de pesquisa:

Não tenho plena certeza, mas me parece que o Lorena era primo de segundo grau do Sinhô Pereira.

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ÚLTIMA FOTOGRAFIA DA CANGACEIRA DADÁ NA BAHIA.


ÚLTIMA FOTOGRAFIA DA CANGACEIRA DADÁ NA BAHIA. FOI NA CIDADE DE RIACHÃO DO JACUIPE BAHIA EM 1990. ENTRE DADÁ O JORNALISTA EVANDRO MATTOS E O PESQUISADO NELCY LIMA DA CRUZ.

Sérgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dadá (Belém de São Francisco, 25 de abril de 1915 — Salvador, fevereiro de 1994), foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião.


Nasceu em Belém de São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.

Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento lhe provocara tanta hemorragia que por pouco não faleceu.

A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornou a companheira de Corisco, com quem, ainda no meio das lutas veio a se casar.

Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.

O bando de Lampíão dividia-se, como forma de defesa, em partes menores, a mais importante delas era justamente a chefiada por Corisco. A esposa tinha uma pistola, que ele dera, para sua defesa pessoal, e também lhe ensinou a ler, escrever e contar.

Num dos ataques feitos pelas volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.

Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dada também era chamada "Suçuarana do Cangaço".

Fonte: facebook
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=871339242970002&set=a.420488464721751.1073741899.100002818033461&type=3&theater

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sábado, 14 de maio de 2016

O MAIS NOVO LIVRO SOBRE JARARACA

Por Marcílio Lima Falcão

Sinopse - Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Jararaca: Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró historiciza a construção das memórias sobre a santificação do cangaceiro Jararaca, morto na noite de 19 de junho de 1927, no cemitério São Sebastião, em Mossoró, pela força policial que o escoltava para Natal, capital do Rio Grande do Norte. A interpretação é realizada por meio da análise da documentação dos jornais O Mossoroense, O Nordeste e O Correio do Povo, da análise de obras com narrativas a respeito da morte de Jararaca, da importância dos lugares de memória como espaços de conflito e das falas dos devotos que visitavam o túmulo de Jararaca no dia de finados. Procura-se compreender as formas de circulação, apreensão e ressignificação das memórias sobre a santificação de Jararaca.

Jararaca - Memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró - Marcílio Lima Falcão.

Autor: Marcílio Lima Falcão
Adquira logo este através deste e-mail:limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 
35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 
3966-7
CC – 
5929-3
Marcílio Lima Falcão

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela
Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP).
Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

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GRANDE DOCUMENTÁRIO, EM VÍDEO, SOBRE A GUERRA DAS FAMÍLIAS NO SERTÃO DO PAJEÚ.

https://www.youtube.com/watch?v=NyeabnBDdWU&feature=youtu.be

Essa briga entre famílias, gerou diversas mortes ao longo dos anos e o surgimento de famosos cangaceiros como Sinhô Pereira e Lampião.

O cangaceiro Sinhô Pereira

Há dias atrás, postamos esse documentário, realizado pela Rede Globo de Televisão, em seu programa de documentário "Globo Repórter".

O rei do cangaço Lampião

Alguns amigos e amigas, não conseguiram ver. Pediram-me que o posta-se novamente.

Então, a pedido dos meus amigos(as), vejam o documentário. Ótimo para aqueles que não viram, e para aqueles que já o assistiram, boa oportunidade para rever e travar debates com os amigos em mesas de barzinhos, na área de sua casa e alpendres de casa de fazendas.


Nesse rico documento, teremos o prazer e a honra de ver, ouvir o 1º inimigo de Lampião, Zé Saturnino. Ouviremos, também os ilustres senhores João Jurubeba, Davi Jurubeba e outros, que combateram o banditismo, na época.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: OFÍCIO DAS ESPINGARDAS
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?fref=ts

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A EXECUÇÃO DE CHICO PEREIRA


Certa feita, um grande pesquisar, para mim, um dos mais sérios, na atualidade, Rubens Antonio, falou-me que em temas históricos, temos que ‘espremer’, sempre, para se arrancar mais alguma coisa. E, ele mesmo nos dá um exemplo quando descobre uma imagem do sargento Deluz, coisa que até aquele momento não se tinha.

Vimos, nessa matéria, comentar e tentar mostrar a morte, ou melhor, o assassinato do cangaceiro Chico Pereira, que tinha seu nome de registro Francisco Pereira Dantas.

Francisco Pereira Dantas o cangaceiro Chico Pereira

Chico parte para vingar o assassinato de um familiar próximo. Com isso, com essa intenção, sabedor do poder de seus inimigos, resolve solicitar a ajuda do bando do “Rei dos Cangaceiros”.

Coronel José Pereira de Lima

O chefe mor estando convalescendo em uma fazenda, reduto do coronel Zé Pereira, de Princesa Isabel, PB, envia seu bando. Lá chegando, na cidade de Souza, fazem barbaridades ao extremo e, a partir daí, começa uma árdua perseguição ao “Rei” e seu bando, por parte do chefe político de Princesa.

O cangaceiro "Chico Pereira" em trajes de guerra - Foto colorizada pelo professor rubens antonio

Pois bem, o cangaceiro Chico Pereira, segundo relato de autores renomados, ‘devia’ a honra de umas oitenta moças nas quebradas do sertão. Isso era muito sério. Normalmente, a honra se ‘lavava com sangue’ naquelas quebradas. Acreditamos que o que aconteceu em terras potiguares com o famoso cangaceiro, tenha sido, exatamente, devido a sedução de uma sobrinha do governador do Estado, naquela época, o qual, julga e determina sua sentença de morte.

Tenente Manuel Arruda de Assis

Chico é preso pelo renomado tenente Manuel Arruda de Assis, na cidade de Cajazeiras, PB. Removido, posteriormente, para a Cadeia Pública da cidade de Pombal, PB.

Então, sua transferência é solicitada para uma cidade no vizinho Estado potiguar, nunca ficando claramente esclarecido tal pedido e aceito essa transferência. Sabemos, hoje, que isso já fazia parte do plano de eliminar o cangaceiro, pois não havia, e não há, provas dele ter agido naquela e/ou na ribeira de Currais Novos.

Estando preso na Capital daquele Estado, Rio Grande do Norte, é solicitado por autoridades que seja removido para currais novos onde deveria responder crimes, ou crime, naquela localidade.

JOAQUIM DE MOURA, Oficial da Força Pública do RN, matador de CHICO PEREIRA

No dia 28 de Outubro de 1928, a escolta o recambia, algemado para o Acari, comandada pelo Tenente Joaquim de Moura. Fizeram parte da sua escolta os militares: o tenente Joaquim Moura, o sargento Genésio Cabral de Lima, cabo Feliciano Tertuliano da Silva e, são citados no processo que investigou o ato covarde de assassinato, dois cidadãos do local onde se deu a façanha, Manoel Severino Dantas e Cícero Dias da Silva, acompanhados ainda, pelo sargento Pedro Ceciliano Lustosa, que comandava a Força Policial de Currais Novos.

Presidente Café Filho

Chico tinha como advogado, o famoso João Café Filho, mais tarde torna-se presidente do País, que, informado do que aconteceria com seu cliente nas estrada, resolve ficar na Capital do Estado, o deixando entregue aos ‘lobos’. O advogado é alertado assim: “Se a polícia vai mesmo matar Chico Pereira, pelo caminho, não vai deixar testemunhas sem farda. Na certa você morrerá também”.( José Romero Araújo Cardoso).

Capela, indica o local do assassinato de Chico Pereira

Na altura do quilômetro 177 da, hoje, rodovia BR 226, dá-se o acontecimento do assassinato do prisioneiro. “(...), estanca (o caminhão) a poucos quilômetros da entrada de Currais Novos, numa parte da estrada de terreno elevado, tirando-o da carroceria e o golpeando a coices de fuzil. Já no chão, ferido de morte, o Tenente Moura ordena ao sargento Genésio para precipitar o carro sobre o corpo de Chico Pereira, numa altura de alguns metros, o que fez com que o corpo fosse esmagado em algumas partes (cabeça e abdômen)(...)”.( Volney Liberato).

Escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

Segundo José Romero, o advogado do cangaceiro Chico Pereira, Café Filho, no dia seguinte ao ‘desastre’ onde morre seu cliente, “(...) lá pelas 10 horas da manhã, recebe telegrama narrando-lhe o “desastre” e a morte “acidental” do seu constituído.(...)”.

Juvenal Lamartine - governador, na época, do Rio Grande do Norte

Mais uma ‘manobra’ de assassinato, essa a mando do governador, na época, do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, em represália, ou mesmo vingança, por Chico ter seduzido uma de suas sobrinhas em Serra Negra do Norte... nas quebradas do Sertão.

Cópia, parte do processo contra os militares e civis que participaram do assassinato de Chico Pereira

Fonte "Guerreiros do Sol" - Frederico Pernambucano
José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor adjunto do departamento de geografia da UERN.
Volney Liberato é filho de Currais Novos, Seridó - RN. Bacharel em Administração pós-graduado pela UFRN; repórter pela Oficina de Jornalismo "Genival Rabelo"; pesquisador do cangaço, história regional e cultura popular.
Fotos pescadas no ‘açude’ de Jerdivan Nóbrega Araújo
cangaçonabahia.com
cariricangaco.blogspot.com
PS// A foto do cangaceiro Chico Pereira foi colorizada pelo ProfessorRubens Antonio
Parte do processo contra os oficiais da PM-RN foi compartilhada pelo amigo Cap Cangaceiro


Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/ 

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COM MEU IRMÃO ZEZÉ, NOS CAMPOS DE NOSSA DESCENDÊNCIA

Por João de Sousa Lima

 Uma visita com meu irmão Zezé nos campos onde viveram nossos antecedentes.  Na Maniçoba e Serrinha, Distrito de Itapetim, Pernambuco, resistem as casas dos nossos antepassados, a família Piancó, que foram as pessoas que fundaram Itapetim.















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